Cuidados ao correr no barro

Redação Webrun | Corridas de Rua · 19 fev, 2008

Sujar é preciso (foto: stock.xching)
Sujar é preciso (foto: stock.xching)

Ao enfiar o pé na jaca, quer dizer no barro, é preciso alguns cuidados. Cuidados antes, durante e depois da corrida. Verão é sinônimo de chuva em todo o país. Chegamos ao extremo em que em cidades localizadas no norte país, em época de chuva, marcam seus encontros para “depois da chuva”, já que chove religiosamente em determinados horários. E em treinos de trilhas essa equação se resulta em barro e poças de água.

Por isso macetes na hora de encarar tais condições são necessários. Semanalmente totalizo cerca de 30 quilômetros por trilhas. E meu habitat é o Parque do Ibirapuera. Trilhas – de terra e grama – neste local se traduz na conhecida “volta por fora” tangenciando a grade e que tem cerca de seis quilômetros de extensão. E em tempos de chuvas se prepare porque é barro na certa.

O cuidado pré-corrida mais importante é a escolha do tênis. Eu por exemplo, tenho um Pegasus 2006 somente para ser usado em treinos de trilha. É o mais “velhinho” do meu kit, então coloco ele “sem medo” para enfrentar qualquer condição de terreno.

Ao correr a primeira regra é atenção. Sem ela um tombo tem grandes chances de acontecer. Ao se deparar com as poças que deixam encharcadas a terra e a grama em seu perímetro, deve-se diminuir a velocidade e procurar rapidamente o local mais seco para apoiar os pés. Não tendo esse local nos resta enfiar o pé na água ou barro. Se isso tiver que acontecer que ultrapassemos esse obstáculo andando, evitando assim, um escorregão e um tombo de proporções muito maiores do que os segundos que você poderia “ganhar”.

Vindo um corredor no sentido contrário a preferencial é de quem estiver mais próximo do obstáculo. Mantenha sempre a direita da trilha, afinal não moramos na Grã Bretanha, Austrália e nem no Japão.

Se o piso estiver molhado outra regrinha é cadenciar o ritmo. Muitas vezes é loucura querer igualar aquela marca que você faz quando a terra está seca. Cuidado com as pisadas, galhos e raízes. Procure mentalizar as impulsões que serão necessárias para elevar seus pés um pouco mais do que se eleva ao correr no asfalto. Um centímetro pode ser a diferença entre a glória e o chão.

Treino concluído vem a parte suja do trabalho: os cuidados com a limpeza do tênis. E se você afundou ele na poça de água ou barro não há outro jeito senão submete-lo a uma boa lavada. Se a drenagem do local de corrida for boa as poças são contornáveis como no caso do Ibira e a tendência é que neste caso somente a sola fique com sujeira. Nada que um tanque e um escova com sabão não resolvam. Se a palmilha molhou retire para dar limpeza e secagem.

Mas uma regrinha muito importante, mas, muito importante mesmo lógico que além do seu banho é tirar o tênis antes de botar o pé para dentro de casa, evitando assim, um bom trabalho a depender do seu esquecimento com a sujeira.

Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.

Redação Webrun

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