A vingança da senhora corrida

Redação Webrun | Corridas de Rua · 09 fev, 2008

No treino de 10 quilômetros na última terça-feira senti um calor anormal. “Isso é coisa do horário indevido”, pensei, já que treino combinado com a minha amiga Jacke Gense e a Yara Achôa começou às 15h (na verdade, devido ao horário de verão eram 14h).

Quarta-feira, às 6h, já estava na pista para o treino de corrida intercalado com circuit trainer, porém, na penúltima série escutei meu corpo e parei com uma leve indisposição. Voltei para casa e tombei na minha cama com um sono anormal. Nos dias que passaram tive febre noturna, sempre bem baixa mas acompanhada de sudorese nas pernas e somente nas pernas – será coisa de corredor suar somente nas pernas?

Resultado foi que o treinamento da semana foi para o espaço. Já que perdi três dias de treino, inclusive o de hoje (um semi-longo de 20K) que julgo ser o mais importante nesta fase de preparação para a Maratona de Porto Alegre, no final de maio.

Vou ao pronto-socorro, o médico pede um exame de sangue e tudo normal. Pede o de urina e o resultado mostra uma leve infecção, causada “provavelmente por uma virose”. Nada que um antibiótico não cure (assim espero). Voltei para casa com a recomendação de descansar ao máximo e tomar muito líquido.

Situação “normal”, mas chata. Parece ser vingança da “senhora corrida” que dá o troco: “Quando você está bem de saúde você me menospreza, me dá “bolo”, mata o quilômetro final. Agora que você tanto precisa de mim (pois quando corro, assim como muitos, é quando reflito a vida) não me usará como terapia”, imagino um hipotético diálogo travado.

“É senhora corrida não me abandone por que nestes tempos bicudos vou precisar muito, mas muito mesmo de você!”

Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.

Redação Webrun

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