No último domingo aconteceu na capital paulista a etapa verão do Circuito das Estações, prova que serviu para os atletas completarem a mandala com as medalhas obtidas nas outras corridas do ano. Ao todo o evento teve 3.131 concluintes, sendo 27% mulheres e 73% homens.
O dia amanheceu nublado e se manteve com temperaturas amenas durante toda a realização da corrida, que teve distância de 10 quilômetros, com largada e chegada no Estádio do Pacaembu. Os atletas passaram pelas ruas da zona oeste da capital paulista, inclusive pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão.
Com o tempo de 30min51, José Rodrigues dos Santos venceu a competição entre os homens, seguido de Naval Freitas (31min28) e Adriano Bastos (31min32). Já na prova feminina, a vitória ficou com Flaviana Chung, ao marcar 38min08, seguida por Rosilene de Jesus (38min28) e Jucimara Felix dos Santos (38min58).
Segundo Adriano Bastos, que está se preparando para tentar o quinto título da Maratona de Disney, em janeiro, ele largou fora do ritmo habitual, motivo pelo qual sentiu problemas no percurso. Forcei demais acompanhando o primeiro lugar e quebrei logo no quilômetro três, conta. Já no nove, senti fadiga muscular e cansaço e tive que caminhar um pouco. Além disso, nos últimos 300 metros não agüentei e voltei a andar, quando fui ultrapassado pelo Naval, completa.
Corridas de Rua · 17 dez, 2007
Na manhã deste domingo aconteceu na Zona Norte de São Paulo a 41ª edição da Prova Pedestre Sargento Gonzaguinha, competição que classificou os 10 primeiros homens e mulheres para a São Silvestre. A vitória masculina ficou com Luis Paulo Antunes, enquanto no feminino com Eunice Jeptoo, do Quênia.
São Paulo - O dia amanheceu nublado e São Pedro colaborou com os milhares de atletas, já que não choveu em nenhum momento dos 15 quilômetros do trajeto montado nas proximidades da Avenida Cruzeiro do Sul. A largada foi dada às 7h45 para os cadeirantes; 7h50 para a elite feminina e às 8h para a elite masculina e categoria geral em frente à Escola de Educação Física da Polícia Militar.
Entre os homens a briga foi boa durante todo o trajeto com os gêmeos Paulo Roberto e Luiz Fernando de Almeida Paula, que sempre se alternavam na liderança com Luiz Paulo Antunes e Ivanildo Pereira dos Anjos. Após 45min45 Luiz Paulo, que representa a equipe mineira do Cruzeiro, fechou na primeira posição, seguido por Paulo Roberto (45min48) e Luiz Fernando (45min53).
Os gêmeos deram muito trabalho, vieram juntos a todo o momento e muito forte. Agora vou me focar na São Silvestre e a minha meta é chegar entre os cinco primeiros, ressalta o campeão. Já Paulo Roberto afirma que estudou bem os adversários. A disputa foi boa, meu objetivo principal é a São Silvestre, então aqui pretendia chegar entre os três primeiros. Ainda segundo o atleta, a meta para a prova do último dia do ano é ficar entre os cinco melhores.
Luiz Fernando ratifica as palavras do irmão e comenta que a Sargento Gonzaguinha serviu de treino para a São Silvestre. Foi um teste muito positivo, a corrida foi tranqüila e não precisei fazer muito esforço. Marildo José Barduco; Ivanildo Pereira dos Anjos e Célio Falcão completaram o pódio.
Mulheres - Entre as mulheres a dupla de quenianas da Fila deu muito trabalho para as brasileiras e terminou a corrida com uma dobradinha. Eunice Jeptoo precisou de 56min05 para fechar, seguida por Pauline Chepchumba, com 56min12 e pela brasileira Adriana Aparecida da Silva. O clima hoje estava muito bom para correr e a prova não tem muitas subidas e descidas, o que é muito bom, explica a primeira colocada. A vice-campeã diz que o percurso não foi difícil e que ela está confiante por um bom resultado na São Silvestre. Rosângela Silva (57min57); Sueli Vieira (59min28) e Priscilla Bowot (1h11min42) completaram o pódio.
De acordo com o treinador das atletas quenianas, Moacir Marconi, o Coquinho, ele já esperava esse resultado de suas pupilas. Tivemos que fazer algumas mudanças nos treinos assim que elas chegaram do Quênia, mas graças a Deus deu certo e elas corresponderam bem. Ele diz ainda que elas vão correr os 10K Rio Corrida Panamericana e depois a São Silvestre, onde buscarão um pódio.
A maior parte dos atletas presentes na Sargento Gonzaguinha eram amadores, cada um com um objetivo diferente, alguns com adereços e outros dispostos a passar mensagens sobre determinado assunto. Todos eles fizeram um bom aquecimento e alongamento antes da largada e, assim que a buzina tocou, todos saíram em disparada.
Enfrentar 15 quilômetros é fácil para alguns e pode ser complicado para outros, mas a sensação na chegada para todos é certamente de dever cumprido. José Vicente de Almeida ajoelhou e beijou o chão assim que cruzou o pórtico, para agradecer a Deus sua saúde. Perto de completar 50 anos, ele disse que a prova foi muito boa e que todo mundo deveria praticar esportes.
Ainda falta cerca de uma semana para o natal, mas Papai Noel veio mais cedo e aproveitou para manter o condicionamento físico antes de distribuir os presentes para as crianças. Papai Noel virá correndo esse ano, ressalta Hélio Alves, que correu com uma máscara do bom velhinho. A corrida hoje foi bem tranqüila, estou acostumado a correr maratonas e provas mais longas, completa o corredor que aproveita para desejar Feliz Natal e muita paz a todos.
Quem também tinha vermelho no traje era Ednaldo Alves, que correu os 15 quilômetros vestido com a camisa do São Paulo Futebol Clube e com uma grande bandeira no ombro. Foi uma maravilha, mais uma corrida em que representei a paixão mundial, comenta. Essa bandeira é um manto, um balão de oxigênio que ajuda nos momentos mais difíceis, completa o atleta e torcedor do atual time vencedor do Campeonato Brasileiro de Futebol.
Já Paula Tondon diz que usou esta prova com o intuito de treinar para a São Silvestre e conseguiu completar numa boa, sem problemas. Foi tranqüila, mantive o ritmo e o percurso é agradável e plano, não quebra o ritmo. Segundo ela, o objetivo é fechar a prova do próximo dia 31 em 1h20. Até dois anos atrás a subida da Brigadeiro era bem complicada, mas hoje é mais tranqüila, completa.
Corridas de Rua · 16 dez, 2007
O treino dessa manhã não estava certo por uma série de problemas mundanos, mas tinha que ser cumprido. Foi sob o sol, porém, protegido sob as árvores da pista de Cooper do Ibirapuera que eu e a Tábata corremos.
Tábata é minha Cocker Spaniel Inglês, inglesa seria melhor. Ela é uma corredora nata por excelência. Corre fácil, fácil, 3min45seg por quilômetro, num total de seis quilômetros. Nunca quis forçá-la a mais, já que nunca fiz o teste ergométrico nela. Mas pode-se perceber que essa é uma raça que corre muito bem, as raposas da Inglaterra em temporada de caça sabem disso.
Daí uma dica para quem procura uma boa raça de cahorro-corredor. Diria que, diferente de muitas raças que correm bem, mas, perfilados ao seu dono sem puxar, o cocker puxa e te arrasta pela coleira, fácil, fácil a 3min45seg ou até menos. Eles não gostam de perder.
PS.: Tábata pediu para colocar uma foto ilustrativa da raça dela, já que tem aversão ao mundo de celebridade.>
Corridas de Rua · 15 dez, 2007
A Corrida de São Silvestre foi criada pelo jornalista Cásper Líbero no ano de 1925, tendo como palco de saída a Avenida Paulista, mesmo local utilizado nos dias de hoje. A inspiração para realizar a prova veio da Volta de São Paulo, competição realizada em 12 de outubro de 1918 e a de Piracicaba, em 1919.
Também serviram como modelo algumas corridas realizadas a partir de 1921 em Taubaté, Iguape, Sorocaba e Batatais, locais em que era mais comum a prática de corridas na época. Porém, o principal evento que levou o jornalista a criar a São Silvestre foi uma competição francesa, em que os atletas corriam sob iluminação de tochas.
O primeiro vencedor, que passou a virada de 1925 para 1926 correndo pela capital paulista foi Alfredo Gomes, que representava o Clube Espéria e correu os 8.800 metros em 23min10seg08. Ele deixou para trás grandes nomes do atletismo da época, como Jorge Mancebo, o segundo colocado e o italiano Heitor Blasi, seu companheiro de equipe.
Corridas de Rua · 15 dez, 2007
Qual o barato de correr segurando uma placa ou faixa? Sinceramente não sei. A São Silvestre, é a corrida rainha das placas, mas não é a única. Certa vez presenciei um corredor percorrendo os 42km da Maratona de Curitiba com uma bandeira de um estado brasileiro. Fico imaginando: como fica os braços do sujeito após a empreitada.
As placas são alvos de adjetivos nada agradáveis, pois atrapalham o desenvolvimento da largada, além de por em risco a segurança dos corredores quando descartadas no chão. Pelo que observei há dois tipos de plaqueiros: os pessoas físicas e jurídicas.
O primeiro grupo são daqueles que não tem comprometimento com terceiros a não ser seu próprio ego. São facilmente identificáveis: Galvão filma eu!, Mamãe olha eu na Globo e por ai vai. O segundo grupo os jurídicos são aqueles atletas que muitas vezes tiveram sua viagem custeada por prefeituras, políticos ou empresas e invarialmente dizem: Equipe Não sei das quantas agradece a prefeitura de ...., podem ainda simplesmente estar escrito o nome de uma cidade, entre outras obras primas de criatividade.
E você se fosse correr segurando uma placa ou faixa o que escreveria? Clique no link abaixo e deixe sua frase!
Corridas de Rua · 14 dez, 2007
Robert Cheruiyot, bicampeão da Maratona de Chicago e vencedor do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo em 2007 (WMM), confirmou a participação na Corrida Internacional de São Silvestre no próximo dia 31. O queniano buscará o terceiro título da prova paulista, já que venceu em 2002 e 2005.
Aos 29 anos de idade, ele ostenta o tricampeonato da Maratona de Boston e o título da Maratona de Chicago como principais conquistas da carreira. Gosto muito de correr a São Silvestre e estou muito feliz por voltar a São Paulo. No ano passado não pude participar, mas agora quero buscar a minha terceira vitória, diz o atleta nascido na cidade de Nandi.
Além dos dois títulos na última prova brasileira do ano, ele ostenta o vice em 2005, um quarto lugar em 2003 e um 21º em 2001, motivo que o faz um bom conhecedor dos 15 quilômetros da corrida. Em provas de meia maratona, ele ostenta 1h00min06 obtido em Roma (Itália), em 2002.
É um grande orgulho contar novamente com a participação de um bicampeão da prova. Robert Cheruiyot certamente dará um grande brilho à São Silvestre deste ano, que já é muito especial por ser a maior da história, comenta Júlio Deodoro, diretor geral do evento. A largada da elite masculina será às 16h45, mesmo horário da categoria geral.
Corridas de Rua · 14 dez, 2007
Os inscritos para a corrida Rock´n Run que acontece no próximo domingo (16) em São Paulo já podem retirar o kit atleta da prova. A entrega começou a ser feita nessa última quinta-feira na loja Fast Runner de Moema, que fica na Alameda dos Arapanés, 195.
O horário de retirada nessa sexta (14) é das 10h às 19h e no sábado (15) das 10h às 17h. A prova será no domingo (16) com largada às 9h no Transamérica Expo Center. O todo os participantes participarão de uma corrida de 10 quilômetros ou de uma caminhada de três.
Após a competição haverá um show da banda Titãs para todos os concluintes da prova. De acordo com os organizadores, mais de dois mil atletas estarão presentes na corrida. Essa é a segunda etapa da Rock`n Run, que no último mês foi realizada em Florianópolis, Santa Catarina, com show do J. Quest.
Corridas de Rua · 14 dez, 2007
A Iaaf, Associação Internacional das Federações de Atletismo, anunciou essa semana os eventos válidos para a Golden League do ano que vem. Ao todo serão seis competições para os homens e quatro para as mulheres, que mais uma vez disputarão o prêmio de um milhão de dólares ao final da temporada.
Para obter o tão cobiçado prêmio, é necessário que os atletas obtenham o primeiro lugar em todos os eventos, mas caso isso não aconteça, será oferecido o valor de 500 mil dólares aos que obtiverem cinco vitórias. Com três novas categorias para os homens e duas para as mulheres em 2008, nossa meta é proporcionar uma gama de eventos atrativos, que nos ajudarão a promover os melhores talentos do nosso esporte, enfatiza o presidente da Iaaf, Lamine Diack.
As cidades e datas de cada uma das competições válidas são:
Berlim (ALE) Domingo, 1/06
Oslo, (NOR) Sexta-feira 6/06
Roma, (ITA) Sexta-Feira 11/07
Paris, (FRA) Sexta-Feira 18/07
Zurique, (SUI) Sexta-Feira 29/08
Bruxelas, (BEL) Sexta-Feira 5/09
Atletismo · 14 dez, 2007
A equipe Athletic Sports-Luasa, comandada pelos técnicos Luiz Antônio dos Santos e Jorge Luís da Silva, fará sua estréia na São Silvestre no próximo dia 31 e terá corredores experientes no field de elite. Trata-se dos mineiros William Salgado Gomes e Carly José Cardoso, que acumulam várias competições nacionais na bagagem.
William começou a competir em agosto de 1994 pelo Cruzeiro e entre os principais resultados estão o primeiro lugar da Maratona da Corpore e o título dos 10 km da Corrida dos Fuzileiros Navais, em 2004. O atleta de 28 anos também foi o terceiro colocado na Meia Maratona da Tribuna FM de 2004 (1h03min31) e o 34º na São Silvestre de 2000, com 47min26.
Já Carly, natural de Delta, compete desde 1998 e participou da São Silvestre em 2004 e 2006 largando no meio do povão, ocasião em que obteve o 59º e 49º lugar. Em 2005 largou na elite B e terminou na 109ª colocação, e esse ano, terminou em quarto lugar na Corrida de Ituiutaba (MG), com 10 km de distância (31min20).
Os dois vêm fazendo a preparação em Campos do Jordão, região de terreno montanhoso e que exige mais dos atletas, condição que ajuda significativamente no trabalho de resistência, segundo os treinadores. A equipe conta ainda com Juliano Geno da Silva; Daniel Freitas, Alex Januário de Mendonça, Miguel de Queiroz Filho, Douglas Gouvea da Silva, Weber Tiago da Silva Gomes Leal e com os quenianos iprono Chemwolo Mutai, James Rotich, Kipkemei Mutai e Kimutai Kiplimo. Entre as mulheres, a paulista Maria Helena de Jesus Lima e a queniana Chemtai Rionotukei integram o time.
Corridas de Rua · 14 dez, 2007
A atleta grega Katerina Thanou, vice-campeã dos 100m nas Olimpíadas de Sidney, atrás de Marion Jones, ameaça processar o Comitê Olímpico Internacional caso não herde a medalha que foi retirada da norte-americana acusada de doping. Apesar do COI ter retirado as medalhas de Jones, ainda não decidiu se fará uma nova premiação para contemplar as atletas que terminaram nas posições subseqüentes a ela.
De acordo com fontes ligadas ao Comitê Olímpico, antes de tomar uma decisão sobre o que fazer com as medalhas, eles querem ter mais informações sobre o caso dos laboratórios Balco e ter certeza de que não há outros atletas envolvidos. Jones e seu ex-namorado e também atleta Tim Montgomery são acusados de usar substâncias que inibem o aparecimento do esteróides anabolizantes nos exames antidoping.
Segundo o advogado de Thanou, Gregory Ioannidis em entrevista às agências internacionais os comentários do COI são desnecessários e injustos e ele insiste que não há relação de sua cliente com o caso Balco. Pedimos ao COI que mantivesse o caso sob sigilo e confidencial, devido à natureza delicada que o envolve, mas parece que fomos ignorados, ressalta. Ele completa dizendo que caso ela não fique com o ouro e continue a ser exposta na mídia, certamente haverá ações legais.
Apesar das palavras do advogado, Thanou e sua compatriota Kostas Kenteris não compareceram ao teste de drogas na véspera dos Jogos de Atenas, o que a levou a uma suspensão de dois anos, por ter sido a terceira reincidência. A dupla ainda enfrenta acusações criminais por perjúrio e por falsificar evidências, depois de afirmarem que sofreram um acidente de moto um dia antes dos jogos, motivo pelo qual faltaram ao teste.
Ela tem consciência das faltas, mas tem cooperado bastante com as autoridades. Muitos atletas fazem o mesmo e eu não vejo ninguém ser tratado dessa forma, ressalta Gregory. Já Lord Coe, vice-presidente da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) disse recentemente que se sentiria desconfortável caso ela herde a medalha de ouro.
Atletismo · 13 dez, 2007
O mineiro João Ferreira de Lima, o João da Bota, vai participar da terceira edição dos 10k Rio, competição que acontece no próximo dia 23 no Aterro do Flamengo, e está confiante por uma vitória. Ele será um dos representantes da equipe do Cruzeiro, comandada pelo treinador Alexandre Minardi.
Essa corrida será muito importante e, como todas as outras, ele correrá pela vitória. Além disso, ele quer somar pontos para o ranking brasileiro de corredores de rua e fazer uma preparação mais efetiva para a São Silvestre, ressalta Minardi. Ano passado a vitória ficou com seu companheiro de equipe Franck Caldeira, que venceu também a São Silvestre em seguida.
O principal feito obtido esse ano foi a terceira posição entre os brasileiros no Mundial de Corridas de Rua, em Udine (Itália). Natural de Grão Mogol, a 50 quilômetros de Montes Claros, João terá a companhia dos companheiros José do Nascimento, Benedito Donizetti; Francisco Barbosa dos Santos e Andréia Celeste Ramires.
A largada da prova acontece a partir das 7h30 e os interessados ainda podem se inscrever, sob o valor de R$ 40 através do www.10krio.com.br ou nos postos físicos informados no site.
Corridas de Rua · 13 dez, 2007
Infelizmente, volto constrangido ao assunto doping. Em setembro, após o Pan, escrevi: Ganhamos o Pan, foram raros os casos de doping. O que falar neste momento? Realmente temos a obrigação de tentar esclarecer o que aconteceu! Suspeita quase confirmada de doping no Pan e justo de uma atleta da natação brasileira, ganhadora de medalhas de ouro.
O caso ainda está sob júdice na polícia civil do Rio de Janeiro, pela descoberta de que a urina investigada, que normalmente é dividida em dois frascos numerados aleatoriamente no momento da coleta, era na verdade de diferentes pessoas (isto pelo DNA) ainda não identificadas. Existindo então suspeita de troca da urina examinada.
Do ponto de vista técnico e para melhor entendimento vamos explicar aos leitores que a coleta é feita com o atleta despido e seu sombra, a pessoa designada para acompanhá-lo o tempo todo. Durante o processo deve-se observar a micção em todos os seus detalhes (principalmente anatômicos), para evitar a troca por urina de terceiros trazida num frasco escondido na vestimenta do atleta.
Neste fim de ano, ainda tivemos o desprazer de saber que mais um dos nossos, agora um atleta paraolímpico, também teve seu exame de detecção de doping positivo. Jogadores de futebol desconhecidos e famosos também foram pegos no antidoping! O que está acontecendo? Será que acham que somos idiotas?
A Medicina mundial e brasileira não é mais bobinha, que se encolhe com medo dos famosos. Acabar com o doping e seus executores é o mesmo que esperar acabar com os bandidos. No futuro teme-se o doping genético, mas vamos continuar na luta. As polêmicas continuam e pelas notícias vão continuar.
Vemos atletas que confessam seus crimes de dopagem depois de anos, então, vamos confiar nos controles que também se aperfeiçoam diariamente. Não posso deixar de afirmar minha confiança no Dr Eduardo H. de Rose, um dos maiores especialistas em Medicina do Esporte e responsável maior, pelo controle antidoping no Pan e recentemente homenageado pela WADA (Agência Mundial de Controle Antidoping) por sua seriedade e conhecimento do assunto.
Saibam que de acordo com o conhecimento médico/científico ninguém cresce de altura e envergadura naturalmente, só fazendo exercícios. O aumento exagerado do tamanho da massa muscular, aos olhos clínicos de um especialista, quase que sinaliza o uso de alguma substância poderosa. A constatação de que os esteróides anabolizantes detectados nos exames antidoping de atletas, quase que em sua totalidade é de origem artificial, isto é, não produzido pelo próprio organismo do atleta, confirma a má fé existente.
Caminhada · 13 dez, 2007