Corridas de Rua · 04 dez, 2007
E não é que eu demorei nove anos para saber que o percurso da Volta da Pampulha não tem 17.800 metros como eu sempre pensei. Pois é, o número exato é 17.801 metros. Quem confirma a distância são os medidores oficiais da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que refizeram a aferição o percurso em volta da lagoa.
Por que refizeram? Para seguir as regras da Federação Internacional de Atletismo, veja só: item referente a validade do certificado de medição, a duração é de cinco anos ou de cinco edições, desde que o percurso não seja alterado em nenhum detalhe, inclusive largada, chegada e retornos, informa a CBAt.
Mas por um metro o cara faz um post? Sim, pois um metro para um corredor é muito importante. Em um metro no caso de um fundista pode ser detalhe e para um velocista ser crucial pode acontecer muitas e muitas coisas. Uma vitória pode ser definida, uma ultrapassagem ser feita, um tombo pode acontecer, que o diga o queniano Robert Cheruiyot que depois de percorrer 42.194 metros caiu no metro final da Maratona de Chicago ano passado.
Como diria nosso amigo Migué, não é mole não. Foi dureza o primeiro short triathlon (750m natação / 20km ciclismo / 5km corrida) que o ex-fumante André Azor enfrentou no último sábado, em sua estréia na modalidade depois de debutar na maratona há um mês. Morri na transição, só tinha feito um treino de bike. Nunca treinei transição".
Seis meses separam esse primeiro short do Ironman Brasil que estão nos planos do paulista que trocou São Paulo por Florianópolis, onde treina corrida há seis meses. Um dos pontos que contam a seu favor é a escolha do técnico.
Desde que calçou o tênis pela primeira vez ele treina com Vanuza Maciel (Mega) que na semana passada foi a quarta colocada e melhor brasileira no Mundial de Ultraman (10km natação / 421km ciclismo / 84 km de corrida (!)) disputado em Big Island, no Havaí.
Não é mole não, sabiamente falaria, Migué.
Corridas de Rua · 03 dez, 2007
Como diria nosso amigo Migué, não é mole não. Foi dureza o primeiro short triathlon (750m natação / 20km ciclismo / 5km corrida) que o ex-fumante André Azor enfrentou no último sábado, em sua estréia na modalidade depois de debutar na maratona há um mês. Morri na transição, só tinha feito um treino de bike. Nunca treinei transição".
Seis meses separam esse primeiro short do Ironman Brasil que estão nos planos do paulista que trocou São Paulo por Florianópolis, onde treina corrida há seis meses. Um dos pontos que contam a seu favor é a escolha do técnico.
Desde que calçou o tênis pela primeira vez ele treina com Vanuza Maciel (Mega) que na semana passada foi a quarta colocada e melhor brasileira no Mundial de Ultraman (10km natação / 421km ciclismo / 84 km de corrida (!)) disputado em Big Island, no Havaí.
Não é mole não, sabiamente falaria, Migué.
Corridas de Rua · 02 dez, 2007
Festa de premiação muitas vezes é menosprezada pelos participantes de uma corrida. Chega, recebe a medalha, se hidrata, faz a social e adeus na maioria das vezes. Mas nem todas as provas são assim. Há aquelas competições em que as premiações dos campeões são bastante concorridas.
Percebi isso na Fast Run Sport Flex Pé, que aconteceu hoje em Mogi das Cruzes, a cerca de 60 quilômetros da capital paulista. Lá após a prova, a grande maioria foi assistir a premiação. Certo, certo, existia os sorteios de brindes para todos os participantes, mas ele foi feito antes das premiações, o que leva por terra a hipótese que eles estivessem lá pelos brindes.
Um autêntico fair play.
Corridas de Rua · 01 dez, 2007
Alguns podem achar que eu tenho implicância com a Corrida de São Silvestre. Mas confesso que algumas vezes eu tenho mesmo, e já expus essa minha opinião sobre a prova em alguns posts aqui do blog, apontando algumas irregularidades, como a largada. Porém, aponto todos esses defeitos com o intuito de agregar valor à mais antiga corrida brasileira.
Acredito que ainda irei correr algumas São Silvestres na minha vida até hoje só foram duas mas vou aguardar a prova tomar seu prumo para então encarar a terceira. Penso também que seja raiva inconsciente de ver a prova às 17h quando toda a verdadeira comunidade do atletismo sonha em passar o reveillon correndo pelas ruas de São Paulo, como era antigamente. Também esbarramos em problemas culturais e muitas vezes a falta de educação do próprio público da São Silvestre.
Veja só. No meu caso quem deu o tiro de misericórdia (literalmente) para eu decidir não correr mais a tradicional prova foi um espectador. Ao passar pela ponte da Av. Rudge lembro de pegar um copo de água em um posto de hidratação. Depois disso rodei cerca de um quilômetro e, uns 200 metros na minha frente, vi a mesma cena: corredores saindo do miolo da pista e indo para as duas laterais da rua, como se fossem pegar água no posto de hidratação. Na hora pensei: a água foi dada há pouco, não deveria ter água lá.
A dúvida perdurou por alguns segundos até eu atingir o ponto e ver o que realmente estava acontecendo. Imagine a seguinte cena: um cidadão estava simplesmente descarregando seu estoque de rojões na direção da pista dos corredores, da mesma forma como acontece nestas festas juninas, em um verdadeiro jogo busca-pé. Era corredor pulando pra lá e pra cá para escapar do rojão.
Esse "torcedor" provavelmente estava em festa errada. Vai ver pensou que estava na festa de São João e não na São Silvestre. Infelizmente, é por essas e outras que ainda tenho que pensar duas vezes antes de fazer a inscrição na São Silvestre.
Corridas de Rua · 30 nov, 2007
Sempre leio estatísticas nas quais os organizadores falam ser a mais rápida, a com maior número de participantes, a maior prova do mundo e outros mais. Mas o que seria maior? Seria o número de inscritos, o número dos que largaram ou o total dos que chegaram?
Cabe a cada um interpretar a seu modo. Mas pelo que parece a ING New York City Marathon, que aconteceu no último dia quatro de novembro, bateu alguns recordes que podem colocá-la como a maior maratona do mundo. Os números informam que esse ano largaram 39.265 corredores dos quais 38.524 concluíram o percurso.
Segundo o New York Runners Club, esse é o maior contingente da história tanto de atletas que largaram (título pertencia à Maratona de Boston de 96 com 36.748), como também de finishers. O antigo recorde já pertencia a Nova York 2006 com 37.866 concluintes, no caso, muda o número e não de mãos.
Corridas de Rua · 29 nov, 2007
"Brasil"! Grita um cara ao ver a bandeira brasileira estampada em minha camiseta. Rápido como o tempo exigia, já que vinha em um ritmo constante para quebrar meu recorde pessoal em maratona, deu tempo de pegar aquele sotaque conhecido no meio da multidão, encará-lo, agradecer com um rápido aceno de cabeça e seguir em frente.
O fato de escutar a palavra Brasil a 10 mil quilômetros de distância de nossas casas é muito forte em alguns casos. Eu numa situação esportiva indiretamente representando o país como todos os amadores que correm provas fora do Brasil o fazem posso dizer que a situação é marcante.
Mas o que marcou mesmo foi o fato que eu me emocionei com a cena e, plagiando o slogan do Pão de Açúcar, que também estava representado em peso na prova por centenas de atletas, naquele momento senti o verdadeiro orgulho de ser brasileiro.
E nada como divagar em uma maratona para manter a dor longe ou um pouco mais distante, me peguei questionando: o porquê eu tinha orgulho de ser brasileiro. Pensei nas mazelas, na miséria, nos políticos, nas riquezas do país que são expropriadas, pensei, pensei e não sei como eu cheguei à conclusão, que apesar de sermos o que somos, eu tinha orgulho de ser brasileiro.
Talvez essa foi uma das lições que eu aprendi na corrida, ter orgulho de ser brasileiro. Mais. Aprendi que podemos com pequenos gestos de cidadania, de carinho e incentivo mudar situações para o bem, como fez aquele anônimo torcedor ao gritar Brasil!
E você já sentiu isso que estou falando? Então divida esse momento conosco no link abaixo.
Corridas de Rua · 28 nov, 2007
Costumo dizer que a Corpore fez eu ser mal acostumado. Na verdade, a primeira corrida que participei foi organizada pela entidade, que é reconhecida pelo alto grau de excelência organizacional, assim para agradar um corredor, que tem padrão Corpore no DNA, tem que fazer bem feito. Felizmente o Brasil, para determinadas competições, já atingiu padrões internacionais, mas pode evoluir ainda mais.
Em meados dos anos 90 quando o Circuito Corpore reunia por etapa cerca de 500 atletas e o ambiente era livre da muvuca atual (que não quer dizer desorganização), uma das coisas que eu mais gostava era de presenciar a premiação. Troféu para os atletas que compunham o pódio e sorteio de brindes para todos os participantes em um clima bastante divertido e camarada. Dava-se risada dos números que passavam raspando pelo seu, escutando se fosse o cinco e não o seis eu ganhava, aquele mais feliz que ia aos pulos e berros correndo em direção ao palco dizendo fui eu, acertei, fui eu!
Acho que por isso que eu fique feliz quando recebi um mailing nesta semana da Corpore avisando e enfatizando que a Corrida Shalom agora em dezembro, fará boa distribuição de brindes a começar com uma passagem aérea para Montevidéu e televisor 32 polegadas.
Mas se naquela época se fazia a alegria das pessoas com simples bonés, camisetas, quando muito um tênis, imagine agora com esses prêmios mais valiosos. Aliás, só como exemplo, mas obviamente respeitando as devidas proporções, todos os inscritos na Volkswagen Run concorreram ao sorteio de um automóvel OKm ao final do evento.
Boa sorte!
Corridas de Rua · 27 nov, 2007
No press release da Reebok, o lançamento da tecnologia The Pump está datada como 1986, mas somente dez anos depois usei por dois anos três pares com essa tecnologia e até hoje foi o melhor tênis de corrida que eu tive. Caía como uma luva, aliás esse era o conceito do meu modelo Reebok The Pump, que por não ter amarras seja por cordões ou velcro, eram suas bolsas de ar cheias por uma mini bomba que moldava o tênis ao seu pé. Era um tênis arrojado e que hoje ainda seria futurístico.
Foi com ele que corri a primeira maratona sub três horas ou fiz 38min baixo nos 10 quilômetros. E é lógico que com ele eu só saia se estivesse naqueles dias de atrair a atenção dos olhares para meus pés. Como diríamos na década de 80, o negócio era "cheguei"!
Já em Nova York durante a maratona, perto da Bedford Street no Brooklin, vários afro-americanos apontavam para o tênis amarelo ovo que estava causando o maior furor e alvoroço entre eles. Eu pensei: "na terra dos tênis é nóis!
Mas hoje em dia o pior erro que um corredor pode cometer é se apegar a um modelo especifico de tênis, já que a cada ano o mesmo modelo pode ter mudanças que tornam o antecessor peça de museu e assim vamos em frente!
Há quase duas semanas surgiu minha primeira bolha nos pés e hoje somada as outras duas que resolveram aparecer totalizam-se três, todas no pé direito. A última surgiu depois de um treino de 21 quilômetros na última sexta-feira (23). Como estou revezando os tênis a culpa recaiu sobre as meias, o que eu pude comprovar hoje.
No treino desta manhã (12km) estrei um par de meias tecnológica da Nike, as anteriores que eu estava usando eram de algodão. Com as novas meias não houve nenhum desconforto, ao contrário de quando usava as de algodão, que davam uma grande ardência na sola do pé e na ponta dos dedos após o treino.
Pois é correndo e aprendendo. Se algum tempo atrás alguém me perguntasse qual seria meu próximo investimento jamais imaginaria que fossem alguns pares de meias. Meus pés pelo visto agradecem.
Corridas de Rua · 26 nov, 2007
Há quase duas semanas surgiu minha primeira bolha nos pés e hoje somada as outras duas que resolveram aparecer totalizam-se três, todas no pé direito. A última surgiu depois de um treino de 21 quilômetros na última sexta-feira (23). Como estou revezando os tênis a culpa recaiu sobre as meias, o que eu pude comprovar hoje.
No treino desta manhã (12km) estrei um par de meias tecnológica da Nike, as anteriores que eu estava usando eram de algodão. Com as novas meias não houve nenhum desconforto, ao contrário de quando usava as de algodão, que davam uma grande ardência na sola do pé e na ponta dos dedos após o treino.
Pois é correndo e aprendendo. Se algum tempo atrás alguém me perguntasse qual seria meu próximo investimento jamais imaginaria que fossem alguns pares de meias. Meus pés pelo visto agradecem.
Corridas de Rua · 25 nov, 2007
O ano de 1995 foi quando comecei a correr inclusive participando de minha primeira maratona. Foi também quando fiz minha primeira corrida de 10 quilômetros. Inscrito estava lá em um domingo pela manhã junto com outros 600 gatos pingados. Postados na largada ao lado do Momento das Bandeiras e pelo que me lembro, o pórtico resumia-se a uma pintura da linha de largada no chão.
A prova estava marcada para acontecer em duas voltas pelo parque do Ibirapuera, mas 15 minutos antes da largada teve que ser modificada. Assim pela primeira vez corria o famoso Rubem Berta em que vamos quase até o Aeroporto de Congonhas e voltamos para o parque do Ibirapuera.
Mas um detalhe: faltando 5 minutos para a largada o tempo começa a se fechar. Um pingo, dois pingos e um temporal desaba sob nossas cabeças, soa a corneta, a largada é dada, fomos e voltamos e a chuva continuava a aumentar. Parei na fila das medalhas comprimento um cara que chegou logo atrás de mim e começamos a conversar. E lembro até hoje do teor da conversa que girava em torno de que se tínhamos chegado juntos naquela prova podíamos montar uma dupla para correr o Revezamento do Pão de Açúcar. A dupla não vingou mas a amizade com o Beto Iannuzzi dura até hoje.
Papo vem, papo vai e a chuva que já era forte virou torrencial. Chegamos na baia e ganhei uma medalha de latão, porém valiosíssima, era minha primeira medalha. Começa ventar os banners que compõem o palco da premiação ficam pendurados, os organizadores chamam atenção dos poucos corredores que restam e zelando pela segurança dão por encerrada a prova sem a realização da tradicional entrega dos troféus e sorteios de brindes para nós mortais corredores.
Essa prova relatada acima foi muito importante para mim por vários motivos e ela é hoje muito importante para o calendário brasileiro de corridas de rua, já que ela leva o nome de São Paulo Classic 10K, e acontece hoje em sua 13ª edição e levará ao mesmo local da primeira edição mais de 12 mil corredores inscritos.
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