
A prova é sempre uma festa para os corredores (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Imagine a cena: 20 mil corredores saindo de uma das pistas da Avenida Paulista sentido consolação na largada da São Silvestre e entre essas duas dezenas de milhares algumas centenas que pretendem baixar os tempos. Segundo o treinador Nelson Evêncio, para melhorar o tempo o corredor deve tentar largar à frente do pelotão, ou contar apenas com o tempo líquido.
O ideal é treinar bem e contar mais como tempo líquido, pois o bruto é complicado, conte mais com o seu relógio do que com o da prova, a São Silvestre não é ideal para fazer tempo, ressalta Evêncio. Pode-se melhorar em relação ao ano anterior, mas sempre será mais alto do que o seu melhor tempo, enfatiza.
Segundo ele, aqueles que quiserem sair à frente e resolverem chegar horas antes da largada, podem perder performance durante os 15 quilômetros da competição. Quando as mulheres largavam às 15h15, muitos homens ficavam até às 17h esperando nas baias, um fazendo xixi em cima do outro, de pé sob forte calor e na hora de largar não tinha mais perna, lembra o treinador.
Espera – Para Evêncio o ideal é chegar ao local da prova com uma hora de antecedência, realizar um bom aquecimento e alongamento e, faltando meia hora para o tiro inicial, se alinhar para o começo da prova. Os corredores terão que enfrentar um certo tumulto para chegar na largada, mas é melhor do que perder rendimento chegando muito antes.
Geralmente nessa época do ano o calor é forte e se torna um adversário ainda mais perigoso, pois a grande concentração de pessoas impede a circulação do ar e deixa o local abafado. É interessante levar uma garrafinha de água para se hidratar e jogar no corpo enquanto espera, lembra o treinador da Assessoria Esportiva que leva seu nome.
A receita vale tanto para os homens, quanto para as mulheres, já que a largada esse ano será em conjunto, às 16h45. Eu acho o novo horário bom, pois as mulheres vão sair mais tarde, mas a largada, que é o grande problema nas provas brasileiras, será tumultuada. Ainda segundo Evêncio, as corredoras que não são de elite, mas pretendem sair neste pelotão ano que vem, dificilmente conseguirão fazer um tempo que as classifique para tanto.
Apesar das dificuldades encontradas, a competição já se tornou tradicional no calendário nacional e a cada ano o número de participantes aumenta. É uma prova legal, festiva, a última vez que eu corri o Santos havia sido campeão, então fui com a camisa comemorar, lembra o simpatizante do time de Vila Belmiro.
Com o treino redondinho, a melhor alternativa é mesmo esperar a boiada passar e se basear no tempo calculado do instante em que se pisa no primeiro tapete de chip até o último, descontando-se o tempo perdido até alcançar o pórtico inicial. A classificação vai lá para baixo, mas não tem outro jeito, finaliza Evêncio.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda