Zona Norte recebe 41ª Prova Sargento Gonzaguinha em SP

Na manhã deste domingo aconteceu na Zona Norte de São Paulo a 41ª edição da Prova Pedestre Sargento Gonzaguinha, competição que classificou os 10 primeiros homens e mulheres para a São Silvestre. A vitória masculina ficou com Luis Paulo Antunes, enquanto no feminino com Eunice Jeptoo, do Quênia.

São Paulo - O dia amanheceu nublado e São Pedro colaborou com os milhares de atletas, já que não choveu em nenhum momento dos 15 quilômetros do trajeto montado nas proximidades da Avenida Cruzeiro do Sul. A largada foi dada às 7h45 para os cadeirantes; 7h50 para a elite feminina e às 8h para a elite masculina e categoria geral em frente à Escola de Educação Física da Polícia Militar.

Entre os homens a briga foi boa durante todo o trajeto com os gêmeos Paulo Roberto e Luiz Fernando de Almeida Paula, que sempre se alternavam na liderança com Luiz Paulo Antunes e Ivanildo Pereira dos Anjos. Após 45min45 Luiz Paulo, que representa a equipe mineira do Cruzeiro, fechou na primeira posição, seguido por Paulo Roberto (45min48) e Luiz Fernando (45min53).

“Os gêmeos deram muito trabalho, vieram juntos a todo o momento e muito forte. Agora vou me focar na São Silvestre e a minha meta é chegar entre os cinco primeiros”, ressalta o campeão. Já Paulo Roberto afirma que estudou bem os adversários. “A disputa foi boa, meu objetivo principal é a São Silvestre, então aqui pretendia chegar entre os três primeiros”. Ainda segundo o atleta, a meta para a prova do último dia do ano é ficar entre os cinco melhores.

Luiz Fernando ratifica as palavras do irmão e comenta que a Sargento Gonzaguinha serviu de treino para a São Silvestre. “Foi um teste muito positivo, a corrida foi tranqüila e não precisei fazer muito esforço”. Marildo José Barduco; Ivanildo Pereira dos Anjos e Célio Falcão completaram o pódio.

Mulheres - Entre as mulheres a dupla de quenianas da Fila deu muito trabalho para as brasileiras e terminou a corrida com uma dobradinha. Eunice Jeptoo precisou de 56min05 para fechar, seguida por Pauline Chepchumba, com 56min12 e pela brasileira Adriana Aparecida da Silva. “O clima hoje estava muito bom para correr e a prova não tem muitas subidas e descidas, o que é muito bom”, explica a primeira colocada. A vice-campeã diz que o percurso não foi difícil e que ela está confiante por um bom resultado na São Silvestre. Rosângela Silva (57min57); Sueli Vieira (59min28) e Priscilla Bowot (1h11min42) completaram o pódio.

De acordo com o treinador das atletas quenianas, Moacir Marconi, o Coquinho, ele já esperava esse resultado de suas pupilas. “Tivemos que fazer algumas mudanças nos treinos assim que elas chegaram do Quênia, mas graças a Deus deu certo e elas corresponderam bem”. Ele diz ainda que elas vão correr os 10K Rio Corrida Panamericana e depois a São Silvestre, onde buscarão um pódio.

A maior parte dos atletas presentes na Sargento Gonzaguinha eram amadores, cada um com um objetivo diferente, alguns com adereços e outros dispostos a passar mensagens sobre determinado assunto. Todos eles fizeram um bom aquecimento e alongamento antes da largada e, assim que a buzina tocou, todos saíram em disparada.

Enfrentar 15 quilômetros é fácil para alguns e pode ser complicado para outros, mas a sensação na chegada para todos é certamente de dever cumprido. José Vicente de Almeida ajoelhou e beijou o chão assim que cruzou o pórtico, para agradecer a Deus sua saúde. Perto de completar 50 anos, ele disse que a prova foi muito boa e que todo mundo deveria praticar esportes.

Ainda falta cerca de uma semana para o natal, mas Papai Noel veio mais cedo e aproveitou para manter o condicionamento físico antes de distribuir os presentes para as crianças. “Papai Noel virá correndo esse ano”, ressalta Hélio Alves, que correu com uma máscara do bom velhinho. “A corrida hoje foi bem tranqüila, estou acostumado a correr maratonas e provas mais longas”, completa o corredor que aproveita para desejar Feliz Natal e muita paz a todos.

Quem também tinha vermelho no traje era Ednaldo Alves, que correu os 15 quilômetros vestido com a camisa do São Paulo Futebol Clube e com uma grande bandeira no ombro. “Foi uma maravilha, mais uma corrida em que representei a paixão mundial”, comenta. “Essa bandeira é um manto, um balão de oxigênio que ajuda nos momentos mais difíceis”, completa o atleta e torcedor do atual time vencedor do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Já Paula Tondon diz que usou esta prova com o intuito de treinar para a São Silvestre e conseguiu completar numa boa, sem problemas. “Foi tranqüila, mantive o ritmo e o percurso é agradável e plano, não quebra o ritmo”. Segundo ela, o objetivo é fechar a prova do próximo dia 31 em 1h20. “Até dois anos atrás a subida da Brigadeiro era bem complicada, mas hoje é mais tranqüila”, completa.

Corridas de Rua · 16 dez, 2007


Equipe Sports-Luasa estréia na São Silvestre

A equipe Athletic Sports-Luasa, comandada pelos técnicos Luiz Antônio dos Santos e Jorge Luís da Silva, fará sua estréia na São Silvestre no próximo dia 31 e terá corredores experientes no field de elite. Trata-se dos mineiros William Salgado Gomes e Carly José Cardoso, que acumulam várias competições nacionais na bagagem.

William começou a competir em agosto de 1994 pelo Cruzeiro e entre os principais resultados estão o primeiro lugar da Maratona da Corpore e o título dos 10 km da Corrida dos Fuzileiros Navais, em 2004. O atleta de 28 anos também foi o terceiro colocado na Meia Maratona da Tribuna FM de 2004 (1h03min31) e o 34º na São Silvestre de 2000, com 47min26.

Já Carly, natural de Delta, compete desde 1998 e participou da São Silvestre em 2004 e 2006 largando no meio do “povão”, ocasião em que obteve o 59º e 49º lugar. Em 2005 largou na elite B e terminou na 109ª colocação, e esse ano, terminou em quarto lugar na Corrida de Ituiutaba (MG), com 10 km de distância (31min20).

Os dois vêm fazendo a preparação em Campos do Jordão, região de terreno montanhoso e que exige mais dos atletas, condição que ajuda significativamente no trabalho de resistência, segundo os treinadores. A equipe conta ainda com Juliano Geno da Silva; Daniel Freitas, Alex Januário de Mendonça, Miguel de Queiroz Filho, Douglas Gouvea da Silva, Weber Tiago da Silva Gomes Leal e com os quenianos iprono Chemwolo Mutai, James Rotich, Kipkemei Mutai e Kimutai Kiplimo. Entre as mulheres, a paulista Maria Helena de Jesus Lima e a queniana Chemtai Rionotukei integram o time.

Corridas de Rua · 14 dez, 2007


Grega pode processar COI se não herdar medalha de Jones

A atleta grega Katerina Thanou, vice-campeã dos 100m nas Olimpíadas de Sidney, atrás de Marion Jones, ameaça processar o Comitê Olímpico Internacional caso não herde a medalha que foi retirada da norte-americana acusada de doping. Apesar do COI ter retirado as medalhas de Jones, ainda não decidiu se fará uma nova premiação para contemplar as atletas que terminaram nas posições subseqüentes a ela.

De acordo com fontes ligadas ao Comitê Olímpico, antes de tomar uma decisão sobre o que fazer com as medalhas, eles querem ter mais informações sobre o caso dos laboratórios Balco e ter certeza de que não há outros atletas envolvidos. Jones e seu ex-namorado e também atleta Tim Montgomery são acusados de usar substâncias que inibem o aparecimento do esteróides anabolizantes nos exames antidoping.

Segundo o advogado de Thanou, Gregory Ioannidis em entrevista às agências internacionais os comentários do COI são “desnecessários e injustos” e ele insiste que não há relação de sua cliente com o caso Balco. “Pedimos ao COI que mantivesse o caso sob sigilo e confidencial, devido à natureza delicada que o envolve, mas parece que fomos ignorados”, ressalta. Ele completa dizendo que caso ela não fique com o ouro e continue a ser exposta na mídia, certamente haverá ações legais.

Apesar das palavras do advogado, Thanou e sua compatriota Kostas Kenteris não compareceram ao teste de drogas na véspera dos Jogos de Atenas, o que a levou a uma suspensão de dois anos, por ter sido a terceira reincidência. A dupla ainda enfrenta acusações criminais por perjúrio e por falsificar evidências, depois de afirmarem que sofreram um acidente de moto um dia antes dos jogos, motivo pelo qual faltaram ao teste.

“Ela tem consciência das faltas, mas tem cooperado bastante com as autoridades. Muitos atletas fazem o mesmo e eu não vejo ninguém ser tratado dessa forma”, ressalta Gregory. Já Lord Coe, vice-presidente da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) disse recentemente que se sentiria “desconfortável” caso ela herde a medalha de ouro.

Atletismo · 13 dez, 2007


Perdemos! O doping no Pan 2007 é nosso

Infelizmente, volto constrangido ao assunto doping. Em setembro, após o Pan, escrevi: “Ganhamos o Pan, foram raros os casos de doping”. O que falar neste momento? Realmente temos a obrigação de tentar esclarecer o que aconteceu! Suspeita quase confirmada de doping no Pan e justo de uma atleta da natação brasileira, ganhadora de medalhas de ouro.

O caso ainda está sob júdice na polícia civil do Rio de Janeiro, pela descoberta de que a urina investigada, que normalmente é dividida em dois frascos numerados aleatoriamente no momento da coleta, era na verdade de diferentes pessoas (isto pelo DNA) ainda não identificadas. Existindo então suspeita de troca da urina examinada.

Do ponto de vista técnico e para melhor entendimento vamos explicar aos leitores que a coleta é feita com o atleta despido e seu “sombra”, a pessoa designada para acompanhá-lo o tempo todo. Durante o processo deve-se observar a micção em todos os seus detalhes (principalmente anatômicos), para evitar a troca por urina de “terceiros” trazida num frasco escondido na vestimenta do atleta.

Neste fim de ano, ainda tivemos o desprazer de saber que mais um dos nossos, agora um atleta paraolímpico, também teve seu exame de detecção de doping positivo. Jogadores de futebol desconhecidos e famosos também foram pegos no antidoping! O que está acontecendo? Será que acham que somos idiotas?

A Medicina mundial e brasileira não é mais bobinha, que se encolhe com medo dos famosos. Acabar com o doping e seus executores é o mesmo que esperar acabar com os bandidos. No futuro teme-se o doping genético, mas vamos continuar na luta. As polêmicas continuam e pelas notícias vão continuar.

Vemos atletas que confessam seus crimes de dopagem depois de anos, então, vamos confiar nos controles que também se aperfeiçoam diariamente. Não posso deixar de afirmar minha confiança no Dr Eduardo H. de Rose, um dos maiores especialistas em Medicina do Esporte e responsável maior, pelo controle antidoping no Pan e recentemente homenageado pela WADA (Agência Mundial de Controle Antidoping) por sua seriedade e conhecimento do assunto.

Saibam que de acordo com o conhecimento médico/científico ninguém cresce de altura e envergadura naturalmente, só fazendo exercícios. O aumento exagerado do tamanho da massa muscular, aos olhos clínicos de um especialista, quase que sinaliza o uso de alguma substância poderosa. A constatação de que os esteróides anabolizantes detectados nos exames antidoping de atletas, quase que em sua totalidade é de origem artificial, isto é, não produzido pelo próprio organismo do atleta, confirma a má fé existente.

Caminhada · 13 dez, 2007