Há quase uma semana o atletismo mundial sofreu um golpe duro contra a sua credibilidade. No domingo passado (14/07), três nomes de muita velocidade foram suspensos preventivamente de competições oficiais. Entre eles estavam os jamaicanos Asafa Powell (ex-recordista dos 100 metros rasos), Sherone Simpson (dona de três medalhas olímpicas) e o americano Tyson Gay, dono dos três melhores tempos de 2013, todos flagrados em exames antidoping.
Escândalo de doping suspende Asafa Powell e Tyson Gay das pistas
Assim como aconteceu no ciclismo, quando o escândalo envolvendo o americano Lance Armstrong deixou a opinião pública incrédula e chocada com os casos de uso de substância irregulares no esporte, muitos duvidaram daquilo que o atletismo representa. Afinal, desde 1988, quando o canadense Bem Johnson foi flagrado, o mundo não presenciava um escândalo tão grande como o divulgado no último domingo.
Excesso de rigor- Assim que os casos sobre os jamaicanos e o americano começaram a se desenvolver, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) prontamente se posicionou.
A credibilidade do nosso programa antidoping, e do nosso esporte, aumenta e não enfraquece cada vez que somos capazes de descobrir um novo caso, afirmou Nick Davis, porta-voz da entidade, na última segunda-feira.
Apesar da declaração punitiva da Iaaf parecer pontual, Thomaz Mattos não acredita que haverá uma caça às bruxas, como aconteceu no ciclismo, quando Armstrong foi pego. A postura da Iaaf sempre foi de fiscalizar seus atletas e sempre o fez muito bem. E é normal o antidoping estar sempre um passo atrás da indústria do doping explica o presidente da Agência Nacional Antidoping ligada à Confederação Brasileira de Atletismo. As cifras que a mercado de doping movimenta são muito altas, reforça Mattos.
CBAt ainda não realizou exames antidoping fora de competições em 2013
Cleberson Yamada, comentarista esportivo de atletismo do canal Bandsports, vê da mesma maneira a postura da Iaaf. Apesar do discurso rigoroso, ele não acredita que o esporte esteja em crise. Existe um controle muito forte daqueles atletas que se dopam. E a Iaaf é uma das federações que mais briga contra o doping. Essa é uma indústria muito cara, pois todo competidor que se dopa é orientado por um profissional e precisa fazer um acompanhamento laboratorial muito rígido, explica o comentarista.
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| Americano Tyson Gay, flagrada em exame antidoping, é o velocista mais rápido do ano até então - Foto: Erik van Leeuwen/ Licença Creative Commons |
Passaporte biológico- Assim como o doping evolui de maneira muito rápida, a Agência Mundial Antidoping desenvolveu um sistema de controle maior sobre os efeitos das substâncias ilegais no organismo dos atletas. Chamado de passaporte biológico, essa é uma potente ferramenta para controlar o surgimento de novas drogas e maneiras de ludibriar exames.
Iaaf instalará laboratórios temporários de análise no Quênia
Hoje já existe o doping genético, em que substâncias acabam estimulando o corpo de forma indireta a produzir de forma natural algo que gerará algum ganho de desempenho. O passaporte biológico vem para controlar isso. Indiretamente, comparando coletas feitas durante a carreira de um profissional os efeitos do doping vão surgir e com isso o atleta pode ser penalizado, detalha Yamada.
Atletismo · 19 jul, 2013
Há quase uma semana o atletismo mundial sofreu um golpe duro contra a sua credibilidade. No domingo passado (14/07), três nomes de muita velocidade foram suspensos preventivamente de competições oficiais. Entre eles estavam os jamaicanos Asafa Powell (ex-recordista dos 100 metros rasos), Sherone Simpson (dona de três medalhas olímpicas) e o americano Tyson Gay, dono dos três melhores tempos de 2013, todos flagrados em exames antidoping.
Escândalo de doping suspende Asafa Powell e Tyson Gay das pistas
Assim como aconteceu no ciclismo, quando o escândalo envolvendo o americano Lance Armstrong deixou a opinião pública incrédula e chocada com os casos de uso de substância irregulares no esporte, muitos duvidaram daquilo que o atletismo representa. Afinal, desde 1988, quando o canadense Bem Johnson foi flagrado, o mundo não presenciava um escândalo tão grande como o divulgado no último domingo.
Excesso de rigor- Assim que os casos sobre os jamaicanos e o americano começaram a se desenvolver, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) prontamente se posicionou.
A credibilidade do nosso programa antidoping, e do nosso esporte, aumenta e não enfraquece cada vez que somos capazes de descobrir um novo caso, afirmou Nick Davis, porta-voz da entidade, na última segunda-feira.
Apesar da declaração punitiva da Iaaf parecer pontual, Thomaz Mattos não acredita que haverá uma caça às bruxas, como aconteceu no ciclismo, quando Armstrong foi pego. A postura da Iaaf sempre foi de fiscalizar seus atletas e sempre o fez muito bem. E é normal o antidoping estar sempre um passo atrás da indústria do doping explica o presidente da Agência Nacional Antidoping ligada à Confederação Brasileira de Atletismo. As cifras que a mercado de doping movimenta são muito altas, reforça Mattos.
CBAt ainda não realizou exames antidoping fora de competições em 2013
Cleberson Yamada, comentarista esportivo de atletismo do canal Bandsports, vê da mesma maneira a postura da Iaaf. Apesar do discurso rigoroso, ele não acredita que o esporte esteja em crise. Existe um controle muito forte daqueles atletas que se dopam. E a Iaaf é uma das federações que mais briga contra o doping. Essa é uma indústria muito cara, pois todo competidor que se dopa é orientado por um profissional e precisa fazer um acompanhamento laboratorial muito rígido, explica o comentarista.
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| Americano Tyson Gay, flagrada em exame antidoping, é o velocista mais rápido do ano até então - Foto: Erik van Leeuwen/ Licença Creative Commons |
Passaporte biológico- Assim como o doping evolui de maneira muito rápida, a Agência Mundial Antidoping desenvolveu um sistema de controle maior sobre os efeitos das substâncias ilegais no organismo dos atletas. Chamado de passaporte biológico, essa é uma potente ferramenta para controlar o surgimento de novas drogas e maneiras de ludibriar exames.
Iaaf instalará laboratórios temporários de análise no Quênia
Hoje já existe o doping genético, em que substâncias acabam estimulando o corpo de forma indireta a produzir de forma natural algo que gerará algum ganho de desempenho. O passaporte biológico vem para controlar isso. Indiretamente, comparando coletas feitas durante a carreira de um profissional os efeitos do doping vão surgir e com isso o atleta pode ser penalizado, detalha Yamada.
Na época da puberdade, os jovens passam por muitas mudanças: a voz engrossa, os pelos começam a aparecer e eles buscam um corpo atraente, com pouco índice de gordura corporal e musculoso. Por isso, é cada vez mais cedo a procura de meninos entre 15 e 17 anos por vagas em academias e sendo incentivados a usar os famosos suplementos.
Porém, é nessa fase (entre os 14 e 20 anos) também que a acne começa a aparecer. Devido à intensa produção de hormônios, a pele começa a ficar mais oleosa e obstrui os poros, então adicionar outra substância no corpo pode ser um problema.
Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas
De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, não há suplementação que faça mal para a pele, mas ela pode piorar a condição que ela já se encontra, em especial a acne. Existem relatos de agravação causada pelo excesso de derivados do leite, como o famoso Whey Protein, conta.
Sem crise - Para evitar mais problemas de pele nessa época, é interessante investir em suplementação que isola a proteína da carne. Caso o atleta perceba que o caso de acne foi agravado, deve suspender imediatamente o uso do suplemento e procurar um dermatologista para que o tratamento adequado seja iniciado, aponta a profissional.
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| Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng |
É saudável substituir a alimentação por suplementação?
Benefícios - A dermatologista lembra que não é comum problemas cutâneos aparecerem com o uso de suplementos e muitos deles ajudam na saúde da pele. A suplementação proteica também tem repercussões positivas na pele, pois é usada como substrato na produção de colágeno, o que mantém a pele mais firme e ajuda muito quando, em paralelo, se faz algum tratamento dermatológico para esse fim, conclui.
Atletismo · 19 jul, 2013
Na época da puberdade, os jovens passam por muitas mudanças: a voz engrossa, os pelos começam a aparecer e eles buscam um corpo atraente, com pouco índice de gordura corporal e musculoso. Por isso, é cada vez mais cedo a procura de meninos entre 15 e 17 anos por vagas em academias e sendo incentivados a usar os famosos suplementos.
Porém, é nessa fase (entre os 14 e 20 anos) também que a acne começa a aparecer. Devido à intensa produção de hormônios, a pele começa a ficar mais oleosa e obstrui os poros, então adicionar outra substância no corpo pode ser um problema.
Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas
De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, não há suplementação que faça mal para a pele, mas ela pode piorar a condição que ela já se encontra, em especial a acne. Existem relatos de agravação causada pelo excesso de derivados do leite, como o famoso Whey Protein, conta.
Sem crise - Para evitar mais problemas de pele nessa época, é interessante investir em suplementação que isola a proteína da carne. Caso o atleta perceba que o caso de acne foi agravado, deve suspender imediatamente o uso do suplemento e procurar um dermatologista para que o tratamento adequado seja iniciado, aponta a profissional.
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| Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng |
É saudável substituir a alimentação por suplementação?
Benefícios - A dermatologista lembra que não é comum problemas cutâneos aparecerem com o uso de suplementos e muitos deles ajudam na saúde da pele. A suplementação proteica também tem repercussões positivas na pele, pois é usada como substrato na produção de colágeno, o que mantém a pele mais firme e ajuda muito quando, em paralelo, se faz algum tratamento dermatológico para esse fim, conclui.
Recentemente a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) flagrou dois atletas em exames antidoping. Os testes foram realizados após o Troféu Brasil de Atletismo e a Maratona de Brasília. Até o momento, durante a atual temporada, a CBAt realizou 201 testes em todo o país durante competições. As amostras coletadas fora de competição em 2013 não constam no site da confederação. Já os números de 2012 apontam que das 659 amostras recolhidas, 18 aconteceram de surpresa.
O exame antidoping realizado fora de competições demonstra ser um método mais eficiente na batalha por um esporte limpo e sem trapaças. Um exemplo recente disso é o caso do velocista norte-americano Tyson Gay, flagrado com uma substância ilegal em seu organismo em um exame sem prévio aviso.
Escândalo de doping suspende Asafa Powell e Tyson Gay das pistas
Doping no atletismo brasileiro- Apesar de o cenário desportivo nacional apresentar indícios claros que muito precisa ser feito para que o doping não seja algo muito comum no esporte, o presidente da Agência Nacional Antidoping (ANAD) da CBAt, Thomaz Mattos, afirma que a confederação é uma das que mais prega pela honestidade nas competições.
Atualmente, a receita da CBAt gira em torno de R$ 25 milhões, verba oriunda de patrocínios e da Lei Piva. Desse dinheiro, cerca de R$ 400 mil é empregado no controle de doping do atletismo.
Como o objetivo da confederação para 2014 é aumentar consideravelmente o número de exames feitos fora de competições (algo entre 150 e 200) é provável que as cifras destinadas ao controle de doping subam.
Eu vejo que há sim uma necessidade de incremento no controle. Hoje a CBAt é uma das que mais faz exames antidoping no Brasil e com o suporte necessário nós vamos conseguir realizar um trabalho melhor e mais atuante, afirma.
Para Nelson Evêncio o simples fato de um atleta saber que ele tem chances de ser testado em competição não é um inibidor contra o doping. O treinador explica que a evolução do doping é muito rápida, e atletas com condições de acessar essas drogas conseguem escapar dos testes feitos durante provas.
Até agora no Brasil nenhum exame foi feito fora de competição. Isso é um ponto negativo. Aqueles que são pegos são gente pequena ou que se descuidou e acabou sendo flagrado, afirma presidente da Associação de Treinadores de Corrida.
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| A fundista Simone Alves foi flagrada em exame antidoping por uso de EPO - Foto: Divulgação/ BM&F Bovespa |
Esperança para o futuro- Apesar de o cenário nacional contra o doping parecer estar estático, algumas mudanças já estão acontecendo. A criação de uma nova entidade, cujo objetivo é gerenciar o combate ao doping no país em toda a esfera desportiva é um exemplo disso.
A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) vem para preencher um vácuo que existia de uma agência de doping nacional, mas ela ainda está começando a caminhar, explica o presidente da ANAD.
Mattos crê que o caminho que o Brasil terá de percorrer até conseguir estancar de vez qualquer motivação ao doping é árduo, afinal o uso de substâncias ilegais no esporte não está focado somente ao esporte de alto rendimento.
Falta vontade para o Brasil alcançar um nível de excelência. Afinal, isso deve ser tratado como um problema de saúde pública, já que existem hoje substâncias que se disseminam em academias. As pessoas precisam entender que é a qualidade de treinamento que vai trazer o resultado e não o aditivo. Só com a mudança dessa consciência é que o combate ao doping vai ser mais efetivo, analisa o presidente.
Saiba como funciona o controle antidoping
Enquanto Mattos vê o uso de substâncias ilegais como um problema social e cultural que também atinge o amador, Evêncio põe em xeque o comportamento de alguns profissionais como o principal entrave para a queda dos casos de dopagem. Onde existe dinheiro e isso está ligado à vitória, as pessoas vão fazer de tudo para chegar lá mais rápido, finaliza o treinador.
Atletismo · 17 jul, 2013
Recentemente a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) flagrou dois atletas em exames antidoping. Os testes foram realizados após o Troféu Brasil de Atletismo e a Maratona de Brasília. Até o momento, durante a atual temporada, a CBAt realizou 201 testes em todo o país durante competições. As amostras coletadas fora de competição em 2013 não constam no site da confederação. Já os números de 2012 apontam que das 659 amostras recolhidas, 18 aconteceram de surpresa.
O exame antidoping realizado fora de competições demonstra ser um método mais eficiente na batalha por um esporte limpo e sem trapaças. Um exemplo recente disso é o caso do velocista norte-americano Tyson Gay, flagrado com uma substância ilegal em seu organismo em um exame sem prévio aviso.
Escândalo de doping suspende Asafa Powell e Tyson Gay das pistas
Doping no atletismo brasileiro- Apesar de o cenário desportivo nacional apresentar indícios claros que muito precisa ser feito para que o doping não seja algo muito comum no esporte, o presidente da Agência Nacional Antidoping (ANAD) da CBAt, Thomaz Mattos, afirma que a confederação é uma das que mais prega pela honestidade nas competições.
Atualmente, a receita da CBAt gira em torno de R$ 25 milhões, verba oriunda de patrocínios e da Lei Piva. Desse dinheiro, cerca de R$ 400 mil é empregado no controle de doping do atletismo.
Como o objetivo da confederação para 2014 é aumentar consideravelmente o número de exames feitos fora de competições (algo entre 150 e 200) é provável que as cifras destinadas ao controle de doping subam.
Eu vejo que há sim uma necessidade de incremento no controle. Hoje a CBAt é uma das que mais faz exames antidoping no Brasil e com o suporte necessário nós vamos conseguir realizar um trabalho melhor e mais atuante, afirma.
Para Nelson Evêncio o simples fato de um atleta saber que ele tem chances de ser testado em competição não é um inibidor contra o doping. O treinador explica que a evolução do doping é muito rápida, e atletas com condições de acessar essas drogas conseguem escapar dos testes feitos durante provas.
Até agora no Brasil nenhum exame foi feito fora de competição. Isso é um ponto negativo. Aqueles que são pegos são gente pequena ou que se descuidou e acabou sendo flagrado, afirma presidente da Associação de Treinadores de Corrida.
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| A fundista Simone Alves foi flagrada em exame antidoping por uso de EPO - Foto: Divulgação/ BM&F Bovespa |
Esperança para o futuro- Apesar de o cenário nacional contra o doping parecer estar estático, algumas mudanças já estão acontecendo. A criação de uma nova entidade, cujo objetivo é gerenciar o combate ao doping no país em toda a esfera desportiva é um exemplo disso.
A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) vem para preencher um vácuo que existia de uma agência de doping nacional, mas ela ainda está começando a caminhar, explica o presidente da ANAD.
Mattos crê que o caminho que o Brasil terá de percorrer até conseguir estancar de vez qualquer motivação ao doping é árduo, afinal o uso de substâncias ilegais no esporte não está focado somente ao esporte de alto rendimento.
Falta vontade para o Brasil alcançar um nível de excelência. Afinal, isso deve ser tratado como um problema de saúde pública, já que existem hoje substâncias que se disseminam em academias. As pessoas precisam entender que é a qualidade de treinamento que vai trazer o resultado e não o aditivo. Só com a mudança dessa consciência é que o combate ao doping vai ser mais efetivo, analisa o presidente.
Saiba como funciona o controle antidoping
Enquanto Mattos vê o uso de substâncias ilegais como um problema social e cultural que também atinge o amador, Evêncio põe em xeque o comportamento de alguns profissionais como o principal entrave para a queda dos casos de dopagem. Onde existe dinheiro e isso está ligado à vitória, as pessoas vão fazer de tudo para chegar lá mais rápido, finaliza o treinador.
Apesar de a suplementação estar cada vez mais presente na vida das pessoas, alguns levam essa hábito ao extremo, a ponto de substituir a alimentação pela mistura de substâncias. Conhecido como ração humana, o complexo rico em nutrientes ganha espaço na mesa dos esportistas, não como complemento, mas como prato principal. Mas quais as consequências disso?
Diferente do que se acredita, a ração humana não é projetada para conter todas as substâncias que o corpo humano necessita e só pode ser prescrita por um/a nutricionista. O complexo ajuda a regular as funções intestinais, acelerar o metabolismo e normalmente é usada para a perda de peso, ou seja, não é indicada para atletas, pois eles precisam repor as energias, não perdê-las, orienta a nutricionista Bianca Bianchi.
Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas
Aliás, quando a ração humana é prescrita, ela também deve ser consumida com cautela, pois, em grande quantidade, a mistura causa gases, constipação e distensão abdominal. A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia misturadas a refeição, completa a profissional.
Caso a dose seja aumentada, o indivíduo pode sofrer com os efeitos colaterais. A ração humana é um componente usado para emagrecer, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições. Além disso, portadores de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir esta ração, avalia a nutricionista.
Suplementos: conheça os benefícios e malefícios dessas substâncias
Bianca Bianchi diz que, ao invés de optar por adicionar a ração humana à dieta, o atleta pode escolher opções mais naturais. Ele (o atleta) pode preferir outros alimentos que têm a mesma finalidade, como semente de linhaça, farelo de trigo, leite de soja, aveia e açúcar mascavo.
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| Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng |
Suplementação - Como o nome já diz, os suplementos devem ser um complemento de vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, que podem estar faltando na dieta do indivíduo. A suplementação nunca deve substituir uma refeição. No caso de atletas profissionais, a suplementação deve ser feita em parceria com a alimentação, pois há uma perda de energia muito grande. Já para os atletas que treinam na academia com frequência, uma suplementação após o treino já é o suficiente, explica Bianca.
Saiba o que ocorre com o organismo quando alguns suplementos são consumidos em excesso:
Saiba também o que ocorre quando vitaminas são consumidas exageradamente:
Correr se torna vício insubstituível para atleta que perdeu 30 quilos
Atletismo · 17 jul, 2013
Apesar de a suplementação estar cada vez mais presente na vida das pessoas, alguns levam essa hábito ao extremo, a ponto de substituir a alimentação pela mistura de substâncias. Conhecido como ração humana, o complexo rico em nutrientes ganha espaço na mesa dos esportistas, não como complemento, mas como prato principal. Mas quais as consequências disso?
Diferente do que se acredita, a ração humana não é projetada para conter todas as substâncias que o corpo humano necessita e só pode ser prescrita por um/a nutricionista. O complexo ajuda a regular as funções intestinais, acelerar o metabolismo e normalmente é usada para a perda de peso, ou seja, não é indicada para atletas, pois eles precisam repor as energias, não perdê-las, orienta a nutricionista Bianca Bianchi.
Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas
Aliás, quando a ração humana é prescrita, ela também deve ser consumida com cautela, pois, em grande quantidade, a mistura causa gases, constipação e distensão abdominal. A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia misturadas a refeição, completa a profissional.
Caso a dose seja aumentada, o indivíduo pode sofrer com os efeitos colaterais. A ração humana é um componente usado para emagrecer, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições. Além disso, portadores de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir esta ração, avalia a nutricionista.
Suplementos: conheça os benefícios e malefícios dessas substâncias
Bianca Bianchi diz que, ao invés de optar por adicionar a ração humana à dieta, o atleta pode escolher opções mais naturais. Ele (o atleta) pode preferir outros alimentos que têm a mesma finalidade, como semente de linhaça, farelo de trigo, leite de soja, aveia e açúcar mascavo.
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| Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng |
Suplementação - Como o nome já diz, os suplementos devem ser um complemento de vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, que podem estar faltando na dieta do indivíduo. A suplementação nunca deve substituir uma refeição. No caso de atletas profissionais, a suplementação deve ser feita em parceria com a alimentação, pois há uma perda de energia muito grande. Já para os atletas que treinam na academia com frequência, uma suplementação após o treino já é o suficiente, explica Bianca.
Saiba o que ocorre com o organismo quando alguns suplementos são consumidos em excesso:
Saiba também o que ocorre quando vitaminas são consumidas exageradamente:
Correr se torna vício insubstituível para atleta que perdeu 30 quilos
Dias ensolarados em pleno inverno propiciam uma sensação de conforto, já que realizar atividades ao ar livre se torna algo menos cansativo por conta das baixas temperaturas. Porém, mesmo com o céu nublado, não se deve esquecer que a claridade e a incidência de raios ultravioletas permanecem altas e podem causar lesões na visão e manchas na pele.
Segundo o oftalmologista Dr. Mauro Silveira de Queiroz Campos, utilizar óculos escuros não é um hábito comum aos brasileiros. Teoricamente deveríamos usá-los ainda pequenos, pois quanto mais nova é a pessoa, mais sensível à luz ela será. Porém, normalmente começa-se a usar óculos somente na juventude, e por uma questão estética, conta.
Além disso, engana-se quem pensa que lesões oculares estão diretamente ligadas somente aos raios de sol. Em qualquer ambiente em que existe luz, há riscos de prejudicar as retinas, como locais iluminados por lâmpada branca, principalmente. Isso não significa que devemos usar mangas compridas e óculos escuros nesses lugares, só temos que estar cientes de que essa possibilidade existe, explica Campos.
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| Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng |
Conhecidos como atletas de final de semana, quem pratica corrida somente nos dois dias de folga também comete um erro ao cuidar da pele e dos olhos somente nos dias de treino ou prova. Acontece o mesmo quando as pessoas vão à praia e acham que fazem sua parte ao cuidar da saúde somente nesse período. A exposição do dia a dia também traz riscos, alerta o profissional.
Na hora da prova - Correr de óculos escuros pode ser uma experiência desconfortável, mas não é desculpa para abrir mão da proteção. Usar viseiras ou bonés é a forma mais simples de prevenir que haja prejuízos. Existem teorias de que o uso de colírios também pode ajudar na prevenção, mas como não é nada certo o melhor é usar os acessórios, conclui.
Atletismo · 16 jul, 2013
Dias ensolarados em pleno inverno propiciam uma sensação de conforto, já que realizar atividades ao ar livre se torna algo menos cansativo por conta das baixas temperaturas. Porém, mesmo com o céu nublado, não se deve esquecer que a claridade e a incidência de raios ultravioletas permanecem altas e podem causar lesões na visão e manchas na pele.
Segundo o oftalmologista Dr. Mauro Silveira de Queiroz Campos, utilizar óculos escuros não é um hábito comum aos brasileiros. Teoricamente deveríamos usá-los ainda pequenos, pois quanto mais nova é a pessoa, mais sensível à luz ela será. Porém, normalmente começa-se a usar óculos somente na juventude, e por uma questão estética, conta.
Além disso, engana-se quem pensa que lesões oculares estão diretamente ligadas somente aos raios de sol. Em qualquer ambiente em que existe luz, há riscos de prejudicar as retinas, como locais iluminados por lâmpada branca, principalmente. Isso não significa que devemos usar mangas compridas e óculos escuros nesses lugares, só temos que estar cientes de que essa possibilidade existe, explica Campos.
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| Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng |
Conhecidos como atletas de final de semana, quem pratica corrida somente nos dois dias de folga também comete um erro ao cuidar da pele e dos olhos somente nos dias de treino ou prova. Acontece o mesmo quando as pessoas vão à praia e acham que fazem sua parte ao cuidar da saúde somente nesse período. A exposição do dia a dia também traz riscos, alerta o profissional.
Na hora da prova - Correr de óculos escuros pode ser uma experiência desconfortável, mas não é desculpa para abrir mão da proteção. Usar viseiras ou bonés é a forma mais simples de prevenir que haja prejuízos. Existem teorias de que o uso de colírios também pode ajudar na prevenção, mas como não é nada certo o melhor é usar os acessórios, conclui.
Para conseguir os resultados requeridos em uma prova, é necessário que todas as funções do corpo humano estejam funcionando corretamente, principalmente o sistema nervoso. Porém, a má postura e o excesso de atividades físicas podem fazer a coluna vertebral desalinhar, impedindo que os impulsos nervosos cheguem corretamente no cérebro.
É neste momento em que o papel do quiropata (ou quiropraxista) ganha forças na vida dos corredores. A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade, protege a medula e o sistema nervoso. Se a coluna está desalinhada, ela impede que a medula consiga defender as raízes nervosas como uma coluna alinhada faz. Por conta dessas alterações que são feitas na coluna, o corpo inteiro sofre, conta o quiropata Jason Gilbert.
O primeiro passo que o corredor deve se preocupar é fazer exames para garantir que seu peso esteja distribuído por igual enquanto corre. Caso isso não esteja ocorrendo, é normal sentir dores nas costas de um lado só do corpo.
Em provas - De acordo com Gilbert, analisar o alinhamento da coluna também é essencial para melhorar o rendimento de atletas na prova. Se o sistema nervoso não está recebendo os impulsos da coluna direito, os músculos também não vão atuar com 100% de seu desempenho. O quiropata devolve e mantém as funções normais da coluna vertebral e das articulações do corpo, explica.
Para os atletas que não carregam lesões, o profissional também alerta que a medicina alternativa ajuda como um profilático. As sessões ajudam a prevenir as lesões. Quando o cérebro não consegue identificar os impulsos de maneira correta faz com que o atleta acabe forçando os músculos, causando micro-lesões, conta.
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| A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena |
Aos corredores que se recuperam dos traumas, a quiropraxia pode servir como um catalisador. Normalmente os atletas se recuperam mais rápido. Não usamos a cirurgia nem remédios, pois acreditamos que o corpo é capaz de se restabelecer sozinho, só precisamos tratar os bloqueios, relata.
Sem remédios - Segundo Gilbert, tomar remédios analgésicos ou antiinflamatórios só mascaram a dor. Por exemplo, se um atleta está com dor e toma um analgésico a sua dor será reduzida, mas nem ele nem o médico nunca saberão a razão da dor. O corpo faz um músculo ou uma parte do corpo humano doer porque algo de errado está acontecendo. Nós não ignoramos isso e tratamos o foco da dor, afirma.
Riscos - Ao escolher um quiropata, é preciso garantir que ele seja um profissional. Caso o atleta vá em um quiropata com pouca experiência, provavelmente a sua lesão será agravada. Isso talvez não ocorra no momento em que ele sair do consultório, mas pode acontecer em um futuro próximo, conclui.
Atletismo · 08 jul, 2013
Para conseguir os resultados requeridos em uma prova, é necessário que todas as funções do corpo humano estejam funcionando corretamente, principalmente o sistema nervoso. Porém, a má postura e o excesso de atividades físicas podem fazer a coluna vertebral desalinhar, impedindo que os impulsos nervosos cheguem corretamente no cérebro.
É neste momento em que o papel do quiropata (ou quiropraxista) ganha forças na vida dos corredores. A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade, protege a medula e o sistema nervoso. Se a coluna está desalinhada, ela impede que a medula consiga defender as raízes nervosas como uma coluna alinhada faz. Por conta dessas alterações que são feitas na coluna, o corpo inteiro sofre, conta o quiropata Jason Gilbert.
O primeiro passo que o corredor deve se preocupar é fazer exames para garantir que seu peso esteja distribuído por igual enquanto corre. Caso isso não esteja ocorrendo, é normal sentir dores nas costas de um lado só do corpo.
Em provas - De acordo com Gilbert, analisar o alinhamento da coluna também é essencial para melhorar o rendimento de atletas na prova. Se o sistema nervoso não está recebendo os impulsos da coluna direito, os músculos também não vão atuar com 100% de seu desempenho. O quiropata devolve e mantém as funções normais da coluna vertebral e das articulações do corpo, explica.
Para os atletas que não carregam lesões, o profissional também alerta que a medicina alternativa ajuda como um profilático. As sessões ajudam a prevenir as lesões. Quando o cérebro não consegue identificar os impulsos de maneira correta faz com que o atleta acabe forçando os músculos, causando micro-lesões, conta.
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| A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena |
Aos corredores que se recuperam dos traumas, a quiropraxia pode servir como um catalisador. Normalmente os atletas se recuperam mais rápido. Não usamos a cirurgia nem remédios, pois acreditamos que o corpo é capaz de se restabelecer sozinho, só precisamos tratar os bloqueios, relata.
Sem remédios - Segundo Gilbert, tomar remédios analgésicos ou antiinflamatórios só mascaram a dor. Por exemplo, se um atleta está com dor e toma um analgésico a sua dor será reduzida, mas nem ele nem o médico nunca saberão a razão da dor. O corpo faz um músculo ou uma parte do corpo humano doer porque algo de errado está acontecendo. Nós não ignoramos isso e tratamos o foco da dor, afirma.
Riscos - Ao escolher um quiropata, é preciso garantir que ele seja um profissional. Caso o atleta vá em um quiropata com pouca experiência, provavelmente a sua lesão será agravada. Isso talvez não ocorra no momento em que ele sair do consultório, mas pode acontecer em um futuro próximo, conclui.
Usar um cosmético novo é sempre uma incógnita e o resultado pode ser devastador. Entre o processo de uso e resultado final, existe uma chance do corpo não aceitar alguma substância presente no composto, e é aqui que começam a aparecer as manchas vermelhas, o inchaço e as coceiras.
Em produtos em que essas alergias ocorrem com frequência, como tinturas para cabelos, cremes depilatórios e clareadores, os fabricantes costumam sugerir que se faça um teste em uma pequena área antes de se aplicar, mas isso não ocorre com cremes hidratantes e esmaltes, por exemplo. É comum as pessoas terem alergia à esmaltes, normalmente associada ao formol usado na composição, explica a dermatologista Dra. Camila Hofbauer.
Esse também é o caso da reação que algumas pessoas têm ao uso de determinadas maquiagens que, além de serem de má qualidade, podem conter formol na fórmula. Elas podem conter diversas medicações sensibilizantes como corantes derivados de metais, informa a profissional.
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| Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng |
Não existe uma substância comum entre todos os cosméticos, por isso a única alternativa para evitar o desconforto futuro é utilizar produtos antialérgicos. Como não há uma substância única que causa alergias de contato, produtos hipoalergênicos contêm o menor número de compostos possíveis e procuram não ter corantes ou fragrâncias, revela Camila.
Na hora de correr - De acordo com a dermatologista, atletas devem evitar o uso de cosméticos na hora de praticar esportes. O suor e aumento da temperatura corporal potencializa a chance de reações alérgicas. Assim, o ideal é que a face e o corpo estejam limpos, exceto pelo uso do protetor solar e desodorante, conclui.
Atletismo · 04 jul, 2013
Usar um cosmético novo é sempre uma incógnita e o resultado pode ser devastador. Entre o processo de uso e resultado final, existe uma chance do corpo não aceitar alguma substância presente no composto, e é aqui que começam a aparecer as manchas vermelhas, o inchaço e as coceiras.
Em produtos em que essas alergias ocorrem com frequência, como tinturas para cabelos, cremes depilatórios e clareadores, os fabricantes costumam sugerir que se faça um teste em uma pequena área antes de se aplicar, mas isso não ocorre com cremes hidratantes e esmaltes, por exemplo. É comum as pessoas terem alergia à esmaltes, normalmente associada ao formol usado na composição, explica a dermatologista Dra. Camila Hofbauer.
Esse também é o caso da reação que algumas pessoas têm ao uso de determinadas maquiagens que, além de serem de má qualidade, podem conter formol na fórmula. Elas podem conter diversas medicações sensibilizantes como corantes derivados de metais, informa a profissional.
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| Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng |
Não existe uma substância comum entre todos os cosméticos, por isso a única alternativa para evitar o desconforto futuro é utilizar produtos antialérgicos. Como não há uma substância única que causa alergias de contato, produtos hipoalergênicos contêm o menor número de compostos possíveis e procuram não ter corantes ou fragrâncias, revela Camila.
Na hora de correr - De acordo com a dermatologista, atletas devem evitar o uso de cosméticos na hora de praticar esportes. O suor e aumento da temperatura corporal potencializa a chance de reações alérgicas. Assim, o ideal é que a face e o corpo estejam limpos, exceto pelo uso do protetor solar e desodorante, conclui.
Pisar em molas não é um conceito extremamente novo no mercado mundial de running. Apesar de até estar um pouco fora de moda, essa é a primeira vez que uma fabricante consegue compor um calçado de corrida com o solado todo composto por esse sistema. A função de cada uma dessas molas, que na verdade são lâminas individuais, é de amortecer e depois devolver todo o impacto gerado pela corrida em forma de energia, para impulsionar o atleta.
O novo Adidas Springblade faz parte de todo um conceito elaborado no escritório brasileiro da marca alemã. De acordo com a empresa, a intenção de trazer algo diferenciado para o mercado nacional motivou equipes do Brasil, Estados Unidos e Alemanha a conceberem o novo calçado.
Nós vemos que o mercado de running está sempre se renovando, mas na Adidas nós buscamos a inovação. Em pesquisa realizada com corredores daqui, descobrimos que o brasileiro é louco por amortecimento e queria uma experiência diferente de corrida, afirma Caio Amato, gerente de running da marca.
O lançamento, por ter sido pensado no Brasil, chega primeiro aos brasileiros e também aos americanos, a partir agosto. O preço sugerido será de R$ 999,90. Assim como no mercado nacional, o calçado será direcionado para ao consumidor premium e será o mais caro dos Estados Unidos explica o gerente.
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| Lançamento da Adidas traz inovação na tecnologia de amortecimento - Foto: Divulgação/ Adidas |
Novo conceito- Em cima desse perfil nacional, a ideia foi encaminhada para a Europa e no laboratório de testes o Springblade começou a ser desenhado. Segundo Amato, foram mais de seis anos de desenvolvimento, que também não seguiu um caminho convencional. Diferente dos outros tênis, nós primeiro pensamos na tecnologia e depois no design, revela.
Para encontrarem um solado capaz de gerar retorno de energia, estabilidade, durabilidade e leveza (o número 41 masculino pesa 360 gramas), os alemães afirmam que testaram mais de cem materiais diferentes até encontrarem o polímero ideal. Além disso, mais de 500 mil testes com as lâminas foram realizados para a finalização do projeto.
Em agosto, o Springblade chega ao mercado em três cores para os modelos masculinos e duas para o feminino. O cabedal também é diferente. Todo feito com tecido Techfit, o objetivo é deixar os pés mais confortáveis e menos pressionados.
Sobre 16 lâminas- A sola do Springblade possui 16 lâminas fabricadas a partir de um plástico maleável, mas ao mesmo tempo resistente. A cor branca leitosa do solado é proposital, pois a marca quer passar a sensação de flutuação quando se corre com o calçado.
Segundo a Adidas, o solado é mais resistente a temperatura que muitos EVA usados pela indústria de calçados. Os alemães ainda afirmam que o tênis tem durabilidade de mais de 600 quilômetros.
Apesar da aparência futurista, o tênis não requer nenhuma adaptação do corredor para usá-lo. A altura do solado não influencia em nada na hora de dar a passada. Esse tênis foi testado por mais de 50 atletas e o resultado obtido foi muito bom, diz Amato.
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| Mercado brasileiro, junto com o americano, será o primeiro a receber o tênis - Foto: Divulgação/ Adidas |
Na contramão do mercado- O minimalismo é visto como um grande mercado a ser explorado pela indústria de running. Marcas como a japonesa Mizuno, que sempre se mostrou mais adepta aos sistemas de amortecimento, terá em 2013 um modelo totalmente minimalista.
A Adidas, entretanto, parece estar indo na contramão de tudo que está sendo explorado pelas suas concorrentes. No início do ano, a marca alemã promoveu o lançamento mundial do Boost e agora chegou a vez do Springblade. Ambos os calçados trazem soluções de amortecimento tecnológicas, enquanto o conceito da corrida natural ainda não foi explorado da mesma maneira.
A Adidas, como marca, precisa ter atenção especial com todo tipo de corredor. O mercado barefoot é limitado e precisa ser limitado. Sem a técnica adequada o corredor barefoot pode se lesionar, esclarece Amato.
Confira no vídeo abaixo como o tênis foi projetado:
Corridas de Rua · 03 jul, 2013
Pisar em molas não é um conceito extremamente novo no mercado mundial de running. Apesar de até estar um pouco fora de moda, essa é a primeira vez que uma fabricante consegue compor um calçado de corrida com o solado todo composto por esse sistema. A função de cada uma dessas molas, que na verdade são lâminas individuais, é de amortecer e depois devolver todo o impacto gerado pela corrida em forma de energia, para impulsionar o atleta.
O novo Adidas Springblade faz parte de todo um conceito elaborado no escritório brasileiro da marca alemã. De acordo com a empresa, a intenção de trazer algo diferenciado para o mercado nacional motivou equipes do Brasil, Estados Unidos e Alemanha a conceberem o novo calçado.
Nós vemos que o mercado de running está sempre se renovando, mas na Adidas nós buscamos a inovação. Em pesquisa realizada com corredores daqui, descobrimos que o brasileiro é louco por amortecimento e queria uma experiência diferente de corrida, afirma Caio Amato, gerente de running da marca.
O lançamento, por ter sido pensado no Brasil, chega primeiro aos brasileiros e também aos americanos, a partir agosto. O preço sugerido será de R$ 999,90. Assim como no mercado nacional, o calçado será direcionado para ao consumidor premium e será o mais caro dos Estados Unidos explica o gerente.
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| Lançamento da Adidas traz inovação na tecnologia de amortecimento - Foto: Divulgação/ Adidas |
Novo conceito- Em cima desse perfil nacional, a ideia foi encaminhada para a Europa e no laboratório de testes o Springblade começou a ser desenhado. Segundo Amato, foram mais de seis anos de desenvolvimento, que também não seguiu um caminho convencional. Diferente dos outros tênis, nós primeiro pensamos na tecnologia e depois no design, revela.
Para encontrarem um solado capaz de gerar retorno de energia, estabilidade, durabilidade e leveza (o número 41 masculino pesa 360 gramas), os alemães afirmam que testaram mais de cem materiais diferentes até encontrarem o polímero ideal. Além disso, mais de 500 mil testes com as lâminas foram realizados para a finalização do projeto.
Em agosto, o Springblade chega ao mercado em três cores para os modelos masculinos e duas para o feminino. O cabedal também é diferente. Todo feito com tecido Techfit, o objetivo é deixar os pés mais confortáveis e menos pressionados.
Sobre 16 lâminas- A sola do Springblade possui 16 lâminas fabricadas a partir de um plástico maleável, mas ao mesmo tempo resistente. A cor branca leitosa do solado é proposital, pois a marca quer passar a sensação de flutuação quando se corre com o calçado.
Segundo a Adidas, o solado é mais resistente a temperatura que muitos EVA usados pela indústria de calçados. Os alemães ainda afirmam que o tênis tem durabilidade de mais de 600 quilômetros.
Apesar da aparência futurista, o tênis não requer nenhuma adaptação do corredor para usá-lo. A altura do solado não influencia em nada na hora de dar a passada. Esse tênis foi testado por mais de 50 atletas e o resultado obtido foi muito bom, diz Amato.
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| Mercado brasileiro, junto com o americano, será o primeiro a receber o tênis - Foto: Divulgação/ Adidas |
Na contramão do mercado- O minimalismo é visto como um grande mercado a ser explorado pela indústria de running. Marcas como a japonesa Mizuno, que sempre se mostrou mais adepta aos sistemas de amortecimento, terá em 2013 um modelo totalmente minimalista.
A Adidas, entretanto, parece estar indo na contramão de tudo que está sendo explorado pelas suas concorrentes. No início do ano, a marca alemã promoveu o lançamento mundial do Boost e agora chegou a vez do Springblade. Ambos os calçados trazem soluções de amortecimento tecnológicas, enquanto o conceito da corrida natural ainda não foi explorado da mesma maneira.
A Adidas, como marca, precisa ter atenção especial com todo tipo de corredor. O mercado barefoot é limitado e precisa ser limitado. Sem a técnica adequada o corredor barefoot pode se lesionar, esclarece Amato.
Confira no vídeo abaixo como o tênis foi projetado:
Depois do início das manifestações que têm levado milhares de pessoas pelas ruas de todo o Brasil, ocorreu um grande descontentamento contra os policiais da tropa de choque, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os ativistas. Nas redes sociais surgiram diversas formas de diminuir os efeitos dos compostos, como lavar com leite ou molhar as máscaras com vinagre, mas será que esses remédios caseiros realmente funcionam?
Segundo o Prof. Dr. Eduardo Mello de Capitani, pesquisador nas áreas de Saúde Coletiva, Toxicologia e Pneumologia pela Unicamp, não existem estudos científicos que comprovem o efeito do vinagre como antídoto. Até o momento, a melhor solução é se afastar da área o mais rápido possível, proteger nariz, boca e olhos com um pano e lavar as mucosas com água em abundância, sugere.
O primeiro efeito do gás lacrimogêneo é a irritação das mucosas, tosse seca e problemas para respirar, que podem ser ainda mais graves se a pessoa for asmática ou bronquítica. Em caso de muito tempo de exposição ou deficiências no sistema respiratório, a pessoa pode ser hospitalizada, informa Dr. Capitani.
Porém, apesar dos efeitos serem intensos, eles duram alguns minutos e não trazem riscos para a saúde. Essa substância não tem um efeito sistêmico ou toxicológico no corpo porque não são absorvidos facilmente. Existem casos de registros de mortes causadas pelo gás lacrimogêneo, mas somente quando ele é manipulado em ambientes fechados, explica o médico.
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| Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons |
Agindo no cérebro - Diferente dos gases, o spray de pimenta contém um composto químico chamado capsaicina que, além de irritante para as mucosas, pode causar ardência na pele durante dias. Para diminuir os efeitos, a solução também é lavar o local com bastante água, afirma o doutor.
O composto também tem uma atuação terrível no cérebro, pois engana a terminação nervosa responsável pela sensação de dor e queimação. O organismo acredita que a pele está sendo agredida e a sensação é horrível. Alguns anestesistas até usam a capsaicina como um produto para enganar a dor, destaca.
Atletismo · 28 jun, 2013
Depois do início das manifestações que têm levado milhares de pessoas pelas ruas de todo o Brasil, ocorreu um grande descontentamento contra os policiais da tropa de choque, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os ativistas. Nas redes sociais surgiram diversas formas de diminuir os efeitos dos compostos, como lavar com leite ou molhar as máscaras com vinagre, mas será que esses remédios caseiros realmente funcionam?
Segundo o Prof. Dr. Eduardo Mello de Capitani, pesquisador nas áreas de Saúde Coletiva, Toxicologia e Pneumologia pela Unicamp, não existem estudos científicos que comprovem o efeito do vinagre como antídoto. Até o momento, a melhor solução é se afastar da área o mais rápido possível, proteger nariz, boca e olhos com um pano e lavar as mucosas com água em abundância, sugere.
O primeiro efeito do gás lacrimogêneo é a irritação das mucosas, tosse seca e problemas para respirar, que podem ser ainda mais graves se a pessoa for asmática ou bronquítica. Em caso de muito tempo de exposição ou deficiências no sistema respiratório, a pessoa pode ser hospitalizada, informa Dr. Capitani.
Porém, apesar dos efeitos serem intensos, eles duram alguns minutos e não trazem riscos para a saúde. Essa substância não tem um efeito sistêmico ou toxicológico no corpo porque não são absorvidos facilmente. Existem casos de registros de mortes causadas pelo gás lacrimogêneo, mas somente quando ele é manipulado em ambientes fechados, explica o médico.
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| Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons |
Agindo no cérebro - Diferente dos gases, o spray de pimenta contém um composto químico chamado capsaicina que, além de irritante para as mucosas, pode causar ardência na pele durante dias. Para diminuir os efeitos, a solução também é lavar o local com bastante água, afirma o doutor.
O composto também tem uma atuação terrível no cérebro, pois engana a terminação nervosa responsável pela sensação de dor e queimação. O organismo acredita que a pele está sendo agredida e a sensação é horrível. Alguns anestesistas até usam a capsaicina como um produto para enganar a dor, destaca.
Michael Phelps é um dos maiores atletas da história. Dono de 22 medalhas olímpicas, sendo 18 de ouro, o nadador ainda detém seis recordes mundiais. Essas marcas, surpreendentes por si só, não chegaram somente pelos treinos realizados nas piscinas e academias. Phelps é um tipo de atleta que está o tempo inteiro se preparando, o tempo inteiro treinando.
Antes de se aposentar, o americano tinha um treino que fazia parte de sua planilha. Toda noite, por minutos incontáveis, o nadador se imaginava nadando todas as modalidades que competia. Phelps ensaiava cada braçada, cada movimento, calculava a distância de seu deslocamento e sentia a força que lhe impulsionava.
Toda essa preparação mental deu a ele confiança suficiente para saber, mesmo com seus óculos de natação cheios de água, quando precisaria fazer as viradas e tocar a borda da piscina para vencer a final olímpica dos 200 metros borboleta de Pequim.
Esse exercício mental realizado por Phelps é uma das ferramentas que os choachs esportivos utilizam para potencializar as capacidades atléticas de todas as pessoas que procuram algum auxílio desses profissionais.
Esses trabalhos de visualização são ferramentas muito boas, eles têm muita força, explica a coach esportiva Vanessa de Figueiredo Protásio.
Ferramentas- Além do método de visualização, Vanessa explica que há outras técnicas para explorar e potencializar as capacidades atléticas das pessoas, sejam elas atletas profissionais ou entusiastas de qualquer esporte.
A relação entre o coach e o coachee (cliente) é outra ferramenta muito poderosa. Quando as duas pessoas estão em um estado de rapport (termo que significa sintonia interpessoal) se cria um estado de integração e a coisa flui, explica.
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| Ajudar a visualizar a prova, o objetivo final, é um dos trabalhos do coach - Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br |
Treino mental- Assim como explicou a coach Raquel G. Giannotti, a função desse profissional é a de um treinador mental, logo ele não tem interferência em outras áreas, como a nutricional e a física. O meu papel é de fazer o atleta cumprir a planilha de treinamento dele e encontrar prazer nisso tudo. Esses resultados devem ser lavados para a vida e não guardados em uma gaveta do esporte, complementa Vanessa.
Coaching esportivo: como a prática melhora seus resultados?
Além disso, o treinador mental ajuda o esportista a estar preparado para todas as interferências que podem acontecer durante uma prova, sejam elas internas ou externas.
Desafios acontecem e o importante é você estar preparado para isso. Às vezes o clima, que é uma interferência externa, não é o ideal ou o atleta está mal psicologicamente, mas mesmo assim ele é capaz de render bem. Isso porque ele está potencializado, pronto para qualquer desafio, conclui Vanessa.
Atletismo · 28 jun, 2013
Michael Phelps é um dos maiores atletas da história. Dono de 22 medalhas olímpicas, sendo 18 de ouro, o nadador ainda detém seis recordes mundiais. Essas marcas, surpreendentes por si só, não chegaram somente pelos treinos realizados nas piscinas e academias. Phelps é um tipo de atleta que está o tempo inteiro se preparando, o tempo inteiro treinando.
Antes de se aposentar, o americano tinha um treino que fazia parte de sua planilha. Toda noite, por minutos incontáveis, o nadador se imaginava nadando todas as modalidades que competia. Phelps ensaiava cada braçada, cada movimento, calculava a distância de seu deslocamento e sentia a força que lhe impulsionava.
Toda essa preparação mental deu a ele confiança suficiente para saber, mesmo com seus óculos de natação cheios de água, quando precisaria fazer as viradas e tocar a borda da piscina para vencer a final olímpica dos 200 metros borboleta de Pequim.
Esse exercício mental realizado por Phelps é uma das ferramentas que os choachs esportivos utilizam para potencializar as capacidades atléticas de todas as pessoas que procuram algum auxílio desses profissionais.
Esses trabalhos de visualização são ferramentas muito boas, eles têm muita força, explica a coach esportiva Vanessa de Figueiredo Protásio.
Ferramentas- Além do método de visualização, Vanessa explica que há outras técnicas para explorar e potencializar as capacidades atléticas das pessoas, sejam elas atletas profissionais ou entusiastas de qualquer esporte.
A relação entre o coach e o coachee (cliente) é outra ferramenta muito poderosa. Quando as duas pessoas estão em um estado de rapport (termo que significa sintonia interpessoal) se cria um estado de integração e a coisa flui, explica.
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| Ajudar a visualizar a prova, o objetivo final, é um dos trabalhos do coach - Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br |
Treino mental- Assim como explicou a coach Raquel G. Giannotti, a função desse profissional é a de um treinador mental, logo ele não tem interferência em outras áreas, como a nutricional e a física. O meu papel é de fazer o atleta cumprir a planilha de treinamento dele e encontrar prazer nisso tudo. Esses resultados devem ser lavados para a vida e não guardados em uma gaveta do esporte, complementa Vanessa.
Coaching esportivo: como a prática melhora seus resultados?
Além disso, o treinador mental ajuda o esportista a estar preparado para todas as interferências que podem acontecer durante uma prova, sejam elas internas ou externas.
Desafios acontecem e o importante é você estar preparado para isso. Às vezes o clima, que é uma interferência externa, não é o ideal ou o atleta está mal psicologicamente, mas mesmo assim ele é capaz de render bem. Isso porque ele está potencializado, pronto para qualquer desafio, conclui Vanessa.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026