Corridas de Rua · 23 maio, 2016
A Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro de 2016 promete disputas emocionantes entre grandes nomes da maratona nacional e internacional. O evento, que acontece no dia 29 de maio, apresentará um grande embate na prova de 42 quilômetros entre brasileiros e africanos. Bicampeão da prova, o queniano Willy Kangogo Kimutai volta na edição deste ano e é o franco favorito, após quebrar seu próprio recorde no ano passado ao marcar 2h14min56. A maratona terá sua largada às 7h30 na Praça do Pontal do Tim Maia e a chegada no Aterro do Flamengo.
Maratona do Rio 2016 acontece no dia 29 de maio. Foto: Thiago Diz/Divulgação Maratona do RioOs destaques brasileiros na disputa masculina são Edson Amaro, terceiro colocado na prova de 2015, Ubiratan José dos Santos, campeão da Maratona Internacional de Porto Alegre de 2014, e Eliezer de Jesus, quinto colocado no ano passado.
Além dos corredores nacionais, os quenianos Dickson Kimeli e Elijah Kemboi, vice-campeão da Maratona do Rio em 2014 e vice-campeão da Meia Maratona no ano passado, irão dar trabalho na disputa pelo lugar mais alto do pódio.
Entre as mulheres, a disputa também será acirrada: as brasileiras Conceição de Maria Carvalho e Maria Regina Santos, premiadas no ranking de 2015 da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt); a queniana Nelly Jepkurui, quarta colocada no ano passado e vice-campeã em 2012 e 2013 e a queniana Leah Jerotich, terceira colocada na Meia Maratona das Cataratas de 2013, prometem travar uma batalha em busca do primeiro lugar da prova. É importante lembrar que o melhor tempo no feminino é da queniana Tabitha Kibet, que registrou em 2012 o tempo de 2h34min41 na maratona.
Ao todo, o evento reunirá 29 mil pessoas. Além da disputa dos 42 quilômetros, que conta com 8.500 inscritos, a Meia Maratona NET terá 13 mil corredores que largarão às 6h45 na Praia do Pepê, Barra da Tijuca. Outra prova é a Olympikus Family Run com 7.500 pessoas que irão participar dos seis quilômetros, com largada às 8h no Aterro do Flamengo, na altura da Rua Cruz Lima.
Nos 21 quilômetros, os destaques no masculino ficam por conta dos quenianos Willian Kibor e Robert Kipchumba e dos brasileiros Giovani dos Santos e Gilmar Silvestre. No feminino, as brasileiras Joziane Cardoso, Rosangela Raimunda Pereira e Ana Paula do Nascimento merecem destaque.
Premiação
Serão distribuídos cerca de 200 mil reais em prêmios: 60 mil reais entre os dez primeiros no masculino e feminino, além de bonificação de cinco mil reais para o melhor brasileiro ou brasileira. Para completar, terá um prêmio extra pela quebra do recorde da prova.
Corridas de Rua · 20 maio, 2016
O tênis Rio, da Olympikus, chega a sua quarta edição com design inspirado no calçadão de Copacabana e trazendo ainda mais benefícios. Indicado para corridas de longas distâncias, o Rio 4, é o tênis oficial da Maratona do Rio 2016. O destaque fica por conta do peso, dessa vez o modelo vem ainda mais leve, com apenas 187 gramas (na numeração 35), tornando a corrida muito mais confortável.
Rio 4 é o tênis oficial da Maratona do Rio 2016. Foto: Divulgação/OlympikusCom cabedal feito em tela e tecido envoltos em uma estrutura maleável, o tênis oferece mais conforto, alta capacidade de transpiração para os pés e permite maior liberdade de movimento e flexibilidade para corridas de longa distância. A tecnologia do solado deixa o calçado mais leve, o que é perfeito para corridas de performance. Além disso, o tênis oferece maior absorção do impacto e resposta de impulsão.
O Rio 4 agora garante muito mais segurança ao corredor, porque evita o risco de torções e possui um antiderrapante que proporciona maior aderência ao solo. Os modelos, que são unissex, têm uma cartela de cores composta por tons descontraídos e fáceis de combinar com qualquer look: royal com amarelo, preto com laranja, preto com dourado e pink com dourado.
Onde encontrar: nas principais lojas do Brasil e também no e-commerce da marca.
Corridas de Rua · 19 maio, 2016
A 14ª edição da Maratona Caixa da cidade do Rio de Janeiro será realizada no dia 29 de maio e costuma atrair corredores de diferentes partes do Brasil e do mundo. Além disso, a corrida de rua em si já é um fenômeno que vem crescendo nas grandes cidades. Mas o que será que realmente motiva os esportistas de todas as idades a ocupar praças, parques e calçadões de todo o país para correr?
A Maratona do Rio 2016 será realizada no dia 29 de maio. Foto: divulgaçãoPensando nisso, uma pesquisa recente feita pela consultoria Relevance e encomendada pela Maratona Caixa da cidade do Rio de Janeiro, levantou as razões que levam essas pessoas a adotarem a modalidade esportiva e, consequentemente, contribuírem para o seu crescimento no Brasil. De acordo com os dados, 44 por cento dos corredores adotaram a atividade pelo desafio, superação e para ter orgulho de si.
Os outros motivos apontados para a prática da corrida de rua foram a saúde (38 por cento dos entrevistados) e o relaxamento (18 por cento). O estudo foi realizado com participantes das provas que integram a Maratona Caixa da cidade do Rio de Janeiro: Olympikus Family Run, Meia Maratona e Maratona. Os entrevistados foram divididos em dois grupos: amadores (corrida de seis quilômetros) e pró (corridas de 21 e 42 quilômetros).
Dentro do grupo que destacou o Desafio como a principal razão para correr, as expressões mais usadas nas respostas foram espírito de superação, competição consigo e com os outros e orgulho, entre outras. Quando o assunto é Saúde, controlar peso, emagrecer e prolongar a vida são expressões comuns. Já no eixo Relaxamento, frases como experiência emocional positiva, sentir-se completo e passar um tempo sozinho, desconectar-se foram as mais utilizadas.
A pesquisa ainda apontou que a maioria dos corredores pratica a modalidade para se sentir bem, gosta de variar o trajeto e planeja com tempo as corridas de que pretende participar. Além disso, eles seguem treinamento e dieta específicos para as provas. Outro dado levantado foi que, entre os amadores, aspectos como organização, diversão e paisagem do local são elementos decisivos na escolha de uma prova.
Sobre a Maratona do Rio de Janeiro
A prova conta com disputas de seis, 21 e 42 quilômetros, sendo que o cenário da orla carioca coloca a competição no topo do ranking das mais lindas do mundo. Este ano, o evento recebe 29 mil participantes, entre eles mais de mil estrangeiros.
Confira qual o caminho que os atletas percorrem durante a prova
Corrida de Montanha · 18 maio, 2016
O inverno não chegou ainda, mas as baixas temperaturas já começaram a marcar presença nas cidades brasileiras. Pensando nisso, o Webrun separou algumas opções de sopas que ajudam a aquecer o corpo nos dias mais frios e ainda por cima são aliadas da saúde e dos treinos.
As sopas ajudam a aquecer o corpo nos dias mais frios. Foto: Marco Meyer/FotoliaSOPA DE LEGUMES
O que precisa:
- 1 batata pequena
- 1 cenoura
- 3 colheres (sopa) de repolho picado
- 2 colheres (café) azeite ou óleo
- 1 pitada de sal
Como preparar:
Cozinhe os vegetais em 200 ml de água. Depois é só bater tudo no liquidificador.
SOPA VERDE
O que precisa:
- 100 gramas de coxão mole
- 1 cebola picada
- 1 maço de cheiro-verde bem picadinho
- 4 xícaras (chá) de água
- 4 mandioquinhas
- 2 xícaras (chá) de couve
- 2 dentes de alho picados
- 1 colher (chá) de azeite
- 1 vidro de palmito picado
- 1 colher (sopa) de chá verde (prepare bem concentrado)
Como preparar:
Pique a carne e refogue-a com a cebola e o cheiro-verde. Acrescente a água e a mandioquinha já picada e cozinhe por 30 minutos. Tire a carne e bata o resto no liquidificador. Reserve. Pique a couve e refogue-a com o alho no azeite. Adicione a carne, o palmito, o chá verde e o creme de mandioquinha. Depois é só consumir!
Existem diversas receitas de sopas com os mais variados ingredientes. Foto: George-Dolgikh/FotoliaSOPA DE TOMATE
O que precisa:
- 1 colher (sobremesa) de azeite
- meia cebola picada
- 1 dente de alho picado
- 3 tomates médios maduros picados (sem pele e semente)
- 200 ml de água fervente
- 1 colher (sobremesa) de purê de tomate
- 1 colher (chá) de tomilho fresco (ou seco)
- 2 colheres de sopa de queijo cottage
- sal a gosto
Como preparar:
Em uma panela, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Junte com os outros ingredientes (exceto o queijo) deixando ferver por 20 minutos no fogo baixo. Depois bata no liquidificador. Por fim, misture o queijo cottage.
SOPA DE ABÓBORA
O que precisa:
- 1 quilo de abóbora
- 1 batata
- meia cebola
- 1 dente de alho
- cebolinha verde e sal.
Como preparar:
Refogue a cebola e o alho em uma panela grande com óleo. Adicione a abóbora picada e a batata. Quando estiverem cozidas, bata no liquidificador até fazer um creme. Volte para a panela e acrescente cebolinha e sal. Uma opção é colocar queijo roquefort para servir.
Corridas de Rua · 12 maio, 2016
No final de semana do meu aniversário em março, marido e eu fomos para Manaus. Eu, interessada na gastronomia riquíssima da região e o marido, claro, interessado no Challenge. Prova de triathlon (1,9 quilômetros de natação, 90 de ciclismo e 21 de corrida).
No domingo, o marido largou cedo, eu acompanhei a saída dele da água e resolvi fazer meu treino. Durante a corrida comecei a pensar em algumas coisas e é isso que eu quero dividir com vocês.
Eu sou empreendedora, em junho inauguro um bistrô, comando a cozinha de um serviço de buffet, um Foodtruck é uma linha de comida congelada. Não é fácil. É cansativo e corrido.
Durante a minha corrida, observando os atletas que estavam na prova, vi o quanto o esporte se parece com algumas situações do dia a dia de um empreendedor.
Planejamento e preparo: os atletas mais treinados chegam antes, com mais fôlego. Conheço alguns e sei o quanto a vida gira em torno do planejamento para o esporte. E isso é a mesma coisa para as empresas. Troque a palavra atleta por empresa e você vai entender o que eu digo.
Recursos e investimentos: alguns atletas podem investir mais em equipamentos, desde relógios, frequencímetro, roupas especiais, tênis, bicicletas de valores astronômicos. E isso ajuda quem tem menos tempo, menos talento, menos oportunidades para treinar. Não substitui o planejamento e preparo.Mas que ajuda, ajuda.
Pensei na minha cozinha. Existe um tipo de forno que passa dos 100 mil reais, eu não o tenho, uso fornos simples. Consigo executar meu serviço com esse tipo de forno, mas se tivesse um equipamento desses... Ahhh como seria mais fácil! Não substitui um profissional preparado, mas ajuda e muito.
Pensei na função extremamente importante dos treinadores e assessorias. Um atleta talentoso, sem direcionamento profissional correto pode facilmente colocar tudo a perder. E não é assim para a empresa, empreendedores ou para uma carreira profissional qualquer?
Mas sabe qual tipo de atleta me fez pensar mais? Aqueles que mesmo com a maior dificuldade, cansaço, sol, com ou sem hidratação, com tênis moderno ou tênis simples, chegam até o final. Não desistem.
E essa é a rotina de quem quer empreender. Desistir não é uma opção.
E foi vendo esses últimos atletas que resolvi me inscrever para uma nova meia maratona. Tenho pouco tempo pra treinar, será com tênis simples, mas próprio para a minha pisada, sem equipamentos caríssimos, mas desistir... Desistir nunca é uma opção.
31/07 marido e eu completamos mais um ano de casados e será o dia da meia maratona!
E claro que eu não te deixo sem uma receita. Em Manaus comemos muito peixe, já aqui em São Paulo, não dá pra comer sempre um pirarucu, ou um caldinho de tucupi, mas te deixo com uma receita deliciosa é fácil de tilápia!
Peixe com crosta de pão e spaghetti de abobrinha
Em Manaus comemos muito peixe, já aqui em São Paulo, não dá pra comer sempre um pirarucu, ou um caldinho de tucupi, mas te deixo com uma receita deliciosa é fácil de tilápia! Foto: DivulgaçãoIngredientes
1 filé de tilápia
Sal e pimenta do reino a gosto
Ingredientes para a crosta
2 fatias de pão de forma (branco ou integral com casca)
Salsinha picada a gosto
Cebolinha picada a gosto
Sal agosto
Pimenta a gosto
2 colheres de sopa de azeite
Modo de preparo: pique a cebolinha e a salsinha, bata as fatias de pão no liquidificador e misture tudo e reserve. Tempere o peixe, sele na frigideira e coloque a crosta por cima.
Ingredientes para o spaghetti
1 abobrinha cortada em tiras finas
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Azeite a gosto
2 colheres de sopa de cebola picadinha
1 dente de alho picadinho
5 tomatinhos cereja
Modo de preparo: Coloque a abobrinha em água fervente por 15 minutos. Tire e coloque em água gelada para escorrer e reserve. Coloque o alho, a cebola a abobrinha e tempere.
Corrida de Montanha · 02 maio, 2016
Nos dias de hoje as bandagens são muito utilizadas no mundo esportivo, a causa disso foi uma revolução que começou há mais ou menos duas Olimpíadas atrás. Diversos atletas apareceram na televisão praticando suas atividades esportivas com bandagens elásticas coloridas em vários formatos pelo corpo.
Como tudo que aparece sendo utilizado pelos famosos vira moda, a bandagem teve um boom inicial de modismo irracional, ou seja, ninguém sabia se aquilo tinha algum tipo de comprovação científica, mas se atletas de ponta estavam usando, por que não usar?
Hoje existem várias marcas no mercado, algumas de péssima qualidade e com vários tipos de formato, outras vem pré-cortadas para serem utilizadas em determinadas localizações do corpo e outras vendem em rolos de diversos tamanhos para serem cortadas de acordo com a necessidade. O principal fator que se refere à qualidade é o quanto dura a fita ao ser colada no corpo, pois em situação normal, com o suor do dia a dia e um banho diário a fita pode durar de três a cinco dias fazendo efeito e é claro que nos primeiros dias o efeito é mais intenso, pois o tecido vai perdendo elasticidade. Se você após o banho usar o secador na bandagem isso aumenta a durabilidade da cola. Porém, quando utilizadas na piscina, por melhor que seja ela não vai durar mais que um dia.
Os estudos científicos não conseguiram ainda mostrar relevância na utilização destas bandagens elásticas Foto: Elbow/CC BY-SA 2.0Os estudos científicos não conseguiram ainda mostrar relevância na utilização destas bandagens elásticas, mas não é por isso que vamos deixar de usá-las, principalmente por dois motivos:
1- As bandagens sempre foram utilizadas dentro e fora do esporte como auxiliar de tratamento, ainda hoje nós utilizamos de bandagens rígidas para bloquear determinados movimentos (bandagem funcional) e a versão elástica neste sentido pode auxiliar trazendo mais percepção do movimento que deve ser corrigido.
2- O tipo de tração que a bandagem elástica imprime sobre a pele faz com que haja micromovimentos entre a pele seus tecidos subjacentes (os que estão abaixo dela), favorecendo muitas vezes a mobilidade tecidual que estimulamos nas sessões de fisioterapia.
Esta liberação tecidual é tão importante quanto as liberações profundas, para entender é só lembrar o quanto uma cicatriz de queimadura ou corte pode aderir e limitar o movimento de um membro ou do tronco. Quando liberamos estes tecidos na fisioterapia temos ótimos resultados na sensação de liberdade de movimento.
Portanto as bandagens sempre irão auxiliar o tratamento e a prevenção de lesões, sejam elásticas ou rígidas, o que temos que entender é que não existe milagre. Usar somente a bandagem sobre uma lesão não vai evitar que esta piore caso você não siga as orientações do profissional que utiliza da técnica como suporte. Para melhores resultados é importante que o profissional entenda de biomecânica, pois sem este conhecimento os resultados ficam limitados.
Aquela recomendação de sempre serve para este caso, sinta e respeite o seu corpo, assim você corre mais por muito mais tempo.
Bons treinos!
Corridas de Rua · 22 abr, 2016
Às 06h30 da manhã eu e muitas outras mulheres já estávamos no sambódromo Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, nos preparando para a tão esperada Meia Maratona Nike Women Victory Tour Rio. Uma bela estrutura e diversos mimos foram preparados para a mulherada desfrutar antes e depois da prova. Até penteado com hairstylist fizemos antes de correr, acredita? Rs!!!
Foto: Cadu VigiliaAntes da prova feminina ocorreu o teste do circuito da Maratona Olímpica, num evento não-oficial, com a presença de 16 atletas. Depois deles foi a vez de mil mulheres percorrerem 21 quilômetros do trajeto das Olimpíadas Rio 2016. Não foi minha primeira meia maratona, mas foi minha primeira corrida no Rio de Janeiro e, principalmente, uma oportunidade única de participar de uma prova de corrida em parte do circuito da Maratona Olímpica.
Só estive no Rio de Janeiro em outras duas situações e nenhuma delas foi para correr ou praticar esportes. Sabia que teria dificuldade com o clima da cidade, mas definitivamente a ideia que eu tinha passou longe da realidade. Corremos 21 quilômetros em uma temperatura média de 35ºC e sensação térmica de 50ºC. No segundo e no quarto quilômetro já encontrei meninas vomitando. Foi uma das provas mais sofridas que já fiz (e por incrível que pareça, estava tão quente que até os cariocas sofreram nesta prova). Por sorte a prova foi muito organizada e a cada três quilômetros havia um ponto de hidratação com água gelada e isotônicos.
Foto: Robson FrançaApesar do calor nada favorável a prova foi sensacional! Todos estavam muito animados (mulherada, Coaches, Pacers, o grande Vanderlei Cordeiro, e até o cantor Seu Jorge que também estava lá para incentivar) e o clima era contagiante. Além disso, o trajeto todo foi muito lindo: passamos pelo Aterro do Flamengo, Arcos da Lapa, Museu do Amanhã (novo ícone da região portuária), entre outros cartões-postais da cidade maravilhosa. Eu que nunca havia corrido no Rio de Janeiro fiquei alucinada.
Depois de cruzar a linha de chegada ganhamos a medalha da prova (que foi mais uma bela surpresa) e ainda tivemos serviços pós-corrida como hidratação, lanche pós treino, massagistas e crioterapia.
Certamente esta não foi uma Meia Maratona comum. Não era uma competição, não haviam ganhadores. Foi um evento para reunir as mulheres e incentivá-las a superar seus próprios desafios. E sabendo disso, não fui com a pretensão de "fazer tempo". Meu único objetivo era superar meus próprios desafios, cruzar a linha de chegada e aproveitar esta grande oportunidade.
Foi incrível correr com aquela paisagem maravilhosa, contar não só com o incentivo das amigas e dos Pacers, como também do Seu Jorge e Vanderlei Cordeiro, cruzar com diversas amigas durante o percurso, presenciar a conquista de amigas que correram sua primeira Meia Maratona, encontrar Fernanda Keller na linha de chegada, e ainda desfrutar de tantos mimos durante o evento. Foi uma manhã mágica, de muita emoção, superação e alegria.
Samanta Penhalbel que completou sua primeira Meia Maratona, Anna Palhares e Niki Verdot Foto: Arquivo pessoal
Foto: Cadu Vigilia.Corridas de Rua · 21 abr, 2016
De longe, a NWVT foi a melhor prova da minha vida. Em meados de 2010 comecei a correr e desde então meu amor pela corrida só tem aumentado. Me descobri amante de longas distâncias pelo simples motivo de estar em contato comigo mesma e ainda assim ter o desafio do controle sobre o corpo, cabeça e coração.
Há pouco menos de um ano, assumi publicamente meu amor pela corrida sendo Pacer do NRC SP, fazer parte de um clube de corrida incentivando pessoas a treinarem e se desafiarem, é sem dúvida uma das coisas que eu mais gosto de fazer atualmente.
Em janeiro deste ano, soubemos que a Nike faria uma corrida especialmente para mulheres e que nós, pacers, teríamos um papel importantíssimo já que faríamos parte de todo o contexto da jornada destas mulheres.
Sabíamos que além de desempenharmos o papel que tanto amamos, teríamos o desafio de acompanhar e fazer com que cada uma delas rompesse a barreira que muitas temiam: os 21 quilômetros. Toda a jornada foi transformadora, pois junto com elas, também pude provar o quanto sou forte e quanto a corrida me transforma.
O grande dia
Cheguei cedo ao Sambódromo, pois assim como todos os outros pacers tivemos que alinhar detalhes técnicos e nos prepararmos. Entenda cedo, como muito cedo, 5h da manhã. Por volta das 6h o dia já estava clareando e com isso, o Astro Rei - também conhecido com Sol - já dava o ar da graça. As 7h o termômetro batia 26º. Como todos já haviam percebido no dia anterior, o dia seria com muito sol e calor, mas sinceramente eu não imaginava que seria tanto.
As corredoras começaram a chegar, e nosso papel ali além de correr era fazer com que cada uma delas, tivesse a melhor experiência em uma corrida. Era fazer com que os 21 quilômetros de fossem inesquecíveis.
Auxiliei no que pude com informações sobre os pontos de hidratação, carbo gel, dicas de corrida e fazendo o possível para que toda a minha experiência com a corrida servisse, nem que fosse o mínimo, como base para elas. Tudo isso foi muito fácil, difícil mesmo era segurar a emoção e o nervosismo das corredoras e claro, O MEU!
Suellen com uma corredora nos últimos metros dos 21 quilômetros do NWVT Foto: DivulgaçãoMinutos antes da largada que foi as 8h14, fizemos aquecimento e nos posicionamos, cada um no seu ritmo. Eu e outra Pacer do Rio, ficamos responsáveis de levar e incentivar as corredoras que seguiriam no ritmo de 6min40. Aquecimento feito houve um breve discurso das Coachs que também participaram da jornada e em seguida o silêncio tomou conta do Sambódromo. Um som de batidas de coração começou a sair da caixa de som, como se fosse alinhado com a batida de cada uma das 1000 mulheres que estavam ali, e soou a buzina da largada.
Naquele momento, tive um mix de sensações, quis chorar, gritar de alegria e meu coração estava quase pulando pela boca. Comecei a correr com algumas meninas que frequentam o clube aqui em São Paulo, a ideia era de completarmos a prova juntas, mas como todo corredor sabe, nem sempre as provas seguem conforme o planejado e assim foi a Victory Tour.
Tenho como distância favorita os 21 quilômetros porque sei me programar e fracionar a prova com água, gel, ritmo, tudo conforme o meu planejado. Contudo, esta não era a minha prova e sim a prova delas, então tive a missão de exercitar ainda mais a empatia e pensar em cada uma das meninas como se fosse eu mesma. Levei gel, bala de goma, paçoca e sal para mim e para quem mais pudesse ajudar.
Pouco depois da largada da prova, o termômetro batia próximo a casa dos 30º graus e a sensação térmica era do deserto do Saara. Aquele calor que só o Rio de Janeiro sabe proporcionar, potencializado ao cubo e a brisa que talvez pudesse nos salvar deve ter tirado folga. Se eu já estava com dificuldade de controlar o calor, imagine então para quem estava debutando.
Seguimos em frente e os pontos de hidratação eram bem colocados e não muito distantes um do outro, porém, com todo aquele calor um único copo de água não era suficiente para dar conta então combinamos de sempre pegarmos dois copos: um para beber e outro para nos refrescarmos. Com o passar da prova, o calor aumentava descomunalmente e os dois copos não eram mais suficientes e então começou a parte mais cooperativa da prova: a de apoiar umas as outras.
Fernanda Keller também foi uma das Pacers que recebeu atleta por atleta Foto: DivulgaçãoAli não existia uma corredora, uma pacer, uma Suellen ou outra pessoas. Ali começava a história do coletivo, do grupo, começava a nossa história.
Durante todo o percurso pudemos compartilhar lembranças, dividir água, bala, géis, esponjas, palavras e acima de tudo, incentivos. Vi diversas mulheres se superarem, quebrarem barreiras, paradigmas, quebrarem pré-conceitos e recordes. Mas infelizmente também vi algumas quebrarem por causa do calor e excesso de treino e quando notei isso, sofri.
Segui com muito sofrimento até os 21 quilômetros e sinceramente, esses foram os quilômetros mais difíceis que já fiz. Correr em um lugar desconhecido, com aquele calor todo não lembrava nada do que eu já tinha passado na vida. Cruzei a linha de chegada quase morrendo, mas feliz de ter concluído.
Ao ver toda aquela festa, todas as mulheres concluindo a prova, concretizando sonho, colocando em prática meses de preparação renovou minhas energias completamente. Alguns pacers que já tinham chegado estavam recepcionando as corredoras e eu fui fazer o mesmo.
Nunca na vida, tive uma experiência tão gratificante, e tão recompensadora. Ver cada uma delas completando a prova, chorando, fazendo uma força descomunal para cruzar a linha de chegada foi incrível. Segurar na mão delas, correr ao lado, abraçar, compartilhar toda aquela emoção e ser cúmplice daquele momento foi melhor do que qualquer troféu ou medalha que eu poderia ganhar. Renasci a cada chegada. Sorri a cada passada. Quis explodir de felicidade por todas elas e claro por mim também.
O trabalho dos pacers começou muito antes do dia da prova Foto: DivulgaçãoMuita gente não sabe, mas eu também tive minha superação nessa corrida. Há um ano eu estava lesionada e sem poder correr. E estes eram meus primeiros 21 quilômetros depois de toda essa saga. Concluir a prova bem, "tranquila", sem dores era algo que eu sonhava há muito tempo.
A Nike Women Victory Tour não foi apenas uma corrida, não foi mais uma vez essa distância, não foi um troféu ou uma medalha, ela foi a prova de que podemos ser melhores sempre, que temos controle do que fazemos, que podemos ser melhores para nós e paras os outros, que sempre vamos realizar nossos sonhos e que sonho, que se sonha junto e que realiza junto vale mais do que qualquer coisa nessa vida.
Meia Maratona · 20 abr, 2016
A Meia Maratona do Descobrimento agitou Porto Seguro no último domingo (17/04). Saiba como foi a prova, contada nas fotos a seguir. Imagens por Alexandre Koda/ Webrun
Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Foto: Alexandre Koda/ WebrunMeia Maratona · 19 abr, 2016
A primeira edição de um evento esportivo possui grandes desafios, mesmo para uma empresa que já possua experiência no mercado, como é o caso da Vida Sport, que tem na bagagem mais de 20 edições da Corrida Rústica do Arraial D´Ajuda (BA). Vidal Filho, responsável pela Meia Maratona do Descobrimento realizada no último domingo (17/04) em Porto Seguro (BA), comenta que a preparação durou quase um ano.
Tivemos um empenho muito forte e graças a Deus foi um evento muito bom e que contou com apoios importantes, como a Federação Baiana de Atletismo homologando a prova e o suporte total da Prefeitura de Porto Seguro, afirma Vidal. Agradecemos imensamente os corredores, que acreditam no nosso trabalho e compareceram em massa, completa o organizador.
Vidal (esquerda) e o Chefe de Gabinete da Prefeitura ficaram satisfeitos com a prova. Foto: Alexandre Koda/ WebrunEm alguns trechos dos 21 quilômetros faltou água no posto de hidratação, falha que Vidal lamenta e promete corrigir para a edição 2017. Um evento grande como esse é passível de falhas e peço humildemente aos atletas que aceitem nossas desculpas e prometo de antemão que vamos melhorar a logística para o ano que vem.
O evento fez parte das festividades do Descobrimento do Brasil, já que podemos considerar os portugueses como os primeiros corredores oficiais em terras tupiniquins. Eles chegaram aqui há mais de 1.500 anos e já começaram a desbravar o terreno e correr nesse eterno paraíso, brinca o baiano. Hoje fizemos uma grande festa do interior da Bahia e até o sol ajudou abrilhantando o evento.
Nem a chuva desanimou os corredores. Foto: Alexandre Koda/ WebrunJá para Josemar Marinho Siquara, Chefe de Gabinete da Prefeitura, a prova superou as expectativas. Foram quase cinco mil pessoas presentes, entre expectadores, corredores e staffs e a participação de diferentes estados do Brasil logo de cara na primeira edição. Estamos muito orgulhosos e ano que vem tem mais, relata o assessor que também correu a prova.
Quem também fez uma avaliação positiva foi Tate Parracho, Secretário de Esportes e Lazer. As inscrições foram encerradas antes do prazo porque as vagas se esgotaram, mas para o próximo ano a ideia é ter uma estrutura que comporte pelo menos 1.500 corredores, afirma. Já presente no calendário oficial da cidade, o evento serviu para movimentar a economia e deve ganhar ainda mais importância em 2017. Queremos que a Meia sirva para mostrar que Porto Seguro tem um turismo esportivo muito forte, além das festas. E o baiano é muito receptivo e esperamos todos de braços abertos.
Segundo Tate Parracho, a prova deve ter ainda mais importância ano que vem. Foto: Alexandre Koda/ Webrun