Corrida de Obstáculos

Treinamento funcional pode ajudar o corredor

O treinamento funcional é um método de treinamento físico que objetiva a melhora da aptidão física relacionada à saúde à performance e à prevenção de lesão músculo-esquelético. Diferente do treino tradicional de musculação, que foca na melhora de apenas uma capacidade física (no caso a força muscular, requisito fundamental para qualquer corredor), o treino funcional compreende a união e o desenvolvimento de várias capacidades físicas concomitantemente.

Em um único exercício, podem ser trabalhadas capacidades como: equilíbrio, força, flexibilidade, resistência, coordenação e a velocidade. Além disso, o treinamento funcional promove o trabalho e o fortalecimento de músculos menores e mais profundos que garantem a estabilidade de articulações como a do tornozelo e do joelho, que muitas vezes o treinamento exclusivo de musculação não consegue atingir.

No exemplo da imagem ao lado, o exercício “Stiff”, a instabilidade gerada pela plataforma faz com que se trabalhe, além da musculatura posterior da coxa, da região lombar e dos glúteos, toda musculatura intrínseca da região do tornozelo e joelho, fortalecendo-as. Dessa forma, quando o corredor, no treino ou na prova, estiver em um terreno irregular, com depressões ou buracos, a probabilidade de desenvolver alguma lesão decorrente de torções, distensões ou estiramento muscular reduz significativamente.

Além disso, para se manter em cima da rampa, é preciso contrair o abdômen. Exercícios como esse, realizados sobre rampas instáveis, no jump ou na bola fortalecem além de toda musculatura da coxa, o tronco, as articulações e desenvolve ainda a concentração e a coordenação motora.

O treinamento funcional sempre vai usar recursos extras para o seu exercício. Por isso, cuide da sua musculatura e das suas articulações. Mas lembre-se, antes de aderir ao treinamento funcional procure o acompanhamento de um professor de educação física.


Treinamento funcional pode ajudar o corredor

Atletismo · 13 ago, 2009

O treinamento funcional é um método de treinamento físico que objetiva a melhora da aptidão física relacionada à saúde à performance e à prevenção de lesão músculo-esquelético. Diferente do treino tradicional de musculação, que foca na melhora de apenas uma capacidade física (no caso a força muscular, requisito fundamental para qualquer corredor), o treino funcional compreende a união e o desenvolvimento de várias capacidades físicas concomitantemente.

Em um único exercício, podem ser trabalhadas capacidades como: equilíbrio, força, flexibilidade, resistência, coordenação e a velocidade. Além disso, o treinamento funcional promove o trabalho e o fortalecimento de músculos menores e mais profundos que garantem a estabilidade de articulações como a do tornozelo e do joelho, que muitas vezes o treinamento exclusivo de musculação não consegue atingir.

No exemplo da imagem ao lado, o exercício “Stiff”, a instabilidade gerada pela plataforma faz com que se trabalhe, além da musculatura posterior da coxa, da região lombar e dos glúteos, toda musculatura intrínseca da região do tornozelo e joelho, fortalecendo-as. Dessa forma, quando o corredor, no treino ou na prova, estiver em um terreno irregular, com depressões ou buracos, a probabilidade de desenvolver alguma lesão decorrente de torções, distensões ou estiramento muscular reduz significativamente.

Além disso, para se manter em cima da rampa, é preciso contrair o abdômen. Exercícios como esse, realizados sobre rampas instáveis, no jump ou na bola fortalecem além de toda musculatura da coxa, o tronco, as articulações e desenvolve ainda a concentração e a coordenação motora.

O treinamento funcional sempre vai usar recursos extras para o seu exercício. Por isso, cuide da sua musculatura e das suas articulações. Mas lembre-se, antes de aderir ao treinamento funcional procure o acompanhamento de um professor de educação física.

A fome apertou? Veja opções de lanches saudáveis

A alimentação é uma parte importante do nosso dia-a-dia. Uma alimentação saudável ajuda a prevenir doenças, elevar a imunidade, enfim, aliada a hábitos saudáveis de vida, é um dos fatores decisivos para a manutenção e melhora da qualidade de vida.

É interessante nos alimentarmos a cada duas ou três horas, mas de maneira equilibrada, sem exageros. Dessa forma, o metabolismo mantém-se acelerado e o organismo não “armazena” gordura. Abaixo alguns exemplos de lanches para “enganar o estômago no trabalho”:

Barra de Cereais - São barras compostas predominantemente por carboidratos de rápida absorção. Caracteriza-se pelo alto teor de fibras, podendo ser utilizada por qualquer pessoa no intervalo das refeições. Em média, essas barras possuem 100kcal, substituindo bem um lanche composto de uma vitamina de frutas ou uma fatia de pão integral com requeijão light.

Biscoitos Integrais - Melhores do que o biscoito água e sal tradicional, os integrais apresentam um valor nutricional melhor, principalmente devido ao maior conteúdo de fibras, que ajudam o funcionamento intestinal e aumentam a sensação de saciedade. Além disso, você ainda pode variar seu acompanhamento - requeijão, geléias, mel, queijo cottage, peito de peru, etc.

As frutas são fontes de vitaminas e minerais que ajudam a regular as funções do organismo. Foto: Harry Thomas Jr./ Webrun
As frutas são fontes de vitaminas e minerais que ajudam a regular as funções do organismo. Foto: Harry Thomas Jr./ Webrun

Frutas Secas - São práticas, têm uma validade maior e fornecem mais energia que as frutas frescas. São boas opções para manter o pique durante o trabalho. Compre e deixe sempre em mãos, na gaveta, na pasta do trabalho, na bolsa. Para você comparar: cinco damascos contêm, em média, 75 kcal/ cinco ameixas secas contêm 119 kcal/ três colheres (sopa) de uva passa tem 180 kcal.

Frutas - As frutas são fontes de vitaminas e minerais que ajudam a regular as funções do organismo. Além disso, elas contêm pouquíssima gordura e são pouco calóricas. Para se ter idéia uma banana nanica tem 74 kcal, meio mamão papaia tem 54 kcal, uma pêra tem 78 kcal. São opções fáceis para o lanche.

Iogurte - Existe uma variação enorme de iogurtes nas prateleiras dos supermercados. Um copo de 250ml pode ser uma boa solução para o fim de tarde. Aproveite também aqueles que vêm com uma porção de cereais na tampa. Um iogurte por dia pode melhorar a resposta imunológica do organismo contra doenças e vírus.

Sanduíche - Se o trabalho for até tarde e ainda tiver muito para pensar, vale a pena se organizar para trazer de casa um sanduíche natural com queijo branco, peito de peru, tomate e alface, por exemplo. Comparado a uma fruta, o sanduíche oferece maior número de calorias e seu recheio rico em proteína ativa o raciocínio.


A fome apertou? Veja opções de lanches saudáveis

Atletismo · 22 jul, 2009

A alimentação é uma parte importante do nosso dia-a-dia. Uma alimentação saudável ajuda a prevenir doenças, elevar a imunidade, enfim, aliada a hábitos saudáveis de vida, é um dos fatores decisivos para a manutenção e melhora da qualidade de vida.

É interessante nos alimentarmos a cada duas ou três horas, mas de maneira equilibrada, sem exageros. Dessa forma, o metabolismo mantém-se acelerado e o organismo não “armazena” gordura. Abaixo alguns exemplos de lanches para “enganar o estômago no trabalho”:

Barra de Cereais - São barras compostas predominantemente por carboidratos de rápida absorção. Caracteriza-se pelo alto teor de fibras, podendo ser utilizada por qualquer pessoa no intervalo das refeições. Em média, essas barras possuem 100kcal, substituindo bem um lanche composto de uma vitamina de frutas ou uma fatia de pão integral com requeijão light.

Biscoitos Integrais - Melhores do que o biscoito água e sal tradicional, os integrais apresentam um valor nutricional melhor, principalmente devido ao maior conteúdo de fibras, que ajudam o funcionamento intestinal e aumentam a sensação de saciedade. Além disso, você ainda pode variar seu acompanhamento - requeijão, geléias, mel, queijo cottage, peito de peru, etc.

As frutas são fontes de vitaminas e minerais que ajudam a regular as funções do organismo. Foto: Harry Thomas Jr./ Webrun
As frutas são fontes de vitaminas e minerais que ajudam a regular as funções do organismo. Foto: Harry Thomas Jr./ Webrun

Frutas Secas - São práticas, têm uma validade maior e fornecem mais energia que as frutas frescas. São boas opções para manter o pique durante o trabalho. Compre e deixe sempre em mãos, na gaveta, na pasta do trabalho, na bolsa. Para você comparar: cinco damascos contêm, em média, 75 kcal/ cinco ameixas secas contêm 119 kcal/ três colheres (sopa) de uva passa tem 180 kcal.

Frutas - As frutas são fontes de vitaminas e minerais que ajudam a regular as funções do organismo. Além disso, elas contêm pouquíssima gordura e são pouco calóricas. Para se ter idéia uma banana nanica tem 74 kcal, meio mamão papaia tem 54 kcal, uma pêra tem 78 kcal. São opções fáceis para o lanche.

Iogurte - Existe uma variação enorme de iogurtes nas prateleiras dos supermercados. Um copo de 250ml pode ser uma boa solução para o fim de tarde. Aproveite também aqueles que vêm com uma porção de cereais na tampa. Um iogurte por dia pode melhorar a resposta imunológica do organismo contra doenças e vírus.

Sanduíche - Se o trabalho for até tarde e ainda tiver muito para pensar, vale a pena se organizar para trazer de casa um sanduíche natural com queijo branco, peito de peru, tomate e alface, por exemplo. Comparado a uma fruta, o sanduíche oferece maior número de calorias e seu recheio rico em proteína ativa o raciocínio.

Operei o LCA posso correr?

Corrida de Obstáculos · 21 jul, 2009

Nome: Cleberson
Idade: 33 anos
Dúvida: Fiz cirurgia de reconstrução de LCA a três meses. Comecei a sentir que podia correr lentamente, mas sinto dores que somem com a continuação do exercício. Devo continuar lentamente?

Resposta: Não, você precisa saber como está sua musculatura (quadríceps e isquiotibiais) através do exame isocinético (pedido pelo médico). Uma vez com este exame em mãos é possível orienta-lo melhor. Caso você corra leve e sinta dores, prefira fazer caminhadas rápidas.

Resposta concedida pelo fisioterapeuta David Homsi. Especialista em fisioterapia esportiva e RPG, hoje ministra palestras e é responsável pelo centro de estudos e projeto running da clínica Dr. Osmar de Oliveira: www.davidhomsi.com.br

Dilema: contar ou não calorias na refeição?

Já disse aqui nesse espaço que é muito mais comum do que pensamos errar a quantidade de calorias dos alimentos, por isso não acho que saber esse tipo de informação seja tão fundamental para uma alimentação mais saudável. Quer exemplos?

Um pesquisador certa vez conduziu um experimento interessante disponibilizando pedaços de um bolo para cada participante. Em metade deles ele colocava o garfo sem faca como se faz em bolo de festa de aniversário, espetado em cima. Para outros, ele os colocava ao lado do prato, como pratos de refeição em um restaurante comum. Aqueles com o garfo espetado comeram muito mais do que os demais porque interpretaram que era um sinal subjetivo indicando que ali se tratava de uma porção individual.

O quanto se come em cada refeição ainda é algo bem mais complexo do que pensamos. Naquele outro artigo que citei, eu disse que quando há a palavra “diet” ou “light” no nome do prato, acabamos subestimando o total calórico da refeição. Pensamos que há menos calorias e acabamos comendo um pouco a mais.

Em um outro estudo foi mostrado que aquela pessoa que vai ao restaurante de comida dita “natural” acha que em média está consumindo 325 calorias, quando na verdade consome em média 700 calorias, ou seja, mais do que o dobro! O que isso muda no nosso dia a dia? Muita coisa, porque achamos que indo num restaurante natural, pelo menos na hora do almoço, resolveríamos o desafio de se alimentar saudavelmente. Porém, o tiro sai pela culatra, porque nesse tipo de situação comeremos mais do que deveríamos ou do que pretendíamos.

Mas o que é certo? E se do lado de cada prato tivesse uma lista nutricional? Será que poderíamos ter uma refeição mais equilibrada e correta? Infelizmente não! Para provar isso um programa de TV levou ao laboratório alguns alimentos para saber se suas informações de calorias eram realmente corretas. A surpresa foi que a imensa maioria dos alimentos era descrita como sendo mais saudável do que a realidade. Alguns deles tinham erros de 50% e outros de até 100%!

Além disso, as pessoas que fazem refeições aparentemente mais levas correm grande risco de na próxima refeição exagerar um pouco. Ela se acha no direito de comer um pouco a mais, já que uma refeição do seu dia era mais leve. Seria como fazer uma compensação por ter aberto mão do prazer de comer muita gordura e doces na refeição anterior.

Mas ao menos é uma boa notícia saber que mais e mais pessoas reparam na informação fornecida dos alimentos. Muitos ainda disseram que essas informações alteram o consumo deles reduzindo assim as calorias do que é pedido. E mais do que alterar o pedido em apenas uma refeição, 82% dos entrevistados disseram que mudaram seus hábitos diários ao saber dos valores nutricionais. Mas vale lembrar que essa nossa vigilância tem que ser constante e sempre muito atenta aos pequenos truques que nos aplicamos no dia a dia.


Dilema: contar ou não calorias na refeição?

Atletismo · 16 jul, 2009

Já disse aqui nesse espaço que é muito mais comum do que pensamos errar a quantidade de calorias dos alimentos, por isso não acho que saber esse tipo de informação seja tão fundamental para uma alimentação mais saudável. Quer exemplos?

Um pesquisador certa vez conduziu um experimento interessante disponibilizando pedaços de um bolo para cada participante. Em metade deles ele colocava o garfo sem faca como se faz em bolo de festa de aniversário, espetado em cima. Para outros, ele os colocava ao lado do prato, como pratos de refeição em um restaurante comum. Aqueles com o garfo espetado comeram muito mais do que os demais porque interpretaram que era um sinal subjetivo indicando que ali se tratava de uma porção individual.

O quanto se come em cada refeição ainda é algo bem mais complexo do que pensamos. Naquele outro artigo que citei, eu disse que quando há a palavra “diet” ou “light” no nome do prato, acabamos subestimando o total calórico da refeição. Pensamos que há menos calorias e acabamos comendo um pouco a mais.

Em um outro estudo foi mostrado que aquela pessoa que vai ao restaurante de comida dita “natural” acha que em média está consumindo 325 calorias, quando na verdade consome em média 700 calorias, ou seja, mais do que o dobro! O que isso muda no nosso dia a dia? Muita coisa, porque achamos que indo num restaurante natural, pelo menos na hora do almoço, resolveríamos o desafio de se alimentar saudavelmente. Porém, o tiro sai pela culatra, porque nesse tipo de situação comeremos mais do que deveríamos ou do que pretendíamos.

Mas o que é certo? E se do lado de cada prato tivesse uma lista nutricional? Será que poderíamos ter uma refeição mais equilibrada e correta? Infelizmente não! Para provar isso um programa de TV levou ao laboratório alguns alimentos para saber se suas informações de calorias eram realmente corretas. A surpresa foi que a imensa maioria dos alimentos era descrita como sendo mais saudável do que a realidade. Alguns deles tinham erros de 50% e outros de até 100%!

Além disso, as pessoas que fazem refeições aparentemente mais levas correm grande risco de na próxima refeição exagerar um pouco. Ela se acha no direito de comer um pouco a mais, já que uma refeição do seu dia era mais leve. Seria como fazer uma compensação por ter aberto mão do prazer de comer muita gordura e doces na refeição anterior.

Mas ao menos é uma boa notícia saber que mais e mais pessoas reparam na informação fornecida dos alimentos. Muitos ainda disseram que essas informações alteram o consumo deles reduzindo assim as calorias do que é pedido. E mais do que alterar o pedido em apenas uma refeição, 82% dos entrevistados disseram que mudaram seus hábitos diários ao saber dos valores nutricionais. Mas vale lembrar que essa nossa vigilância tem que ser constante e sempre muito atenta aos pequenos truques que nos aplicamos no dia a dia.

Carboidrato é bom, mas o consumo deve ser moderado

Um dos temas mais abordados nas perguntas que recebo sempre são sobre os carboidratos (CHO). Geralmente, as pessoas querem saber quais alimentos e o quanto se deve comer para termos CHO suficiente na dieta. Saber que hoje os atletas amadores já estão muito mais cientes da importância do nutriente na dieta é uma boa notícia.

Mas, eu costumo dizer que o brasileiro médio, independente de seu nível de atividade física, come muito mais proteína do que precisa, ingere pouco ferro e consome muito pouco cálcio. E para esses três nutrientes, ocorrem erros um pouco diferentes.

Conheça três mitos e quatro fatos sobre emagrecimento e obesidade

A proteína já está em quantidade suficiente na dieta básica do brasileiro, mas quem pratica esporte acaba querendo quase sempre comer um pouco mais, como se isso fosse um benéfico. O problema é que nessa dieta não há grande quantidade de ferro e cálcio, minerais que não recebem atenção e que são subestimados pela maioria dos praticantes. Assim ele tem um excesso de proteína, que não gera ganho algum aliado a pouco consumo de minerais importantíssimos.

Com o CHO acontece algo diferente. A pessoa sabe que é importante, mas acaba muitas vezes consumindo de modo errado. Quando escolhemos nossos alimentos devemos sempre nos lembrar de incluir CHO (massas, cereais, frutas, pães) na dieta. Isso deve ser feito no dia a dia, em todas as refeições, não apenas na semana que antecede a prova!

O carboidrato deve ser incluído no dia a dia, em todas as refeições. Foto: Marta Motagirl/ Licença Creative Commons
O carboidrato deve ser incluído no dia a dia, em todas as refeições. Foto: Marta Motagirl/ Licença Creative Commons

Muitos se preocupam ainda em fazer uma dieta pré-prova especial quando vão competir em distâncias que não exigem essa estratégia, como as provas de 5km, 10km e 15km. Para esses casos não é necessário se preocupar em ter uma dieta de CHO na ordem de 50% a 60%! Além disso, geralmente a participação da gordura e da proteína “rouba” muito do espaço que deveria ser do CHO.

Um exemplo é quando a pessoa na véspera de um 10km sai para fazer um jantar de massas e come muito mais gordura do que deveria. Pizza, lasanha e muitas outras massas podem na maioria das vezes não ser uma boa escolha. Já vi muitas pessoas comendo macarrão no café da manhã porque acreditam que o macarrão faça bem para o corredor!

É saudável substituir a alimentação por suplementação?

Por isso, lembre-se de incluir sempre na dieta alimentos ricos em CHO. Mas não é para se empanturrar dele. Ou seja, comer um pouco a mais de cereal não significa acabar com uma caixa de cereal matinal. Uma fatia a mais de pão, não é o mesmo que um pacote. Comer uma porção de fruta não significa comer uma melancia inteira. Um pouco de suco é diferente de uma jarra e por aí vai.

O truque e a recomendação que ficam é que nos dias que antecedem uma corrida mais longa, a pessoa deve incluir um pouquinho de alimentos ricos em CHO de maneira que não sinta aquela sensação de “cheio” quando estiver a caminho da largada.

Os benefícios do CHO para o treinamento e desempenho do corredor estão mais no hábito de comê-lo sempre e em todas as refeições. Se você criar esse hábito, apenas algumas corridas muito longas, como uma meia ou uma maratona, irão exigir estratégias diferentes na semana da corrida. Com mudanças adequadas no hábito você não corre o risco de abrir brechas para cometer os maiores equívocos.


Carboidrato é bom, mas o consumo deve ser moderado

Atletismo · 26 jun, 2009

Um dos temas mais abordados nas perguntas que recebo sempre são sobre os carboidratos (CHO). Geralmente, as pessoas querem saber quais alimentos e o quanto se deve comer para termos CHO suficiente na dieta. Saber que hoje os atletas amadores já estão muito mais cientes da importância do nutriente na dieta é uma boa notícia.

Mas, eu costumo dizer que o brasileiro médio, independente de seu nível de atividade física, come muito mais proteína do que precisa, ingere pouco ferro e consome muito pouco cálcio. E para esses três nutrientes, ocorrem erros um pouco diferentes.

Conheça três mitos e quatro fatos sobre emagrecimento e obesidade

A proteína já está em quantidade suficiente na dieta básica do brasileiro, mas quem pratica esporte acaba querendo quase sempre comer um pouco mais, como se isso fosse um benéfico. O problema é que nessa dieta não há grande quantidade de ferro e cálcio, minerais que não recebem atenção e que são subestimados pela maioria dos praticantes. Assim ele tem um excesso de proteína, que não gera ganho algum aliado a pouco consumo de minerais importantíssimos.

Com o CHO acontece algo diferente. A pessoa sabe que é importante, mas acaba muitas vezes consumindo de modo errado. Quando escolhemos nossos alimentos devemos sempre nos lembrar de incluir CHO (massas, cereais, frutas, pães) na dieta. Isso deve ser feito no dia a dia, em todas as refeições, não apenas na semana que antecede a prova!

O carboidrato deve ser incluído no dia a dia, em todas as refeições. Foto: Marta Motagirl/ Licença Creative Commons
O carboidrato deve ser incluído no dia a dia, em todas as refeições. Foto: Marta Motagirl/ Licença Creative Commons

Muitos se preocupam ainda em fazer uma dieta pré-prova especial quando vão competir em distâncias que não exigem essa estratégia, como as provas de 5km, 10km e 15km. Para esses casos não é necessário se preocupar em ter uma dieta de CHO na ordem de 50% a 60%! Além disso, geralmente a participação da gordura e da proteína “rouba” muito do espaço que deveria ser do CHO.

Um exemplo é quando a pessoa na véspera de um 10km sai para fazer um jantar de massas e come muito mais gordura do que deveria. Pizza, lasanha e muitas outras massas podem na maioria das vezes não ser uma boa escolha. Já vi muitas pessoas comendo macarrão no café da manhã porque acreditam que o macarrão faça bem para o corredor!

É saudável substituir a alimentação por suplementação?

Por isso, lembre-se de incluir sempre na dieta alimentos ricos em CHO. Mas não é para se empanturrar dele. Ou seja, comer um pouco a mais de cereal não significa acabar com uma caixa de cereal matinal. Uma fatia a mais de pão, não é o mesmo que um pacote. Comer uma porção de fruta não significa comer uma melancia inteira. Um pouco de suco é diferente de uma jarra e por aí vai.

O truque e a recomendação que ficam é que nos dias que antecedem uma corrida mais longa, a pessoa deve incluir um pouquinho de alimentos ricos em CHO de maneira que não sinta aquela sensação de “cheio” quando estiver a caminho da largada.

Os benefícios do CHO para o treinamento e desempenho do corredor estão mais no hábito de comê-lo sempre e em todas as refeições. Se você criar esse hábito, apenas algumas corridas muito longas, como uma meia ou uma maratona, irão exigir estratégias diferentes na semana da corrida. Com mudanças adequadas no hábito você não corre o risco de abrir brechas para cometer os maiores equívocos.

Mulheres: atletas de alto nível podem ter disfunções hormonais

A participação de mulheres em competições esportivas e programas de atividade física adquiriu importância crescente nas últimas décadas. O número de mulheres atletas e praticantes de atividade física tem aumentado consideravelmente, e há trabalhos que indicam um crescimento de 600% na participação feminina em esportes, perfazendo um total de mais de 1,9 milhão de mulheres ativas fisicamente.

Por estas razões, dedicaremos às mulheres o assunto deste mês nesta seção e assim abordaremos achamada Tríade da Mulher Atleta (TMA), síndrome (conjunto de sinais clínicos e sintomas) que afeta tanto atletas de elite quanto praticantes de atividade física, e engloba desordem alimentar, amenorréia (ciclos menstruais diminuídos ou ausentes) e osteoporose (redução de massa óssea corpórea).

O termo “Tríade da Mulher Atleta” foi oficializado em 1992, quando o Colégio Americano de Medicina Esportiva reuniu diversos especialistas da área e publicou o resultado daquela conferência. Ainda pouco esclarecida, a desordem alimentar encontrada nesta síndrome se refere a um espectro de padrões alterados de alimentação, desde uma simples restrição calórica até formas graves de anorexia nervosa e bulimia.

A anorexia nervosa é caracterizada por extrema restrição alimentar, distorção da própria imagem corporal, indução de vômitos, intensa preocupação com a obesidade, e amenorréia (ciclos menstruais ausentes ou com intervalos superiores a 90 dias). A população de atletas mais propensa a desenvolvê-la inclui o grupo das bailarinas e das corredoras de longa distância, geralmente obcecadas por magreza e muito cobradas por parte de treinadores, patrocinadores e mídia especializada. Segundo alguns autores, aproximadamente 25% das mulheres anoréxicas são atletas de elite.

No passado, a disfunção menstrual observada em atletas de alta performance foi associada ao alto nível de atividade física que caracterizava seus treinamentos diários. Durante muito tempo isto não despertou o interesse dos pesquisadores, pois achava-se que com a diminuição da intensidade dos treinamentos, a ciclicidade menstrual voltaria ao normal sem detrimento da saúde da atleta. Porém, alguns autores observaram que a densidade mineral óssea em atletas amenorréicas era significativamente menor quando comparada a atletas eumenorréicas (ciclos menstruais regulares). Após estes estudos, o conceito de fenômeno benigno da amenorréia em atletas de ponta foi revisto, e esta condição passou a ser encarada como uma causa prematura e importante de perda óssea.

A amenorréia da mulher atleta é consensualmente reconhecida na literatura científica atual como um fenômeno de causa hormonal. A secreção pulsátil do hormônio hipotalâmico (secretado pelo hipotálamo, glândula presente em nosso cérebro que regula diversas funções hormonais), que promove a liberação dos hormônios estimuladores dos ovários, está alterada, o que resulta na produção diminuída dos esteróides ovarianos estrógeno e progesterona, hormônios responsáveis pela regulação e modulação dos ciclos menstruais femininos.

A redução na secreção de estrógeno ocasionada pela amenorréia hipotalâmica desta síndrome é responsável pelo desenvolvimento de osteoporose prematura com conseqüências a curto e longo prazos. A curto prazo, estas atletas têm apresentado um alto índice de lesões, em decorrência tanto do comprometimento estrutural da microarquitetura do osso como da redução de massa óssea corporal, particularmente fraturas de estresse, e a longo prazo aquelas que se tornam portadoras de osteoporose desenvolvem um risco aumentado de fraturas com conseqüências potencialmente graves, embora ainda jovens.

O principal objetivo no tratamento de atletas portadoras de alterações alimentares e amenorréia é restaurar seu equilíbrio hormonal. A atividade física deve ser prontamente reduzida em 10 a 20% do volume/intensidade/freqüência prévios, e o ganho de peso deve ser adquirido com dietas que ofereçam acima de 2.500 calorias, medidas que geralmente resultam no retorno espontâneo de menstruação. Nos casos em que isso não ocorre, a reposição hormonal passa a ser preconizada para evitar a perda óssea precoce, através de reposição estrogênica da mesma forma que é realizada em mulheres menopausadas, ou quando necessário, da administração de anticoncepcionais orais com altas taxas de estrógeno para aumentar de forma significativa a massa óssea destas atletas. A suplementação com cálcio deve ser feita em todas as portadoras da Tríade da Mulher Atleta, utilizando 1.500 mg diários divididos em duas doses.


Mulheres: atletas de alto nível podem ter disfunções hormonais

Atletismo · 24 jun, 2009

A participação de mulheres em competições esportivas e programas de atividade física adquiriu importância crescente nas últimas décadas. O número de mulheres atletas e praticantes de atividade física tem aumentado consideravelmente, e há trabalhos que indicam um crescimento de 600% na participação feminina em esportes, perfazendo um total de mais de 1,9 milhão de mulheres ativas fisicamente.

Por estas razões, dedicaremos às mulheres o assunto deste mês nesta seção e assim abordaremos achamada Tríade da Mulher Atleta (TMA), síndrome (conjunto de sinais clínicos e sintomas) que afeta tanto atletas de elite quanto praticantes de atividade física, e engloba desordem alimentar, amenorréia (ciclos menstruais diminuídos ou ausentes) e osteoporose (redução de massa óssea corpórea).

O termo “Tríade da Mulher Atleta” foi oficializado em 1992, quando o Colégio Americano de Medicina Esportiva reuniu diversos especialistas da área e publicou o resultado daquela conferência. Ainda pouco esclarecida, a desordem alimentar encontrada nesta síndrome se refere a um espectro de padrões alterados de alimentação, desde uma simples restrição calórica até formas graves de anorexia nervosa e bulimia.

A anorexia nervosa é caracterizada por extrema restrição alimentar, distorção da própria imagem corporal, indução de vômitos, intensa preocupação com a obesidade, e amenorréia (ciclos menstruais ausentes ou com intervalos superiores a 90 dias). A população de atletas mais propensa a desenvolvê-la inclui o grupo das bailarinas e das corredoras de longa distância, geralmente obcecadas por magreza e muito cobradas por parte de treinadores, patrocinadores e mídia especializada. Segundo alguns autores, aproximadamente 25% das mulheres anoréxicas são atletas de elite.

No passado, a disfunção menstrual observada em atletas de alta performance foi associada ao alto nível de atividade física que caracterizava seus treinamentos diários. Durante muito tempo isto não despertou o interesse dos pesquisadores, pois achava-se que com a diminuição da intensidade dos treinamentos, a ciclicidade menstrual voltaria ao normal sem detrimento da saúde da atleta. Porém, alguns autores observaram que a densidade mineral óssea em atletas amenorréicas era significativamente menor quando comparada a atletas eumenorréicas (ciclos menstruais regulares). Após estes estudos, o conceito de fenômeno benigno da amenorréia em atletas de ponta foi revisto, e esta condição passou a ser encarada como uma causa prematura e importante de perda óssea.

A amenorréia da mulher atleta é consensualmente reconhecida na literatura científica atual como um fenômeno de causa hormonal. A secreção pulsátil do hormônio hipotalâmico (secretado pelo hipotálamo, glândula presente em nosso cérebro que regula diversas funções hormonais), que promove a liberação dos hormônios estimuladores dos ovários, está alterada, o que resulta na produção diminuída dos esteróides ovarianos estrógeno e progesterona, hormônios responsáveis pela regulação e modulação dos ciclos menstruais femininos.

A redução na secreção de estrógeno ocasionada pela amenorréia hipotalâmica desta síndrome é responsável pelo desenvolvimento de osteoporose prematura com conseqüências a curto e longo prazos. A curto prazo, estas atletas têm apresentado um alto índice de lesões, em decorrência tanto do comprometimento estrutural da microarquitetura do osso como da redução de massa óssea corporal, particularmente fraturas de estresse, e a longo prazo aquelas que se tornam portadoras de osteoporose desenvolvem um risco aumentado de fraturas com conseqüências potencialmente graves, embora ainda jovens.

O principal objetivo no tratamento de atletas portadoras de alterações alimentares e amenorréia é restaurar seu equilíbrio hormonal. A atividade física deve ser prontamente reduzida em 10 a 20% do volume/intensidade/freqüência prévios, e o ganho de peso deve ser adquirido com dietas que ofereçam acima de 2.500 calorias, medidas que geralmente resultam no retorno espontâneo de menstruação. Nos casos em que isso não ocorre, a reposição hormonal passa a ser preconizada para evitar a perda óssea precoce, através de reposição estrogênica da mesma forma que é realizada em mulheres menopausadas, ou quando necessário, da administração de anticoncepcionais orais com altas taxas de estrógeno para aumentar de forma significativa a massa óssea destas atletas. A suplementação com cálcio deve ser feita em todas as portadoras da Tríade da Mulher Atleta, utilizando 1.500 mg diários divididos em duas doses.

Fashion Week deve atrapalhar trânsito na região do Parque Ibirapuera

Caminhada · 17 jun, 2009

Os atletas que treinam no período da noite no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, devem evitar a região até a próxima segunda-feira (22). Isso porque, começa nessa quarta (17), na capital paulista, a semana de moda São Paulo Fashion Week.

O evento é realizado na Bienal do Ibirapuera, dentro do Parque. Por isso a partir das 15h (horário marcado para o início dos desfiles) o trânsito local deve ficar conturbado e os estacionamentos cheios.

Para evitar transtornos na hora de estacionar, a alternativa é parar o carro fora dos bolsões do Ibirapuera. As ruas, por exemplo, que ficam perto da avenida IV Centenário, são boas opções. Nessa região a entrada ao parque é feita através do portão seis, mas apenas para pedestres.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trânsito local no período da semana de moda será monitorado pela companhia das 12h às 23h. Além disso, as vagas de Zona Azul nos Bolsões do MAM e do Autorama serão desativadas durante o evento para atender os taxistas.

Durante o treino -Para aqueles que costumam correr na famosa “volta externa do parque” (com seis quilômetros), a atenção deve ser redobrada nos locais de circulação de veículos. Muitos motoristas de táxi circularão pelo local, além dos convidados.

Saiba como funciona o treinamento desportivo

O treinamento desportivo apresenta-se como uma atividade física de longa duração, graduada de forma progressiva, individualizada, atuando especificamente nas funções humanas, fisiológicas e psicológicas, com objetivos de superar tarefas mais exigentes que as habituais. É assim que Bompa (1983) define treinamento desportivo. Ele, como muitos outros autores, apresenta definições baseadas em inúmeros estudos científicos sobre o tema.

O treinamento desportivo, quando aplicado adequadamente, provoca no organismo humano, adaptações morfológicas e funcionais, elevando assim o nível de forma física do indivíduo. Para tanto, alguns princípios devem ser seguidos para que a aplicação desse treinamento seja eficaz.

Vamos tratar daqueles considerados fundamentais em qualquer processo de treinamento:

  • Individualidade Biológica: a aplicação de cargas de treinamento respeitando a individualidade biológica de cada indivíduo é uma regra. Encontramos atletas que recebem a mesma sobrecarga de trabalho e reagem, sofrem adaptações, completamente diferentes. Neste caso, até as recuperações são diferentes. Para atletas jovens, é importante considerar as fases de crescimento e desenvolvimento em que se encontram. Para todos, o estilo de vida também conta;
  • Sobrecarga: o primeiro passo para acertarmos na determinação da sobrecarga são os testes de avaliação. Eles nos indicam em que patamar de forma o atleta se encontra e como poderemos estabelecer o volume e a intensidade da sobrecarga aplicada. Conforme os objetivos do atleta e seu nível de forma, devemos programar as cargas quanto aos aspectos de qualidade (intensidade) e quantidade (volume) de forma gradual e crescente;
  • Densidade: em todo treinamento existem dois parâmetros - a carga ou estímulo e a pausa ou recuperação. Como já mencionado, a carga produz um desajuste dos sistemas e durante a recuperação, por meio da reação do organismo, ocorre a adaptação e supercompensação. Essa recuperação demanda um tempo de repouso, ou diminuição da carga, para produzir todos os efeitos regenerativos e supercompensatórios. Essa relação temporal entre a aplicação da carga e a recuperação denomina-se densidade. A correta utilização dessa relação determina a eficácia do treinamento.
  • Especificidade: outra regra bastante clara: se aplicarmos cargas de resistência, o atleta melhora a resistência. Neste caso, considerando as características próprias do esporte trabalhado, o planejamento deve conter elementos específicos (objetivos, métodos, meios, etc) para desenvolvimento das capacidades deste esporte;
  • Reversibilidade: a interrupção do processo de treinamento provoca reversão dos efeitos obtidos ao longo do tempo. Essa perda apresenta um ritmo mais rápido para os treinamentos baseados em resistência e resistência de força, e mais lento para os treinamentos baseados em força explosiva e força máxima.

A orientação do planejamento do treinamento por estes princípios nos leva a estabelecer uma aproximação enorme do treinamento chamado científico e nos afasta, por outro lado, do empirismo que muitas vezes põe em risco a saúde de indivíduos sãos.

Referência Bibliográfica:
Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento; Tudor Bompa, 1999.


Saiba como funciona o treinamento desportivo

Atletismo · 16 jun, 2009

O treinamento desportivo apresenta-se como uma atividade física de longa duração, graduada de forma progressiva, individualizada, atuando especificamente nas funções humanas, fisiológicas e psicológicas, com objetivos de superar tarefas mais exigentes que as habituais. É assim que Bompa (1983) define treinamento desportivo. Ele, como muitos outros autores, apresenta definições baseadas em inúmeros estudos científicos sobre o tema.

O treinamento desportivo, quando aplicado adequadamente, provoca no organismo humano, adaptações morfológicas e funcionais, elevando assim o nível de forma física do indivíduo. Para tanto, alguns princípios devem ser seguidos para que a aplicação desse treinamento seja eficaz.

Vamos tratar daqueles considerados fundamentais em qualquer processo de treinamento:

  • Individualidade Biológica: a aplicação de cargas de treinamento respeitando a individualidade biológica de cada indivíduo é uma regra. Encontramos atletas que recebem a mesma sobrecarga de trabalho e reagem, sofrem adaptações, completamente diferentes. Neste caso, até as recuperações são diferentes. Para atletas jovens, é importante considerar as fases de crescimento e desenvolvimento em que se encontram. Para todos, o estilo de vida também conta;
  • Sobrecarga: o primeiro passo para acertarmos na determinação da sobrecarga são os testes de avaliação. Eles nos indicam em que patamar de forma o atleta se encontra e como poderemos estabelecer o volume e a intensidade da sobrecarga aplicada. Conforme os objetivos do atleta e seu nível de forma, devemos programar as cargas quanto aos aspectos de qualidade (intensidade) e quantidade (volume) de forma gradual e crescente;
  • Densidade: em todo treinamento existem dois parâmetros - a carga ou estímulo e a pausa ou recuperação. Como já mencionado, a carga produz um desajuste dos sistemas e durante a recuperação, por meio da reação do organismo, ocorre a adaptação e supercompensação. Essa recuperação demanda um tempo de repouso, ou diminuição da carga, para produzir todos os efeitos regenerativos e supercompensatórios. Essa relação temporal entre a aplicação da carga e a recuperação denomina-se densidade. A correta utilização dessa relação determina a eficácia do treinamento.
  • Especificidade: outra regra bastante clara: se aplicarmos cargas de resistência, o atleta melhora a resistência. Neste caso, considerando as características próprias do esporte trabalhado, o planejamento deve conter elementos específicos (objetivos, métodos, meios, etc) para desenvolvimento das capacidades deste esporte;
  • Reversibilidade: a interrupção do processo de treinamento provoca reversão dos efeitos obtidos ao longo do tempo. Essa perda apresenta um ritmo mais rápido para os treinamentos baseados em resistência e resistência de força, e mais lento para os treinamentos baseados em força explosiva e força máxima.

A orientação do planejamento do treinamento por estes princípios nos leva a estabelecer uma aproximação enorme do treinamento chamado científico e nos afasta, por outro lado, do empirismo que muitas vezes põe em risco a saúde de indivíduos sãos.

Referência Bibliográfica:
Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento; Tudor Bompa, 1999.

Aniversário: Webrun completa sete anos

O Webrun comemora nessa segunda-feira (15) sete anos! Durante todo esse tempo no ar levamos para os apaixonados por corrida mais de nove mil dicas e notícias quentes do mundo running, cerca de 3.500 percursos no Onde Treinar, além de coberturas especiais e serviços exclusivos para quem participa das provas. E para relembrar os sete anos do Webrun, selecionamos sete acontecimentos que marcaram a história da corrida e do próprio Webrun. Veja:

  • Maratona de Nova York 2006 - "Eu tive a oportunidade de cobrir in loco a Maratona de Nova York 2006. Essa era a primeira vez que o Marílson iria correr a prova. Antes de partir para os EUA alguma coisa dizia que ele iria surpreender. Conversei com ele dias antes da maratona e vi que Marílson estava muito confiante! Quando a prova começou, acompanhei tudo pelo telão que havia na área da chegada. E lá estava Marílson, na liderança da prova! Foi muito emocionante vê-lo vencer! Eu era a única jornalista brasileira ali naquela hora! Deixaram eu ter livre acesso ao pódio. Foi um momento único pessoal e profissional”, Donata Lustosa, editora.
  • Primeiro Blog do Webrun - "Eu lancei e estreei o blog no Webrun. Na época não tínhamos noção de como seria recebido pelas pessoas. Mas logo me deparei com a interatividade que um blog pode proporcionar! Bastou o blog entrar no ar e em menos de dois anos conheci uma infinidade de leitores que participam ativamente do meu blog através de comentários com críticas construtivas e também elogios.

    Eu não queria ser (re) conhecido, apesar de já ser uma pessoa conhecida para os insiders da corrida, mas através do blog eu também conheci muita gente. Hoje é muito bom sair para correr e receber um tapinha nas costas, um “oi Harry”, ou apenas ler um comentário sobre um post. Isso me dá forças para jamais desistir, pois ter um blog é como ter um filho, você o ver nascer, o cria, vê seu crescimento, mas jamais, quer que ele morra”, Harry Thomas Jr, publisher e sócio-diretor.

  • Novo layout do Webrun - "Passava das 3h da manhã do dia 19 de agosto do ano passado quando, após diversas revisões, decidimos “virar a chave” e colocar a nova versão do Webrun no ar. Depois de cinco anos com o mesmo layout, e vários meses de desenvolvimento, foi um alívio iniciar uma nova fase e abrir as portas com otimismo para os próximos lançamentos. No dia seguinte, acompanhamos ansiosos os primeiros comentários e a interação do público com as novas ferramentas do site. Até hoje, essa participação dos leitores nos anima para continuarmos as melhorias no Webrun", Daniel Costa, gerente de produtos.
  • Cobertura Pan Rio "Um dos fatos marcantes foi a cobertura in loco dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro em 2007, onde a equipe do Webrun esteve presente nas competições de atletismo, triathlon e maratona, sempre correndo para trazer as melhores fotos, entrevistas e curiosidades para os leitores. Entrar no recém inaugurado Engenhão, com sua pista de atletismo intacta antes das competições e depois ver o local tomado pelo público foi emocionante. Também foi muito interessante trocar experiências com atletas, staffs e outros colegas de profissão que vieram de diferentes países do mundo para cobrir o evento”, Alexandre Koda, repórter.


  • Dos bastidores à corrida "Aqui no escritório do Webrun corremos diariamente atrás de notícias, fotos, eventos e clientes. E, claro, que sempre que temos a oportunidade corremos algumas provas também. As nossas preferidas são as provas de revezamento, pois corremos em equipe. Já participamos do Ayrton Senna Racing Day, Super 40, entre outras. Que venham os próximos desafios!”, Cristiane Savieto, comercial e marketing.
  • No ar - "Um dos projetos que queríamos colocar no ar era o Onde Treinar. Nenhum site brasileiro tinha essa ferramenta e nós acreditamos que ela é muito útil para os corredores. Trabalhamos para levar para o corredor um serviço fácil de usar. Até ficar 100% pronto, fizemos diversos testes e sempre que possível aprimoramos ainda mais o Onde Treinar”, equipe de tecnologia.
  • Você bem na foto - "Por trás das belas imagens que vêem no Webrun há uma equipe que trabalha nos “bastidores” para colocar as fotos no ar com a maior rapidez possível. E eu sou uma dessas. Confesso que fico muito intrigada com a importância que percebo que os corredores dão para as suas fotos nas corridas. A gente se esforça ao máximo para atender todos os corredores, mas algumas vezes recebo e-mails ou ligações de atletas que buscam suas fotos em alguma prova e não encontram, e é impressionante, o tom de desapontamento por não poderem guardar essa lembrança.

    Isso sem falar no vídeo da chegada, que os comentários são os mais emocionantes possíveis! Ao rever a sua chegada, os corredores descrevem como se estivessem revivendo aquele momento emocionante novamente. Acho fantástico perceber que através do nosso trabalho podemos proporcionar aos corredores a alegria de guardar lembranças de seus desafios”, Zilma Ruas, responsável pelas vendas de foto e vídeo.


Aniversário: Webrun completa sete anos

Atletismo · 15 jun, 2009

O Webrun comemora nessa segunda-feira (15) sete anos! Durante todo esse tempo no ar levamos para os apaixonados por corrida mais de nove mil dicas e notícias quentes do mundo running, cerca de 3.500 percursos no Onde Treinar, além de coberturas especiais e serviços exclusivos para quem participa das provas. E para relembrar os sete anos do Webrun, selecionamos sete acontecimentos que marcaram a história da corrida e do próprio Webrun. Veja:

  • Maratona de Nova York 2006 - "Eu tive a oportunidade de cobrir in loco a Maratona de Nova York 2006. Essa era a primeira vez que o Marílson iria correr a prova. Antes de partir para os EUA alguma coisa dizia que ele iria surpreender. Conversei com ele dias antes da maratona e vi que Marílson estava muito confiante! Quando a prova começou, acompanhei tudo pelo telão que havia na área da chegada. E lá estava Marílson, na liderança da prova! Foi muito emocionante vê-lo vencer! Eu era a única jornalista brasileira ali naquela hora! Deixaram eu ter livre acesso ao pódio. Foi um momento único pessoal e profissional”, Donata Lustosa, editora.
  • Primeiro Blog do Webrun - "Eu lancei e estreei o blog no Webrun. Na época não tínhamos noção de como seria recebido pelas pessoas. Mas logo me deparei com a interatividade que um blog pode proporcionar! Bastou o blog entrar no ar e em menos de dois anos conheci uma infinidade de leitores que participam ativamente do meu blog através de comentários com críticas construtivas e também elogios.

    Eu não queria ser (re) conhecido, apesar de já ser uma pessoa conhecida para os insiders da corrida, mas através do blog eu também conheci muita gente. Hoje é muito bom sair para correr e receber um tapinha nas costas, um “oi Harry”, ou apenas ler um comentário sobre um post. Isso me dá forças para jamais desistir, pois ter um blog é como ter um filho, você o ver nascer, o cria, vê seu crescimento, mas jamais, quer que ele morra”, Harry Thomas Jr, publisher e sócio-diretor.

  • Novo layout do Webrun - "Passava das 3h da manhã do dia 19 de agosto do ano passado quando, após diversas revisões, decidimos “virar a chave” e colocar a nova versão do Webrun no ar. Depois de cinco anos com o mesmo layout, e vários meses de desenvolvimento, foi um alívio iniciar uma nova fase e abrir as portas com otimismo para os próximos lançamentos. No dia seguinte, acompanhamos ansiosos os primeiros comentários e a interação do público com as novas ferramentas do site. Até hoje, essa participação dos leitores nos anima para continuarmos as melhorias no Webrun", Daniel Costa, gerente de produtos.
  • Cobertura Pan Rio "Um dos fatos marcantes foi a cobertura in loco dos Jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro em 2007, onde a equipe do Webrun esteve presente nas competições de atletismo, triathlon e maratona, sempre correndo para trazer as melhores fotos, entrevistas e curiosidades para os leitores. Entrar no recém inaugurado Engenhão, com sua pista de atletismo intacta antes das competições e depois ver o local tomado pelo público foi emocionante. Também foi muito interessante trocar experiências com atletas, staffs e outros colegas de profissão que vieram de diferentes países do mundo para cobrir o evento”, Alexandre Koda, repórter.


  • Dos bastidores à corrida "Aqui no escritório do Webrun corremos diariamente atrás de notícias, fotos, eventos e clientes. E, claro, que sempre que temos a oportunidade corremos algumas provas também. As nossas preferidas são as provas de revezamento, pois corremos em equipe. Já participamos do Ayrton Senna Racing Day, Super 40, entre outras. Que venham os próximos desafios!”, Cristiane Savieto, comercial e marketing.
  • No ar - "Um dos projetos que queríamos colocar no ar era o Onde Treinar. Nenhum site brasileiro tinha essa ferramenta e nós acreditamos que ela é muito útil para os corredores. Trabalhamos para levar para o corredor um serviço fácil de usar. Até ficar 100% pronto, fizemos diversos testes e sempre que possível aprimoramos ainda mais o Onde Treinar”, equipe de tecnologia.
  • Você bem na foto - "Por trás das belas imagens que vêem no Webrun há uma equipe que trabalha nos “bastidores” para colocar as fotos no ar com a maior rapidez possível. E eu sou uma dessas. Confesso que fico muito intrigada com a importância que percebo que os corredores dão para as suas fotos nas corridas. A gente se esforça ao máximo para atender todos os corredores, mas algumas vezes recebo e-mails ou ligações de atletas que buscam suas fotos em alguma prova e não encontram, e é impressionante, o tom de desapontamento por não poderem guardar essa lembrança.

    Isso sem falar no vídeo da chegada, que os comentários são os mais emocionantes possíveis! Ao rever a sua chegada, os corredores descrevem como se estivessem revivendo aquele momento emocionante novamente. Acho fantástico perceber que através do nosso trabalho podemos proporcionar aos corredores a alegria de guardar lembranças de seus desafios”, Zilma Ruas, responsável pelas vendas de foto e vídeo.

Conheça o alongamento que elimina as dores do pós-prova

Já pensou em completar uma maratona ou até mesmo um ironman e no dia seguinte não sentir dor muscular? Hoje isso já é possível através do alongamento AIS (act isolated stretching). A personal trainer Laís Araújo trouxe o método para o Brasil depois que conheceu o alongamento nos Estados Unidos.

“Eu conheci o AIS depois da minha segunda Maratona de Nova York. No dia seguinte da maratona a gente fica cheio de dor, mal consegue descer a escada. Eu fiz o alongamento após a maratona incentivada por alguns amigos americanos e no dia seguinte eu estava andando normal. As pessoas não acreditavam que eu havia completado a maratona”, conta.

De acordo com a personal, o AIS é um método que alonga a musculatura e libera a fáscia (tecido conectivo) através de movimentos isolados é rápidos, cada repetição dura cerca de dois segundos. Com isso é possível aumentar a oxigenação dos músculos e o fluxo sangüíneo, além de aumentar a amplitude do movimento e diminuir a quantidade de ácido lático do corpo.

Cada seção do AIS dura em média uma hora e os profissionais trabalham todos os músculos do corpo. Porém, aqueles mais utilizados ganham um maior foco. “Se eu vou alongar um corredor, priorizo a parte inferior do corpo como quadris e pernas. Já se for um tenista, por exemplo, vamos priorizar braços, tronco, pescoço”, conta Laís.

Segundo a personal, o ideal é fazer o AIS três vezes por semana, de preferência, depois dos treinos e sempre que puder após as competições. Mas com a correria do dia a dia isso nem sempre é possível. “Para os corredores é interessante fazer o alongamento pelo menos após os treinos de velocidade. Assim o atleta vai executar o treino longo da semana com os músculos mais alongados e pode alcançar uma melhor performance”.

Além de Laís, a personal trainer Thais Reis também aplica o método aqui no Brasil. “O AIS não pode ser feito por qualquer pessoa. O alongamento deve ser feito numa maca, com o atleta totalmente deitado. É muito difícil a pessoa fazer esse tipo de alongamento nela mesma”, revela Thais. Ela também lembra que para aplicar o AIS é preciso fazer um curso específico com o criador do AIS nos Estados Unidos.

Onde encontrar:
Spa Amaranthe
www.amarynthe.com.br


Conheça o alongamento que elimina as dores do pós-prova

Atletismo · 10 jun, 2009

Já pensou em completar uma maratona ou até mesmo um ironman e no dia seguinte não sentir dor muscular? Hoje isso já é possível através do alongamento AIS (act isolated stretching). A personal trainer Laís Araújo trouxe o método para o Brasil depois que conheceu o alongamento nos Estados Unidos.

“Eu conheci o AIS depois da minha segunda Maratona de Nova York. No dia seguinte da maratona a gente fica cheio de dor, mal consegue descer a escada. Eu fiz o alongamento após a maratona incentivada por alguns amigos americanos e no dia seguinte eu estava andando normal. As pessoas não acreditavam que eu havia completado a maratona”, conta.

De acordo com a personal, o AIS é um método que alonga a musculatura e libera a fáscia (tecido conectivo) através de movimentos isolados é rápidos, cada repetição dura cerca de dois segundos. Com isso é possível aumentar a oxigenação dos músculos e o fluxo sangüíneo, além de aumentar a amplitude do movimento e diminuir a quantidade de ácido lático do corpo.

Cada seção do AIS dura em média uma hora e os profissionais trabalham todos os músculos do corpo. Porém, aqueles mais utilizados ganham um maior foco. “Se eu vou alongar um corredor, priorizo a parte inferior do corpo como quadris e pernas. Já se for um tenista, por exemplo, vamos priorizar braços, tronco, pescoço”, conta Laís.

Segundo a personal, o ideal é fazer o AIS três vezes por semana, de preferência, depois dos treinos e sempre que puder após as competições. Mas com a correria do dia a dia isso nem sempre é possível. “Para os corredores é interessante fazer o alongamento pelo menos após os treinos de velocidade. Assim o atleta vai executar o treino longo da semana com os músculos mais alongados e pode alcançar uma melhor performance”.

Além de Laís, a personal trainer Thais Reis também aplica o método aqui no Brasil. “O AIS não pode ser feito por qualquer pessoa. O alongamento deve ser feito numa maca, com o atleta totalmente deitado. É muito difícil a pessoa fazer esse tipo de alongamento nela mesma”, revela Thais. Ela também lembra que para aplicar o AIS é preciso fazer um curso específico com o criador do AIS nos Estados Unidos.

Onde encontrar:
Spa Amaranthe
www.amarynthe.com.br