
Sandra Soldan também integra equipe (foto: Fernanda Paradizo/ www.webrun.com.br)
O treinador Carlos Eugênio Ferraro, conselheiro técnico da Seleção Brasileira de Triathlon, comenta em seu artigo como está a equipe brasileira do Pan e destaca os pontos fortes dos representantes do país no Rio de Janeiro. Confira.
Rio de Janeiro – No próximo domingo dia (15) teremos a prova mais importante do triathlon brasileiro: a disputa do Pan. Mas a modalidade é recente no cenário de competições oficiais. Após muitos anos de espera, o triathlon finalmente entrou para a lista de esportes Olímpicos em 2000 nas Olimpíadas de Sydney. Para os brasileiros, esse momento foi sem dúvida um marco na história do triathlon do país, pois, além de estar presente em 2000, o Brasil teve sua equipe completa e com uma participação de destaque.
Mas passados sete anos, o triathlon Brasileiro pouco evoluiu, salvo alguns resultados individuais que colocaram o nome do Brasil em destaque. O triathlon, como vários outros esportes, precisa e muito de resultados expressivos nestes Jogos Pan-americanos para, não só cair no gosto popular, como também nas graças do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O incentivo financeiro do Comitê é vital para a estruturação dos esportes amadores.
Sandra Soldan, Carla Moreno, Mariana Ohata, Juraci Moreira, Virgílio de Castilho e Antonio Marcos terão a honra e também a responsabilidade de representar o Brasil nos Jogos do Rio. Nenhum deles viu o Pan acontecer no Brasil e creio que também dificilmente verão os próximos, pois levará muitos anos para que os Jogos voltem para cá. Por tudo isso, a responsabilidade, a honra, o prazer e a importância desta prova se torna único na nossa curta história do triathlon brasileiro.
Competição – A prova será no posto seis de Copacabana, um lugar muito conhecido dos triathletas. A largada masculina será às 8h e a feminina às 10h30.
A prova terá algumas características bem distintas para cada um dos nossos brasileiros. Nossos maiores rivais, como sempre serão os americanos e os canadenses que são grandes nadadores e grandes ciclistas.
Para Antonio Marcos, nosso melhor corredor, a prova se definirá a partir da largada, pois para ele, a natação terá um peso fundamental. Se ele sair da água com um bom pelotão, ele terá grandes chances de alcançar os líderes na corrida.
Para Juraci Moreira não será muito diferente. Com uma corrida forte e sempre muito consistente, ele terá que se esforçar mais do que nunca na natação e no ciclismo para estar com os líderes na alça de mira.
No caso de Virgilio, que tem a melhor natação entre os brasileiros, acredito que a concentração será sua maior arma, podendo ajudá-lo muito, como em Santo Domingo, ou atrapalhá-lo, caso ele perca o foco. Se Virgilio encaixar uma boa natação, estará também entre os líderes.
Mulheres – Já para as meninas do Brasil não é muito diferente. As americanas e as canadenses, excelentes nadadoras e fortes ciclistas, serão as maiores rivais. Mas, em grandes eventos não podemos descartar nenhuma adversária. Todas estão em sua melhor forma. Entre as brasileiras todas possuem seu ponto forte e tem que saber usar isso na durante a prova.
Mariana Ohata é a grande favorita ao ouro. Tem obtido grandes resultados nesta temporada e esta em grande fase. Carla Moreno, assim como Antonio Marcos, tem na corrida sua grande arma. Se ela estiver num pelotão que a leve para frente, terá grandes chances de buscar as líderes.
Já Sandra Soldan tem na natação uma arma potente para eventos de alto nível técnico. Ela terá alguma chance se sair da água no primeiro pelotão. Para nós, resta torcer muito pelos nossos atletas, pelo nosso triathlon e principalmente pelo nosso país.
![]() |
|
Este texto foi escrito por: Carlos Eugênio Ferraro
