Veteranos

Por que contar calorias é uma enorme besteira?

Já falei aqui e foi mais de uma vez: se o nutricionista que você conhece monta sua dieta baseado em quantas calorias você pode consumir, corra! Pra longe dele porque ele não sabe o que fala.

Não há ainda mecanismo, método, fórmula ou aparelho que calcule com precisão quantas calorias um indivíduo gasta por dia nos diferentes dias da semana. Mas o nutricionista calcula fielmente quanto deveríamos consumir. Faz sentido? Não, não faz.

Quem monta dieta baseado em calorias, acha que pequenos cortes acumulados por muitos dias seguidos trarão uma perda de peso (gordura). Mas isso não tem lógica alguma quando há tanta imprecisão. Vamos a outro exemplo.

De onde vem o dado? - Esse mesmo profissional tenta criar um déficit calórico de 9.000cal para haver a perda de peso de 1kg. Esse “número mágico” está na boca de qualquer treinador, nutricionista, médico ou de quem já fez dieta. Está em qualquer revista de esporte ou saúde. Então ele deve ter algum fundo de verdade, não é? Mas será que tem?

Se não há consenso sobre precisão de gasto ou consumo calórico, tudo é relativo - Foto: Cultura/ Zuma Press/ Fotoarena
Se não há consenso sobre precisão de gasto ou consumo calórico, tudo é relativo - Foto: Cultura/ Zuma Press/ Fotoarena

Querendo saber isso, uma autora perguntou a sete dos maiores e sérios institutos britânicos de Saúde e Nutrição querendo saber: de onde vem esse dado que 1kg de gordura (humana) tem 9.000cal? Dos sete, cinco confessaram não saber de onde vem e dois explicaram errado.

Vou dispensá-los dos cálculos feitos no artigo, mas a conta fecha que 1kg de gordura (humana) tem de 6.200 a 9.500 cal. Pois bem, se até hoje não chegaram a quantas calorias há na gordura, se não chegamos a uma fórmula minimamente razoável de cálculo de gasto energético nem de consumo, como há profissional que tenha tanta segurança em montar dieta baseado em balanço calórica sem ficar corado de vergonha?


Por que contar calorias é uma enorme besteira?

Atletismo · 27 jun, 2013

Já falei aqui e foi mais de uma vez: se o nutricionista que você conhece monta sua dieta baseado em quantas calorias você pode consumir, corra! Pra longe dele porque ele não sabe o que fala.

Não há ainda mecanismo, método, fórmula ou aparelho que calcule com precisão quantas calorias um indivíduo gasta por dia nos diferentes dias da semana. Mas o nutricionista calcula fielmente quanto deveríamos consumir. Faz sentido? Não, não faz.

Quem monta dieta baseado em calorias, acha que pequenos cortes acumulados por muitos dias seguidos trarão uma perda de peso (gordura). Mas isso não tem lógica alguma quando há tanta imprecisão. Vamos a outro exemplo.

De onde vem o dado? - Esse mesmo profissional tenta criar um déficit calórico de 9.000cal para haver a perda de peso de 1kg. Esse “número mágico” está na boca de qualquer treinador, nutricionista, médico ou de quem já fez dieta. Está em qualquer revista de esporte ou saúde. Então ele deve ter algum fundo de verdade, não é? Mas será que tem?

Se não há consenso sobre precisão de gasto ou consumo calórico, tudo é relativo - Foto: Cultura/ Zuma Press/ Fotoarena
Se não há consenso sobre precisão de gasto ou consumo calórico, tudo é relativo - Foto: Cultura/ Zuma Press/ Fotoarena

Querendo saber isso, uma autora perguntou a sete dos maiores e sérios institutos britânicos de Saúde e Nutrição querendo saber: de onde vem esse dado que 1kg de gordura (humana) tem 9.000cal? Dos sete, cinco confessaram não saber de onde vem e dois explicaram errado.

Vou dispensá-los dos cálculos feitos no artigo, mas a conta fecha que 1kg de gordura (humana) tem de 6.200 a 9.500 cal. Pois bem, se até hoje não chegaram a quantas calorias há na gordura, se não chegamos a uma fórmula minimamente razoável de cálculo de gasto energético nem de consumo, como há profissional que tenha tanta segurança em montar dieta baseado em balanço calórica sem ficar corado de vergonha?

Por que a Pirâmide Alimentar é uma enorme besteira?

Toda pessoa que tenha um mínimo interesse por Nutrição que seja, já deve ter visto algum exemplo de Pirâmide Alimentar. Elas existem aos montes; no comercial do Ministério da Saúde à aula de Biologia, da pseudo-revista científica passando pela revista sobre Corrida. É só seguir o padrão e chegamos a uma “alimentação balanceada”, essa entidade que nenhum profissional consegue explicar direito sem cair em contradição.

A maioria dos nutricionistas e muitos médicos devem ter um quadro dessa pirâmide alimentar na parede do consultório. Nela você tem na base os alimentos que deveríamos consumir em maior quantidade e frequência, já no topo aqueles que devem ser consumidos com muita moderação. Quando estudava na Faculdade de Saúde Pública da USP, aprendi que existe até uma pirâmide brasileira!

Então é só você seguir essas recomendações para chegarmos a uma boa dieta, certo? Errado. É muita besteira junta. Por quê?

Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena
Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena

Quando tem estabelecido um padrão que seria adequado ou recomendado para uma população consumir, você deve imaginar dezenas de pesquisadores e cientistas indo atrás do que seria a melhor dieta. Pesquisas sendo feitas seguindo o que manda a Ciência até que chegaram à famosa pirâmide. Seria isso?

Não quero decepcioná-lo, mas foi assim: preocupado com o aumento de obesidade e casos de doenças cardíacas nos EUA, um senador americano em 1973 por conta própria criou com seus assessores a tal recomendação. Qual a formação do tal senador? História. Qual o passado desse senador com Ciências da Saúde. Nenhum. Qual a relação dos assessores dele com ciência? Nenhum.

É baseado nisso que a pirâmide que enfeita a parede do seu Nutricionista foi feita. Aquele quadro e a pirâmide brasileira têm tanta ciência quanto a afirmação da sua avó que dizia que comer manga e beber leite faz mal: nenhum, nada. A pirâmide alimentar é um achismo puro, um arremedo de ciência. Acredita e faz uso da pirâmide alimentar o profissional que quer, mas não aquele que tem juízo.


Por que a Pirâmide Alimentar é uma enorme besteira?

Atletismo · 24 jun, 2013

Toda pessoa que tenha um mínimo interesse por Nutrição que seja, já deve ter visto algum exemplo de Pirâmide Alimentar. Elas existem aos montes; no comercial do Ministério da Saúde à aula de Biologia, da pseudo-revista científica passando pela revista sobre Corrida. É só seguir o padrão e chegamos a uma “alimentação balanceada”, essa entidade que nenhum profissional consegue explicar direito sem cair em contradição.

A maioria dos nutricionistas e muitos médicos devem ter um quadro dessa pirâmide alimentar na parede do consultório. Nela você tem na base os alimentos que deveríamos consumir em maior quantidade e frequência, já no topo aqueles que devem ser consumidos com muita moderação. Quando estudava na Faculdade de Saúde Pública da USP, aprendi que existe até uma pirâmide brasileira!

Então é só você seguir essas recomendações para chegarmos a uma boa dieta, certo? Errado. É muita besteira junta. Por quê?

Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena
Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena

Quando tem estabelecido um padrão que seria adequado ou recomendado para uma população consumir, você deve imaginar dezenas de pesquisadores e cientistas indo atrás do que seria a melhor dieta. Pesquisas sendo feitas seguindo o que manda a Ciência até que chegaram à famosa pirâmide. Seria isso?

Não quero decepcioná-lo, mas foi assim: preocupado com o aumento de obesidade e casos de doenças cardíacas nos EUA, um senador americano em 1973 por conta própria criou com seus assessores a tal recomendação. Qual a formação do tal senador? História. Qual o passado desse senador com Ciências da Saúde. Nenhum. Qual a relação dos assessores dele com ciência? Nenhum.

É baseado nisso que a pirâmide que enfeita a parede do seu Nutricionista foi feita. Aquele quadro e a pirâmide brasileira têm tanta ciência quanto a afirmação da sua avó que dizia que comer manga e beber leite faz mal: nenhum, nada. A pirâmide alimentar é um achismo puro, um arremedo de ciência. Acredita e faz uso da pirâmide alimentar o profissional que quer, mas não aquele que tem juízo.

Abdômen e lombar fortalecidos ajudam a evitar dores nas costas

A coluna vertebral é a responsável pela sustentação, mobilidade e agilidade da estrutura corporal. Ou seja, para qualquer corredor ou triatleta a saúde dessa parte do corpo acaba se tornando tão importante quanto um bom condicionamento físico e muscular.

Por isso, o Webrun preparou uma série de reportagens sobre como cuidar e fortalecer essa estrutura. A primeira explicou quais são as posições mais adequadas para dormir. Depois foi a vez de entender os diferentes tipos de lombalgia e agora o Webrun dá algumas dicas de como fortalecer o core, uma das regiões mais importantes para a saúde de um corredor .

O ortopedista da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) Alexandre Elias foi pragmático quando explicou que além de dormir de forma adequada, fortalecer a região central do corpo ajuda na saúde lombar. “A atividade física exerce pressão na coluna e fortalecer os músculos em volta daquela região é fundamental para evitar dores”, afirma.

Porém, para ter a região central do corpo (core) bem fortalecida, alguns exercícios específicos são mais indicados. “O corredor não deve se alongar antes do início do exercício. O alongamento estático deve ocorrer somente após o treino. Aquecer o corpo de forma específica é mais saudável para o corredor”, explica Rodrigo Assi, treinador do grupo Core 360°.

Nota de cem no teto- Segundo o treinador, um exercício que trabalha indiretamente o core e ainda deixa os grupos musculares das pernas preparados para o treino é o agachamento de arranco. “Nesse exercício o ideal é fazer três séries da forma isométrica e três outras sérias dinâmicas, com movimentos”, diz Assi.

“A maneira correta de realizar esse exercício é flexionar os joelhos até que se formar um ângulo de 90°. Lembrar sempre de manter a coluna ereta e o abdômen contraído. Nessa posição, esticar os braços para o alto, como se tentasse alcançar uma nota de cem no teto”, ilustra o treinador. A sessão isométrica deve ser realizada em três séries, sendo dez segundos estáticos na posição do exercício com mais dez segundos de descanso.

O exercício dinâmico acontece na mesma posição. A única diferença é a realização de 12 a 15 flexões, também respeitando os dez segundos de descanso.

Barriga tanquinho- Ter um core fortalecido e bem condicionado não é só sinônimo de uma barriga definida ou “tanquinho”. Carlos Andreoli, ortopedista do Instituto do Atleta, em São Paulo, ressalta que dentro do treinamento de um corredor é necessário o treino de musculação para fortalecimento de todos os grupos musculares, inclusive o tronco e a região lombar.

“O core trainning ou o pilates são duas atividades que podem ser realizadas paralelas aos treinos de corrida. As duas têm funções muito importantes no fortalecimento da região lombar”, explica o médico.

O treinador do Core 360°, aponta a mesma coisa e aconselha que exercícios específicos para esse local podem ser realizados em casa, sem a necessidade de aparelhos e dá três opções de um circuito simples e rápido para o condicionamento da região lombar e abdominal.

Circuito de fortalecimento- O primeiro exercício deve ser realizado com os cotovelos e as pontas dos pés apoiadas, na posição ventral. Assim que se sentir estabilizado, deve-se esticar um dos braços, conforme no infográfico abaixo.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

O segundo exercício do circuito também é na posição de prancha ventral, mas dessa vez as mãos e os joelhos servirão de apoio e não os cotovelos e as pontas dos pés. Veja no quadro abaixo.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

O último exercício é a prancha lateral, que pode ser feita no formato “estrela” ou tradicional, sem elevar o braço que não serve de apoio.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun


Abdômen e lombar fortalecidos ajudam a evitar dores nas costas

Atletismo · 20 jun, 2013

A coluna vertebral é a responsável pela sustentação, mobilidade e agilidade da estrutura corporal. Ou seja, para qualquer corredor ou triatleta a saúde dessa parte do corpo acaba se tornando tão importante quanto um bom condicionamento físico e muscular.

Por isso, o Webrun preparou uma série de reportagens sobre como cuidar e fortalecer essa estrutura. A primeira explicou quais são as posições mais adequadas para dormir. Depois foi a vez de entender os diferentes tipos de lombalgia e agora o Webrun dá algumas dicas de como fortalecer o core, uma das regiões mais importantes para a saúde de um corredor .

O ortopedista da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) Alexandre Elias foi pragmático quando explicou que além de dormir de forma adequada, fortalecer a região central do corpo ajuda na saúde lombar. “A atividade física exerce pressão na coluna e fortalecer os músculos em volta daquela região é fundamental para evitar dores”, afirma.

Porém, para ter a região central do corpo (core) bem fortalecida, alguns exercícios específicos são mais indicados. “O corredor não deve se alongar antes do início do exercício. O alongamento estático deve ocorrer somente após o treino. Aquecer o corpo de forma específica é mais saudável para o corredor”, explica Rodrigo Assi, treinador do grupo Core 360°.

Nota de cem no teto- Segundo o treinador, um exercício que trabalha indiretamente o core e ainda deixa os grupos musculares das pernas preparados para o treino é o agachamento de arranco. “Nesse exercício o ideal é fazer três séries da forma isométrica e três outras sérias dinâmicas, com movimentos”, diz Assi.

“A maneira correta de realizar esse exercício é flexionar os joelhos até que se formar um ângulo de 90°. Lembrar sempre de manter a coluna ereta e o abdômen contraído. Nessa posição, esticar os braços para o alto, como se tentasse alcançar uma nota de cem no teto”, ilustra o treinador. A sessão isométrica deve ser realizada em três séries, sendo dez segundos estáticos na posição do exercício com mais dez segundos de descanso.

O exercício dinâmico acontece na mesma posição. A única diferença é a realização de 12 a 15 flexões, também respeitando os dez segundos de descanso.

Barriga tanquinho- Ter um core fortalecido e bem condicionado não é só sinônimo de uma barriga definida ou “tanquinho”. Carlos Andreoli, ortopedista do Instituto do Atleta, em São Paulo, ressalta que dentro do treinamento de um corredor é necessário o treino de musculação para fortalecimento de todos os grupos musculares, inclusive o tronco e a região lombar.

“O core trainning ou o pilates são duas atividades que podem ser realizadas paralelas aos treinos de corrida. As duas têm funções muito importantes no fortalecimento da região lombar”, explica o médico.

O treinador do Core 360°, aponta a mesma coisa e aconselha que exercícios específicos para esse local podem ser realizados em casa, sem a necessidade de aparelhos e dá três opções de um circuito simples e rápido para o condicionamento da região lombar e abdominal.

Circuito de fortalecimento- O primeiro exercício deve ser realizado com os cotovelos e as pontas dos pés apoiadas, na posição ventral. Assim que se sentir estabilizado, deve-se esticar um dos braços, conforme no infográfico abaixo.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

O segundo exercício do circuito também é na posição de prancha ventral, mas dessa vez as mãos e os joelhos servirão de apoio e não os cotovelos e as pontas dos pés. Veja no quadro abaixo.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

O último exercício é a prancha lateral, que pode ser feita no formato “estrela” ou tradicional, sem elevar o braço que não serve de apoio.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

Correr se torna ‘vício’ insubstituível para atleta que perdeu 30 kg

“Eu pesava 108 quilos e não ligava muito, até começar a correr”, ressalta Clayton Freitas, um jornalista que decidiu mudar de vida depois de experimentar o vício de correr. O atleta de 37 anos conta que sentia dificuldade em perder peso quando deu os primeiros passos, mas resolveu deixar o sedentarismo para levar o tênis para as ruas.

O treinamento começou aos poucos, com percursos de cinco e dez quilômetros, até o momento em que Clayton decidiu que não era o suficiente. “Eu sabia que precisaria me livrar do sobrepeso para alcançar distâncias maiores e diminuir meu tempo. Queria correr maratonas!”, exclama.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Em alguns meses de treino, ele conta que passou a pesar 95 quilos, mas ainda não era o bastante. “No início de 2012, eu tomei a decisão de procurar uma nutricionista esportiva e enfim iniciar uma dieta de verdade. Comecei a comer direito e não parava de correr, até chegar aos 83 quilos em seis meses”, comemora.

Em novembro de 2012, o atleta sentiu que alcançou sua melhor forma e aumentou alguns pontos na autoestima ao ver 79 quilos na tela da balança. “Foi aí que eu me senti bem de verdade”, diz.

O jornalista, que não dispensava visitas em bares, descobriu um vício muito maior: correr. “Se algum dia eu encontrar algo que me faça sentir melhor, talvez eu mude de ideia. Por enquanto, não existe nada que me dê tanto prazer do que poder me superar, diminuir meu tempo e terminar uma prova”, acrescenta.

Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal
Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal

Problemas no percurso - Depois de muitos quilômetros, Clayton começou a sentir dores no joelho, mas decidiu não parar. “Eu forcei muito as articulações, até o momento em que agravei tanto a situação que comecei a sentir muita dor. Fui diagnosticado com lesão no menisco direito”, desabafa.

A lesão distanciou o atleta de um dos seus grandes objetivos: participar da maratona de Buenos Aires. “Eu já tinha comprado as inscrições e reservado hotéis no Rio de Janeiro e na Argentina para poder competir. Tive que adiar os planos”, lamenta.

O trauma também o obrigou a abandonar os treinos provisoriamente. “Voltei a engordar, mas mantive a alimentação controlada e comecei a praticar Muay-Thai três vezes por semana pra me manter ativo”, relata.

Insubstituível - Apesar de continuar no ritmo, o corredor revela que as artes marciais não superam sua abstinência. “Desde que eu comecei a praticar artes marciais, melhorei a minha concentração e postura. É raro corredores treinarem membros superiores, mas acho necessário. Pra mim, o Muay-Thai foi um complemento para os treinos, mas nunca uma substituição. Continuo sentindo falta”, reflete.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Futuro - Clayton afirma que não pretende forçar o joelho e está fazendo todo o tratamento para poder estar às ruas novamente em breve. “Não tenho planos de correr maratona no próximo semestre, mas tenho certeza que ainda vou para Buenos Aires vencer aquele percurso”, conclui.


Correr se torna ‘vício’ insubstituível para atleta que perdeu 30 kg

Atletismo · 19 jun, 2013

“Eu pesava 108 quilos e não ligava muito, até começar a correr”, ressalta Clayton Freitas, um jornalista que decidiu mudar de vida depois de experimentar o vício de correr. O atleta de 37 anos conta que sentia dificuldade em perder peso quando deu os primeiros passos, mas resolveu deixar o sedentarismo para levar o tênis para as ruas.

O treinamento começou aos poucos, com percursos de cinco e dez quilômetros, até o momento em que Clayton decidiu que não era o suficiente. “Eu sabia que precisaria me livrar do sobrepeso para alcançar distâncias maiores e diminuir meu tempo. Queria correr maratonas!”, exclama.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Em alguns meses de treino, ele conta que passou a pesar 95 quilos, mas ainda não era o bastante. “No início de 2012, eu tomei a decisão de procurar uma nutricionista esportiva e enfim iniciar uma dieta de verdade. Comecei a comer direito e não parava de correr, até chegar aos 83 quilos em seis meses”, comemora.

Em novembro de 2012, o atleta sentiu que alcançou sua melhor forma e aumentou alguns pontos na autoestima ao ver 79 quilos na tela da balança. “Foi aí que eu me senti bem de verdade”, diz.

O jornalista, que não dispensava visitas em bares, descobriu um vício muito maior: correr. “Se algum dia eu encontrar algo que me faça sentir melhor, talvez eu mude de ideia. Por enquanto, não existe nada que me dê tanto prazer do que poder me superar, diminuir meu tempo e terminar uma prova”, acrescenta.

Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal
Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal

Problemas no percurso - Depois de muitos quilômetros, Clayton começou a sentir dores no joelho, mas decidiu não parar. “Eu forcei muito as articulações, até o momento em que agravei tanto a situação que comecei a sentir muita dor. Fui diagnosticado com lesão no menisco direito”, desabafa.

A lesão distanciou o atleta de um dos seus grandes objetivos: participar da maratona de Buenos Aires. “Eu já tinha comprado as inscrições e reservado hotéis no Rio de Janeiro e na Argentina para poder competir. Tive que adiar os planos”, lamenta.

O trauma também o obrigou a abandonar os treinos provisoriamente. “Voltei a engordar, mas mantive a alimentação controlada e comecei a praticar Muay-Thai três vezes por semana pra me manter ativo”, relata.

Insubstituível - Apesar de continuar no ritmo, o corredor revela que as artes marciais não superam sua abstinência. “Desde que eu comecei a praticar artes marciais, melhorei a minha concentração e postura. É raro corredores treinarem membros superiores, mas acho necessário. Pra mim, o Muay-Thai foi um complemento para os treinos, mas nunca uma substituição. Continuo sentindo falta”, reflete.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Futuro - Clayton afirma que não pretende forçar o joelho e está fazendo todo o tratamento para poder estar às ruas novamente em breve. “Não tenho planos de correr maratona no próximo semestre, mas tenho certeza que ainda vou para Buenos Aires vencer aquele percurso”, conclui.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Os edulcorantes, mais conhecidos como adoçantes, são as primeiras opções para quem quer saciar a vontade de um doce, mas sem ingerir os altos valores calóricos do açúcar. Porém, esse não é o único motivo que tornou essas substâncias químicas de sabor adocicado tão populares na vida moderna.

“Em situações atuais em que o excesso de peso passa a assumir condições epidêmicas e ainda juntamente com o diabetes, o raciocínio de se reduzir o consumo de açúcar faz sentido”, explica o endocrinologista Pedro Saddi.

Para o médico da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo, esse hábito de substituir o açúcar por adoçantes é recomendável por todas as pesquisas que a indústria farmacêutica emprega na produção desses produtos. “Os edulcorantes, de maneira geral, são bem seguros. Hoje as pessoas estão preocupadas em não usar adoçantes, quando, na verdade, eles são extramente seguros”, afirma Saddi.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Pesquisas falsas- Essa evolução, segundo o médico, acontece não somente para deixar o produto mais palatável, mais agradável ao nosso paladar, mas também para aprimorar e entender as reações que cada tipo de adoçante provoca em nosso organismo.

Por ser um químico, os adoçantes podem apresentar reações nocivas ao nosso corpo se consumidos em excesso (veja no final da reportagem uma tabela com o limite de consumo dos adoçantes mais encontrados no mercado). O aspartame, por exemplo, produz metanol quando metabolizado, que é uma substância cancerígena, mas se ingerido dentro dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, essa quantidade de metanol chega a ser insignificante.

“Usando o aspartame como exemplo, o limite de segurança desse adoçante é de aproximadamente 80 gotas por dia, o que chega a ser uma quantidade muito alta. Consumindo de forma segura, esses químicos não oferecem riscos”, salienta Saddi.

O endocrinologista chama atenção para as pesquisas e campanhas que povoam a internet “vendendo informações falsas a respeito de adoçantes”. Segundo Saddi, esses argumentos muitas vezes são reais, são baseados em premissas verdadeiras, mas obtém conclusões falsas. “Usando o aspartame de modelo mais uma vez, não é porque nosso organismo gera metanol quando ingerimos essa substância, que esse tipo de adoçante causa câncer”, exemplifica.

Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons
Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons

Pesquisas reais- Para Saddi, a segurança que os edulcorantes têm atualmente não abrem muitos espaços para pesquisas paralelas tentando provar os malefícios desse alimento. Segundo o endocrinologista, a agenda de pesquisas sobre os adoçantes vai em outra direção atualmente.

“A indústria está a todo momento aprimorando esses produtos. Hoje nós temos adoçantes que podem ser levados ao forno, que podem ser consumidos por uma certa parcela da população e assim por diante. O que as discussões científicas tentam estabelecer é a relação do uso de uma substância zero caloria com o ganho de peso”, afirma.

Atualmente, o que grandes pesquisadores tentam avaliar é qual a influência que os edulcorantes podem ter na dieta mundial. Grupos que estudam a obesidade procuram entender a relação entre o consumo de adoçantes e o ganho de peso.

“Esses resultados sim são relevantes e, mesmo assim, precisam ser analisados com cautela. Por enquanto, não é possível afirmar que o uso de adoçantes causa aumento de peso”, pondera o médico, já que os dados foram apenas estatísticos.

Apenas com números, Saddi afirma que é não possível obter uma informação precisa, pois não há como estabelecer uma relação de causa e efeito, já que dados comportamentais, além de outras influências não são contemplados.

“Para a comunidade científica, esses números mostram um lado novo, pois já há linhas de pesquisas que enxergam alguns adoçantes como estimulantes fome. Mas não existe nada confirmado sobre isso. Até agora não há nada que possa ser muito útil para a população em geral”, encerra Saddi.

Uma gota de doçura- Confira o limite de consumo de alguns dos mais populares adoçantes disponíveis no mercado (Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes):

  • Sacarina – Descoberta por acaso em 1879, a sacarina era usada como anti-séptico e conservante. Limite de consumo: 5mg/ dia/ kg.

  • Sucralose – Único edulcorante derivado da cana-de-açúcar, tem o sabor mais próximo do açúcar natural. Limite de consumo: 15mg/ dia/ kg.

  • Aspartame – Produzido a partir de proteínas naturais, o aspartame foi descoberto em 1965. Limite de consumo: 40mg/ dia/ kg.

  • Ciclamato de sódio – O ciclamato de sódio tem resultados polêmicos de uma pesquisa realizada em ratos na década de 1970, nos Estados Unidos. Estudos apontaram que ele poderia ser cancerígeno. Após novos estudos foi provado que o edulcorante é seguro. No Brasil seu uso é liberado. Limite de consumo: 7mg/ kg/ dia.

  • Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

    Atletismo · 19 jun, 2013

    Os edulcorantes, mais conhecidos como adoçantes, são as primeiras opções para quem quer saciar a vontade de um doce, mas sem ingerir os altos valores calóricos do açúcar. Porém, esse não é o único motivo que tornou essas substâncias químicas de sabor adocicado tão populares na vida moderna.

    “Em situações atuais em que o excesso de peso passa a assumir condições epidêmicas e ainda juntamente com o diabetes, o raciocínio de se reduzir o consumo de açúcar faz sentido”, explica o endocrinologista Pedro Saddi.

    Para o médico da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo, esse hábito de substituir o açúcar por adoçantes é recomendável por todas as pesquisas que a indústria farmacêutica emprega na produção desses produtos. “Os edulcorantes, de maneira geral, são bem seguros. Hoje as pessoas estão preocupadas em não usar adoçantes, quando, na verdade, eles são extramente seguros”, afirma Saddi.

    Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

    Pesquisas falsas- Essa evolução, segundo o médico, acontece não somente para deixar o produto mais palatável, mais agradável ao nosso paladar, mas também para aprimorar e entender as reações que cada tipo de adoçante provoca em nosso organismo.

    Por ser um químico, os adoçantes podem apresentar reações nocivas ao nosso corpo se consumidos em excesso (veja no final da reportagem uma tabela com o limite de consumo dos adoçantes mais encontrados no mercado). O aspartame, por exemplo, produz metanol quando metabolizado, que é uma substância cancerígena, mas se ingerido dentro dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, essa quantidade de metanol chega a ser insignificante.

    “Usando o aspartame como exemplo, o limite de segurança desse adoçante é de aproximadamente 80 gotas por dia, o que chega a ser uma quantidade muito alta. Consumindo de forma segura, esses químicos não oferecem riscos”, salienta Saddi.

    O endocrinologista chama atenção para as pesquisas e campanhas que povoam a internet “vendendo informações falsas a respeito de adoçantes”. Segundo Saddi, esses argumentos muitas vezes são reais, são baseados em premissas verdadeiras, mas obtém conclusões falsas. “Usando o aspartame de modelo mais uma vez, não é porque nosso organismo gera metanol quando ingerimos essa substância, que esse tipo de adoçante causa câncer”, exemplifica.

    Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons
    Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons

    Pesquisas reais- Para Saddi, a segurança que os edulcorantes têm atualmente não abrem muitos espaços para pesquisas paralelas tentando provar os malefícios desse alimento. Segundo o endocrinologista, a agenda de pesquisas sobre os adoçantes vai em outra direção atualmente.

    “A indústria está a todo momento aprimorando esses produtos. Hoje nós temos adoçantes que podem ser levados ao forno, que podem ser consumidos por uma certa parcela da população e assim por diante. O que as discussões científicas tentam estabelecer é a relação do uso de uma substância zero caloria com o ganho de peso”, afirma.

    Atualmente, o que grandes pesquisadores tentam avaliar é qual a influência que os edulcorantes podem ter na dieta mundial. Grupos que estudam a obesidade procuram entender a relação entre o consumo de adoçantes e o ganho de peso.

    “Esses resultados sim são relevantes e, mesmo assim, precisam ser analisados com cautela. Por enquanto, não é possível afirmar que o uso de adoçantes causa aumento de peso”, pondera o médico, já que os dados foram apenas estatísticos.

    Apenas com números, Saddi afirma que é não possível obter uma informação precisa, pois não há como estabelecer uma relação de causa e efeito, já que dados comportamentais, além de outras influências não são contemplados.

    “Para a comunidade científica, esses números mostram um lado novo, pois já há linhas de pesquisas que enxergam alguns adoçantes como estimulantes fome. Mas não existe nada confirmado sobre isso. Até agora não há nada que possa ser muito útil para a população em geral”, encerra Saddi.

    Uma gota de doçura- Confira o limite de consumo de alguns dos mais populares adoçantes disponíveis no mercado (Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes):

  • Sacarina – Descoberta por acaso em 1879, a sacarina era usada como anti-séptico e conservante. Limite de consumo: 5mg/ dia/ kg.

  • Sucralose – Único edulcorante derivado da cana-de-açúcar, tem o sabor mais próximo do açúcar natural. Limite de consumo: 15mg/ dia/ kg.

  • Aspartame – Produzido a partir de proteínas naturais, o aspartame foi descoberto em 1965. Limite de consumo: 40mg/ dia/ kg.

  • Ciclamato de sódio – O ciclamato de sódio tem resultados polêmicos de uma pesquisa realizada em ratos na década de 1970, nos Estados Unidos. Estudos apontaram que ele poderia ser cancerígeno. Após novos estudos foi provado que o edulcorante é seguro. No Brasil seu uso é liberado. Limite de consumo: 7mg/ kg/ dia.
  • Como superar o stress?

    O stress é um dos problemas mais comuns da vida moderna. E, infelizmente, ele não escolhe idade, sexo ou etnia: homens, mulheres, crianças, adolescentes e idosos, todos estão expostos a ele. Mas, afinal, o que é o stress?

    Pode-se dizer, de maneira simples, que é uma reação do organismo em resposta a situações de perigo, tensão ou outras emoções. Em geral, o stress de curta duração não causa grandes prejuízos à saúde, ao contrário do stress crônico, que pode trazer consequências graves.

    Dia dos Namorados: Webrun dá dica de presentes para seu esportista

    Os hormônios do stress - Toda vez que nos vemos diante de uma situação de perigo ou abalo emocional, nosso cérebro desencadeia uma reação que culmina na produção de três hormônios: a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol. Estes são conhecidos como os hormônios do stress. Luto, separação conjugal, doenças na família, desemprego, conflitos profissionais, trânsito, cuidar de filhos em condições inadequadas e cuidar de doentes, são, entre outras, situações potencialmente causadoras de stress.

    Possíveis consequências do stress -O stress crônico pode comprometer a eficácia do sistema imunológico (nosso sistema de defesa) e “abrir as portas do organismo” para infecções, além de outras doenças graves.

    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng
    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng

    O stress e os exercícios - A prática de exercícios físicos é uma forma eficaz de combate ao stress. Primeiramente, porque essa prática libera substâncias químicas capazes de diminuir os níveis sanguíneos dos hormônios do stress. Em segundo, porque ativa a circulação do sangue, melhorando a oxigenação cerebral, ativando a mente e aprimorando funções e habilidades mentais comprometidas em situações de stress. E, por último, porque, com melhor autoestima, o indivíduo tende a dar menos atenção aos fatores estressantes da vida moderna.

    Conheça os microorganismos perigosos que se escondem nas academias

    Outras alternativas antistress - Além da prática regular de exercícios físicos, outras medidas que podem ajudar a combater o stress. Alimentar-se corretamente, dormir bem, tomar sol, relaxar, ter momentos de lazer com a família e com os amigos, relacionar-se afetivamente com a pessoa amada, ter um animal de estimação e praticar ioga também podem ajudar. Porém, acima de tudo, é preciso identificar a causa do stress e eliminá-la.


    Como superar o stress?

    Atletismo · 11 jun, 2013

    O stress é um dos problemas mais comuns da vida moderna. E, infelizmente, ele não escolhe idade, sexo ou etnia: homens, mulheres, crianças, adolescentes e idosos, todos estão expostos a ele. Mas, afinal, o que é o stress?

    Pode-se dizer, de maneira simples, que é uma reação do organismo em resposta a situações de perigo, tensão ou outras emoções. Em geral, o stress de curta duração não causa grandes prejuízos à saúde, ao contrário do stress crônico, que pode trazer consequências graves.

    Dia dos Namorados: Webrun dá dica de presentes para seu esportista

    Os hormônios do stress - Toda vez que nos vemos diante de uma situação de perigo ou abalo emocional, nosso cérebro desencadeia uma reação que culmina na produção de três hormônios: a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol. Estes são conhecidos como os hormônios do stress. Luto, separação conjugal, doenças na família, desemprego, conflitos profissionais, trânsito, cuidar de filhos em condições inadequadas e cuidar de doentes, são, entre outras, situações potencialmente causadoras de stress.

    Possíveis consequências do stress -O stress crônico pode comprometer a eficácia do sistema imunológico (nosso sistema de defesa) e “abrir as portas do organismo” para infecções, além de outras doenças graves.

    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng
    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng

    O stress e os exercícios - A prática de exercícios físicos é uma forma eficaz de combate ao stress. Primeiramente, porque essa prática libera substâncias químicas capazes de diminuir os níveis sanguíneos dos hormônios do stress. Em segundo, porque ativa a circulação do sangue, melhorando a oxigenação cerebral, ativando a mente e aprimorando funções e habilidades mentais comprometidas em situações de stress. E, por último, porque, com melhor autoestima, o indivíduo tende a dar menos atenção aos fatores estressantes da vida moderna.

    Conheça os microorganismos perigosos que se escondem nas academias

    Outras alternativas antistress - Além da prática regular de exercícios físicos, outras medidas que podem ajudar a combater o stress. Alimentar-se corretamente, dormir bem, tomar sol, relaxar, ter momentos de lazer com a família e com os amigos, relacionar-se afetivamente com a pessoa amada, ter um animal de estimação e praticar ioga também podem ajudar. Porém, acima de tudo, é preciso identificar a causa do stress e eliminá-la.

    Conheça os micro-organismos perigosos que se escondem nas academias

    Fazer exercícios regularmente é um hábito recomendado por especialistas médicos para manter o organismo e o corpo saudável. Porém, compartilhar aparelhos de academia com diversos frequentadores pode trazer riscos para a saúde da sua pele.

    De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, o suor depositado em aparelhos pode ser um local propicio para a proliferação de micro-organismos. “As principais doenças cutâneas que podem ser transmitidas por contato com superfícies contaminadas são as micoses, infecções virais, como verrugas, e infecções bacterianas, como o impetigo”, alerta.

    Quando o suor passa de incômodo para hiperidrose?

    Para diminuir o contato, muitos atletas procuram levar toalhas, que são usadas tanto para cobrir os aparelhos, quanto para secar o suor em excesso. Porém, se o artigo é compartilhado também pode haver transmissão.

    Um dos fatores que aumentam as chances de contaminação é a pouca ventilação que existe nas academias. O uso de aparelhos de ar condicionado e dezenas de ventiladores espalhados no ambiente não permite que o ar circule e mantém o local em temperaturas altas.

    Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
    Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Precauções - Segundo a profissional, o uso de roupas próprias para academia já é uma barreira protetora contra os micro-organismos. “Em locais cobertos pelas vestimentas é muito difícil haver a contaminação da pele, pois ela impede o contato direto com superfícies possivelmente contaminadas”, conta.

    Caso o atleta opte pelas toalhas individuais, também não terá problemas. “Ela ajuda pois funciona como uma barreira a mais”, comenta Camila.

    Porém, o jeito mais eficiente de se manter protegido é fazer a higienização adequada do local. “Apesar da roupa e da toalha ajudarem a proteger a pele, a limpeza do equipamento com álcool 70° é suficientemente efetiva”, diz a dermatologista.

    Roupas molhadas de suor podem causar mau cheiro e micose na pele

    Água - O perigo da contaminação não está somente nos aparelhos, mas nos bebedouros. Encostar a boca na saída de água também permite que algumas doenças, inclusive o vírus da gripe, sejam transmitidas.

    O squeeze utilizada também deve ser higienizada. “Idealmente devemos lavá-la com água e sabão após cada dia de uso”, conclui a profissional.


    Conheça os micro-organismos perigosos que se escondem nas academias

    Atletismo · 10 jun, 2013

    Fazer exercícios regularmente é um hábito recomendado por especialistas médicos para manter o organismo e o corpo saudável. Porém, compartilhar aparelhos de academia com diversos frequentadores pode trazer riscos para a saúde da sua pele.

    De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, o suor depositado em aparelhos pode ser um local propicio para a proliferação de micro-organismos. “As principais doenças cutâneas que podem ser transmitidas por contato com superfícies contaminadas são as micoses, infecções virais, como verrugas, e infecções bacterianas, como o impetigo”, alerta.

    Quando o suor passa de incômodo para hiperidrose?

    Para diminuir o contato, muitos atletas procuram levar toalhas, que são usadas tanto para cobrir os aparelhos, quanto para secar o suor em excesso. Porém, se o artigo é compartilhado também pode haver transmissão.

    Um dos fatores que aumentam as chances de contaminação é a pouca ventilação que existe nas academias. O uso de aparelhos de ar condicionado e dezenas de ventiladores espalhados no ambiente não permite que o ar circule e mantém o local em temperaturas altas.

    Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
    Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Precauções - Segundo a profissional, o uso de roupas próprias para academia já é uma barreira protetora contra os micro-organismos. “Em locais cobertos pelas vestimentas é muito difícil haver a contaminação da pele, pois ela impede o contato direto com superfícies possivelmente contaminadas”, conta.

    Caso o atleta opte pelas toalhas individuais, também não terá problemas. “Ela ajuda pois funciona como uma barreira a mais”, comenta Camila.

    Porém, o jeito mais eficiente de se manter protegido é fazer a higienização adequada do local. “Apesar da roupa e da toalha ajudarem a proteger a pele, a limpeza do equipamento com álcool 70° é suficientemente efetiva”, diz a dermatologista.

    Roupas molhadas de suor podem causar mau cheiro e micose na pele

    Água - O perigo da contaminação não está somente nos aparelhos, mas nos bebedouros. Encostar a boca na saída de água também permite que algumas doenças, inclusive o vírus da gripe, sejam transmitidas.

    O squeeze utilizada também deve ser higienizada. “Idealmente devemos lavá-la com água e sabão após cada dia de uso”, conclui a profissional.

    Motivação versus prevenção: estímulo demais pode atrapalhar?

    Existem muitas formas de se motivar um corredor. A própria planilha é uma forma de motivá-lo a manter uma rotina de treinamentos. O problema é quando a motivação é exagerada, músicas, gritos de parceiros de corrida ou até do próprio técnico, incentivo de parceiros de equipe para “furar” a planilha e treinar mais do que estava programado para aquele treino, entre outras coisas.

    Lembro-me de uma maratona que eu estava correndo e um senhor que tinha por volta de 60 anos me passou, eu estava no meu ritmo, confortável a 5min/km. Mas, quando percebi que ele havia me passado, comecei a acompanhá-lo num ritmo de 4min45/km.

    Nos primeiros 21 quilômetros, como eu estava bem treinado, foi tranquilo, mas percebi que estava fazendo uma besteira, pois não tinha treinado para aquele ritmo e diminuí a velocidade. Nesse momento já era tarde demais.

    Continuei tranquilamente até os 36 km, mas daí em diante foi só sofrimento. Paguei a conta e ao terminar a prova descobri que tinha lesionado a coxa. Tive que me recuperar por seis semanas.

    Superar limites exige preparação -   Foto: Theo Ribeiro/ Fotoarena
    Superar limites exige preparação - Foto: Theo Ribeiro/ Fotoarena

    Estímulo demais é risco- A motivação gerada pela torcida e outros corredores em prova são um verdadeiro risco. Uma simples frase na camiseta do corredor da frente já faz com que você aumente sua velocidade sem que perceba.

    Não há como mensurar o quanto de estímulos podemos dar ao corredor para que ele dê o seu máximo sem se machucar, o único que consegue sentir o próprio corpo é você mesmo. Não ignore os sinais que o seu corpo está te mandando.

    Por outro lado quero deixar uma frase que vi tatuada num corredor que conheço que realmente me chamou a atenção para que vocês não digam que não sou a favor da motivação:
    “Quando penso que cheguei ao meu limite, descubro que tenho forças para ir além”. Está frase é do Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do esporte de todos os tempos.

    Boas provas!


    Motivação versus prevenção: estímulo demais pode atrapalhar?

    Atletismo · 27 maio, 2013

    Existem muitas formas de se motivar um corredor. A própria planilha é uma forma de motivá-lo a manter uma rotina de treinamentos. O problema é quando a motivação é exagerada, músicas, gritos de parceiros de corrida ou até do próprio técnico, incentivo de parceiros de equipe para “furar” a planilha e treinar mais do que estava programado para aquele treino, entre outras coisas.

    Lembro-me de uma maratona que eu estava correndo e um senhor que tinha por volta de 60 anos me passou, eu estava no meu ritmo, confortável a 5min/km. Mas, quando percebi que ele havia me passado, comecei a acompanhá-lo num ritmo de 4min45/km.

    Nos primeiros 21 quilômetros, como eu estava bem treinado, foi tranquilo, mas percebi que estava fazendo uma besteira, pois não tinha treinado para aquele ritmo e diminuí a velocidade. Nesse momento já era tarde demais.

    Continuei tranquilamente até os 36 km, mas daí em diante foi só sofrimento. Paguei a conta e ao terminar a prova descobri que tinha lesionado a coxa. Tive que me recuperar por seis semanas.

    Superar limites exige preparação -   Foto: Theo Ribeiro/ Fotoarena
    Superar limites exige preparação - Foto: Theo Ribeiro/ Fotoarena

    Estímulo demais é risco- A motivação gerada pela torcida e outros corredores em prova são um verdadeiro risco. Uma simples frase na camiseta do corredor da frente já faz com que você aumente sua velocidade sem que perceba.

    Não há como mensurar o quanto de estímulos podemos dar ao corredor para que ele dê o seu máximo sem se machucar, o único que consegue sentir o próprio corpo é você mesmo. Não ignore os sinais que o seu corpo está te mandando.

    Por outro lado quero deixar uma frase que vi tatuada num corredor que conheço que realmente me chamou a atenção para que vocês não digam que não sou a favor da motivação:
    “Quando penso que cheguei ao meu limite, descubro que tenho forças para ir além”. Está frase é do Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do esporte de todos os tempos.

    Boas provas!

    Finlandesa Suunto traz ao mercado GPS de bolso de apenas 35 gramas

    Corrida de Montanha · 22 maio, 2013

    Leve, compacto e pequeno, o GPS Track Pod da finlandesa Suunto é um senso sem fio que usa tecnologia via satélite para mensurar velocidade, distância, altimetria e outras informações do percurso.

    Por não ter um painel de navegação, o GPS Track Pod é destinado para atletas que prendem seus treinos somente aos números mostrados no relógio de punho (apesar de o pequeno aparelho ser compatível com frequencímetros da marca).

    Outra funcionalidade do Suunto é a duração da bateria, que está atrelada com a customização que cada usuário pode cadastrar no site movescount.com. Dependendo do treino pré-programado, a bateria do GPS pode durar de 15 a 100 horas. Após o término de cada sessão, todos os dados armazenados no Suunto podem ser enviados para o movescount.com e depois acessados.

    Para acionar o aparelho é necessário pressionar apenas um botão e aguardar o GPS buscar um sinal de satélite. A ferramenta de apenas 35 gramas ainda pode gravar voltas caso o mesmo botão de acionamento seja pressionado novamente durante o treino.´

    Confira no vídeo abaixo (em inglês) todas as funcionalidades do GPS Track Pod.

    Balanço calórico é a melhor maneira para emagrecer? Desconfie

    Já falei mais de uma vez aqui sobre minha completa e total descrença na capacidade atual da Nutrição e da Medicina “convencional” em combater ou prevenir a obesidade na população que não seja obesa mórbida, nem pertença a um grupo especial (diabético, hipertenso, com transtorno alimentar...).

    A hipótese do balanço calórico e da restrição ao consumo de gordura com aumento do gasto energético (atividade física) encanta, tem lógica, “faz sentido”, mas não funciona nem nunca passou disso, uma hipótese. E isso tudo muito bem explicado e defendido por Gary Taubes em seus dois livros: “Good Calories Bad Calories” e o “Why We Get Fat”. Aliás, arrisco-me a dizer que se um Nutricionista nunca leu Taubes, fica difícil levar esse profissional a sério quando o tema é emagrecimento.

    Ninguém precisa querer explicar que Nutrição é mais do que emagrecimento e/ou combate à obesidade. Ela é muito maior que isso, sabemos. Mas reafirmo e reforço o que disse: o tratamento atual é uma vergonha em seu princípio e em seu fim. Não funciona na teoria nem na prática. Ele é uma vergonha, é achismo travestido de ciência a um custo altíssimo, que é a saúde de milhões de pessoas. Nesta especialidade, a Nutrição não é mais do que dicas que qualquer um poderia dar e receber sem o corporativismo que dita que deveríamos procurar um profissional da área.

    Com o planeta ficando há décadas cada vez mais gordo, podemos arriscar duas conclusões: a primeira é que a solução é muito mais complexa do que o “balanço calórico”. A segunda é que a opção dada hoje (menos gordura, menos calorias e mais atividade física) simplesmente não funciona e é equivocada já em sua premissa. E isso tudo você pode afirmar por mais vergonhosamente que seu médico ou nutricionista ignore.

    A solução apresentada por Taubes resumidamente é um corte radical no consumo de carboidratos em indivíduos normais. Radical? Chegando a um nível dificílimo de 40g por dia. Indivíduos normais? Ele não “fala” nem recomenda isso para atletas de alto nível, obesos mórbidos, diabéticos ou pessoas com transtornos alimentares (compulsivos, bulímicos e anoréxicos).

    Taubes reconhece que o corte de carboidratos não é uma solução infalível que sirva para todos. Há limitações. Mas mesmo com essas limitações ele aponta como a ideia de dieta de perda de peso hoje pelo balanço calórico é completamente equivocada.

    Estamos boicotando a nós mesmos em nome do açúcar?  Foto: Blickwinkel/ Imago/ Fotoarena
    Estamos boicotando a nós mesmos em nome do açúcar? Foto: Blickwinkel/ Imago/ Fotoarena

    Adiando o doce- Por décadas a Nutrição e a Medicina enxergam o emagrecimento como um economista via o ser humano, como se uma interferência pontual que funcionasse sem outras alterações e interferências. Não funciona. Nunca. A Economia Comportamental hoje prova que um doce que você deixa de consumir no almoço por disciplina irá alterar as suas escolhas nas próximas refeições nesse mesmo dia ou num futuro bem próximo.

    Mas o nutricionista ou desconhece isso ou finge que não é bem assim. Dan Ariely e Gary Taubes devem ser incapazes de diferenciar um salame de um abacaxi, mas suas ideias fazem mais bem à nossa silhueta do que qualquer nutricionista que eu conheça.

    Ainda neste campo, o modelo atual da Nutrição age com o critério de uma criança de seis anos quando prega que comer gordura pode fazê-lo gordo. No século 19, os velocistas comiam carne de animais velozes porque achavam que isso lhes traria velocidade. Parece estúpido, não? Pergunte então ao seu nutricionista o porquê você deve comer menos gordura. De acordo com a resposta, você pode dizer a que século o raciocínio dele pertence.

    Por fim, por esta lógica (comer pouca gordura) seria fácil combater osteoporose (coma ovos com casca), a anemia (chupe um parafuso) ou evitar o envelhecimento (se entupa de gelatina e colágeno). Sabemos que esses tratamentos não funcionam, então por que o inverso com a gordura funcionaria?

    O corte de gordura é um raciocínio pueril justamente porque nunca se provou e é utilizado religiosamente. Se você segue o que atualmente dizem os profissionais de Saúde porque eles seriam autoridade no tema, não custa lembrar que décadas atrás para eles a recomendação para fumar cigarros já serviu de tratamento para muita doença.


    Balanço calórico é a melhor maneira para emagrecer? Desconfie

    Atletismo · 06 maio, 2013

    Já falei mais de uma vez aqui sobre minha completa e total descrença na capacidade atual da Nutrição e da Medicina “convencional” em combater ou prevenir a obesidade na população que não seja obesa mórbida, nem pertença a um grupo especial (diabético, hipertenso, com transtorno alimentar...).

    A hipótese do balanço calórico e da restrição ao consumo de gordura com aumento do gasto energético (atividade física) encanta, tem lógica, “faz sentido”, mas não funciona nem nunca passou disso, uma hipótese. E isso tudo muito bem explicado e defendido por Gary Taubes em seus dois livros: “Good Calories Bad Calories” e o “Why We Get Fat”. Aliás, arrisco-me a dizer que se um Nutricionista nunca leu Taubes, fica difícil levar esse profissional a sério quando o tema é emagrecimento.

    Ninguém precisa querer explicar que Nutrição é mais do que emagrecimento e/ou combate à obesidade. Ela é muito maior que isso, sabemos. Mas reafirmo e reforço o que disse: o tratamento atual é uma vergonha em seu princípio e em seu fim. Não funciona na teoria nem na prática. Ele é uma vergonha, é achismo travestido de ciência a um custo altíssimo, que é a saúde de milhões de pessoas. Nesta especialidade, a Nutrição não é mais do que dicas que qualquer um poderia dar e receber sem o corporativismo que dita que deveríamos procurar um profissional da área.

    Com o planeta ficando há décadas cada vez mais gordo, podemos arriscar duas conclusões: a primeira é que a solução é muito mais complexa do que o “balanço calórico”. A segunda é que a opção dada hoje (menos gordura, menos calorias e mais atividade física) simplesmente não funciona e é equivocada já em sua premissa. E isso tudo você pode afirmar por mais vergonhosamente que seu médico ou nutricionista ignore.

    A solução apresentada por Taubes resumidamente é um corte radical no consumo de carboidratos em indivíduos normais. Radical? Chegando a um nível dificílimo de 40g por dia. Indivíduos normais? Ele não “fala” nem recomenda isso para atletas de alto nível, obesos mórbidos, diabéticos ou pessoas com transtornos alimentares (compulsivos, bulímicos e anoréxicos).

    Taubes reconhece que o corte de carboidratos não é uma solução infalível que sirva para todos. Há limitações. Mas mesmo com essas limitações ele aponta como a ideia de dieta de perda de peso hoje pelo balanço calórico é completamente equivocada.

    Estamos boicotando a nós mesmos em nome do açúcar?  Foto: Blickwinkel/ Imago/ Fotoarena
    Estamos boicotando a nós mesmos em nome do açúcar? Foto: Blickwinkel/ Imago/ Fotoarena

    Adiando o doce- Por décadas a Nutrição e a Medicina enxergam o emagrecimento como um economista via o ser humano, como se uma interferência pontual que funcionasse sem outras alterações e interferências. Não funciona. Nunca. A Economia Comportamental hoje prova que um doce que você deixa de consumir no almoço por disciplina irá alterar as suas escolhas nas próximas refeições nesse mesmo dia ou num futuro bem próximo.

    Mas o nutricionista ou desconhece isso ou finge que não é bem assim. Dan Ariely e Gary Taubes devem ser incapazes de diferenciar um salame de um abacaxi, mas suas ideias fazem mais bem à nossa silhueta do que qualquer nutricionista que eu conheça.

    Ainda neste campo, o modelo atual da Nutrição age com o critério de uma criança de seis anos quando prega que comer gordura pode fazê-lo gordo. No século 19, os velocistas comiam carne de animais velozes porque achavam que isso lhes traria velocidade. Parece estúpido, não? Pergunte então ao seu nutricionista o porquê você deve comer menos gordura. De acordo com a resposta, você pode dizer a que século o raciocínio dele pertence.

    Por fim, por esta lógica (comer pouca gordura) seria fácil combater osteoporose (coma ovos com casca), a anemia (chupe um parafuso) ou evitar o envelhecimento (se entupa de gelatina e colágeno). Sabemos que esses tratamentos não funcionam, então por que o inverso com a gordura funcionaria?

    O corte de gordura é um raciocínio pueril justamente porque nunca se provou e é utilizado religiosamente. Se você segue o que atualmente dizem os profissionais de Saúde porque eles seriam autoridade no tema, não custa lembrar que décadas atrás para eles a recomendação para fumar cigarros já serviu de tratamento para muita doença.