Direto de Blumenau (SC)- Ela voltou. A prova que por duas décadas foi tida como a maratona mais rápida do Brasil está de volta, após um período de cinco anos sem realização. Agora sob a organização da Corre Brasil (Meia Maratona de Pomerode, Meia Maratona de Balneário Camboriú), a Maratona de Blumenau retorna ao calendário das principais provas nacionais. Veja como foi a prova feminina e confira abaixo o relato da masculina.
Marcos Alexandre Elias é um atleta com boa envergadura. Alto, era ele quem parecia ditar o ritmo da Maratona de Blumenau, que largou próxima à Itajaí no domingo (12/08), às 6h50. Passados os primeiros dez quilômetros, um grupo de quatro corredores seguia na ponta: Marcos Alexandre, Célio Falcão, João Paulo de Souza e Fábio Ramos.
Era Marcos quem demonstrava mais desenvoltura entre os quatro. Passando pelo municípío de Gaspar, na altura do quilômetro 25, no entanto, o corredor parou subitamente e foi em direção a um muro. Eu estava muito apertado, parei para fazer xixi, explica.
A necessidade fisológica atrapalhou seu desempenho. Depois tive que forçar muito para encostar no bloco da frente de novo, me desgastei e não consegui acompanhar, assume o fundista, que mesmo assim ficou com a segunda colocação.
Melhor para João Paulo, que seguiu até o final no mesmo ritmo, minando seus adversários um a um. Consegui a vitória a partir do quilômetro 30, quando passei a correr sozinho. Eles são atletas bons, respeito todos, mas graças a Deus consegui, celebra o vencedor, que marcou 2h21min03.
A marca foi boa, trabalhei para isso mesmo. O percurso é muito bom e favoreceu, continua. Célio Falcão foi o terceiro. Até o quilômetro 30 ainda estávamos em três atletas no bloco. A partir dali passei a sentir a coxa e um calo no dedo. Com dores e calos complica um pouco mais, lamenta o atleta, que afirma ter gostado da prova mesmo assim, apesar de ter perdido ritmo com as dores.
Cadeirante- Na prova para cadeirantes, Eduardo Aparecido de França fopi o único competidor e conta como foi a prova solitária. Esperava correr com mais pessoas, é mais emocionante. Quando corro sozinho tenho que usar o tempo como adversário, explica o paraatleta de São José dos Pinhais (PR).
Edu que não conquistou índice para os 10.000m da Paraolimpíada de Londres por apenas 1seg30 é outro que elogia a velocidade do percurso. O trajeto é excelente, dá para fazer um bom tempo, encerra.
Confira o resultado masculino da Maratona de Blumenau 2012:
Esporte Adaptado · 13 ago, 2012
Direto de Blumenau (SC)- Ela voltou. A prova que por duas décadas foi tida como a maratona mais rápida do Brasil está de volta, após um período de cinco anos sem realização. Agora sob a organização da Corre Brasil (Meia Maratona de Pomerode, Meia Maratona de Balneário Camboriú), a Maratona de Blumenau retorna ao calendário das principais provas nacionais. Veja como foi a prova feminina e confira abaixo o relato da masculina.
Marcos Alexandre Elias é um atleta com boa envergadura. Alto, era ele quem parecia ditar o ritmo da Maratona de Blumenau, que largou próxima à Itajaí no domingo (12/08), às 6h50. Passados os primeiros dez quilômetros, um grupo de quatro corredores seguia na ponta: Marcos Alexandre, Célio Falcão, João Paulo de Souza e Fábio Ramos.
Era Marcos quem demonstrava mais desenvoltura entre os quatro. Passando pelo municípío de Gaspar, na altura do quilômetro 25, no entanto, o corredor parou subitamente e foi em direção a um muro. Eu estava muito apertado, parei para fazer xixi, explica.
A necessidade fisológica atrapalhou seu desempenho. Depois tive que forçar muito para encostar no bloco da frente de novo, me desgastei e não consegui acompanhar, assume o fundista, que mesmo assim ficou com a segunda colocação.
Melhor para João Paulo, que seguiu até o final no mesmo ritmo, minando seus adversários um a um. Consegui a vitória a partir do quilômetro 30, quando passei a correr sozinho. Eles são atletas bons, respeito todos, mas graças a Deus consegui, celebra o vencedor, que marcou 2h21min03.
A marca foi boa, trabalhei para isso mesmo. O percurso é muito bom e favoreceu, continua. Célio Falcão foi o terceiro. Até o quilômetro 30 ainda estávamos em três atletas no bloco. A partir dali passei a sentir a coxa e um calo no dedo. Com dores e calos complica um pouco mais, lamenta o atleta, que afirma ter gostado da prova mesmo assim, apesar de ter perdido ritmo com as dores.
Cadeirante- Na prova para cadeirantes, Eduardo Aparecido de França fopi o único competidor e conta como foi a prova solitária. Esperava correr com mais pessoas, é mais emocionante. Quando corro sozinho tenho que usar o tempo como adversário, explica o paraatleta de São José dos Pinhais (PR).
Edu que não conquistou índice para os 10.000m da Paraolimpíada de Londres por apenas 1seg30 é outro que elogia a velocidade do percurso. O trajeto é excelente, dá para fazer um bom tempo, encerra.
Confira o resultado masculino da Maratona de Blumenau 2012:
O que falei nos dois textos anteriores (Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados parte Parte 1 e Parte 2) não é fácil de digerir. Como aceitar a inversão de causa e consequência entre engordar e comer demasiado? Minha primeira reação foi: como isso não é ainda debatido nas faculdades de nutrição e medicina? Como por tantas décadas fazemos da nutrição um curandeirismo vergonhoso sem contestar?
Causa espanto como algumas coisas passaram a serem tidas como verdades absolutas na nutrição. Para perder peso o exercício seria uma medida completamente eficaz para emagrecer, certo? Não é. São décadas de estudo que mostram que ele pouco ajuda, mas insistimos. Se fosse eficiente, nas academias teríamos apenas casos de sucesso. Não temos! Para cada estudo apontando perda de peso, você encontra outros sem resultados positivos ou estimulantes.
Quando você parte para ilustrar casos de êxito de amigos e parentes com dieta ou atividade física, você cai no erro grosseiro da parábola do golfinho benevolente (procure por ela no Google), aquela que lista apenas casos de sucesso. Para os exemplos de fracasso (pessoas que não emagrecem) culpamos o indivíduo que não se esforçou como deveria.
De acordo com vários estudos, das pessoas que foram submetidas a rotinas de exercício, algumas perderam peso enquanto outras ganharam. E qual a conclusão padrão? Os que não emagreceram trapacearam, foram fracos.
Doença com novo remédio - Imagine que você tenta combater uma doença inventando um novo remédio. Ao aplicar este remédio, alguns se curam, porém outros têm o quadro agravado. Você pode anunciar a descoberta da solução? É mais do que óbvio que não! É isso o que fazem com a Obesidade (a doença) e as curas (exercícios e/ou dieta de restrição calórica). Convenhamos, a nutrição vista desse ponto é uma vergonha, um fracasso.
Na nutrição, infelizmente aplicamos vários remédios sem saber exatamente o que dá certo devido à enorme gama de variáveis. O que fez o indivíduo perder peso? Mais carboidrato? Mais gordura? Menos calorias? Mais exercício? Tudo junto? Qual combinação deles? Ninguém sabe. Ninguém. O profissional que fala que sabe, ou é desinformado ou mente pra você.
O estudo que ganhou destaque algumas semanas atrás mostrou pessoas que engordaram quando submetidas à dieta e exercício. Isso vem reforçar outra tendência das pesquisas sobre economia comportamental. Nessas novas linhas de estudos, teoricamente os cardápios que restringem certos pecados alimentares vão perdendo força por uma atitude muito humana e imperceptível que é o de compensarmos esforços feitos anteriormente.
Funciona assim: a pessoa que deixou de comer um mousse de chocolate no almoço, enxerga esse esforço pessoal como justificativa para exagerar mais tarde em outra refeição. É por esse motivo também que restaurantes ditos naturais trazem muito menos benefícios do que imaginamos, porque no final você acaba sempre compensando com pecados nutricionais. Nossas refeições não são eventos independentes. Visto desse ponto, recordatórios alimentares e cardápios são muito mais inúteis do que pensávamos.
Atividade física - Enfim, não sou louco de tentar negar o inegável: os benefícios de uma rotina de atividade física. Isso ninguém discute nem pode rebater. Mas as décadas passam e cada vez mais todas as populações vão ficando mais gordas mesmo intensificando a dose do atual remédio. Vimos desde os anos 70 reduzindo nosso consumo de gordura, mas ela é mesmo a vilã? Provavelmente não. Desde a década de 50 calculamos as calorias, mas elas servem para alguma coisa? Muito possivelmente não.
O que está claro é que estamos combatendo de modo completamente equivocado o problema da obesidade. Não podemos esperar resultados diferentes usando o mesmo caminho há décadas, pois é necessário parar e ver onde erramos, mesmo que abandonemos ideias que consideramos as respostas corretas por décadas, quando na verdade elas encontram pouco ou quase nenhum suporte na ciência bem feita.
Atletismo · 10 ago, 2012
O que falei nos dois textos anteriores (Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados parte Parte 1 e Parte 2) não é fácil de digerir. Como aceitar a inversão de causa e consequência entre engordar e comer demasiado? Minha primeira reação foi: como isso não é ainda debatido nas faculdades de nutrição e medicina? Como por tantas décadas fazemos da nutrição um curandeirismo vergonhoso sem contestar?
Causa espanto como algumas coisas passaram a serem tidas como verdades absolutas na nutrição. Para perder peso o exercício seria uma medida completamente eficaz para emagrecer, certo? Não é. São décadas de estudo que mostram que ele pouco ajuda, mas insistimos. Se fosse eficiente, nas academias teríamos apenas casos de sucesso. Não temos! Para cada estudo apontando perda de peso, você encontra outros sem resultados positivos ou estimulantes.
Quando você parte para ilustrar casos de êxito de amigos e parentes com dieta ou atividade física, você cai no erro grosseiro da parábola do golfinho benevolente (procure por ela no Google), aquela que lista apenas casos de sucesso. Para os exemplos de fracasso (pessoas que não emagrecem) culpamos o indivíduo que não se esforçou como deveria.
De acordo com vários estudos, das pessoas que foram submetidas a rotinas de exercício, algumas perderam peso enquanto outras ganharam. E qual a conclusão padrão? Os que não emagreceram trapacearam, foram fracos.
Doença com novo remédio - Imagine que você tenta combater uma doença inventando um novo remédio. Ao aplicar este remédio, alguns se curam, porém outros têm o quadro agravado. Você pode anunciar a descoberta da solução? É mais do que óbvio que não! É isso o que fazem com a Obesidade (a doença) e as curas (exercícios e/ou dieta de restrição calórica). Convenhamos, a nutrição vista desse ponto é uma vergonha, um fracasso.
Na nutrição, infelizmente aplicamos vários remédios sem saber exatamente o que dá certo devido à enorme gama de variáveis. O que fez o indivíduo perder peso? Mais carboidrato? Mais gordura? Menos calorias? Mais exercício? Tudo junto? Qual combinação deles? Ninguém sabe. Ninguém. O profissional que fala que sabe, ou é desinformado ou mente pra você.
O estudo que ganhou destaque algumas semanas atrás mostrou pessoas que engordaram quando submetidas à dieta e exercício. Isso vem reforçar outra tendência das pesquisas sobre economia comportamental. Nessas novas linhas de estudos, teoricamente os cardápios que restringem certos pecados alimentares vão perdendo força por uma atitude muito humana e imperceptível que é o de compensarmos esforços feitos anteriormente.
Funciona assim: a pessoa que deixou de comer um mousse de chocolate no almoço, enxerga esse esforço pessoal como justificativa para exagerar mais tarde em outra refeição. É por esse motivo também que restaurantes ditos naturais trazem muito menos benefícios do que imaginamos, porque no final você acaba sempre compensando com pecados nutricionais. Nossas refeições não são eventos independentes. Visto desse ponto, recordatórios alimentares e cardápios são muito mais inúteis do que pensávamos.
Atividade física - Enfim, não sou louco de tentar negar o inegável: os benefícios de uma rotina de atividade física. Isso ninguém discute nem pode rebater. Mas as décadas passam e cada vez mais todas as populações vão ficando mais gordas mesmo intensificando a dose do atual remédio. Vimos desde os anos 70 reduzindo nosso consumo de gordura, mas ela é mesmo a vilã? Provavelmente não. Desde a década de 50 calculamos as calorias, mas elas servem para alguma coisa? Muito possivelmente não.
O que está claro é que estamos combatendo de modo completamente equivocado o problema da obesidade. Não podemos esperar resultados diferentes usando o mesmo caminho há décadas, pois é necessário parar e ver onde erramos, mesmo que abandonemos ideias que consideramos as respostas corretas por décadas, quando na verdade elas encontram pouco ou quase nenhum suporte na ciência bem feita.
No primeiro artigo da série Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados, Danilo Balu nos propõe repensar o que dizem os especialistas sobre o assunto. Na segunda parte ele mostra mais exemplos de que podemos ter aprendido tudo errado..
O que nos faz engordar? Excesso de alimentos? O barateamento deles? Fast food? Um ambiente que promove a economia de atividade física? Afinal, a prosperidade realmente traz obesidade? Há uma relação que intriga qualquer pesquisador, por qualquer filtro que se use, há uma correlação infalível: a parte mais rica da população é mais magra que a parte mais pobre. Ninguém tem a resposta para isso. Melhor acesso à saúde, academias e nutricionistas? Muito provavelmente não.
Para entender melhor a obesidade, Gary Taubes foi estudar a tribo dos Pimas. Eles eram pobres, faziam um trabalho braçal enorme e como falamos de uma época por volta de 1870, eles não tinham acesso a fast food. E mesmo assim eram obesos. Não seria então o quanto eles comem, mas o quê eles comem. Falamos assim de (macro) nutrientes, não calorias. Os Pimas comem muito carboidrato. E assim o é com inúmeros outros povos e populações em diferentes regiões e países do planeta que derrubam um a um a ideia do excesso de alimentos e/ou falta de atividade física como razão pelo excesso de peso ou obesidade.
Por incrível que pareça, há uma carência enorme de experimentos com dietas que controlem as diversas variáveis dos três macronutrientes (carboidrato, proteína e gordura) concomitantes com a oferta de calorias (hipocalórica e normocalórica) como se elas fossem independentes. Uma pesquisa atenta nos revela que dietas com controle de calorias (cardápios com restrição calórica) acabam praticamente e inevitavelmente com modestíssimos resultados finais. E qual a razão?
Para vergonha dos pesquisadores, a culpa muitas vezes é atribuída para a amostra que não teria seguido a dieta à risca. Eles podem até estar certos. Mas é certo também que o ser humano quando busca por um determinado resultado (a comprovação de sua tese), vai achando razões para a coisa não ter andado como era esperado. O fato doloroso aos defensores da ideia da restrição calórica, ou seja, praticamente toda a comunidade da área, é que ela simplesmente não funciona. Ou quando funciona, é decepcionantemente ineficaz.
Então Taubes perguntou o básico que ninguém havia se perguntado antes: se a restrição calórica não é a solução, por que comer a mais seria a causa? É comumente aceito que o sedentarismo é uma causa da obesidade. Mas será mesmo?
Um parênteses aqui: Por favor, não ouso sequer discutir os benefícios inerentes e inegáveis do exercício em muitos indicadores de saúde! Limitemo-nos apenas a falar da falácia que pode ser (e provavelmente é) da eficiência do exercício/ esporte/ atividade física como ferramenta de perda de peso.
Uma coisa que intriga os pesquisadores é: por que as populações mais pobres, justamente as que fazem trabalhos mais braçais, são justamente as mais gordas? Bom, isso por si só não invalida a atividade física como ferramenta reguladora do nosso peso, já que eles poderiam comer mais que os mais ricos. Mas e o que dizer da indústria da atividade física crescer em paralelo com o crescimento da obesidade? Porém nada disso é conclusivo também, afinal, poderíamos comer demasiadamente e o exercício não dar conta, mas o fato é que quem pratica sabe que a atividade física queima muito poucas calorias ao mesmo tempo em que dá (muita) fome.
De novo entram os experimentos e, 30 anos de experimentos de todos os tipos, têm uma conclusão: a introdução de uma rotina de atividade física traz um resultado vergonhosamente modesto na perda de peso. Mas estranhamente continuamos a dizer que emagrecimento e esporte combinam. Exercício gera fome e queima poucas calorias. Por que achamos que funciona?
Por que somos tão otimistas achando que emagreceremos treinando e comendo menos? Quem consegue? Quanto mais gastamos fisicamente, maior a fome. Isso não se discute. Ou seja, se as tentativas experimentais de perda de peso com restrição calórica são ineficientes, se os experimentos que focaram no aumento da atividade física também não tiveram resultados encorajadores, por que insistimos com um tratamento que não funciona? Por quê?
Desde o começo do século passado o alemão Carl von Noorden, especialista em diabetes, teorizou que ganhamos peso (engordamos) quando ingerimos mais calorias do que gastamos. Será? Assim como as crianças comem mais porque estão crescendo, por que não podemos comer mais quando estamos engordando? Se a pessoa não fica mais alta quando come, por que engordaria por comer muito? E se alguém viesse e lhe explicasse que comemos muito porque o corpo está engordando?
Em um clássico estudo, ratas que tiveram seus ovários retirados, passaram a comer mais e a engordar. Porém, quando elas foram submetidas a um rigoroso controle da dieta com restrição calórica, elas passaram a engordar do mesmo modo porque praticamente não se movimentavam dando base para a ideia de que comer mais é consequência do ganho de peso e não sua causa!
Uma parte da teoria de Taubes é também dura de entender por ir na contramão. Sabe aquele papo que todo nutricionista gosta de dizer sobre o platô de perda de peso? Bobagem. A nutrição e a educação física são um fracasso completo quando tentam estabelecer gastos calóricos precisos por longos períodos. O fato é que, ao submetermos nosso organismo a uma dieta de perda de peso, ele faz de tudo para reduzir seu gasto, custe o que custar. É isso o que aponta diversos experimentos com animais.
A teoria da aritmética defendida por nutricionistas vai pelo ralo após algumas semanas de dieta. A pessoa não perde peso mesmo consumindo poucas calorias. Um documentário recente da BBC inglesa fez o contrário, submeteu algumas pessoas a uma dieta incrivelmente hipercalórica. Após alguns dias, as pessoas engordaram, mas muito menos do que manda a matemática. Mas por que ainda assim damos atenção às calorias se elas não explicam nem resolvem?
Caminhada · 30 jul, 2012
No primeiro artigo da série Motivos que nos fazem engordar podem estar equivocados, Danilo Balu nos propõe repensar o que dizem os especialistas sobre o assunto. Na segunda parte ele mostra mais exemplos de que podemos ter aprendido tudo errado..
O que nos faz engordar? Excesso de alimentos? O barateamento deles? Fast food? Um ambiente que promove a economia de atividade física? Afinal, a prosperidade realmente traz obesidade? Há uma relação que intriga qualquer pesquisador, por qualquer filtro que se use, há uma correlação infalível: a parte mais rica da população é mais magra que a parte mais pobre. Ninguém tem a resposta para isso. Melhor acesso à saúde, academias e nutricionistas? Muito provavelmente não.
Para entender melhor a obesidade, Gary Taubes foi estudar a tribo dos Pimas. Eles eram pobres, faziam um trabalho braçal enorme e como falamos de uma época por volta de 1870, eles não tinham acesso a fast food. E mesmo assim eram obesos. Não seria então o quanto eles comem, mas o quê eles comem. Falamos assim de (macro) nutrientes, não calorias. Os Pimas comem muito carboidrato. E assim o é com inúmeros outros povos e populações em diferentes regiões e países do planeta que derrubam um a um a ideia do excesso de alimentos e/ou falta de atividade física como razão pelo excesso de peso ou obesidade.
Por incrível que pareça, há uma carência enorme de experimentos com dietas que controlem as diversas variáveis dos três macronutrientes (carboidrato, proteína e gordura) concomitantes com a oferta de calorias (hipocalórica e normocalórica) como se elas fossem independentes. Uma pesquisa atenta nos revela que dietas com controle de calorias (cardápios com restrição calórica) acabam praticamente e inevitavelmente com modestíssimos resultados finais. E qual a razão?
Para vergonha dos pesquisadores, a culpa muitas vezes é atribuída para a amostra que não teria seguido a dieta à risca. Eles podem até estar certos. Mas é certo também que o ser humano quando busca por um determinado resultado (a comprovação de sua tese), vai achando razões para a coisa não ter andado como era esperado. O fato doloroso aos defensores da ideia da restrição calórica, ou seja, praticamente toda a comunidade da área, é que ela simplesmente não funciona. Ou quando funciona, é decepcionantemente ineficaz.
Então Taubes perguntou o básico que ninguém havia se perguntado antes: se a restrição calórica não é a solução, por que comer a mais seria a causa? É comumente aceito que o sedentarismo é uma causa da obesidade. Mas será mesmo?
Um parênteses aqui: Por favor, não ouso sequer discutir os benefícios inerentes e inegáveis do exercício em muitos indicadores de saúde! Limitemo-nos apenas a falar da falácia que pode ser (e provavelmente é) da eficiência do exercício/ esporte/ atividade física como ferramenta de perda de peso.
Uma coisa que intriga os pesquisadores é: por que as populações mais pobres, justamente as que fazem trabalhos mais braçais, são justamente as mais gordas? Bom, isso por si só não invalida a atividade física como ferramenta reguladora do nosso peso, já que eles poderiam comer mais que os mais ricos. Mas e o que dizer da indústria da atividade física crescer em paralelo com o crescimento da obesidade? Porém nada disso é conclusivo também, afinal, poderíamos comer demasiadamente e o exercício não dar conta, mas o fato é que quem pratica sabe que a atividade física queima muito poucas calorias ao mesmo tempo em que dá (muita) fome.
De novo entram os experimentos e, 30 anos de experimentos de todos os tipos, têm uma conclusão: a introdução de uma rotina de atividade física traz um resultado vergonhosamente modesto na perda de peso. Mas estranhamente continuamos a dizer que emagrecimento e esporte combinam. Exercício gera fome e queima poucas calorias. Por que achamos que funciona?
Por que somos tão otimistas achando que emagreceremos treinando e comendo menos? Quem consegue? Quanto mais gastamos fisicamente, maior a fome. Isso não se discute. Ou seja, se as tentativas experimentais de perda de peso com restrição calórica são ineficientes, se os experimentos que focaram no aumento da atividade física também não tiveram resultados encorajadores, por que insistimos com um tratamento que não funciona? Por quê?
Desde o começo do século passado o alemão Carl von Noorden, especialista em diabetes, teorizou que ganhamos peso (engordamos) quando ingerimos mais calorias do que gastamos. Será? Assim como as crianças comem mais porque estão crescendo, por que não podemos comer mais quando estamos engordando? Se a pessoa não fica mais alta quando come, por que engordaria por comer muito? E se alguém viesse e lhe explicasse que comemos muito porque o corpo está engordando?
Em um clássico estudo, ratas que tiveram seus ovários retirados, passaram a comer mais e a engordar. Porém, quando elas foram submetidas a um rigoroso controle da dieta com restrição calórica, elas passaram a engordar do mesmo modo porque praticamente não se movimentavam dando base para a ideia de que comer mais é consequência do ganho de peso e não sua causa!
Uma parte da teoria de Taubes é também dura de entender por ir na contramão. Sabe aquele papo que todo nutricionista gosta de dizer sobre o platô de perda de peso? Bobagem. A nutrição e a educação física são um fracasso completo quando tentam estabelecer gastos calóricos precisos por longos períodos. O fato é que, ao submetermos nosso organismo a uma dieta de perda de peso, ele faz de tudo para reduzir seu gasto, custe o que custar. É isso o que aponta diversos experimentos com animais.
A teoria da aritmética defendida por nutricionistas vai pelo ralo após algumas semanas de dieta. A pessoa não perde peso mesmo consumindo poucas calorias. Um documentário recente da BBC inglesa fez o contrário, submeteu algumas pessoas a uma dieta incrivelmente hipercalórica. Após alguns dias, as pessoas engordaram, mas muito menos do que manda a matemática. Mas por que ainda assim damos atenção às calorias se elas não explicam nem resolvem?
No inverno, as doenças circulatórias e respiratórias são mais frequentes e perigosas, principalmente nos debilitados e nos esportistas que exageram na intensidade e no volume do treinamento. A ciência prova que nos exageros do treinamento (antigamente chamados de overtraining cardiovascular) as defesas (imunidade) caem muito, facilitando as viroses e outras infecções oportunistas. Por causa disso, devemos conhecer o que acontece e o que fazer para evitar os problemas.
Hipotermia - Acontece quando a temperatura corporal atinge níveis menores que 36,5ºC, ocasião em que perdemos a habilidade de produzir energia suficiente para manter a temperatura interna do corpo. Como consequência, surgem alterações da coordenação motora, lentidão das reações físicas e mentais, além de calafrios e, ocasionalmente colapso do coração de alta letalidade.
Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno
Álcool - Os sensores de temperatura estão localizados no rosto, mãos e pés, portanto estes são os locais que devemos proteger melhor nas baixas temperaturas. O consumo de bebidas alcoólicas, sejam destiladas ou fermentadas, não tem poder de aquecer, já que a queimação estomacal que sentimos é apenas sintoma da leve gastrite do álcool. Na verdade, o álcool dilata todos os vasos sanguíneos da pele, o que provoca uma maior perda do calor. O indivíduo alcoolizado em menor ou maior grau fica menos sensível ao frio e pode chegar a ter hipotermia sem perceber o perigo. Para se aquecer, devemos ingerir líquidos quentes, como chá, chocolate e leite.
![]() |
| Baixas temperaturas pedem cuidado redobrado com a saúde. Foto: Belovodchenko Anton/stock.xchng |
Dicas - A atividade física deve ser praticada na temperatura ambiente de 20 a 25ºC e, no inverno, devemos tomar alguns cuidados como os listados a seguir:
Aquecimento - Segundo o fisiologista Diego Leite de Barros, responsável da DLB assessoria esportiva e integrante do Sport Checkup do HCor de SP, os exercícios de força sempre começam pelo aquecimento. No inverno as extremidades do corpo estão mais frias e expostas às lesões devido à contração dos vasos sanguíneos da pele e maior concentração do sangue nas regiões centrais do corpo (defesa contra o frio).
Chegou o frio! Veja sopas que irão manter sua saúde em dia no inverno
Nos exercícios aeróbicos, como as corridas ou caminhadas, o aquecimento deve iniciar de forma leve e ter um gradativo aumento da velocidade, seguido de movimentos articulares amplos, com pouca ou nenhuma carga. Após o aquecimento e alongamento do corpo, o atleta está pronto para exercer suas atividades habituais.
Atletismo · 23 jul, 2012
No inverno, as doenças circulatórias e respiratórias são mais frequentes e perigosas, principalmente nos debilitados e nos esportistas que exageram na intensidade e no volume do treinamento. A ciência prova que nos exageros do treinamento (antigamente chamados de overtraining cardiovascular) as defesas (imunidade) caem muito, facilitando as viroses e outras infecções oportunistas. Por causa disso, devemos conhecer o que acontece e o que fazer para evitar os problemas.
Hipotermia - Acontece quando a temperatura corporal atinge níveis menores que 36,5ºC, ocasião em que perdemos a habilidade de produzir energia suficiente para manter a temperatura interna do corpo. Como consequência, surgem alterações da coordenação motora, lentidão das reações físicas e mentais, além de calafrios e, ocasionalmente colapso do coração de alta letalidade.
Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno
Álcool - Os sensores de temperatura estão localizados no rosto, mãos e pés, portanto estes são os locais que devemos proteger melhor nas baixas temperaturas. O consumo de bebidas alcoólicas, sejam destiladas ou fermentadas, não tem poder de aquecer, já que a queimação estomacal que sentimos é apenas sintoma da leve gastrite do álcool. Na verdade, o álcool dilata todos os vasos sanguíneos da pele, o que provoca uma maior perda do calor. O indivíduo alcoolizado em menor ou maior grau fica menos sensível ao frio e pode chegar a ter hipotermia sem perceber o perigo. Para se aquecer, devemos ingerir líquidos quentes, como chá, chocolate e leite.
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| Baixas temperaturas pedem cuidado redobrado com a saúde. Foto: Belovodchenko Anton/stock.xchng |
Dicas - A atividade física deve ser praticada na temperatura ambiente de 20 a 25ºC e, no inverno, devemos tomar alguns cuidados como os listados a seguir:
Aquecimento - Segundo o fisiologista Diego Leite de Barros, responsável da DLB assessoria esportiva e integrante do Sport Checkup do HCor de SP, os exercícios de força sempre começam pelo aquecimento. No inverno as extremidades do corpo estão mais frias e expostas às lesões devido à contração dos vasos sanguíneos da pele e maior concentração do sangue nas regiões centrais do corpo (defesa contra o frio).
Chegou o frio! Veja sopas que irão manter sua saúde em dia no inverno
Nos exercícios aeróbicos, como as corridas ou caminhadas, o aquecimento deve iniciar de forma leve e ter um gradativo aumento da velocidade, seguido de movimentos articulares amplos, com pouca ou nenhuma carga. Após o aquecimento e alongamento do corpo, o atleta está pronto para exercer suas atividades habituais.
Caminhada · 23 jul, 2012
O QUE É O CORRIDA NO AR AO VIVO?
É um talk-show sobre corridas de rua, feito ao vivo, em português, e transmitido através do YouTube. O programa vai ao ar todas segundas e quintas-feiras as 21 horas.
QUAL É A PROPOSTA DO PROGRAMA
O Corrida no Ar funciona como uma mesa redonda de futebol, só que o assunto é corridas de rua. Em cada programa, além do estafe permanente, contamos com a presença de convidados especiais para discutir o assunto do dia treinamento, nutrição, provas, fisiologia, dicas, ou seja, tudo que engloba o mundo da corridas de rua e maratonas. O mote do programa é ser informativo e descontraído ao mesmo tempo.
Participação do público: durante o programa ao vivo, os espectadores podem interagir através das mídias sociais, fazendo perguntas, observações e críticas, o que torna o Corrida no Ar mais dinâmico.
COMO É FEITO?
Nós usamos um recurso do Google+, chamado Hangout on Air (HOA). Resumidamente, o HOA é uma vídeo-conferência transmitida ao vivo pelo canal do programa no YouTube.
QUEM FAZ?
Sérgio Rocha: editor de arte e jornalista, trabalha na revista Contra-Relógio desde 2006. Era um dos produtores do podcast Contra-Relógio no Ar, juntamente com o também jornalista André Savazoni. É autor do blog Corredólatra no site da CR, além de ser editor do site Corrida Natural.
Danilo Balu: Trabalha com marketing esportivo e é formado em esportes e em nutrição. Também é autor da coluna Recorrido da revista Contra-Relógio, tem um blog com o mesmo nome no site da revista (clique aqui) e também colabora a seção de nutrição do site Webrun.
Fernanda Paradizo: Jornalista e fotógrafa, Fernanda é colaboradora de longa data das revistas Contra-Relógio e Trisports
Nelton Araújo: É professor de história e devorador de tudo o que abrange a corrida. Nelton é autor do Blog Running Lifestyle no site Runningnews.
O QUE SÃO OS BOLETINS DO TÊNIS E OS ESPECIAS
Fazem parte da programação do Corrida no Ar o "Boletim do Tênis", em que apresentamos novos lançamentos no mercado e também as edições especiais de provas, com uma abordagem diferenciada. Em breve teremos novos quadrdos. Aguardem!
Com as temperaturas mais baixas do inverno, há quem prefira se jogar para debaixo dos cobertores e abandonar os treinos de corrida, principalmente ao ar livre. Conversamos com Raul Santo de Oliveira, pós-doutor em fisiologia pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp e professor da Universidade São Judas Tadeu, para saber as implicações do frio no organismo. Na semana passada, desvendamos o mito sobre a perda calórica no inverno. Nesta reportagem, veja as precauções que devem ser tomadas antes de sair pela rua nessa época do ano.
Treinamento - Corredores habituais, não se assustem: no frio, o desempenho tende a diminuir. Isso pode acontecer pela influência de alguns fatores como a baixa qualidade do ar (veja abaixo) e também pela eventual diminuição da carga de treinos.
Por outro lado, algumas pessoas pensam em começar a treinar durante o tempo frio para supostamente perder mais calorias e chegar em forma para o verão. O Dr. Raul alerta que esse momento não é o mais apropriado para adquirir condicionamento físico por causa das implicações no organismo, entre elas a propensão para doenças oportunistas, como resfriados.
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| A poluição é um dos males que atinge as grandes cidades. Foto: mashiba/ Stock.Xchng |
Quem já vem de um plano de treinamento organizado e periódico não enfrentará muitas dificuldades, uma vez que o exercício físico fortalece também o sistema imune. A dica mais preciosa, nesse caso, é a velha recomendação: não sair sem agasalho.
Proteger-se do frio - É só a temperatura baixar um pouquinho que já sentimos os lábios mais ressecados e a pele mais agredida pelo frio. Quem não quer perder o passo durante o inverno deve tirar os casacos do armário e levá-los junto para o treino.
Além dos casacos, vale apostar em outros modelos para ficar quentinho, como luvas e gorros.
Com o corpo aquecido depois de alguns minutos de exercício, as roupas a mais podem e devem ser tiradas para que não prejudiquem o processo de sudorese, essencial para a perda de calor do organismo. Quando terminar os treinos, a indicação do Dr. Raul é vestir novamente as peças e evitar a roupa úmida.
Recomendações - Quando as temperaturas baixam, muitas regiões do País sofrem com a umidade relativa do ar, que registra índices até o limite do considerado adequado 20%, segundo a Organização Mundial da Saúde. Junto com a poluição das grandes cidades, o treinamento ao ar livre pode causar comprometimentos respiratórios.
O treinamento não é proibido, mas precisa ter uma cautela a mais, explica Raul.
Para o fisiologista, o melhor horário para o exercício é pela manhã, quando a poluição do ar está mais baixa devido ao menor fluxo de veículos durante a noite. Ele recomenda também que o atleta opte por lugares mais arborizados e evite vias movimentadas.
A hidratação, nessa fase, é mais que obrigatória e se estende para além da garrafinha de água. O corredor pode lavar o rosto e as narinas com um pano úmido durante o treino para facilitar a respiração.
Atletismo · 19 jul, 2012
Com as temperaturas mais baixas do inverno, há quem prefira se jogar para debaixo dos cobertores e abandonar os treinos de corrida, principalmente ao ar livre. Conversamos com Raul Santo de Oliveira, pós-doutor em fisiologia pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp e professor da Universidade São Judas Tadeu, para saber as implicações do frio no organismo. Na semana passada, desvendamos o mito sobre a perda calórica no inverno. Nesta reportagem, veja as precauções que devem ser tomadas antes de sair pela rua nessa época do ano.
Treinamento - Corredores habituais, não se assustem: no frio, o desempenho tende a diminuir. Isso pode acontecer pela influência de alguns fatores como a baixa qualidade do ar (veja abaixo) e também pela eventual diminuição da carga de treinos.
Por outro lado, algumas pessoas pensam em começar a treinar durante o tempo frio para supostamente perder mais calorias e chegar em forma para o verão. O Dr. Raul alerta que esse momento não é o mais apropriado para adquirir condicionamento físico por causa das implicações no organismo, entre elas a propensão para doenças oportunistas, como resfriados.
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| A poluição é um dos males que atinge as grandes cidades. Foto: mashiba/ Stock.Xchng |
Quem já vem de um plano de treinamento organizado e periódico não enfrentará muitas dificuldades, uma vez que o exercício físico fortalece também o sistema imune. A dica mais preciosa, nesse caso, é a velha recomendação: não sair sem agasalho.
Proteger-se do frio - É só a temperatura baixar um pouquinho que já sentimos os lábios mais ressecados e a pele mais agredida pelo frio. Quem não quer perder o passo durante o inverno deve tirar os casacos do armário e levá-los junto para o treino.
Além dos casacos, vale apostar em outros modelos para ficar quentinho, como luvas e gorros.
Com o corpo aquecido depois de alguns minutos de exercício, as roupas a mais podem e devem ser tiradas para que não prejudiquem o processo de sudorese, essencial para a perda de calor do organismo. Quando terminar os treinos, a indicação do Dr. Raul é vestir novamente as peças e evitar a roupa úmida.
Recomendações - Quando as temperaturas baixam, muitas regiões do País sofrem com a umidade relativa do ar, que registra índices até o limite do considerado adequado 20%, segundo a Organização Mundial da Saúde. Junto com a poluição das grandes cidades, o treinamento ao ar livre pode causar comprometimentos respiratórios.
O treinamento não é proibido, mas precisa ter uma cautela a mais, explica Raul.
Para o fisiologista, o melhor horário para o exercício é pela manhã, quando a poluição do ar está mais baixa devido ao menor fluxo de veículos durante a noite. Ele recomenda também que o atleta opte por lugares mais arborizados e evite vias movimentadas.
A hidratação, nessa fase, é mais que obrigatória e se estende para além da garrafinha de água. O corredor pode lavar o rosto e as narinas com um pano úmido durante o treino para facilitar a respiração.
Esporte Adaptado · 17 jul, 2012
A velocista cega Terezinha Guilhermina quebrou mais um recorde mundial dos 200 metros T11, no último sábado (14/07) em São Paulo. A atleta marcou 24s60 na modalidade durante a segunda Etapa Nacional do Circuito Loterias Caixa, superando a sua marca anterior de 24s67 conquistada em março deste ano, na Cidade do México.
Terezinha é um dos principais nomes da Delegação Brasileira nos Jogos Paraolímpicos de Londres, também detentora das marcas nos 100 e 400 metros.
Estou muito feliz com o resultado. Aqueci metade do tempo de costume e quando estava na largada pensei nos tempos e treinos que tenho feito. Acreditei e aconteceu. Vou guardar os 100 metros para Londres, conta Terezinha.
O Circuito - O Circuito Loterias Caixa Brasil de Atletismo, Halterofilismo e Natação recebeu 60 dos 182 atletas que representarão o Brasil nas Olimpíadas de Londres. A competição aconteceu no último fim de semana (14 e 15 de julho), em São Paulo, com mais de 700 competidores, entre brasileiros e estrangeiros, do esporte adaptado.
Caminhada · 10 jul, 2012
A Síndrome do estresse tibial medial, também conhecida como periostite tibial ou canelite, é uma lesão comum em mulheres, caracterizada por dor no terço inferior e dentro da canela. Neste primeiro artigo, de uma série de dois, o Dr. Adriano Leonardi explicará os motivos que levam ao aparecimento da lesão.
A lesão é causada por trauma por esforço repetido no tecido conjuntivo que envolve o osso da tíbia, conhecido como periósteo. Ignorar esta lesão pode agravar os sintomas ou resultar em uma condição mais grave, como uma fratura por estresse dos ossos da perna.
Quais os riscos de eu desenvolver a lesão? - Estatisticamente, os fatores de risco para o desenvolvimento de Shin splint em corredoras incluem: treinos de corrida inadequados, fraqueza dos músculos anteriores da perna, em especial do músculo tibial anterior, principal supinador na fase apoio médio da corrida. Ainda estão entre os fatores desequilíbrio entre os músculos anteriores e posteriores da perna, muitas vezes causado pelo uso excessivo de salto alto no dia-a-dia, inflexibilidade e rigidez dos músculos gastrocnêmico, sóleo, e os músculos plantares (comumente o flexor longo dos dedos).
Alguns autores também atribuem também como fator de risco, aumentos repentinos da atividade física, incluindo intensidade e duração, fazendo com que os músculos fiquem incapazes de absorver o impacto da força de choque ao solo. Isso também compromete a capacidade de remodelação óssea, principalmente em mulheres com história prévia de osteopenia ou osteoporose.
O uso de tênis inadequado, inclusive muito velhos, também podem contribuir para dores nas canelas. Mulheres que possuem pisada pronada são particularmente propensas a desenvolver a doença, principalmente quando associada à fraqueza do músculo tibial anterior. Isso porque a falta de supinação do pé, associada à rotação interna excessiva da tíbia na fase de propulsão, levaria também ao acumulo de carga na face interna da perna, desencadeando a lesão.
Mas, por que dói? - Alguns autores acreditam que esta dor seja causada por ruptura de fibras de Sharpey, que ligam a fáscia medial do músculo sóleo. A Fascia é um tecido fibroso conectivo que recobre grupos musculares ao periósteo da tíbia.
Na próxima semana o segundo e último artigo artigo da série vai explorar o diagnóstico e tratamento da canelite.
Neste mês de junho de 2012 o Webrun completa dez anos online, sempre preocupado em trazer conteúdo relevante para a comunidade corredora. Em 26 de junho, terça-feira, o portal celebrou a marca com um coquetel em São Paulo, que contou com a presença de diversas personalidades do mercado, além de colaboradores e ex-funcionários.
Confira as fotos!
Fotos por Alexandre Koda e Vinícius Juan
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| Fábio Angeloni, ex-funcionário |
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| Adriano Bastos, atleta |
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| Daniel Costa, gerente de produtos, e Fábio Angeloni, ex-funcionário |
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| Cristiane Savietto (comercial) e Kassandra Geromel (colaboradora) |
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| Harry Thomas Jr (ex-publisher) e Paulão (Corpore) |
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| Alexandre Koda, atual editor, Donata Lustosa (ex-editora) e Thiago Padovanni (ex-editor do Webventure) |
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| Donata Lustosa, Harry Thomas Jr e Alexandre Koda |
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| Alexandre Koda e Isabella Graziosi (Latin Sports) |
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| Juliana Matos (funcionária) com seu marido Anderson e a filha Laura |
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| Maurício Rummens (fotógrafo da Foto Arena) |
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| Sérgio Rocha e Andre Savazoni (Revista Contra Relógio) |
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| Juliana Rodrigues (Marketing Webrun) |
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| Rodolfo Lucena (Folha de S.Paulo) |
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| Paulo Gomes (Repórter Webrun) com a namorada Mariana |
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| Marion Doria (D&A Assessoria de Imprensa) |
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| Priscila Lanfranchi (Inscrições Online), com o namorado Rodrigo e João Paulo (Fotoarena) e sua esposa |
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| Adriano Bastos (atleta) |
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| Fabiana Coletta (repórter) com o namorado Denis |
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| Martha Dallari (ATC), André Ricardo (BR Move) e Rodrigo Carneiro (Velocità) |
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| Renato Cukier (Diretor do Webrun) e Hélio Takai (HT Sports) |
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| Antônio Colucci (blogueiro) |
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| Nelson Evêncio (ATC), Rodrigo Carneiro (Velocità) e André Ricardo (BR Move) |
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| Rodrigo Carneiro (modelo do banner do Webrun) |
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| Sérgio Rocha (Contra Relógio) e Antonio colucci (Blogueiro) |
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| Fundadores do Webrun (André Chaco, Harry Thomas Jr. e Renato Cukier) |
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| Priscila Lanfranchi (Inscrições Online), Cristiane Savietto (Comercial) e Ariane Pinheiro (Inscrições Online) |
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| Renata e Adriano Bastos e Adriana Silva (Fotoarena) |
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| Vinicius Gava (Tecnologia) |
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| Ricardo Leizer (fotógrafo) |
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| Simone Rosa (Fotoarena) e Regina Alves (Fotoarena) |
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| Cristiane Savietto e Olga Moraes (Marketing Sigvaris) |
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| André Ricardo (BR Move), Alexandre Koda (Editor Webrun) e Nelson Evêncio (ATC) |
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| Daniel costa (Gerente de Produtos) e Thiago Padovanni (ex-funcionário) |
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| Felipe Nino (Designer) e sua esposa Suelen |
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| Simone Rosa (Fotoarena) e Ariane Pinheiro (Inscrições Online) |
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| Ricardo Leizer e Luiz Renato (Fotógrafos) com Renato Cukier (Diretor) |
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| André Chaco (Diretor),Hélio Takai (HT Sports) e Rodrigo Carneiro (Velocità) |
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| O evento aconteceu no Armazém Piola, Vila Madalena |
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| BA e Luiz Renato (fotógrafos), com André Chaco (diretor) e Rodrigo Carneiro (Velocità) |
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| David Santos Jr. (Fotógrafo) com Caetano Barreira (Fotoarena) |
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| Vinicius Gava, Aziz Vicentini e Fernando Lira (Tecnologia) com Felipe Nino (designer) |
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| Alexandre Koda (editor Webrun), Lila (fotógrafa)e Fábio Setimio (Fotoarena) |
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| Marina Lima (Fotografia) e Regina Alves (Fotoarena) |
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| David Santos Jr. e André Chaco |
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| A ex-editora Donata Lustosa com o atual editor Alexandre Koda |
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| Os fotógrafos BA e Marcelo Machado |
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| Fernando Genaro (Fotoarena) |
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| Emílio Pedrosa (Vídeomaker) |
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| Tom Papp (fotógrafo) com a esposa Rosita, Caetano Barreira (Fotoarena) e Ricardo Leizer (fotógrafo) |
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| Daniela Cristina (Financeiro) e Juliana Mattos (Administrativo) |
Caminhada · 28 jun, 2012
Neste mês de junho de 2012 o Webrun completa dez anos online, sempre preocupado em trazer conteúdo relevante para a comunidade corredora. Em 26 de junho, terça-feira, o portal celebrou a marca com um coquetel em São Paulo, que contou com a presença de diversas personalidades do mercado, além de colaboradores e ex-funcionários.
Confira as fotos!
Fotos por Alexandre Koda e Vinícius Juan
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| Fábio Angeloni, ex-funcionário |
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| Adriano Bastos, atleta |
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| Daniel Costa, gerente de produtos, e Fábio Angeloni, ex-funcionário |
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| Cristiane Savietto (comercial) e Kassandra Geromel (colaboradora) |
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| Harry Thomas Jr (ex-publisher) e Paulão (Corpore) |
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| Alexandre Koda, atual editor, Donata Lustosa (ex-editora) e Thiago Padovanni (ex-editor do Webventure) |
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| Donata Lustosa, Harry Thomas Jr e Alexandre Koda |
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| Alexandre Koda e Isabella Graziosi (Latin Sports) |
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| Juliana Matos (funcionária) com seu marido Anderson e a filha Laura |
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| Maurício Rummens (fotógrafo da Foto Arena) |
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| Sérgio Rocha e Andre Savazoni (Revista Contra Relógio) |
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| Juliana Rodrigues (Marketing Webrun) |
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| Rodolfo Lucena (Folha de S.Paulo) |
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| Paulo Gomes (Repórter Webrun) com a namorada Mariana |
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| Marion Doria (D&A Assessoria de Imprensa) |
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| Priscila Lanfranchi (Inscrições Online), com o namorado Rodrigo e João Paulo (Fotoarena) e sua esposa |
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| Adriano Bastos (atleta) |
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| Fabiana Coletta (repórter) com o namorado Denis |
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| Martha Dallari (ATC), André Ricardo (BR Move) e Rodrigo Carneiro (Velocità) |
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| Renato Cukier (Diretor do Webrun) e Hélio Takai (HT Sports) |
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| Antônio Colucci (blogueiro) |
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| Nelson Evêncio (ATC), Rodrigo Carneiro (Velocità) e André Ricardo (BR Move) |
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| Rodrigo Carneiro (modelo do banner do Webrun) |
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| Sérgio Rocha (Contra Relógio) e Antonio colucci (Blogueiro) |
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| Fundadores do Webrun (André Chaco, Harry Thomas Jr. e Renato Cukier) |
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| Priscila Lanfranchi (Inscrições Online), Cristiane Savietto (Comercial) e Ariane Pinheiro (Inscrições Online) |
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| Renata e Adriano Bastos e Adriana Silva (Fotoarena) |
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| Vinicius Gava (Tecnologia) |
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| Ricardo Leizer (fotógrafo) |
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| Simone Rosa (Fotoarena) e Regina Alves (Fotoarena) |
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| Cristiane Savietto e Olga Moraes (Marketing Sigvaris) |
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| André Ricardo (BR Move), Alexandre Koda (Editor Webrun) e Nelson Evêncio (ATC) |
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| Daniel costa (Gerente de Produtos) e Thiago Padovanni (ex-funcionário) |
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| Felipe Nino (Designer) e sua esposa Suelen |
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| Simone Rosa (Fotoarena) e Ariane Pinheiro (Inscrições Online) |
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| Ricardo Leizer e Luiz Renato (Fotógrafos) com Renato Cukier (Diretor) |
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| André Chaco (Diretor),Hélio Takai (HT Sports) e Rodrigo Carneiro (Velocità) |
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| O evento aconteceu no Armazém Piola, Vila Madalena |
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| BA e Luiz Renato (fotógrafos), com André Chaco (diretor) e Rodrigo Carneiro (Velocità) |
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| David Santos Jr. (Fotógrafo) com Caetano Barreira (Fotoarena) |
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| Vinicius Gava, Aziz Vicentini e Fernando Lira (Tecnologia) com Felipe Nino (designer) |
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| Alexandre Koda (editor Webrun), Lila (fotógrafa)e Fábio Setimio (Fotoarena) |
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| Marina Lima (Fotografia) e Regina Alves (Fotoarena) |
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| David Santos Jr. e André Chaco |
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| A ex-editora Donata Lustosa com o atual editor Alexandre Koda |
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| Os fotógrafos BA e Marcelo Machado |
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| Fernando Genaro (Fotoarena) |
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| Emílio Pedrosa (Vídeomaker) |
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| Tom Papp (fotógrafo) com a esposa Rosita, Caetano Barreira (Fotoarena) e Ricardo Leizer (fotógrafo) |
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| Daniela Cristina (Financeiro) e Juliana Mattos (Administrativo) |
Depois de contar a origem do Portal e os desafios da Internet, mostramos a opinião de dois renomados treinadores sobre o papel do Webrun no meio das corridas brasileiras.
O treinador Nelson Evêncio, colunista do Webrun desde 2005, assume: Sou viciado no portal. Acesso todos os dias para me atualizar sobre as notícias e calendário. Nelson explica que escreve para acrescentar algo ao público corredor. Meu esforço é publicar algo que não fique datado, que o leitor possa ler sempre.
Para Wanderlei de Oliveira que treina corredoras como Ana Luiza Garcez (a Animal), Dona Mitiko Nakatani (famosa por ganhar provas de longa distância em sua categoria, com 80 anos) e Fernanda Paradizo (jornalista) há dez anos era o tempo das cavernas. Wanderlei conta que o então editor do Webrun, Harry Thomas Jr, foi fazer uma matéria com ele em Campos do Jordão (SP) e o treinador só colaborou depois que Harry correu 21 quilômetros em trilhas na região.
O que eu queria passar para ele era que com a vivência ficaria mais fácil de escrever a respeito, explica. O técnico acredita que o site tem muito a ver com o crescimento de corridas no País. É referência em notícias, também como calendário de provas e expandiu isso para o triathlon.
Evolução- Nelson Evêncio afirma que apesar da massificação das corridas de rua, houve uma redução na seriedade do esporte. As pessoas estão mais participativas, só o número de mulheres em provas aumentou 20% em São Paulo no ano passado. Mas acho que hoje os corredores treinam menos. A corrida também entrou em classes mais altas da sociedade e as pessoas hoje reclamam mais das organizadoras, pondera.
Wanderlei concorda com a última afirmação. O público hoje é mais exigente. Com a internet, pode reclamar mais, se a corrida não foi boa pode protestar no site, nas redes sociais. Isso força os organizadores a valorizar o corredor, aponta.
Desafios- Para o que pode ser feito no futuro, os treinadores também tem uma opinião em comum: a de que a prioridade dos organizadores e imprensa deve ser sempre o corredor. Tem que usar a tecnologia para aprimorar as provas, tendo grandes eventos internacionais como referência, aposta Wanderlei.
Nelson indica como principal ponto a ser resolvido o congestionamento nas largadas. Editorialmente, pede novidades. Muito já foi dito sobre nutrição e treinamento. O desafio para a imprensa é trazer novas abordagens, define.
Atletismo · 18 jun, 2012
Depois de contar a origem do Portal e os desafios da Internet, mostramos a opinião de dois renomados treinadores sobre o papel do Webrun no meio das corridas brasileiras.
O treinador Nelson Evêncio, colunista do Webrun desde 2005, assume: Sou viciado no portal. Acesso todos os dias para me atualizar sobre as notícias e calendário. Nelson explica que escreve para acrescentar algo ao público corredor. Meu esforço é publicar algo que não fique datado, que o leitor possa ler sempre.
Para Wanderlei de Oliveira que treina corredoras como Ana Luiza Garcez (a Animal), Dona Mitiko Nakatani (famosa por ganhar provas de longa distância em sua categoria, com 80 anos) e Fernanda Paradizo (jornalista) há dez anos era o tempo das cavernas. Wanderlei conta que o então editor do Webrun, Harry Thomas Jr, foi fazer uma matéria com ele em Campos do Jordão (SP) e o treinador só colaborou depois que Harry correu 21 quilômetros em trilhas na região.
O que eu queria passar para ele era que com a vivência ficaria mais fácil de escrever a respeito, explica. O técnico acredita que o site tem muito a ver com o crescimento de corridas no País. É referência em notícias, também como calendário de provas e expandiu isso para o triathlon.
Evolução- Nelson Evêncio afirma que apesar da massificação das corridas de rua, houve uma redução na seriedade do esporte. As pessoas estão mais participativas, só o número de mulheres em provas aumentou 20% em São Paulo no ano passado. Mas acho que hoje os corredores treinam menos. A corrida também entrou em classes mais altas da sociedade e as pessoas hoje reclamam mais das organizadoras, pondera.
Wanderlei concorda com a última afirmação. O público hoje é mais exigente. Com a internet, pode reclamar mais, se a corrida não foi boa pode protestar no site, nas redes sociais. Isso força os organizadores a valorizar o corredor, aponta.
Desafios- Para o que pode ser feito no futuro, os treinadores também tem uma opinião em comum: a de que a prioridade dos organizadores e imprensa deve ser sempre o corredor. Tem que usar a tecnologia para aprimorar as provas, tendo grandes eventos internacionais como referência, aposta Wanderlei.
Nelson indica como principal ponto a ser resolvido o congestionamento nas largadas. Editorialmente, pede novidades. Muito já foi dito sobre nutrição e treinamento. O desafio para a imprensa é trazer novas abordagens, define.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026