Zona Norte recebe 41ª Prova Sargento Gonzaguinha em SP

Redação Webrun | Corridas de Rua · 16 dez, 2007

Paula usou a Gonzaguinha como treino (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Paula usou a Gonzaguinha como treino (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Na manhã deste domingo aconteceu na Zona Norte de São Paulo a 41ª edição da Prova Pedestre Sargento Gonzaguinha, competição que classificou os 10 primeiros homens e mulheres para a São Silvestre. A vitória masculina ficou com Luis Paulo Antunes, enquanto no feminino com Eunice Jeptoo, do Quênia.

São Paulo – O dia amanheceu nublado e São Pedro colaborou com os milhares de atletas, já que não choveu em nenhum momento dos 15 quilômetros do trajeto montado nas proximidades da Avenida Cruzeiro do Sul. A largada foi dada às 7h45 para os cadeirantes; 7h50 para a elite feminina e às 8h para a elite masculina e categoria geral em frente à Escola de Educação Física da Polícia Militar.

Entre os homens a briga foi boa durante todo o trajeto com os gêmeos Paulo Roberto e Luiz Fernando de Almeida Paula, que sempre se alternavam na liderança com Luiz Paulo Antunes e Ivanildo Pereira dos Anjos. Após 45min45 Luiz Paulo, que representa a equipe mineira do Cruzeiro, fechou na primeira posição, seguido por Paulo Roberto (45min48) e Luiz Fernando (45min53).

“Os gêmeos deram muito trabalho, vieram juntos a todo o momento e muito forte. Agora vou me focar na São Silvestre e a minha meta é chegar entre os cinco primeiros”, ressalta o campeão. Já Paulo Roberto afirma que estudou bem os adversários. “A disputa foi boa, meu objetivo principal é a São Silvestre, então aqui pretendia chegar entre os três primeiros”. Ainda segundo o atleta, a meta para a prova do último dia do ano é ficar entre os cinco melhores.

Luiz Fernando ratifica as palavras do irmão e comenta que a Sargento Gonzaguinha serviu de treino para a São Silvestre. “Foi um teste muito positivo, a corrida foi tranqüila e não precisei fazer muito esforço”. Marildo José Barduco; Ivanildo Pereira dos Anjos e Célio Falcão completaram o pódio.

Mulheres – Entre as mulheres a dupla de quenianas da Fila deu muito trabalho para as brasileiras e terminou a corrida com uma dobradinha. Eunice Jeptoo precisou de 56min05 para fechar, seguida por Pauline Chepchumba, com 56min12 e pela brasileira Adriana Aparecida da Silva. “O clima hoje estava muito bom para correr e a prova não tem muitas subidas e descidas, o que é muito bom”, explica a primeira colocada. A vice-campeã diz que o percurso não foi difícil e que ela está confiante por um bom resultado na São Silvestre. Rosângela Silva (57min57); Sueli Vieira (59min28) e Priscilla Bowot (1h11min42) completaram o pódio.

De acordo com o treinador das atletas quenianas, Moacir Marconi, o Coquinho, ele já esperava esse resultado de suas pupilas. “Tivemos que fazer algumas mudanças nos treinos assim que elas chegaram do Quênia, mas graças a Deus deu certo e elas corresponderam bem”. Ele diz ainda que elas vão correr os 10K Rio Corrida Panamericana e depois a São Silvestre, onde buscarão um pódio.

A maior parte dos atletas presentes na Sargento Gonzaguinha eram amadores, cada um com um objetivo diferente, alguns com adereços e outros dispostos a passar mensagens sobre determinado assunto. Todos eles fizeram um bom aquecimento e alongamento antes da largada e, assim que a buzina tocou, todos saíram em disparada.

Enfrentar 15 quilômetros é fácil para alguns e pode ser complicado para outros, mas a sensação na chegada para todos é certamente de dever cumprido. José Vicente de Almeida ajoelhou e beijou o chão assim que cruzou o pórtico, para agradecer a Deus sua saúde. Perto de completar 50 anos, ele disse que a prova foi muito boa e que todo mundo deveria praticar esportes.

Ainda falta cerca de uma semana para o natal, mas Papai Noel veio mais cedo e aproveitou para manter o condicionamento físico antes de distribuir os presentes para as crianças. “Papai Noel virá correndo esse ano”, ressalta Hélio Alves, que correu com uma máscara do bom velhinho. “A corrida hoje foi bem tranqüila, estou acostumado a correr maratonas e provas mais longas”, completa o corredor que aproveita para desejar Feliz Natal e muita paz a todos.

Quem também tinha vermelho no traje era Ednaldo Alves, que correu os 15 quilômetros vestido com a camisa do São Paulo Futebol Clube e com uma grande bandeira no ombro. “Foi uma maravilha, mais uma corrida em que representei a paixão mundial”, comenta. “Essa bandeira é um manto, um balão de oxigênio que ajuda nos momentos mais difíceis”, completa o atleta e torcedor do atual time vencedor do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Já Paula Tondon diz que usou esta prova com o intuito de treinar para a São Silvestre e conseguiu completar numa boa, sem problemas. “Foi tranqüila, mantive o ritmo e o percurso é agradável e plano, não quebra o ritmo”. Segundo ela, o objetivo é fechar a prova do próximo dia 31 em 1h20. “Até dois anos atrás a subida da Brigadeiro era bem complicada, mas hoje é mais tranqüila”, completa.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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