
Adidas do Brasil elaborou todo o conceito do novo tênis (foto: Divulgação/ Adidas)
Pisar em molas não é um conceito extremamente novo no mercado mundial de running. Apesar de até estar um pouco fora de moda, essa é a primeira vez que uma fabricante consegue compor um calçado de corrida com o solado todo composto por esse sistema. A função de cada uma dessas molas, que na verdade são lâminas individuais, é de amortecer e depois devolver todo o impacto gerado pela corrida em forma de energia, para impulsionar o atleta.
O novo Adidas Springblade faz parte de todo um conceito elaborado no escritório brasileiro da marca alemã. De acordo com a empresa, a intenção de trazer algo diferenciado para o mercado nacional motivou equipes do Brasil, Estados Unidos e Alemanha a conceberem o novo calçado.
Nós vemos que o mercado de running está sempre se renovando, mas na Adidas nós buscamos a inovação. Em pesquisa realizada com corredores daqui, descobrimos que o brasileiro é louco por amortecimento e queria uma experiência diferente de corrida, afirma Caio Amato, gerente de running da marca.
O lançamento, por ter sido pensado no Brasil, chega primeiro aos brasileiros e também aos americanos, a partir agosto. O preço sugerido será de R$ 999,90. Assim como no mercado nacional, o calçado será direcionado para ao consumidor premium e será o mais caro dos Estados Unidos explica o gerente.
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| Lançamento da Adidas traz inovação na tecnologia de amortecimento – Foto: Divulgação/ Adidas |
Novo conceito– Em cima desse perfil nacional, a ideia foi encaminhada para a Europa e no laboratório de testes o Springblade começou a ser desenhado. Segundo Amato, foram mais de seis anos de desenvolvimento, que também não seguiu um caminho convencional. Diferente dos outros tênis, nós primeiro pensamos na tecnologia e depois no design, revela.
Para encontrarem um solado capaz de gerar retorno de energia, estabilidade, durabilidade e leveza (o número 41 masculino pesa 360 gramas), os alemães afirmam que testaram mais de cem materiais diferentes até encontrarem o polímero ideal. Além disso, mais de 500 mil testes com as lâminas foram realizados para a finalização do projeto.
Em agosto, o Springblade chega ao mercado em três cores para os modelos masculinos e duas para o feminino. O cabedal também é diferente. Todo feito com tecido Techfit, o objetivo é deixar os pés mais confortáveis e menos pressionados.
Sobre 16 lâminas– A sola do Springblade possui 16 lâminas fabricadas a partir de um plástico maleável, mas ao mesmo tempo resistente. A cor branca leitosa do solado é proposital, pois a marca quer passar a sensação de flutuação quando se corre com o calçado.
Segundo a Adidas, o solado é mais resistente a temperatura que muitos EVA usados pela indústria de calçados. Os alemães ainda afirmam que o tênis tem durabilidade de mais de 600 quilômetros.
Apesar da aparência futurista, o tênis não requer nenhuma adaptação do corredor para usá-lo. A altura do solado não influencia em nada na hora de dar a passada. Esse tênis foi testado por mais de 50 atletas e o resultado obtido foi muito bom, diz Amato.
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| Mercado brasileiro, junto com o americano, será o primeiro a receber o tênis – Foto: Divulgação/ Adidas |
Na contramão do mercado– O minimalismo é visto como um grande mercado a ser explorado pela indústria de running. Marcas como a japonesa Mizuno, que sempre se mostrou mais adepta aos sistemas de amortecimento, terá em 2013 um modelo totalmente minimalista.
A Adidas, entretanto, parece estar indo na contramão de tudo que está sendo explorado pelas suas concorrentes. No início do ano, a marca alemã promoveu o lançamento mundial do Boost e agora chegou a vez do Springblade. Ambos os calçados trazem soluções de amortecimento tecnológicas, enquanto o conceito da corrida natural ainda não foi explorado da mesma maneira.
A Adidas, como marca, precisa ter atenção especial com todo tipo de corredor. O mercado barefoot é limitado e precisa ser limitado. Sem a técnica adequada o corredor barefoot pode se lesionar, esclarece Amato.
Confira no vídeo abaixo como o tênis foi projetado:
Este texto foi escrito por: Renato Aranda

