Atletismo · 14 jan, 2013
O diabetes representa a maior causa de cegueira da atualidade e, como veremos adiante, essa não é a sua única complicação. Existem 300 milhões de diabéticos no mundo, sendo que metade deles não sabe que é portador da doença. No Brasil, há 14 milhões de doentes, muitos deles sem diagnóstico e sem tratamento. O diabetes também é uma importante causa de morte nos dias atuais.
Definição e tipos de diabetes- Diabetes é uma doença metabólica que se caracteriza por aumento do nível de glicose no sangue (hiperglicemia). Para que funcionem adequadamente, as células precisam de um combustível, que é, justamente, a glicose. Porém, para que a glicose penetre nas células é necessário um hormônio chamado insulina.
Existem, basicamente, dois tipos de diabetes. Diabetes tipo 1, na qual a insulina está ausente.
Diabetes tipo 2, na qual a insulina está presente, porém as células não respondem a ela (é o que chamamos de resistência à insulina).
Possíveis sintomas- Sede, vontade de urinar com frequência, fome, perda de peso, visão turva, formigamento nas mãos e nos pés, infecções vaginais, são alguns dos sintomas que podem decorrer do diabetes. Mas ela também pode ser assintomática.
Fatores de risco- Os principais fatores para o desenvolvimento do diabetes são: obesidade, excesso de ingestão de açúcar e gordura, sedentarismo, stress, alcoolismo, idade e hereditariedade.
Possíveis complicações- Hipertensão, derrame cerebral, hemorragias na retina, cegueira, infartos, aumento do colesterol e dos triglicerídeos, distúrbios de cicatrização e amputações são complicações que podem decorrer do diabetes.
Tratamento- O tratamento do diabetes pode variar de acordo com o tipo e o nível de glicemia e pode incluir: alimentação apropriada, exercícios físicos, hipoglicemiantes orais e insulina.
Prevenção- Pode-se prevenir o diabetes tipo 2 da seguinte forma: controlando o peso, exercitando-se com regularidade, alimentando-se corretamente, evitando a ingestão de bebidas alcoólicas, dormindo bem e mantendo o stress sob controle. Infelizmente, não é possível prevenir o diabetes tipo 1.
Efeitos dos exercícios no controle do diabetes- Para começar, os exercícios combatem alguns fatores de risco para o diabetes como: obesidade, sedentarismo, stress. Mas não é só isso. Eles também favorecem a penetração da glicose nas células musculares (em atividade) mesmo na ausência de insulina.
Além disso, os músculos em exercício absorvem e queimam mais glicose proveniente da corrente sanguínea, favorecendo o controle da glicemia. Os exercícios também melhoram a sensibilidade à insulina em pacientes com resistência à substância.
Alimentação e diabetes- A principal recomendação alimentar para os diabéticos é evitar a ingestão de doces, bolos, tortas, sorvetes, refrigerantes e outras bebidas adoçadas. Eles também devem evitar massas elaboradas com farinha branca e arroz branco.
Todos esses itens têm alto índice glicêmico (fazem a glicemia aumentar rapidamente), por isso, devem ser substituídos por alimentos com índice glicêmico mais baixo (por exemplo: pães elaborados com farinha 100% integral e arroz integral). Deve-se evitar, ainda, o consumo de frituras, carnes gordurosas e bebidas alcoólicas. O consumo de vegetais frescos deve ser priorizado.
Sono e controle emocional- Ambos são importantes na prevenção e no tratamento do diabetes, pois seu descontrole representa uma fonte de stress, que, por sua vez, predispõe a resistência à insulina.
Israel de Barros, 41, mal tinha passado pelo primeiro quilômetro do novo trajeto da São Silvestre quando bateu no muro que circunda o Estádio do Pacaembu. A organização da prova afirma que prestou rápido socorro ao cadeirante, mas, mesmo assim, o competidor não resistiu aos ferimentos e faleceu no último dia 31.
Apesar de o acidente ter tirado a vida de Barros, Fernando Aranha, pentacampeão da São Silvestre e segundo colocado em 2012, acredita que o ocorrido foi uma fatalidade. Eu não sei o que aconteceu com ele. Não dá para dizer se foi a roda dianteira ou se alguém o fechou. Mas se a organização tivesse zelado pelo excesso de segurança, isso não teria acontecido. É uma pena, lamenta o paraatleta.
Aranha afirma que a mudança realizada pela organização em 2012 o percurso seguia pelo sentido contrário da Rua Major Natanael até deixou o percurso mais seguro, porém isso não foi o suficiente para evitar a tragédia. Falta algo específico para a gente, alguma coisa que nos dê mais segurança mesmo, reivindica.
Descidas íngremes- Todos os cadeirantes estavam conversando muito antes da largada sobre a descida da Major Natanael. A gente estava receoso, porque nossas cadeiras têm rodas livres, que aceleram muito fácil em declives, afirma Aranha.
Descidas íngremes sempre foram as maiores preocupações de cadeirantes. Em 2011 isso já havia sido colocado em pauta. Porém, o pentacampeão da São Silvestre não quer que a categoria seja extinta, ou o percurso alterado por riscos existentes no esporte. O que a organização precisa é nos ver de uma forma mais profissional. Algumas coisas simples podem ser feitas que já vão nos oferecer mais segurança, conta.
Congresso técnico- As melhorias propostas por Aranha vão desde o posicionamento de uma barreira de feno em áreas de escape de curvas perigosas, como a que vitimou Barros, até sinalizações específicas para os paraatletas espalhadas pelo trajeto da prova.
Isso reduziria os riscos de fatalidades, mas o que realmente é preciso é um congresso técnico ativo e real. Dar orientações sobre os riscos do percurso é muito mais fácil do que tirar um muro do Pacaembu, reclama, lembrando que o kit dos cadeirantes deveria conter ao menos um mapa da prova, já com algumas instruções. Eu, que sou daqui de São Paulo, não sabia como seria descer aquele rua, imagina um cara que veio lá do Pará?, pontua o competidor.
Mario Mello, treinador de paraatletas e representante da Achilles no Brasil, entidade que promove a participação de atletas com deficiência em corridas de rua de longa distância, concorda com Aranha. Segundo ele, congressos técnicos minimizariam o risco de qualquer cadeirante de sofrer um acidente. Porém, ele faz um alerta. Descer uma ladeira a 50, 60 km/h é arriscado. O congresso ajuda (a reduzir riscos), mas os atletas têm que comparecer também, finaliza.
Corridas de Rua · 02 jan, 2013
Israel de Barros, 41, mal tinha passado pelo primeiro quilômetro do novo trajeto da São Silvestre quando bateu no muro que circunda o Estádio do Pacaembu. A organização da prova afirma que prestou rápido socorro ao cadeirante, mas, mesmo assim, o competidor não resistiu aos ferimentos e faleceu no último dia 31.
Apesar de o acidente ter tirado a vida de Barros, Fernando Aranha, pentacampeão da São Silvestre e segundo colocado em 2012, acredita que o ocorrido foi uma fatalidade. Eu não sei o que aconteceu com ele. Não dá para dizer se foi a roda dianteira ou se alguém o fechou. Mas se a organização tivesse zelado pelo excesso de segurança, isso não teria acontecido. É uma pena, lamenta o paraatleta.
Aranha afirma que a mudança realizada pela organização em 2012 o percurso seguia pelo sentido contrário da Rua Major Natanael até deixou o percurso mais seguro, porém isso não foi o suficiente para evitar a tragédia. Falta algo específico para a gente, alguma coisa que nos dê mais segurança mesmo, reivindica.
Descidas íngremes- Todos os cadeirantes estavam conversando muito antes da largada sobre a descida da Major Natanael. A gente estava receoso, porque nossas cadeiras têm rodas livres, que aceleram muito fácil em declives, afirma Aranha.
Descidas íngremes sempre foram as maiores preocupações de cadeirantes. Em 2011 isso já havia sido colocado em pauta. Porém, o pentacampeão da São Silvestre não quer que a categoria seja extinta, ou o percurso alterado por riscos existentes no esporte. O que a organização precisa é nos ver de uma forma mais profissional. Algumas coisas simples podem ser feitas que já vão nos oferecer mais segurança, conta.
Congresso técnico- As melhorias propostas por Aranha vão desde o posicionamento de uma barreira de feno em áreas de escape de curvas perigosas, como a que vitimou Barros, até sinalizações específicas para os paraatletas espalhadas pelo trajeto da prova.
Isso reduziria os riscos de fatalidades, mas o que realmente é preciso é um congresso técnico ativo e real. Dar orientações sobre os riscos do percurso é muito mais fácil do que tirar um muro do Pacaembu, reclama, lembrando que o kit dos cadeirantes deveria conter ao menos um mapa da prova, já com algumas instruções. Eu, que sou daqui de São Paulo, não sabia como seria descer aquele rua, imagina um cara que veio lá do Pará?, pontua o competidor.
Mario Mello, treinador de paraatletas e representante da Achilles no Brasil, entidade que promove a participação de atletas com deficiência em corridas de rua de longa distância, concorda com Aranha. Segundo ele, congressos técnicos minimizariam o risco de qualquer cadeirante de sofrer um acidente. Porém, ele faz um alerta. Descer uma ladeira a 50, 60 km/h é arriscado. O congresso ajuda (a reduzir riscos), mas os atletas têm que comparecer também, finaliza.
Atletismo · 26 dez, 2012
Com o objetivo de ajudar os esportistas a manter o ritmo durante os treinos e no dia-a-dia, a Fila lançou um novo aplicativo que faz uma seleção de músicas que se ajusta a rotina de cada pessoa. Intitulado F.Beat, a playlist é montada por meio de características pessoais fornecidas pelo usuário em uma página da rede social facebook.
Quando acessado, o interessado deve fornecer para o aplicativo dados como tempo de treino, ritmo de corrida e estilos musicais preferidos. Caso o usuário não tenha treino regular, também é possível produzir uma trilha sonora para se preparar para atividades do dia-a-dia, como reunião com o chefe e momento de relaxamento. Assim que concluído, é possível baixar a playlist para o computador.
Antes de disponibilizar o aplicativo para os consumidores, a Fila analisou os perfis musicais do corredor tanzaniano Alphonce Simbu e da atleta queniana Nancy Kiprop, patrocinados pela marca. Enquanto Simbu escolheu um treino praticamente composto por rock, a estrangeira fez questão de se jogar nos acordes brasileiros na hora do treino.
Para produzir a sua faixa personalizada, acesse a página da Fila migre.me/cy6UT e participe. O F. Beat só funciona em computadores, mas a música baixada pode ser exportada para qualquer aparelho de reprodução.
Atletismo · 12 nov, 2012
Você sabia que 43,4% das pessoas no Brasil e 2 bilhões de pessoas no mundo estão acima do peso? Sabia que em 2025, esse número chegará a 3 bilhões? Sabia que a obesidade é uma porta de entrada para doenças como diabetes e hipertensão arterial?
A realidade atual, infelizmente, nos mostra que muitas pessoas alimentam-se incorretamente. Preferem consumir alimentos muito calóricos e com baixo valor nutritivo, como doces, refrigerantes, frituras e pizzas, a consumir alimentos com alto valor nutritivo e pouco calóricos como verduras, legumes e carnes magras.
Por outro lado, a vida moderna nos oferece inúmeras facilidades: o uso de carros, motos, elevadores, escadas rolantes, são exemplos de atitudes que induzem à falta de movimento conhecida como sedentarismo, um dos maiores vilões dos dias atuais. A combinação entre alimentação incorreta e sedentarismo tem um resultado perverso: a obesidade.
A obesidade é uma doença e não somente um problema estético; atualmente, trata-se de um dos mais graves problemas de saúde pública e preocupa autoridades de vários países. Infelizmente, a maioria das pessoas só procura tratamento, quando a doença já se instalou. E, na maioria das vezes, o fazem de forma equivocada.
Quer um exemplo? Diariamente nos deparamos com publicações (impressas e virtuais) prometendo emagrecimento fácil e rápido. São as chamadas dietas da moda, que existem aos montes e são um verdadeiro chamariz para aqueles que querem emagrecer com rapidez e sem sacrifícios (atualmente, 10 milhões de brasileiros fazem dieta para emagrecer). Porém, apesar da perda de peso na fase inicial, a empreitada logo se revela um fracasso e o indivíduo retoma sua alimentação habitual, recuperando os quilos que perdeu.
Assim como essas, existem inúmeros outros métodos prometendo emagrecimento fácil e rápido e o que é pior, muitos deles colocam em risco a saúde física e mental do indivíduo. Então, a forma mais sensata de obter sucesso na prevenção e tratamento do sobrepeso é através de alimentação balanceada e prática de exercícios físicos.
Confira na próxima página dicas de alimentação, exercícios físicos, sono e controle do stress no combate à obesidade.
Alimentação- Quando o assunto é perda de peso, alguns alimentos devem ser priorizados. Verduras, legumes, grãos integrais, carnes magras (grelhadas, assadas ou cozidas), leite e derivados desnatados, algumas frutas, são exemplos desses alimentos. E devem ser evitados itens como doces, refrigerantes, frituras, carnes gordas, produtos elaborados com farinha branca.
Exercícios físicos- Os exercícios são importantes aliados na luta contra o excesso de peso. Primeiro, porque previnem o ganho de peso e contribuem para a manutenção da perda de peso, pois aceleram o metabolismo, aumentam a massa muscular, aumentam a queima de calorias e favorecem a perda de gordura.
Segundo, porque o ganho de massa muscular mantém o metabolismo acelerado até em pessoas idosas, facilitando o emagrecimento e a manutenção do peso. Terceiro, porque evita a flacidez que ocorre com as pessoas que fazem somente dieta.
Por incrível que pareça, além de alimentação e exercícios, outros dois fatores também devem ser considerados por aqueles indivíduos que querem perder peso: o sono e o controle do stress.
Sono- Indivíduos que dormem mal ou dormem pouco têm mais dificuldade para perder peso, porque a privação crônica do sono pode interferir no equilíbrio entre os hormônios do apetite e da saciedade. Também pode desacelerar o metabolismo da glicose e elevar o nível de cortisol, favorecendo o ganho de gordura.
Controle do stress- Tanto o descontrole hormonal (que eleva o nível de cortisol), quanto o descontrole alimentar que ocorre em situações de stress pode induzir ao ganho de peso.
Portanto, se você deseja prevenir o sobrepeso ou tratá-lo, fique atento à sua alimentação, pratique exercícios físicos, durma bem e mantenha o stress sob controle. A sua saúde agradece!
Atletismo · 29 out, 2012
O treinamento físico é um dos mais potentes estímulos na indução de alterações na musculatura, resultando em hipertrofia e aumento do potencial metabólico. Embora alterações relevantes não apareçam rapidamente, um período prolongado de atividade física causa alterações significativas nas características estruturais e funcionais dos músculos e de outros tecidos.
Como ocorre a hipertrofia?- O processo de hipertrofia ocorre quando a taxa de síntese de proteína muscular excede a taxa de degradação, acarretando um saldo positivo do balanço proteico muscular. O aumento deste saldo ocorre após uma única sessão de exercício de força.
É aceito que o crescimento muscular ocorra após semanas ou meses de treinamento de força, como consequência das elevações crônicas e transitórias na síntese proteica, que supera a degradação proteica, durante o período de recuperação entre as sessões consecutivas de treinamento físico. A duração do aumento no saldo de proteína é desconhecida, contudo, a síntese proteica muscular pode permanecer elevada por até 48 horas após o exercício.
Embora alterações relevantes não apareçam rapidamente, um período prolongado de atividade física causa alterações significativas nas características estruturais e funcionais dos músculos e de outros tecidos.
Ingestão para nutrir os músculos- A alimentação representa um forte estímulo para tornar o balanço proteico positivo. Um exercício de força aumenta a síntese proteica e, para completar, a ingestão de proteína pode diminuir sua degradação, principalmente no período de recuperação. Ou seja, a alimentação após o exercício físico torna o saldo positivo, por meio da ingestão de carboidratos e proteínas.
Visando maximizar o ganho de massa muscular, é necessário otimizar os fatores que promovem a síntese de proteínas e diminuem a degradação proteica. É importante ressaltar que muitos fatores podem influenciar nesta questão, como o tipo de exercício, intensidade, regularidade dos treinos e a duração do exercício, além do período de recuperação.
O atleta ou praticante de exercício de força deve sempre procurar um profissional da educação física e um nutricionista antes de iniciar um programa de treinamento físico para potencializar seus ganhos.
Atletismo · 09 out, 2012
Quando comecei a escrever esta curta série, nunca tive a pretensão de solucionar algo que permanece insolúvel há quase um século: o combate ao sobrepeso. Talvez o mais esclarecedor livro de nutrição já escrito (Good Calories, Bad Calories de Gary Taubes) leva cerca de 500 páginas para apresentar seu ponto sem dar uma solução completa, mas algumas pessoas esperavam que eu tivesse alguma em três textos de 2500 toques. Até agradeço a confiança, mas é impossível.
Por uma pequena falha de comunicação, meu terceiro texto foi apresentado pelo portal como sendo uma conclusão, quando na verdade essa só seria escrita depois dos comentários das três primeiras partes. Eu queria ouvir as dúvidas e as partes não claras.
Confesso que fiquei surpreso como não questionaram mais justamente um ponto que demorei a entender, aquele em que Taubes explica que comemos mais porque engordamos e não o que a sabedoria popular defende, que engordamos porque supostamente comemos mais.
Bem sucintamente, se tudo está errado como defende Taubes, o que deveria ser feito? Partindo no texto todo sempre da premissa que ele fala de pessoas sem doenças (cardiopatia, hipertensão), grupos especiais (crianças, atletas profissionais) ou outras especificidades, seu argumento é baseado em um conhecimento que nenhum fisiologista, nutricionista ou médico nega: a insulina é nosso hormônio mais anabólico. O aumento de gordura corporal está necessariamente ligado à sua liberação no organismo.
Além disso, Taubes desconstrói toda a ideia do balanço energético (calorias ingeridas versus calorias gastas), teoria criada sem contestação nos anos 50 que carece de todo suporte científico. Então temos:
Zero carboidrato- Como toda simplificação e resumo, ele deve ser lido com cuidado. Há inúmeras nuances, mas o que Taubes prega é que a pessoa deve cortar radicalmente, de forma muito drástica, o consumo de qualquer tipo de carboidrato. Ele enfatiza que alguns, como farinha de trigo e açúcares deveriam ser banidos da dieta de quem quer perder ou manter peso. Pão, biscoitos, massas, arroz, grãos, cereais, a maioria das frutas e seus sucos, alguns legumes, açúcar, álcool e doces. Tudo isso, sem exceção, deve ser cortado.
Já gorduras, ovos, folhas e carnes, praticamente quase tudo isso está liberado. E para acelerar este gasto poderíamos partir para o uso de atividade física, certo? De novo, resumidamente, Taubes bate na tecla com a qual cada vez mais gente concorda, exercícios apenas fazem a pessoa ter mais fome. Ponto. Nada mais. Treinou mais, come mais. Tentou comer menos, o corpo reduz os gastos e a mobilidade. Mas o esporte seria nulo na perda de peso. E este é o ponto com o qual não concordo 100%, talvez concorde uns 85 ou 90%.
O esporte indiretamente pode ajudar no controle e perda de peso porque ele inibe a liberação de insulina no sangue, a vilã. Mas o esporte como aumento do gasto favorecendo o balanço energético é muito provavelmente uma falácia.
Confira a conclusão do artigo de Danilo Balu na próxima página.
E você, corredor que quer perder peso, tem medo de comer menos carboidrato? Tem medo de entupir seu coração comendo gordura e ficou ofendido quando eu disse que a corrida não ajuda na perda de peso? Vamos por partes.
O carboidrato é superestimado- Percentualmente falando, em todas as vezes, repito, todas as vezes que avaliei o consumo alimentar de corredores da classe média, eles comiam menos do que o que seria preconizado. Além disso, carboidrato é como gordura e impostos, você pode tentar, mas não irá fugir 100% dele se for comer comida.
Gorduras e coração- Vai chegar o dia em que teremos que pedir perdão aos porcos e ao seu delicioso bacon. Há décadas buscamos provar que colesterol, gordura e cardiopatia em indivíduos saudáveis andam juntos. Em vão. Todo estudo decentemente feito não consegue correlacionar mais gordura na dieta e mais colesterol ou risco cardíaco em pessoas saudáveis, sem histórico.
Seus treinos- São inegáveis e indiscutíveis os efeitos que o esporte proporciona a todos em inúmeros e incontáveis campos. Estou apenas falando que diretamente a corrida não ajuda na manutenção do peso, no máximo ajuda indiretamente.
Por fim, minha recomendação baseada no trabalho de Taubes e outros. Quer perder peso? Corte os carboidratos. Radicalmente, sem pena nem dó. Meu último conselho é: mais do que duvidar radicalmente das ideias propostas, duvide do seu profissional se ele nunca leu Gary Taubes.
Atletismo · 02 set, 2012
O Brasil continua colecionando medalhas nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 também com as mulheres. Isso porque neste domingo (02/09) Terezinha Guilhermino e Jerusa Santos garantiram ouro e prata respectivamente na prova de 200m da classe T11, para deficientes visuais.
Terezinha marcou 24seg82 e superou o próprio recorde paralímpico obtido no sábado durante a disputa da semifinal. A segunda colocação ficou com a também brasileira Jerusa Santos, com o tempo de 26seg32, enquanto o terceiro lugar foi para a chinesa Juntingxian Jia, que chegou a ser desclassificada.
Nos últimos metros o atleta guia da chinesa a soltou (o que é permitido pela regra da competição), mas os árbitros entenderam que ela havia sido empurrada, o que caracterizaria infração. A decisão, porém, foi revista e ela foi confirmada com a medalha de bronze.
Quem também fez bonito foi a outra brasileira na disputa, Jhulia Karol, que em sua primeira paraolimpíada marcou 26seg65 para ficar com o quarto lugar. Caso a desclassificação da chinesa fosse confirmada, o pódio da disputa seria todo verde e amarelo.
Atletismo · 02 set, 2012
O Brasil tem feito bonito no atletismo dos Jogos Paralímpicos de Londres e nesse domingo saiu mais uma medalha de ouro: dessa vez nos 200m da categoria amputados e Les Autres com Yohansson Nascimento. Ele marcou 22seg05 e estabeleceu o novo recorde mundial da competição.
Na semifinal Yohansson se classificou com o segundo melhor tempo, atrás apenas do cubano Raciel Gonzalez Isidoria, mas na final ele usou todo o seu fôlego para deixar o adversário com a prata em mais de dez segundos de diferença. Gonzales marcou 22seg15, enquanto o australiano Simon Patmore foi o terceiro, com 22seg36.
Já tinha sido bronze e prata nessa prova. Faltava o ouro e ele veio abençoado aqui em Londres. A prova foi como uma luta entre Davi e Golias. Eu sempre sou o mais baixinho, mas estava muito focado, bem preparado e venci, comemora o atleta que nasceu sem as duas mãos.
Após cruzar a linha de chegada, ele tirou um papel do bolso com um bilhete pedindo a namorada em casamento. Quis aproveitar esse momento, comenta o brasileiro que deixou a noiva em Maceió para treinar em São Paulo. Pelo telefone, Thalita aceitou o pedido.
Atletismo · 02 set, 2012
A final dos 200m dos Jogos Paralímpicos de Londres foi emocionante para a classe T44 (amputados) neste domingo (02/09). O brasileiro Alan Fonteles superou o astro sul-africano Oscar Pistorius e ficou com a medalha de ouro ao marcar 21seg45 contra 21seg52 do adversário.
Alan não teve uma boa largada e precisou de uma prova de recuperação após chegar aos 100m na terceira posição. Ele teve energias para ultrapassar o segundo colocado, o sul-africano Arnu Fourie e só conseguiu o êxito em cima de Pistorius nos metros finais.
Muitos me diziam que Pistorius era imbatível, que era de outro planeta, mas mostrei que isso não é verdade, que posso também dar o meu melhor, comenta o brasileiro. Isso significa muito para mim, significa quebrar barreiras e que nada é impossível. Sempre sonhei com isso e hoje entrei para a história das Paralimpíadas.
Polêmica - No dia anterior houve uma forte polêmica entre os dois atletas, já que o sul-africano criticou as novas próteses do brasileiro. Segundo Pistorius, seu rival está mais alto do que em outras competições que os dois se encontraram, graças ao aumento do tamanho das próteses, o que é permitido pela regra.
De acordo com o treinador da delegação nacional de atletismo, Ciro Winckler, Alan evoluiu ao longo dos anos no esporte e, por isso, precisava de novas próteses. Ainda segundo o dirigente, ele competia em desvantagem em relação aos adversários, mas por estar mais alto pode competir de igual para igual.
Estou dentro das regras. Isso é resultado de treino. Não existe colocar duas próteses e sair correndo. Eu não sou azarão, treinei para esse tempo, relata Alan, que ainda vai correr os 100m, 400m e o revezamento 4x100m. "Para os 100m eu estou confiante de conseguir pódio, quem sabe o ouro. Mas é uma prova que está muito forte", enfatiza o paraense radicado em São Paulo.
Atletismo · 29 ago, 2012
Mais de quatro mil atletas de 150 países competem a partir de quinta-feira (30/08) nos Jogos Paralímpicos de Londres. A abertura oficial do evento é nesta quarta-feira, 29, dezoito dias após o encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres.
A Paralimpíada vai até 9 de agosto, com 21 esportes e suas diversas variações. Só no Atletismo, são 170 modalidades. O maior nome da competição é o sul-africano Oscar Pistorius, amputado das duas pernas e que competiu também nos Jogos Olímpicos no início do mês tornando-se o único atleta da história a atuar nos dois eventos.
Pistorius detém os recordes mundiais T43 (classificação de atletas que não tem uma das pernas) nos 100, 200 e 400 metros. Além destas provas, ele competirá também no revezamento 4x100m.
O corredor aponta como um de seus principais adversários nos 100 metros o brasileiro Alan Fonteles. Ontem (27/08), no jantar, eu cruzei com ele pela primeira vez aqui (em Londres). Ele está muito mais forte, observa o africano.
Humilde, Pistorius nega ser o favorito na modalidade. Eu ficarei feliz se conseguir ficar no pódio, temos a presença de grandes competidores como o Jerome Singleton (EUA) e o Alan, diz.
O brasileiro admite estar na briga por medalhas, mas concorda com Pistorius sobre o equilíbrio na modalidade. Tenho grandes chances, mas como ele disse, são uns seis atletas brigando. Só dará para saber quem vai ganhar na hora, finaliza.
Coerência- Para realizar uma competição deste porte, o governo britânico investiu nas condições de acessibilidade de Londres, principalmente na parte de infraestrutura do transporte público. São 66 estações de metrô totalmente acessíveis (sem degraus), assim como toda a linha de trem e 8.500 ônibus com piso mais baixo para facilitar o acesso.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026