Martin Lel defende título da Maratona de Londres

Os organizadores da Maratona de Londres, já anunciaram a lista de atletas de elite que participam da competição no dia 13 de abril de 2008. No field masculino está como o principal destaque o campeão desse ano Martin Lel. O queniano irá defender seu terceiro título da prova em quatro anos de disputa na competição.

“Estou muito feliz em defender meu título. Para isso estou treinando forte para ter certeza que estarei na minha melhor forma para minha terceira vitória“, conta Lel. Aos 29 anos, o queniano se tornou o primeiro atleta a vencer a Maratona de Londres e de Nova York no mesmo ano, 2007.

Mas a briga pelo pódio será acirrada. Também confirmaram presença na prova britânica o medalhista olímpico Stefano Baldini, da Itália; o queniano Paul Tergat, segundo homem mais rápido em maratona; seu compatriota Felix Limo, campeão de Londres em 2006 e o marroquino Jaouad Gharib, vencedor do Campeonato Mundial.

“Eu acredito que este seja um dos melhores fields masculinos que tivemos”, comenta o diretor da Londres, David Bedford. “Estou feliz com a presença de Martin, mas acredito que não será fácil para ele porque seus adversários são muito bons e todos estarão numa ótima forma para as Olimpíadas de Pequim”, acrescenta.

Veja a lista do field masculino de Londres e o melhor tempo de cada atleta:

  • Paul Tergat (QUE) 2h04min55
  • Felix Limo (QUE) 2h06min14
  • Emmanuel Mutai (QUE) 2h06min29
  • Martin Lel (QUE) 2h06min41
  • Hendrick Ramaala (ZAF) 2h06min55
  • Jaouad Gharib (MAR) 2h07min02
  • Stefano Baldini (ITA) 2h07min22
  • Yonas Kifle (ERI) 2h07min34
  • Abderrahim Goumri (MAR) 2h07min44
  • Luke Kibet (QUE) 2h08min52
  • Aleksey Sokolov (RUS) 2h09min07
  • Meb Keflezighi (EUA) 2h09min53

    Maratona · 11 dez, 2007


  • Triathlon: mulheres têm treino exclusivo nos EUA

    A empresa americana de treinamento exclusivo para triathletas mulheres, TriChic, anunciou as datas dos treinos especiais para o ano que vem, a serem realizados em março e abril, na Flórida e na Califórnia, respectivamente. Dedicada a promover o esporte e deixá-lo acessível para todas as mulheres triathletas, com uma equipe internacionalmente reconhecida por diversos grupos femininos, ela oferece treinamento, nutrição, artigos, dicas de treinamento, descontos especiais a membros na compra de produtos esportivos, entre outras coisas.

    “Trata-se de dois camps com total infra-estrutura planejado especialmente para as mulheres”, comenta a presidente Brenda Gilchrist. O limite de participação é de 35 pessoas, que encontrarão três dias de planejamento especial, treinos supervisionados, almoços gastronômicos, jantar em grupo, entre diversos outros itens, aliados à beleza da Califórnia e da ensolarada Flórida. Segundo as idealizadoras, “assistência profissional e treinos desafiadores fazem parte do planejamento”.

    Terri Schneider, treinadora de longa data, autora e triathleta profissional é quem prepara os treinos de natação; bike e corrida, além dos seminários sobre nutrição, estratégias de competição e psicologia no esporte. “Nossas treinadoras têm experiência em vários assuntos e vão educar e inspirar as mulheres, que certamente terão a melhor temporada de todos os tempos”, ressalta Terri.

    Os treinos especiais acontecerão entre os dias seis e nove de março e 24 a 27 de abril e as mulheres interessadas em aprimorar técnicas de triathlon e trocar experiências, podem obter mais informações e se inscrever no site oficial, o www.trichic.com. Os valores variam de US$ 399 a US$ 449 de acordo com o tipo de associação de cada atleta e US$ 549 para não-membros até o dia 31/01/2008. A partir de 1/02, os valores variam de US$ 449 a US$ 599.

    Mulheres · 10 dez, 2007


    Usar tempo líquido é a solução na São Silvestre

    Imagine a cena: 20 mil corredores saindo de uma das pistas da Avenida Paulista sentido consolação na largada da São Silvestre e entre essas duas dezenas de milhares algumas centenas que pretendem baixar os tempos. Segundo o treinador Nelson Evêncio, para melhorar o tempo o corredor deve tentar largar à frente do pelotão, ou contar apenas com o tempo líquido.

    “O ideal é treinar bem e contar mais como tempo líquido, pois o bruto é complicado, conte mais com o seu relógio do que com o da prova, a São Silvestre não é ideal para fazer tempo”, ressalta Evêncio. “Pode-se melhorar em relação ao ano anterior, mas sempre será mais alto do que o seu melhor tempo”, enfatiza.

    Segundo ele, aqueles que quiserem sair à frente e resolverem chegar horas antes da largada, podem perder performance durante os 15 quilômetros da competição. “Quando as mulheres largavam às 15h15, muitos homens ficavam até às 17h esperando nas baias, um fazendo xixi em cima do outro, de pé sob forte calor e na hora de largar não tinha mais perna”, lembra o treinador.

    Espera - Para Evêncio o ideal é chegar ao local da prova com uma hora de antecedência, realizar um bom aquecimento e alongamento e, faltando meia hora para o tiro inicial, se alinhar para o começo da prova. “Os corredores terão que enfrentar um certo tumulto para chegar na largada, mas é melhor do que perder rendimento chegando muito antes”.

    Geralmente nessa época do ano o calor é forte e se torna um adversário ainda mais perigoso, pois a grande concentração de pessoas impede a circulação do ar e deixa o local abafado. “É interessante levar uma garrafinha de água para se hidratar e jogar no corpo enquanto espera”, lembra o treinador da Assessoria Esportiva que leva seu nome.

    A receita vale tanto para os homens, quanto para as mulheres, já que a largada esse ano será em conjunto, às 16h45. “Eu acho o novo horário bom, pois as mulheres vão sair mais tarde, mas a largada, que é o grande problema nas provas brasileiras, será tumultuada”. Ainda segundo Evêncio, as corredoras que não são de elite, mas pretendem sair neste pelotão ano que vem, dificilmente conseguirão fazer um tempo que as classifique para tanto.

    Apesar das dificuldades encontradas, a competição já se tornou tradicional no calendário nacional e a cada ano o número de participantes aumenta. “É uma prova legal, festiva, a última vez que eu corri o Santos havia sido campeão, então fui com a camisa comemorar”, lembra o simpatizante do time de Vila Belmiro.

    Com o treino redondinho, a melhor alternativa é mesmo esperar a boiada passar e se basear no tempo calculado do instante em que se pisa no primeiro tapete de chip até o último, descontando-se o tempo perdido até alcançar o pórtico inicial. “A classificação vai lá para baixo, mas não tem outro jeito”, finaliza Evêncio.

    Corridas de Rua · 10 dez, 2007


    Piauí promove segunda edição da Volta da Cajuína

    No próximo domingo o Governo do Estado do Piauí promove a segunda edição da Volta da Cajuína, competição que servirá como seletiva para a Corrida de São Silvestre, que acontece no último dia do ano em São Paulo. Serão 11,5 quilômetros de percurso pelas ruas da capital Teresina.

    A premiação total será de R$ 20 mil em dinheiro para os campeões e os primeiros colocados piauienses entre os homens e as mulheres estarão automaticamente classificados para a São Sivestre. Com largada e chegada no Parque Potycabana, localizado na Avenida Raul Lopes zona leste da cidade, o evento contará com cinco postos de água, além de uma completa infra-estrutura, como fiscalização de passagem de atletas, balizamento, etc.

    Um dos destaques da competição é Ubiratan José dos Santos, vice-campeão sul-americano dos 10 quilômetros e segundo colocado do ranking brasileiro dos 5.000 metros. Ele usará a competição como forma de treinamento para a corrida do dia 31 e comenta que é “importante para qualquer currículo, porque é uma corrida que todo corredor deseja estar no pódio, principalmente por ser tradicional nas Américas”.

    Além de corredor, Ubiratan também tem o lado social aflorado, já que é o fundador do projeto “Medalha de Ouro” em conjunto com seu treinador Daniel Ricardo Pereira, que oferece aulas de atletismo, lanche e atendimento médico para 50 crianças da vila de pescadores em Pernambuco. Na região além de professor, Ubira, como é chamado, é o grande ídolo para os jovens atletas.

    Quem quiser correr a Volta da Cajuína tem até às 18h do dia 12 de novembro para efetivar a participação pelo site oficial, o www.voltadacajuina.com.br, ou nos postos listados no mesmo. As inscrições são gratuitas.

    Corridas de Rua · 10 dez, 2007


    Queniana fatura AT Revista Guarujá 8K domingo

    No último domingo aconteceu na cidade do Guarujá a terceira edição da AT Revista Guarujá 8k, competição exclusiva para mulheres, que teve vitória da queniana Chemtai Rionotukei. Ela faturou a prova com o tempo de 26min52, 14 segundos à frente da brasileira Edielza Alves dos Santos, que foi seguida por Marizete Rezende, numa prova de recuperação.

    Disputada sob um forte calor, a competição reuniu 800 mulheres entre elite, amadoras e caminhantes, que protagonizaram uma verdadeira festa na Praia da Enseada. As atletas de todas as idades foram recepcionadas na linha de chegada, à Praça Horácio Lafer, com um tapete vermelho, ornamentado com flores, e todas receberam um botão de flores e uma medalha.

    Desde o começo a briga foi acirrada entre Chemtai, Edielza e a também queniana Eunice Jeptoo, que correram juntas até o quilômetro três. A partir deste ponto, houve um duelo particular entre Brasil e Quênia, até que no quilômetro seis a vencedora acelerou e correu isolada nos últimos quilômetros até ser aplaudida na linha de chegada.

    “Fiz uma largada muito forte para tentar definir no começo. Gosto de correr forte e de provas curtas, como esta. Fiquei muito feliz em vencer novamente aqui no Brasil e ver toda a torcida me aplaudindo. Realmente, foi uma prova muito bonita e com um nível técnico ótimo”, afirma Chemtai, 21 anos, 5ª colocada no Mundial Júnior de Cross Country, em 2003. Esta foi a quarta vitória da atleta em sua passagem pelo Brasil. Também foi a primeira nos 10 KM de Goiânia, na Nextel 10 KM, no Rio de Janeiro, e na etapa de Curitiba do Circuito Caixa de Corridas.

    Brasileiras - Edielza reconheceu a superioridade da atleta africana e diz que não conseguiu acompanhar o ritmo. “Saí muito forte e depois fui surpreendida pela queniana. Fomos juntas, mas a partir do quilômetro 6,5 ela apertou e começou a abrir e não consegui acompanhá-la”. Mesmo sem a vitória, ela se diz satisfeita. “Gostei muito da prova, é super plana, bem organizada, o público torcendo e é só para nós, mulheres”.

    Já Marizete comemorou muito o resultado, já que fez uma prova de recuperação, saindo do pelotão de trás. Ela ganhou várias posições, chegou a estar bem perto de Edielza nos metros finais e deu um sprint final que emocionou o público. “A hora que eu comecei a correr, acabou a prova”, brinca Marizete. “Foi legal. O problema é que não sou muito veloz e não consegui largar junto. E para buscar em oito quilômetros é difícil. Eu estava lá atrás e até consegui pegar algumas”.

    Já Sirlene Pinho não conseguiu repetir o bom desempenho das edições iniciais. “Vim para tentar a vitória, mas minhas pernas travaram, porque fiz uma maratona no dia quatro de novembro. Ainda não deu para recuperar totalmente e como a prova saiu muito forte, ficou complicado”.

    O diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, já confirmou a quarta edição da corrida para 2008, para o dia 30 de novembro. “Foi um sucesso, com 800 mulheres correndo com muita alegria e um grande público, num dia maravilhoso. Isso é muito legal para nós, organizadores”.

    Corridas de Rua · 10 dez, 2007