Atletismo · 30 mar, 2012
A ideia de que a corrida pode causar envelhecimento precoce é largamente transmitida entre as corredoras. Palavras como radicais livres e oxidantes estão sempre presentes no discurso de quem acredita que correr envelhece. A boa notícia é que dá para combater os famigerados radicais com medidas simples, e poder aproveitar todos os benefícios do exercício físico.
Após uma corrida intensa, o organismo passa a produzir os chamados radicais livres, que são resultado de um processo que converte nutrientes em energia para o corpo. Os radicais liberados podem danificar algumas células sadias. Para combater esse efeito, basta ingerir vitaminas antioxidantes, explica a doutora Sílvia Casseb, do Ambulatório de Ginecologia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Essas vitaminas, principalmente A, C e E, vão se unir a esses radicais livres e não vão deixar que eles causem esse envelhecimento, conta. O ideal, segundo a médica, é que essas vitaminas sejam ingeridas em forma de alimentos, como os alimentos funcionais.
A vitamina A está presente no abacate, mamão, manga, pêssego, cenoura, brócolis e espinafre. Já a vitamina C, um pouco mais popular por poder ser ingerida em efervescente, pode ser encontrada na laranja, abacaxi, pimentão, agrião, entre outros. A vitamina E, um dos antioxidantes mais aclamados pelo seu efeito, é encontrada em óleos vegetais (amendoim, soja, girassol etc) e em nozes, sementes, grãos inteiros e também vegetais de folhas verdes.
Algumas pessoas preferem tomar um polivitamínico, o que também não é errado. A consulta com um nutricionista é fundamental para avaliar as necessidades de cada um. Não é aquele que você compra no corredor da farmácia porque sua amiga toma, orienta Silvia.
É importante frisar que longe de causar envelhecimento precoce, a prática de exercícios físicos gera um rejuvenescimento global no organismo. Os ossos, articulações, músculos, pulmões e coração obtêm diversas vantagens do esporte que melhoram seu funcionamento e resistência a doenças, por exemplo.
Caminhada · 29 mar, 2012
A partir de março o Webrun estreia a coluna Mulheres Corredoras, comandada pelo médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, Dr. Adriano Leonardi. Mestre em ortopedia e traumatologia pela Santa Casa de São Paulo, ele atualmente coordena um estudo sobre lesões em mulheres.
Neste primeiro artigo vamos falar sobre alguns motivos que levam as mulheres a sofrerem tantas lesões quantos os homens, ou mais. Dividido em duas partes, a seguir abordaremos as questões neuromusculares e anatômicas.
Sem dúvida, cada vez mais mulheres do mundo todo têm frequentado campos de futebol, quadras e pistas de corrida. A prática esportiva, a crescente profissionalização nas mais diversas modalidades e a busca do fitness e da qualidade de vida através do esporte, trouxeram maior exposição e, consequentemente, lesões que outrora eram quase que exclusiva dos homens.
Estudos publicados nos últimos 20 anos mostram que as mulheres não apenas estão se lesionando, mas que o fazem em taxas absurdamente maiores que os homens. Para o futebol, por exemplo, atletas do sexo feminino têm quatro vezes mais chance de sofrer uma lesão ligamentar do joelho e, para a corrida de rua, esta proporção extrapola o índice de um homem para sete mulheres lesionadas para a mesma intensidade e volume dos treinos.
Arendt e Dick, estudando atletas do sexo feminino no basquetebol e futebol, notaram que, em cinco anos, a taxa média de lesão do ligamento cruzado anterior do joelho foi de 0,31 por
1000 atletas para jogadoras de futebol feminino, em comparação para os 0,13 por mil atletas de exposições para os seus homólogos masculinos. Para o basquete, a taxa foi de 0,6 por mil atletas mulheres em comparação com 0,07 por mil atletas homens.
Mas, afinal, por que isso acontece? A ciência tenta explicar esta discrepância através de três teorias:
Autores que defendem a primeira, afirmam que as atletas exibiriam um tempo de recrutamento de grupos musculares e tempo de ativação destes músculos maiores que os observados em homens e que isso poderia afetar a dinâmica de diversas articulações, principalmente o joelho. De maneira mais compreensiva, isso significa que, em uma aterrissagem do vôlei, ou a cada passo de uma corrida de rua, o comando vindo do cérebro para que a musculatura se contraia de maneira adequada, chega atrasado, fazendo com que as articulações estejam mal posicionadas e em maior risco de lesão, tanto por micro-trauma repetitivo, quanto para entorses e distensões.
A figura ao lado mostra a diferença de uma aterrissagem de uma mulher (à esquerda) e de um homem (à direita). Note que os joelhos da mulher caem para dentro (valgizado) e em rotação interna e que isso não acontece com o homem.
A teoria anatômica tenta explicar a discrepância do índice de lesões entre homens e mulheres através das diferenças morfológicas.
No quadril, a bacia mais larga aumentaria o braço de alavanca sobre os músculos rotadores do quadril, especialmente os glúteos médio e mínimo, predispondo a bursite e tendinites trocantéricas. No joelho, a patela alta e lateralizada e o sulco troclear raso (trilho por onde a patela desliza quando se flexiona o joelho) seriam responsáveis por um contato reduzido entre a patela e o fêmur e, consequentemente, à doenças causadas pela pressão excessiva na cartilagem articular, como a condromalácia, síndrome da hiperpressão lateral, sinovite e hoffite do joelho.
O tamanho e espessura reduzido dos ligamentos do joelho e tornozelo colocariam estas articulações em risco nos casos de entorses e contusões
Por fim, eixo dos membros inferiores, ou seja, o formato das pernas das mulheres tende a ser em X, conhecido na ortopedia como joelho valgo ou genu valgum. Isso seria um fator de maior lateralização da patela, predispondo às doenças do joelho descritas acima, além de causar sobrecarga medial das tíbias, levando à canelite e fraturas de estresse da tíbia e a tendinite do tornozelo.
Não deixe de acompanhar na próxima semana a terceira e última teoria sobre o aumento de lesões em mulheres, os hormônios.
1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.
2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:51925.
3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395400.
4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:66474.
5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:116875.
6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:31219.
7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:1016.
8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.
9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.
10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:117681.
Atletismo · 29 mar, 2012
O novo tênis para corrida da New Balance chega ao Brasil depois de ser eleito como o tênis do ano pela publicação americana Outside Magazine. O modelo 890 se destaca como o mais leve de sua categoria (275 gramas na versão masculina) e promete um desempenho rápido, estável e seguro.
Segundo o fabricante, o tênis foi desenvolvido com propósitos específicos, com a entressola REVlite, que diz oferecer resposta superior com 30% a menos de peso do que os outros tênis de corrida. A tecnologia Ndurance promete garantir durabilidade máxima e o sistema ABSZORBr de amortecimento anuncia reduzir a sensação de fadiga dos corredores.
O design exclusivo do modelo foi inspirado nos atletas Andy Baddeley e Jenny Barringer, medalha de ouro nos 1.500 metros de Daegu em 2011. Os recortes na sola foram pensados para proporcionar aderência na transição de passada.
O New Balance 890 está disponível, a partir de abril, em oito cores com preço sugerido de R$399.
Caminhada · 28 mar, 2012
Mesmo aqueles que não conseguiram se inscrever nas 5.000 vagas disponíveis para a primeira etapa do Circuito de Corridas Pague Menos podem participar das atividades paralelas no dia da prova. A abertura do Circuito será feita em Fortaleza do dia 20 de maio.
Abertas ao público geral, as atividades serão no Aterro da Praia de Iracema. As tendas montadas na arena vão oferecer diversos exercícios voltados para a saúde e qualidade de vida, como uma simulação de corrida e massagens.
O evento também promove um recolhimento de medicamentos vencidos para serem incinerados, uma maneira consciente para descartar corretamente os remédios que não podem mais ser ingeridos.
Sobre a prova - As inscrições para a etapa de Fortaleza já foram encerradas e parte da renda será doada à Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal (Abrame). A prova pode ser realizada em três percursos diferentes: um, cinco ou dez quilômetros. A inovação em apresentar um percurso tão curto, de um quilômetro, incentivou a participação de adolescentes, idosos e pessoas que ainda não estão acostumadas à prática esportiva.
As próximas etapas estão marcadas para acontecer em Natal, no dia 14 de julho, em Goiânia, no dia 26 de agosto. Belém recebe o Circuito no dia 23 de setembro e depois é a vez de Florianópolis encerrar a temporada em 25 de novembro.
Caminhada · 28 mar, 2012
O primeiro domingo do mês de abril está cheio de eventos pelo Brasil todo. Para quem mora no interior de São Paulo, a boa pedida é o Circuito da Longevidade, que abre a temporada em Marília, no dia 1º.
O circuito oferece dois percursos aos participantes: seis quilômetros para corrida e três para caminhada. A largada será dada a partir das 8h, na Avenida Esmeralda. As inscrições vão até amanhã, quinta-feira, 29 de março, e podem ser feitas pelo site do evento.
Todo o dinheiro arrecadado com as inscrições será destinado ao Fundo Social de Solidariedade do município de Marília. O Fundo atente à população carente da cidade, organizando campanhas e repassando doações para entidades assistenciais.
Retirada de kits - Os atletas devem retirar seus kits na arena do evento, no sábado (31/03), das 9h às 17h. A arena será montada no mesmo local da largada da corrida.
Caminhada · 24 mar, 2012
O Circuito da Longevidade Bradesco Seguros abre a temporada 2012 com a Corrida e Caminhada da Longevidade no dia primeiro de abril, em Marília, no interior de São Paulo. Com largada às 8h, na Avenida Esmeralda, o circuito oferece dois percursos: um de seis quilômetros para a corrida e outro de três para a caminhada.
O Circuito da Longevidade recebe um número expressivo de atletas de ponta para a competição. Ano passado, o corredor Carlos Antônio dos Santos foi o vencedor na categoria masculina, ao lado da queniana Nelly Jepkurui, no feminino. São esperadas cerca de 3000 pessoas no evento este ano.
O Circuito tem objetivo de incentivar as pessoas à prática de atividades físicas, um dos fatores que contribuem para uma vida longa e saudável. No dia da prova, os participantes podem realizar uma avaliação física e receber massagens na arena do evento.
As inscrições podem ser feitas pelo site do evento (www.corridadalongevidade.com.br) e estão abertas até o dia 28 de março. A renda obtida é doada a uma entidade de interesse público sem fins lucrativos escolhida pelo município que recebe a etapa.
De Marília, a prova segue para São José do Rio Preto, em São Paulo, no dia seis de maio.
Caminhada · 23 mar, 2012
No domingo, dia 15 de março, Campinas recebe novamente a Corrida Oba, sucesso ano passado pelas ruas da cidade. A largada será dada às 8h na Avenida Vital Brasil, na Praça Arautos da Paz.
O percurso será de oito quilômetros para a corrida e seis para a caminhada, que larga um pouquinho depois, às 8h10. O trajeto é em volta da Lagoa do Taquaral, ponto turístico de Campinas.
O kit do atleta, que contem camiseta com o número de identificação estampado e brindes promocionais, deve ser retirado hoje (23/03) e sábado (24/03), das 10h às 18h no Oba Cambuí (Rua Maria Monteiro, 1270). O chip de cronometragem descartável será entregue junto e não precisa ser devolvido depois da prova. Quem se inscreveu na área vip, retira o kit no dia e lugar do evento, a partir das 6h.
São esperados 2500 atletas, segundo a organização. Os atletas terão à disposição pontos de hidratação, mesas de frutas e água de coco para repor as energias.
Atletismo · 23 mar, 2012
Estar indisposta, sentir-se inchada ou irritada são sintomas comuns da TPM, tensão pré-menstrual que atinge a maioria das mulheres, algumas de forma mais intensa, outras, mais amenas. Porém a TPM não é mais desculpa para faltar dos treinos. Pelo contrário, a prática de exercícios físicos ajuda a controlar os sintomas do período menstrual a curto e a longo prazo.
Para as mulheres que sofrem alterações de humor antes e durante a menstruação, como irritabilidade e tristeza, a atividade física durante a fase ajuda a controlar os hormônios. A recomendação é praticar um exercício aeróbico, de intensidade moderada, como uma corrida leve, no dia em que estiver com os sintomas.
A mulher vai produzir endorfina e se sentir melhor. Ela terá uma sensação de bem estar e alívio momentâneos, indica Sílvia Casseb, doutora do Ambulatório de Ginecologia do Esporte, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. O exercício físico no dia da TPM ajuda muito, conta.
Além de se sentir melhor naqueles dias, a corrida pode fazer os sintomas da TPM ficarem cada vez mais amenos a longo prazo. Aos poucos, o organismo vai modulando a produção de algumas substâncias, como as chamadas prostaglandinas (PGI), que promovem inflamações e dor, como a cólica, por exemplo. O exercício físico regular age como fator amenizador dessas prostaglandinas e, dessa forma, diminui as sensações dolorosas pré-menstruais e menstruais.
Caso os sintomas causem muitos desconfortos à mulher, uma recomendação da Dra. Sílvia é mudar o treino durante o período menstrual. Fazer musculação ou um exercício moderado pode ser a solução para quem não quer perder o ritmo e continuar se sentindo bem. Não tem problema em treinar menstruada, não causa nenhum prejuízo à saúde. Mas é muito individual, depende do bem estar da mulher, enfatiza.
Atletismo · 23 mar, 2012
A marca esportiva Nike lança novo tênis que promete oferecer um ajuste perfeito ao pé do corredor. O LunarEclipse +2 possui a tecnologia Dynamic Fit, que foi aplicada em tênis de corrida pela primeira vez.
A Dynamic Fit contém uma peça de espuma em material elástico que sai das duas laterais, sob a palmilha, até a amarração, envolvendo a região mediana e arco, eliminando os espaços internos entre o pé e o calçado. Ajustado ao pé, o tênis garante firmeza, conforto e estabilidade durante a corrida, anuncia a marca.
O amortecimento Lunarlon vem combinado a um clipe para sustentação do calcanhar, preso a uma estrutura de espuma mais firme. O clipe envolve o calcanhar e se movimenta junto com o pé, proporcionando maior estabilidade e um contraforte flexível e firme ao mesmo tempo.
Somado ao amortecimento macio do Lunarlon, está o sistema Dynamic Support, que também oferece estabilidade e sustentação. Segundo o fabricante, o tênis assegura uma transição suave e gradual entre as passadas.
O Nike LunarEclipse +2 é recomendado para quem tem pisada neutra a moderada pronação. O preço sugerido é R$ 499,90.
Atletismo · 21 mar, 2012
Quem está acostumado a correr provavelmente já passou por isso. As mulheres, como utilizam um top para a sustentação dos seios, estão menos propensas. Mas que homem nunca sentiu ao menos aquele incômodo da camiseta raspando com o bico do peito durante a prática esportiva?
O sangramento dos mamilos não é algo grave e muito menos raro. É comum, comenta o treinador e colunista do Webrun, Nelson Evêncio. Ocorre por causa do atrito com o tecido, dependendo do tipo de tecido (como camisetas de algodão) e principalmente quando molha, explica Nelson.
Quando a camisa fica úmida, seja de água, suor, chuva ou isotônico, o risco aumenta para o atleta. Se a camisa está molhada, vai raspando com o mamilo no movimento da corrida e piora a irritação. Pessoas com os mamilos mais saltados têm mais chances ainda, descreve o técnico.
Fácil solução- Para evitar esses momentos de agonia e poupar as outras pessoas da aflição que o vislumbre dos rastros de sangue na camisa pode causar, o corredor tem duas opções. O atleta pode passar vaselina no bico do peito antes de correr, mas deve tomar cuidado porque algumas marcas mancham tecido, adverte Nelson.
A vaselina diminui o atrito e pode ser utilizada para evitar assaduras também nos braços, coxas e virilhas. A outra opção é a utilização de curativos do tipo micropore nos mamilos para protegê-los do contato com a roupa, ilustra.
Tratamento- Neste caso vale a velha máxima de que é melhor prevenir do que remediar. O sangramento é desagradável, mancha a camiseta e arde muito quando vai tomar banho, ilustra o treinador.
Ainda assim, segundo Nelson, não há motivos para desespero depois que o estrago está feito. É um machucado superficial que cicatriza logo. Pomadas para assadura, como hipoglós, aceleram a recuperação, define.
Tecnologia · 01 jul, 2026
Saúde · 30 jun, 2026