Depois de faturar os 100 quilômetros da Indomit Costa Esmeralda no último dia 18 de maio, Iazaldir Feitoza, o Spider Man do trail run, venceu mais uma. Dessa vez ele foi o campeão dos 80 quilômetros no XTerra Brasil, disputado em Ilhabela, litoral norte. Entre as mulheres Cyntia Terra levou a melhor.
Ilhabela - O field da prova estava forte e os combates prometiam ser intensos nas trilhas, praias e pedras da região. Além de Iaza, largaram também o estreante na distância Giliard Pinheiro e os já experientes Chico Santos, Ivan Pires e Carlos Magno, entre outros.
Os bravos guerreiros nem imaginavam o que teriam pela frente. Foto: Alexandre KodaA largada aconteceu às 9h na Praia do Perequê, horário em que o sol ainda não estava tão quente, mas a alta umidade já prometia ser um adversário a mais. Os guerreiros seguiram em direção ao sul da ilha, mesclando trechos de trilha e asfalto, antes de subir em direção à praia do Bonete.
Neste trecho Giliard Pinheiro assumiu a liderança e passou a correr sozinho, sem conseguir enxergar os adversários que vinham atrás. O catarinense de Bombinhas apontou na Praia de Castelhanos, altura do quilômetro 60, extenuado e pensando em abandonar a prova por conta do desgaste físico e psicológico.
Convencido pelo público local de seguir em frente, Gili descansou por alguns minutos enquanto se hidratava e repunha energias com os alimentos disponíveis. Nesse meio tempo Iazaldir Feitosa também chegou e parecia mais inteiro do que o adversário.
Iaza comemorou muito o resultado. Foto: Alexandre Koda/ WebrunOs dois saíram para correr juntos, mas pouco antes da saída do single track, Iaza assumiu a liderança e passou a correr sozinho até cruzar a linha de chegada em primeiro com o tempo de 9h18min02. "Gostei das mudanças do percurso, pois a prova ficou mais técnica e mais pesada. Posso dizer que essa está entre as três melhores do país", relata o carioca. "Essa corrida se ganha com estratégia e equilíbrio mental e não apenas com passadas fortes", completa.
Giliard foi o segundo com 9h30min41 e afirma que se surpreendeu com a colocação em sua estreia na distância. "Sofri com o calor e acho que faltou um pouco de preparação muscular para melhorar o tempo". Sobre sua quase desistência, ele diz que o apoio da comunidade local fez a diferença. "Falaram para eu sentar, relaxar e foi ótimo. Consegui recuperar um pouco, mas não foi o suficiente para brigar pelo primeiro lugar". O terceiro posto ficou com Carlos Magno, ao marcar 12h08min45.
Gili chegou bem cansado ao posto do km 60. Foto: Alexandre Koda/ WebrunGuerreiras
Para as mulheres a prova foi bem casca grossa também e apenas as três primeiras chegaram no tempo limite de corte, com Cyntia Terra em primeiro (13h00min03), seguida por Vera Lucia Saporito (14h13min09) e Ligia Silveira De Almeida. "A prova aumentou bem o grau de dificuldade nesse novo percurso, digno para os pontos Ultra Trail do Mont Blanc", relata a campeã. "Deu para 'brincar' bastante nas trilhas e mata fechada e achei legal a ideia de cruzarmos com outras provas pelo caminho. Deixo aqui registrado os parabéns à organização".
Apenas as 3 primeiras chegaram no tempo limite. Foto: Pedro Lutti/ Arquivo Pessoal/ Cyntia TerraJá Vera puxa a orelha da organização pelo fato do percurso ter quase 86 quilômetros e não os 80 prometido. "Como a distância foi maior, eles aumentaram o tempo de corte e consegui a segunda colocação. De resto não tenho o que reclamar". Ela diz ainda que sofreu muito no caminho. "Aumentaram a altimetria em alguns pontos e teve uma hora que pensei que não fosse chegar de tão dura. Além disso, numa cachoeira eu não queria molhar o pé, mas acabei escorregando e caí de bunda nas pedras".
Os survivors que quiserem encarar a próxima etapa do Circuito XTerra podem ser preparar para a edição 2014 do evento na Amazônia, nos dias 18 e 19 de julho. As inscrições já estão abertas pelo site www.xterrabrasil.com.br.
Corrida de Montanha · 11 jun, 2014
Depois de faturar os 100 quilômetros da Indomit Costa Esmeralda no último dia 18 de maio, Iazaldir Feitoza, o Spider Man do trail run, venceu mais uma. Dessa vez ele foi o campeão dos 80 quilômetros no XTerra Brasil, disputado em Ilhabela, litoral norte. Entre as mulheres Cyntia Terra levou a melhor.
Ilhabela - O field da prova estava forte e os combates prometiam ser intensos nas trilhas, praias e pedras da região. Além de Iaza, largaram também o estreante na distância Giliard Pinheiro e os já experientes Chico Santos, Ivan Pires e Carlos Magno, entre outros.
Os bravos guerreiros nem imaginavam o que teriam pela frente. Foto: Alexandre KodaA largada aconteceu às 9h na Praia do Perequê, horário em que o sol ainda não estava tão quente, mas a alta umidade já prometia ser um adversário a mais. Os guerreiros seguiram em direção ao sul da ilha, mesclando trechos de trilha e asfalto, antes de subir em direção à praia do Bonete.
Neste trecho Giliard Pinheiro assumiu a liderança e passou a correr sozinho, sem conseguir enxergar os adversários que vinham atrás. O catarinense de Bombinhas apontou na Praia de Castelhanos, altura do quilômetro 60, extenuado e pensando em abandonar a prova por conta do desgaste físico e psicológico.
Convencido pelo público local de seguir em frente, Gili descansou por alguns minutos enquanto se hidratava e repunha energias com os alimentos disponíveis. Nesse meio tempo Iazaldir Feitosa também chegou e parecia mais inteiro do que o adversário.
Iaza comemorou muito o resultado. Foto: Alexandre Koda/ WebrunOs dois saíram para correr juntos, mas pouco antes da saída do single track, Iaza assumiu a liderança e passou a correr sozinho até cruzar a linha de chegada em primeiro com o tempo de 9h18min02. "Gostei das mudanças do percurso, pois a prova ficou mais técnica e mais pesada. Posso dizer que essa está entre as três melhores do país", relata o carioca. "Essa corrida se ganha com estratégia e equilíbrio mental e não apenas com passadas fortes", completa.
Giliard foi o segundo com 9h30min41 e afirma que se surpreendeu com a colocação em sua estreia na distância. "Sofri com o calor e acho que faltou um pouco de preparação muscular para melhorar o tempo". Sobre sua quase desistência, ele diz que o apoio da comunidade local fez a diferença. "Falaram para eu sentar, relaxar e foi ótimo. Consegui recuperar um pouco, mas não foi o suficiente para brigar pelo primeiro lugar". O terceiro posto ficou com Carlos Magno, ao marcar 12h08min45.
Gili chegou bem cansado ao posto do km 60. Foto: Alexandre Koda/ WebrunGuerreiras
Para as mulheres a prova foi bem casca grossa também e apenas as três primeiras chegaram no tempo limite de corte, com Cyntia Terra em primeiro (13h00min03), seguida por Vera Lucia Saporito (14h13min09) e Ligia Silveira De Almeida. "A prova aumentou bem o grau de dificuldade nesse novo percurso, digno para os pontos Ultra Trail do Mont Blanc", relata a campeã. "Deu para 'brincar' bastante nas trilhas e mata fechada e achei legal a ideia de cruzarmos com outras provas pelo caminho. Deixo aqui registrado os parabéns à organização".
Apenas as 3 primeiras chegaram no tempo limite. Foto: Pedro Lutti/ Arquivo Pessoal/ Cyntia TerraJá Vera puxa a orelha da organização pelo fato do percurso ter quase 86 quilômetros e não os 80 prometido. "Como a distância foi maior, eles aumentaram o tempo de corte e consegui a segunda colocação. De resto não tenho o que reclamar". Ela diz ainda que sofreu muito no caminho. "Aumentaram a altimetria em alguns pontos e teve uma hora que pensei que não fosse chegar de tão dura. Além disso, numa cachoeira eu não queria molhar o pé, mas acabei escorregando e caí de bunda nas pedras".
Os survivors que quiserem encarar a próxima etapa do Circuito XTerra podem ser preparar para a edição 2014 do evento na Amazônia, nos dias 18 e 19 de julho. As inscrições já estão abertas pelo site www.xterrabrasil.com.br.
A cidade de Ilhabela, litoral norte de São Paulo, é conhecida como a capital da vela, mas no último sábado (07) se movimentou com a realização da edição 2014 da The North Face Endurance 50 e 80 km. O Rei da Montanha José Virgnio de Morais e Rosalia Camargo (Vai Correndo) superaram os desafios naturais do percurso e conquistaram o primeiro lugar.
Enquanto Rosalia lutava para defender o título de 2011, Virginio buscava superar o abandono dos 80 quilômetros ano passado, ocasião em que sentiu-se mal no quilômetro 60 na Praia de Castelhanos. E deu certo. Ela venceu com 5h46min17 e ele com 4h14min32.
Ilhabela - Depois de uma sexta-feira chuvosa na ilha, o sábado amanheceu ensolarado e com alta umidade relativa do ar, condições que junto com a mudança do percurso deixaram a competição mais difícil. O tiro de partida aconteceu na Praia do Perequê às 14h em direção à praia de Castelhanos.
Logo no início da prova Virginio tomou a liderança, mas Celio Augusto vinha em seu encalço poucos metros atrás para tentar tirar a diferença. A dupla iniciou a subida da Estrada de Castelhanos, local onde a temperatura era mais amena por conta da forte presença da Mata Atlântica.
No posto de apoio do quilômetro 30, já na Praia de Castelhanos, a disputa seguia apertada com Virginio em primeiro, mas com uma diferença de dois minutos para segundo colocado, Marcinho Souza, que por sua vez veio um minuto à frente do terceiro, Celio Augusto. O trio iniciou a volta ao local de largada pela estrada de terra até chegar ao calçamento da cidade, num trecho plano.
Virgínio correu toda a prova com concentração máxima. Foto: Alexandre Koda/ WebrunAo final, Virginio venceu com 4h14min32, seguido por Celio (4h32min06) e Marcinho com 4h32min52. Faz quatro anos que eu tento vencer essa prova e esse ano me dediquei para vencê-la. Eu corri com inteligência até o quilômetro 20 e soube acelerar no momento certo, conta o campeão que dá um recado para os iniciantes. Tenham determinação, foco e muita disciplina.
Para Celio, a prova foi dura do jeito que ele gosta. Deixei para forçar depois dos 30, pois eu sabia que tinha uma montanha dura na volta e consegui me recuperar de quarto para chegar em segundo. Já Marcinho aponta dois problemas. A prova foi muito dura para as minhas características e eu não enxergo direito no escuro. Eu estava bem, mas quando começou a escurecer fui ultrapassado pelo segundo e controlei para chegar bem. Ele também reclama dos staffs. Eles não sabiam informar localização e tinham duas crianças para picotar o meu número. Aqui ninguém está de brincadeira, então a organização precisa rever isso.
Feminino - Rosalia Camargo Guarisch mais uma vez foi implacável e não deu chance às adversárias. A carioca assumiu a liderança da prova logo nos primeiros quilômetros, ainda dentro da cidade, e iniciou a subida de Castelhanos focada em fazer uma boa prova e garantir mais um troféu de campeã.
Rosalia sofreu para vencer mais uma prova na carreira. Foto: Alexandre Koda/ WebrunEla apontou no posto de apoio do quilômetro 30 por volta das 17h30, horário em que o sol já começava a se por. Demonstrando fadiga por ainda se recuperar de uma virose, ela tomou uma injeção de ânimo com os aplausos e incentivos dos staffs e pescadores que a viram chegar e partiu para os 20 quilômetros restantes sob os últimos raios de sol.
Ela seguiu num ritmo moderado até completar com 5h46min17, tempo quase 50 minutos mais alto do que sua vitória de 2011 sob chuva e temperatura amena. Vim de duas competições e senti que hoje não conseguia correr porque faltava forças nas pernas. Essa prova é dura, mas é sempre bom cruzar o pórtico, conta Rosalia que também venceu a primeira etapa de 2014, em Paraty. O Marcelo Caiçara é muito criativo na hora de montar o percurso, que esse ano estava muito duro, mas bem sinalizado. A segunda colocada foi Elizabete Aparecida Dias com 7h08min42 e o terceiro lugar com Vanessa Silva de Oliveira (7h13min52).
A próxima etapa do circuito será em Manaus, com provas de triathlon, Endurance 50 quilômetros, além de Night Run de sete e 21 e o XTerra Kids. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial, o www.xterrabrasil.com.br.
Corrida de Montanha · 09 jun, 2014
A cidade de Ilhabela, litoral norte de São Paulo, é conhecida como a capital da vela, mas no último sábado (07) se movimentou com a realização da edição 2014 da The North Face Endurance 50 e 80 km. O Rei da Montanha José Virgnio de Morais e Rosalia Camargo (Vai Correndo) superaram os desafios naturais do percurso e conquistaram o primeiro lugar.
Enquanto Rosalia lutava para defender o título de 2011, Virginio buscava superar o abandono dos 80 quilômetros ano passado, ocasião em que sentiu-se mal no quilômetro 60 na Praia de Castelhanos. E deu certo. Ela venceu com 5h46min17 e ele com 4h14min32.
Ilhabela - Depois de uma sexta-feira chuvosa na ilha, o sábado amanheceu ensolarado e com alta umidade relativa do ar, condições que junto com a mudança do percurso deixaram a competição mais difícil. O tiro de partida aconteceu na Praia do Perequê às 14h em direção à praia de Castelhanos.
Logo no início da prova Virginio tomou a liderança, mas Celio Augusto vinha em seu encalço poucos metros atrás para tentar tirar a diferença. A dupla iniciou a subida da Estrada de Castelhanos, local onde a temperatura era mais amena por conta da forte presença da Mata Atlântica.
No posto de apoio do quilômetro 30, já na Praia de Castelhanos, a disputa seguia apertada com Virginio em primeiro, mas com uma diferença de dois minutos para segundo colocado, Marcinho Souza, que por sua vez veio um minuto à frente do terceiro, Celio Augusto. O trio iniciou a volta ao local de largada pela estrada de terra até chegar ao calçamento da cidade, num trecho plano.
Virgínio correu toda a prova com concentração máxima. Foto: Alexandre Koda/ WebrunAo final, Virginio venceu com 4h14min32, seguido por Celio (4h32min06) e Marcinho com 4h32min52. Faz quatro anos que eu tento vencer essa prova e esse ano me dediquei para vencê-la. Eu corri com inteligência até o quilômetro 20 e soube acelerar no momento certo, conta o campeão que dá um recado para os iniciantes. Tenham determinação, foco e muita disciplina.
Para Celio, a prova foi dura do jeito que ele gosta. Deixei para forçar depois dos 30, pois eu sabia que tinha uma montanha dura na volta e consegui me recuperar de quarto para chegar em segundo. Já Marcinho aponta dois problemas. A prova foi muito dura para as minhas características e eu não enxergo direito no escuro. Eu estava bem, mas quando começou a escurecer fui ultrapassado pelo segundo e controlei para chegar bem. Ele também reclama dos staffs. Eles não sabiam informar localização e tinham duas crianças para picotar o meu número. Aqui ninguém está de brincadeira, então a organização precisa rever isso.
Feminino - Rosalia Camargo Guarisch mais uma vez foi implacável e não deu chance às adversárias. A carioca assumiu a liderança da prova logo nos primeiros quilômetros, ainda dentro da cidade, e iniciou a subida de Castelhanos focada em fazer uma boa prova e garantir mais um troféu de campeã.
Rosalia sofreu para vencer mais uma prova na carreira. Foto: Alexandre Koda/ WebrunEla apontou no posto de apoio do quilômetro 30 por volta das 17h30, horário em que o sol já começava a se por. Demonstrando fadiga por ainda se recuperar de uma virose, ela tomou uma injeção de ânimo com os aplausos e incentivos dos staffs e pescadores que a viram chegar e partiu para os 20 quilômetros restantes sob os últimos raios de sol.
Ela seguiu num ritmo moderado até completar com 5h46min17, tempo quase 50 minutos mais alto do que sua vitória de 2011 sob chuva e temperatura amena. Vim de duas competições e senti que hoje não conseguia correr porque faltava forças nas pernas. Essa prova é dura, mas é sempre bom cruzar o pórtico, conta Rosalia que também venceu a primeira etapa de 2014, em Paraty. O Marcelo Caiçara é muito criativo na hora de montar o percurso, que esse ano estava muito duro, mas bem sinalizado. A segunda colocada foi Elizabete Aparecida Dias com 7h08min42 e o terceiro lugar com Vanessa Silva de Oliveira (7h13min52).
A próxima etapa do circuito será em Manaus, com provas de triathlon, Endurance 50 quilômetros, além de Night Run de sete e 21 e o XTerra Kids. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial, o www.xterrabrasil.com.br.
Caminhada · 03 jun, 2014
A marca Vivian Bogus Fitness em parceria com a corredora Deborah Aquino, sucesso no instagram com seu perfil @blogdadebs, criou peças para as corredoras patriotas, com a cara do Brasil. Tanto para serem usadas durante a Copa do Mundo quanto para homenagear o país em provas internacionais.
As estampa, simbolizam o país, com praias, calçada de Copacabana, Maracanã, Cristo Redentor, dunas e a bandeira.Foto: Divulgação
As peças estão à venda na loja física no bairro de Perdizes em São Paulo, ou pela loja virtual Foto: DivulgaçãoA coleção tem diversas peças como saias, legging-saia e manguitos estampados com praias, calçada de Copacabana, Maracanã, Cristo Redentor, dunas e a bandeira do país.
As peças são confeccionadas em tecidos de alta qualidade. Os manguitos possuem uma faixa interna de silicone para não escorregarem, a legging-saia e a sainha fitness possuem shorts de compressão, evitando que ele suba durante os treinos. No bolso do short é possível colocar até o celular.
Existem também modelos com dois bolsos e saída para o fone de ouvido, facilitando para as atletas que escutam música durante as corridas, no outro bolso ainda podem guardar gel, chave do carro entre outras coisas.
As peças estão à venda na loja física no bairro Pompéia em São Paulo, ou pela loja virtual: www.vivianbogus.com.br.
Serviço
R. Desembargador do Vale, 28
Pompéia, São Paulo/São Paulo
Telefone: (11) 2679-2627
Caminhada · 30 maio, 2014
A cada seis meses diversas marcas lançam novos modelos de tênis, sempre descobrindo com aprimorar as qualidades dos modelos. Muitas vezes tentamos acompanhar as novidades e tendências, porém é necessário lembrar que, nem sempre escolher pelo design e modelo da moda, é importante. O melhor é procurar aquele que melhore seu desempenho.
Para simplificar esta escolha, o médico do esporte Dr. Rogério Neves, da SportsLab, clínica de medicina esportiva, dividiu os modelos em três categorias: amortecimento, estabilidade e performance.
Dentro destas categorias, é importante saber que as diferenças de um perfil para o outro não estão somente nos preços, mas também nas tecnologias e níveis de durabilidade do calçado. Quanto maior o conforto, maior o peso e geralmente mais tecnologias são envolvidas na confecção do produto e principalmente do amortecimento.
A orientação de um profissional esportivo para a escolha do modelo é sempre essencial. Foto: Guzel Studio/FotoliaAnderson Santos, gerente de running de uma grande marca de calçados, classificou os perfis de acordo com as especificações de cada um.
Amortecimento
São indicados para corredores iniciantes, pessoas com sobrepeso e para rodagens mais longas, onde é necessário o máximo amortecimento e conforto. Normalmente são projetados para quem tem o arco do pé normal ou alto.
Neutral
Possuem um perfil de entressola mais baixo, mais flexíveis e mais leves. São indicados para o corredor de perfil leve, veloz e que já possua certo tempo na prática da corrida. Anderson indica os calçados da categoria como um segundo calçado do corredor, assim é possível fortalecer os músculos com as estruturas diferentes dos tênis, conquistando uma melhor performance e menores riscos de lesões.
O uso de calçados desta categoria auxilia no trabalho muscular, uma vez que sua estrutura possui um design diferente que busca entender e responder aos movimentos naturais durante a passada na corrida. Este tipo é facilmente adaptável ao tipo de pisada oferecendo uma corrida mais natural.
Performance
São direcionados para competições e treinos de velocidade. São leves, com perfil de entressola mais baixo e com tecnologias que proporcionam melhor performance para o atleta. Os calçados desta categoria atendem corredores que variam de cinco até 42 quilômetros.
Trail
Os tênis para corrida em trilha ou trecking são ideais para corredores que procuram um calçado específico para a modalidade. Eles oferecem melhor sistema de tração, aderência e durabilidade para os mais diferentes tipos de terrenos. Dispõem de excelente conforto, amortecimento e tendem a ser mais resistentes e rígidos que os tênis convencionais de corrida, para melhor estabilidade e controle de movimento em superfícies irregulares.
Vale lembrar que o melhor calçado é aquele que melhor se encaixa no pé de cada um. A orientação de um profissional esportivo é sempre essencial.
Ultra Maratona · 29 maio, 2014
Nessa quinta-feira (29/06) o brasileiro Bernardo Fonseca foi o melhor atleta estrangeiro na ultramaratona do Monte Everest, prova de 60 quilômetros disputada a mais de cinco mil metros de altitude no Nepal. Competindo na categoria internacional, o carioca venceu com o tempo de 9h55.
A largada estava prevista para acontecer no Campo Base do Everest, a 5.364m de altitude, mas uma nevasca no dia anterior obrigou os organizadores a transferirem o ponto de partida para Gorakshep, a 5.164m. O acampamento foi evacuado às pressas e os competidores foram obrigados a fazer um trekking de cinco quilômetros até o novo local.
Foto: divulgação"Estou quebrado, mas muito feliz. Foi uma prova ultra mega difícil", conta Bernardo, que já tem em seu currículo os títulos da maratona e ultamaratona da Antártica. "Na véspera meu pé congelou e tive que tratar com muita água quente", completa.
Essa foi a 12ª edição da prova, que teve ainda distâncias de 42 e 21 quilômetros em categorias para atletas nepaleses e estrangeiros.
Corridas de Rua · 28 maio, 2014
A arquiteta e multiatleta Luciana Cox costuma ser facilmente notada nas competições que participa. Sempre com o uniforme rosa, ela se destaca pela feminilidade em diversas provas, principalmente nas que tem um público masculino maior.
A atleta na etapa de patinação do Gigathlon na Suíça Foto: Arquivo PessoalSempre incentivada pela família, quando criança fez natação, judô e tênis,assim a paixão pelos esportes não parou de aumentar. Atualmente dedica grande parte de sua vida aos esportes. É muito difícil escolher um favorito, mas se fosse obrigada a escolher seria o trapézio, conta.
Luciana já participou de muitas provas, algumas pouco convencionais, como o Gigathlon, uma competição multiesportiva de 1.477 quilômetros e cinco diferentes esportes: natação, corrida, patinação, MTB e ciclismo. Foi uma experiência bem diferente. Eu não imaginava nadar um trecho de nove quilômetros em um rio que tinha a temperatura de 15 graus, ou patinar a mais de 50 quilômetros por hora. Ela também participou da Tough Guy, uma corrida de obstáculos maluca na Inglaterra. Essa prova foi tão dura e sofrida que está guardada de forma cristalina na mente, lembra Luciana.
Luciana e sua parceira Adriana em uma das paisagens paradisíacas da Transalpine Foto: Arquivo pessoalCom tantas provas completadas, momentos bons e ruins, não faltam. Em uma das competições ela teve que mergulhar em lagos que tinham camadas de gelo por cima e terminou com hipotermia. Com sua parceira de prova, Adriana Dalman, foi para a Transalpine, uma corrida de 320 quilômetros que acontece durante oito dias nos Alpes, onde só 40% das equipes terminou a prova.
Ter rotina é uma das maiores dificuldades para Luciana, que sempre precisa adaptar seus treinos, alimentação e prevenção de lesões conforme a prova do momento. Assim ela sempre tem o acompanhamento de profissionais nas áreas que precisa.
Luli, como é conhecida não tem medo de se aventurar nos mais diferentes terrenos Foto: arquivo pessoal Ela também criou o desafio de durante um ano, praticar 365 esportes diferentes. E ela o cumpriu, porém não conseguiu praticar todas as modalidades que existem. Se antes minha paixão por esportes era dividida, ficou muito mais explica.
Como próximos objetivos, a multiatleta já tem provas agendadas, sendo duas de MTB no Canadá e Brasil, além de um grande e curioso desafio, a SUP11 Cities, uma prova de Stand Up Paddle com 220 quilômetros, que acontece durante cinco dias na Holanda. Para sempre estar motivada em continuar treinando, a rosinha nunca para de procurar um novo objetivo para superar.
Ultra Maratona · 22 maio, 2014
Quem conhece Luiz Fernando Martins em um de seus treinos e provas de ultramaratona, não imagina que ele é portador de diabetes tipo um há 30 anos. A doença se manifestou na infância, quando seu pai percebeu mudanças no corpo do filho e desde então eles foram aprendendo a conviver com a diabetes e Luiz já completou diversas corridas de longa distância.
Luiz com seu medidor glicêmico em um de seus treinos Foto: Arquivo pessoalO início
Já adulto, após levar o fora de uma namorada, Luiz resolveu correr na praia de Santos, onde mora, para relaxar. Ele acabou se sentindo tão bem que, depois daquele dia não parou mais. Após alguns anos correndo sem acompanhamento ele foi apresentado a uma assessoria que possui vários diabéticos, a Nova Equipe, do atleta Emerson Bisan. O treinador, que também é portador da doença, nunca deixou de praticar esportes, tendo corrido 59 maratonas e diversas ultramaratonas.
Ao entrar na assessoria, Emerson avalia a qualidade do treino do aluno e mostra que não é preciso ter medo da doença. Muitas vezes levamos vantagem em relação a outros corredores não portadores de diabetes, pois temos mais uma ferramenta de controle metabólico, o glicosímetro e sabemos se estamos correndo de tanque cheio para determinada distância, explica o treinador.
Segundo a endocrinologista e educadora em diabetes Lidiane Indiani, o paciente com diabetes deve ter como precaução saber como esta sua glicemia no momento que irá iniciar uma atividade física, realizando assim um teste de glicemia capilar.
Luiz no primeiro lugar do pódio de uma ultramaratona em Praia Grande, litoral de São Paulo Foto: Arquivo pessoalAs corridas
Luiz é prova de que é possível manter uma vida ativa e saudável mesmo sendo portador de diabetes. Sempre com acompanhamento ele vem se especializando em provas de longa distância. Em apenas dois anos de treinamento com a Nova Equipe ele já participou de sua primeira maratona em 2013, concluindo sub quatro horas de prova. Logo depois fez três ultramaratonas, a BR 135 que tem 217 quilômetros e é considerada uma das mais difíceis do Brasil, uma prova de 12 horas noras no Guarujá e outra de seis horas na Praia Grande.
Luiz em um de seus desafios. Ele tem uma tatuagem com a identificação da diabetes na perna esquerda Foto: Arquivo PessoalQuando comecei a treinar meu pai vivia indo atrás de mim para medir meu índice glicêmico. Ele ia de ponta a ponta nos meus longões para ver como meu corpo estava reagindo. Ele queria me ver completando a São Silvestre, mas infelizmente não foi possível. Hoje corro por ele e sei que está me olhando lá de cima, conta Luiz que sempre teve o apoio da família, do Institulo Allejo e da loja Vitshop. Por indicação de sua nutricionista, Andrea Matarazzo, Luiz carrega durante os treinos e provas um kit com insulina, jujubas e gel de hidratação.
Segundo pesquisa do Ibope de 2013, em três anos o número de pessoas com diabetes pulou de 7,6 milhões para 13,4 milhões. Porém, a maioria das pessoas desconhece a doença e como lidar com ela. Lidiane Indiani explica que, tanto para diabetes tipo um, quanto para a tipo dois, praticar esportes ajuda no controle da doença, diminuindo a resistência do corpo à insulina.
Luiz não se deixa abalar pela doença e já tem seus objetivos para os próximos meses. Vou para a prova de 50 quilômetros do XTerra em Ilhabela e logo depois, em julho, participarei da Maratona no Rio e do desafio de revezamento das 28 praias, que terá 40 quilômetros, conta o empolgado atleta.
O ultramaratonista deixa uma mensagem para as pessoas que possuem diabetes: sou a prova de que o controle da doença é possível. Vejo várias pessoas culpando a diabete pela saúde prejudicada, mas ela não tem nada a ver. Quem quer de verdade, se cuida.
Corrida de Montanha · 21 maio, 2014
Depois de ter sido a primeira campeã da Bombinhas Marathon 42k em 2009, Débora Aparecida Simas mais uma vez fez história na região, dessa vez com a vitória na inédita disputa de 100 quilômetros da Indomit Costa Esmeralda no último sábado (18/05). Superando câimbras, ela se recuperou na prova para garantir a vitória com 14h27min10.
As mulheres saíram num ritmo forte da mesma forma que o pelotão masculino e as disputas ficaram entre Débora Simas, Carla Goulart, Vera Saporito e Maria Clara Hillmann. Débora assumiu a liderança da prova e passou a correr sozinha pelo menos até o quilômetro 30, quando as câimbras começaram a aparecer e ela foi obrigada a diminuir o ritmo, sendo ultrapassada pelas concorrentes.
O tiro de largada foi à meia noite em Porto Belo. Foto: Alexandre Koda"Encontrei a Débora lenta numa subida, perguntei se ela estava bem e segui meu caminho", conta Vera Saporito que assumiu a ponta da prova pouco antes do quilômetro 40. Passado o período noturno da corrida, o sol apareceu com força total para castigar as competidoras, o que obrigou Vera a dosar o ritmo, mas sem se descuidar já que ela tinha Maria Clara Hillmann em seu encalço.
Troca de posições
Na reta final a situação se inverteu: Débora consegui se recuperar dos problemas e iniciou uma recuperação ultrapassando todas as concorrentes, inclusive Vera que a essa altura sofria com dores na panturrilha. A ex líder acenou para a futura campeã e passou a tentar administrar sua corrida junto com Maria Clara, quando ambas foram surpreendidas por Tatiana Schmidt.
Vera liderou por várias horas. Foto: Alexandre KodaEnquanto Débora cruzava a linha de chegada em Porto Belo, a 1,5 quilômetro dali Vera jogou a toalha e não conseguiu oferecer resistência para as meninas que vinham em seu encalço, deixando a briga final para Maria Clara e Tatiana, que cruzaram a linha de chegada em segundo e terceiro lugares respectivamente.
"A prova foi maravilhosa, com um perrengue atrás do outro. Vim para fazer em 13 horas mais ou menos, mas sofri muito e tive que administrar", conta Débora que usou a cabeça para superar as adversárias. "A líder desistiu no meio do caminho e faltando 20 quilômetros ultrapassei a Vera para me tornar campeã", completa. Sobre a estrutura do evento, ela elogia a organização e promete voltar em 2015 para defender o título. "Gostei muito de toda a estrutura de alimentação, hidratação e fico feliz de aos 43 anos continuar dando trabalho".
Débora mais uma vez fez história na região. Foto: Alexandre KodaPara Maria Clara a segunda colocação foi uma conquista inesperada. "A parte mais complicada dessa prova foi eu não ter conseguido treinar o suficiente", confessa. "A Vera merecia muito mais do que eu esse vice-campeonato, até por ter liderado durante boa parte do dia, mas no final precisei acelerar para não ser ultrapassada e ela não conseguiu vir, infelizmente", completa a corredora de Florianópolis que marcou 14h44min24.
Maria Clara ainda teve forças para acelerar no fim. Foto: Alexandre KodaA terceira colocada foi Tatiana Schmidt (14h44min56), que nunca tinha feito 100 quilômetros antes da Costa Esmeralda. "Eu fiz uma prova bem conservadora, dosando o ritmo principalmente nas retas, mas no final dei tudo de mim para garantir um bom tempo como desafio pessoal", relata a corredora que afirma se dar bem em trechos de subidas. "A corrida é muito difícil, principalmente para quem faz pela primeira vez, mas fiquei muito feliz por ter conseguido esse pódio".
Tatiana fez sua estreia na distância. Foto: Alexandre KodaÚltimas forças
Vera Saporito ainda conseguiu reunir forças para chegar em quarto lugar com 14h48min42. "Fiquei pensando no caminho que o espírito de um ser vivo é indomável. O percurso é muito difícil e ainda não sei se volto ano que vem, porque sofri demais", brinca a ultramaratonista. "Quero parabenizar a Débora Simas, porque ela é demais. A recuperação dela foi algo simplesmente incrível", completa.
Ao todo foram 18 mulheres cruzando a linha de chegada dos 100 quilômetros, incluindo Dona Tomiko Eguchi, que aos 65 anos conquistou o primeiro lugar na categoria 50 a 99 anos.
Corrida de Montanha · 19 maio, 2014
O carioca Iazaldir Feitoza fez história na primeira edição da Indomit Costa Esmeralda, ao vencer os 100 quilômetros da prova que passou por Bombinhas, Porto Belo e Itapema (SC). Antes da prova as apostas informais apontavam o argentino Sergio Trecaman como franco favorito, visto que ele vinha de vitória nos 100 quilômetros da Patagônia Run, enquanto o brasileiro debutava na distância.
Cerca de 100 gueereiros tentaram domar os 100 km. Foto: Alexandre KodaO tiro de partida da prova principal aconteceu no píer de Porto Belo pontualmente à meia noite, com um grupo de 100 atletas devidamente posicionados com suas mochilas de hidratação, lanternas de cabeça e disposição para virar a madrugada correndo. O apito de largada soou e o pelotão partiu em ritmo moderado pela areia da praia. E moderada era a velocidade do grupo de líderes puxado por Trecaman, que já saiu em disparada.
O novato Iazaldir preferiu não se empolgar e manteve sua estratégia de controlar o ritmo durante à noite e acelerar após o sol raiar. Nos primeiros postos de hidratação o argentino passou em primeiro com uma diferença muitas vezes superior a 14 minutos, fato que parecia não abalar o psicológico do brasileiro, que calmamente reabastecia sua mochila e conversava com os staffs entre um gole de coca cola e uma mordida na goiabada.
Iazaldir não se precipitou e garantiu a vitória. Foto: Alexandre KodaApós o quilômetro 30 Iazaldir começou a alcançar os líderes e teve suas forças renovadas ao avistar Trecaman já debilitado e sem energias para encarar a subida de uma trilha. Foi então que o carioca emparelhou com o adversário, apertou o ritmo para ultrapassá-lo e percebeu que não houve reação.
O confronto
"No quilômetro 70 mais ou menos 'dei uma porrada' para sentir como ele estava e percebi que eu estava muito mais inteiro", conta o campeão. A partir daí ele teve caminho livre e por onde passava era aplaudido pelo público local, incluindo os pescadores que montavam suas redes para iniciar a pesca da Tainha, tradicional peixe da região.
Os corredores passaram a madrugada nas trilhas. Foto: Alexandre KodaCom 10h11min55 Iazaldir cruzou a linha de chegada para se tornar o primeiro campeão da inédita prova de 100 quilômetros em trilhas do Brasil. E para comemorar escalou o pórtico de chegada na tradicional comemoração que já lhe rendeu o apelido de Spider Iaza. "Eu não queria ser o melhor brasileiro, queria vencer, ser o campeão geral, e graças a Deus consegui."
Na véspera da prova ele fez um trabalho com crianças de uma escola local, oportunidade em que falou sobre a importância do esporte, preservação da natureza e montou uma mini corrida com direito a medalhas. "Nas trilhas onde eu tinha dúvidas senti muito a presença das crianças e parecia que eu tinha 30, 40, 50, 60 pernas", lembra emocionado. "Fiz um trabalho mental muito forte, sempre respeitando a prova, pois eu só sabia como meu corpo reagiria até os 80 quilômetros".
Spider Iaza escalou o pórtico mais uma vez. Foto: Alexandre KodaErro de estratégia?
O segundo colocado, Sergio Trecaman, marcou 10h41min33 e afirma que não errou na estratégia, mas que sentiu dificuldades com o terreno. "Não estou acostumado com asfalto e areia dura, então passei a sentir dores no quadril durante a corrida e quando o Iazaldir chegou não tive forças para reagir", conta o hermano. "A partir daí eu lutei para garantir o segundo lugar, pois sabia que logo atrás vinham corredores muito fortes", completa.
O argentino Sergio Trecaman sentiu a dificuldade do percurso. Foto: Alexandre KodaO terceiro posto ficou com Cristiano Marcelino, que se prepara para correr a ultramaratona Badwater, no Vale da Morte (EUA). "Foi uma corrida dura, mas valeu demais como treino. Fiz minha 31a ultramaratona e a única parte que achei complicada demais foi depois dos 50 quilômetros onde tinha muita erosão", relata o corredor que marcou 12h02min33.
Além da disputa dos 100 quilômetros, a Indomit Costa Esmeralda teve ainda provas de 84, 65, 50, 21 e 12 quilômetros . Acompanhe no Webrun durante a próxima semana a cobertura completa da prova feminina e das demais distâncias.
Ultra Maratona · 19 maio, 2014
Provas de Endurance com certeza não são para qualquer um, correr mais que uma maratona em um dia, é só para os loucos e apaixonados por longas distâncias. Tudo isso se intensifica quando se fala de uma etapa do XTerra em Ilhabela. Todas as provas que acontecem lá são consideradas as mais difíceis, comparadas as outras etapas que acontecem no Brasil.
Rosália foi a campeã no Endurance da última edição do XTerra de 2014 em Paraty Foto: Alexandre Koda/WebrunÉ no próximo dia sete de junho que a aventura começa. Daqui a três semanas atletas brasileiros e estrangeiros vão para o grande desafio. Entre eles estará Rosália Camargo, a arquiteta que já ganhou diversas provas de Endurance, muitas do XTerra, mas que considera apenas o esporte como um hobby.
Chico Santos animado na edição do ano passado dos 80km em Ilhabela Foto: Alexandre Koda/WebrunRosália conta que tem um carinho especial pela prova. Esse vai ser o quarto ano que visito a Ilha, continuo com o sentimento de ansiedade e curiosidade. O clima lá é muito instável, a chuva quando cai transforma totalmente o percurso, conta Rosália.
Campeão do ano passado, o cearense Chico Santos estará presente na disputa dos 80 quilômetros em busca do título. É sempre bom estar competindo, encontro diversos amigos. Para mim a etapa de Ilhabela é a mais difícil, revela o atleta.
Para os ultramaratonistas a maior dificuldade é saber onde se deve forçar mais. Acertar a logística da prova relacionada à alimentação e hidratação é um dos pontos mais complicados para Chico, além de conseguir manter um rendimento progressivo até os últimos quilômetros. Rosália dá a dica: Aproveite cada minuto, com certeza você vai passar por momentos incríveis, quando cruzar a linha de chegada pode ter certeza de uma coisa: Você é um guerreiro!".
Rosália estará participando do desafio de 168 quilômetros da Ultra Trail Du Mont Blanc, enquanto Chico estará na prova de 100 quilômetros, a CCC. As duas acontecem no final de agosto.
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