Pensando em lesões de corredores, a fratura por stress vem facilmente a memória, afinal, qual corredor não conhece algum colega que já tenha tido esta lesão?
A fratura por stress não é exclusividade dos corredores, ela surge em diversos outros esportes, especialmente quando se aumenta repentinamente a intensidade ou o volume de treino. Trata-se de uma pequena fissura no osso, causada por sobrecarga repetitiva e microtraumas cumulativos, sem tempo suficiente para recuperação. Em geral, ocorre nos membros inferiores, principalmente na:
- Tíbia
- Fíbula
- Metatarsos (ossos do pé)
- Fêmur
Por vezes, pode ser confundida como uma dor muscular, alguns dos sintomas são:
- Dor localizada que piora com a atividade e melhora com o repouso
- Inchaço leve no local
- Sensibilidade ao toque
- Em casos mais avançados, dor em repouso
O diagnóstico é feito através da avaliação clínica e mais precisamente através de exame de imagem, como ressonância ou radiografia do local onde se suspeita da fratura por stress.

As fraturas por estresse são classificadas em dois grupos:
- Fraturas de baixo risco: localizada nas áreas onde o osso é comprimido, ou seja, apresentam menor risco de “abrir” ou estender a fratura.
- Fraturas de alto risco: ocorrem em áreas que tendem a se “abrir”, aumentando a fratura.
Sabendo que a principal causa da lesão é a sobrecarga, a primeira medida para o tratamento é o afastamento das atividades de impacto que sobrecarreguem o osso lesionado.
O tratamento depende de qual o osso acometido, fraturas de baixo risco são tratadas de maneira conservadora, podendo ser recomendado o uso de muletas nos primeiros dias, e em seguida reabilitação com fisioterapeuta afim de fortalecer a musculatura e preparar para retorno ao esporte.
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Fraturas de alto risco, exigem o uso de muletas por período mais prolongado, associado a reabilitação fisioterapêutica e em alguns casos mais raros, pode haver necessidade de intervenção cirúrgica.
É importante ressaltar também que em alguns casos a fratura por estresse está relacionada a deficiências metabólicas, que aumentam o risco por falta de vitaminas, minerais e/ou alterações hormonais, que interferem na síntese de cálcio e recuperação das pequenas lesões. Bem como, a hidratação e o sono são imprescindíveis para a prevenção de lesões.