Saiba qual é o risco do doping involuntário

De tempos em tempos surge um novo grande caso de suspeita de doping que põe em cheque as conquistas de um(a) grande atleta e de muitos dos seus adversários na modalidade. Parece sempre haver o doping da moda, mas o que não parece mudar é a reação do acusado quando comunicado do resultado dos exames. Eles sempre negam veementemente. Acusam os testes de serem falíveis, assim como outros alegam possuir alguma característica genética natural que faça seu corpo ter determinada enzima ou hormônio em quantidades e concentrações acima da média do restante da população.

Outra estratégia de defesa que vem sendo usada já há alguns anos é a de dizer que consumiu a substância involuntariamente em algum suplemento alimentar ou remédio sem ler o rótulo ou bula. Essa chega a irritar muitos dos apaixonados do esporte porque parece querer nos fazer acreditar, quase que chamando a todos de ingênuos.

É quase certo que alguns (ou seria a maioria?) abusam dessa estratégia porque em tempos recentes ela provou ser realmente verdadeira. É aqui que eu gostaria de chegar. Não entro no mérito de dizer se acho que alguns atletas usaram ou não substâncias ergogênicas com fins escusos para obter vantagem. Um fato é que realmente hoje eles têm mais este cuidado a seguir.

Após inúmeros atletas serem pegos alegando este consumo involuntário, uma grande pesquisa foi feita na Grã-Bretanha junto a alguns dos mais populares suplementos de todos os tipos. Mas o enfoque foi maior nos suplementos de aminoácidos, whey protein e multivitamínicos.

Quais foram os resultados dos testes? Para espanto de muitos dos pesquisadores, alívio de atletas inocentes e incredulidade dos mais céticos, as pessoas submetidas ao uso de alguns suplementos, foram testadas e foram “pegas” nesse pretenso exame antidoping. E qual seria a razão para isso?

Algumas das marcas menos confiáveis estariam se usando deste artifício para gerar grandes ganhos de resultados no consumidor que assim voltaria a consumi-lo sem saber que seria vítima de um doping involuntário. É verdade que algumas deixavam claro no rótulo que continham substâncias proibidas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), mas outras simplesmente omitiam ou camuflavam!

Tornada pública esta pesquisa, hoje os britânicos aumentaram sua desconfiança sobre as marcas de menor confiabilidade e passaram a valorizar as marcas mais sérias. Por outro lado, os treinadores e atletas ganharam mais um tópico para se preocupar.

Qual é a recomendação? É óbvio que para a maioria de nós nunca terá que se preocupar em ser aprovado em um teste antidoping. Porém, pense comigo: se uma marca dessa engana você chegando a esse ponto, qual o cuidado que ela teria na produção desses suplementos?

Para aqueles que vivem do esporte, é imperativo que leiam atentamente os rótulos e busquem as marcas mais sérias para se precaver de qualquer tipo de problema, pois esta argumentação hoje já não livra ninguém de uma dura suspensão.

Atletismo · 05 dez, 2007


Marily buscará índice olímpico no começo do ano

A alagoana Marily dos Santos tentará o índice olímpico para a Maratona de Pequim no começo de 2008. Após um fim de ano agitado com diversas competições nacionais importantes, como a Volta da Pampulha e a São Silvestre, a atleta irá encarar maratonas internacionais para conquistar uma vaga olímpica.

Segundo o treinador da maratonista, Gilmário Mendes, a idéia inicial era participar da Maratona de Dubai, nos Emirados Árabes, já que é uma prova de grande repercussão, principalmente pela presença de Haile Gebrselassie, recordista em maratonas (2h04min26). “Tentamos contato com um manager por lá, mas com a programação intensa no fim do ano tivemos que adiar”, comenta Gilmário que também é marido de Marily.

Agora eles estão programando uma maratona para meados de abril, também na Europa, provavelmente a de Roterdã, no dia 13. “Se até o quilômetro 30 mais ou menos, ela não conseguir a média para o índice, ela vai parar e correrá a Maratona de San Antonio, em Padova (Itália), dia 27 de abril”. Ano passado ela foi a terceira colocada dessa prova e, segundo Gilmário, essa foi uma prova em que ela gostou de correr.

“A chegada na cidade é complicada, pois tem um piso antigo e dificulta um pouco para os atletas e nos pegou desprevenidos ano passado, mas agora já vamos preparados”, ressalta o treinador. Atualmente Marily ostenta o tempo de 2h39min45, obtido em Padova, e está na segunda posição do ranking com índice “B” exigido pela Iaaf.

Segundo as regras de convocação, vão para Pequim as três primeiras do ranking nacional, desde que possuam o índice “A” , estabelecido em 2h37min, ou a primeira com o índice “B”, estabelecido em 2h42min. A data limite para obtenção da marca é dia 11/05/2008 e, atualmente, Marizete Moreira seria a única convocada, já que possui 2h39min08. “Lucélia, Pretinha, Marizete Rezende, todas estarão na busca por marcas, então é necessário fazer um ótimo tempo para se garantir”, conclui Gilmário.

Maratona · 05 dez, 2007


Duathlon Aquático fecha ranking com disputas

No último domingo aconteceu em Balneário Camboriú, Santa Catarina, a quinta e última etapa da edição 2007 do Circuito de Duathlon Aquático, realizado nas imediações da Praia de Taquaras. A vitória da etapa e do circuito ficou com Alessandra de Carvalho entre as mulheres e Tiago Sandri entre os homens, categoria essa que teve disputas acirradas.

Alessandra assumiu a ponta desde o momento da largada até a linha de chegada, abriu uma boa vantagem sobre as adversárias e apenas administrou a distância a cada volta, para cruzar à frente de Evelyn Baez e Solange Benz. No dia anterior ela esteve em Florianópolis para o Campeonato Brasileiro de Triathlon Feminino, onde ficou com a 3ª colocação, mas o desgaste não pareceu afetá-la.

Entre os homens Tiago Sandri não teve a vida tão facilitada para faturar caneco dourado, já que precisou de muito esforço para se manter entre os líderes durante a primeira corrida, de dois quilômetros. Ele conseguiu abrir vantagem na natação e se manteve à frente até a segunda corrida para cruzar em primeiro.

O segundo colocado foi Róbson Gomes Carneiro, seguido por Olides Milezzi Neto, mesma ordem no ranking anual formado pelas cinco etapas. Atletas de todos os Estados participaram desta prova, que foi um verdadeiro show para quem estava assistindo e participando.

Domingo, dia 02 de dezembro, foi disputada a 5ª e última etapa do 6º CDA - Circuito de Duathlon Aquático 2007, na Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Triathlon · 04 dez, 2007


Avia Running vence Meia de Revezamento Sesc

No último domingo aconteceu em São Paulo a Meia Maratona de Revezamento Sesc, que teve como palco o Parque da Independência, no Ipiranga, zona sul da cidade. A equipe vencedora nos quartetos masculino e feminino foi a Avia Running/ Santa Constância, que fechou o percurso com o tempo total de 1h08min32 e 1h23min28 respectivamente.

Formado pelos atletas Márcio Melquiades; Carlos Costa; André Ramos e José Rodrigues dos Santos, o quarteto não foi ameaçado durante todas as transições e completou as quatro voltas na liderança. A segunda equipe a cruzar foi a Adega do Zezinho Irmão + 1, que fechou o percurso com o tempo de 1h15min42.

Entre as duplas, o primeiro posto foi para a Equibala, formada por Camilo e Valdir de Camargo, que completaram em 1h11min01, numa briga acirrada com a segunda colocada, a PR Treinamento personalizado. Os campeões fizeram as três primeiras voltas mais lentas do que os vices (17min09; 17min12 e 16min54 contra 16min56; 17min06 e 16min53), mas fizeram a última volta mais rápida (17min12 contra 17min49) e também foram mais velozes nas últimas transições (47 e 54 segundos contra 52 e 55 segundos).

Entre as mulheres, a equipe vencedora da Avia Runningera formada por Rosângela Figueiredo; Sandra Caporal; Rozilene de Jesus e Shirleide da Silva, que não foi ameaçada, já que as segundas colocadas chegaram 20 minutos depois. Nas duplas, a equipe GCM foi a melhor, com 1h29min57, seguida pela versão feminina da Equibala, que completou com 1h34min30.

Corridas de Rua · 04 dez, 2007


Elite feminina fala sobre a São Silvestre

Mais uma vez a Corrida Internacional de São Silvestre contará com a participação de várias atletas de elite, cada uma com um objetivo diferente, tais como brigar pela vitória, chegar entre as cinco melhores, entre as 10, etc. Confira as aspirações de algumas brasileiras, assim como a forma de preparação de cada uma para a tradicional prova brasileira.

São Paulo - Marily dos Santos, que esse ano faturou o bicampeonato do circuito Caixa de Corridas de rua e atualmente lidera o Ranking de mesmo nome, é um dos nomes fortes para a competição do dia 31 de dezembro. Com o peculiar sotaque nordestino e dona de um sorriso contagiante, ela está num ritmo forte de treinamento.

“A São Silvestre é uma prova difícil, mais do que a Pampulha, por exemplo, e agora eu pretendo descansar um pouco e voltar a treinar forte. Tenho competido bastante ultimamente”, ressalta a alagoana. Como forma de preparação ela participou de uma prova regional no nordeste de 15 quilômetros, com várias ladeiras.

“Em novembro ela não competiu muito, pois dezembro vai correr praticamente todo final de semana”, explica o treinador e marido de Marily, Gilmário Mendes. “Terá uma Meia em Maceió, a terra dela, no dia nove e, talvez dia 16 tenha uma Meia em Salvador com uma premiação muito boa”, explica. Ela ainda deverá correr os 10K Rio Corrida Pan-americana e encerra a temporada com a São Silvestre antes de entrar de férias.

Todo esse treinemento ainda não tem um objetivo concreto de classificação na São Silvestre. Istpo porque, segundo Gilmário, a colocação de Marily vai depender muito das atletas estrangeiras que provavelmente estarão na prova.

Pretensões diferentes - Já Lucélia Peres, que ano passado faturou o título da competição, este ano voltará em busca do bicampeonato e diz que não fará nenhuma preparação especial. “Agora, depois da Volta da Pampulha, vou apenas dar continuidade ao meu treinamento, dar uma lapidada, pois a prova já está bastante próxima”, comenta a mineira. “Quero chegar lá nos 100% da minha capacidade”.

Outra atleta de ponta que estará na Avenida Paulista no último dia do ano é Simone Alves da Silva, que figura freqüentemente nas provas da Corpore e Yescom e ano passado foi a 16ª colocada da São Silvestre. “Essa é uma prova forte e vou continuar o meu treinamento para chegar bem. O objetivo é terminar entre as 10 primeiras colocadas”.

Além das brasileiras, algumas estrangeiras certamente darão trabalho, principalmente as quenianas, que vinham dominando os primeiros lugares do pódio até ano passado, ocasião em que Lucélia quebrou um jejum de vitórias nacionais de quatro anos. A largada da elite feminina está programada para o dia 31 de dezembro às 16h30 e este ano a organização abriu as inscrições para 20 mil pessoas.

Corridas de Rua · 04 dez, 2007


Greatest Race: brasileiro é 21º na segunda prova

No último domingo aconteceu a segunda prova do Circuito Greatest Race on Earth, que envolve diversas maratonas pelo mundo e conta com disputa por equipes, representadas por vários países. Na segunda corrida, a Maratona de Singapura, o brasileiro Junio Pereira foi o 21º colocado, com 2h45min23.

Junio não conseguiu manter o bom resultado obtido por Everton Moraes, o sexto lugar na primeira Maratona, a de Nairobi, e agora o Brasil caiu para a segunda posição no ranking das Américas, atrás do Peru e à frente da Argentina. Entre as mulheres, Rozereni Ferreira Morais chegou na 13ª posição com o tempo de 3h16min38, melhorando a posição de Luzia Aluízio Da Silva, que não completou a primeira maratona.

A vitória entre os homens ficou com Amos Tirop Matui, da equipe B do Quênia, com o tempo de 2h14min26, seguido por Reuben Chepkwik Mutumwo (2h21min39), da equipe B do mesmo país, e pelo russo Oleg Kulkov (2h23min23). Na classificação geral o primeiro posto é da equipe A do Quênia, com um acumulado total de 5h32min52, seguida da equipe B do país africano e da China. O Brasil ocupa a 20ª colocação com 8h46min38 no acumulado geral.

Os próximos desafios serão a Maratona de Mumbai, no dia 20 de janeiro de 2008 e a de Hong Kong, em 17 de fevereiro. O Brasil será representado por Jeovanio Braga Neres e Santiago Francisco Araújo no masculino, além de Rosangela Figueredo Silva e Elizabeth Esteves de Souza no feminino.

A premiação total do circuito é de um milhão de dólares, divididos da seguinte forma: US$ 100 mil para a equipe vencedora na categoria geral masculina e feminina, US$ 40 mil para a primeira colocada entre as nações; US$ 20 mil para a segunda e US$ 10 mil para a terceira. Também haverá bonificações extras de US$ 10 mil para o recorde das provas; para a equipe que melhorar o tempo durante o circuito e para uma realização especial.

Maratona · 04 dez, 2007


Volta da Pampulha conta com atletas fantasiados

No último domingo a capital mineira Belo Horizonte foi placo da nona edição da Volta da Pampulha, competição que a cada ano ganha mais adeptos e mais atletas fantasiados. Assim como na São Silvestre, cada um quer passar a sua mensagem com faixas, adereços, pinturas e outras formas de expressão

Belo Horizonte - A largada da categoria geral foi dada às 10h e a arena só teve o último atleta passando depois de cerca de 14 minutos. Além daqueles que pretendiam fazer bons tempos ou usar a prova como forma de condicionamento físico, muitos estavam fantasiados.

É o caso de Marcos Cascon Henrique, que não estava exatamente com uma fantasia, mas sim caracterizado com o uniforme de seu time de coração, o Fluminense, do Rio de Janeiro. “Aumentei três minutos o meu tempo em relação ao ano passado, achei a prova um pouco mais puxada”.

Já sobre a homenagem ao tricolor das laranjeiras, ele comenta: “ano passado paguei uma promessa, pois o time não caiu para a segunda divisão e esse ano vim pelo fato de o time ter sido campeão da Copa do Brasil”.

Entre as mulheres, Joana Angélica Silva não vestia uma fantasia, apenas uma peruca colorida, que segundo ela faz sucesso entre adultos e crianças. “Essa é minha quarta vez, sempre corro assim para animar as pessoas na rua e já virou uma marca, o pessoal sempre aplaude quando eu passo”. De acordo com ela, a peruca possui uns furos para amenizar o calor durante a corrida.

Diferentes - Quem também esteve presente foi José Geraldo da Silva, mais conhecido como Homem Natureza, por vestir uma roupa totalmente revestida de folhas artificiais e animais de mentira. “Essa é a minha forma de prestigiar o maior patrimônio da humanidade e trazer um pouco de descontração para mim e para os corredores”, comenta José que sempre corre a Pampulha.

“É sempre um prazer correr em volta deste espelho d’água maravilhoso, mesmo com o calor. Pela natureza vale qualquer sacrifício”, ressalta o atleta que pretende correr a São Silvestre no final do mês.

Uma das fantasias que certamente dificultou muito a performance foi a do corredor que se intitula Palhaço Marmelada. Com uma bandeira escrita “Paz” em uma das mãos, ele diz que corre para acabar com a violência em Belo Horizonte e no país. “Chega de violência, viva a Paz de Jesus Cristo”, enfatiza. Segundo ele, a roupa e a maquiagem não pesam tanto, pois as pessoas dão força para ele no trajeto e isso o incentiva. “Corro há 18 anos e sempre participo de provas em Belo Horizonte”.

Todos os que cruzavam a linha de chegada recebiam água, podiam passar por uma ducha de água gelada para se refrescar e ainda recebiam um kit pós-prova, com frutas e isotônico, antes de trocar o chip pela medalha de participação.


Corridas de Rua · 03 dez, 2007


Deficientes prestigiam a Volta da Pampulha

Dentre as 9.800 pessoas que participaram da Volta da Pampulha, também estiveram presentes os cadeirantes e deficientes físicos. Confira a opinião de alguns desses atletas sobre a competição, sobre a situação da categoria no Brasil e os planos futuros.

Belo Horizonte - Walker de Jesus, terceiro colocado na categoria cadeirantes, comenta que a competição foi muito boa, mas o calor e a falta de preparação dificultaram um pouco na hora de correr. “Eu não estava com uma preparação adequada, mas tudo bem, a prova foi muito legal. A pista está lisa, sem buracos e o percurso é muito bonito”, ressalta o atleta da equipe do Cruzeiro.

Já o campeão na categoria, Jaciel Paulino, era só alegria com a cadeira de competição nova cedida pela marca esportiva Fila, que o patrocina. “Essa foi a segunda vez que participei e baixei o tempo em relação ao ano passado graças à cadeira importada, que é um grande diferencial”, ressalta. “A hora que eu larguei não estava tão quente, então facilitou bastante. Vim no percurso junto com um amigo meu e no final fizemos uma disputa para ver quem chegava primeiro”, completa o paraatleta que também diz que o asfalto estava bom. “Tinha uns trechos meio esburacados, mas estava 90% boa”.

Quem também esteve presente, mas não competiu devido à problemas com o equipamento, foi Carlos Oliveira, o Carlão, figura carimbada nas principais competições do país. “O pneu furou no aquecimento, não deu para largar, mas a categoria foi bem representada hoje, gostei do tempo do pessoal mesmo com o clima quente”, comenta. Já sobre a estrutura da competição, ele acha que ainda faltam alguns ajustes. “Eu vim para competir e avaliar a organização e, como tudo no Brasil a estrutura para cadeirantes anda a passos lentos. A gente vem ganhando espaços e isso é muito importante”.

Na categoria deficientes visuais, a Volta da Pampulha foi agraciada com a presença do atleta Carlos José Bartô, que integrou a delegação brasileira nos Jogos Parapan-americanos do Rio de Janeiro. O atleta competiu com seu técnico e guia Cássio Damião, numa forma de treino forte para as provas de 1.500 e 5.000m, suas especialidades. “Foi uma prova muito desgastante, mas deu para fazer um treino legal rumo à olimpíada do ano que vem. Eu já tenho índice e só falta a convocação final”, comenta Damião.

Corridas de Rua · 03 dez, 2007