Corrida de Montanha · 09 maio, 2014
O XTerra Brazil Tour chega à sua terceira etapa nos dias sete e oito de junho e o cenário escolhido foi a paradisíaca cidade de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Mais uma vez, o município será sede da etapa brasileira de triathlon no Xterra World Tour, principal competição cross country do mundo. Além do triathlon, modalidades como Night Run sete e 21 quilômetros, The North Face Endurance 50 e 80 quilômetros, e kids mini corrida também acontecerão no fim de semana.
O campeão do triathlon na última etapa do XTerra foi o atleta Rodrigo Altafini Foto: Christina Volpe/WebrunCerca de quatro mil atletas, entre amadores e profissionais, são esperados, incluindo estrelas internacionais já confirmadas. No triathlon, por exemplo, o sul africano Dan Hugo, que disputa o circuito mundial, está garantido e é um dos cotados para dificultar a vida dos competidores.
"Ilhabela é a casa do XTerra, aonde tudo começou. A paisagem é alucinante e o percurso surpreende os participantes", conta Bernardo Fonseca, CEO da X3M Sports Business, empresa que organiza o XTerra Brazil Tour. O triathlon contará pontos também para o XTerra Brazil Tour, assim como Night Run 21 quilômetros e Endurance 50 e 80 quilômetros.
"A disputa será ainda mais acirrada, uma boa performance no triathlon garante vaga para a etapa mundial em Maui, no Havaí. Esse é um ponto que fará com que os atletas cheguem com sede de vitória", completa Bernardo.
Em 2014, o Xterra Brazil Tour terá um total de dez etapas, passando ainda por locais como Manaus (AM), Costa Verde (RJ) e Tiradentes (MG).
Ultra Maratona · 06 maio, 2014
A ultramaratonista Manurla Vilaseca participou do grande desafio da Ultramaratona do Monte Fuji 2014
Veja o depoimento sobre o feito:
Manu participou da UltraMaratona do Monte Fuji que tem 168 quilômetros Foto: Arquivo PessoalEm 2013, quando vim ao Japão pela primeira vez fazer uma prova de 84 quilômetros nas montanhas de Yamanashi, tive a certeza de que voltaria. Em 2014 comecei a agitar as coisas com antecedência, muitas coisas envolvem uma corrida de 168 quilômetros, principalmente se ela acontece do outro lado do mundo.
O nível competitivo da Ultramaratona do Monte Fuji neste ano estava muito elevado e a prova ganhou uma enorme importância no calendário mundial. A prova entrou para o circuito Ultra Trail World Series e eu queria carimbar minha participação no circuito.
Cheguei ao Japão com bastante antecedência. São quatro dias dormindo mal até entrar no fuso horário, fora o desgaste de pegar dois voos, no total de 24 horas. A temperatura estava baixa na semana da prova. Durante o dia chegava a fazer três graus. Eu pensava como seria encarar o percurso com chuva e frio absurdo. Minhas preces foram atendidas, pois no dia da prova acordamos com uma temperatura de 15 graus.
A largada foi às 15h na beira do Lago Kawaguchi e saímos em direção ao templo das árvores gigantes, onde iniciamos nossa primeira subida. Eu estava tranquila, sei que são muitos quilômetros e por isso é possível sair devagar, aquecendo e acordando o corpo aos poucos.
Na primeira subida consegui colocar um ritmo bom. Apesar de não estar preocupada com colocação, me animava pelo fato de estar subindo com a Nerea Martinez, grande atleta que admiro muito. Essa primeira subida era toda de estradão e foi bom para que a prova dispersasse um pouco. Ao chegar no topo veio à descida e a Nerea foi embora. Na última subida antes de chegar no A3 encontrei o Sinoca, seguimos juntos e conversando um pouco. Chegamos ao A3, que era o primeiro ponto encontrando nossa equipe de apoio. Estávamos com fome e eu sabia que isso era um ótimo sinal. Comi batata cozida e alguns biscoitos salgados.
Já era noite e eu seguia reconhecendo o percurso sabia que havia alguém junto comigo, eu pensava ser o Sinoca. Mas ao chegar no A4 escutei a Satoko falando no telefone, perguntando se estava bem, e depois fiquei sabendo que Sinoca havia tido problemas de estômago.
A atleta em um dos postos de alimentação e hidratação Foto: Arquivo PessoalSegui rumo ao A5 por um trecho de muita areia vulcânica, estávamos atingindo a base do Fuji. Apesar das subidas não serem inclinadas (no princípio), o terreno era bastante pesado. Fazia muito frio e eu sentia que o meu problema na vista começava a se manifestar. Coloquei colírio, mas já tinha dificuldades para enxergar. Quando cheguei no A5 vesti casaco, luvas e limpei o rosto.
Ao descer via pessoas subindo, mas não conseguia identificar ninguém, desci com cuidado. Foi aí que a minha lanterna começou a piscar. Com a temperatura muito baixa a bateria acabou rapidamente. Por sorte havia um carro parado e aproveitei o farol para fazer a troca de pilha.
Pegamos um trecho de asfalto e eu aproveitava para economizar minha luz, que poderia fazer falta mais na frente. Eu sabia que esse trecho era mais curto entre os abastecimentos, sendo um total de apenas 5.9 quilômetros. Cheguei ao A6, comi, abasteci e saí de novo.
Depois disso veio um trecho bem técnico. Parecia um rio seco, com pedras grandes, alternado com trilhas em sobe e desce. Procurei não me abalar e segui da maneira que podia. Assim cheguei ao A7, Limpei meu rosto novamente e abasteci minha mochila com muita comida e hidratação.
As belas paisagens do Japão encantaram a ultramaratonista Foto: Arquivo PessoalSegui junto com um corredor mexicano e ele me chamava para ir com ele. Eu só pensava na sorte que estava tendo de encarar um trecho de estradão justo quando minha visão estava pior. Mas pouco depois levei um tombo feio, fui de joelho em uma pedra e senti muita dor. Fiquei um tempo no chão e meu joelho sangrava. Levantei e andei um pouco até que eu me acostumasse com a dor para voltar a correr. Só rezava para que amanhecesse, pois ficaria mais fácil de enxergar. Caí algumas vezes até que isso acontecesse.
Quando cheguei ao A8, quilômetro 104, estava amanhecendo. Gastei um pouco mais de tempo nessa transição, comendo e tendo a certeza de que estava com a mochila lotada para encarar o próximo trecho. Ele era o mais duro de todo o percurso.
Saí e veio uma subida que no comecinho era suave, mas durou pouco. Peguei um trecho em zigue-zague, que começou a ficar pesado. Como não era permitido o uso de bastes, tudo ficava mais difícil. Depois disso começamos a encarar as subidas íngremes de frente. Toda vez que achava estar chegando ao fim, subia mais. Aquela serra parecia não ter fim.
Quando começamos a descer de vez, nada aliviou. Era muito técnico, íngreme e perigoso. Chegando ao final estava perto do A9, tão sonhado abastecimento. Vi minha equipe comemorei como louca. Foi aí que avistei uma enorme bandeira do Brasil e pessoas que gritavam meu nome. Era a família Onoda, pessoas maravilhosas que conhecemos na semana anterior à prova. Estava prestes a encarar mais um duro trecho de montanha. Saí sozinha e aos poucos fui encontrando outros corredores. Vi uma mulher, e quando a ultrapassei percebi que era a Julia, da Salomon. Ela não parecia estar muito bem, pois andava em ritmo devagar. Depois de um pouco de tempo no plano entramos numa linda floresta e começamos a subir.
A descida começou suave e divertida. Em alguns momentos me deparava com degraus feitos de tocos de madeira, que eram bastante ruins de descer. No final de tudo encontrei mais uma vez a família Onoda, que me sinalizava que o A10 estava apenas a três quilômetros daquele ponto. O asfalto doía, mas com o incentivo deles cheguei rapidamente ao ponto de abastecimento.
Minha equipe de apoio me esperava com muito ânimo no A10. Eu estava com fome e sabia que faltavam apenas a 30 quilômetros para o final da prova. Cheguei com a intenção de comer um cup noodles, mas enquanto esperava preparar comi um kit kat, depois comi outro e depois comecei a comer uma barra de sneakers. Eu não entendia como o meu corpo aceitava comidas doces depois de passar a prova inteira me alimentando de gels. De qualquer forma esqueci do macarrão e saí rumo ao A11. Me despedi da equipe de apoio, pois eu só os veria na chegada.
Saí em direção a uma subida, que confesso ter sido uma surpresa. Me confundi com a altimetria no mapa e jurava que pegaria um trecho plano, porém era um trecho de muitas subidas. Isso foi um jogo mental e tive que driblar essa dificuldade com sabedoria, pois meu corpo já estava cansado.
Foi aí que um corredor japonês me ultrapassou, me felicitando pelo pódio. Eu não entendia o que ele estava falando, mas ele repetia. Foi aí que escutei com clareza. Eu não acreditava! Aquilo simplesmente caiu como uma injeção de ânimo, e vibrei com aquela notícia.
Quando desci da montanha, cheguei à parte plana. A trilha neste ponto era linda. Depois veio um trecho maior de asfalto, em que fiz jogos mentais para driblar o cansaço. Assim, sai rumo aos últimos 11 quilômetros de prova.
Minha energia já estava toda focada na linha de chegada. Aqueles 168 quilômetros foram compactados em 11, eu deveria seguir lutando. A última subida não era nada comparada as outras, mas já estava com muitos quilômetros nas pernas e isso pesava.
Coloquei o Ipod e comecei a escutar música. Relaxei um pouco com o som e em certo momento resolvi olhar para trás. Meu corpo inteiro gelou. Vi uma mulher se aproximando e não acreditei. Veio o filme do UTMB na minha cabeça, onde tive que disputar os últimos quilômetros. Não queria viver aquilo novamente. Meu corpo doía e eu queria fechar a prova de maneira mais tranquila.
Desliguei o Ipod imediatamente. Em seguida tomei toda minha água. Sabia que daquele ponto em diante teria que correr até a chegada, brigando por cada passo que tivesse que dar. Entrei na guerra. Comecei a correr mais forte. Acelerei tudo que podia naquelas descidas e pensava no pódio, que podia escapar por entre meus dedos por uma questão de segundos. Pensava o quanto queria a quinta colocação e nas pessoas que estavam torcendo por mim.
Foi aí que veio a surpresa. Um corredor japonês me ultrapassou e quando me dei conta ele era a mulher que tinha visto. Pela roupa, vi que era a mesma pessoa. Já estava cansada e um pouco delirando por não ter dormido, por isso na minha cabeça viu uma mulher. Senti um alívio inexplicável.
Depois de um tempo correndo escutei uma voz chamando meu nome. Era o Takaki, estava muito próxima do fim. Fui abordada pela Marie Onoda, sua mulher, que corria ao meu lado. O Takaki se juntou a nós e me disse que faltavam apenas 500 metros. Avistei o Yasuo, Satoko e toda minha equipe de apoio. Meu corpo estava todo arrepiado. Eu havia conseguido!
Ela completou a prova em 28h21m Foto: Arquivo PessoalCruzei a linha de chegada com um pulo e deixei sair um grito muito forte. Percorri os 168 quilômetros de prova em 28h21min, terminando em quinto lugar e garantindo o meu lugar no pódio. Em seguida avistei Naoki com minha cerveja na mão e saí para abraçar todos que estavam me acompanhando. Foi um momento especial e inesquecível!
Apesar de não ter sido nada fácil, tenho a certeza de que cada passo dessa jornada valeu a pena! Gostaria de agradecer muita gente. Agradeço meu patrocínio The North Face, meus apoios D Vitaminas, IBS Bikes, Recover You, Espaço Nirvana e Kofukan. Agradeço a equipe de profissionais que me acompanha, sendo meu treinador, fisioterapeuta, nutricionista, acupunturista, médico, e meus professores de pilates e yoga. Agradeço a torcida enorme que me acompanha e que nela estão meus amigos dos mais próximos aos mais distantes. Agradeço minha família, que sempre está ao meu lado me dando suporte. Agradeço a família Goldwin pelo apoio durante a prova e na minha estadia no Japão. Agradeço a Família Onoda por todo o suporte antes, durante e depois da prova. Agradeço meu amigo e parceiro de equipe Marcelo Sinoca e minha amiga e parceira de equipe Fernanda Maciel pela companhia todos esses dias no Japão. Um agradecimento especial à Susana Matos e Francisco, que nos ajudaram a chegar e voltar do Japão. Agradeço saúde, proteção e essa luz especial em cima de mim, sempre me guiando. Obrigada!
Manu conquistou o quinto lugar no pódio Foto: Arquivo PessoalCorrida de Montanha · 28 abr, 2014
Desde 2012 o Japão entrou de vez para o circuito mundial das ultramaratonas de montanha com a realização da Ultra Trail do Monte Fuji, prova com 168 quilômetros de percurso e altitude acumulada de 9.500m E esse ano o Brasil brilhou no pódio com a presença de Fernanda Maciel (vice-campeã) e Manuela Vilaseca (quinta colocada).
Uma das favoritas ao título, a francesa Nathalie Mauclair, largou num ritmo que seria forte demais. Seu pace era rápido até para uma prova de 80 quilômetros, o que dirá para os quase 170 do Monte Fuji. Mesmo que parecesse um erro de tática, ela estava voando até a metade da prova, mas não conseguiu se sustentar e começou a diminuir o ritmo pouco antes do posto de hidratação do quilômetro 80,5.
Depois de mais 40 quilômetros a francesa pagou a conta da estratégia inicial e abandonou a prova com dores nos pés. Com uma prova conservadora, a catalã Núria Picas preferiu não acompanhar a adversária, manteve seu ritmo conservador, assumiu a liderança na metade da prova e chegou a abrir 20 minutos de vantagem para as adversárias até sagrar-se campeã.
A brasileira radicada na Catalunha, Fernanda Maciel, também fez uma prova conservadora e assumiu a terceira posição na primeira metade da prova. Com o abandono de Nathalie ela herdou a segunda colocação e manteve seu ritmo para conquistar o vice-campeonato.
Com as favoritas Nathalie Mauclair e Francesca Canepa (Itália) saindo de cena, outras corredoras fortes brilharam, como a francesa Maria Semerjian que saiu da nona posição no quilômetro 33 para o terceiro posto ao final da prova. A brasileira Manuela Vilaseca também se mostrou muito forte, sempre mantendo top 10, até conquistar o quinto lugar.
Fernanda e Manu representaram bem o Brasil. Foto: Reprodução/ FacebookResultados
1 - Núria Picas (BUFF) 23h27min34
2 - Fernanda Maciel (The North Face) 23h46min24
3 - Maria Semerjian 27h16min13
4 - Nerea Martinez (Salomon) 28h05min07
5 - Manu Vilaseca (The North Face) 28h21min46
6 - Luciana Moretti 28h43min41
7 - Shona Stephenson (Inov-8) 29h47min32
8 - Yukari Nishida 29h49min39
9 - Kaori Niwa 30h46min19
10 - Kiyomi Kuroda 31h26min46
Masculino
1 - François DHaene (Salomon) 19h09min13
2 - Ryan Sandes (Salomon) 20h18min59
3 - Mike Foote (The North Face) 20h54min16
4 - Antoine Guillon (WAA) 21h29min12
5 - Lionel Trivel (Hoka One One) 21h32min50
6 - Brendan Davies (Inov-8) 21h53min57
7 - Tetsuaki Nomoto 22h19min52
8 - Keita Kobayashi 22h23min10
9 - Piotr Hercog (Salomon) 22h44min25
10 - Nick Clark (Altra) 23h10min43
Triathlon · 22 abr, 2014
Você já imaginou nadar dez quilômetros, pedalar 421e correr 84? Essas são as metragens do Ultratriathlon que terá a largada da cidade histórica de Paraty, indo até Ubatuba (SP) e chegando no Rio de Janeiro, neste fim de semana.
Os atletas que participarem do UB515 - número representa a soma das distâncias irão superar grandes subidas, vento forte e calor intenso. Este será o primeiro Ultratriathlon realizado na América do Sul e inspirado nos moldes do Ultraman Havaí, prova ícone que vale como Campeonato Mundial, e que tem como hexacampeão o atleta Alexandre Ribeiro.
A corredora Vanuza Maciel será a única mulher a participar do Ultratriathlon Foto: Marcelo Bruni/DivulgaçãoEstão confirmados oito homens, sendo sete brasileiros Sergio Cordeiro, Marcio Silveira, Carlos Conceição Paiva, Luiz Rissato, Muniz Falcão, Reinaldo Tubarão e Ivan Albano , o norte-americano Cory Foulk, e uma mulher, a curitibana Vanuza Maciel, 3ª colocada no último Mundial de Ultraman, no Havaí.
Na sexta feira, dia 25 a largada será dada às seis horas da manhã, na Praia do Pontal, em Paraty, num percurso de cinco voltas de dois quilômetros no mar, totalizando os 10 quilômetros obrigatórios de natação. A partir daí os atletas montam em suas bikes e partem em direção a Ubatuba, com um percurso de ida e volta a Paraty, fechando os 145 quilômetros de ciclismo e o primeiro dia do Ultratriathlon.
No sábado, 26, a largada será no mesmo horário do dia anterior e os atletas iniciarão com 276 quilômetros de bike, deixando a cidade histórica em direção a Itaguaí, no Rio de Janeiro. Como a distância entre as cidades é menor do que a quilometragem oficial, será necessário que os atletas entrem na RJ149, na altura de Mangaratiba, em direção à cidade de Rio Claro, enfrentando assim a temida Serra do Piloto, onde retornarão e seguirão ao destino final do segundo dia, Itaguaí.
No domingo, 27, a largada do dia final de competições será mais cedo, às cinco e meia da manhã. Os atletas completarão o percurso de duas maratonas, ou seja, 84,4 quilômetros entre Santa Cruz e a Praia do Pepê, na Barra da Tijuca, onde todos os que finalizarem o desafio serão coroados como os primeiros ultratriatletas a fazerem uma prova deste formato em solo nacional.
Ultra Maratona · 18 abr, 2014
Olá trail runner, tudo bem? Já escrevi sobre pular etapas (distâncias) aqui mesmo no portal. Vou ampliar a discussão. Tenho observado bastante os atletas que ingressam em corridas além dos 50 quilômetros. Reparem que eles nunca estão satisfeitos em treinar um volume baixo.
Respeitar os treinos é superar limites. Foto: Helder Almeida/Fotolia.Conheço alguns que são treinados por mim e também por colegas meus que cismam em não obedecer ao que foi prescrito. Dizem que a planilha é apenas para orientar. Nunca se contentam em treinar o planejado. Querem sair de casa correndo até o local do treino, retornar correndo para casa, fazer o próprio treino mais o treino de um amigo em sequência, alegando estarem fazendo companhia e por aí vai.
O que esses atletas pensam? Que quanto mais, melhor? Que quanto pior, melhor? Juro para vocês que não entendo. Eu, por exemplo, tento sempre dar exemplo treinando, para aumentar a empatia do atleta comigo, mas às vezes não adianta.
Em várias conversar minhas com atletas da elite mundial, pesquisando sobre volume semanal, sessões de treino por semana, preparação para provas de 80k, 100k, 160k, observo que todos seguem um modelo matemático de quilometragem semanal. Não exageram! E são campeões!
Aqui, os atletas estão se achando verdadeiras fortalezas humanas, porque rodam 30, 40, 50 quilômetros por dia. O que os leva a pensar assim? Chega o dia de uma competição e você vai observar o rendimento dele no contexto da prova, e nota que ele concluiu no limite do tempo. Qual a vantagem de todo aquele treino?
Costumo dizer que normalmente quando se treina demais ou forte demais, você vai para a prova com o seu tanque de gasolina com 1/4 ! É óbvio que vai quebrar.
Às vezes o atleta se lesiona, fica meses no estaleiro e você acha que ele aprendeu. Ledo engano! Volta a cometer todos os mesmos erros. Lesionar-se novamente é uma questão de tempo.
Correr ultra maratonas é divertido, você corre por inúmeros lugares inóspitos, virgens, paisagens deslumbrantes. Mas existe uma forma de treinar para tal, e é necessário respeitar isso. Senão, tudo vai por água abaixo.
Cruze a linha de chegada!
Ultra Maratona · 16 abr, 2014
O atleta Carlos Magno que ficou em sexto lugar no The North Face Endurance 50k do XTerra Paraty faz um breve relato da sua participação na prova e fala de seu próximo desafio.
A seguir relato do atleta Carlos Magno.
Atleta poupo esforços nos 50k de Paraty para próxima competição que irá no Japão Foto: Christina VolpeNesse último fim de semana, estive em Paraty, Rio de Janeiro, onde finalizei meus treinamentos participando do The North Face Endurance 50K. Foi uma prova muito difícil, onde aconteceu a abertura do ranking 50k, com isso, a busca pela liderança era intensa.
Mantive um ritmo bem forte nos primeiros 25 quilômetros, mas devido ao cansaço dos treinamentos nos últimos meses, não consegui manter. Então achei que me preservar seria a melhor opção, pois precisava terminar com o corpo muito bem para não atrapalhar meu desafio em que estou focado, o UTMF Japan 2014 (Ultramaratona Monte Fuji), que acontecerá no próximo dia 25/04 no Japão, serão 169 quilômetros de prova.
Este será meu maior desafio esportivo, pois estarei entre os melhores atletas do mundo, todos com um nível esportivo altíssimo e uma cultura totalmente diferente da minha. Nos últimos anos junto, com apoio dos meus patrocinadores The North Face Brasil, Lunetterie Sportif, Kenko Fisio, Telex Soluções Auditivas e o trabalho bem planejado do meu treinador Rodrigo Ferreira RF Sport, venho me dedicando no que mais gosto de fazer, desafiando meus limites e explorando novos lugares.
Foram dias em que olhar o tênis e os equipamentos de trail run me faziam imaginar o sofrimento que viveria devido à minha preparação. Mas, ao piscar os olhos, imaginava tudo de maravilhoso que acontecerá no meu novo desafio.
Sou um atleta brasileiro como todos os outros, sonhando e trabalhando para realizar meus sonhos. Com isso, nosso país conquista seu lugar no mundo entre os principais esportes. Nas provas de trail run, não tem sido diferente, então poder representar a bandeira do Brasil e de todos aqueles que me apoiam no outro lado do mundo será muito especial.
Obrigado a todos pela força! Never Stop Exploring!
Triathlon · 17 mar, 2014
Famosa por sua história e belezas naturais, Paraty entra para o calendário de um dos principais eventos de cross country do Brasil. A cidade será palco, nos dias 12 e 13 de abril, da primeira etapa do XTerra Brazil Tour.
Paraty entra para o calendário de um dos principais eventos de cross country do Brasil o XTerra Tour. Foto: Ana Gandolfo/ webrunTradicional no XTerra Tour, o triathlon fará os competidores suarem com 1,5 quilômetros de natação, 29 quilômetros de bicicleta e 7,5 quilômetros de corrida divididos em ruas de paralelepípedo e trilhas encobertas por uma vegetação típica da Mata Atlântica.
O MTB (mountain bike) começará a contar pontos para o ranking do XTerra tour. Em Paraty, a modalidade, que pontuará ainda para a Federação do Rio (Fecierj), premiará com valores entre R$ 250 e R$ 2 mil.
"Com a preocupação do XTerra em sempre buscar a inovação, decidimos para esse ano trazer muito mais emoção e espírito de competitivo para dentro do circuito", conta Bernardo Fonseca, CEO da X3M Sports Bussiness, empresa que organiza o circuito.
O XTerra Tour, em parceria com a marca The North Face, um dos patrocinadores do evento, levará, após o somatório de todas as etapas, os vencedores das modalidades masculina e feminina do Endurance 50 quilômetros para os Estados Unidos com tudo pago. Lá, os atletas irão disputar, em 2015, a modalidade em São Francisco, na Califórnia.
Os moradores de Paraty têm 50% de desconto na inscrição. Vale lembrar que, entre premiações em dinheiro e produtos, o XTerra distribuirá mais de R$ 30 mil. Neste ano o circuito terá um total de dez etapas, passando por locais como Manaus, Costa Verde e Tiradentes. Em junho, a paradisíaca Ilhabela sediará uma das etapas do XTerra World Tour 2014.
As provas que acontecerão no XTerra Paraty são triathlon, mountain bike, night run 7 e 21 quilômetros, endurance 50 quilômetros e kids mini corrida.
Corridas de Rua · 18 fev, 2014
A Garmin acaba de lançar o Forerunner 220. O modelo trabalha como um treinador de pulso, fornecendo dados essenciais da corrida, como distância, ritmo e batimentos cardíacos. Além de oferecer GPS, há uma tela colorida com alta resolução, estatísticas de treinos, resumo pós-corrida, pulseira resistente e compatível a diversos tamanhos de pulso.
O modelo foi lançado em setembro de 2013, mas somente agora chegou ao Brasil.
Forerunner vem disponível nas cores preto com vermelho, e roxo com branco. Foto: montagem sobre divulgaçãoEntre os destaques do novo modelo, estão algumas funcionalidades como:
Auto pause: o sistema para automaticamente quando o corredor interrompe o treino. Assim que começar novamente, o Forerunner retoma a corrida.
Treinos: é possível elaborar o próprio plano de exercícios ou obter um plano gratuito no Garmin Connect. Basta carregá-lo para acompanhar ritmo, tempo e distância em tempo real.
Recordes pessoais: para manter o corredor motivado, o novo modelo informa quando foi alcançado um recorde pessoal ou o recorde de conclusão de uma corrida, seja de um quilômetro, 5k ou 10k, ou mesmo uma maratona completa ou parcial.
O Forerunner 220 oferece também um acelerômetro embutido, que permite capturar a distância e os dados quando se está correndo em um local coberto sem a necessidade de um footpod (medidor de passos). O acelerômetro também pode calcular a distância caso o GPS esteja indisponível, por exemplo, quando se está correndo dentro de um túnel.
Com recursos extras, o Forerunner 220 oferece ainda configuração de alertas, auditivos e/ou vibratórios, para intervalos de corrida/caminhada, ritmo ou batimento cardíaco para ajudar o corredor a permanecer dentro dos limites desejados. Após o treino ou prova serem concluídos e os dados armazenados no histórico do relógio, um índice de pós-corrida é exibido para visualizar o desempenho do corredor. Com o novo modelo é possível também, rastrear registros pessoais e compartilhar informações nas redes sociais em tempo real
Disponível nas cores preto com vermelho, e branco com lilás, o modelo tem preço sugerido de R$ 1.399 e pode ser encontrado nos principais magazines físicos e online do Brasil.
Corrida de Montanha · 06 fev, 2014
O ácido láctico é produzido pelos nossos músculos durante o exercício e não contribui em nada com a performance. Na verdade, o acúmulo de ácido láctico é o grande responsável pela fadiga muscular e por aquelas dores pós-treino. Certo? Errado.
Há anos, o ácido láctico tem sido injustamente acusado de ser culpado de vários crimes contra a performace esportiva e no programa de hoje, o fisiologista Fernando Beltrami, da Even Faster Sports, assessoria esportiva de Porto Alegre, será o advogado com a missão de inocentá-lo.
O Corrida no Ar - Debate será transmitido ao vivo, à partir das 21 horas (horário brasileiro de verão) e para assistir, basta sintonizar em www.webrun.com.br/corridanoar.
Participe mandando suas perguntas pelo e-mail [email protected], pelo Twitter @corridanoar ou aqui no evento do Facebook (https://www.facebook.com/events/342358259238628).
Atletismo · 30 jan, 2014
A partir desse mês o Webun estreia uma nova coluna de nutrição esportiva, com Telma Ranalli, especialista em nutrição clínica, funcional e Administração Hospitalar.
É fundamental que praticantes de atividade física tenham uma alimentação adequada para alcançar seus objetivos com um bom desempenho. Por isso, é importante saber quanto e o que comer antes, durante e após o treino.
Pré - A alimentação pré-treino deve respeitar o horário e o tempo de digestão de uma refeição completa. Iniciar um treino com o estômago totalmente cheio pode trazer conseqüências desagradáveis, como indigestão, náuseas e até vômitos. Da mesma forma, o jejum é contra indicado, pois pode causar hipoglicemia e perda do rendimento.
Para quem pratica atividade física antes do café da manhã, o ideal é fazer um lanche rápido, de fácil digestão e que ofereça energia suficiente para garantir qualidade e desempenho durante o exercício. Prefira o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico como pão branco, bolo simples, banana, suco de laranja, melancia, mel, granola, frutas secas. Recomenda-se dispensar alimentos proteicos como leite, queijo e iogurtes, e também as gorduras, a fim de evitar desconfortos gastrointestinais.
O suco de melancia é uma boa pedida no pré treino antes do café da manhã. Foto: Sergey Chayko/ FotoliaJá aquelas pessoas que irão praticar atividade física após uma refeição, como café da manhã/tarde ou almoço, devem priorizar o consumo de carboidratos de baixo índice glicêmico, pois demoram mais tempo para serem digeridos e absorvidos, mantendo baixos os níveis de insulina no organismo. Aposte nos pães integrais, arroz integral, batata doce, salada de frutas, iogurte ou açaí acompanhado de cereais, como linhaça dourada, aveia ou quinoa real.
Durante - Durante o treino, a hidratação é essencial e, de uma maneira geral, recomenda-se a ingestão de 150 ml de água a cada 20 minutos de atividade. Uma dica é preferir bebidas com temperatura em torno de 18ºC, pois são absorvidas mais rapidamente.
A reposição energética durante a atividade física dependerá da intensidade e duração do treino. Se este durar menos de uma hora, geralmente, não há necessidade de reposição. Entretanto, se o seu treino for mais longo, a reposição energética deve ser considerada, principalmente após a segunda hora, para que haja a manutenção da glicemia, rendimento e diminuição da perda de proteínas musculares.
Durante o treino não esqueça da hidratação, independente da duração da atividade. Foto: beatrice prève - FotoliaPós - Realizar escolhas alimentares inteligentes após o exercício físico também contribui para recuperar totalmente a energia muscular e obter o melhor desempenho para o próximo treino. O ideal é comer nos primeiros 30 minutos após o exercício para que haja uma ótima ressíntese de glicogênio, liberação do hormônio anabólico insulina, maior síntese proteica e interrupção da proteólise (quebra de proteínas).
Caso não seja possível ingerir alimentos sólidos nos primeiros 30 minutos, recomenda-se beber dois copos de uma bebida esportiva. A hidratação após a atividade física é igualmente importante!
A melhor recuperação pós-treino é obtida ao combinar o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico e proteínas de rápida digestão, como por exemplo, pão branco com patê de atum e suco, carne magra com batatas ou macarrão, peito de frango com arroz, legumes e suco de frutas, torradas com queijo branco, geleia e água de coco. Não é recomendado consumir apenas proteínas no pós-treino, pois estas serão desviadas do seu nobre papel de construção muscular para a função energética.
O consumo de antioxidantes também é muito importante após o exercício, pois diminuem a ação dos radicais livres, substâncias que danificam células saudáveis, facilitando sua oxidação e morte. Uma dica é enriquecer sua dieta com nutrientes antioxidantes, como vitamina C, E, zinco e selênio, que estão presentes nas frutas (mamão, laranja, acerola, goiaba), legumes, verduras, castanhas, gérmen de trigo, cereais integrais, peixes, frutos do mar.
O mamão é um ótimo antioxidante para o pós treino. Foto: PHOTON/ FotoliaOs cuidados com a alimentação devem ser diários, independentemente da prática de atividade física. Portanto, procure ter uma alimentação saudável, fracionada em cinco a seis refeições ao dia, com alimentos variados e pratos coloridos. Evite o consumo de frituras, alimentos gordurosos, embutidos e industrializados. Prefira o consumo de frutas, verduras, legumes e alimentos integrais.
Referências:
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026