O inverno divide preferências entre os corredores. Enquanto alguns aproveitam as temperaturas amenas para aumentar o volume e intensidade dos treinos, outros enfrentam desafios para conseguir manter a rotina ativa, mas existe algo essencial que todos os corredores não podem ignorar nessa estação, os cuidados com a pele.
A combinação de baixas temperaturas, tempo seco, vento e exposição repentina ao sol pode comprometer a saúde da pele. Entender quais cuidados adotar antes, durante e depois dos treinos é fundamental para manter a pele protegida durante toda a estação, por isso, o médico dermatologista e diretor clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, José Roberto Fraga Filho, fala sobre as precauções necessárias durante esse período.

“No inverno, a pele enfrenta diversas agressões, como banhos excessivamente quentes, baixa umidade do ar, menor ingestão de água e maior exposição ao vento. Esses fatores fragilizam a barreira de proteção cutânea, deixando a pele vulnerável a eczemas e dermatites; Coceira (prurido) e ressecamento intenso; Fissuras e rachaduras”, afirma o especialista.
Segundo o médico, para garantir a integridade da pele durante os treinos no inverno, os corredores devem adotar algumas práticas, como a aplicação de um bom hidratante de 20 a 30 minutos antes da atividade, usar protetor solar mesmo em dias nublados, utilizar hidratantes labiais, preferencialmente com FPS, optar por roupas com tecidos tecnológicos que facilitem a transpiração e mantenham a pele seca.
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Outro ponto importante que merece atenção e, por muitas vezes, é negligenciado durante esse período, é a hidratação. “A hidratação, tanto tópica (cremes e loções) quanto via oral (ingestão de água), é fundamental para manter a barreira cutânea íntegra. Uma pele bem hidratada atua como um escudo eficiente, prevenindo o surgimento de doenças dermatológicas e a instalação de infecções bacterianas ou fúngicas”, ressalta o dermatologista.
Além disso, um erro comum dos corredores é subestimar o sol, acreditando que o uso de protetor solar é desnecessário em dias de temperaturas baixas. A falha no vestuário, como o uso de tecidos que retêm o suor, mantendo a roupa úmida por longos períodos, também criam um ambiente propício para a proliferação de fungos.
O médico ainda reforça que, sem os cuidados necessários, algumas condições dermatológicas podem se agravar. “A exposição ao frio, quando aliada à falta de cuidados específicos, pode intensificar quadros pré-existentes. Entre as condições que costumam apresentar piora, estão dermatite atópica, rosácea, dermatite seborreica e urticária ao frio.