Ultra Maratona

Atletas contam seus sons preferidos para treinar

Treinar ouvindo música é algo muito pessoal, existem pessoas que não vivem sem os fones durante a corrida e outros que gostam de estar atentos a respiração e o som ambiente. Gostos à parte, os atletas profissionais abriram suas playlists para o Webrun e você vê aqui inspirações para seu treino.

Mulheres
A triatleta Ariane Monticeli, campeã do Ironman Brasil 2015 está se preparando para a edição mundial do triathlon em Kona, no Havaí e treinando forte. Apesar da competição não aceitar que os atletas usem fone, Ariane gosta de treinar ouvindo música e se diz eclética. “Escuto de tudo: ACDC, Michael Jackson e adoro Beyoncé. Falando mais no geral escuto funk e pop também. O que não suporto é sertanejo, não ouço em hipótese nenhuma”, conta.

Rosália Guarischi é agora integralmente mamãe da neném Maria e se engana quem pensa que a atleta não está treinando. Desde que o médico permitiu ela está de volta as pistas e aproveita os momentos que sua filha dorme para sair correndo (literalmente). Ela é da tribo dos corredores que não sai sem fone. “Recentemente descobri o aplicativo Spotify e agora tenho uma infinidade de artistas. Nessa semana estou ouvindo muito Duane & Gregg”, diz.

Rosalia é ouvinte assídua do aplicativo Spotify Foto: Christina Volpe/Webrun Rosalia é ouvinte assídua do aplicativo Spotify Foto: Christina Volpe/Webrun

Homens
Entre os homens está o corredor de montanha Giliard Pinheiro. O atleta conta que tem uma série de sons para cada situação. “Em treinos costumo ouvir Legião Urbana, Lenine e Seu Jorge. Já nas competições aposto em O Rappa, Engenheiros do Havaí, Nirvana, Off Spring, Thiaguinho e até Sorriso Maroto”, conta. Bem eclético, não?

Iazaldir Feitoza, campeão dos 50 quilômetros do XTerra Ilhabela só ouve música durante os treinos e costuma escolher a banda U2. “Minha música favorita deles é The Miracle”.

O atleta José Virgínio que recentemente voltou a competir após uma lesão, busca inspiração na música durante os treinos, e contou seu segredo de força e motivação. “Gosto de ouvir o tema carruagens de fogo, me inspira muito”, diz.

Ainda no segmento das corridas de montanha, Chicão Santos não costuma treinar com música, mas quando o faz escuta um rock brasileiro ou algo mais clássico.

O triatleta e ironman Chicão Ferreira gosta de bandas internacionais. “Escuto muito walk do Foo Fighters, faint do Linkin Park e sugar e moves like Jagger do Maroon 5”, dá a dica.

José Virgínio se inspira na música Carruagens de Fogo para se motivar Foto: Alexandre Koda/Webrun José Virgínio se inspira na música Carruagens de Fogo para se motivar Foto: Alexandre Koda/Webrun

Finalizamos nossas dicas com o policial do BOPE, corredor e dono do blog “De Elite” aqui no Webrun Rafael Sodré. Ele sempre busca músicas que o motivam e escuta uma sequência escolhida pelo DJ David Guetta.


Atletas contam seus sons preferidos para treinar

Corrida de Montanha · 03 set, 2015

Treinar ouvindo música é algo muito pessoal, existem pessoas que não vivem sem os fones durante a corrida e outros que gostam de estar atentos a respiração e o som ambiente. Gostos à parte, os atletas profissionais abriram suas playlists para o Webrun e você vê aqui inspirações para seu treino.

Mulheres
A triatleta Ariane Monticeli, campeã do Ironman Brasil 2015 está se preparando para a edição mundial do triathlon em Kona, no Havaí e treinando forte. Apesar da competição não aceitar que os atletas usem fone, Ariane gosta de treinar ouvindo música e se diz eclética. “Escuto de tudo: ACDC, Michael Jackson e adoro Beyoncé. Falando mais no geral escuto funk e pop também. O que não suporto é sertanejo, não ouço em hipótese nenhuma”, conta.

Rosália Guarischi é agora integralmente mamãe da neném Maria e se engana quem pensa que a atleta não está treinando. Desde que o médico permitiu ela está de volta as pistas e aproveita os momentos que sua filha dorme para sair correndo (literalmente). Ela é da tribo dos corredores que não sai sem fone. “Recentemente descobri o aplicativo Spotify e agora tenho uma infinidade de artistas. Nessa semana estou ouvindo muito Duane & Gregg”, diz.

Rosalia é ouvinte assídua do aplicativo Spotify Foto: Christina Volpe/Webrun Rosalia é ouvinte assídua do aplicativo Spotify Foto: Christina Volpe/Webrun

Homens
Entre os homens está o corredor de montanha Giliard Pinheiro. O atleta conta que tem uma série de sons para cada situação. “Em treinos costumo ouvir Legião Urbana, Lenine e Seu Jorge. Já nas competições aposto em O Rappa, Engenheiros do Havaí, Nirvana, Off Spring, Thiaguinho e até Sorriso Maroto”, conta. Bem eclético, não?

Iazaldir Feitoza, campeão dos 50 quilômetros do XTerra Ilhabela só ouve música durante os treinos e costuma escolher a banda U2. “Minha música favorita deles é The Miracle”.

O atleta José Virgínio que recentemente voltou a competir após uma lesão, busca inspiração na música durante os treinos, e contou seu segredo de força e motivação. “Gosto de ouvir o tema carruagens de fogo, me inspira muito”, diz.

Ainda no segmento das corridas de montanha, Chicão Santos não costuma treinar com música, mas quando o faz escuta um rock brasileiro ou algo mais clássico.

O triatleta e ironman Chicão Ferreira gosta de bandas internacionais. “Escuto muito walk do Foo Fighters, faint do Linkin Park e sugar e moves like Jagger do Maroon 5”, dá a dica.

José Virgínio se inspira na música Carruagens de Fogo para se motivar Foto: Alexandre Koda/Webrun José Virgínio se inspira na música Carruagens de Fogo para se motivar Foto: Alexandre Koda/Webrun

Finalizamos nossas dicas com o policial do BOPE, corredor e dono do blog “De Elite” aqui no Webrun Rafael Sodré. Ele sempre busca músicas que o motivam e escuta uma sequência escolhida pelo DJ David Guetta.

Veja dicas para evoluir na corrida e disputar provas mais longas

Para muitos corredores os desafios não acabam nas provas de cinco quilômetros e as distâncias mais longas tornam-se os próximos objetivos. Sendo assim, o esportista passa por um processo de transição na corrida, afinal vai disputar percursos de dez, 21, 42 quilômetros e quem sabe até uma ultramaratona.

“A evolução deve ser gradativa. Sempre falo que se está com pressa, vá devagar! Nós montamos os treinos com referência no passado de atividade, a condição física atual do atleta e o objetivo de cada um”, diz Andre Ricardo, treinador e especialista em fisiologia do exercício.

O praticante de corrida não pode ter pressa para disputar distâncias mais longas. Foto: ChiccoDodiFC/Fotolia O praticante de corrida não pode ter pressa para disputar distâncias mais longas. Foto: ChiccoDodiFC/Fotolia

De acordo com o treinador, a adaptação do exercício leva de seis a oito semanas. Por isso, não é possível definir em quanto tempo a pessoa pode evoluir para uma maratona, por exemplo. O segredo é ter paciência durante essa transição e não tomar atitudes precipitadas.

Como a pressa não ajuda em nada, o esportista pode usar as provas curtas para identificar qual é o melhor ritmo, visando sempre as competições futuras. Além disso, é uma forma do corpo ganhar regularidade também. “Existe uma correlação direta entre seu ritmo em provas de três, cinco quilômetros e o ritmo das provas mais longas, como meia maratona e maratona”, afirma o treinador.

Andre Ricardo ainda reforça que o coração, o pulmão e os músculos são três grandes engrenagens, sendo que a adaptação de cada uma varia de seis a 12 semanas. “Respeitar esse tempo é necessário para evitar lesões musculoesqueléticas por esforço repetitivo e a estagnação no rendimento devido à falha na recuperação”, explica.

A preparação para uma prova deve ser acompanhada por um educador físico. Foto: wayne_0216/Fotolia A preparação para uma prova deve ser acompanhada por um educador físico. Foto: wayne_0216/Fotolia

Fisioterapeuta dá as dicas para uma corrida perfeita!

Com os objetivos traçados pelo atleta, é fundamental a orientação de um educador físico durante toda a preparação. Os treinos específicos ajudam na melhora do rendimento e ainda por cima podem prevenir os riscos decorrentes do esporte.

“O treinamento esportivo é uma ciência. A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Assim como nos alimentamos em horários determinados, a corrida tem estímulos corretos para cada situação”, finaliza Andre.


Veja dicas para evoluir na corrida e disputar provas mais longas

Atletismo · 02 set, 2015

Para muitos corredores os desafios não acabam nas provas de cinco quilômetros e as distâncias mais longas tornam-se os próximos objetivos. Sendo assim, o esportista passa por um processo de transição na corrida, afinal vai disputar percursos de dez, 21, 42 quilômetros e quem sabe até uma ultramaratona.

“A evolução deve ser gradativa. Sempre falo que se está com pressa, vá devagar! Nós montamos os treinos com referência no passado de atividade, a condição física atual do atleta e o objetivo de cada um”, diz Andre Ricardo, treinador e especialista em fisiologia do exercício.

O praticante de corrida não pode ter pressa para disputar distâncias mais longas. Foto: ChiccoDodiFC/Fotolia O praticante de corrida não pode ter pressa para disputar distâncias mais longas. Foto: ChiccoDodiFC/Fotolia

De acordo com o treinador, a adaptação do exercício leva de seis a oito semanas. Por isso, não é possível definir em quanto tempo a pessoa pode evoluir para uma maratona, por exemplo. O segredo é ter paciência durante essa transição e não tomar atitudes precipitadas.

Como a pressa não ajuda em nada, o esportista pode usar as provas curtas para identificar qual é o melhor ritmo, visando sempre as competições futuras. Além disso, é uma forma do corpo ganhar regularidade também. “Existe uma correlação direta entre seu ritmo em provas de três, cinco quilômetros e o ritmo das provas mais longas, como meia maratona e maratona”, afirma o treinador.

Andre Ricardo ainda reforça que o coração, o pulmão e os músculos são três grandes engrenagens, sendo que a adaptação de cada uma varia de seis a 12 semanas. “Respeitar esse tempo é necessário para evitar lesões musculoesqueléticas por esforço repetitivo e a estagnação no rendimento devido à falha na recuperação”, explica.

A preparação para uma prova deve ser acompanhada por um educador físico. Foto: wayne_0216/Fotolia A preparação para uma prova deve ser acompanhada por um educador físico. Foto: wayne_0216/Fotolia

Fisioterapeuta dá as dicas para uma corrida perfeita!

Com os objetivos traçados pelo atleta, é fundamental a orientação de um educador físico durante toda a preparação. Os treinos específicos ajudam na melhora do rendimento e ainda por cima podem prevenir os riscos decorrentes do esporte.

“O treinamento esportivo é uma ciência. A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Assim como nos alimentamos em horários determinados, a corrida tem estímulos corretos para cada situação”, finaliza Andre.

Check-up: quais exames devem ser feitos antes de começar a correr?

Se você quer ingressar no mundo das corridas, saiba que não basta escolher um tênis e uma roupa esportiva e simplesmente sair correndo por aí. Antes da atividade, é necessário verificar como está a sua saúde.

Segundo Maria Beatriz Roucourt, médica do esporte pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o futuro praticante de corrida deve fazer um check-up para prevenir-se do risco de graves complicações. “A principal função é diagnosticar precocemente alterações do organismo, que possam trazer riscos maiores, como por exemplo, a doença arterial coronariana, mais prevalente na população acima dos 35 anos”, diz.

Algumas doenças podem prejudicar o desempenho do esportista. Foto: Maridav/Fotolia Algumas doenças podem prejudicar o desempenho do esportista. Foto: Maridav/Fotolia

Além disso, a médica conta ainda que a bateria de exames pode identificar doenças que prejudicam o desempenho do esportista, como a anemia, a asma, as tireoidopatias e os distúrbios ortopédicos.

Sendo assim, o primeiro passo é realizar uma avaliação médica com um profissional capacitado. Vale ressaltar que cada exame depende de fatores, como a idade do praticante, o histórico pessoal, familiar e a exigência física necessária para aquele exercício.

“Esta avaliação, chamada de Avaliação Pré-Participação Esportiva, tem como objetivo prevenir alguns tipos de lesões musculoesqueléticas e auxiliar na melhora da performance, corrigindo possíveis alterações clínicas e metabólicas”, explica Maria.

O check-up é necessário para quem pretende ingressar na corrida. Foto: yahyaikiz/Fotolia O check-up é necessário para quem pretende ingressar na corrida. Foto: yahyaikiz/Fotolia

Depois desse exame, a especialista indica o eletrocardiograma de repouso, o teste ergométrico e o ecocardiograma, que avaliam o risco cardiovascular. Também são recomendados os exames de sangue e de urina. “Há também algumas avaliações fisiológicas, como a ergoespirometria, os testes de força, de potência, baropodometria, entre outros, que também podem ser realizados para a otimização da performance física”, relata a médica.

Mas será que a distância da corrida acaba influenciando nas possíveis complicações clínicas do corredor? Para Maria Beatriz Roucourt, o atleta que participa de uma prova mais longa, como maratona ou ultramaratona, tem mais chances de enfrentar problemas de saúde durante o percurso.

Neste caso, o cuidado passa a ser ainda mais importante para evitar o risco de desidratação, hipertermia (aumento da temperatura corporal), câimbras, lesões musculares e dores articulares.

Com a realização dos exames necessários, a dica é focar na preparação para a corrida. O esportista precisa fortalecer a musculatura, fazer treinos específicos, além de se alimentar corretamente. Seguindo as instruções da médica, o início no esporte fica mais seguro!


Check-up: quais exames devem ser feitos antes de começar a correr?

Atletismo · 31 ago, 2015

Se você quer ingressar no mundo das corridas, saiba que não basta escolher um tênis e uma roupa esportiva e simplesmente sair correndo por aí. Antes da atividade, é necessário verificar como está a sua saúde.

Segundo Maria Beatriz Roucourt, médica do esporte pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o futuro praticante de corrida deve fazer um check-up para prevenir-se do risco de graves complicações. “A principal função é diagnosticar precocemente alterações do organismo, que possam trazer riscos maiores, como por exemplo, a doença arterial coronariana, mais prevalente na população acima dos 35 anos”, diz.

Algumas doenças podem prejudicar o desempenho do esportista. Foto: Maridav/Fotolia Algumas doenças podem prejudicar o desempenho do esportista. Foto: Maridav/Fotolia

Além disso, a médica conta ainda que a bateria de exames pode identificar doenças que prejudicam o desempenho do esportista, como a anemia, a asma, as tireoidopatias e os distúrbios ortopédicos.

Sendo assim, o primeiro passo é realizar uma avaliação médica com um profissional capacitado. Vale ressaltar que cada exame depende de fatores, como a idade do praticante, o histórico pessoal, familiar e a exigência física necessária para aquele exercício.

“Esta avaliação, chamada de Avaliação Pré-Participação Esportiva, tem como objetivo prevenir alguns tipos de lesões musculoesqueléticas e auxiliar na melhora da performance, corrigindo possíveis alterações clínicas e metabólicas”, explica Maria.

O check-up é necessário para quem pretende ingressar na corrida. Foto: yahyaikiz/Fotolia O check-up é necessário para quem pretende ingressar na corrida. Foto: yahyaikiz/Fotolia

Depois desse exame, a especialista indica o eletrocardiograma de repouso, o teste ergométrico e o ecocardiograma, que avaliam o risco cardiovascular. Também são recomendados os exames de sangue e de urina. “Há também algumas avaliações fisiológicas, como a ergoespirometria, os testes de força, de potência, baropodometria, entre outros, que também podem ser realizados para a otimização da performance física”, relata a médica.

Mas será que a distância da corrida acaba influenciando nas possíveis complicações clínicas do corredor? Para Maria Beatriz Roucourt, o atleta que participa de uma prova mais longa, como maratona ou ultramaratona, tem mais chances de enfrentar problemas de saúde durante o percurso.

Neste caso, o cuidado passa a ser ainda mais importante para evitar o risco de desidratação, hipertermia (aumento da temperatura corporal), câimbras, lesões musculares e dores articulares.

Com a realização dos exames necessários, a dica é focar na preparação para a corrida. O esportista precisa fortalecer a musculatura, fazer treinos específicos, além de se alimentar corretamente. Seguindo as instruções da médica, o início no esporte fica mais seguro!

Iazaldir dá canseira nos adversários e vence os 50k do XTerra Ilhabela

Nesse sábado (29/08), a segunda etapa do ano do XTerra Ilhabela contou com a tradicional distância de 50 quilômetros passando pelas praias e trilhas da cidade do litoral norte de São Paulo. Entre os favoritos estavam Iazaldir Feitosa e Marcio Souza, que protagonizaram bons duelos durante toda a disputa. Iaza levou a melhor com 4h41min19, enquanto Marcinho foi o terceiro, atrás de Bruno Joaquim.

Pouco antes das 8h os cerca de 200 corredores se reuniram para a largada do Endurance 50 quilômetros na Praia do Perequê, com tempo encoberto, uma leve brisa marítima e alta umidade relativa do ar. Logo após o tiro de partida eles percorreram um trecho da Avenida da Praia e logo subiram para o Morro da Cruz.

A prova teve mais de 200 participantes, Foto: Alexandre Koda/ Webrun A prova teve mais de 200 participantes, Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Na saída da trilha do morro Iazaldir já estava na liderança, seguido de perto por Marcio e tendo Bruno pouco atrás. Após mais alguns zigue zagues pelas ruas da cidade, finalmente os trechos de terra apareceram na subida para a Praia de Castelhanos, uma das mais afastadas e preservadas de Ilhabela.

Iaza aumentava e diminuía o ritmo constantemente como estratégia para se poupar para as partes mais complicadas e logo após o posto de hidratação localizado no topo da estrada, Marcinho não conseguiu mais acompanhar o ritmo do líder e perdeu contato. O campeão chegou na Praia de Castelhanos dois minutos à frente do adversário, se hidratou rapidamente e logo acelerou novamente para voltar à estrada.

Iaza e Marcinho correram juntos durante vários trechos da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Iaza e Marcinho correram juntos durante vários trechos da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

O trecho de volta começou com subidas fortes, erosões, galhos, poças de lama e sol forte na cabeça, motivo que levou Iazaldir a diminuir o ritmo numa tentativa de se poupar. Marcinho já não dava mais combate e foi ultrapassado por Bruno, que passou a perseguir o líder. Por alguns instantes, pouco após o posto de hidratação do cume da Estrada, Iazaldir perdeu o primeiro lugar, mas logo tratou de acelerar novamente para recuperar seu espaço.

Nesse meio tempo Livia Bustamante fazia força a cada passada para se manter em primeiro entre as mulheres. Ela segurou um pouco o ritmo da metade para frente, chegou à Praia de Castelhanos cerca de 40 minutos após o primeiro homem e disse na ocasião que se fosse preciso gastaria mais energias para se garantir em primeiro lugar.

Livia ainda tinha forças para acelerar mais se fosse preciso. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Livia ainda tinha forças para acelerar mais se fosse preciso. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Iazaldir não dava mais chances para os concorrentes se recuperarem, chegou nos metros finais na ciclovia da orla da praia com uma diferença considerável, até cruzar a faixa de chegada em primeiro com 4h41min19 sendo ovacionado pelo público presente na Praia do Perequê. Bruno foi o vice-campeão com 4h48min27, enquanto Marcinho foi o terceiro com 4h53min15.

“Tomei a iniciativa de ir para frente e controlar em diversos momentos, sempre ouvindo o corpo, me hidratando e alimentando com frequência e consegui apertar quando precisei. Nos últimos dez quilômetros fiz um ótimo tempo e voei ladeira abaixo”, comenta Iaza. “Foi bom o Bruno ter chegado perto, porque assim eu fiz força para chegar bem”, completa o corredor que aprovou a largada mais cedo em relação aos anos anteriores. “É bom para os corredores e para o evento. Nunca tinha visto a quantidade pessoas como hoje aplaudindo e incentivando”.

Bruno chegou a correr na frente de Iazaldir por poucos instantes. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Bruno chegou a correr na frente de Iazaldir por poucos instantes. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Já Bruno, conta que sofreu nas descidas, por isso não conseguiu mais acompanhar o líder. “Na descida final minhas pernas começaram a doer, mas passar sob esse pórtico em segundo lugar foi incrível. Dedico esse resultado aos meus filhos e à minha esposa”. Para Marcinho, que sofreu com câimbras em alguns trechos, o objetivo era somar pontos para o Ranking da modalidade. “Ano passado fui terceiro também, esse ano fiquei parado uns dias, então vim para completar mesmo. Agora vou me recuperar para a próxima de 50 quilômetros, em Tiradentes”.

No feminino Livia não teve problemas para cruzar a linha de chegada em primeiro com o tempo de 5h30min22, seguida por Sheila Duarte da Silva com 6h10min47 e Lucia Magalhães com 6h20min19. “Estava úmido demais dentro da mata, então desidratou muito os atletas. Mas a prova foi muito legal e divertida”. Estreante na etapa de Ilhabela, ela confessa que subestimou a subida da volta. “Como eu não conhecia o percurso, sofri muito porque eu já estava mais cansada também”.

Livia é nutricionista e aproveita para compartilhar o segredo para evitar possíveis câimbras. “Eu me alimento pouquinho a cada 20 minutos para manter a glicemia constante e evitar câimbras. Mas cada pessoa funciona de um jeito e o importante é testar tudo antes nos treinos”. Depois do Xtera ela tem como planos disputar o Ironman 70.3 do Rio de Janeiro em outubro e o Ironman de Fortaleza em novembro.

IAza foi muito aplaudido na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun IAza foi muito aplaudido na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun


Iazaldir dá canseira nos adversários e vence os 50k do XTerra Ilhabela

Corrida de Montanha · 29 ago, 2015

Nesse sábado (29/08), a segunda etapa do ano do XTerra Ilhabela contou com a tradicional distância de 50 quilômetros passando pelas praias e trilhas da cidade do litoral norte de São Paulo. Entre os favoritos estavam Iazaldir Feitosa e Marcio Souza, que protagonizaram bons duelos durante toda a disputa. Iaza levou a melhor com 4h41min19, enquanto Marcinho foi o terceiro, atrás de Bruno Joaquim.

Pouco antes das 8h os cerca de 200 corredores se reuniram para a largada do Endurance 50 quilômetros na Praia do Perequê, com tempo encoberto, uma leve brisa marítima e alta umidade relativa do ar. Logo após o tiro de partida eles percorreram um trecho da Avenida da Praia e logo subiram para o Morro da Cruz.

A prova teve mais de 200 participantes, Foto: Alexandre Koda/ Webrun A prova teve mais de 200 participantes, Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Na saída da trilha do morro Iazaldir já estava na liderança, seguido de perto por Marcio e tendo Bruno pouco atrás. Após mais alguns zigue zagues pelas ruas da cidade, finalmente os trechos de terra apareceram na subida para a Praia de Castelhanos, uma das mais afastadas e preservadas de Ilhabela.

Iaza aumentava e diminuía o ritmo constantemente como estratégia para se poupar para as partes mais complicadas e logo após o posto de hidratação localizado no topo da estrada, Marcinho não conseguiu mais acompanhar o ritmo do líder e perdeu contato. O campeão chegou na Praia de Castelhanos dois minutos à frente do adversário, se hidratou rapidamente e logo acelerou novamente para voltar à estrada.

Iaza e Marcinho correram juntos durante vários trechos da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Iaza e Marcinho correram juntos durante vários trechos da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

O trecho de volta começou com subidas fortes, erosões, galhos, poças de lama e sol forte na cabeça, motivo que levou Iazaldir a diminuir o ritmo numa tentativa de se poupar. Marcinho já não dava mais combate e foi ultrapassado por Bruno, que passou a perseguir o líder. Por alguns instantes, pouco após o posto de hidratação do cume da Estrada, Iazaldir perdeu o primeiro lugar, mas logo tratou de acelerar novamente para recuperar seu espaço.

Nesse meio tempo Livia Bustamante fazia força a cada passada para se manter em primeiro entre as mulheres. Ela segurou um pouco o ritmo da metade para frente, chegou à Praia de Castelhanos cerca de 40 minutos após o primeiro homem e disse na ocasião que se fosse preciso gastaria mais energias para se garantir em primeiro lugar.

Livia ainda tinha forças para acelerar mais se fosse preciso. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Livia ainda tinha forças para acelerar mais se fosse preciso. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Iazaldir não dava mais chances para os concorrentes se recuperarem, chegou nos metros finais na ciclovia da orla da praia com uma diferença considerável, até cruzar a faixa de chegada em primeiro com 4h41min19 sendo ovacionado pelo público presente na Praia do Perequê. Bruno foi o vice-campeão com 4h48min27, enquanto Marcinho foi o terceiro com 4h53min15.

“Tomei a iniciativa de ir para frente e controlar em diversos momentos, sempre ouvindo o corpo, me hidratando e alimentando com frequência e consegui apertar quando precisei. Nos últimos dez quilômetros fiz um ótimo tempo e voei ladeira abaixo”, comenta Iaza. “Foi bom o Bruno ter chegado perto, porque assim eu fiz força para chegar bem”, completa o corredor que aprovou a largada mais cedo em relação aos anos anteriores. “É bom para os corredores e para o evento. Nunca tinha visto a quantidade pessoas como hoje aplaudindo e incentivando”.

Bruno chegou a correr na frente de Iazaldir por poucos instantes. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Bruno chegou a correr na frente de Iazaldir por poucos instantes. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Já Bruno, conta que sofreu nas descidas, por isso não conseguiu mais acompanhar o líder. “Na descida final minhas pernas começaram a doer, mas passar sob esse pórtico em segundo lugar foi incrível. Dedico esse resultado aos meus filhos e à minha esposa”. Para Marcinho, que sofreu com câimbras em alguns trechos, o objetivo era somar pontos para o Ranking da modalidade. “Ano passado fui terceiro também, esse ano fiquei parado uns dias, então vim para completar mesmo. Agora vou me recuperar para a próxima de 50 quilômetros, em Tiradentes”.

No feminino Livia não teve problemas para cruzar a linha de chegada em primeiro com o tempo de 5h30min22, seguida por Sheila Duarte da Silva com 6h10min47 e Lucia Magalhães com 6h20min19. “Estava úmido demais dentro da mata, então desidratou muito os atletas. Mas a prova foi muito legal e divertida”. Estreante na etapa de Ilhabela, ela confessa que subestimou a subida da volta. “Como eu não conhecia o percurso, sofri muito porque eu já estava mais cansada também”.

Livia é nutricionista e aproveita para compartilhar o segredo para evitar possíveis câimbras. “Eu me alimento pouquinho a cada 20 minutos para manter a glicemia constante e evitar câimbras. Mas cada pessoa funciona de um jeito e o importante é testar tudo antes nos treinos”. Depois do Xtera ela tem como planos disputar o Ironman 70.3 do Rio de Janeiro em outubro e o Ironman de Fortaleza em novembro.

IAza foi muito aplaudido na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun IAza foi muito aplaudido na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Como se recuperar rápido para a próxima corrida?

O atleta disputou a corrida em um fim de semana e no próximo já tem outra prova pela frente. Nesse curto espaço de tempo, algumas dicas podem ajudar esse praticante de corrida, que precisa se recuperar rapidamente.

Segundo Diego Leite de Barros, educador físico e fisiologista da equipe de Sport Check-Up do Hospital do Coração, competir dois finais de semana seguidos pode ser um problema ou não. “Depende do nível de treinamento do atleta e da exigência que ele colocou em cada uma das provas”, afirma.

Uma das alternativas é aplicar gelo na musculatura mais estressada. Foto: Rido/Fotolia Uma das alternativas é aplicar gelo na musculatura mais estressada. Foto: Rido/Fotolia

Em geral, o ideal é que o corredor evite essa prática, já que isso pode prejudicar o rendimento na competição seguinte. E se a distância for superior a dez quilômetros é pior ainda. “O problema está na sobrecarga muscular. O estresse físico causa microlesões na célula muscular e este reparo necessita de tempo. Nas provas mais curtas a intensidade é maior, porém o tempo de utilização da musculatura é menor e por consequência a recuperação é mais rápida”, explica Diego.

Mesmo assim, existem algumas técnicas que aceleram o processo de recuperação da fibra muscular. “Um dos processos usados atualmente é a crioterapia, ou seja, fazer uso do gelo ou banheira gelada na musculatura mais estressada”, diz o fisiologista.

Durante a semana de intervalo entre uma corrida e outra, o treinamento não pode ser puxado como de costume. “Treinos mais leves, priorizando a qualidade de movimento, ajudam na recuperação. Atualmente, como alternativa, recomendamos atividades aquáticas”, orienta Diego.

É importante reforçar que o corredor não deve exigir tanto de si a ponto de comprometer o desempenho nas provas. Por isso, a orientação do fisiologista é que cada pessoa respeite seu próprio limite de tempo e distância.

Rápida absorção

De acordo com o nutricionista esportivo mestre em neurociências, Rafael Brasilia, para se recuperar de uma prova, o praticante de corrida deve adotar uma refeição líquida com rápida absorção e que contenha carboidratos e proteínas. “O ideal é o consumo de 0,3 a 0,5 gramas de proteína por quilo de peso corporal”, aconselha.

A recomendação é de uma refeição líquida com rápida absorção. Foto: Syda-Productions/Fotolia A recomendação é de uma refeição líquida com rápida absorção. Foto: Syda-Productions/Fotolia

Já em relação à quantidade que se deve consumir de carboidrato, isso varia de atleta para atleta. “Existem pessoas que tomam um shake pós-prova e ficam sem fome”, fala. Mas também tem aqueles que necessitam de uma refeição sólida depois de 30 a 60 minutos. “Então, este shake fica mais moderado e em sequência o atleta faz uma grande refeição”, conclui o nutricionista.

Para as refeições seguintes do dia, o conselho do nutricionista é a ingestão de alimentos de baixo índice glicêmico, como o arroz integral, batata doce, mandioca e inhame. Lembrando também que a hidratação é essencial.

Com os treinos reduzidos na semana que antecede a próxima prova, é fundamental que se tenha uma dieta equilibrada, sendo que há restrição na ingestão de carboidratos. “Na antevéspera e véspera da prova voltam os carboidratos com força total”, enfatiza Rafael.

E mesmo que o treinamento esteja mais leve, a recomendação é que o atleta mantenha os suplementos de uso normal. “Você está se recuperando de um esforço máximo e se preparando para outro esforço”, finaliza.



Como se recuperar rápido para a próxima corrida?

Atletismo · 24 ago, 2015

O atleta disputou a corrida em um fim de semana e no próximo já tem outra prova pela frente. Nesse curto espaço de tempo, algumas dicas podem ajudar esse praticante de corrida, que precisa se recuperar rapidamente.

Segundo Diego Leite de Barros, educador físico e fisiologista da equipe de Sport Check-Up do Hospital do Coração, competir dois finais de semana seguidos pode ser um problema ou não. “Depende do nível de treinamento do atleta e da exigência que ele colocou em cada uma das provas”, afirma.

Uma das alternativas é aplicar gelo na musculatura mais estressada. Foto: Rido/Fotolia Uma das alternativas é aplicar gelo na musculatura mais estressada. Foto: Rido/Fotolia

Em geral, o ideal é que o corredor evite essa prática, já que isso pode prejudicar o rendimento na competição seguinte. E se a distância for superior a dez quilômetros é pior ainda. “O problema está na sobrecarga muscular. O estresse físico causa microlesões na célula muscular e este reparo necessita de tempo. Nas provas mais curtas a intensidade é maior, porém o tempo de utilização da musculatura é menor e por consequência a recuperação é mais rápida”, explica Diego.

Mesmo assim, existem algumas técnicas que aceleram o processo de recuperação da fibra muscular. “Um dos processos usados atualmente é a crioterapia, ou seja, fazer uso do gelo ou banheira gelada na musculatura mais estressada”, diz o fisiologista.

Durante a semana de intervalo entre uma corrida e outra, o treinamento não pode ser puxado como de costume. “Treinos mais leves, priorizando a qualidade de movimento, ajudam na recuperação. Atualmente, como alternativa, recomendamos atividades aquáticas”, orienta Diego.

É importante reforçar que o corredor não deve exigir tanto de si a ponto de comprometer o desempenho nas provas. Por isso, a orientação do fisiologista é que cada pessoa respeite seu próprio limite de tempo e distância.

Rápida absorção

De acordo com o nutricionista esportivo mestre em neurociências, Rafael Brasilia, para se recuperar de uma prova, o praticante de corrida deve adotar uma refeição líquida com rápida absorção e que contenha carboidratos e proteínas. “O ideal é o consumo de 0,3 a 0,5 gramas de proteína por quilo de peso corporal”, aconselha.

A recomendação é de uma refeição líquida com rápida absorção. Foto: Syda-Productions/Fotolia A recomendação é de uma refeição líquida com rápida absorção. Foto: Syda-Productions/Fotolia

Já em relação à quantidade que se deve consumir de carboidrato, isso varia de atleta para atleta. “Existem pessoas que tomam um shake pós-prova e ficam sem fome”, fala. Mas também tem aqueles que necessitam de uma refeição sólida depois de 30 a 60 minutos. “Então, este shake fica mais moderado e em sequência o atleta faz uma grande refeição”, conclui o nutricionista.

Para as refeições seguintes do dia, o conselho do nutricionista é a ingestão de alimentos de baixo índice glicêmico, como o arroz integral, batata doce, mandioca e inhame. Lembrando também que a hidratação é essencial.

Com os treinos reduzidos na semana que antecede a próxima prova, é fundamental que se tenha uma dieta equilibrada, sendo que há restrição na ingestão de carboidratos. “Na antevéspera e véspera da prova voltam os carboidratos com força total”, enfatiza Rafael.

E mesmo que o treinamento esteja mais leve, a recomendação é que o atleta mantenha os suplementos de uso normal. “Você está se recuperando de um esforço máximo e se preparando para outro esforço”, finaliza.


Ilhabela recebe XTerra nos dias 29 e 30 de agosto

A sétima etapa do principal circuito de esportes cross country do Brasil volta à Ilhabela, na praia do Perequê, dias 29 e 30 de agosto. E o XTerra Ilhabela II chega com uma novidade para os guerreiros que estão começando a se aventurar: short triathlon off-road, prova com distâncias reduzidas da tradicional modalidade. Serão 750m de natação, 17,5 quilômetros de bike e 5,4 de corrida nas belas e desafiadoras trilhas da ilha paulista.

“A prova mais legal do Brasil é também considerada a mais difícil do circuito mundial XTerra. Esse trecho curto é ideal pra quem está começando. Mesmo cortando uma parte da prova o MTB com certeza vai ser bem desafiador devido às subidas e a corrida vai continuar com a paisagem maravilhosa. Estou bem curiosa pra saber como vão ser as mudanças”, comenta Sabrina Gobbo, a triatleta campeã do ranking do XTerra 2014 e que segue invicta em este ano, com seis vitórias consecutivas.

Vai correr uma prova longe de casa? Previna-se do cansaço da viagem

Ainda nesta etapa, opções não faltarão para quem prefere se aventurar em trilhas Foto: Alexandre Koda/Webrun Ainda nesta etapa, opções não faltarão para quem prefere se aventurar em trilhas Foto: Alexandre Koda/Webrun

Ainda nesta etapa, opções não faltarão para quem prefere se aventurar em trilhas. Para os corredores, a tradicional Trail Run, de oito ou 21 quilômetros, será uma alternativa para competir com visual das belas praias e ainda cruzar rios, pontes e passar por single-tracks super fechadas. E o destaque, para os corredores mais preparados, é o Endurance 50 quilômetros, prova classificatória para a Ultra-Trail du Mont-Blanc, conhecida como a Copa do Mundo das corridas de montanha, que acontecerá em 2016, na França.

O atleta que terminar a ultra maratona no tempo limite vai ganhar um ponto para buscar uma vaga em todas as provas da UTMB, como a CCC, TDS, PTL e a OCC.

A Kids Mini Corrida encerra o sábado de esporte com o objetivo de iniciar crianças de um a 13 anos na prática da atividade física e qualidade de vida. Em 2015, o XTerra Brazil Tour faz dez anos e ainda vai passar por Tiradentes (MG), Fernando de Noronha (PE), Juiz de Fora (MG) e Natal (RN).


Ilhabela recebe XTerra nos dias 29 e 30 de agosto

Corridas de Rua · 21 ago, 2015

A sétima etapa do principal circuito de esportes cross country do Brasil volta à Ilhabela, na praia do Perequê, dias 29 e 30 de agosto. E o XTerra Ilhabela II chega com uma novidade para os guerreiros que estão começando a se aventurar: short triathlon off-road, prova com distâncias reduzidas da tradicional modalidade. Serão 750m de natação, 17,5 quilômetros de bike e 5,4 de corrida nas belas e desafiadoras trilhas da ilha paulista.

“A prova mais legal do Brasil é também considerada a mais difícil do circuito mundial XTerra. Esse trecho curto é ideal pra quem está começando. Mesmo cortando uma parte da prova o MTB com certeza vai ser bem desafiador devido às subidas e a corrida vai continuar com a paisagem maravilhosa. Estou bem curiosa pra saber como vão ser as mudanças”, comenta Sabrina Gobbo, a triatleta campeã do ranking do XTerra 2014 e que segue invicta em este ano, com seis vitórias consecutivas.

Vai correr uma prova longe de casa? Previna-se do cansaço da viagem

Ainda nesta etapa, opções não faltarão para quem prefere se aventurar em trilhas Foto: Alexandre Koda/Webrun Ainda nesta etapa, opções não faltarão para quem prefere se aventurar em trilhas Foto: Alexandre Koda/Webrun

Ainda nesta etapa, opções não faltarão para quem prefere se aventurar em trilhas. Para os corredores, a tradicional Trail Run, de oito ou 21 quilômetros, será uma alternativa para competir com visual das belas praias e ainda cruzar rios, pontes e passar por single-tracks super fechadas. E o destaque, para os corredores mais preparados, é o Endurance 50 quilômetros, prova classificatória para a Ultra-Trail du Mont-Blanc, conhecida como a Copa do Mundo das corridas de montanha, que acontecerá em 2016, na França.

O atleta que terminar a ultra maratona no tempo limite vai ganhar um ponto para buscar uma vaga em todas as provas da UTMB, como a CCC, TDS, PTL e a OCC.

A Kids Mini Corrida encerra o sábado de esporte com o objetivo de iniciar crianças de um a 13 anos na prática da atividade física e qualidade de vida. Em 2015, o XTerra Brazil Tour faz dez anos e ainda vai passar por Tiradentes (MG), Fernando de Noronha (PE), Juiz de Fora (MG) e Natal (RN).

Confira as dicas para voltar a correr bem após uma lesão

Você se lesionou e teve que ficar parado durante dias, semanas ou até meses? Infelizmente isso acaba acontecendo com muitos praticantes de corrida, que são forçados a esperar o tempo certo para retomar a rotina esportiva. Mas quando o momento tão esperado chega e o atleta recebe a liberação médica, algumas orientações devem ser seguidas. Assim, um retorno positivo às corridas fica garantido!

Após uma lesão, a recomendação é um retorno gradativo. Foto: Rido/Fotolia Após uma lesão, a recomendação é um retorno gradativo. Foto: Rido/Fotolia

Para Adriano Leonardi, médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho e traumatologia do esporte, é essencial que o corredor não retome os treinos habituais logo de cara. Sendo assim, deve-se evitar a sobrecarga. “Costumo pedir que se inicie em 50% do volume por seis semanas. Não havendo retorno da lesão, oriento incremento semanal de 10%”, explica o doutor.

Neste caso, o fortalecimento muscular é imprescindível para proteger a região lesionada e a dica é fazer os movimentos de forma lenta e controlada. “Para esportes cíclicos como a corrida, o ideal é que seja feito de maneira excêntrica (músculo se contrai ao mesmo tempo em que alonga) para se absorver melhor a energia cinética e não lesionar”, afirma Adriano.

O atleta deve evitar a sobrecarga. Foto: GaudiLab/Fotolia O atleta deve evitar a sobrecarga. Foto: GaudiLab/Fotolia

Qual a explicação para a perda de rendimento ao final de uma prova?

O médico ainda destaca a importância da prevenção das lesões, sendo que o praticante de corrida deve procurar um especialista antes de iniciar a atividade. “O traumatologista do esporte deve ser consultado para uma boa avaliação biomecânica dos membros inferiores associada a um teste de força isocinético (análise muscular computadorizada) e a uma baropodometria (teste de pisada)”, afirma.

Psicológico abalado

Às vezes, o condicionamento físico está bom e o grande inimigo do atleta passa a ser o lado psicológico. Segundo a psicóloga do esporte, Camila de Freitas Teodoro, neste caso, alguns fatores são comuns, como a falta de confiança, o medo de se machucar novamente e a ansiedade.

Então, para que o desempenho do corredor não seja prejudicado, existem técnicas que ajudam bastante. “A primeira delas é a escuta psicológica, momento em que a psicóloga irá ouvir o atleta, investigar e analisar suas queixas. E procurar, a partir disso, intervir por meio do estabelecimento de metas”, diz Camila.

Outro método muito utilizado é o atleta repetir para si mesmo algumas palavras de confiança. Além disso, o que também pode ajudar é a visualização da imagem de recuperação da lesão, assim como da cicatrização, do tratamento e da performance. “Essa técnica faz com que o atleta visualize os pontos positivos do processo, auxiliando para a sua automotivação”, conta.

Por isso, vale reforçar que o acompanhamento e o treinamento psicológico são fundamentais para a prática esportiva. Bom retorno!


Confira as dicas para voltar a correr bem após uma lesão

Atletismo · 21 ago, 2015

Você se lesionou e teve que ficar parado durante dias, semanas ou até meses? Infelizmente isso acaba acontecendo com muitos praticantes de corrida, que são forçados a esperar o tempo certo para retomar a rotina esportiva. Mas quando o momento tão esperado chega e o atleta recebe a liberação médica, algumas orientações devem ser seguidas. Assim, um retorno positivo às corridas fica garantido!

Após uma lesão, a recomendação é um retorno gradativo. Foto: Rido/Fotolia Após uma lesão, a recomendação é um retorno gradativo. Foto: Rido/Fotolia

Para Adriano Leonardi, médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho e traumatologia do esporte, é essencial que o corredor não retome os treinos habituais logo de cara. Sendo assim, deve-se evitar a sobrecarga. “Costumo pedir que se inicie em 50% do volume por seis semanas. Não havendo retorno da lesão, oriento incremento semanal de 10%”, explica o doutor.

Neste caso, o fortalecimento muscular é imprescindível para proteger a região lesionada e a dica é fazer os movimentos de forma lenta e controlada. “Para esportes cíclicos como a corrida, o ideal é que seja feito de maneira excêntrica (músculo se contrai ao mesmo tempo em que alonga) para se absorver melhor a energia cinética e não lesionar”, afirma Adriano.

O atleta deve evitar a sobrecarga. Foto: GaudiLab/Fotolia O atleta deve evitar a sobrecarga. Foto: GaudiLab/Fotolia

Qual a explicação para a perda de rendimento ao final de uma prova?

O médico ainda destaca a importância da prevenção das lesões, sendo que o praticante de corrida deve procurar um especialista antes de iniciar a atividade. “O traumatologista do esporte deve ser consultado para uma boa avaliação biomecânica dos membros inferiores associada a um teste de força isocinético (análise muscular computadorizada) e a uma baropodometria (teste de pisada)”, afirma.

Psicológico abalado

Às vezes, o condicionamento físico está bom e o grande inimigo do atleta passa a ser o lado psicológico. Segundo a psicóloga do esporte, Camila de Freitas Teodoro, neste caso, alguns fatores são comuns, como a falta de confiança, o medo de se machucar novamente e a ansiedade.

Então, para que o desempenho do corredor não seja prejudicado, existem técnicas que ajudam bastante. “A primeira delas é a escuta psicológica, momento em que a psicóloga irá ouvir o atleta, investigar e analisar suas queixas. E procurar, a partir disso, intervir por meio do estabelecimento de metas”, diz Camila.

Outro método muito utilizado é o atleta repetir para si mesmo algumas palavras de confiança. Além disso, o que também pode ajudar é a visualização da imagem de recuperação da lesão, assim como da cicatrização, do tratamento e da performance. “Essa técnica faz com que o atleta visualize os pontos positivos do processo, auxiliando para a sua automotivação”, conta.

Por isso, vale reforçar que o acompanhamento e o treinamento psicológico são fundamentais para a prática esportiva. Bom retorno!

Será que a corrida pode virar um vício?

Outro dia estava pensando que já fazem mais de 30 anos que corro todas as semanas. Às vezes, com mais afinco em função de provas que me proponho a correr e em determinadas fases somente corro por correr. Por essa razão, resolvi pesquisar um pouco e tentar descobrir um fato: será que a corrida vicia?

Hormônios

A corrida estimula em nosso corpo reações fisiológicas e hormonais que provocam essa sensação de dependência depois de certo tempo de prática. Isso não acontece da noite para o dia, portanto, iniciantes devem ter paciência, regularidade e consistência nos treinos. Em dois ou três meses, seu organismo começa a sentir falta da corrida só de ficar sem correr num dia de treino.

Os hormônios responsáveis por esse processo são conhecidos como endorfina e serotonina. Eles são produzidos pelo organismo e, na corrida, ocorre maior produção, provocando aquela sensação de bem-estar e prazer pós-corrida. A serotonina está intimamente ligada aos transtornos do humor. A maioria dos medicamentos antidepressivos estimula aumento da disponibilidade dessas substâncias, o que é exatamente o que o organismo faz durante a corrida. Já a endorfina é um neuro-hormônio com ação analgésica que, ao ser liberada pelo organismo, estimula a sensação de conforto e melhora o estado de humor.

Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação. Como resultado de todo esse processo, quanto maior a quantidade de esforço físico, maior a liberação de endorfina, chegando a um ponto em que é preciso mais exercício para atingir a mesma sensação de bem-estar. E assim acredito que vou correndo nestes 30 anos de muitas trocas de tênis, monitores cardíacos em parques e em qualquer lugar que estiver, pois sempre vou estar com o meu tênis pronto para qualquer tipo de percurso.

Hormônios provocam sensação de bem-estar e prazer pós-corrida. Foto: michaeljung/Fotolia Hormônios provocam sensação de bem-estar e prazer pós-corrida. Foto: michaeljung/Fotolia


Zona Alfa

Outro fator que influencia a corrida é o próprio cérebro. Existe um momento em que você sente que seu corpo e mente são capazes de correr para sempre. Uma emoção privilegiada e pernas e músculos parecem fluir sem qualquer esforço. Esse estado mental é proporcionado por ondas cerebrais que trabalham em uma frequência mais baixa e proporcionam relaxamento profundo. Assim, tudo acontece de uma forma mais agradável, conhecida pelos estudiosos como zona alfa. Vale reforçar que isso não tem nada a ver com a liberação de endorfina. Nessa fase, há um equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio. Se você for um corredor com certa experiência já deve ter passado por essa sensação que nem percebemos que estamos correndo e o nosso pensamento vai longe.

Questão psicológica

Além dessas alterações físicas e fisiológicas, o vício na corrida acontece também por questões de ordem psicológica. A sensação de missão cumprida ao terminar um treino, completar um percurso ou cruzar a linha de chegada de uma prova, traz uma enorme satisfação que estimula a correr mais e mais. Há de se levar em conta, ainda, que a corrida é uma das atividades mais eficientes para emagrecer e, por isso, muitos praticantes tornam-se dependentes na tentativa de manter o peso. Nesse caso, o exercício funciona como contrapeso, uma forma de compensar os exageros à mesa. Tudo isso é potencializado se o corredor teve o seu corpo transformado pela corrida.

Cuidado

Fique atento a dois sinais em que ficar muito dependente da corrida pode prejudicar a saúde. Em primeiro lugar, observar se a corrida é tão mais importante quanto família, trabalho, amigos e vida social. Também, perceber se a dependência faz com que tenha sintomas de abstinência quando não consegue treinar, como irritabilidade, ansiedade e depressão. Nesses casos, procure orientação do seu treinador.

Assim vamos em frente, enfrentando a nossa vida de uma forma mais prazerosa, fazendo novos amigos e conhecendo novos lugares através da corrida, com um vício que hoje está controlado em provas de dez quilômetros e meias maratonas. Quem sabe mais para frente penso novamente em correr uma maratona. Bons treinos para todos!


Será que a corrida pode virar um vício?

Atletismo · 19 ago, 2015

Outro dia estava pensando que já fazem mais de 30 anos que corro todas as semanas. Às vezes, com mais afinco em função de provas que me proponho a correr e em determinadas fases somente corro por correr. Por essa razão, resolvi pesquisar um pouco e tentar descobrir um fato: será que a corrida vicia?

Hormônios

A corrida estimula em nosso corpo reações fisiológicas e hormonais que provocam essa sensação de dependência depois de certo tempo de prática. Isso não acontece da noite para o dia, portanto, iniciantes devem ter paciência, regularidade e consistência nos treinos. Em dois ou três meses, seu organismo começa a sentir falta da corrida só de ficar sem correr num dia de treino.

Os hormônios responsáveis por esse processo são conhecidos como endorfina e serotonina. Eles são produzidos pelo organismo e, na corrida, ocorre maior produção, provocando aquela sensação de bem-estar e prazer pós-corrida. A serotonina está intimamente ligada aos transtornos do humor. A maioria dos medicamentos antidepressivos estimula aumento da disponibilidade dessas substâncias, o que é exatamente o que o organismo faz durante a corrida. Já a endorfina é um neuro-hormônio com ação analgésica que, ao ser liberada pelo organismo, estimula a sensação de conforto e melhora o estado de humor.

Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação. Como resultado de todo esse processo, quanto maior a quantidade de esforço físico, maior a liberação de endorfina, chegando a um ponto em que é preciso mais exercício para atingir a mesma sensação de bem-estar. E assim acredito que vou correndo nestes 30 anos de muitas trocas de tênis, monitores cardíacos em parques e em qualquer lugar que estiver, pois sempre vou estar com o meu tênis pronto para qualquer tipo de percurso.

Hormônios provocam sensação de bem-estar e prazer pós-corrida. Foto: michaeljung/Fotolia Hormônios provocam sensação de bem-estar e prazer pós-corrida. Foto: michaeljung/Fotolia


Zona Alfa

Outro fator que influencia a corrida é o próprio cérebro. Existe um momento em que você sente que seu corpo e mente são capazes de correr para sempre. Uma emoção privilegiada e pernas e músculos parecem fluir sem qualquer esforço. Esse estado mental é proporcionado por ondas cerebrais que trabalham em uma frequência mais baixa e proporcionam relaxamento profundo. Assim, tudo acontece de uma forma mais agradável, conhecida pelos estudiosos como zona alfa. Vale reforçar que isso não tem nada a ver com a liberação de endorfina. Nessa fase, há um equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio. Se você for um corredor com certa experiência já deve ter passado por essa sensação que nem percebemos que estamos correndo e o nosso pensamento vai longe.

Questão psicológica

Além dessas alterações físicas e fisiológicas, o vício na corrida acontece também por questões de ordem psicológica. A sensação de missão cumprida ao terminar um treino, completar um percurso ou cruzar a linha de chegada de uma prova, traz uma enorme satisfação que estimula a correr mais e mais. Há de se levar em conta, ainda, que a corrida é uma das atividades mais eficientes para emagrecer e, por isso, muitos praticantes tornam-se dependentes na tentativa de manter o peso. Nesse caso, o exercício funciona como contrapeso, uma forma de compensar os exageros à mesa. Tudo isso é potencializado se o corredor teve o seu corpo transformado pela corrida.

Cuidado

Fique atento a dois sinais em que ficar muito dependente da corrida pode prejudicar a saúde. Em primeiro lugar, observar se a corrida é tão mais importante quanto família, trabalho, amigos e vida social. Também, perceber se a dependência faz com que tenha sintomas de abstinência quando não consegue treinar, como irritabilidade, ansiedade e depressão. Nesses casos, procure orientação do seu treinador.

Assim vamos em frente, enfrentando a nossa vida de uma forma mais prazerosa, fazendo novos amigos e conhecendo novos lugares através da corrida, com um vício que hoje está controlado em provas de dez quilômetros e meias maratonas. Quem sabe mais para frente penso novamente em correr uma maratona. Bons treinos para todos!

Vai correr uma prova longe de casa? Previna-se do cansaço da viagem

Percorrer longos quilômetros para ir até uma prova de corrida se tornou algo rotineiro na vida dos corredores. Pode ser pelo simples fato de conhecer lugares novos, competir outras distâncias ou fazer mais amigos. Os motivos são vários, mas essa viagem além de ter os lados positivos, acaba sendo bem cansativa. Ainda mais se o atleta passa horas dentro de um carro, ônibus ou avião.

Dependendo da viagem, o fuso horário também pode ser um problema. Foto: petunyia/Fotolia Dependendo da viagem, o fuso horário também pode ser um problema. Foto: petunyia/Fotolia

Segundo Nelson Evêncio, treinador e presidente da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo), para essa fadiga ser minimizada, o atleta pode seguir algumas estratégias durante o trajeto até o local de destino. “O ideal é durante as paradas, no caso do ônibus e do carro, alongar a musculatura, principalmente dos membros inferiores. No caso do avião, em viagens longas, é bom caminhar no corredor e também alongar bastante”, recomenda.

Se a competição é no mesmo dia que o competidor chega à cidade, a dica do treinador é fazer um trote ou caminhada de um ou dois quilômetros, além de se alongar bem. Depois disso, o ideal é um banho para relaxar.

Caso a prova seja só no dia seguinte, as recomendações são as mesmas, sendo que o atleta deve jantar e dormir cedo. Isso vai ajudar bastante na recuperação para o grande dia da corrida.

Alongar os membros inferiores ajuda a prevenir o desgaste da viagem. Foto: Alliance/Fotolia Alongar os membros inferiores ajuda a prevenir o desgaste da viagem. Foto: Alliance/Fotolia

Além dessas dicas, o treino pré-prova pode mudar dependendo da quilometragem da competição, que vai desde os cinco quilômetros até as ultramaratonas, com mais de 42 quilômetros. “Para o atleta da prova mais curta, um trote de cinco quilômetros, em ritmo um pouco mais forte nos últimos quilômetros e algumas acelerações de 50 a 60 metros”, indica Nelson. “Para o ultramaratonista, depende do que ele estiver acostumado. Alguns descansam totalmente e outros trotam 40 minutos”, completa.

Também tem a questão do fuso horário, afinal muitas provas cobiçadas são disputadas fora do Brasil e o atleta acaba sofrendo com as horas de diferença. “O ideal é assim que o avião subir, já colocar o relógio no horário do local e agir como se tivesse perdido essas horas. A cada uma hora de fuso, demora um dia para a adaptação, então o ideal é chegar com dias de antecedência”, finaliza o treinador.


Vai correr uma prova longe de casa? Previna-se do cansaço da viagem

Corrida de Montanha · 19 ago, 2015

Percorrer longos quilômetros para ir até uma prova de corrida se tornou algo rotineiro na vida dos corredores. Pode ser pelo simples fato de conhecer lugares novos, competir outras distâncias ou fazer mais amigos. Os motivos são vários, mas essa viagem além de ter os lados positivos, acaba sendo bem cansativa. Ainda mais se o atleta passa horas dentro de um carro, ônibus ou avião.

Dependendo da viagem, o fuso horário também pode ser um problema. Foto: petunyia/Fotolia Dependendo da viagem, o fuso horário também pode ser um problema. Foto: petunyia/Fotolia

Segundo Nelson Evêncio, treinador e presidente da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo), para essa fadiga ser minimizada, o atleta pode seguir algumas estratégias durante o trajeto até o local de destino. “O ideal é durante as paradas, no caso do ônibus e do carro, alongar a musculatura, principalmente dos membros inferiores. No caso do avião, em viagens longas, é bom caminhar no corredor e também alongar bastante”, recomenda.

Se a competição é no mesmo dia que o competidor chega à cidade, a dica do treinador é fazer um trote ou caminhada de um ou dois quilômetros, além de se alongar bem. Depois disso, o ideal é um banho para relaxar.

Caso a prova seja só no dia seguinte, as recomendações são as mesmas, sendo que o atleta deve jantar e dormir cedo. Isso vai ajudar bastante na recuperação para o grande dia da corrida.

Alongar os membros inferiores ajuda a prevenir o desgaste da viagem. Foto: Alliance/Fotolia Alongar os membros inferiores ajuda a prevenir o desgaste da viagem. Foto: Alliance/Fotolia

Além dessas dicas, o treino pré-prova pode mudar dependendo da quilometragem da competição, que vai desde os cinco quilômetros até as ultramaratonas, com mais de 42 quilômetros. “Para o atleta da prova mais curta, um trote de cinco quilômetros, em ritmo um pouco mais forte nos últimos quilômetros e algumas acelerações de 50 a 60 metros”, indica Nelson. “Para o ultramaratonista, depende do que ele estiver acostumado. Alguns descansam totalmente e outros trotam 40 minutos”, completa.

Também tem a questão do fuso horário, afinal muitas provas cobiçadas são disputadas fora do Brasil e o atleta acaba sofrendo com as horas de diferença. “O ideal é assim que o avião subir, já colocar o relógio no horário do local e agir como se tivesse perdido essas horas. A cada uma hora de fuso, demora um dia para a adaptação, então o ideal é chegar com dias de antecedência”, finaliza o treinador.

Machucados nos pés durante a corrida: saiba como prevenir e tratar

Bolhas, cortes superficiais e até mais profundos podem incomodar bastante um praticante de corrida. Ainda mais se isso ocorrer logo no comecinho de uma prova longa, o que obriga a pessoa a suportar a dor ou abandonar o exercício. Infelizmente, esses machucados são muito comuns nesse esporte que exige bastante dos pés, mas a boa notícia é que existem maneiras de evitá-los.

O calçado adequado faz toda a diferença. Fonte: leszekglasner/Fotolia O calçado adequado faz toda a diferença. Fonte: leszekglasner/Fotolia

De acordo com o podólogo André Luiz Vicente da Silva, o atleta pode prevenir as bolhas usando meias de algodão, de preferência sem costura. Além disso, é indicado um tênis com um número maior do que o utilizado no dia a dia. “O ideal é que o tênis esteja bem amarrado para o pé não ficar inclinando o tempo inteiro e com uma palmilha adequada ao tipo de pisada. Às vezes a pessoa corre com o tênis inadequado e tem uma pisada pronada ou supinada, forçando determinados pontos do pé, o que acaba também formando bolhas”, diz.

Além da escolha do calçado adequado, a palmilha também acaba sendo uma grande aliada, desde que seja sob medida. Com esse acessório, o atleta tem menos chance de ter bolhas na planta dos pés. “Ele vai pisar sobre uma palmilha que acompanha as ondulações e a anatomia dos pés e também corrige a pisada”, argumenta o podólogo.

Outra recomendação importante é hidratar bem a pele dos pés, com produtos que acabam servindo tanto para a prevenção quanto para o tratamento após a ocorrência de bolhas. “Existem pomadas especiais, mas a pessoa pode utilizar um bom hidratante, que tenha a função de regeneração e amaciamento do tecido, com isso a pele fica mais resistente”, afirma André.

Já para as regiões de grande atrito dentro do calçado, uma boa dica é colocar o adesivo hidrocolóide antes da corrida. “Ele adere muito bem à pele e é muito resistente inclusive à água, com isso a pele vai estar protegida”, explica.

Antes dos curativos, a região do corte deve ser higienizada. Foto: absolutimages/Fotolia Antes dos curativos, a região do corte deve ser higienizada. Foto: absolutimages/Fotolia

Quais fatores podem arruinar seu desempenho físico?

Vale destacar que dependendo do tamanho da bolha, a região acaba exigindo cuidados diferentes. “Se for uma bolha que tenha até um centímetro, o atleta não precisa fazer nada a não ser proteger a região. Se for maior do que um centímetro, ele pode ir ao local especializado para fazer a drenagem dessa bolha e também os curativos convencionais, com pomada cicatrizante”, fala André.

Mas e se o atleta sofrer um corte no pé? Para o podólogo, neste caso, o primeiro passo é procurar um pronto atendimento para fazer os curativos necessários. O tratamento vai depender do tipo do corte, da região e da profundidade, mas o básico é higienizar o local com água e sabão.


Machucados nos pés durante a corrida: saiba como prevenir e tratar

Atletismo · 14 ago, 2015

Bolhas, cortes superficiais e até mais profundos podem incomodar bastante um praticante de corrida. Ainda mais se isso ocorrer logo no comecinho de uma prova longa, o que obriga a pessoa a suportar a dor ou abandonar o exercício. Infelizmente, esses machucados são muito comuns nesse esporte que exige bastante dos pés, mas a boa notícia é que existem maneiras de evitá-los.

O calçado adequado faz toda a diferença. Fonte: leszekglasner/Fotolia O calçado adequado faz toda a diferença. Fonte: leszekglasner/Fotolia

De acordo com o podólogo André Luiz Vicente da Silva, o atleta pode prevenir as bolhas usando meias de algodão, de preferência sem costura. Além disso, é indicado um tênis com um número maior do que o utilizado no dia a dia. “O ideal é que o tênis esteja bem amarrado para o pé não ficar inclinando o tempo inteiro e com uma palmilha adequada ao tipo de pisada. Às vezes a pessoa corre com o tênis inadequado e tem uma pisada pronada ou supinada, forçando determinados pontos do pé, o que acaba também formando bolhas”, diz.

Além da escolha do calçado adequado, a palmilha também acaba sendo uma grande aliada, desde que seja sob medida. Com esse acessório, o atleta tem menos chance de ter bolhas na planta dos pés. “Ele vai pisar sobre uma palmilha que acompanha as ondulações e a anatomia dos pés e também corrige a pisada”, argumenta o podólogo.

Outra recomendação importante é hidratar bem a pele dos pés, com produtos que acabam servindo tanto para a prevenção quanto para o tratamento após a ocorrência de bolhas. “Existem pomadas especiais, mas a pessoa pode utilizar um bom hidratante, que tenha a função de regeneração e amaciamento do tecido, com isso a pele fica mais resistente”, afirma André.

Já para as regiões de grande atrito dentro do calçado, uma boa dica é colocar o adesivo hidrocolóide antes da corrida. “Ele adere muito bem à pele e é muito resistente inclusive à água, com isso a pele vai estar protegida”, explica.

Antes dos curativos, a região do corte deve ser higienizada. Foto: absolutimages/Fotolia Antes dos curativos, a região do corte deve ser higienizada. Foto: absolutimages/Fotolia

Quais fatores podem arruinar seu desempenho físico?

Vale destacar que dependendo do tamanho da bolha, a região acaba exigindo cuidados diferentes. “Se for uma bolha que tenha até um centímetro, o atleta não precisa fazer nada a não ser proteger a região. Se for maior do que um centímetro, ele pode ir ao local especializado para fazer a drenagem dessa bolha e também os curativos convencionais, com pomada cicatrizante”, fala André.

Mas e se o atleta sofrer um corte no pé? Para o podólogo, neste caso, o primeiro passo é procurar um pronto atendimento para fazer os curativos necessários. O tratamento vai depender do tipo do corte, da região e da profundidade, mas o básico é higienizar o local com água e sabão.