Caminhada · 06 maio, 2009
Nome: Ronaldo Carneiro
Idade: 49 anos
Dúvida: O ritmo mais acelerado de uma corrida pode favorecer a perda de peso? Como saber o meu ritmo para acelerar a perda de peso?
Resposta: Olá Ronaldo, há vários estudos que discutem a intensidade do treino e a perda de peso. A maioria defende que se deve trabalhar em intensidades mais baixas e por longa duração, onde você prioriza a queima de gordura, ao passo que nos treinos mais intensos você prioriza a queima de carboidratos, perdendo muitos líquidos, mas não queimando tanta gordura.
Em ritmo muito acelerado, acima de 85% de sua freqüência cardíaca máxima, você produz lactato em acesso, e ele inibe a queima de gordura. Para saber o ritmo ideal, ou você faz um teste ergoespirométrico, ou aplica a fórmula para achar sua freqüência cardíaca máxima 208,75 - (0,73 x idade) no seu caso 173bpms. Sabendo sua freqüência cardíaca máxima, você priorizará os treinos abaixo de 85% dela, 147 batimentos por minuto, em seu caso.
Resposta concedida pelo treinador Nelson Evêncio. É pós-graduado em treinamento desportivo (CREF n.o 016048-SP), IAAF Nível 1 - CBAT n.o 525. Sócio-fundador e atual presidente da ATC (Associação de Treinadores de Corrida) e titular da Nelson Evêncio Assessoria Esportiva.
Será que existe alguma relação entre a gripe e o coração? Aparentemente nada teria a haver. Porém, sempre há um, porém! Várias são as considerações que devemos fazer.
1- Gripe ou influenza é uma das doenças respiratórias mais freqüentes e perigosas que atingem o homem. O seu causador é um vírus, o Myxovirus influenzae. Infelizmente esse vírus da influenza possui a capacidade de mudar constantemente suas características, o que possibilita que uma mesma pessoa possa ter várias episódios de gripes durante a vida. Dois motivos para isso: as mutações frequentes do vírus e sua disseminação fácil e rápida.
Chamamos de Endemia quando uma doença infecciosa ocorre sempre e regularmente do mesmo modo significativo em determinada região (doença de Chagas, no Brasil, por exemplo). Epidemia quando é transitória, atacando simultaneamente enorme quantidade de pessoas em uma determinada localidade. Pandemia é uma epidemia disseminada por vários países. As epidemias são potencialmente (e mesmo historicamente) de elevada letalidade (exemplo: a gripe asiática).
2- Não existem tratamentos clínicos eficientes, na maior parte das vezes usamos apenas tratamentos dos sintomas (pelos antigripais). Vale lembrar que não adianta tomar Vit C, ou outras vitaminas com intenções de cura. Isto jamais vai acontecer.
3- A gripe suína, ou melhor, Influenza A é uma mistura de pedaços de genes de três vírus: de suíno, de ave e de ser humano. O contágio se dá pelas gotículas de saliva (com o vírus), que ficam no ar pelo espirro ou nas mãos do paciente infectado, que assua o nariz com freqüência pela coriza.
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| Caso haja suspeita de gripe, esportista deve se afastar das atividades físicas. Foto: Kadri Poldma/ stock.xchng |
O atleta ou esportista que se exercita em excesso, tem como efeito negativo na saúde, uma diminuição da imunidade geral e em conseqüência um maior risco de infecções por vírus. Essas infecções conhecidas como viroses, pode provocar em algumas pessoas, uma inflamação do miocárdio (coração) chamada de miocardite, uma doença que tem como possível complicação, o aparecimento de arritmia cardíaca benigna ou maligna. A orientação médica resume-se ao tratamento dos sintomas, hidratação, e alimentação adequada, segundo a prescrição médica.
Fundamental é a recomendação de que na suspeita de uma virose (gripe) impõem-se o afastamento de todas as atividades físico/esportivas até a cura total. Não se deve abrir mão dessa atitude nunca.
Atletismo · 06 maio, 2009
Será que existe alguma relação entre a gripe e o coração? Aparentemente nada teria a haver. Porém, sempre há um, porém! Várias são as considerações que devemos fazer.
1- Gripe ou influenza é uma das doenças respiratórias mais freqüentes e perigosas que atingem o homem. O seu causador é um vírus, o Myxovirus influenzae. Infelizmente esse vírus da influenza possui a capacidade de mudar constantemente suas características, o que possibilita que uma mesma pessoa possa ter várias episódios de gripes durante a vida. Dois motivos para isso: as mutações frequentes do vírus e sua disseminação fácil e rápida.
Chamamos de Endemia quando uma doença infecciosa ocorre sempre e regularmente do mesmo modo significativo em determinada região (doença de Chagas, no Brasil, por exemplo). Epidemia quando é transitória, atacando simultaneamente enorme quantidade de pessoas em uma determinada localidade. Pandemia é uma epidemia disseminada por vários países. As epidemias são potencialmente (e mesmo historicamente) de elevada letalidade (exemplo: a gripe asiática).
2- Não existem tratamentos clínicos eficientes, na maior parte das vezes usamos apenas tratamentos dos sintomas (pelos antigripais). Vale lembrar que não adianta tomar Vit C, ou outras vitaminas com intenções de cura. Isto jamais vai acontecer.
3- A gripe suína, ou melhor, Influenza A é uma mistura de pedaços de genes de três vírus: de suíno, de ave e de ser humano. O contágio se dá pelas gotículas de saliva (com o vírus), que ficam no ar pelo espirro ou nas mãos do paciente infectado, que assua o nariz com freqüência pela coriza.
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| Caso haja suspeita de gripe, esportista deve se afastar das atividades físicas. Foto: Kadri Poldma/ stock.xchng |
O atleta ou esportista que se exercita em excesso, tem como efeito negativo na saúde, uma diminuição da imunidade geral e em conseqüência um maior risco de infecções por vírus. Essas infecções conhecidas como viroses, pode provocar em algumas pessoas, uma inflamação do miocárdio (coração) chamada de miocardite, uma doença que tem como possível complicação, o aparecimento de arritmia cardíaca benigna ou maligna. A orientação médica resume-se ao tratamento dos sintomas, hidratação, e alimentação adequada, segundo a prescrição médica.
Fundamental é a recomendação de que na suspeita de uma virose (gripe) impõem-se o afastamento de todas as atividades físico/esportivas até a cura total. Não se deve abrir mão dessa atitude nunca.
Caminhada · 04 maio, 2009
Nome: Orlando Bueno de Camargo
Idade: 25 anos
Dúvida: Fraturei a tíbia e a fíbula da perna esquerda no dia sete de março de 2009. Fiz uma cirurgia na qual foram colocados uma placa e parafuso. Gostaria de saber quanto tempo leva para me recuperar a ponto de caminhar sem auxílio de nada e para voltar a fazer meus treinamentos esportivos? Pretendo estar caminhando em meio de maio e fazer tudo o que eu fazia antes no máximo em setembro. Isto é possível? Vou precisar correr, saltar e nadar. Com esse tempo já estarei fazendo estas atividades normalmente? Obrigado!
Resposta:Oi Orlando, mobilidade você já pode começar no pós operatório imediato. Fortalecer e ganhar propriocepção devem ser feitos na fisioterapia assim que seu médico liberar, pois só ele sabe a reconstrução que foi feita.
A única coisa que você vai ter que esperar é a consolidação óssea, que ocorre em média de seis a oito semanas, podendo demorar um pouco mais dependendo de vários fatores físicos e do trauma. Cada paciente é único! Após a consolidação da fratura, você deve fazer o retorno ao impacto de acordo com o aconselhamento do seu fisioterapeuta e preparador físico, pois a parte médica já estará terminada. Boa sorte!
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino.
Atletismo · 04 maio, 2009
O neuroma dos nervos digitais plantares foi difundido por Thomas G. Morton em 1876, como uma lesão tumoral benigna representada por fibrose do nervo digital plantar.
A lesão ocorre com maior freqüência entre o terceiro e o quarto ossos metatarsais, e também entre o segundo e terceiro metatarsos, sendo incomum entre o primeiro e o segundo e raro entre o quarto e o quinto (foto 1).
A maior ocorrência no terceiro espaço ocorre pelo fato de que este é o local mais freqüente da união entre os ramos lateral e medial dos nervos digitais plantares, que ficam engrossados e comprimidos, além da maior mobilidade do quarto metatarso, em relação ao terceiro, o que favorece a ocorrência de microtraumas.
Devido à predileção pelo sexo feminino, sugere-se que a lesão seja desencadeada pelo uso de sapato de salto alto, onde ocorre um aumento da pressão na cabeça dos metatarsos e conseqüentemente, compressão do nervo, contudo, é sabido que os esportes de impacto, principalmente a corrida também possam desenvolver a lesão.
Clinicamente, o neuroma desenvolve dor característica no antepé, levando o paciente em certas ocasiões, a retirar o sapato para massagear os dedos, ou simplesmente parar sua atividade (foto 2). A dor irradia-se para trás ou para os dedos, podendo ocorrer fenômenos como formigamento nas áreas inervadas pelos ramos envolvidos. Ocorre também sensação de queimação, que podem ser agravados pelo uso de sapatos inadequados e persistência do impacto.
Diagnóstico - No exame físico pode ser encontrado o sinal de Mulder, no qual o médico realiza uma compressão do antepé, acompanhada de pressão na face plantar do terceiro espaço intermetatarsal. Quando positivo, ocorre estalido e ressalto doloroso resultante da movimentação do neuroma no espaço entre as cabeças metatársicas que pode ser reduzido com o Teste Kelikian-Ducroquet.
Radiograficamente, não há imagem sugestiva, sendo a radiografia útil para o diagnóstico de outras patologias que causam metatarsalgia. No ultra-som, a lesão aparece como forma circular ou ovóide, bem definida, localizada próxima à cabeça metatarsal, no espaço intermetatarsal. Lesões menores de cinco milímetros podem ser difíceis de observar ao exame ultrassonográfico.
A ressonância magnética é um exame de imagem que certamente demonstra o neuroma, suas características e seu tamanho. A imagem é de uma massa bem localizada entre as cabeças metatarsais. O neuroma é hipointenso e está cercado de tecido gorduroso hiperintenso. A hipointensidade do neuroma é atribuída ao tecido fibroso. (foto 3).
Tratamento - O tratamento inicial do neuroma de Morton é direcionado para a mudança de hábito, quanto ao uso de calçados, dando preferência ao uso de salto menor e bico mais largo, sendo também instituído uso de antiinflamatórios não hormonais e fisioterapia de alongamento da fáscia plantar e flexores dos dedos. Métodos de analgesia e antinflamatórios devem ser associados para auxílio à regressão do processo. Podem ser usadas, como coadjuvante, palmilhas para supressão de carga na região metatarsal acometida, com piloto retrocapital ou com amortecimento das cabeças .
Também pode ser utilizada injeção de esteróide para produzir alívio da dor e inflamação, a qual pode durar de semanas a meses e quando o tratamento conservador falha, outros métodos podem ser utilizados, incluindo neurólise e finalmente a liberação cirúrgica do ligamento metatarsal transverso para descompressão. O método cirúrgico é a única maneira definitiva de acabar com os sintomas , desde que sejam descartados os diagnósticos diferenciais. A ressecção cirúrgica do neuroma e do segmento envolvido do nervo é o tratamento que conduz aos melhores resultados segundo vários autores, podendo ser realizado por via plantar ou dorsal.
A vantagem da incisão dorsal, é que a mesma é feita fora da área de carga, além de evitar que o peso corpóreo seja transmitido à superfície plantar das cabeças metatarsais, resultando em uma cicatriz menos dolorosa. Em duas semanas os pontos são retirados e inicia-se a recuperação a caminho de uma vida e corrida sem dor!
1- Murphey MD, Smith WS, Smith SE, Kransdorf MJ, Temple HT. From the archives
of the AFIP. Imaging of musculoskeletal neurogenic Tumors: radiologic-pathologic
correlation. Radiographics 1999; 19:1253-80.
2- Barroco RS, Apostólico Netto A, Nery CAS. Tratamento do neuroma de Morton pela
via plantar: avaliação dos resultados cirúrgicos. Rev Bras Ortop 1998; 33:532-6.
3- Nery CAS. Tornozelo e pé. In: Barros Filho TEP, Lech O. Exame físico em ortopedia.
2a ed. São Paulo: Sarvier; 2002. p.267-310.
4- Redd RA, Peters VJ, Emery SF, Branch HM, Rifkin MD. Morton neuroma: sonographic
evaluation. Radiology 1989; 171:415-7.
5- Couto P, Osório L, Chambriard C, Menegassi Z, Domingues RC, Miguelotte E et al. Neuroma de Morton: diagnóstico pela ressonância magnética. Rev Bras Ortop 1997; 32:581-2.
6- Lobato LS, Vilela SA, Fernandes ARC, Turrini E, Natour J. Valor do diagnóstico por
imagem na avaliação do neuroma de Morton. Rev Bras Reumatol 2001; 41:188- 90.
7- Rosenberg ZS, Beltran J, Bencardino J. From the RSNA Refresher Courses MR.
Radiological Society of North America. Imaging of the ankle and foot. Radiographics
2000; 20:S153-79.
8- Ashman CJ, Klecker RJ, Yu JS. Forefoot pain involving the metatarsal region: differential
diagnosis with MR imaging. Radiographics 2001; 21:1425-40.
9- Wu KK. Morton neuroma and metatarsalgia.Curr Opin Rheumatol 2000; 12: 131- 42.
10- Erickson SJ, Canali PB, Carrera GF, Johnson JE, Shereff MJ, Gould JS et al. Interdigital (Morton) Neuroma: High-resolution MR Imaging with a solenoid coil. Radiology 1991; 181:833-6.
11- Johnson JE, Johnson KA, Unni KK. Persistent pain after excision of an interdigital
neuroma. Results of reoperation. J Bone Joint Surg Am 1988; 70: 651-7.
12- Zanetti M, Strehle JK, Zollinger H, Hodler J. Morton neuroma and fluid in the intermetatarsal bursae on MR images of 70 asymptomatic volunteers. Radiology 1997; 203:516-20.
13 Terk MR, Kwong PK, Suthar M, Horvath BC, Colletti PM. Morton neuroma: evaluation
with MR Imaging performed with contrast enhancement and fat suppression. Radiology 1993; 189:239-41.
14- Llauger J, Palmer J, Monill JM Franquet T, Bague S, Roson N. MR Imaging of benign
soft-tissue masses of the foot and ankle. Radiographics 1998; 18:1481- 98.
15- Weishaupt D, Treiber K, Kundert HP, Zollinger H, Vienne P, Hodler J. Morton neuroma:
MR Imaging in prone, supine and upright weight-bearing body positions. Radiology 2003; 226:849-56.
Caminhada · 04 maio, 2009
No dia do Trabalho, comemorado no primeiro de maio, os paulistanos resolveram correr. Isso porque, foi realizada a quarta edição da Corrida Sindeepres no Parque do Carmo, em São Paulo.
A vitória da prova ficou com Gilberto Silvestre Lopes que finalizou os 10 quilômetros em 31min06. "O piso irregular, com subidas e descidas, dificultaram as coisas. Consegui me livrar do queniano no quilômetro dois, mas o Willian me acompanhou de perto até o quilômetro oito. Acho que ele sentiu um pouco, e mesmo já cansado, consegui abrir para cruzar em primeiro, conta o campeão. Já o segundo lugar foi para Willian Salgada em 31min23 seguido por David Macedo em 31min37.
Já no feminino a campeã foi a queniana Milka Kipkeror no tempo de 35min39. Ela foi vice da Meia Maratona de São Paulo e está no Brasil para uma temporada de competições. Esperava que essa prova fosse pior, mas consegui impor um bom ritmo e acabei até abrindo um pouco no final. Estou contente com o resultado e agora vou me preocupar com as próximas disputas.
Conceição Carvalho ficou com a segunda colocação em 37min10. A terceira colocação foi de Simone Alves da Silva, 37min32. De acordo com os organizadores, cerca de três mil atletas participaram do evento, que teve a disputa de 10 quilômetros e também uma corrida de cinco quilômetros, além de uma caminhada com a mesma distância.
Atletismo · 30 abr, 2009
Nome: Karl Pinheyro
Idade: 34 anos
Dúvida: Gostaria de saber qual a validade de uma avaliação médica para a prática esportiva (amadores), e se há diferenciação para determinados esportes?
Resposta: Em geral anual, mas para esportes de alta intensidade (triathlon, maratona etc.) semestral e na condição de ter alguma doença (por exemplo, hipertensão, diabete, sopros benignos) recomendamos avaliação médica a cada 3 ou 4 meses. Mas o exame de ergometria tem validade anual, para pessoas normais.
Resposta concedida pelo Dr. Nabil Ghorayeb. Especialista em Cardiologia e em Medicina do Esporte. É chefe da seção médica de cardiologia do exercício e esporte do Instituto Dante Pazzanese e coordenador clínico do Sport Check-up do Hospital do Coração.
Atletismo · 22 abr, 2009
Atualmente um dos atos mais solicitados no nosso dia-a-dia médico é o atestado para fitness que muitas vezes é feito sem padronização alguma e, às vezes, com imprecisões que podem representar problemas futuros para o médico. É o caso de um recente atestado que libera o paciente para atividades, mas evitando esforço físico (sic), o que, no mínimo, é contraditório, outro é o que a grande maioria dos médicos atesta: que está APTO para a pratica de atividade física (qual seria essa aptidão spinning, musculação?).
Segundo o conselheiro do CREMESP e cardiologista Dr. Renato Azevedo o atestado médico é documento importante tanto para o paciente que o recebe quanto para o médico que o emite, sendo ato médico exclusivo". O Código de Ética Médica reserva todo um capítulo para normatização da emissão de boletins e atestados, com oito artigos.
O Cap. X veda ao médico fornecer atestado sem ter praticado o ato profissional que o justifique, ou que não corresponda à verdade (art. 110); expedir boletim médico falso ou tendencioso (art.116); deixar de atestar atos executados no exercício profissional, quando solicitado pelo paciente ou seu responsável legal; e considera, ainda, que o atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo o seu fornecimento direito do paciente (art.112).
Quando solicitados e autorizados pelo paciente, temos o dever de fornecer atestado com a expressão fiel da consulta clínica (anamnese, exame físico e exames subsidiários) que forem necessários. A solicitação de atestado de liberação para atividade física pelo cardiologista é hoje muito frequente. A necessidade de comprovar a inexistência de doenças que possam causar morte súbita relacionada ao exercício implica a avaliação de todas as pessoas praticantes de atividades físicas, competitivas ou não.
Pela diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, e várias manifestações abalizadas em Congressos de Cardiologia, essa avaliação deve conter anamnese precisa, exame físico minucioso, com ênfase para o aparelho cardiovascular, e de exames complementares como o eletrocardiograma e o teste ergométrico, este recomendado para homens acima de 35 e mulheres acima de 45 anos.
Sem dúvida, devemos alertar que, pelo código do consumidor e dependendo da interpretação judicial, uma morte em academia ou exercícios sob orientação de assessoria esportiva tem a responsabilidades do proprietário, do executor dos exercícios e do médico que atestou a liberação. No atestado, o médico deve deixar claro se o paciente não tem contraindicações para atividade física, qual o tipo de exercício adequado, se a atividade deve ser feita sob prescrição ou acompanhamento médico ou se está proibido de praticar exercícios. É recomendável também informar as limitações clínicas existentes e determinar a frequência cardíaca mínima e máxima no exercício.
Assim, o médico informa e orienta paciente e treinador de forma correta, do ponto de vista técnico e ético, sobre a capacidade e as limitações para atividade física.
Atletismo · 20 abr, 2009
De tempos em tempos surgem no noticiário e nas revistas de saúde reportagens com pesquisas que sugerem a descoberta de efeitos quase milagrosos de algum determinado alimento em nossa saúde. Não precisamos pesquisar muito. Basta recorrer à nossa memória e lembrar como alguns alimentos já passaram do uso comum para opções que não devem faltar à mesa assim como há também vilões sazonais que foram condenados após outras pesquisas e hoje são evitados a todo custo.
Talvez os vilões mais conhecidos que foram redimidos e reincorporados à alimentação sejam mesmo o Ovo e a Manteiga. E quando a Manteiga foi condenada ela gerou uma nova solução que era a Gordura Trans (na forma de Margarina), hoje a mais nova vilã. Quanto tempo vai demorar para ela ser redimida? Não acredito sequer que ela seja redimida, pois ela terá que ser reinventada para voltar a ser consumida de modo seguro.
O problema de algumas pesquisas é que ainda há a insistência de alguns de tratar os alimentos e seus resultados em nossa saúde como algo isolado. Há casos de populações e grupos na Itália com pessoas que tinham hábitos alimentares condenáveis e viviam muito mais do que a média. Por outro lado algumas dietas como a Mediterrânea já tentaram ser empurradas a nós como uma solução e mesmo a seguindo fielmente, ela parece não ser necessariamente infalível.
O espanhol ainda tem o hábito da siesta que nada tem a ver com nutrição, mas não deixa de interferir na saúde do povo. Um grupo pode consumir mais peixe do que a média, mas tem muitos outros hábitos quando não estão à mesa e que corresponde à maior parte do dia.
Aos que me perguntam eu costumo dizer que não existem alimentos proibidos ou tão fundamentais assim já que os nutrientes você acha em diversas fontes. Diferentemente das pesquisas com ratos, as pesquisas quando envolvem humanos sofrem tantas interferências do meio externo que fica difícil saber exatamente onde entra o efeito de determinado nutriente (vitaminas ou minerais) e onde entra o peso dos hábitos pessoais.
Sendo assim a cada vez que pesquisadores mostram que pessoas que consomem X gramas de um determinado alimento vivem mais, é improvável que consumi-lo religiosamente tenha necessariamente os mesmos benefícios na sua saúde, até porque muitas vezes aquele que consome mais frutas também é muito mais preocupado com a saúde se exercitando e cuidando mais do corpo. Ou seja, o indivíduo não apenas consome mais algumas vitaminas e minerais, mas também em todas as outras escolhas ao longo do dia, ele opta pela opção mais saudável. Você está disposto a isso, ou quer apenas uma receita de bolo?
Pare e pense: se para toda recomendação que você ver publicada, você for seguir a risca, sua compra vai ser muito exótica e você vai ter que comer uma infinidade de alimentos diferentes durante a semana carregando tudo em uma lancheira. Mas a regra de uma dieta variada e hábitos saudáveis, não importa o tempo que passe, continua sempre super atual. Ou seja, antes de refazer toda sua rotina quando lê algo de novo nos jornais, procure tornar cada vez mais natural e rotineiro os hábitos saudáveis e não alimentos chaves que amanhã podem perder parte da mística.
E para tanto, você já está mais do que familiarizado com o que é melhor para o seu corpo. E se ainda não sabe tudo, continue a ler mais e se informar sempre tal como fez hoje!
Caminhada · 17 abr, 2009
Nome: Gleyses Jufo
Idade: 47 anos
Dúvida: O que é espondilodiscopatia degenerativa?
Resposta:Oi Gleyses. A grosso modo: espôndilo é o mesmo que coluna, discopatia é doença do disco (seu amortecedor intervertebral), já degenerativa é o desgaste natural ou por sobrecarga (impacto). Ou seja, vôce está com uma região da coluna sobrecarregada e provavelmente com começo de artrose. Procure um especialista de coluna para te explicar melhor e para fazer um tratamento correto, além da orientação esportiva. Abraço e boa sorte!
Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo e atual médica da seleção brasileira de futebol feminino.
Atletismo · 16 abr, 2009
Nome: Philip Ueno
Idade: 26 anos
Dúvida: Passei por uma reconstituição do ligamento cruzado anterior há cerca de uma ano. Queria saber se posso voltar a correr. Qual é o limite para os meus treinamentos?
Resposta: Sim você pode correr. Mas deve ter cuidado nos esportes com contato como: vôlei, futebol, basquete, entre outros. Oriento a fazer um exame isocinético, que irá mensurar a quantidade de força da perna operada em comparação com a perna boa. Com esse resultado em mão é possível dar uma melhor orientação para o seu retorno aos esportes.
Resposta concedida pelo fisioterapeuta David Homsi. Especialista em fisioterapia esportiva e RPG, hoje ministra palestras e é responsável pelo centro de estudos e projeto running da clínica Dr. Osmar de Oliveira: www.osmardeoliveira.com.br
Maratona · 01 jul, 2026
Tecnologia · 01 jul, 2026