Corrida de Montanha

Sol forte castiga corredores da Indomit São Bento do Sapucaí

A cidade de São Bento do Sapucaí, a 200 quilômetros de São Paulo, é conhecida por seu famoso carnaval de rua e a presença de centenas de foliões. No último final de semana (02 e 03/04), porém, a festa ficou por conta dos quase 500 corredores que participaram da Indomit Ultra Trail sob um sol de mais de 35ºC para correr 12, 21 ou 50 quilômetros.

Enquanto os corredores de ponta estavam focados em derrotar seus adversários para subir no pódio, a maioria desfrutava das paisagens que incluíam mata nativa e a famosa Pedra do Baú. A preocupação era não ficar no ponto de corte e terminar a prova no tempo máximo de dez horas.

O sol forte exigiu uma hidratação caprichada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun O sol forte exigiu uma hidratação caprichada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

“Eu reclamo, reclamo, mas acho demais. O local é muito bonito, a prova é difícil e com subidas intermináveis e, quando pensamos que acabou, lá vem outra subida na chegada”, comenta Renato Spakauskas que fez 21 quilômetros e já havia feito os 12 ano passado. “A organização foi ótima, não tenho o que reclamar e foi muito legar chegar ao posto de água e encontrar os staffs sorrindo, água fresca e um açaí salvador”.

A irmã de Renato, Valéria Spakauskas, pensou que não fosse suportar tantas subidas. “Foi uma prova casca dura, com nove quilômetros de subida e que faz jus ao nome. O começo foi bem complicado montanha acima, mas ao chegar no topo a vista da Pedra do Baú era fantástica”, completa a corredora que pretende encarar os 50 quilômetros ano que vem. “A organização é sensacional com sinalização em todas as trilhas; cuidam bem da gente”.

Os irmãos Spakauskas evoluíram de distância. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Os irmãos Spakauskas evoluíram de distância. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Estreante nos 21 quilômetros, a aniversariante Débora Galo não esperava uma prova tão difícil. “No final tem uma lomba (subida) de matar e depois de cruzar a linha de chegada a vontade era chorar de emoção”, conta a corredora que mora em Porto Alegre (RS). “A estrutura toda foi ótima, até encontrei uma pessoa machucada no percurso, avisei os staffs e eles foram lá socorrê-la na mesma hora”, conta Débora que já havia corrido 12 quilômetros na Indomit Costa Esmeralda ano passado.

Débora completou mais um ano correndo. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Débora completou mais um ano correndo. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Nos 12 quilômetros, Vania Silverio chegou em nono e comemorou bastante o resultado. “Adorei o visual da prova e também a camisa de finisher, pois compensou todo o esforço. Uma chegada na subida com o calor que fez judiou bastante, mas a organização foi ótima e cumpriram tudo o que prometeram”, completa a discípula de José Virgínio de Moraes, o Rei da Montanha.

Vânia com o mestre José Virgínio. Foto: arquivo pessoal Vânia com o mestre José Virgínio. Foto: arquivo pessoal

Ultramartonistas - Marcelo Juliani correu os 50 quilômetros em 2015, resolveu voltar esse ano, mas quase se arrependeu por conta do forte calor. “Mesmo com o sol castigando, consegui melhorar o tempo e tive que caprichar na hidratação para não quebrar. Essa foi minha quarta Indomit e acho a organização ótima, nunca falta nada”.

Marcelo quase se arrependeu de ter encarado o sol forte. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Marcelo quase se arrependeu de ter encarado o sol forte. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Juliana Pacheco Guimarães fez sua primeira prova longa depois de estrear na maratona de montanha em Bombinhas ano passado. “Achei essa prova com alta exigência de esforço físico, cabeça e determinação. Tenho que agradecer à organização por todos os pontos de apoio terem tudo o que prometeram e pelo percurso incrível”, comenta a mineira de Belo Horizonte.

Juliana era só alegria após sua primeira ultra. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Juliana era só alegria após sua primeira ultra. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Correndo uma prova da Indomit pela terceira vez, Fabiana Pederzoli machucou o joelho durante o percurso e teve que se poupar. “Tive muitos problemas nas descidas, então não conseguia ‘sentar a bota’ e tive que andar. A altimetria era considerável, mas foi meu maior desafio e estou pronta para a próxima”, relata a corredora que veio de Mogi das Cruzes (SP).

Fabiana não conseguiu imprimir o ritmo desejado. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Fabiana não conseguiu imprimir o ritmo desejado. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Na chegada da prova a emoção tomava conta de muitos corredores, caso de Sabrina Silveira que quase não conteve o choro após cruzar a fita. “Viemos em um grupo de amigos que costuma correr na montanha. No fim do ano passado alguns se machucaram, inclusive eu, então tive pouco tempo para treinar nessa minha prova de retorno. Foi emocionante voltar à ativa novamente”, relata a representante de Porto Alegre, que não participava de provas no Brasil há três anos. “Corri muito na Argentina e Chile, mas aqui fiquei surpresa com a estrutura da prova, que teve sinalização muito boa e vários staffs”.

Sabrina se emocionou na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Sabrina se emocionou na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Homenagem especial - A terceira edição da Indomit São Paulo foi marcada por uma homenagem especial à fundadora da equipe Núcleo Aventura/ Projeto Mulher, Cris Carvalho, que faleceu no fim do ano passado. Ela foi uma das pessoas que apresentou a cidade de São Bento do Sapucaí para os organizadores da prova e, como reconhecimento, o idealizador do circuito, Juan Carlos Asef, criou uma medalha especial para presentear a campeã dos 50 quilômetros.

Aliqui (centro) homenageou sua ídola. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Aliqui (centro) homenageou sua ídola. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Além disso, pupilas e amigas de Cris participaram da prova, caso de Aliqui Viana. “Como eu admiro muito a Cris, achei legal participar e tenho certeza que ela teria me dado umas broncas depois da prova”, brinca. “Foi uma corrida bem difícil e da metade para frente senti bastante dificuldade. Mas a estrutura de postos de abastecimento a cada cinco quilômetros salvou muita gente, porque ter água, água de coco e outras regalias fez toda a diferença nesse sol”.

Visão do organizador - Gustavo Nogueira, responsável pela Índice Marketing Esportivo, afirma que a prova foi quase perfeita. “O sol, apesar de abrilhantar o evento, judiou dos atletas e fez com que nossa logística de hidratação fosse um pouco prejudicada. Tivemos que usar um trator para chegar num dos postos de água, porque nem carro e nem moto conseguia chegar”. O dirigente afirma ainda gostar de elogios, mas que todos os relatos são bem vindos. “Estamos abertos às críticas para sabermos em que pontos podemos melhorar para o ano que vem”. Para entrar em contato com os organizadores, basta enviar um e-mail para [email protected].

Até um curral fez parte do percurso da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Até um curral fez parte do percurso da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun


Sol forte castiga corredores da Indomit São Bento do Sapucaí

Corrida de Montanha · 05 abr, 2016

A cidade de São Bento do Sapucaí, a 200 quilômetros de São Paulo, é conhecida por seu famoso carnaval de rua e a presença de centenas de foliões. No último final de semana (02 e 03/04), porém, a festa ficou por conta dos quase 500 corredores que participaram da Indomit Ultra Trail sob um sol de mais de 35ºC para correr 12, 21 ou 50 quilômetros.

Enquanto os corredores de ponta estavam focados em derrotar seus adversários para subir no pódio, a maioria desfrutava das paisagens que incluíam mata nativa e a famosa Pedra do Baú. A preocupação era não ficar no ponto de corte e terminar a prova no tempo máximo de dez horas.

O sol forte exigiu uma hidratação caprichada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun O sol forte exigiu uma hidratação caprichada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

“Eu reclamo, reclamo, mas acho demais. O local é muito bonito, a prova é difícil e com subidas intermináveis e, quando pensamos que acabou, lá vem outra subida na chegada”, comenta Renato Spakauskas que fez 21 quilômetros e já havia feito os 12 ano passado. “A organização foi ótima, não tenho o que reclamar e foi muito legar chegar ao posto de água e encontrar os staffs sorrindo, água fresca e um açaí salvador”.

A irmã de Renato, Valéria Spakauskas, pensou que não fosse suportar tantas subidas. “Foi uma prova casca dura, com nove quilômetros de subida e que faz jus ao nome. O começo foi bem complicado montanha acima, mas ao chegar no topo a vista da Pedra do Baú era fantástica”, completa a corredora que pretende encarar os 50 quilômetros ano que vem. “A organização é sensacional com sinalização em todas as trilhas; cuidam bem da gente”.

Os irmãos Spakauskas evoluíram de distância. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Os irmãos Spakauskas evoluíram de distância. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Estreante nos 21 quilômetros, a aniversariante Débora Galo não esperava uma prova tão difícil. “No final tem uma lomba (subida) de matar e depois de cruzar a linha de chegada a vontade era chorar de emoção”, conta a corredora que mora em Porto Alegre (RS). “A estrutura toda foi ótima, até encontrei uma pessoa machucada no percurso, avisei os staffs e eles foram lá socorrê-la na mesma hora”, conta Débora que já havia corrido 12 quilômetros na Indomit Costa Esmeralda ano passado.

Débora completou mais um ano correndo. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Débora completou mais um ano correndo. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Nos 12 quilômetros, Vania Silverio chegou em nono e comemorou bastante o resultado. “Adorei o visual da prova e também a camisa de finisher, pois compensou todo o esforço. Uma chegada na subida com o calor que fez judiou bastante, mas a organização foi ótima e cumpriram tudo o que prometeram”, completa a discípula de José Virgínio de Moraes, o Rei da Montanha.

Vânia com o mestre José Virgínio. Foto: arquivo pessoal Vânia com o mestre José Virgínio. Foto: arquivo pessoal

Ultramartonistas - Marcelo Juliani correu os 50 quilômetros em 2015, resolveu voltar esse ano, mas quase se arrependeu por conta do forte calor. “Mesmo com o sol castigando, consegui melhorar o tempo e tive que caprichar na hidratação para não quebrar. Essa foi minha quarta Indomit e acho a organização ótima, nunca falta nada”.

Marcelo quase se arrependeu de ter encarado o sol forte. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Marcelo quase se arrependeu de ter encarado o sol forte. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Juliana Pacheco Guimarães fez sua primeira prova longa depois de estrear na maratona de montanha em Bombinhas ano passado. “Achei essa prova com alta exigência de esforço físico, cabeça e determinação. Tenho que agradecer à organização por todos os pontos de apoio terem tudo o que prometeram e pelo percurso incrível”, comenta a mineira de Belo Horizonte.

Juliana era só alegria após sua primeira ultra. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Juliana era só alegria após sua primeira ultra. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Correndo uma prova da Indomit pela terceira vez, Fabiana Pederzoli machucou o joelho durante o percurso e teve que se poupar. “Tive muitos problemas nas descidas, então não conseguia ‘sentar a bota’ e tive que andar. A altimetria era considerável, mas foi meu maior desafio e estou pronta para a próxima”, relata a corredora que veio de Mogi das Cruzes (SP).

Fabiana não conseguiu imprimir o ritmo desejado. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Fabiana não conseguiu imprimir o ritmo desejado. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Na chegada da prova a emoção tomava conta de muitos corredores, caso de Sabrina Silveira que quase não conteve o choro após cruzar a fita. “Viemos em um grupo de amigos que costuma correr na montanha. No fim do ano passado alguns se machucaram, inclusive eu, então tive pouco tempo para treinar nessa minha prova de retorno. Foi emocionante voltar à ativa novamente”, relata a representante de Porto Alegre, que não participava de provas no Brasil há três anos. “Corri muito na Argentina e Chile, mas aqui fiquei surpresa com a estrutura da prova, que teve sinalização muito boa e vários staffs”.

Sabrina se emocionou na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Sabrina se emocionou na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Homenagem especial - A terceira edição da Indomit São Paulo foi marcada por uma homenagem especial à fundadora da equipe Núcleo Aventura/ Projeto Mulher, Cris Carvalho, que faleceu no fim do ano passado. Ela foi uma das pessoas que apresentou a cidade de São Bento do Sapucaí para os organizadores da prova e, como reconhecimento, o idealizador do circuito, Juan Carlos Asef, criou uma medalha especial para presentear a campeã dos 50 quilômetros.

Aliqui (centro) homenageou sua ídola. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Aliqui (centro) homenageou sua ídola. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Além disso, pupilas e amigas de Cris participaram da prova, caso de Aliqui Viana. “Como eu admiro muito a Cris, achei legal participar e tenho certeza que ela teria me dado umas broncas depois da prova”, brinca. “Foi uma corrida bem difícil e da metade para frente senti bastante dificuldade. Mas a estrutura de postos de abastecimento a cada cinco quilômetros salvou muita gente, porque ter água, água de coco e outras regalias fez toda a diferença nesse sol”.

Visão do organizador - Gustavo Nogueira, responsável pela Índice Marketing Esportivo, afirma que a prova foi quase perfeita. “O sol, apesar de abrilhantar o evento, judiou dos atletas e fez com que nossa logística de hidratação fosse um pouco prejudicada. Tivemos que usar um trator para chegar num dos postos de água, porque nem carro e nem moto conseguia chegar”. O dirigente afirma ainda gostar de elogios, mas que todos os relatos são bem vindos. “Estamos abertos às críticas para sabermos em que pontos podemos melhorar para o ano que vem”. Para entrar em contato com os organizadores, basta enviar um e-mail para [email protected].

Até um curral fez parte do percurso da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Até um curral fez parte do percurso da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Campeões da Indomit São Bento sofrem, mas marcam novo recorde da prova

A primeira edição do Circuito Indomit em 2016 aconteceu no último final de semana (02 e 03/04) em São Bento do Sapucaí, cidade do Vale do Paraíba, em São Paulo. Mesmo sob forte calor, os campeões de todas as distâncias (12, 21 e 50 quilômetros) estabeleceram novos recordes do percurso.

Os primeiros a largar foram os corredores da distância maior, às 7h e com uma névoa que começava a se dissipar no centro na cidade. Em seguida, às 8h e com o sol começando a esquentar as moringas, foi a vez dos participantes dos 21 e 12 quilômetros iniciarem a saga morro acima pelas trilhas da Serra da Mantiqueira.

O percurso era desafiador com trilhas de single track, pastos, estradas de chão, além de subidas e descidas com piso escorregadio. Em alguns postos de abastecimento havia, além de água, frutas, isotônico, água de coco, e açaí para repor as energias já que as altimetrias variavam entre 872 e 1677m. Como parte de conscientização ambiental, a Indomit não usa copos descartáveis, mas fornece um copo retrátil no kit para que cada um se sirva dos líquidos dispostos em jarras.

Virgínio se concentrou em vencer o relógio. Foto: Luis Blanco/ Fotop/ Webrun Virgínio se concentrou em vencer o relógio. Foto: Luis Blanco/ Fotop/ Webrun

Um reino a seu dispor - José Virginio de Moraes, o Rei da Montanha, fez jus a seu apelido e mostrou mais uma vez a seus súditos do que é capaz. Com uma estratégia planejada com antecedência, ele venceu os 21 quilômetros com 2h01min26, novo recorde da prova. “A primeira parte foi bem rápida e tive que encaixar um ritmo confortável para encarar mais oito quilômetros de subida. Próximo ao quilômetro seis eu passei trotando pelos dois primeiros colocados que estavam andando e, a partir daí, me dei conta que o principal adversário seria o relógio”, conta.

A segunda colocação ficou com Ivan dos Reis Prado (2h09min08) e a terceira com Fabrício Henrique Barbosa (2h10min21), corredor de São Bento que ano passado havia vencido a prova com 2h07min56. Entre as mulheres, Maria Deguchi foi a melhor com 2h57min56, seguida por Leila de Oliveira (3h08min12) e Isabel Maria Schiavinatto (3h13min13).

Força e experiência - Nos 50 quilômetros, os três primeiros colocados foram os mesmos que subiram ao pódio ano passado, mas dessa vez o corredor local Celio Augusto da Rosa deu o troco no curitibano Geison Ignacio, já que em 2015 liderava, mas terminou em terceiro depois de sofrer com câimbras. “A partir do terceiro quilômetro eu já acelerei para a liderança, até porque eu sabia que poderia vencer o Geison nas partes técnicas porque ele é bom de estrada”, comenta Celinho que trabalha nas fazendas da zona rural da cidade. “Costumo treinar à noite, então correr nesse sol foi complicado. Mas fiz uma preparação específica para essa Indomit”, completa o corredor que marcou 5h24min03, novo recorde da distância (5h29min14 de Geison em 2015). Geison foi o segundo com 5h35min01 e Robson Vigilato o terceiro com 5h51min33.

Celinho deu o troco em Geison. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Celinho deu o troco em Geison. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Entre as mulheres dos 50 quilômetros, a carioca Camila Feijó foi a mais rápida com 6h43min17 e de quebra levou para casa uma premiação extra: uma medalha personalizada à mão em homenagem à corredora Cris Carvalho, que faleceu em dezembro do ano passado. “Quando falaram dessa medalha eu só pensava nela enquanto sofria nas trilhas. Achei uma prova espetacular, bastante técnica, com descidas que forçam a panturrilha, subidas que exigem do quadríceps, mas o visual fantástico compensa tudo”, comenta. “Essa foi minha segunda Indomit e a organização é sempre muito boa”, completa Camila que pulverizou o tempo da primeira edição (7h07min14).

Camila queria muito a medalha em homenagem a Cris Carvalho. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ Webrun Camila queria muito a medalha em homenagem a Cris Carvalho. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ Webrun

A segunda colocada foi Ligia Almeida, discípula de José Virginio, com 6h48min21. “Foi sensacional voltar para essas trilhas. Foi uma prova muito difícil, mas a organização te deixa tranquila com staffs em todos os pontos e suporte nos postos de abastecimento”, relata. “Eu me apaixono a cada quilômetro pelas trilhas de São Bento e agradeço muito ao meu treinador, que é minha inspiração e meu norte”. A terceira colocação ficou com Ana Giovanelli, que fez 6h59min40.

Lígia liderou  prova até o km 21. Foto: Othon Silva/ Fotop/ Webrun Lígia liderou prova até o km 21. Foto: Othon Silva/ Fotop/ Webrun

Nos 12 quilômetros, Ivan Pires, empresário e corredor da cidade vizinha Campos do Jordão, não deu chances aos adversários e venceu com o tempo de 1h02min52, à frente de André Berezoski Neto (1h12min22) e Alessandro Carlos da Silva (1h14min11). “Fiquei muito feliz em bater o recorde da prova (1h04min45 de Luiz Edmar Caetano em 2015)”. Entre as mulheres, Luanna Teixeira foi a melhor com 1h29min12, seguida por Carolina Carpi com 1h33min30 e Maria Emília Bonomi com 1h35min52. Em 2015, Carolina havia vencido com 1h35min29.

Acompanhem nas próximas semanas relatos de outros corredores, além de fotos e vídeos sobre a prova.

Ivan também marcou o recorde da prova. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ Webrun Ivan também marcou o recorde da prova. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ Webrun


Campeões da Indomit São Bento sofrem, mas marcam novo recorde da prova

Corrida de Montanha · 04 abr, 2016

A primeira edição do Circuito Indomit em 2016 aconteceu no último final de semana (02 e 03/04) em São Bento do Sapucaí, cidade do Vale do Paraíba, em São Paulo. Mesmo sob forte calor, os campeões de todas as distâncias (12, 21 e 50 quilômetros) estabeleceram novos recordes do percurso.

Os primeiros a largar foram os corredores da distância maior, às 7h e com uma névoa que começava a se dissipar no centro na cidade. Em seguida, às 8h e com o sol começando a esquentar as moringas, foi a vez dos participantes dos 21 e 12 quilômetros iniciarem a saga morro acima pelas trilhas da Serra da Mantiqueira.

O percurso era desafiador com trilhas de single track, pastos, estradas de chão, além de subidas e descidas com piso escorregadio. Em alguns postos de abastecimento havia, além de água, frutas, isotônico, água de coco, e açaí para repor as energias já que as altimetrias variavam entre 872 e 1677m. Como parte de conscientização ambiental, a Indomit não usa copos descartáveis, mas fornece um copo retrátil no kit para que cada um se sirva dos líquidos dispostos em jarras.

Virgínio se concentrou em vencer o relógio. Foto: Luis Blanco/ Fotop/ Webrun Virgínio se concentrou em vencer o relógio. Foto: Luis Blanco/ Fotop/ Webrun

Um reino a seu dispor - José Virginio de Moraes, o Rei da Montanha, fez jus a seu apelido e mostrou mais uma vez a seus súditos do que é capaz. Com uma estratégia planejada com antecedência, ele venceu os 21 quilômetros com 2h01min26, novo recorde da prova. “A primeira parte foi bem rápida e tive que encaixar um ritmo confortável para encarar mais oito quilômetros de subida. Próximo ao quilômetro seis eu passei trotando pelos dois primeiros colocados que estavam andando e, a partir daí, me dei conta que o principal adversário seria o relógio”, conta.

A segunda colocação ficou com Ivan dos Reis Prado (2h09min08) e a terceira com Fabrício Henrique Barbosa (2h10min21), corredor de São Bento que ano passado havia vencido a prova com 2h07min56. Entre as mulheres, Maria Deguchi foi a melhor com 2h57min56, seguida por Leila de Oliveira (3h08min12) e Isabel Maria Schiavinatto (3h13min13).

Força e experiência - Nos 50 quilômetros, os três primeiros colocados foram os mesmos que subiram ao pódio ano passado, mas dessa vez o corredor local Celio Augusto da Rosa deu o troco no curitibano Geison Ignacio, já que em 2015 liderava, mas terminou em terceiro depois de sofrer com câimbras. “A partir do terceiro quilômetro eu já acelerei para a liderança, até porque eu sabia que poderia vencer o Geison nas partes técnicas porque ele é bom de estrada”, comenta Celinho que trabalha nas fazendas da zona rural da cidade. “Costumo treinar à noite, então correr nesse sol foi complicado. Mas fiz uma preparação específica para essa Indomit”, completa o corredor que marcou 5h24min03, novo recorde da distância (5h29min14 de Geison em 2015). Geison foi o segundo com 5h35min01 e Robson Vigilato o terceiro com 5h51min33.

Celinho deu o troco em Geison. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Celinho deu o troco em Geison. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Entre as mulheres dos 50 quilômetros, a carioca Camila Feijó foi a mais rápida com 6h43min17 e de quebra levou para casa uma premiação extra: uma medalha personalizada à mão em homenagem à corredora Cris Carvalho, que faleceu em dezembro do ano passado. “Quando falaram dessa medalha eu só pensava nela enquanto sofria nas trilhas. Achei uma prova espetacular, bastante técnica, com descidas que forçam a panturrilha, subidas que exigem do quadríceps, mas o visual fantástico compensa tudo”, comenta. “Essa foi minha segunda Indomit e a organização é sempre muito boa”, completa Camila que pulverizou o tempo da primeira edição (7h07min14).

Camila queria muito a medalha em homenagem a Cris Carvalho. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ Webrun Camila queria muito a medalha em homenagem a Cris Carvalho. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ Webrun

A segunda colocada foi Ligia Almeida, discípula de José Virginio, com 6h48min21. “Foi sensacional voltar para essas trilhas. Foi uma prova muito difícil, mas a organização te deixa tranquila com staffs em todos os pontos e suporte nos postos de abastecimento”, relata. “Eu me apaixono a cada quilômetro pelas trilhas de São Bento e agradeço muito ao meu treinador, que é minha inspiração e meu norte”. A terceira colocação ficou com Ana Giovanelli, que fez 6h59min40.

Lígia liderou  prova até o km 21. Foto: Othon Silva/ Fotop/ Webrun Lígia liderou prova até o km 21. Foto: Othon Silva/ Fotop/ Webrun

Nos 12 quilômetros, Ivan Pires, empresário e corredor da cidade vizinha Campos do Jordão, não deu chances aos adversários e venceu com o tempo de 1h02min52, à frente de André Berezoski Neto (1h12min22) e Alessandro Carlos da Silva (1h14min11). “Fiquei muito feliz em bater o recorde da prova (1h04min45 de Luiz Edmar Caetano em 2015)”. Entre as mulheres, Luanna Teixeira foi a melhor com 1h29min12, seguida por Carolina Carpi com 1h33min30 e Maria Emília Bonomi com 1h35min52. Em 2015, Carolina havia vencido com 1h35min29.

Acompanhem nas próximas semanas relatos de outros corredores, além de fotos e vídeos sobre a prova.

Ivan também marcou o recorde da prova. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ Webrun Ivan também marcou o recorde da prova. Foto: Alexandre Moreira/ Fotop/ Webrun

Medo da subida? Confira dicas dos corredores que não fogem delas

Quem nunca encarou uma pirambeira íngreme e assustadora, de fazer muito corredor desistir ou acabar com o emocional naquela prova tão sonhada? O educador físico Cauê Amorim, da assessoria esportiva 4any1, indica que a melhor forma de enfrentar a subida é sempre mantendo um ritmo. “Caso seja uma ladeira muito íngreme aconselho a caminhar em um ritmo forte, lembrando de inclinar o tronco para frente, melhorando o gesto mecânico”, diz.

Segundo Cauê, locais onde o piso é mais rígido como asfalto e terra batida, há uma maior facilidade em transformar força de membros inferiores em deslocamento. Já em pisos macios, como areia e grama, perde-se um pouco de torque exigindo um maior desempenho para manter o ritmo.

Para Rafael Sodré, policial do Bope e corredor, seu melhor desempenho acontece com o pé na terra e no mato. “Na minha visão trabalhamos diferente os terrenos, já que na montanha a velocidade é menor e fazemos mais força, é mais técnico e no asfalto costumam ter subidas mais pesadas e com grande desgaste”, conta.

O treinador Manuel Lago indica que o corredor mantenha sempre uma frequência de passadas altas com comprimento menor (amplitude menor) e um bom “swing” de braços. “Devemos acelerar os braços para coordenar melhor com as pernas e inclinar o corpo levemente à frente. Pisar com o médio e antepé, forçar bem as panturrilhas e concentrar a respiração, sem medo”. Lembrando que se o pace começar a ser muito lento é hora de mudar para uma caminhada mais forte, como o power hiking.

Sua mente, sua força

A ultramaratonista Rosalia Camargo Guarischi usa sua mente como principal arma para vencer a tão temida subida. “Sempre penso que há um final, mesmo que não esteja visualizando eu foco na chegada ao topo e sigo em frente. Vou caminhando rápido, sinto que é mais eficiente e menos cansativo, assim me poupo nas subidas e costumo acelerar nas decidas”. Rosalia gosta mesmo é das subidas nas montanhas onde a variedade de piso, segundo ela, ajuda a quebrar a monotonia.

Rosalia em subida assustadora no UTMB Foto: Arquivo Pessoal Rosalia em subida assustadora no UTMB Foto: Arquivo Pessoal

O caveira Sodré não deixa que os pensamentos de desistência cheguem perto. “Mantenho a cabeça no lugar e os pensamentos longe, penso na vida e que aquilo vai acabar mais cedo ou mais tarde. Em uma subida muito forte às vezes mudo para uma caminhada de passos lentos e mais largos. Coloco a mão na coxa para dividir o peso com os braços e acabo rendendo mais”.

Lago indica que o corredor foque em si e lembre-se que é mais forte do que qualquer obstáculo. “Você pode não fazer no tempo planejado, mas vai conseguir. A cabeça deve estar focada só naquilo, sendo treino ou prova. Problemas em outras áreas da vida podem nos levar a desistências, então não podemos deixar que isso nos afete”, lembra.


Medo da subida? Confira dicas dos corredores que não fogem delas

Corrida de Montanha · 30 mar, 2016

Quem nunca encarou uma pirambeira íngreme e assustadora, de fazer muito corredor desistir ou acabar com o emocional naquela prova tão sonhada? O educador físico Cauê Amorim, da assessoria esportiva 4any1, indica que a melhor forma de enfrentar a subida é sempre mantendo um ritmo. “Caso seja uma ladeira muito íngreme aconselho a caminhar em um ritmo forte, lembrando de inclinar o tronco para frente, melhorando o gesto mecânico”, diz.

Segundo Cauê, locais onde o piso é mais rígido como asfalto e terra batida, há uma maior facilidade em transformar força de membros inferiores em deslocamento. Já em pisos macios, como areia e grama, perde-se um pouco de torque exigindo um maior desempenho para manter o ritmo.

Para Rafael Sodré, policial do Bope e corredor, seu melhor desempenho acontece com o pé na terra e no mato. “Na minha visão trabalhamos diferente os terrenos, já que na montanha a velocidade é menor e fazemos mais força, é mais técnico e no asfalto costumam ter subidas mais pesadas e com grande desgaste”, conta.

O treinador Manuel Lago indica que o corredor mantenha sempre uma frequência de passadas altas com comprimento menor (amplitude menor) e um bom “swing” de braços. “Devemos acelerar os braços para coordenar melhor com as pernas e inclinar o corpo levemente à frente. Pisar com o médio e antepé, forçar bem as panturrilhas e concentrar a respiração, sem medo”. Lembrando que se o pace começar a ser muito lento é hora de mudar para uma caminhada mais forte, como o power hiking.

Sua mente, sua força

A ultramaratonista Rosalia Camargo Guarischi usa sua mente como principal arma para vencer a tão temida subida. “Sempre penso que há um final, mesmo que não esteja visualizando eu foco na chegada ao topo e sigo em frente. Vou caminhando rápido, sinto que é mais eficiente e menos cansativo, assim me poupo nas subidas e costumo acelerar nas decidas”. Rosalia gosta mesmo é das subidas nas montanhas onde a variedade de piso, segundo ela, ajuda a quebrar a monotonia.

Rosalia em subida assustadora no UTMB Foto: Arquivo Pessoal Rosalia em subida assustadora no UTMB Foto: Arquivo Pessoal

O caveira Sodré não deixa que os pensamentos de desistência cheguem perto. “Mantenho a cabeça no lugar e os pensamentos longe, penso na vida e que aquilo vai acabar mais cedo ou mais tarde. Em uma subida muito forte às vezes mudo para uma caminhada de passos lentos e mais largos. Coloco a mão na coxa para dividir o peso com os braços e acabo rendendo mais”.

Lago indica que o corredor foque em si e lembre-se que é mais forte do que qualquer obstáculo. “Você pode não fazer no tempo planejado, mas vai conseguir. A cabeça deve estar focada só naquilo, sendo treino ou prova. Problemas em outras áreas da vida podem nos levar a desistências, então não podemos deixar que isso nos afete”, lembra.

Trilhas dos tropeiros no século XVIII serão palco de prova trail

Durante o século XVIII muitos tropeiros se deslocavam entre o atual Rio Grande do Sul e São Paulo para levar os mais diversos produtos, entre eles bois, cavalos, mulas e gêneros regionais, muitas vezes utilizando trilhas existentes até os dias de hoje. E é por esses caminhos que será realizada no dia 30 de abril a Naventura Caminho do Viamão.

A prova terá percursos de 30, 16 e oito quilômetros pela Serra de São Luiz do Purunã, no município de Balsa Nova e ao lado de cânions e estradas com vegetação de altitude. “Sempre fizemos eventos nessa região e agora estamos indo para um hotel fazenda de alto padrão que oferece ótimas opões de trilhas”, afirma Kleber Pacheco, responsável pela Naventura Outdoor Experiences.

Além do caminho histórico, os atletas passarão por outros pontos turísticos como o alto do Cerro, ponto mais alto do município, Toca da Onça (antigo local de moradia de uma onça abatida por moradores em defesa das criações) e Estrada da Faxina, margeada pelo cânion de mesmo nome. “Queremos aproveitar esse viés cultural de caminhos que estão praticamente perdidos no Brasil”, completa Kleber.

As inscrições estão com valor promocional de R$ 150 até o dia 30 de março para qualquer uma das distâncias. Para garantir uma vaga nessa prova histórica basta acessar o Ticket Agora, parceiro oficial de inscrições do Webrun.


Trilhas dos tropeiros no século XVIII serão palco de prova trail

Corrida de Montanha · 24 mar, 2016

Durante o século XVIII muitos tropeiros se deslocavam entre o atual Rio Grande do Sul e São Paulo para levar os mais diversos produtos, entre eles bois, cavalos, mulas e gêneros regionais, muitas vezes utilizando trilhas existentes até os dias de hoje. E é por esses caminhos que será realizada no dia 30 de abril a Naventura Caminho do Viamão.

A prova terá percursos de 30, 16 e oito quilômetros pela Serra de São Luiz do Purunã, no município de Balsa Nova e ao lado de cânions e estradas com vegetação de altitude. “Sempre fizemos eventos nessa região e agora estamos indo para um hotel fazenda de alto padrão que oferece ótimas opões de trilhas”, afirma Kleber Pacheco, responsável pela Naventura Outdoor Experiences.

A região é repleta de paisagens bucólicas. Foto: William Krapp/ <a href= https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/ target=_blank<b>Licença Creative Commons 2.0</b></a> A região é repleta de paisagens bucólicas. Foto: William Krapp/ Licença Creative Commons 2.0

Além do caminho histórico, os atletas passarão por outros pontos turísticos como o alto do Cerro, ponto mais alto do município, Toca da Onça (antigo local de moradia de uma onça abatida por moradores em defesa das criações) e Estrada da Faxina, margeada pelo cânion de mesmo nome. “Queremos aproveitar esse viés cultural de caminhos que estão praticamente perdidos no Brasil”, completa Kleber.

As inscrições estão com valor promocional de R$ 150 até o dia 30 de março para qualquer uma das distâncias. Para garantir uma vaga nessa prova histórica basta acessar o Ticket Agora, parceiro oficial de inscrições do Webrun.

Neblina, sol forte e percursos técnicos marcam Xterra Camp Ibitipoca

A previsão era de chuva. A altimetria assustava e ansiedade dos competidores estava lá em cima para a estreia em 2016. E quem subiu a serra nos dias 19 e 20 de março para o Xterra Camp Ibitipoca não se decepcionou: muita emoção, superação, alegria e todo o espírito off-road marcaram a primeira etapa do ano.

O simpático arraial de Conceição de Ibitipoca recebeu os atletas de uma maneira bem mineira e aconchegante. Com todos em casa, era hora de preparar o corpo e a mente para o que prometia ser um verdadeiro desafio.

Sábado amanheceu com aquela neblina fraca. A galera do Duathlon se alinhou na largada com pouca visibilidade e um frio que escondia o que estava por vir. Assim que os primeiros atletas passaram pela T1, o sol já dava as caras e anunciava condições duríssimas. Elevação de mais de 1000m e muitos trechos técnicos fizeram desta prova uma das mais difíceis da história do Xterra. “Prova duríssima”, “muito bruta”, “foi difícil, mas cheguei ao final”. Os relatos falam por si só. O que engrandece o feito dos campões gerais após os três quilômetros de trail run + 23 de MTB + 8,2 de trail run. Marcelo Sebastião levou o Pró masculino com o tempo de 2h25min58, enquanto no feminino Isabella Ribeiro faturou com o tempo de 3h18min52.

A neblina não assustou os competidores. Foto: Thiago Lemos/ divulgação A neblina não assustou os competidores. Foto: Thiago Lemos/ divulgação

Os relatos da prova do Duathlon e o sol a pino só esquentaram o nervosismo dos atletas que iriam disputar a Half Trail Run de 23 quilômetros com largada definida para as 14h.

Corrida de montanha - Sol rachando e os mais de 300 atletas largaram com tudo para aquela que seria uma corrida de resistência, técnica e muita paciência. Morros com mais de um quilômetro de extensão testavam os limites dos atletas com experiência em montanha e mostravam aos novatos que Xterra é outra história.

Pouco a pouco os guerreiros foram chegando. Todos com a sensação de dever cumprido, sofrido, mas com a recompensa do “eu fiz”. Adenilson Reis foi o primeiro a cruzar a linha de chegada com o tempo de 1h57min06, faturando o título no masculino. As mulheres também se superaram no difícil percurso, destaque para a juiz-forana Thais Matta, que levou o primeiro lugar e o título inédito com o tempo de 2h35min47.

O barro deixou a competição ainda mais emocionante. Foto: Thiago-Lemos/ divulgação O barro deixou a competição ainda mais emocionante. Foto: Thiago-Lemos/ divulgação

Hora do descanso, curtir o friozinho que se aproximava com o fim de tarde e aproveitar a noite na serra. Menos para quem iria encarar os nove quilômetros com largada às 7h da manhã do dia seguinte.

Corrida curta - Neblina baixa, sol que racha. Assim amanheceu o domingo em Conceição de Ibitipoca. O primeiro quilômetro ainda foi sob serração e baixa visibilidade. Mais velocidade e muita técnica entre subidas, single-tracks e mata fechada. Todos sabiam que o percurso era pesado nos últimos quilômetros. O famoso morro Cruz das Almas era o último esforço, uma ´pirambeira´. A chegada estava tão perto, mas tão longe ao mesmo tempo. Os primeiros colocados cruzariam a linha de chegada abaixo de uma hora. No feminino, Renata levou a melhor com 54min30. No masculino, William Zefferino venceu uma disputa acelerada com José Geraldo. 39min22 contra 39min53.

Mountain Bike - Para fechar com chave de ouro, a esperada disputa do MTB Cup. A largada estava marcada para as 10h. O percurso parecia curto: “somente 25 quilômetros?”. Mal sabiam os ciclistas que o topo do topo do mundo era ‘cruel’, como definiu a Embaixatriz do Xterra, Roberta Stopa. A mineira conhecia o percurso e as dificuldades e simplesmente voou baixo, ignorando as aparentes dificuldades. E ela foi a primeira campeã de MTB no Xterra 2016.

No masculino, o paulista natural de Ilhabela, atleta olímpico e também Embaixador Xterra, Edivando de Souza, cumpriu a missão: usou toda a sua técnica e força para superar sem medo todo o percurso e confirmar seu favoritismo. Na segunda posição apareceu Stenio Bezerra.


Neblina, sol forte e percursos técnicos marcam Xterra Camp Ibitipoca

Corrida de Montanha · 23 mar, 2016

A previsão era de chuva. A altimetria assustava e ansiedade dos competidores estava lá em cima para a estreia em 2016. E quem subiu a serra nos dias 19 e 20 de março para o Xterra Camp Ibitipoca não se decepcionou: muita emoção, superação, alegria e todo o espírito off-road marcaram a primeira etapa do ano.

O simpático arraial de Conceição de Ibitipoca recebeu os atletas de uma maneira bem mineira e aconchegante. Com todos em casa, era hora de preparar o corpo e a mente para o que prometia ser um verdadeiro desafio.

Sábado amanheceu com aquela neblina fraca. A galera do Duathlon se alinhou na largada com pouca visibilidade e um frio que escondia o que estava por vir. Assim que os primeiros atletas passaram pela T1, o sol já dava as caras e anunciava condições duríssimas. Elevação de mais de 1000m e muitos trechos técnicos fizeram desta prova uma das mais difíceis da história do Xterra. “Prova duríssima”, “muito bruta”, “foi difícil, mas cheguei ao final”. Os relatos falam por si só. O que engrandece o feito dos campões gerais após os três quilômetros de trail run + 23 de MTB + 8,2 de trail run. Marcelo Sebastião levou o Pró masculino com o tempo de 2h25min58, enquanto no feminino Isabella Ribeiro faturou com o tempo de 3h18min52.

A neblina não assustou os competidores. Foto: Thiago Lemos/ divulgação A neblina não assustou os competidores. Foto: Thiago Lemos/ divulgação

Os relatos da prova do Duathlon e o sol a pino só esquentaram o nervosismo dos atletas que iriam disputar a Half Trail Run de 23 quilômetros com largada definida para as 14h.

Corrida de montanha - Sol rachando e os mais de 300 atletas largaram com tudo para aquela que seria uma corrida de resistência, técnica e muita paciência. Morros com mais de um quilômetro de extensão testavam os limites dos atletas com experiência em montanha e mostravam aos novatos que Xterra é outra história.

Pouco a pouco os guerreiros foram chegando. Todos com a sensação de dever cumprido, sofrido, mas com a recompensa do “eu fiz”. Adenilson Reis foi o primeiro a cruzar a linha de chegada com o tempo de 1h57min06, faturando o título no masculino. As mulheres também se superaram no difícil percurso, destaque para a juiz-forana Thais Matta, que levou o primeiro lugar e o título inédito com o tempo de 2h35min47.

O barro deixou a competição ainda mais emocionante. Foto: Thiago-Lemos/ divulgação O barro deixou a competição ainda mais emocionante. Foto: Thiago-Lemos/ divulgação

Hora do descanso, curtir o friozinho que se aproximava com o fim de tarde e aproveitar a noite na serra. Menos para quem iria encarar os nove quilômetros com largada às 7h da manhã do dia seguinte.

Corrida curta - Neblina baixa, sol que racha. Assim amanheceu o domingo em Conceição de Ibitipoca. O primeiro quilômetro ainda foi sob serração e baixa visibilidade. Mais velocidade e muita técnica entre subidas, single-tracks e mata fechada. Todos sabiam que o percurso era pesado nos últimos quilômetros. O famoso morro Cruz das Almas era o último esforço, uma ´pirambeira´. A chegada estava tão perto, mas tão longe ao mesmo tempo. Os primeiros colocados cruzariam a linha de chegada abaixo de uma hora. No feminino, Renata levou a melhor com 54min30. No masculino, William Zefferino venceu uma disputa acelerada com José Geraldo. 39min22 contra 39min53.

Mountain Bike - Para fechar com chave de ouro, a esperada disputa do MTB Cup. A largada estava marcada para as 10h. O percurso parecia curto: “somente 25 quilômetros?”. Mal sabiam os ciclistas que o topo do topo do mundo era ‘cruel’, como definiu a Embaixatriz do Xterra, Roberta Stopa. A mineira conhecia o percurso e as dificuldades e simplesmente voou baixo, ignorando as aparentes dificuldades. E ela foi a primeira campeã de MTB no Xterra 2016.

No masculino, o paulista natural de Ilhabela, atleta olímpico e também Embaixador Xterra, Edivando de Souza, cumpriu a missão: usou toda a sua técnica e força para superar sem medo todo o percurso e confirmar seu favoritismo. Na segunda posição apareceu Stenio Bezerra.

Estratégias para combater a fadiga do quadríceps nas provas Trail

Olá trail runner, tudo bem? Sempre quando corremos uma prova trail, com bastante variação altimétrica, uma das nossas maiores preocupações é a de não “acabar” com o nosso quadríceps (músculo da parte anterior da coxa). Será que existe forma para minimizar esse possível e provável dano?

A primeira alternativa seria na musculação já que os exercícios dinâmicos possuem, resumidamente, dois tipos de contração: concêntrica (fase que você faz e sente a força realmente) e excêntrica (fase que você freia o movimento e traz o peso de volta ao seu lugar/posição inicial). Como fazer? Devemos valorizar a fase excêntrica (frenagem) do movimento levando mais tempo nesse momento do que na fase concêntrica (força). Além de adotar essa estratégia nos exercícios tradicionais, podemos também incluir exercícios pliométricos (saltos), onde temos que aprender a amortecer a queda (também fase excêntrica, frenagem) e consequentemente, absorver melhor a sobrecarga.

Além de adotar essa estratégia nos exercícios tradicionais, podemos também incluir exercícios pliométricos (saltos) Foto: Christina Volpe/Webrun Além de adotar essa estratégia nos exercícios tradicionais, podemos também incluir exercícios pliométricos (saltos) Foto: Christina Volpe/Webrun

Uma segunda alternativa pode consistir em descer escadas, aprendendo a descê-las de forma rápida e com pequenos saltos. Nesse caso, onde o nosso objetivo é melhorar a descida, deve-se utilizar o elevador para subir, poupando energia e mantendo o foco nos saltos e frenagem.

Por fim, respeitando a especificidade, ir para ladeiras de asfalto e também trilhas íngremes. Variar as formas de descer, ora zigue-zagueando, ora descendo em ataque frontal. Como citado anteriormente, poupar energia nas subidas, caminhando tranquilamente ao invés de subir trotando.

No fim, em períodos de pico de volume/intensidade, fazer seu “longão” mesclando descidas fortes com subidas também fortes, descidas leves com subidas fortes e por aí vai.

Não esqueça de dedicar algum tempo da semana para treinar flexibilidade. Manter toda a musculatura da coxa e quadril, além da panturrilha com boa amplitude de movimento.

Cruze a linha de chegada!


Estratégias para combater a fadiga do quadríceps nas provas Trail

Corrida de Montanha · 16 mar, 2016

Olá trail runner, tudo bem? Sempre quando corremos uma prova trail, com bastante variação altimétrica, uma das nossas maiores preocupações é a de não “acabar” com o nosso quadríceps (músculo da parte anterior da coxa). Será que existe forma para minimizar esse possível e provável dano?

A primeira alternativa seria na musculação já que os exercícios dinâmicos possuem, resumidamente, dois tipos de contração: concêntrica (fase que você faz e sente a força realmente) e excêntrica (fase que você freia o movimento e traz o peso de volta ao seu lugar/posição inicial). Como fazer? Devemos valorizar a fase excêntrica (frenagem) do movimento levando mais tempo nesse momento do que na fase concêntrica (força). Além de adotar essa estratégia nos exercícios tradicionais, podemos também incluir exercícios pliométricos (saltos), onde temos que aprender a amortecer a queda (também fase excêntrica, frenagem) e consequentemente, absorver melhor a sobrecarga.

Além de adotar essa estratégia nos exercícios tradicionais, podemos também incluir exercícios pliométricos (saltos) Foto: Christina Volpe/Webrun Além de adotar essa estratégia nos exercícios tradicionais, podemos também incluir exercícios pliométricos (saltos) Foto: Christina Volpe/Webrun

Uma segunda alternativa pode consistir em descer escadas, aprendendo a descê-las de forma rápida e com pequenos saltos. Nesse caso, onde o nosso objetivo é melhorar a descida, deve-se utilizar o elevador para subir, poupando energia e mantendo o foco nos saltos e frenagem.

Por fim, respeitando a especificidade, ir para ladeiras de asfalto e também trilhas íngremes. Variar as formas de descer, ora zigue-zagueando, ora descendo em ataque frontal. Como citado anteriormente, poupar energia nas subidas, caminhando tranquilamente ao invés de subir trotando.

No fim, em períodos de pico de volume/intensidade, fazer seu “longão” mesclando descidas fortes com subidas também fortes, descidas leves com subidas fortes e por aí vai.

Não esqueça de dedicar algum tempo da semana para treinar flexibilidade. Manter toda a musculatura da coxa e quadril, além da panturrilha com boa amplitude de movimento.

Cruze a linha de chegada!

XTerra Ilha Comprida: opção ideal para quem quer começar no Trail Run

O maior circuito off-road do Brasil, com provas em diversas modalidades, chega ao litoral sul de São Paulo, mais precisamente em Ilha Comprida, no Vale do Ribeira, nos próximos dias nove e dez de abril.

A expectativa é de receber famílias, atletas amadores e profissionais, para provas de XTerra Triathlon, Night Run de 8,5 e 23,7 quilômetros, MTB Cup de 71,2 e 32,3 quilômetros, MTB Time Trial (contrarrelógio) e Kids mini corrida.

Para quem está iniciando nas trilhas, oportunidade ideal para experimentar uma prova de aventura. Ilha Comprida possui altimetria baixa, com retas planas e estradões. Os atletas que já têm vivência nos dez quilômetros em asfalto vão tirar de letra a prova noturna de 8,5 quilômetros. Para quem corre distâncias maiores, os 23,7 quilômetros são uma experiência à parte. Chance de aprimorar a técnica em areiões, praias e retas, entre atletas amadores e de alto rendimento.

“Ilha Comprida é ideal para quem está começando em Trail Run, baixa altimetria e terrenos mais regulares ajudam na adaptação do atleta. Se você já tem mais experiência, venha para correr forte nas duas distâncias e quem sabe, fazer o seu melhor tempo em uma paisagem incrível!” conta Vera Saporito, embaixadora XTerra e que esteve em Ilha Comprida no começo de março para fazer os últimos testes do percurso.

O XTerra possui provas de curta e média distância em todas as suas etapas, sempre com a adrenalina lá em cima, por vezes com lanterna na cabeça, enfrentando a escuridão de florestas e matas, em outras, correndo por praias e montanhas em dias ensolarados.
Como você planeja seu calendário de provas Trail?

A Kids Mini Corrida é uma opção para agregar toda a família Foto: Alexandre Koda/Webrun A Kids Mini Corrida é uma opção para agregar toda a família Foto: Alexandre Koda/Webrun

Com etapas em cidades como Ilhabela, Tiradentes e Paraty,o XTerra reúne famílias e atletas apaixonados pela natureza, esporte e turismo, que buscam experiências únicas de lazer e saúde.

Mais informações e inscrições: www.xterrabrasil.com.br


XTerra Ilha Comprida: opção ideal para quem quer começar no Trail Run

Corrida de Montanha · 15 mar, 2016

O maior circuito off-road do Brasil, com provas em diversas modalidades, chega ao litoral sul de São Paulo, mais precisamente em Ilha Comprida, no Vale do Ribeira, nos próximos dias nove e dez de abril.

A expectativa é de receber famílias, atletas amadores e profissionais, para provas de XTerra Triathlon, Night Run de 8,5 e 23,7 quilômetros, MTB Cup de 71,2 e 32,3 quilômetros, MTB Time Trial (contrarrelógio) e Kids mini corrida.

Para quem está iniciando nas trilhas, oportunidade ideal para experimentar uma prova de aventura. Ilha Comprida possui altimetria baixa, com retas planas e estradões. Os atletas que já têm vivência nos dez quilômetros em asfalto vão tirar de letra a prova noturna de 8,5 quilômetros. Para quem corre distâncias maiores, os 23,7 quilômetros são uma experiência à parte. Chance de aprimorar a técnica em areiões, praias e retas, entre atletas amadores e de alto rendimento.

“Ilha Comprida é ideal para quem está começando em Trail Run, baixa altimetria e terrenos mais regulares ajudam na adaptação do atleta. Se você já tem mais experiência, venha para correr forte nas duas distâncias e quem sabe, fazer o seu melhor tempo em uma paisagem incrível!” conta Vera Saporito, embaixadora XTerra e que esteve em Ilha Comprida no começo de março para fazer os últimos testes do percurso.

O XTerra possui provas de curta e média distância em todas as suas etapas, sempre com a adrenalina lá em cima, por vezes com lanterna na cabeça, enfrentando a escuridão de florestas e matas, em outras, correndo por praias e montanhas em dias ensolarados.
Como você planeja seu calendário de provas Trail?

A Kids Mini Corrida é uma opção para agregar toda a família Foto: Alexandre Koda/Webrun A Kids Mini Corrida é uma opção para agregar toda a família Foto: Alexandre Koda/Webrun

Com etapas em cidades como Ilhabela, Tiradentes e Paraty,o XTerra reúne famílias e atletas apaixonados pela natureza, esporte e turismo, que buscam experiências únicas de lazer e saúde.

Mais informações e inscrições: www.xterrabrasil.com.br

A corrida nesta época de dengue, chicungunya e zika

Alastrando-se com velocidade impressionante por diversas regiões do mundo, a dengue, chicungunya e zika se tornaram conhecidas de todos os brasileiros e assustam a todos pelas consequências que podem causar, sobretudo a infecção causada pelo zika vírus. Mas e os corredores, como podem se prevenir?

O mosquito transmissor tem hábitos diurnos, portanto é muito importante nós corredores usarmos repelente de insetos ANTES dos treinos matinais, calças e camisas de mangas compridas quando possível e evitar treinar em regiões que possam apresentar possíveis focos de água parada. No caso de contrair a doença, os treinos devem ser suspensos, pois o organismo está tentando debelar a infecção presente e o esforço físico representaria um fator de stress adicional que não é bem vindo.

Uma complicação possível da infecção por zika é a síndrome de Guillain-Barré, descrita como uma neuropatia inflamatória periférica autoimune (doença do sistema nervoso) na qual o vírus desencadearia uma reação própria do organismo em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, provocando prejuízo das funções motoras. Normalmente esta é uma condição auto limitada, ou seja, quando o quadro evolui sem tratamento ou assistência. Porém, o tratamento de suporte deve ser iniciado imediatamente para evitar complicações.

Sobre o vírus - Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também da dengue, da febre amarela e da febre chicungunya, o vírus da zika circula em aproximadamente 28 países de diferentes partes do mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretar situação de emergência internacional.

Batizado em 1952 com o nome da floresta Zika, em Uganda, na África, onde cientistas observaram um macaco que contraiu uma infecção viral diferente da febre amarela, o vírus da zika é um arbovírus, ou seja, é carregado por insetos e outros artrópodes. Ele pertencente à mesma família dos causadores da dengue e da febre amarela (os flavivírus) e é principalmente transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti. Os sintomas em geral são dor de cabeça, vermelhidão e dor atrás dos olhos, além de vômitos, manchas vermelhas na pele e dores articulares.

Estes são praticamente os mesmos sintomas em relação à dengue e à febre chicungunya e cerca de 80% dos casos são assintomáticos. O tratamento se resume ao combate dos sintomas com analgésicos e hidratação adequada, uma vez que ainda não há vacina ou remédios específicos e a doença geralmente se resolve naturalmente no período de três a sete dias. É improvável contrair a infecção por zika uma segunda vez, pois só há um tipo de vírus, diferentemente da dengue na qual existem quatro subtipos de vírus e uma eventual segunda infecção pode ser muito grave e até mesmo fatal.


A corrida nesta época de dengue, chicungunya e zika

Corrida de Montanha · 14 mar, 2016

Alastrando-se com velocidade impressionante por diversas regiões do mundo, a dengue, chicungunya e zika se tornaram conhecidas de todos os brasileiros e assustam a todos pelas consequências que podem causar, sobretudo a infecção causada pelo zika vírus. Mas e os corredores, como podem se prevenir?

O mosquito transmissor tem hábitos diurnos, portanto é muito importante nós corredores usarmos repelente de insetos ANTES dos treinos matinais, calças e camisas de mangas compridas quando possível e evitar treinar em regiões que possam apresentar possíveis focos de água parada. No caso de contrair a doença, os treinos devem ser suspensos, pois o organismo está tentando debelar a infecção presente e o esforço físico representaria um fator de stress adicional que não é bem vindo.

Os corredores devem evitar locais com água parada. Foto: Muhammad Mahdi Karim/  <a href= http://www.gnu.org/licenses/old-licenses/fdl-1.2.html target=_blank<b>GFDL 1.2</b></a> Os corredores devem evitar locais com água parada. Foto: Muhammad Mahdi Karim/ GFDL 1.2

Uma complicação possível da infecção por zika é a síndrome de Guillain-Barré, descrita como uma neuropatia inflamatória periférica autoimune (doença do sistema nervoso) na qual o vírus desencadearia uma reação própria do organismo em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, provocando prejuízo das funções motoras. Normalmente esta é uma condição auto limitada, ou seja, quando o quadro evolui sem tratamento ou assistência. Porém, o tratamento de suporte deve ser iniciado imediatamente para evitar complicações.

Sobre o vírus - Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também da dengue, da febre amarela e da febre chicungunya, o vírus da zika circula em aproximadamente 28 países de diferentes partes do mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretar situação de emergência internacional.

Batizado em 1952 com o nome da floresta Zika, em Uganda, na África, onde cientistas observaram um macaco que contraiu uma infecção viral diferente da febre amarela, o vírus da zika é um arbovírus, ou seja, é carregado por insetos e outros artrópodes. Ele pertencente à mesma família dos causadores da dengue e da febre amarela (os flavivírus) e é principalmente transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti. Os sintomas em geral são dor de cabeça, vermelhidão e dor atrás dos olhos, além de vômitos, manchas vermelhas na pele e dores articulares.

Estes são praticamente os mesmos sintomas em relação à dengue e à febre chicungunya e cerca de 80% dos casos são assintomáticos. O tratamento se resume ao combate dos sintomas com analgésicos e hidratação adequada, uma vez que ainda não há vacina ou remédios específicos e a doença geralmente se resolve naturalmente no período de três a sete dias. É improvável contrair a infecção por zika uma segunda vez, pois só há um tipo de vírus, diferentemente da dengue na qual existem quatro subtipos de vírus e uma eventual segunda infecção pode ser muito grave e até mesmo fatal.

Mulheres e a corrida: uma relação que se torna cada vez mais forte

Mulherada, vamos correr!
Nos últimos anos muito se fala sobre o crescimento do público feminino nas corridas de rua. Segundo a Federação Paulista de Atletismo, foi registrado um aumento de 15,35% no número total de corredores concluintes de provas de rua (2014-2015) e, quando falamos das mulheres, se destaca o crescimento em números (e visível) de 20% delas nas corridas de rua.

E qual seria o maior estimulo para a participação das mulheres no esporte? Algo que com certeza aumenta e estimula o crescimento desse público é a inclusão: a informação sobre a atividade física chegando para todas as idades, a moda esportiva e fitness se preocupando com roupas e acessórios mais charmosos, além do aumento de corridas femininas.

A corrida e a saúde feminina

A prática da corrida ajuda na melhora da resistência física, circulação sanguínea, fortalece o sistema imunológico e ajuda a emagrecer. E quando pensamos nos benefícios para as mulheres, um que ganha destaque é o aumento do metabolismo, que nelas é mais lento se comparado ao dos homens. Correr acelera o metabolismo, o que é fundamental para a queima de gordura.

Está esperando o que? Calce o tênis e bora correr! Foto: divulgação/ Espaço Care Está esperando o que? Calce o tênis e bora correr! Foto: divulgação/ Espaço Care

“A corrida é um importante aliado na diminuição do estresse e dos sintomas da TPM”, afirma Vaneide Santanam massoterapeuta e proprietária do Espaço Care.

Depois de tudo que foi falado acima, o que falta para começar? Coloca um tênis e vai! E depois de uma corrida, que tal uma massagem?

Feliz Dia Internacional das Mulheres!

Serviço

O Espaço Care atende de forma personalizada e tem parceria com assessorias esportivas, além de atender em domicílio. Entre no site e conheça as promoções vigentes!

  • Endereço 1 - Av. Brigadeiro Luis Antonio, 3230 Sala 6 - Jd Paulista
  • Endereço 2 - Rua Dr. Luis Migliano, 1986, sala 607 – Morumbi
  • Vaneide Santana é uma profissional que atua na área estética e esportiva desde 2003. Formada pelo Senac em Massoterapia, possui cursos de Massagem Ayurvédica, Massagem Esportiva, Acupuntura, Bandagem Funcional e atualmente é graduanda em Fisioterapia pela FMU. São mais de dez anos de experiência, sempre com o objetivo de proporcionar bem-estar aos seus clientes, por meio de atendimento de qualidade, pontualidade, conforto e de um trabalho bem realizado! Mais que bons serviços, ela oferece qualidade de vida!

    contato: [email protected]


    Mulheres e a corrida: uma relação que se torna cada vez mais forte

    Atletismo · 08 mar, 2016

    Mulherada, vamos correr!
    Nos últimos anos muito se fala sobre o crescimento do público feminino nas corridas de rua. Segundo a Federação Paulista de Atletismo, foi registrado um aumento de 15,35% no número total de corredores concluintes de provas de rua (2014-2015) e, quando falamos das mulheres, se destaca o crescimento em números (e visível) de 20% delas nas corridas de rua.

    E qual seria o maior estimulo para a participação das mulheres no esporte? Algo que com certeza aumenta e estimula o crescimento desse público é a inclusão: a informação sobre a atividade física chegando para todas as idades, a moda esportiva e fitness se preocupando com roupas e acessórios mais charmosos, além do aumento de corridas femininas.

    A corrida e a saúde feminina

    A prática da corrida ajuda na melhora da resistência física, circulação sanguínea, fortalece o sistema imunológico e ajuda a emagrecer. E quando pensamos nos benefícios para as mulheres, um que ganha destaque é o aumento do metabolismo, que nelas é mais lento se comparado ao dos homens. Correr acelera o metabolismo, o que é fundamental para a queima de gordura.

    Está esperando o que? Calce o tênis e bora correr! Foto: divulgação/ Espaço Care Está esperando o que? Calce o tênis e bora correr! Foto: divulgação/ Espaço Care

    “A corrida é um importante aliado na diminuição do estresse e dos sintomas da TPM”, afirma Vaneide Santanam massoterapeuta e proprietária do Espaço Care.

    Depois de tudo que foi falado acima, o que falta para começar? Coloca um tênis e vai! E depois de uma corrida, que tal uma massagem?

    Feliz Dia Internacional das Mulheres!

    Serviço

    O Espaço Care atende de forma personalizada e tem parceria com assessorias esportivas, além de atender em domicílio. Entre no site e conheça as promoções vigentes!

  • Endereço 1 - Av. Brigadeiro Luis Antonio, 3230 Sala 6 - Jd Paulista
  • Endereço 2 - Rua Dr. Luis Migliano, 1986, sala 607 – Morumbi
  • Vaneide Santana é uma profissional que atua na área estética e esportiva desde 2003. Formada pelo Senac em Massoterapia, possui cursos de Massagem Ayurvédica, Massagem Esportiva, Acupuntura, Bandagem Funcional e atualmente é graduanda em Fisioterapia pela FMU. São mais de dez anos de experiência, sempre com o objetivo de proporcionar bem-estar aos seus clientes, por meio de atendimento de qualidade, pontualidade, conforto e de um trabalho bem realizado! Mais que bons serviços, ela oferece qualidade de vida!

    contato: [email protected]

    Fernanda Maciel bate recorde no Aconcágua

    O que você costuma fazer em um dia? A maioria das pessoas acorda, toma banho, café da manhã, se arruma, vai trabalhar, almoça, volta a trabalhar, retorna para casa, janta e dorme. Mas a rotina da mineira Fernanda Maciel, no último domingo (dia 21 de fevereiro) não foi nada parecida com isso.

    Foto: Red Bull Content Pool Foto: Red Bull Content Pool

    Às 23h10 do sábado (dia 20), ela saiu da entrada do Parque Provincial Aconcágua com um objetivo: percorrer os 45 quilômetros que separam a porta do parque do cume da montanha e se tornar a primeira mulher da história a alcançar o ponto mais alto da América do Sul (6.962 metros) em menos de 24 horas.

    O desafio não é novo para a mineira. Esta é a terceira vez que ela tenta estabelecer recorde. No início de 2015 e no início deste ano, ela já havia tentando realizar o feito, mas as difíceis condições climáticas impediram que ela atingisse seu objetivo.

    Foto: Red Bull Content Pool Foto: Red Bull Content Pool

    Desta vez, porém, nada impediu que Fernanda parasse de correr e colocasse seu nome na história. “A montanha é brutal. Eu tentei, fracassei. Tentei de novo, fracassei de novo. Voltar para casa com vida era o meu maior desafio”, explicou a mineira, após executar a façanha.

    “Eu sempre busco realizar projetos super difíceis, quase impossíveis pra mim. E este do Aconcágua era assim. Correr nas alturas, sem oxigênio com neve, gelo e vento acima de 70 km/h é muito perigoso. Por isso, me sinto realizada e feliz. Não nascemos para fracassar, somos capazes de fazer muito mais do que imaginamos”, destacou.

    Os altos desafios impostos pelo Aconcágua quase fizeram com que Fernanda desistisse pela terceira vez. Durante a noite, enquanto subia, ela teve alguns problemas físicos que quase fizeram com que ela abortasse mais uma tentativa. “Parecia que eu estava bêbada. Perdi muita energia com o frio da madrugada e passei algumas horas correndo em zigue zague, muito devagar. Só quando o sol saiu que eu melhorei, voltei ao meu ritmo e as más sensações passaram”.

    Para conseguir o recorde, Fernanda percorreu mais de 80 quilômetros com uma altimetria de mais de 3,5 quilômetros. Foram 40012 metros de ascensão e os mesmos 40012 de descenso, saindo de 3.500 metros de altitude e chegando até 6.962m. Depois dessa jornada, Fernanda voltou a ser uma pessoa normal: tomou um banho e dormiu.


    Fernanda Maciel bate recorde no Aconcágua

    Corrida de Montanha · 02 mar, 2016

    O que você costuma fazer em um dia? A maioria das pessoas acorda, toma banho, café da manhã, se arruma, vai trabalhar, almoça, volta a trabalhar, retorna para casa, janta e dorme. Mas a rotina da mineira Fernanda Maciel, no último domingo (dia 21 de fevereiro) não foi nada parecida com isso.

    Foto: Red Bull Content Pool Foto: Red Bull Content Pool

    Às 23h10 do sábado (dia 20), ela saiu da entrada do Parque Provincial Aconcágua com um objetivo: percorrer os 45 quilômetros que separam a porta do parque do cume da montanha e se tornar a primeira mulher da história a alcançar o ponto mais alto da América do Sul (6.962 metros) em menos de 24 horas.

    O desafio não é novo para a mineira. Esta é a terceira vez que ela tenta estabelecer recorde. No início de 2015 e no início deste ano, ela já havia tentando realizar o feito, mas as difíceis condições climáticas impediram que ela atingisse seu objetivo.

    Foto: Red Bull Content Pool Foto: Red Bull Content Pool

    Desta vez, porém, nada impediu que Fernanda parasse de correr e colocasse seu nome na história. “A montanha é brutal. Eu tentei, fracassei. Tentei de novo, fracassei de novo. Voltar para casa com vida era o meu maior desafio”, explicou a mineira, após executar a façanha.

    “Eu sempre busco realizar projetos super difíceis, quase impossíveis pra mim. E este do Aconcágua era assim. Correr nas alturas, sem oxigênio com neve, gelo e vento acima de 70 km/h é muito perigoso. Por isso, me sinto realizada e feliz. Não nascemos para fracassar, somos capazes de fazer muito mais do que imaginamos”, destacou.

    Os altos desafios impostos pelo Aconcágua quase fizeram com que Fernanda desistisse pela terceira vez. Durante a noite, enquanto subia, ela teve alguns problemas físicos que quase fizeram com que ela abortasse mais uma tentativa. “Parecia que eu estava bêbada. Perdi muita energia com o frio da madrugada e passei algumas horas correndo em zigue zague, muito devagar. Só quando o sol saiu que eu melhorei, voltei ao meu ritmo e as más sensações passaram”.

    Para conseguir o recorde, Fernanda percorreu mais de 80 quilômetros com uma altimetria de mais de 3,5 quilômetros. Foram 40012 metros de ascensão e os mesmos 40012 de descenso, saindo de 3.500 metros de altitude e chegando até 6.962m. Depois dessa jornada, Fernanda voltou a ser uma pessoa normal: tomou um banho e dormiu.