Volta da Pampulha acontece no domingo em BH

A tradicional corrida Volta da Pampulha chega na nona edição no próximo domingo (2) na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Diversos destaques do atletismo brasileiro estarão presentes na corrida que conta com 17,8 quilômetros e servirá para muitos como preparação para a São Silvestre.

Um dos favoritos ao pódio é o mineiro Franck Caldeira. Medalha de ouro na Maratona do Pan-americano do Rio, o atleta comandará a equipe do Cruzeiro que será composta por 14 pessoas. “Acho que essa edição é a mais forte de todas. A corrida será bastante equilibrada. Com certeza vencerá aquele que tiver mais capacidade e sorte. Estou confiante e vamos lutar para o título ficar no Brasil”, diz o técnico do Cruzeiro, Alexandre Minardi.

Outro destaque da prova será o baiano Giomar Pereira da Silva, segundo colocado no ranking brasileiro e integrante da seleção brasileira que disputou os Campeonatos Mundiais de Corridas de Rua em Udine, na Itália, em outubro. Os quenianos também estarão presentes na prova. O destaque do país é Kosgei Kiplimo, vice-campeão da Pampulha em 2006.

Mulheres - Já o destaque do field feminino é Lucélia Peres. A atleta, também de Minas Gerais, quer buscar o tetracampeonato da competição. Ela venceu a Volta da Pampulha em 2004, 2005 e 2006.

Mas além dela, brigam pela vitória Sirlene de Pinho, medalha de bronze na maratona dos Jogos Pan-Americanos do Rio e vice-campeã da Pampulha em 2003 e 2005, Marily dos Santos, tricampeã da Maratona da Bahia, Maria Zeferina Baldaia e Marizete Rezende, campeãs da São Silvestre de 2001 e 2002, respectivamente.

Kits - A entrega do kit dos corredores, composto de camiseta, número de peito e chip de cronometragem, começa nessa sexta-feira (29), das 15h às 20h, no Iate Tênis Clube, que fica na Avenida Dr. Otacílio Negrão de Lima, 1.350, na Pampulha. Os inscritos poderão retirar o material ainda no dia 30, das 9h às 20h, e no dia primeiro, das 9h às 16h, no mesmo local. No dia dois, dia da prova, não haverá entrega de kit.

Corridas de Rua · 30 nov, 2007


Carla Moreno participa da última etapa do Troféu Brasil

A triathleta Carla Moreno, campeã por antecipação da 17ª edição do Troféu Brasil de Triathlon, irá participar da última etapa do circuito, no próximo domingo (02), sem se preocupar com adversárias, porém, com a vontade de encerrar a temporada 2007 com boa atuação. Carla garantiu mais um campeonato na sua carreira, no total de seis, duas etapas antes da final.

Mesmo afastada dos treinos há duas semanas, por causa de catapora, ela conseguiu o aval médico para competir em Santos. “Fui liberada agora e vou competir sem treino. Quando eu estava em recuperação não tinha em mente disputar provas mais esse ano, mas eu adoro competir e, principalmente, em casa”, conta a atleta que mora em Santos.

Vale lembrar que essa foi a segunda vez que Carla parou por motivos médicos. No início do ano, ficou de fora do Internacional de Santos após uma cirurgia de emergência para a retirada do apêndice. “Comecei e terminei o ano doente. Com isso, já tive as minhas férias e agora estou retornando para a temporada 2008. Nessa prova vou competir para completar. Você nunca sabe como o seu corpo vai reagir depois de uma doença, de um tempo parada”, comenta.

Para ela a temporada 2007 foi muito proveitosa, apesar de não ter tido um bom desempenho no Pan-americano do Rio de Janeiro. “Acredito muito nos meus erros e acertos, pois cresci muito este ano. Posso não ter tido sucesso no Pan e nem no Mundial, mas foram experiências completamente diferentes. No Pan eu errei e no Mundial fui punida injustamente sem poder me defender”, conta.

A última etapa do Troféu Brasil de Triathlon acontece no próximo domingo com largada às 8hb para atletas amadores e às 9h20 para os profissionais. Ao todo os profissionais irão percorrer 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida, enquanto os amadores fazem metade dessas distâncias.

Triathlon · 30 nov, 2007


Veja as dicas para baixar seu tempo na São Silvestre

Doutor Henrique Viana, treinador de Franck Caldeira (atual campeão da São Silvestre e da Maratona nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro 2007), dá algumas dicas para os atletas veteranos que pretendem fazer um bom tempo na tradicional competição paulista do dia 31 de dezembro. As informações se referem ao período pré-prova e à competição em si, confira.

São Paulo - Antes de colocar o tênis no pé e ir para a São Silvestre, o Dr. Henrique Viana, que além de técnico é especialista em medicina esportiva, faz um alerta: "o corredor, seja ele veterano ou iniciante, deve sempre fazer um check-up com especialistas na área". Mas depois de estar com tudo em dia, aí sim o atleta pode se preocupar com as outras dicas básicas para aprimorar a corrida, no caso, a São Silvestre.

Realizada no último dia do ano, a corrida paulista geralmente é disputada sob um forte calor, mas como ninguém pode ter 100% de certeza sobre a temperatura do dia “x”, o clima pode pregar algumas peças, como no ano passado, por exemplo, em que um dilúvio assolou a cidade no meio da competição masculina. Por esse motivo, cada competidor deve estar preparado para qualquer tipo de condição climática.

De acordo com o treinador mineiro, para estabelecer um bom tempo na competição, além do clima (quente ou frio), é necessário se preocupar também com a altimetria do percurso, pois há muito sobe e desce na São Silvestre. "Por isso o atleta deve treinar em várias condições de temperatura e também de terreno”, conta.

Mas isso não significa que se a previsão for de calor, a pessoa deva treinar apenas sob essas condições, pelo contrário, ela deve intercalar os dias para a adaptação e estar sujeita a diversas condições climáticas. Já para ganhar ritmo nas subidas e descidas, os atletas devem treinar esse tipo de percurso duas vezes por semana. Com isso ele consegue estimular a musculatura em diferentes partes do corpo e conseqüentemente melhorar a velocidade e reduzir o impacto.

Calçado – Outra dica importante para ganhar tempo na São Silvestre é a escolha correta do tênis. Muitos atletas acreditam que correr com um tênis mais baixo possibilita mais velocidade. Mas isso é um erro. Para o médico e treinador o melhor é correr com um tênis mais alto, feitos para maratona, já que esses modelos absorvem mais o impacto.

“As pessoas acham que com tênis baixo há um rendimento melhor, mas é um engano, pois há mais impacto, principalmente nas descidas. Nesses casos, o impacto prejudica a perna, a coluna e pode até causar dores de cabeça”, revela.

Para que tudo saia como planejado, ele ainda lembra os corredores sobre a alimentação. “O ideal é almoçar cerca de 4h30 antes da prova e fazer um pequeno lanche duas horas antes da largada. Com isso o atleta consegue adequar a glicemia”, conta.

Além disso, na hora de largar o mais importante é se posicionar de acordo com o ritmo que pretende fazer a prova, já que a organização coloca baias para separar os grupos conforme o tempo estimado de finalização. “Muitas vezes um atleta com potencial larga no meio do povão e finaliza a prova com 52min, 51min. Isso acaba prejudicando o desempenho do atleta, que se largasse mais à frente certamente faria um tempo melhor.”

Qualidade de vida - Segundo Dr. Henrique Viana, quem não usar um tênis adequado; ou quem resolver sair muito forte, como se cada trecho fosse uma chegada e não dosar as energias nas descidas, “vai sentar na Brigadeiro”, referência à gíria usada para aqueles que chegam na temida subida da avenida Brigadeiro Luis Antônio sem fôlego.

“Até o quilômetro 10 a corrida é muito rápida e depois vira muito questão de raça, pois o atleta tem um dos lados do cérebro dizendo que ele não vai agüentar e outro dizendo que ele precisa completar”.

Porém, mais importante do que chegar é se conscientizar sobre o principal objetivo da prova, que para grande maioria dos participantes, é a qualidade de vida. Com esse pensamento o mais racional é fazer uma corrida dentro das condições de treinamento e sem exagerar na dose. “Quem corre dentro de recordes é a elite, então o ideal é praticar o esporte para adicionar ânimo à vida e vida ao ânimo”, finaliza o médico e treinador.

Corridas de Rua · 30 nov, 2007


São Silvestre organiza 33ª prova feminina

Esse ano a São Silvestre chega à 83ª edição, mas para as mulheres essa será a 33ª disputa da história, visto que essa categoria foi incluída no ano de 1975, em homenagem ao Ano Internacional da Mulher, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A primeira vencedora foi a alemã Christa Vahlensieck e até hoje apenas cinco brasileiras venceram.

Ano passado Lucélia Peres correu os 15 quilômetros em 51min24, quinta melhor marca da história e esse ano voltará com força total para faturar o bi. “Estou treinando bastante para melhorar esta marca este ano e lutar novamente pela vitória”, ressalta a mineira radicada em Brasília. “Este ano a prova feminina será mais tarde, com menos calor e com maiores possibilidades de um desempenho mais rápido”, completa.

As atletas canarinhos que já subiram no posto mais alto do pódio são a goiana Marizete de Paula Rezende, em 2002; a mineira Maria Zeferina Baldaia, em 2001; a paranaense Roseli Machado, em 1996; e a brasiliense Carmem Oliveira, em 1995. Carmem foi uma grande fundista na época e entrou para a história por ser a primeira brasileira a ter faturado a prova.

A maior vencedora é a portuguesa Rosa Mota, que somou seis vitórias consecutivas, de 1981 a 1986, ao lado da mexicana Maria Del Carmem, que ganhou três vezes, em 1989, 1990 e 1992. As inscrições e os organizadores avisam que restam poucas vagas das 20 mil colocadas à disposição. Elas devem ser feitas pelo site www.saosilvestre.com.br. sob o valor de R$ 70, válido até sexta-feira. As inscrições serão encerradas assim que as vagas terminarem.

Corridas de Rua · 29 nov, 2007


Troféu BR tem briga acirrada pelo vice feminino

No próximo domingo acontece em Santos a última etapa do Troféu Brasil de Triathlon, competição que já tem definida a campeã entre as mulheres, pois Carla Moreno faturou o hexacampeonato por antecipação. Mesmo assim, ainda está aberta a disputa pelo vice e na briga pelo caneco prateado estão a atleta da casa Fernanda Garcia, a argentina Maria Soledad Omar e a campineira Vanessa Gianinni.

Fernanda pretende terminar seu melhor ano como profissional e, atualmente ocupa a segunda posição do ranking, mas ainda tem dois descartes de acordo com o regulamento, o que deixa as concorrentes muito perto. “Intensifiquei os treinos de ciclismo e corrida, pois na natação tenho obtido bons desempenhos em todas as etapas”, comenta a triathleta de 24 anos.

Ela diz ainda que espera contar com o apoio da torcida local para ganhar mais força e revela a tática que pretende usar. “Farei uma natação forte e no ciclismo tentarei não perder muitas posições, para iniciar a corrida próximo da Soledad e da Vanessa. O pessoal de Santos gosta muito de triathlon e espero esse apoio, principalmente quando estiver correndo”.

No início do ano ela obteve o vice no Internacional de Santos, dois segundos lugares no Troféu (quarta e sexta etapa) e para 2008 terá como prioridade as provas longas, como o Maadman Brasil, competição que estreará ano que vem com 1,9 km de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida. “Sendo o Troféu Brasil o maior evento da modalidade, conseguir conquistar esse vice será mais uma etapa vencida na minha carreira”, destaca.

Maria - Já Maria Omar é uma das atletas mais experientes e pretende usar esse diferencial para garantir mais uma vice, colocação que já obteve nos anos de 2004 e 2005 (ano passado foi terceira). “Nesta última etapa pretendo fazer o meu melhor e largar muito bem concentrada e focada, fazendo com que tudo dê certo. Os treinamentos estão indo bem e quero fechar o ano com o melhor resultado que puder”, enfatiza a “hermana”.

Quase chegando aos 34 anos, ela atualmente mora em Niterói (RJ) e treina com Carlos Eugênio, o Neném e tem como maior incentivador seu marido e também triathleta Ezequiel Morales. “Nós vivemos em função do triathlon e um ajuda ao outro. Nos momentos de folga vamos à praia, dar uma volta em alguma feira de artesanato e cinema”, relata.

Entre os planos para o ano que vem ela pretende iniciar o ano com o Troféu, com o Triathlon Internacional de Santos, além de fazer um Ironman. “A prova está nos planos”, revela a triathleta, que teve como melhor resultado no Troféu Brasil o segundo lugar na etapa inicial. “Além disso, fui campeã do X-Terra, na Argentina, vice-campeã no Brasileiro de Duathlon e 5ª colocada no X-Terra Brasil, em Ilhabela”, completa.

A largada, transições e chegada serão na Praia do Gonzaga, com os profissionais completando a distância olímpica, com 1,5 km de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. Já os amadores completarão metade desses trajetos. “Será uma disputa muito forte e particular entre nós. Não é pelo título, que a Carla venceu em grande estilo, mas terá a mesma emoção”, enfatiza Soledad.

Mulheres · 29 nov, 2007


Santos tem primeira escola pública de triathlon no Brasil

A cidade litorânea de Santos, em São Paulo, é conhecida no meio esportivo por abrigar diversas provas de triathlon. Para confirmar a fama, o prefeito de Santos, João Paulo Tavares, inaugurou na última quarta-feira (28) a primeira escola pública de triathlon infantil do Brasil. De acordo com os responsáveis do projeto, a escola atenderá inicialmente 40 crianças entre 10 e 17 anos.

A escola fica no complexo esportivo Rebouças, na Ponta da Praia e todo o treinamento dos jovens atletas terá a infraestrutura necessária, como por exemplo, ruas fechadas pelo Centro de Engenharia de Tráfego de Santos (CET) para treino de bicicleta. A turma inicial começa as aulas teóricas no próximo dia 11 e as práticas, em fevereiro. Serão duas turmas, uma no período da manhã e outra da tarde, de terça a sexta-feira.

O aluno mais novo da primeira turma é Guilherme Martinez que tem nove anos. Depois vem Pedro Henrique de Abreu, 11 anos, irmão mais novo do triathleta olímpico Paulo Miyasiro.”Tenho um ano de biathlon e quero seguir os passos do Shiro. Ele me incentiva bastante e agora com a Escola ficará melhor”, conta Pedro.

Quem irá dar as aulas para a criançada é o triathleta profissional Felipe Guedes. Já a supervisão fica por conta do ex-profissional, Emerson Gomes, duas vezes vice no Troféu Brasil de Triathlon e também do treinador Marcos Paulo Reis, que encabeça o projeto junto com a Secretaria Municipal de Esportes.

Triathlon · 29 nov, 2007


São Silvestre: como lidar com as dores musculares da prova

São Paulo - Aqueles que nunca correram a São Silvestre devem estar preparados para encararem algumas dorzinhas que certamente surgirão após os 15 quilômetros de prova. Mas calma! Não se apavore. Se você tomar algumas precauções, essas dores não irão atrapalhar o seu desempenho na corrida e nem a sua festa de reveillon, já que a São Silvestre é realizada justamente no último dia do ano, 31 de dezembro na capital paulista.

De acordo com o fisioterapeuta esportivo, David Homsi, o atleta amador que está começando a correr, ainda não tem o condicionamento físico ideal para a prática de atividade física. Mesmo com o treinamento em dia, com os exames clínicos (no mínimo exame de sangue e ergométrico) perfeitos, ele não vivenciou uma experiência na prova e não saberá como seu corpo irá reagir. Por isso a chance de sentir algumas dorzinhas musculares durante e depois da São Silvestre é grande.

Além disso, cada prova é uma prova e a característica de cada uma delas também pode influenciar. “Na São Silvestre é calor com isso o atleta terá um desgaste maior. A temperatura do corpo será mais alta, o metabolismo estará mais acelerado e conseqüentemente ele vai respirar mais e gastar mais energia”.

Segundo ele, uns dos responsáveis por essa dor corporal é o acúmulo de ácido lático na musculatura. “Quando a pessoa não é bem condicionada o acúmulo de ácido lático é maior e conseqüentemente a dor também é maior”, explica.

Mas quais dores o atleta pode sentir? David Homsi conta que o corredor terá dor praticamente no corpo todo. Isso porque, vale lembrar, que não são só as pernas que trabalham durante a corrida. Há outros membros do corpo que são utilizados, como por exemplo, a musculatura respiratória. E a regra do não condicionamento também vale para essa musculatura respiratória, ou seja, sem condicionamento essa musculatura também será afetada.

Além disso, se a prova tiver muitas subidas, e a São Silvestre tem a famosa subida da Avenida Brigadeiro, o atleta pode ter dor na panturrilha. “Já se o percurso for de aclives, as dores serão no quadríceps”, conta o fisioterapeuta. Os ombros também não escaparão, já que ele faz durante toda a corrida um movimento de alavanca.

No final da prova o corredor provavelmente terá dor nos músculos principais da corrida que são: os respiratórios e os inferiores como quadríceps, tibial anterior, panturrilha, isquio tibiais e abdominal.

Como prevenir - Somente o tempo de treino e as participações nas provas vão fazer com que essas dores musculares diminuam. “As lesões e as dores na corrida acontecem por esforço repetitivo, porque a pessoa mantém o mesmo movimento durante longos períodos. Por isso o atleta tem que ter um preparo físico adequado para prevenir uma lesão ou a dor. Não é só o treinamento da corrida que ajuda, mas também o trabalho do fortalecimento muscular preventivo”, conta.

Segundo o fisioterapeuta, um parâmetro para saber se o seu condicionamento progrediu ou não é o nível de cansaço ao correr determinada distância, ou então, a progressão do tempo para percorrer determinado trecho. “Se o esportista corre cinco quilômetros em 40 minutos e depois passa a correr a mesma distância em 30, ele melhorou o condicionamento. Sendo assim ele terá menos dor”.

Muitas pessoas optam por tomar analgésicos e antiinflamatórios antes e/ou durante as prova para prevenir a dor muscular. Mas esse tipo de remédio deve ser tomado apenas com a indicação do médico.

“Tomar algum tipo de remédio por indicação de um amigo não é legal, porque até o remédio mais fraco reage de forma diferente em cada organismo. Tem gente que pode ter problema durante a prova, como uma gastrite, ao tomar algum remédio sem indicação médica”.

Para o fisioterapeuta, no caso da São Silvestre não há necessidade em tomar remédio e antiinflamatórios nem antes e nem durante a competição. O que o atleta pode e deve fazer para amenizar essas dores musculares é uma boa hidratação e alimentação antes da prova e se indicado pelo médico, tomar algum remédio depois da corrida.

Pós-prova - Segundo David, as dores musculares também podem ser aliviadas depois da prova com massagens. Uma delas, indicada pelo fisioterapeuta, é a massagem reflexa, porém, esta só pode ser feita por um profissional, que irá massagear corretamente os pontos motores da cada músculo.

“Esse tipo de massagem deve ser feita por um fisioterapeuta. Isso porque ele terá que fazer um deslizamento profundo em cada músculo para aumentar o fluxo de sangue na região e conseqüentemente diminuir a dor”, conta. Há também a massagem com gelo, que funciona como uma espécie de analgésico para o corpo. Mas essa também deve ser feita por um profissional.

Para aqueles que não terão tempo em visitar um fisioterapeuta após a São Silvestre, David revela, que a massagem relaxante, também ajuda aliviar a dor muscular. E o melhor, essa sim pode ser feita por qualquer pessoa.

Atenção - Todas as dores que foram comentadas nessa matéria são de origem musculares, normalmente sentidas no pós-prova. Se durante a prova você sentir alguma dor estranha, que nunca sentiu, é aconselhável parar e pedir ajuda médica.

Corridas de Rua · 29 nov, 2007


Orgulho de ser brasileiro

"Brasil"! Grita um cara ao ver a bandeira brasileira estampada em minha camiseta. Rápido como o tempo exigia, já que vinha em um ritmo constante para quebrar meu recorde pessoal em maratona, deu tempo de pegar aquele sotaque conhecido no meio da multidão, encará-lo, agradecer com um rápido aceno de cabeça e seguir em frente.

O fato de escutar a palavra Brasil a 10 mil quilômetros de distância de nossas casas é muito forte em alguns casos. Eu numa situação esportiva indiretamente representando o país – como todos os amadores que correm provas fora do Brasil o fazem – posso dizer que a situação é marcante.

Mas o que marcou mesmo foi o fato que eu me emocionei com a cena e, plagiando o slogan do Pão de Açúcar, que também estava representado em peso na prova por centenas de atletas, naquele momento senti o verdadeiro “orgulho de ser brasileiro”.

E nada como divagar em uma maratona para manter a dor longe ou um pouco mais distante, me peguei questionando: o porquê eu tinha orgulho de ser brasileiro. Pensei nas mazelas, na miséria, nos políticos, nas riquezas do país que são expropriadas, pensei, pensei e não sei como eu cheguei à conclusão, que apesar de sermos o que somos, eu tinha orgulho de ser brasileiro.

Talvez essa foi uma das lições que eu aprendi na corrida, ter orgulho de ser brasileiro. Mais. Aprendi que podemos com pequenos gestos de cidadania, de carinho e incentivo mudar situações para o bem, como fez aquele anônimo torcedor ao gritar Brasil!

E você já sentiu isso que estou falando? Então divida esse momento conosco no link abaixo.

Corridas de Rua · 29 nov, 2007