
O coach ajuda o atleta a encontrar prazer não só nas vitórias mas nos treinos também (foto: Fabiana Coletta/ webrun)
Michael Phelps é um dos maiores atletas da história. Dono de 22 medalhas olímpicas, sendo 18 de ouro, o nadador ainda detém seis recordes mundiais. Essas marcas, surpreendentes por si só, não chegaram somente pelos treinos realizados nas piscinas e academias. Phelps é um tipo de atleta que está o tempo inteiro se preparando, o tempo inteiro treinando.
Antes de se aposentar, o americano tinha um treino que fazia parte de sua planilha. Toda noite, por minutos incontáveis, o nadador se imaginava nadando todas as modalidades que competia. Phelps ensaiava cada braçada, cada movimento, calculava a distância de seu deslocamento e sentia a força que lhe impulsionava.
Toda essa preparação mental deu a ele confiança suficiente para saber, mesmo com seus óculos de natação cheios de água, quando precisaria fazer as viradas e tocar a borda da piscina para vencer a final olímpica dos 200 metros borboleta de Pequim.
Esse exercício mental realizado por Phelps é uma das ferramentas que os choachs esportivos utilizam para potencializar as capacidades atléticas de todas as pessoas que procuram algum auxílio desses profissionais.
Esses trabalhos de visualização são ferramentas muito boas, eles têm muita força, explica a coach esportiva Vanessa de Figueiredo Protásio.
Ferramentas– Além do método de visualização, Vanessa explica que há outras técnicas para explorar e potencializar as capacidades atléticas das pessoas, sejam elas atletas profissionais ou entusiastas de qualquer esporte.
A relação entre o coach e o coachee (cliente) é outra ferramenta muito poderosa. Quando as duas pessoas estão em um estado de rapport (termo que significa sintonia interpessoal) se cria um estado de integração e a coisa flui, explica.
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| Ajudar a visualizar a prova, o objetivo final, é um dos trabalhos do coach – Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br |
Treino mental– Assim como explicou a coach Raquel G. Giannotti, a função desse profissional é a de um treinador mental, logo ele não tem interferência em outras áreas, como a nutricional e a física. O meu papel é de fazer o atleta cumprir a planilha de treinamento dele e encontrar prazer nisso tudo. Esses resultados devem ser lavados para a vida e não guardados em uma gaveta do esporte, complementa Vanessa.
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Além disso, o treinador mental ajuda o esportista a estar preparado para todas as interferências que podem acontecer durante uma prova, sejam elas internas ou externas.
Desafios acontecem e o importante é você estar preparado para isso. Às vezes o clima, que é uma interferência externa, não é o ideal ou o atleta está mal psicologicamente, mas mesmo assim ele é capaz de render bem. Isso porque ele está potencializado, pronto para qualquer desafio, conclui Vanessa.
Este texto foi escrito por: Renato Aranda
