Corrida de Montanha · 29 fev, 2016
A ideia de participar de um Cruce veio há um ano quando alguns amigos participaram e falaram sobre a prova. Ao mesmo tempo comecei a participar de provas de 21 quilômetros na montanha, já pensando em entender como era este tipo de corrida, que nunca havia participado e começar a treinar a técnica de montanha.
Ter passado por estes 100 quilômetros me mostrou que é possível resolver situações difíceis de varias formas diferentes Foto: Arquivo pessoalNo final do ano passado participei de um Desafio das Serras, que posso dizer, me preparou não só fisicamente, como psicologicamente para este tipo de prova. As serras aqui de São Paulo são bem mais complexas do que o terreno lá no Cruce e servem como um ótimo preparo, pois para mim, após toda a preparação, o que demonstrou ser a maior dificuldade foi o terceiro dia.
O terceiro dia é complicado, pois apesar de ter participado de muitas provas durante o ano e ter simulado em vários momentos meus treinos em três dias seguidos com volumes altos, nada te prepara para tantas subidas. Posso dizer até que o segundo dia de prova foi um refresco, pois tivemos menos subidas e a distância foi a menor dos três dias, mas as dores musculares e a dificuldade de entrar e sair da barraca na segunda noite te faz pensar que talvez não seja possível correr mais um dia, principalmente pensando que os primeiros dez quilômetros seriam de subida quase que constante.
No final do ano passado participei de um Desafio das Serras, que posso dizer, me preparou não só fisicamente, como psicologicamente Foto: Arquivo PessoalA conclusão depois de ter passado pelo Cruce é que qualquer um que tiver vontade de fazer uma prova como esta realmente é capaz, a força de vontade é o mais importante, o que vai diferenciar os corredores é o tempo que cada um leva para fazer a prova e o quanto cada um fica dolorido depois. Quem buscar performance fará mais rápido e provavelmente ficará mais dolorido, os que participarem com o objetivo apenas de completar a prova irão curtir mais o visual e provavelmente ficar menos dolorido.
Ter passado por estes 100 quilômetros me mostrou que é possível resolver situações difíceis de varias formas diferentes, pois lá os obstáculos eram os mesmos para todos, mas cada um passava por eles de uma forma diferente.
O conselho do fisioterapeuta não poderia ser diferente. Para uma prova como está recomenda-se muito treino funcional, treino de equilíbrio (proprioceptivo), pliometria (saltos) e tudo que possa simular as situações de saltar obstáculos e variações de intensidade de treino. O risco de entorse de tornozelo em provas deste tipo é muito grande, portanto os treinos são essenciais para não se comprometer por uma lesão.
Sobre o terceiro dia é realmente uma superação, quando estávamos indo dormir na noite anterior achávamos impossível correr por mais um dia. Ao acordar ainda não parecia coerente correr mais 30 quilômetros, mas ao começar a vestir a roupa, tomar o café da manhã e arrumar a mochila pareceu que naquele momento tudo voltou a ser possível e realmente, após os primeiros passos a musculatura se aqueceu e tudo fluiu naturalmente.
Só posso dizer que é uma experiência única e que recomendo para qualquer um que queira superar seus limites em uma prova que, se bem preparado, não é um algo que apresente grandes riscos, além de proporcionar uma vivência muito interessante de acampamento com pessoas do mundo inteiro e o famoso churrasco argentino.
Uma das provas mais esperadas do Circuito Mountain Do abre inscrições promocionais a partir dessa quarta-feira (24/02). Trata-se da etapa Deserto do Atacama no dia 13 de novembro, em que os corredores disputarão 42, 23 e seis quilômetros por terrenos que lembram o piso lunar, além de locais onde a concentração de sal é tão grande que não existe fauna ou flora.
A prova tem desafios, mas propicia muita diversão. Foto: Alexandre Koda/ WebrunO percurso passará por um pequeno trecho de asfalto, dunas, estradas de terra, trilhas e terrenos arenosos em pontos famosos do Atacama: Pucara de Quitor, Valle de La Muerte, Cordilheira de Sal e Valle de La Luna. A prova passa por locais que não são abertos para visitação regular de turistas. É uma oportunidade única, comenta Euclides S. Neto, o Kiko, responsável pela organização do evento.
A altimetria varia entre 2.450m e 2.636m acima do nível do mar, mas os corredores não precisam se preocupar porque em geral os efeitos do famoso mal da montanha só aparecem em altitudes mais elevadas. Segundo o médico oncologista/imunologista, Drauzio Varela, de 10 a 25% das pessoas não aclimatadas que sobem a altitudes de 2.550m, desenvolvem sintomas leves a moderados num período de seis a 12 horas. Entre os sintomas estão dor de cabeça, náuseas, tonturas, perda de apetite, mal-estar e distúrbios do sono, comenta o médico. O gráfico da prova mostra que serão poucos quilômetros percorridos acima dos 2.550m.
Alguns trechos são liberados apenas para a competição. Foto: Alexandre Koda/ WebrunO organizador da prova ressalta ainda que essa é uma ótima forma de desafiar os limites e ainda se preparar para outras provas mais casca grossa do circuito, como a etapa do Vale Sagrado dos Incas que chega a 3.223m acima do nível do mar. O blogueiro do Webrun e treinador, José Virginio de Morais, dá a dica: se você corre uma maratona na rua e acha difícil, encare o Mountain Do Atacama como algo um pouco mais complicado. Saiba respeitar seu corpo e aproveite a natureza.
As inscrições já estão abertas pelo site do evento e estarão disponíveis até que o limite técnico de 500 corredores seja atingido. Assista no vídeo abaixo um pouco sobre a etapa.
Corrida de Montanha · 23 fev, 2016
Uma das provas mais esperadas do Circuito Mountain Do abre inscrições promocionais a partir dessa quarta-feira (24/02). Trata-se da etapa Deserto do Atacama no dia 13 de novembro, em que os corredores disputarão 42, 23 e seis quilômetros por terrenos que lembram o piso lunar, além de locais onde a concentração de sal é tão grande que não existe fauna ou flora.
A prova tem desafios, mas propicia muita diversão. Foto: Alexandre Koda/ WebrunO percurso passará por um pequeno trecho de asfalto, dunas, estradas de terra, trilhas e terrenos arenosos em pontos famosos do Atacama: Pucara de Quitor, Valle de La Muerte, Cordilheira de Sal e Valle de La Luna. A prova passa por locais que não são abertos para visitação regular de turistas. É uma oportunidade única, comenta Euclides S. Neto, o Kiko, responsável pela organização do evento.
A altimetria varia entre 2.450m e 2.636m acima do nível do mar, mas os corredores não precisam se preocupar porque em geral os efeitos do famoso mal da montanha só aparecem em altitudes mais elevadas. Segundo o médico oncologista/imunologista, Drauzio Varela, de 10 a 25% das pessoas não aclimatadas que sobem a altitudes de 2.550m, desenvolvem sintomas leves a moderados num período de seis a 12 horas. Entre os sintomas estão dor de cabeça, náuseas, tonturas, perda de apetite, mal-estar e distúrbios do sono, comenta o médico. O gráfico da prova mostra que serão poucos quilômetros percorridos acima dos 2.550m.
Alguns trechos são liberados apenas para a competição. Foto: Alexandre Koda/ WebrunO organizador da prova ressalta ainda que essa é uma ótima forma de desafiar os limites e ainda se preparar para outras provas mais casca grossa do circuito, como a etapa do Vale Sagrado dos Incas que chega a 3.223m acima do nível do mar. O blogueiro do Webrun e treinador, José Virginio de Morais, dá a dica: se você corre uma maratona na rua e acha difícil, encare o Mountain Do Atacama como algo um pouco mais complicado. Saiba respeitar seu corpo e aproveite a natureza.
As inscrições já estão abertas pelo site do evento e estarão disponíveis até que o limite técnico de 500 corredores seja atingido. Assista no vídeo abaixo um pouco sobre a etapa.
Corrida de Montanha · 22 fev, 2016
A primeira etapa do Circuito Naventura foi disputada na Estância Ouro Fino no último sábado (20/02) com muitos perrengues. Confira as melhores imagens dos percursos de sete, 15 e 30 quilômetros. Fotos: Alexandre Koda/ Webrun.
Correr em trilhas e estradas de terra em torno de uma estância hidromineral com água de bicas, mata fechada e muitos desafios foi a proposta da etapa inicial do Circuito Naventura, realizado no último sábado (20/02) na Estância Ouro Fino nas proximidades de Curitiba (PR). Cerca de 500 corredores disputaram provas de sete, 15 e 30 quilômetros.
O clima amanheceu nublado em Campo Largo, fato comemorado pelos corredores que se aqueciam e se alongavam no sítio da Estância Ouro Fino, uma das principais empresas de envase de água mineral do Paraná. A largada foi dada às 9h e logo os corredores mais rápidos alcançaram a primeira trilha: uma ladeira de aproximadamente 300 metros, mas com bastante lama.
Os corredores não aliviaram na largada. Foto: Alexandre Koda/ WebrunOs primeiros colocados dos sete quilômetros cruzaram a linha de chegada antes dos 35 minutos de prova, quando o clima ainda era favorável. Não sabia que estava na frente, só fui descobrir perto da linha de chegada. Encontrei muita gente na frente, mas não sabia que eram das outras distâncias, então sentei a bota , relata Alison Santana, primeiro colocado com 34min51. Nelis Moreira foi a primeira mulher a chegar, poucos minutos depois com 43min32 e foi muito aplaudida pela torcida presente. Temos uma Diva no pódio, gritavam as companheiras da equipe Divas Running.
Começa o perrengue - O privilégio de um clima ameno foi apenas para os corredores da distância menor, já que com o passar das horas as nuvens se dissiparam e o astro rei apareceu com tudo para dificultar ainda mais a prova. Os aventureiros que optaram pelas distâncias mais longas tiveram que enfrentar a subida do Morro da Endoença com o auxílio de uma corda, desafio eleito pela maioria como o mais duro da competição.
Foi o caso de Leandro Rodrigues, que correu a distância maior e afirma que foi a prova mais difícil que já fez. Foi um percurso punk, insano, com muitas subidas íngremes, mas muito divertido e o pessoal está de parabéns pela organização. Quem também gostou do sofrimento foi Gilson Matuszewski, que fez os 30 quilômetros em 5h14min59. Prova de gente grande, duríssima, mas de alto nível. O trecho da corda foi sensacional. Já estou inscrito para a próxima etapa e tomara que seja tão boa quanto essa.
Flávia estreou de cara na distância intermediária. Foto: Alexandre Koda/ WebrunA estreante em provas de montanha, Flavia Medri, apostou nos 15 quilômetros e foi enfática ao eleger o trecho de cordas como o mais complicado. É tudo muito diferente do asfalto, eu não tinha noção de quanto era difícil. O paredão foi duro, mas é uma prova muito linda. Ela conta ainda que busca novos desafios na corrida e elegeu a prova da Naventura para se desestressar do caos urbano.
A chegada ao topo do morro teve suas compensações. Foto: Alexandre Koda/ WebrunJá fadigados e usando as mãos sobre as pernas para alcançar o cume, os corredores foram recompensados com a bela vista da Serra e até podiam enxergar a arena da prova no distante horizonte. A partir desse ponto começou um trecho de single track com mata fechada, clima abafado e ladeira abaixo por alguns quilômetros.
Quase chegando - Entre escorregões e tombos todos conseguiram sair da trilha e alcançar a estrada onde uma bica de água mineral ajudou muitos a se recuperarem. Poucos metros adiante, no posto de hidratação oficial com água envasada, staffs aplaudiam e indicavam o caminho certo para os que por ali passavam.
Após mais um quilômetro por uma trilha larga e a civilização surgiu como uma miragem no deserto. Era o trecho novamente dentro da Ouro Fino com chão de pedra e muitos torcedores aplaudindo e gritando os nomes dos corredores que estavam estampados nos números de peito. A chegada estava próxima, mas como toda recompensa vem com sacrifícios, era necessário enfrentar uma leve subida antes de receber a merecida medalha de finisher.
chegar novamente ao trecho com civilização foi um alívio para muitos corredores. Foto: Alexandre Koda/ WebrunEnquanto a maioria vibrava ao cruzar o pórtico, uns ajoelhavam aos prontos e outros tinham forças apenas para sorrir; talvez pelos músculos da face serem os únicos que não doíam. Caso de Germano Bostelmann, que foi o último colocado com 6h38 de prova nos 30 quilômetros. Não esperava um percurso pesado e com poucos locais para desenvolver a corrida. Tem muita lama, subida, descida, o que necessita um preparo físico adequado. Em termos de aventura foi uma maravilha, mas não tinha quase nada de corrida.
Germano sofreu uma queda no início da prova, o que lhe rendeu um pequeno galo na cabeça e uma grande preocupação por parte de sua filha, Fabiane, que o acompanhou nos primeiros quilômetros. Com o passar das horas ela não tinha notícias do pai e ficou por quase 1h30 na linha de chegada no aguardo de notícias de uma possível desistência. No quilômetro 23 o staff perguntou se eu queria desistir e entrar no carro de apoio. Mas já tinha corrido todo aquele trecho, então resolvi me recuperar e seguir em frente.
Fabiane teve o privilégio de entregar a merecida medalha ao pai. Foto: Alexandre Koda/ WebrunA prova foi difícil, mas segundo o responsável pela Naventura, Kleber Pacheco, os corredores da região de Curitiba pediram percursos mais desafiadores. Vimos que é uma tendência de mercado, mas muita gente que não estava tão bem preparada foi pega de surpresa. É o tipo de percurso que ou você ama, ou odeia.
A próxima etapa do Circuito será a Caminhos do Viamão, no dia 30 de abril, em São Luiz do Purunã (PR). As inscrições já estão abertas no Ticket Agora, parceiro oficial do Webrun para inscrições online.
A grande recompensa para os guerreiros. Foto: Alexandre Koda/ WebrunCorrida de Montanha · 21 fev, 2016
Correr em trilhas e estradas de terra em torno de uma estância hidromineral com água de bicas, mata fechada e muitos desafios foi a proposta da etapa inicial do Circuito Naventura, realizado no último sábado (20/02) na Estância Ouro Fino nas proximidades de Curitiba (PR). Cerca de 500 corredores disputaram provas de sete, 15 e 30 quilômetros.
O clima amanheceu nublado em Campo Largo, fato comemorado pelos corredores que se aqueciam e se alongavam no sítio da Estância Ouro Fino, uma das principais empresas de envase de água mineral do Paraná. A largada foi dada às 9h e logo os corredores mais rápidos alcançaram a primeira trilha: uma ladeira de aproximadamente 300 metros, mas com bastante lama.
Os corredores não aliviaram na largada. Foto: Alexandre Koda/ WebrunOs primeiros colocados dos sete quilômetros cruzaram a linha de chegada antes dos 35 minutos de prova, quando o clima ainda era favorável. Não sabia que estava na frente, só fui descobrir perto da linha de chegada. Encontrei muita gente na frente, mas não sabia que eram das outras distâncias, então sentei a bota , relata Alison Santana, primeiro colocado com 34min51. Nelis Moreira foi a primeira mulher a chegar, poucos minutos depois com 43min32 e foi muito aplaudida pela torcida presente. Temos uma Diva no pódio, gritavam as companheiras da equipe Divas Running.
Começa o perrengue - O privilégio de um clima ameno foi apenas para os corredores da distância menor, já que com o passar das horas as nuvens se dissiparam e o astro rei apareceu com tudo para dificultar ainda mais a prova. Os aventureiros que optaram pelas distâncias mais longas tiveram que enfrentar a subida do Morro da Endoença com o auxílio de uma corda, desafio eleito pela maioria como o mais duro da competição.
Foi o caso de Leandro Rodrigues, que correu a distância maior e afirma que foi a prova mais difícil que já fez. Foi um percurso punk, insano, com muitas subidas íngremes, mas muito divertido e o pessoal está de parabéns pela organização. Quem também gostou do sofrimento foi Gilson Matuszewski, que fez os 30 quilômetros em 5h14min59. Prova de gente grande, duríssima, mas de alto nível. O trecho da corda foi sensacional. Já estou inscrito para a próxima etapa e tomara que seja tão boa quanto essa.
Flávia estreou de cara na distância intermediária. Foto: Alexandre Koda/ WebrunA estreante em provas de montanha, Flavia Medri, apostou nos 15 quilômetros e foi enfática ao eleger o trecho de cordas como o mais complicado. É tudo muito diferente do asfalto, eu não tinha noção de quanto era difícil. O paredão foi duro, mas é uma prova muito linda. Ela conta ainda que busca novos desafios na corrida e elegeu a prova da Naventura para se desestressar do caos urbano.
A chegada ao topo do morro teve suas compensações. Foto: Alexandre Koda/ WebrunJá fadigados e usando as mãos sobre as pernas para alcançar o cume, os corredores foram recompensados com a bela vista da Serra e até podiam enxergar a arena da prova no distante horizonte. A partir desse ponto começou um trecho de single track com mata fechada, clima abafado e ladeira abaixo por alguns quilômetros.
Quase chegando - Entre escorregões e tombos todos conseguiram sair da trilha e alcançar a estrada onde uma bica de água mineral ajudou muitos a se recuperarem. Poucos metros adiante, no posto de hidratação oficial com água envasada, staffs aplaudiam e indicavam o caminho certo para os que por ali passavam.
Após mais um quilômetro por uma trilha larga e a civilização surgiu como uma miragem no deserto. Era o trecho novamente dentro da Ouro Fino com chão de pedra e muitos torcedores aplaudindo e gritando os nomes dos corredores que estavam estampados nos números de peito. A chegada estava próxima, mas como toda recompensa vem com sacrifícios, era necessário enfrentar uma leve subida antes de receber a merecida medalha de finisher.
chegar novamente ao trecho com civilização foi um alívio para muitos corredores. Foto: Alexandre Koda/ WebrunEnquanto a maioria vibrava ao cruzar o pórtico, uns ajoelhavam aos prontos e outros tinham forças apenas para sorrir; talvez pelos músculos da face serem os únicos que não doíam. Caso de Germano Bostelmann, que foi o último colocado com 6h38 de prova nos 30 quilômetros. Não esperava um percurso pesado e com poucos locais para desenvolver a corrida. Tem muita lama, subida, descida, o que necessita um preparo físico adequado. Em termos de aventura foi uma maravilha, mas não tinha quase nada de corrida.
Germano sofreu uma queda no início da prova, o que lhe rendeu um pequeno galo na cabeça e uma grande preocupação por parte de sua filha, Fabiane, que o acompanhou nos primeiros quilômetros. Com o passar das horas ela não tinha notícias do pai e ficou por quase 1h30 na linha de chegada no aguardo de notícias de uma possível desistência. No quilômetro 23 o staff perguntou se eu queria desistir e entrar no carro de apoio. Mas já tinha corrido todo aquele trecho, então resolvi me recuperar e seguir em frente.
Fabiane teve o privilégio de entregar a merecida medalha ao pai. Foto: Alexandre Koda/ WebrunA prova foi difícil, mas segundo o responsável pela Naventura, Kleber Pacheco, os corredores da região de Curitiba pediram percursos mais desafiadores. Vimos que é uma tendência de mercado, mas muita gente que não estava tão bem preparada foi pega de surpresa. É o tipo de percurso que ou você ama, ou odeia.
A próxima etapa do Circuito será a Caminhos do Viamão, no dia 30 de abril, em São Luiz do Purunã (PR). As inscrições já estão abertas no Ticket Agora, parceiro oficial do Webrun para inscrições online.
A grande recompensa para os guerreiros. Foto: Alexandre Koda/ WebrunCorrida de Montanha · 19 fev, 2016
A primeira etapa da Mountain Do já tem data, local e kit prontos para a tão esperada prova. O Costão do Santinho, em Florianópolis recebe em junho (24, 25 e 26) uma das trail runs mais esperadas do Brasil.
A prova que conta com os percursos de oito, 21 e 42 quilômetros tem um dos melhores kits do Brasil com mochila, squeeze, boné, camiseta de tecido tecnológico e gel de carboidrato. Durante a prova os corredores terão acesso a barra de cereal, gel, medalha, toalha e mídias da prova.
Confira o kit!
Kit é considerado um dos melhores do Brasil Foto: DivulgaçãoCorrida de Montanha · 18 fev, 2016
Que vida de atleta não é fácil todo mundo sabe, mesmo assim pessoas comuns e com a agenda cheia de compromissos se inspiram em seus ídolos e vão atrás de uma rotina esportiva. Com isso novos desafios surgem: são treinos encaixados na hora do almoço ou mesmo antes do sol nascer, além da necessidade de uma alimentação regrada e saudável. Pensando nisso os sócios Cláudio Oliveira e Sidney Martins, que se conheceram em um curso de gastronomia, criaram a empresa Alpha Light.
Foi da participação de um Ironman que Claudio decidiu criar a linha de alimentos Foto: DivulgaçãoOs sócios começaram a criação da marca em março de 2015, a princípio seria uma linha de alimentação congelada específica para celíacos e intolerantes à lactose. Porém, na mesma época Cláudio participou do Ironman em Florianópolis e sentiu dificuldades de realizar sua periodização alimentar. Não conseguia cumprir meu plano nutricional, nos restaurantes não acertava as opções e nunca tinha algo balanceado paras as minhas necessidades. Com isso, ao chegar ao quilômetro 25 da corrida percebi o quanto era importante essa alimentação correta, naquela hora sofri demais, diz.
Após essa experiência Cláudio sugeriu que eles mudassem o foco da marca e como seu sócio Sidney também é atleta, mais focado no fisiculturismo, topou o projeto na hora. Sabíamos que existiam empresas voltadas para o público fitness, mas queríamos ir além, produzindo comida de verdade e em porções grandes para um público de endurance.
As opções variam de kits com refeições e até opções vegetarianas Foto: DivulgaçãoA empresa foi formada em parceria com a nutricionista do esporte Joyce Rouvier, que auxiliou os dois na elaboração e balanceamento do cardápio para o público alvo de corredores, maratonistas, triatletas, ultramaratonistas, ciclistas entre outros. Claudia Solto, campeã da última edição da BR-135 é uma das apoiadas pela marca e durante a prova não consumiu gel de carboidrato, somente os snacks, sopas frias e comidas da Alpha Light.
Além de possuírem diversas opções entre elas as vegetarianas e kits como o Pré Maratona, com sete almoços ou jantares e o "Pedal 200 quilômetros" com outras sete refeições, em breve vão disponibilizar snacks e sopas frias. Os valores nutricionais desses alimentos chegam bem próximo ao gel de carboidrato. Os snacks são bolinhos que parecem brigadeiros salgados em diversos sabores, que ciclistas e ultramaratonista levam consigo para consumo durante treinos e provas, explica.
Todas a grade de locais e horários para entrega estão disponíveis no site ( http://www.alphalight4u.com/), além das formas de pagamento.
Claudio adianta que a busca por novas parcerias não para. Queremos proporcionar a um atleta amador o custo acessível na alimentação, que atualmente só profissionais têm, diz.
Corrida de Montanha · 17 fev, 2016
Dia sim, dia não o sol dá o ar da graça no verão do Brasil, as temperaturas esquentam e deixar de passar o protetor solar não é uma opção. Na hora do treino a luminosidade do dia pode atrapalhar e até prejudicar o corredor, para que isso não aconteça toda proteção é essencial. Mas a grande dúvida é: devemos usar óculos ou viseira durante a corrida?
Segundo a dermatologista Michele Haikal o ideal é usar toda a proteção possível. Os óculos farão melhor para os olhos e a viseira protegerá a pele, portanto associar os dois é bem mais indicado, diz.
Entre os corredores o favorito ainda é a viseira. A estudante Silvia Croce Sebastião escolhe a opção mais frequentemente. Prefiro porque a minha tem um tecido atoalhado impedindo que o suor vá para os olhos, diz. O corredor Rogério Melle também tem essa opinião. Os óculos acabam me incomodando e a viseira protege tanto do sol como também evita que o suor escorra.
Segundo a dermatologista Michele Haikal o ideal é usar toda a proteção possível Foto: Astrosystem/FotoliaNa hora de escolher os óculos a dermatologista alerta para que o corredor busque uma lente de boa qualidade, para a proteção eficaz. Além disso, há os antioxidantes voltados para a proteção oftalmológica, como a luteína e a L-carnosina, que pode ser usada em cápsula manipulada e ajudam muito, conta.
Para melhor uso da viseira o corredor deve ajeitar o modelo na sua cabeça para não ficar frouxo, nem muito apertado. No caso dos óculos a busca por um modelo específico para corrida é sempre melhor, ao associar os dois o corredor deve se sentir confortável e enxergando bem todo o percurso.
Corrida de Montanha · 11 fev, 2016
Na última quinta (04/02), foi realizada em Curitiba a apresentação do Território Mountain Team para a temporada 2016. O evento teve um formato de bate-papo e contou com a presença de atletas amadores e profissionais, clientes, representantes de assessorias e parceiros da Território.
Conheça os atletas de running apresentados pela Território Moutain Team Foto: Raphael Ceciliano/DivulgaçãoDurante a abertura do evento, foi realizada uma breve apresentação da história do time desde os primeiros atletas apoiados, como Edemilson Padilha e Valdesir Machado que praticam a escalada.
Além disso o Terittório Mountain Team apresentou a equipe de 2016. Conheça um pouco dos atletas de trail running e climbing.
Cleverson Del Secchi
Cleverson del Secchi chega em 2016 renovando com o time pelo quarto ano Foto: Raphael Ceciliano/DivulgaçãoCleverson del Secchi chega em 2016 renovando com o time pelo quarto ano. Em sua temporada de 2015 foi campeão Geral Circuito TRC, segundo lugar EC Agulhas Negras 80 quilômetros, terceiro lugar Maratona dos Perdidos, terceiro lugar na Mizuno Uphill, campeão Troféu Marumbi e quinto lugar XTerra Ilhabela I. A cada ano eu invisto em uma prova mais longa, nunca tinha imaginado de chegar a uma Ultra, comenta sobre seu resultado na EC Agulhas Negras.
Para 2016, ele busca o bicampeonato do Circuito TRC. A primeira prova será em Corupá e depois o Araçatuba. Também pretendo participar do Circuito KTR, que conta com quatro etapas. Cleverson também pretende participar do desafio Samurai na Mizuno Uphill e comparecer a provas do circuito Indomit e Powerman Brasil.
Ana Giovanelli
Ana Giovanelli renova com o time para sua segunda temporada com a Território. Grande campeã da Indomit Costa Esmeralda 100 quilômetros e do Circuito TRC em 2015, Ana também conquistou a Volta à Ilha (duplas), Desafio Praias e Trilhas, garantiu o quinto lugar no EC Agulhas Negras 80 quilômetros, segundo lugar Indomit Bombinhas e o segundo lugar na Maratona dos Perdidos. 2015 foi um ano complicado no começo, fui embalando depois, no segundo semestre. Meu foco principal era a Indomit Costa Esmeralda e as provas que participei durante o ano serviram como base para isso. Foi uma prova que fiz muito bem, tinha treinado muito, afirma Ana,.
Meu primeiro grande desafio de para a temporada 2016 será a Ultra do Rio Grande, prova de 50 quilômetros de asfalto, onde vou focar em desenvolver a velocidade na prova, pois não é uma prova de montanha. Depois, em abril, o início do Circuito Indomit em SP e depois a etapa da Indomit Argentina. Estes serão os grandes desafios do primeiro semestre, comenta. Para a segunda metade do ano o grande objetivo é o bicampeonato na Indomit Costa Esmeralda.
Geison Ignacio também renova com a Território para a segunda temporada Foto: Raphael Ceciliano/DivulgaçãoGeison Ignacio
Geison Ignacio também renova com a Território para a segunda temporada. Geison, que tem como especialidade as provas de longa duração, consagrou-se bicampeão em 2015, da Indomit Costa Esmeralda 80 quilômetros e campeão da Indomit São Paulo 50 quilômetros, tendo conquistado também o quarto lugar na La Mision 160 quilômetros Argentina, o segundo lugar na Half Mision 80 quilômetros Serra Fina, o quinto na EC Agulhas Negras 50 quilômetros e a terceira colocação na Indomit Bombinhas.
Esse foi um bom ano em termos de resultado, mas ainda estou buscando meu lugar na corrida de montanha. Sou um atleta que veio dos esportes de montanha para a corrida. Fiz caminhada, escalada, mountain bike e depois comecei a correr.
Para 2016, fazem parte do seu planejamento o Circuito KTR, Circuito Indomit, Circuito TRC, Half Mision MG, Volta a Ilha, além do grande desafio da Ultra Maratona dos Perdidos. Ele ainda define ao longo do ano se busca na Indomit Costa Esmeralda o tricampeonato nos 80 quilômetros ou se vai brigar pelo 100 quilômetros.
Raphael Bonatto
Raphael Bonatto renova para sua quarta temporada com a Território. Bonatto teve como maior destaque em 2015 sua participação no Desafio Discovery América Latina, depois de ter sido o vencedor da seletiva brasileira para o Desafio. Nas corridas, conquistou o segundo lugar no Ultra Desafio 50 Milhas Morungaba, o sexto lugar no Desafio da Butuca Ilha do Mel e foi Finisher XTERRA Ilha Bela II 50 quilômetros.
Já começou a temporada 2016 em janeiro, participando da Brazil 135+, prova que teve que abandonar quando liderava, já com 120 quilômetros percorridos, devido a uma lesão no joelho. Minha lesão apareceu na XTerra Ilhabela II, prova que estava liderando e me lesionei em um trecho de descida. O principal projeto do ano é participar da BadWater e Arrowhead, fechando a Copa do Mundo de Ultramaratonas em ambientes extremos depende agora de indicação e aprovação dos organizadores, pois já completou a Badwater anteriormente. Sua temporada segue com a TRC Corupá 23 quilômetors, Ultra das Águas 50 quilômetros, KTR e seu grande objetivo no segundo semestre a Jungle Marathon.
Valdesir Machado
Ian também participou de escaladas em MG, BA e RS Foto: Raphael Ceciliano/DivulgaçãoAtleta com mais de 20 anos de experiência de escalada, destacou as principais conquistas nos últimos anos e também sobre os projetos mais recentes. Especificamente em 2015, nossa escalada foi voltada para o rendimento na parede, treinamos muito com a escalada esportiva e também em ambiente indoor para aumentar o rendimento na montanha, sendo mais rápido e com menos tempo exposto na parede afirma Valdesir.
Para 2016, os principais projetos referem-se a abertura de novos setores em Piraí do Sul e Ortigueira, Escaladas no Marumbi durante o Inverno, conquista de uma parede virgem no Ferraria. Um grande berço hoje de escalada de parede no Brasil está na região do Espírito Santo e Minas Gerais, onde existe muita parede a ser explorada afirma, comentando sobre o projeto de conquista de grandes paredes no ES ou MG, onde dedicam cerca de dez dias para cada empreitada. Também faz parte dos planos da dupla o lançamento dos vídeos das escaladas, com imagens captadas no ES durante as expedições de 2015.
Ian da Rocha Padilha
Ian, também atleta de climbing possui foco diferente de Valdesir. Meus objetivos são mais voltados para a escalada esportiva, vias de alto grau de dificuldade e boulder. Além disso, 2014 e 2015 foram anos que foquei muito em campeonatos, principalmente nos que tinham alto nível de dificuldade para ver até onde ou conseguia ir afirma Ian, comentando sobre seu 2º Lugar Cat. Junior no Brasileiro de Escalada, Modalidade Boulder, o 3º Lugar no Paranaense de Boulder.
Ian também participou de escaladas em MG, BA e RS, e exaltou a união dos praticantes de escalada no Brasil, lembrando das diferente amizades e grupos com quem escalava junto em suas viagens. Para 2016, entre seus principais planos estão novos projetos de escalada esportiva e boulder e o grande objetivo de romper a barreira do 11° grau. É um grau onde poucos brasileiros chegaram, existem poucos atletas e vias no Brasil, exigindo esforço e treinamentos específicos para essa conquista, afirma.
Corrida de Montanha · 08 fev, 2016
Olá trail runner, tudo bem? Todo início de ano após as férias e festas iniciamos um novo ciclo o qual chamamos de base. Mas em que consiste essa base? Será que este período para um atleta de corrida de rua é semelhante ao de um atleta de trail run?
Vamos analisar e polemizar. Sugestões e comentários serão bem-vindos!
Por lógica, não conseguimos treinar velocidade associado a treinos de desnível positivo Foto: Photographee.eu/FotoliaBase de um atleta de corrida de rua: duração média de dois a três meses. Prioridade em volume de treino e terrenos diferentes (areia e subidas). Nessa época evitam-se intervalados e treinos contínuos de alta intensidade (tempo run). Muitos treinadores gostam de enfatizar o cross-training (bike, natação, musculação).
Podem discordar!
Base de um atleta de trail run: será que repetimos esse padrão? Será que deveríamos usar treinos de velocidade. Já que ao longo do ano competitivo priorizaremos altimetria?
Essa é uma questão que tenho tentado estudar e fazer o conhecido ensaio e erro. Por lógica, não conseguimos treinar velocidade associado a treinos de desnível positivo, ou seja, não conseguimos nos tornar velozes ao longo do ano. Logo, por que não ficarmos rápidos na base e mantermos essa velocidade adquirida ao longo do ano, para nossas provas-alvo?
Concordo que areia faz parte da rotina de um trail runner, não só na base, mas em boa parte do ano. Além de menos impacto, ajuda na propriocepção da região do tornozelo, importante para os treinos técnicos em trilhas. Cross-training também faz todo o sentido!
Minha dúvida mesmo é: base para trail runners deve conter treinos intervalados com o objetivo de ganhar velocidade? Ou qualquer treino com essa finalidade?
No próximo verão eu respondo com minhas experiências práticas!
Cruze a linha de chegada!
A espera terminou e os organizadores TMX e Bombinhas Runners anunciaram oficialmente a etapa Mendoza do circuito Indomit, a primeira internacional. O evento está marcado para o dia 28 de maio com percursos de 12, 21, 35, 50, 80 e 100 quilômetros na cidade argentina conhecida pelos vinhos malbec.
Segundo Juan Carlos Asef, um dos idealizadores da prova, o objetivo é oferecer serviços agregados aos corredores e garantir uma experiência turística que englobe mais do que somente uma corrida. Nosso evento acontece durante o feriado de Corpus Christi, então as pessoas terão tempo para desfrutar não só do vinho, como de passeios por essa importante cidade localizada nas bordas da Cordilheira dos Andes, enfatiza o responsável pela Bombinhas Runners.
A concentração e largada acontecem na região de Potrerillos, mais especificamente nas imediações da sede da empresa de turismo de aventura Argentina Rafting e a organização será responsável pelo traslado dos corredores saindo da cidade de Mendoza. O local foi escolhido pelas belezas naturais que oferece e por ter rotas terrestres de fácil acesso para chilenos e argentinos, além de voos diretos de São Paulo para os brasileiros.
A prova será disputada nas proximidades da Cordilheira dos Andes. Foto: Alexandre Koda/ WebrunAs distâncias de 12, 21, 35 e 50 são abertas a todos que quiserem participar, mas para as provas de 80 e 100 os interessados devem enviar seus currículos esportivos à organização com link de seu melhor resultado em provas trail nos últimos 15 meses. A inscrição só poderá ser efetuada após a aprovação do comitê seletor.
As inscrições para argentinos já estão disponíveis, mas para brasileiros e demais estrangeiros serão abertas a partir do dia 10 de fevereiro pelo site oficial.
Corrida de Montanha · 04 fev, 2016
A espera terminou e os organizadores TMX e Bombinhas Runners anunciaram oficialmente a etapa Mendoza do circuito Indomit, a primeira internacional. O evento está marcado para o dia 28 de maio com percursos de 12, 21, 35, 50, 80 e 100 quilômetros na cidade argentina conhecida pelos vinhos malbec.
Segundo Juan Carlos Asef, um dos idealizadores da prova, o objetivo é oferecer serviços agregados aos corredores e garantir uma experiência turística que englobe mais do que somente uma corrida. Nosso evento acontece durante o feriado de Corpus Christi, então as pessoas terão tempo para desfrutar não só do vinho, como de passeios por essa importante cidade localizada nas bordas da Cordilheira dos Andes, enfatiza o responsável pela Bombinhas Runners.
A concentração e largada acontecem na região de Potrerillos, mais especificamente nas imediações da sede da empresa de turismo de aventura Argentina Rafting e a organização será responsável pelo traslado dos corredores saindo da cidade de Mendoza. O local foi escolhido pelas belezas naturais que oferece e por ter rotas terrestres de fácil acesso para chilenos e argentinos, além de voos diretos de São Paulo para os brasileiros.
A prova será disputada nas proximidades da Cordilheira dos Andes. Foto: Alexandre Koda/ WebrunAs distâncias de 12, 21, 35 e 50 são abertas a todos que quiserem participar, mas para as provas de 80 e 100 os interessados devem enviar seus currículos esportivos à organização com link de seu melhor resultado em provas trail nos últimos 15 meses. A inscrição só poderá ser efetuada após a aprovação do comitê seletor.
As inscrições para argentinos já estão disponíveis, mas para brasileiros e demais estrangeiros serão abertas a partir do dia 10 de fevereiro pelo site oficial.