Caminhada

Quem corre pode dispensar a musculação para as pernas?

Quem corre muitas vezes também faz musculação, seja para melhorar seu rendimento ou como qualidade de vida. Nas últimas terças-feiras, o Webrun apresentou uma série de reportagens sobre a relação da musculação com a corrida. A primeira foi sobre como direcionar a musculação para melhorar o rendimento no asfalto. A segunda foi sobre a possível perda de massa muscular com as corridas longas. Confira a terceira e última!

É frequente entre os praticantes de corrida e musculação a crença de que, por correr, não é preciso trabalhar com pesos os membros inferiores na academia. Afinal, a corrida já exercita esses músculos e a musculação levaria à sobrecarga, certo?

O treinador Wanderlei de Oliveira contraria essa noção. “Muitos corredores não dão a importância devida para a musculação, mas eles esquecem que ela é um meio de prevenir as lesões”. A relação é simples, de acordo com Wanderlei. “Se tem músculo forte, dificilmente vai ter lesão”, aponta.

No caso, por “forte” o treinador quer dizer os músculos que passaram por um treinamento de fortalecimento e não hipertrofia – ou seja, resistência, como esclarecido na primeira reportagem da série. “As lesões normalmente são musculares. Quando ocorrem em nível ortopédico (ossos e articulações) é sobrecarga porque o músculo não está forte”, continua.

Febre fundista- Wanderlei, que é um dos fundadores da Corpore – pioneira em organização de corridas no Estado de São Paulo – alerta os corredores iniciantes para não queimarem etapas. “Com essa moda de maratona você vê pessoa com menos de um ano de corrida que já quer participar de provas mais longas. É errado, o organismo não está preparado. Por isso recomendamos que exista uma base de dois anos para quem quer correr a partir de uma meia”, aconselha.

O treinador indica ainda que seja feito um acompanhamento por especialistas. “Não utilizem planilha de revista (para treinar). Tem que ter nutricionista, fisiologista, treinador, porque cada um tem suas particularidades individuais. É isso que determina o tipo de trabalho para cada pessoa”, explica Wanderlei.

Risco de lesão- Quem pratica musculação apenas para os membros superiores fica com o corpo descompensado e mais propenso a lesões. “O corpo tem que estar em harmonia. Só porque o cara corre acha que a perna é forte, não é assim. O quadríceps (coxa) e o vasto medial (ao redor do joelho) têm que ser bem desenvolvidos”, afirma, acrescentando que as cadeiras extensoras e flexoras são dois aparelhos que trabalham esses músculos na academia.

Independente de a pessoa fazer hipertrofia para os membros superiores ou não, o técnico é taxativo. “Não é porque pessoa corre que não vai fazer trabalho para os membros inferiores. Tem que fazer”. Caso contrário, os atletas estão mais propensos a lesões nos tornozelos, panturrilha, canela, joelhos e coxas.

Uma das lesões mais comuns em corredores iniciantes ou leigos é a canelite, dor crônica na parte frontal da perna. “É frequente em iniciante que não está vinculado a treinamento e faz uma rodagem acima do que o corpo está acostumado. Se a pessoa faz uma preparação antes de aumentar essa rodagem, a membrana que fica entre o músculo e o osso fica fortalecida e a pessoa não sente nada. Raramente alguém vai ter problema se estiver bem preparado. Tem que ter fortalecimento”, determina.


Quem corre pode dispensar a musculação para as pernas?

Atletismo · 10 abr, 2012

Quem corre muitas vezes também faz musculação, seja para melhorar seu rendimento ou como qualidade de vida. Nas últimas terças-feiras, o Webrun apresentou uma série de reportagens sobre a relação da musculação com a corrida. A primeira foi sobre como direcionar a musculação para melhorar o rendimento no asfalto. A segunda foi sobre a possível perda de massa muscular com as corridas longas. Confira a terceira e última!

É frequente entre os praticantes de corrida e musculação a crença de que, por correr, não é preciso trabalhar com pesos os membros inferiores na academia. Afinal, a corrida já exercita esses músculos e a musculação levaria à sobrecarga, certo?

O treinador Wanderlei de Oliveira contraria essa noção. “Muitos corredores não dão a importância devida para a musculação, mas eles esquecem que ela é um meio de prevenir as lesões”. A relação é simples, de acordo com Wanderlei. “Se tem músculo forte, dificilmente vai ter lesão”, aponta.

No caso, por “forte” o treinador quer dizer os músculos que passaram por um treinamento de fortalecimento e não hipertrofia – ou seja, resistência, como esclarecido na primeira reportagem da série. “As lesões normalmente são musculares. Quando ocorrem em nível ortopédico (ossos e articulações) é sobrecarga porque o músculo não está forte”, continua.

Febre fundista- Wanderlei, que é um dos fundadores da Corpore – pioneira em organização de corridas no Estado de São Paulo – alerta os corredores iniciantes para não queimarem etapas. “Com essa moda de maratona você vê pessoa com menos de um ano de corrida que já quer participar de provas mais longas. É errado, o organismo não está preparado. Por isso recomendamos que exista uma base de dois anos para quem quer correr a partir de uma meia”, aconselha.

O treinador indica ainda que seja feito um acompanhamento por especialistas. “Não utilizem planilha de revista (para treinar). Tem que ter nutricionista, fisiologista, treinador, porque cada um tem suas particularidades individuais. É isso que determina o tipo de trabalho para cada pessoa”, explica Wanderlei.

Risco de lesão- Quem pratica musculação apenas para os membros superiores fica com o corpo descompensado e mais propenso a lesões. “O corpo tem que estar em harmonia. Só porque o cara corre acha que a perna é forte, não é assim. O quadríceps (coxa) e o vasto medial (ao redor do joelho) têm que ser bem desenvolvidos”, afirma, acrescentando que as cadeiras extensoras e flexoras são dois aparelhos que trabalham esses músculos na academia.

Independente de a pessoa fazer hipertrofia para os membros superiores ou não, o técnico é taxativo. “Não é porque pessoa corre que não vai fazer trabalho para os membros inferiores. Tem que fazer”. Caso contrário, os atletas estão mais propensos a lesões nos tornozelos, panturrilha, canela, joelhos e coxas.

Uma das lesões mais comuns em corredores iniciantes ou leigos é a canelite, dor crônica na parte frontal da perna. “É frequente em iniciante que não está vinculado a treinamento e faz uma rodagem acima do que o corpo está acostumado. Se a pessoa faz uma preparação antes de aumentar essa rodagem, a membrana que fica entre o músculo e o osso fica fortalecida e a pessoa não sente nada. Raramente alguém vai ter problema se estiver bem preparado. Tem que ter fortalecimento”, determina.

Circuito Track&Field passa por mais duas cidades no fim de semana

Caminhada · 10 abr, 2012

O circuito Track&Field Run Series passa por mais duas cidades brasileiras no próximo fim de semana. A capital gaúcha Porto Alegre e a cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, vão participar da corrida, que tem percurso de cinco ou dez quilômetros, no dia 15 de abril.

Os gaúchos devem se programar para retirar seus kits a partir de quinta-feira até sábado (12, 13 e 14/04) na loja Track&Field do Shopping Iguatemi no horário de funcionamento da loja. Às 8h do domingo (15/04) será dada a largada no estacionamento do shopping.

Os participantes em Ribeirão Preto têm os mesmos dias (12, 13 e 14/04) para irem buscar seus kits na loja Track&Field do Ribeirão Shopping. A largada, marcada para as 8h, será no estacionamento do shopping. Essa é a primeira das duas etapas a serem realizadas na cidade e a próxima prova será no dia cinco de agosto.

Nos eventos das duas cidades, uma arena será montada para os corredores, com atendimento de fisioterapeutas e Espaço Criança.

O circuito Track&Field Run Series segue para Goiânia no dia 22 de abril. As inscrições online estão abertas e podem ser feitas no Webrun. Confira o calendário para as próximas etapas.

Conheça sintomas da inflamação do púbis, ou sinfisite púbica

A sinfisite púbica, ou pubeíte, ou ainda osteíte púbica, é uma inflamação que ocorre na sínfise do pubis (uma articulação semimóvel que une o púbis formando a bacia) na região da origem dos músculos adutores da coxa (que movimentam as coxas para o centro do corpo). Ocorre logo em sua borda lateral e na inserção do músculo reto do abdome, localizado na porção superior desta articulação.

Muito comum em jogadores de futebol e corredores, a lesão ocorre pelo desequilíbrio de força entre estes grupos musculares mencionados: os adutores tracionando a sínfise para o lado e o reto abdominal tracionando-a para cima. Quando um grupo muscular se encontra demasiadamente mais forte que o outro, a diferença de forças gera um desgaste local, seguido do processo inflamatório e, consequentemente, o quadro clínico já bem conhecido: dor à palpação da sínfise.

Também ocorre desconforto no momento em que o grupo muscular dos adutores e do retoabdominal são exigidos, além da incapacidade de desenvolver a atividade física sem dor. O tratamento écomposto de medidas fisioterápicas como analgesia e terapia com movimentos. Também são recomendados exercícios de fortalecimento muscular para o reequilíbrio da região e alongamento das estruturas envolvidas. Compressas de gelo também podem ser utilizadas.

O exame físico é muito característico e pode fechar o diagnóstico, mas a confirmação através de exames de imagem como a ressonância magnética também é utilizada. O tratamento conservador através de sessões de fisioterapia é longo e no caso de falha do mesmo, a opção cirúrgica pode ser considerada.


Conheça sintomas da inflamação do púbis, ou sinfisite púbica

Caminhada · 09 abr, 2012

A sinfisite púbica, ou pubeíte, ou ainda osteíte púbica, é uma inflamação que ocorre na sínfise do pubis (uma articulação semimóvel que une o púbis formando a bacia) na região da origem dos músculos adutores da coxa (que movimentam as coxas para o centro do corpo). Ocorre logo em sua borda lateral e na inserção do músculo reto do abdome, localizado na porção superior desta articulação.

Muito comum em jogadores de futebol e corredores, a lesão ocorre pelo desequilíbrio de força entre estes grupos musculares mencionados: os adutores tracionando a sínfise para o lado e o reto abdominal tracionando-a para cima. Quando um grupo muscular se encontra demasiadamente mais forte que o outro, a diferença de forças gera um desgaste local, seguido do processo inflamatório e, consequentemente, o quadro clínico já bem conhecido: dor à palpação da sínfise.

Também ocorre desconforto no momento em que o grupo muscular dos adutores e do retoabdominal são exigidos, além da incapacidade de desenvolver a atividade física sem dor. O tratamento écomposto de medidas fisioterápicas como analgesia e terapia com movimentos. Também são recomendados exercícios de fortalecimento muscular para o reequilíbrio da região e alongamento das estruturas envolvidas. Compressas de gelo também podem ser utilizadas.

O exame físico é muito característico e pode fechar o diagnóstico, mas a confirmação através de exames de imagem como a ressonância magnética também é utilizada. O tratamento conservador através de sessões de fisioterapia é longo e no caso de falha do mesmo, a opção cirúrgica pode ser considerada.

Mulheres devem ter cuidados especiais para se vestir na hora de correr

Não são apenas os joelhos ou tornozelos que sofrem com o impacto da corrida. Muitas mulheres se queixam também das dores nas mamas depois de uma sessão de treino. O incômodo muitas vezes é causado pela falta de ajuste na sustentação das mamas, e pode ser prejudicial à saúde.

O exercício repetitivo, aliado à ação da gravidade e ao impacto que exerce no corpo podem ser responsáveis pelo rompimento de algumas fibras das mamas, causando dor e flacidez.

A solução para esse problema é tão simples que chega a ser óbvia, porém não menos importante: optar por tops esportivos que proporcionem sustentação eficaz. É importante ressaltar que sutiãs não são indicados.

O mesmo vale para as nádegas, que são pouco lembradas nessas horas, já que também possuem fibras que podem ser rompidas caso se use uma roupa pouco apropriada para a prática esportiva.

O ideal nessas situações, como orienta Sílvia Casseb, médica ginecologista do Setor de Ginecologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), é utilizar um top de boa sustentação e lembrar-se de proteger também as nádegas, com um short mais apertado. “O mesmo cuidado com a mama tem que ser feito com a nádega”, aponta Silvia.

É o caso dos shorts "molinhos", que são comuns para a corrida. “Não que ele não deva ser usado, mas, por baixo, é interessante colocar outro short mais justo para melhor compressão”, o que evita os danos às fibras musculares, explica a doutora.

Mulheres com mamas mais volumosas ou mesmo com próteses podem ter um pouco de dificuldade de encontrar tops adequados. Às vezes, os mais apertados podem dar a sensação de nem conseguir respirar. A dica nesses casos é usar dois tops sobrepostos, que juntos serão eficazes para sustentar corretamente as mamas. Sentir-se confortável é condição indispensável para correr sem maiores transtornos ou dores.


Mulheres devem ter cuidados especiais para se vestir na hora de correr

Atletismo · 06 abr, 2012

Não são apenas os joelhos ou tornozelos que sofrem com o impacto da corrida. Muitas mulheres se queixam também das dores nas mamas depois de uma sessão de treino. O incômodo muitas vezes é causado pela falta de ajuste na sustentação das mamas, e pode ser prejudicial à saúde.

O exercício repetitivo, aliado à ação da gravidade e ao impacto que exerce no corpo podem ser responsáveis pelo rompimento de algumas fibras das mamas, causando dor e flacidez.

A solução para esse problema é tão simples que chega a ser óbvia, porém não menos importante: optar por tops esportivos que proporcionem sustentação eficaz. É importante ressaltar que sutiãs não são indicados.

O mesmo vale para as nádegas, que são pouco lembradas nessas horas, já que também possuem fibras que podem ser rompidas caso se use uma roupa pouco apropriada para a prática esportiva.

O ideal nessas situações, como orienta Sílvia Casseb, médica ginecologista do Setor de Ginecologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), é utilizar um top de boa sustentação e lembrar-se de proteger também as nádegas, com um short mais apertado. “O mesmo cuidado com a mama tem que ser feito com a nádega”, aponta Silvia.

É o caso dos shorts "molinhos", que são comuns para a corrida. “Não que ele não deva ser usado, mas, por baixo, é interessante colocar outro short mais justo para melhor compressão”, o que evita os danos às fibras musculares, explica a doutora.

Mulheres com mamas mais volumosas ou mesmo com próteses podem ter um pouco de dificuldade de encontrar tops adequados. Às vezes, os mais apertados podem dar a sensação de nem conseguir respirar. A dica nesses casos é usar dois tops sobrepostos, que juntos serão eficazes para sustentar corretamente as mamas. Sentir-se confortável é condição indispensável para correr sem maiores transtornos ou dores.

A mulher na mira da medicina esportiva parte II: os hormônios

Na segunda parte do artigo sobre lesões em mulheres, o Dr. Adriano Leonardi fala sobre mais uma das teorias que tenta explicar o aumento das lesões em mulheres. Depois de explicar os fatores neuromusculares e anatômicos, a bola da vez são os hormônios.

A evidência de efeitos dos hormônios sexuais femininos sobre o tecido conjuntivo é ainda limitada. Identificou-se receptores do hormônio relaxina, sintetizado na fase ovulatória do ciclo menstrual e intensamente na gestação. Estudos mostram que este hormônio, cuja função é afrouxar os ligamentos do corpo da mulher, especialmente da bacia, facilitando o trabalho de parto, reduz a síntese de colágeno dos ligamentos da mulher em mais de 40% comparado com os ligamentos dos homens, tornando-os mais elásticos e mais frágeis.

Os níveis de estrogênio no sangue também estariam ligados à resposta neuro-muscular. Estudos que compararam o índice de lesões nas diferentes fases do ciclo menstrual mostraram que a mulher se lesiona mais no período menstrual e a isso seria atribuído o atraso da resposta motora ao gesto esportivo.

Um estudo interessantíssimo sobre os efeitos do ciclo menstrual e uso de contraceptivos orais em 86 jogadoras de futebol em um período de 12 meses, mostrou que as atletas que tomaram contraceptivos orais tiveram uma taxa significativamente menor de lesões do que as jogadoras que não tomaram. Além disso, notou-se que elas eram mais suscetíveis a lesões traumáticas entre os dias um e 14 de seus ciclos menstruais.

Além destes fatores, a fadiga muscular, condição comum entre esportistas sem condicionamento físico seria também apontada como um fator para lesões esportivas em mulheres corredoras. Esta fadiga, causada pelas forças de reação do solo, cinemática das extremidades inferiores e ativação muscular durante a corrida, comprometeria a função muscular causando atraso da ativação dos músculos isquiotibiais.

Por fim, a maior taxa de lesão entre mulheres e as lesões típicas do gênero, associadas às diferenças metabólicas e biomecânicas entre os sexos, têm chamado a atenção da ciência. Mudanças tanto na área preventiva, quanto no tratamento de lesões em mulheres devem vir à tona nos próximos anos através de novos estudos.

1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.

2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:519–25.

3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395–400.

4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:664–74.

5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1168–75.

6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:312–19.

7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:10–16.

8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.

9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.

10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1176–81.


A mulher na mira da medicina esportiva parte II: os hormônios

Atletismo · 05 abr, 2012

Na segunda parte do artigo sobre lesões em mulheres, o Dr. Adriano Leonardi fala sobre mais uma das teorias que tenta explicar o aumento das lesões em mulheres. Depois de explicar os fatores neuromusculares e anatômicos, a bola da vez são os hormônios.

A evidência de efeitos dos hormônios sexuais femininos sobre o tecido conjuntivo é ainda limitada. Identificou-se receptores do hormônio relaxina, sintetizado na fase ovulatória do ciclo menstrual e intensamente na gestação. Estudos mostram que este hormônio, cuja função é afrouxar os ligamentos do corpo da mulher, especialmente da bacia, facilitando o trabalho de parto, reduz a síntese de colágeno dos ligamentos da mulher em mais de 40% comparado com os ligamentos dos homens, tornando-os mais elásticos e mais frágeis.

Os níveis de estrogênio no sangue também estariam ligados à resposta neuro-muscular. Estudos que compararam o índice de lesões nas diferentes fases do ciclo menstrual mostraram que a mulher se lesiona mais no período menstrual e a isso seria atribuído o atraso da resposta motora ao gesto esportivo.

Um estudo interessantíssimo sobre os efeitos do ciclo menstrual e uso de contraceptivos orais em 86 jogadoras de futebol em um período de 12 meses, mostrou que as atletas que tomaram contraceptivos orais tiveram uma taxa significativamente menor de lesões do que as jogadoras que não tomaram. Além disso, notou-se que elas eram mais suscetíveis a lesões traumáticas entre os dias um e 14 de seus ciclos menstruais.

Além destes fatores, a fadiga muscular, condição comum entre esportistas sem condicionamento físico seria também apontada como um fator para lesões esportivas em mulheres corredoras. Esta fadiga, causada pelas forças de reação do solo, cinemática das extremidades inferiores e ativação muscular durante a corrida, comprometeria a função muscular causando atraso da ativação dos músculos isquiotibiais.

Por fim, a maior taxa de lesão entre mulheres e as lesões típicas do gênero, associadas às diferenças metabólicas e biomecânicas entre os sexos, têm chamado a atenção da ciência. Mudanças tanto na área preventiva, quanto no tratamento de lesões em mulheres devem vir à tona nos próximos anos através de novos estudos.

1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.

2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:519–25.

3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395–400.

4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:664–74.

5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1168–75.

6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:312–19.

7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:10–16.

8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.

9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.

10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1176–81.

Circuito WRun fez estreia aprovada pelas mulheres de Brasília

Caminhada · 04 abr, 2012

O Circuito WRun apostou em duas novas capitais para as provas deste ano, Brasília e Belo Horizonte. Depois da etapa na capital federal, que aconteceu no último domingo (01/04), o sucesso entre as mulheres foi garantido.

A temperatura agradável e a vista da Lagoa Paranoá foram estímulos para a largada logo cedo, às 8h. O percurso de 4,5 quilômetros foi vencido por Maria de Socorro, 20min39 depois do início da prova. Os oito quilômetros foram vencidos por Cristina Oliveira, com um tempo de 36min49.

Na véspera da prova, no sábado (31/03), as corredoras puderam relaxar e aproveitar alguns serviços oferecidos na Beauty&Health Expo. As aulas de abdominal, glúteos, pilates, dança e spinning foram as mais concorridas por aquelas que queriam se preparar para a competição.

Para as mais vaidosas, cabeleireiros ensinavam penteados ideais para a corrida e como fazer uma maquiagem diferente. Os massagistas aliviaram as tensões das ansiosas.

A próxima prova do Circuito WRun será no dia três de junho em São Paulo. Depois segue para a estreia em Belo Horizonte, dia 24 de junho. Porto Alegre recebe a corrida feminina dia 16 de setembro.

Corrida Graacc promove conscientização na luta contra câncer infantil

Caminhada · 03 abr, 2012

No dia seis de maio, os atores Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira serão padrinhos de uma corrida de rua dedicada ao combate do câncer infantil. A prova terá largada na Assembléia Legislativa, em frente ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, às 8h. Os dez mil participantes esperados para o evento devem escolher entre duas opções: corrida de dez quilômetros ou caminhada de quatro quilômetros.

Promovido pelo Graacc, ONG que, desde 1991, é referência no tratamento e pesquisa do câncer infato-juvenil, o evento tem como objetivo mobilizar e conscientizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

Na ocasião, a ONG irá arrecadar recursos para as obras de expansão do Instituto de Oncologia Pediátrica, hospital administrado pelo Graacc em parceria técnica-científica com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do Graacc (www.graacc.org.br) e da Corpore (www.corpore.org.br). Todos os inscritos concorrerão a uma passagem para os Estados Unidos.

Hospital de São Paulo promove evento gratuito voltado à saúde

Atletismo · 03 abr, 2012

No mês de abril comemora-se o Dia Mundial da Saúde e, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados com a saúde e prevenção de doenças, o Hospital Santa Paula promove um evento gratuito no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

No sábado, dia 14 de abril, no evento chamado “Cuide-se, viva a vida melhor”, a equipe médica do hospital prestará atendimento à comunidade, com serviços como avaliação do risco vascular, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e colesterol e avaliação de massa corpórea (IMC).

O stand será montado às 8h e vai funcionar até as 14h, totalmente equipado e pronto para receber as pessoas. A coordenação será feita pelo Dr. Otávio Gebara, diretor clínico do Hospital.

O diretor técnico, Dr. Rafael Munerato, fará testes para avaliar a escala de risco cardiovascular, além de informar e orientar sobre os cuidados necessários para uma vida mais saudável.

A tenda “Cantinho Sustentável” vai instruir sobre o processo de reciclagem de embalagens e distribuirá brindes produzidos com material reciclado. A proposta é mostrar a adultos e crianças como é feita a separação do papel de outros elementos para que possam ser reciclados.

Quenianos vencem Circuito da Longevidade em Marília

Dois atletas do Quênia venceram a prova masculina e feminina na etapa de abertura do Circuito da Longevidade, em Marília, no domingo (01/04). Os africanos Stanley Koech e Paskalia Kipkoech foram os mais rápidos no circuito de seis quilômetros realizado na cidade no interior de São Paulo.

“O percurso é muito rápido, plano, e precisei ficar muito atento aos outros corredores de alto nível”, afirma Stanley, para quem a vitória não foi tranquila. A segunda colocação ficou para Carlos Antônio dos Santos, natural de Marília. “Foi uma disputa fortíssima, estou muito feliz por subir ao pódio e ser aplaudido pelo povo da cidade”.

Logo depois de Paskalia Kipkoech, chegou Tatiele de Carvalho, segundo lugar na competição. “A Paskalia é uma corredora de primeiríssima qualidade, foi uma prova bem difícil”, avalia Tatiele.

Para a caminhada, aproximadamente 2.000 pessoas percorreram os três quilômetros em família.

E para mostrar que a prática de exercícios físicos garante uma vida longa e saudável, José Correia de Oliveira, de 76 anos, foi homenageado no palco. Ele completou a corrida em pouco mais de 30 minutos. “Envelhecer sentado no sofá vendo televisão não dá. Bom mesmo é correr, fazer exercício”, conta José.

Entre os caminhantes, Maria de Lourdes Diniz Ferraz, de 83 anos, esbanjou saúde na etapa. “Acordo cedo, caminho todo dia, participo de grupos de terceira idade e cuido da minha casa. Fazer exercício dá muita disposição”.

A próxima etapa do Circuito da Longevidade acontece em São José do Rio Preto, no dia seis de maio. As inscrições estão abertas e o valor arrecadado será doado a uma instituição social.


Confira o resultado da Abertura do Circuito da Longevidade

Masculino

  • 1º Stanley Koech – 17min13
  • 2º Carlos Antonio dos Santos – 17min16
  • 3º Ismaili Juma Gallet – 17min21
  • Feminino

  • 1ª Paskalia Kipkoech – 19min24
  • 2ª Tatiele de Carvalho – 20min15
  • 3ª Catherine Lange Yuku – 20min26


  • Quenianos vencem Circuito da Longevidade em Marília

    Caminhada · 02 abr, 2012

    Dois atletas do Quênia venceram a prova masculina e feminina na etapa de abertura do Circuito da Longevidade, em Marília, no domingo (01/04). Os africanos Stanley Koech e Paskalia Kipkoech foram os mais rápidos no circuito de seis quilômetros realizado na cidade no interior de São Paulo.

    “O percurso é muito rápido, plano, e precisei ficar muito atento aos outros corredores de alto nível”, afirma Stanley, para quem a vitória não foi tranquila. A segunda colocação ficou para Carlos Antônio dos Santos, natural de Marília. “Foi uma disputa fortíssima, estou muito feliz por subir ao pódio e ser aplaudido pelo povo da cidade”.

    Logo depois de Paskalia Kipkoech, chegou Tatiele de Carvalho, segundo lugar na competição. “A Paskalia é uma corredora de primeiríssima qualidade, foi uma prova bem difícil”, avalia Tatiele.

    Para a caminhada, aproximadamente 2.000 pessoas percorreram os três quilômetros em família.

    E para mostrar que a prática de exercícios físicos garante uma vida longa e saudável, José Correia de Oliveira, de 76 anos, foi homenageado no palco. Ele completou a corrida em pouco mais de 30 minutos. “Envelhecer sentado no sofá vendo televisão não dá. Bom mesmo é correr, fazer exercício”, conta José.

    Entre os caminhantes, Maria de Lourdes Diniz Ferraz, de 83 anos, esbanjou saúde na etapa. “Acordo cedo, caminho todo dia, participo de grupos de terceira idade e cuido da minha casa. Fazer exercício dá muita disposição”.

    A próxima etapa do Circuito da Longevidade acontece em São José do Rio Preto, no dia seis de maio. As inscrições estão abertas e o valor arrecadado será doado a uma instituição social.


    Confira o resultado da Abertura do Circuito da Longevidade

    Masculino

  • 1º Stanley Koech – 17min13
  • 2º Carlos Antonio dos Santos – 17min16
  • 3º Ismaili Juma Gallet – 17min21
  • Feminino

  • 1ª Paskalia Kipkoech – 19min24
  • 2ª Tatiele de Carvalho – 20min15
  • 3ª Catherine Lange Yuku – 20min26

  • As mulheres estão correndo cada vez mais!

    Segundo dados oficiais do departamento de Corridas de Rua da FPA (Federação Paulista de Atletismo) houve um sensível crescimento (3,83%) da prática esportiva em 2011 em relação a 2010. Foram 298 eventos oficiais em 2011 contra 287 no ano anterior. O número de participantes, dentro da mesma comparação de períodos, cresceu 11,5%: 464.057 em 2011, contra 416.210 em 2010.

    Um dado interessante, e que deve ser observado com muita atenção pelos organizadores de provas, treinadores de corrida, pelas revistas, sites e marcas esportivas, é o aumento significativo do número de mulheres concluintes em provas.

    Dos mais de 464 mil atletas concorrentes em 2011, 30 % (139.427) foi constituído de mulheres, sendo que em 2007 elas somavam 24%. De 2007 para 2011 (5 anos) o número de mulheres concluintes em provas em São Paulo cresceu 101,86%. Em 2011 foram 139.427, contra 69.070 em 2007. Só de 2010 para 2011, a participação feminina cresceu 20,7%, enquanto a masculina teve crescimento de pouco mais de 8%.

    É cada vez mais notável a presença feminina correndo pelos parques, ruas e praças de São Paulo e do mundo. Nos EUA esta presença é ainda mais marcante, sobretudo nas distâncias de cinco quilômetros e meia maratona (21.097 metros), onde diferente do que ainda acontece no Brasil, elas formam a grande maioria. Fizemos questão de pesquisar a fundo o número de concluintes nas 20 principais meia maratonas nos EUA e, de 332.220 concluintes na distância em 2010, elas somaram 201.917, o que equivale a 60,8% dos concluintes.

    No Brasil, pesquisando as 20 maiores provas, chegamos a 52.656 concluintes, sendo as mulheres 11.225, o que equivale a 21,3%. A prova na distância com maior quantidade de mulheres no país foi a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro com 2.385 concluintes (22% do total de inscritos) e a prova com maior equilíbrio percentual foi a Meia Maratona Caixa do Rio de Janeiro com 33% de concluintes mulheres.

    Já nos EUA, só a Rock' N Roll Las Vegas Half Marathon teve simplesmente 21.051 mulheres concluintes e a Rock ‘n’ Roll Savannah Half Marathon quase 70% de concluintes mulheres!

    Há vários motivos que levam as mulheres a correr. Saúde, estética, diminuição do stress e principalmente a possibilidade que a corrida oferece de ampliar relacionamentos. Claro que há muitas mulheres competitivas, que correm para melhorar a performance, superar seus limites etc., mas fica claro que, para a maioria, correr mais longe e mais rápido não é algo tão obsessivo quanto é para os homens.

    As mulheres querem mais é ter um momento de descontração. Querem poder bater papo com as amigas ao mesmo passo que cuidam do corpo. Compartilham problemas no trabalho, trocam experiências de relacionamentos, dicas de beleza, estética, viagens e etc. Descobriram os grandes benefícios físicos e sociais que a corrida as proporciona, e como são fortíssimas formadoras de opinião e disseminadoras do que as faz sentirem-se melhor, acabam convertendo cada vez mais amigas ao mundo da corrida e fazendo com que estes números se multipliquem ainda mais.

    Todos que trabalham com corrida devem ter cada vez mais atenção na participação feminina. Aos organizadores de prova, um kit que não necessita ser tão diferenciado, mas que se puder ter camiseta de cor diferente da masculina já agradará bastante. Várias opções de tamanho e cortes mais femininos das camisetas, diria que é algo praticamente obrigatório, assim como banheiros em maior quantidade, limpos, com as pessoas da limpeza cuidando direto e, de preferência, em área um pouco distante da dos banheiros masculinos.

    Às marcas esportivas, vale investir muito mais na comunicação, sempre observando a linguagem delas. Em cores mais femininas de tênis, cortes de camisetas e shorts, lembrando que não são todas as corredoras que tem corpo de modelo. Que muitas preferem vestir algo que as permita correr na moda, bonitas, porém com mais segurança, conforto e discrição.

    Aos treinadores, diria que a cada dia aprendemos e aprenderemos mais com elas, mas que mais importante do que entender bastante de fisiologia do exercício e treinamento desportivo é sempre saber ouvi-las.


    As mulheres estão correndo cada vez mais!

    Caminhada · 02 abr, 2012

    Segundo dados oficiais do departamento de Corridas de Rua da FPA (Federação Paulista de Atletismo) houve um sensível crescimento (3,83%) da prática esportiva em 2011 em relação a 2010. Foram 298 eventos oficiais em 2011 contra 287 no ano anterior. O número de participantes, dentro da mesma comparação de períodos, cresceu 11,5%: 464.057 em 2011, contra 416.210 em 2010.

    Um dado interessante, e que deve ser observado com muita atenção pelos organizadores de provas, treinadores de corrida, pelas revistas, sites e marcas esportivas, é o aumento significativo do número de mulheres concluintes em provas.

    Dos mais de 464 mil atletas concorrentes em 2011, 30 % (139.427) foi constituído de mulheres, sendo que em 2007 elas somavam 24%. De 2007 para 2011 (5 anos) o número de mulheres concluintes em provas em São Paulo cresceu 101,86%. Em 2011 foram 139.427, contra 69.070 em 2007. Só de 2010 para 2011, a participação feminina cresceu 20,7%, enquanto a masculina teve crescimento de pouco mais de 8%.

    É cada vez mais notável a presença feminina correndo pelos parques, ruas e praças de São Paulo e do mundo. Nos EUA esta presença é ainda mais marcante, sobretudo nas distâncias de cinco quilômetros e meia maratona (21.097 metros), onde diferente do que ainda acontece no Brasil, elas formam a grande maioria. Fizemos questão de pesquisar a fundo o número de concluintes nas 20 principais meia maratonas nos EUA e, de 332.220 concluintes na distância em 2010, elas somaram 201.917, o que equivale a 60,8% dos concluintes.

    No Brasil, pesquisando as 20 maiores provas, chegamos a 52.656 concluintes, sendo as mulheres 11.225, o que equivale a 21,3%. A prova na distância com maior quantidade de mulheres no país foi a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro com 2.385 concluintes (22% do total de inscritos) e a prova com maior equilíbrio percentual foi a Meia Maratona Caixa do Rio de Janeiro com 33% de concluintes mulheres.

    Já nos EUA, só a Rock' N Roll Las Vegas Half Marathon teve simplesmente 21.051 mulheres concluintes e a Rock ‘n’ Roll Savannah Half Marathon quase 70% de concluintes mulheres!

    Há vários motivos que levam as mulheres a correr. Saúde, estética, diminuição do stress e principalmente a possibilidade que a corrida oferece de ampliar relacionamentos. Claro que há muitas mulheres competitivas, que correm para melhorar a performance, superar seus limites etc., mas fica claro que, para a maioria, correr mais longe e mais rápido não é algo tão obsessivo quanto é para os homens.

    As mulheres querem mais é ter um momento de descontração. Querem poder bater papo com as amigas ao mesmo passo que cuidam do corpo. Compartilham problemas no trabalho, trocam experiências de relacionamentos, dicas de beleza, estética, viagens e etc. Descobriram os grandes benefícios físicos e sociais que a corrida as proporciona, e como são fortíssimas formadoras de opinião e disseminadoras do que as faz sentirem-se melhor, acabam convertendo cada vez mais amigas ao mundo da corrida e fazendo com que estes números se multipliquem ainda mais.

    Todos que trabalham com corrida devem ter cada vez mais atenção na participação feminina. Aos organizadores de prova, um kit que não necessita ser tão diferenciado, mas que se puder ter camiseta de cor diferente da masculina já agradará bastante. Várias opções de tamanho e cortes mais femininos das camisetas, diria que é algo praticamente obrigatório, assim como banheiros em maior quantidade, limpos, com as pessoas da limpeza cuidando direto e, de preferência, em área um pouco distante da dos banheiros masculinos.

    Às marcas esportivas, vale investir muito mais na comunicação, sempre observando a linguagem delas. Em cores mais femininas de tênis, cortes de camisetas e shorts, lembrando que não são todas as corredoras que tem corpo de modelo. Que muitas preferem vestir algo que as permita correr na moda, bonitas, porém com mais segurança, conforto e discrição.

    Aos treinadores, diria que a cada dia aprendemos e aprenderemos mais com elas, mas que mais importante do que entender bastante de fisiologia do exercício e treinamento desportivo é sempre saber ouvi-las.