blog

Ao meu técnico com carinho

Eram 20h05 da noite de ontem, dia 16, e o e-mail que ia selar o meu mais longo vínculo dentro das corridas chega em minha caixa postal. Um vínculo maravilhoso e mágico que durou 12 anos com o meu primeiro e único técnico de corridas, Vanderlei Severiano, o Branca.

Lembro como fosse hoje que em uma manhã de domingo do ano de 1996 quando avistei aquele negro com um sorriso generoso no rosto e resolvi abordá-lo. Já tinha o visto correr (e como corre!) pelas alamedas do parque do Ibirapuera e sabia que ele era uns dos conceituados treinadores de corrida aqui em São Paulo.

Buscava um técnico, já que havia corrido há pouco tempo minha segunda maratona, a extinta e difícil Maratona de Ribeirão Pires, na grande São Paulo, na qual fechei em 3h37min. Estava então, à somente 40 dias da terceira competição e para essa que o Branca passou a me orientar, corrigiu algumas (ou seriam muitas?) falhas, me ensinou a correr por tempo em não por distância, enfim, fez eu enxergar que com disciplina e disposição podemos avançar.

Se eu aprovei o trabalho que ele fez em 40 dias? Tenho certeza que sim, ao ver o cronômetro da Maratona de São Paulo fechar em 3h09min. Ou seja, em 40 dias baixei meu tempo na maratona em 28 minutos. Daí veio o sonho de correr sub 3 horas e, um ano depois, estava lá eu fechando os 42.195m sub três horas.

E para quem o conhece sabe que além de grande profissional é uma pessoa maior ainda. Deixo hoje de fazer parte da Branca Esportes, mas não deixo de ser um guerreiro, palavra pelo qual ele chama todos seus alunos. Para o Branca, não há João não há Maria, não existem rápidos nem lentos, existem guerreiros!

Difícil foi enviar o e-mail, porque não queria que se sentisse trocado por outro técnico, pois para mim diferente de alguns que trocam de técnico como mudam o tênis, a decisão foi muito difícil, como todas as separações as são. Mas o sábio me respondeu:

“Guerreiro, estamos aqui nesta vida simplesmente para ser um caminho e não o fim. O mais importante que até o momento eu fiz parte e faço parte da sua vida e você da minha é isto que conta”.

Coincidência ou não, meu novo técnico como o último Vanderlei, se chama Wanderlei de Oliveira, da Run for Life. Tomei a decisão no dia quando assisti um de seus
treinos. Já tinha vínculo estreito com ele, já que foi colaborador de primeira hora do pioneiro site de corridas de rua brasileiro, o maratona.com.br – embrião do Webrun.

“Conheço o Wanderlei de Oliveira e o respeito muito e é uma excelente pessoa e profissional”, disse o Branca, em sua última instrução para o seu ex (sempre) guerreiro.

Obrigado por tudo Branca!


Ao meu técnico com carinho

Corridas de Rua · 17 jan, 2008

Eram 20h05 da noite de ontem, dia 16, e o e-mail que ia selar o meu mais longo vínculo dentro das corridas chega em minha caixa postal. Um vínculo maravilhoso e mágico que durou 12 anos com o meu primeiro e único técnico de corridas, Vanderlei Severiano, o Branca.

Lembro como fosse hoje que em uma manhã de domingo do ano de 1996 quando avistei aquele negro com um sorriso generoso no rosto e resolvi abordá-lo. Já tinha o visto correr (e como corre!) pelas alamedas do parque do Ibirapuera e sabia que ele era uns dos conceituados treinadores de corrida aqui em São Paulo.

Buscava um técnico, já que havia corrido há pouco tempo minha segunda maratona, a extinta e difícil Maratona de Ribeirão Pires, na grande São Paulo, na qual fechei em 3h37min. Estava então, à somente 40 dias da terceira competição e para essa que o Branca passou a me orientar, corrigiu algumas (ou seriam muitas?) falhas, me ensinou a correr por tempo em não por distância, enfim, fez eu enxergar que com disciplina e disposição podemos avançar.

Se eu aprovei o trabalho que ele fez em 40 dias? Tenho certeza que sim, ao ver o cronômetro da Maratona de São Paulo fechar em 3h09min. Ou seja, em 40 dias baixei meu tempo na maratona em 28 minutos. Daí veio o sonho de correr sub 3 horas e, um ano depois, estava lá eu fechando os 42.195m sub três horas.

E para quem o conhece sabe que além de grande profissional é uma pessoa maior ainda. Deixo hoje de fazer parte da Branca Esportes, mas não deixo de ser um guerreiro, palavra pelo qual ele chama todos seus alunos. Para o Branca, não há João não há Maria, não existem rápidos nem lentos, existem guerreiros!

Difícil foi enviar o e-mail, porque não queria que se sentisse trocado por outro técnico, pois para mim diferente de alguns que trocam de técnico como mudam o tênis, a decisão foi muito difícil, como todas as separações as são. Mas o sábio me respondeu:

“Guerreiro, estamos aqui nesta vida simplesmente para ser um caminho e não o fim. O mais importante que até o momento eu fiz parte e faço parte da sua vida e você da minha é isto que conta”.

Coincidência ou não, meu novo técnico como o último Vanderlei, se chama Wanderlei de Oliveira, da Run for Life. Tomei a decisão no dia quando assisti um de seus treinos. Já tinha vínculo estreito com ele, já que foi colaborador de primeira hora do pioneiro site de corridas de rua brasileiro, o maratona.com.br – embrião do Webrun.

“Conheço o Wanderlei de Oliveira e o respeito muito e é uma excelente pessoa e profissional”, disse o Branca, em sua última instrução para o seu ex (sempre) guerreiro.

Obrigado por tudo Branca!

O lado rosa da corrida

Dias desses recebi do blogueiro Duílio Ferronato, da Folha da São Paulo, um gancho de uma pauta esportiva. Tratava-se de um passeio ciclístico destinado à gays promovido pelo SP Gay Bikers, que desde o mês de novembro tem sido realizado na cidade de São Paulo.

Não dei a nota, não porque se tratava de gays – quem disse que gay não corre? – mas sim, por não se tratar de corrida. Dias depois nada menos nada mais que o Gilberto Dimenstein da mesma Folha, escreve uma coluna exclusiva sobre o assunto.

Antes que o Dimenstein o faça, faço um tributo ao trio da bem humorada equipe Bofe que cliquei na última São Silvestre. Se eles são gays ou não, pouco importa, o que importa nesta imagem é a atitude de pôr a causa “rosa” para correr. Gostei!

Ano passado, durante a realização da Parada Gay que emplaca mais gente que em todas as maratonas do mundo juntas – cerca dois milhões de pessoas – houve dentro da programação a Corrida da Diversidade, realizada na USP, que reuniu a comunidade GLS.

Mesmo bem menor que uma parada Gay, para quem não é do mundo da corrida fica difícil entender porque a Corrida de São Silvestre tem um contingente de polícia em grandes proporções. Sabemos que em boa parte das corridas as maiores autoridades são os “marrozinhos” do CET, e olha, que em nossos eventos reunimos facilmente cinco, 10 até 20 mil participantes e, em centenas de corridas que já fui, nunca presenciei um único safanão de corredor para corredor, muito menos uma briga. Acho que é esse espírito de corredor que faz nosso mundinho ser tão especial.

E viva a diversidade!


O lado rosa da corrida

Corridas de Rua · 15 jan, 2008

Dias desses recebi do blogueiro Duílio Ferronato, da Folha da São Paulo, um gancho de uma pauta esportiva. Tratava-se de um passeio ciclístico destinado à gays promovido pelo SP Gay Bikers, que desde o mês de novembro tem sido realizado na cidade de São Paulo.

Não dei a nota, não porque se tratava de gays – quem disse que gay não corre? – mas sim, por não se tratar de corrida. Dias depois nada menos nada mais que o Gilberto Dimenstein da mesma Folha, escreve uma coluna exclusiva sobre o assunto.

Antes que o Dimenstein o faça, faço um tributo ao trio da bem humorada equipe Bofe que cliquei na última São Silvestre. Se eles são gays ou não, pouco importa, o que importa nesta imagem é a atitude de pôr a causa “rosa” para correr. Gostei!

Ano passado, durante a realização da Parada Gay que emplaca mais gente que em todas as maratonas do mundo juntas – cerca dois milhões de pessoas – houve dentro da programação a Corrida da Diversidade, realizada na USP, que reuniu a comunidade GLS.

Mesmo bem menor que uma parada Gay, para quem não é do mundo da corrida fica difícil entender porque a Corrida de São Silvestre tem um contingente de polícia em grandes proporções. Sabemos que em boa parte das corridas as maiores autoridades são os “marrozinhos” do CET, e olha, que em nossos eventos reunimos facilmente cinco, 10 até 20 mil participantes e, em centenas de corridas que já fui, nunca presenciei um único safanão de corredor para corredor, muito menos uma briga. Acho que é esse espírito de corredor que faz nosso mundinho ser tão especial.

E viva a diversidade!

Será que tem gente que reclama?

Corridas de Rua · 14 jan, 2008

Enquanto no Brasil se realizaram ao longo do ano passado seis maratonas oficiais, nos Estados Unidos foram computadas 340 provas de 42.195 metros. No ano anterior esse número era de 350 competições.

Só a média de provas realizadas em único final de semana supera nossa totalização anual.

Fico me perguntando: será que alguém já reclamou da exclusão destas dez provas do calendário?

Organizador debate suas provas

Muito legal a iniciativa do José João da Silva e do Renato Elias, da JJS Eventos, de convidar um número expressivo de técnicos de corrida para debater a organização de suas provas.

Achei interessante, duas coisas: o debate voltado à massa de corredores formado pelas assessorias esportivas, salientando que suas provas são voltadas para quem faz a festa, ou seja, os amadores. E olha que nas duas principais provas a Troféu Cidade de São Paulo e Troféu Independência a elite é muito bem tratada como já presenciei várias vezes.

Mas o mais legal foi atentar para os números que apresentaram sobre o abastecimento: água a cada dois quilômetros, além, de gel e isotônico. Exemplo a ser seguido por muito organizador.

Pelo patamar que o Brasil já atingiu em termos de corridas de rua já, está mais do que na hora de acabar de vez com problema de abastecimento.


Organizador debate suas provas

Corridas de Rua · 12 jan, 2008

Muito legal a iniciativa do José João da Silva e do Renato Elias, da JJS Eventos, de convidar um número expressivo de técnicos de corrida para debater a organização de suas provas.

Achei interessante, duas coisas: o debate voltado à massa de corredores formado pelas assessorias esportivas, salientando que suas provas são voltadas para quem faz a festa, ou seja, os amadores. E olha que nas duas principais provas a Troféu Cidade de São Paulo e Troféu Independência a elite é muito bem tratada como já presenciei várias vezes.

Mas o mais legal foi atentar para os números que apresentaram sobre o abastecimento: água a cada dois quilômetros, além, de gel e isotônico. Exemplo a ser seguido por muito organizador.

Pelo patamar que o Brasil já atingiu em termos de corridas de rua já, está mais do que na hora de acabar de vez com problema de abastecimento.

Metas para uma temporada

Corridas de Rua · 10 jan, 2008

Qual sua meta, qual seus objetivos para esse ano? Essas são algumas das perguntas que nós corredores devemos ter respostas em mente na hora de planejar a temporada. A partir destes objetivos, deve-se planejar as provas que iremos participar, mas lembre-se, de ter metas realistas. Não programe sua maratona para sub três se até você mesmo sabe que não conseguira atingir esse objetivo. Isso lhe evitará frustrações. E corrida é alegria.

Seu objetivo é correr uma maratona, pois bem, programe-se para participar de uma ou duas meias maratonas para “sentir” a prova alvo. Talvez seu objetivo seja bater seu recorde pessoal nos 10 quilômetros, então, a melhor coisa é programar algumas competições na distância. Para isso, participe de um circuito que tenha de três a quatro etapas em um mesmo percurso, assim, você conseguirá medir sua performance prova a prova. Se vai bater o recorde é outra questão, porém, há grandes chances de ao menos você reavaliar a meta e melhorar a marca na outra temporada.

Lembre-se o objetivo deve ser alcançado, o que não deve ser encarado como obrigação e sim como meta. E, para isso, só existe um caminho: treino e disciplina.

Homens são mais rápidos que as mulheres na maratona

Corridas de Rua · 07 jan, 2008

Qual o tempo que eu posso terminar uma maratona? Quando sou rápido ou quando sou lento? Respostas para estas perguntas são peculiares, pois cada atleta reage de uma forma para cobrir os 42.195 metros do percurso de uma maratona.

Porém, há um número interessante divulgado esta semana nos Estados Unidos: das 403 mil pessoas que concluíram alguma maratona em solo americano em 2007, o fizeram com tempo médio de 4h41min33.

Os homens, que representaram 60,5% dos concluintes, são na média quase meia hora mais rápidos que as mulheres, já que correm em 4h29min52, contra 4h59min28 registrado no feminino.

Viu como é bom a prática esportiva

Corridas de Rua · 06 jan, 2008

Jamais entrei em corrida sem estar inscrito devidamente. O “devidamente” aqui quer dizer correr com o número de peito próprio (sem número nem cogito em correr). Mas infelizmente não é isso que vemos acontecer.

Pode parecer besteira, mas muitas vezes ao correr com o número de outra pessoa fazemos com que a classificação na faixa etária vá para o “espaço”, e muitos corredores treinam com afinco para se classificarem bem em sua categoria.

Veja um exemplo gritante: o rapaz ao lado estava inscrito com a idade de 82 anos. E claro, ficou em primeiro lugar na categoria - mas que “catigoria” em Bebel? -; + 80 anos da São Silvestre. Por essas e outras, que vemos tempos extremamente rápidos em algumas faixas etárias, no caso em questão, o tempo registrado foi 1h05min.

Como disse o colega “expert” em atletismo o Nilson Duarte ao ver a foto do "octagenário": “Viu como é bom a prática esportiva. Você chega a essa idade com esse corpinho."...

Então só nos resta praticar esportes!

A corrida da muvuca

Acredito que a Corrida de São Silvestre começa a deixar de ser uma competição para virar uma confraternização. Embora ainda queira acreditar que eu vá participar desta prova de forma competitiva, sem ter que desviar de placas e fantasiados, tomar água em uma temperatura ideal, mas nunca quente, entre outras coisas básicas em uma corrida dita normal.

Existem aqueles que não gostam de “normalidades” e gostam sim de uma boa muvuca e para esses vai aqui uma dica de boa diversão feita pela blogueira Jacke Gense. Trata-se da Corrida da Lama (quer mais muvuca que isso?). Pois é, essa prova vai acontecer em fevereiro na mais holandesa das cidades brasileiras: Holambra (para quem não é do estado ou não conhece fica na região de Campinas à cerca de 100 quilômetros de São Paulo). Serão 5 e 10 quilômetros de puro barro e lama garante quem já participou.

Alguns fugirão de seus técnicos para participar do evento (é grande o risco de lesão neste tipo de prova), outros vão para a farra consciente que a muvuca é o que importa como tem acontecido com a nossa mais famosa prova.


A corrida da muvuca

Corridas de Rua · 04 jan, 2008

Acredito que a Corrida de São Silvestre começa a deixar de ser uma competição para virar uma confraternização. Embora ainda queira acreditar que eu vá participar desta prova de forma competitiva, sem ter que desviar de placas e fantasiados, tomar água em uma temperatura ideal, mas nunca quente, entre outras coisas básicas em uma corrida dita normal.

Existem aqueles que não gostam de “normalidades” e gostam sim de uma boa muvuca e para esses vai aqui uma dica de boa diversão feita pela blogueira Jacke Gense. Trata-se da Corrida da Lama (quer mais muvuca que isso?). Pois é, essa prova vai acontecer em fevereiro na mais holandesa das cidades brasileiras: Holambra (para quem não é do estado ou não conhece fica na região de Campinas à cerca de 100 quilômetros de São Paulo). Serão 5 e 10 quilômetros de puro barro e lama garante quem já participou.

Alguns fugirão de seus técnicos para participar do evento (é grande o risco de lesão neste tipo de prova), outros vão para a farra consciente que a muvuca é o que importa como tem acontecido com a nossa mais famosa prova.

Acabou a moleza

Corridas de Rua · 02 jan, 2008

Meu treinamento visando a atual temporada começou no último dia 1° de novembro como já postei neste blog, com rodagens e sem preocupação com o tempo. Após sete semanas girando entre 40 a 65 quilômetros por semana, fiz uma pausa nos últimos 10 dias (8ª semana).

Mas acabou a moleza. Hoje retornei ao treinamento. A primeira atividade logo às 6h da manhã foi um ótimo alongamento ao lado de pessoas especiais. Na continuidade rodei cerca de oito quilômetros sob uma fina garoa nas alamedas do Ibirapuera com minha mais nova amiga, a blogueira Jacke Gense. Tudo leve, tudo tranqüilo, porém, sei que agora deve haver uma palavra em minha mente: foco!

Para esta temporada reservo algumas surpresas e novidades, tão logo, as oficialize posto aqui para vocês.

Ótimo 2008!

Cheruiyot: esse é bom, esse é forte

Corridas de Rua · 31 dez, 2007

Olha aí o queniano Robert Cheruiyot, recém agraciado com um milhão de dólares por vencer o Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (WMM), com a revista pocket do Webrun a WR 2 GO que tem distribuição gratuita.

O mais legal foi o reconhecimento que o tricampeão da Maratona de Boston e atual campeão da Maratona de Chicago para com os atletas brasileiros ao folhar a WR 2 GO.

Ao bater olho da capa da edição #1 e ver a vitoriosa (de vida e corridas também) Ana Garcez, a Animal, emendou: “Eu conheço ela!" E contou que ela foi moradora de rua e se interessou em saber se ele iria estar lá na São Silvestre, tudo dito, com um inglês muito mais compreensível de que seus compatriotas.

Mais algumas folhas adiante, pimba, vê a foto de um atleta da equipe BM&F / Pão de Açúcar e fala: “Marilson, esse é bom, esse é forte. Já competi com ele e sei que é um atleta bom!”, bradou, com um português bastante compreensível também.