Caminhada

Coaching esportivo: como a prática melhora seus resultados?

Encontrar atletas preparados fisicamente, porém com o psicológico abalado se perguntando porquê o seu rendimento não foi o esperado enquanto cruzava a linha de chegada está se tornando cada vez mais comum. Isso ocorre quando problemas pessoais, estresse de trabalho e desentendimentos na vida amorosa começam a interferir nos treinos.

Nesse caso, o atleta tem alternativa de procurar um coaching esportivo. Muitas vezes confundido com psicólogo ou técnico, o coach, como é conhecido o profissional, é responsável por traçar, junto do esportista (intitulado coachee), quais são seus valores pessoais e profissionais, suas crenças, seus sonhos, sua visão e missão de vida.

Segundo a coach Raquel G. Giannotti, especialista em Coaching Ericksoniano, apesar de ajudar o atleta a melhorar seus resultados, o coach não substitui a necessidade de profissionais da área de medicina e um educador físico. “O coach não pode realizar exames físicos, solicitar exames complementares, realizar diagnósticos, tratar doenças, prescrever medicamentos, dietas e exercícios físicos”, determina.

O objetivo das sessões, que normalmente são semanais, é melhorar o rendimento do atleta trabalhando o desbloqueio de suas limitações mentais. “O profissional atua como uma ajuda para desbloquear aquilo que o esportista não consegue ver, mas que já está dentro dele. Quando ocorre o encontro do que ele não sabia que existia dentro dele e a ação, ele se potencializa e faz aquilo que acreditava ser impossível”, explica a profissional.

O coach ajuda atletas a alcançarem seus objetivos. Foto: Jan Willem Geertsma/ stock.xchng
O coach ajuda atletas a alcançarem seus objetivos. Foto: Jan Willem Geertsma/ stock.xchng

Contra a balança - Corredores que desejam perder peso também podem combinar as orientações de nutricionistas com as sessões de coaching de saúde. “Neste processo, o coach procura descobrir quais são as possíveis causas psicológicas e emocionais do ganho de peso do atleta e como resolvê-las. É feita uma análise sobre a vida do esportista, seus hábitos, seu perfil comportamental e de personalidade”, conta a coach.

Apesar da orientação, Raquel afirma que todo o trabalho feito ocorre no ritmo mais confortável para o atleta. “O atleta é motivado a fazer as coisas do seu dia-a-dia diferente do que está habituado, porém essa decisão é exclusivamente dele, quem o ajuda a abrir a mente é o coach”, relata.


Coaching esportivo: como a prática melhora seus resultados?

Atletismo · 27 jun, 2013

Encontrar atletas preparados fisicamente, porém com o psicológico abalado se perguntando porquê o seu rendimento não foi o esperado enquanto cruzava a linha de chegada está se tornando cada vez mais comum. Isso ocorre quando problemas pessoais, estresse de trabalho e desentendimentos na vida amorosa começam a interferir nos treinos.

Nesse caso, o atleta tem alternativa de procurar um coaching esportivo. Muitas vezes confundido com psicólogo ou técnico, o coach, como é conhecido o profissional, é responsável por traçar, junto do esportista (intitulado coachee), quais são seus valores pessoais e profissionais, suas crenças, seus sonhos, sua visão e missão de vida.

Segundo a coach Raquel G. Giannotti, especialista em Coaching Ericksoniano, apesar de ajudar o atleta a melhorar seus resultados, o coach não substitui a necessidade de profissionais da área de medicina e um educador físico. “O coach não pode realizar exames físicos, solicitar exames complementares, realizar diagnósticos, tratar doenças, prescrever medicamentos, dietas e exercícios físicos”, determina.

O objetivo das sessões, que normalmente são semanais, é melhorar o rendimento do atleta trabalhando o desbloqueio de suas limitações mentais. “O profissional atua como uma ajuda para desbloquear aquilo que o esportista não consegue ver, mas que já está dentro dele. Quando ocorre o encontro do que ele não sabia que existia dentro dele e a ação, ele se potencializa e faz aquilo que acreditava ser impossível”, explica a profissional.

O coach ajuda atletas a alcançarem seus objetivos. Foto: Jan Willem Geertsma/ stock.xchng
O coach ajuda atletas a alcançarem seus objetivos. Foto: Jan Willem Geertsma/ stock.xchng

Contra a balança - Corredores que desejam perder peso também podem combinar as orientações de nutricionistas com as sessões de coaching de saúde. “Neste processo, o coach procura descobrir quais são as possíveis causas psicológicas e emocionais do ganho de peso do atleta e como resolvê-las. É feita uma análise sobre a vida do esportista, seus hábitos, seu perfil comportamental e de personalidade”, conta a coach.

Apesar da orientação, Raquel afirma que todo o trabalho feito ocorre no ritmo mais confortável para o atleta. “O atleta é motivado a fazer as coisas do seu dia-a-dia diferente do que está habituado, porém essa decisão é exclusivamente dele, quem o ajuda a abrir a mente é o coach”, relata.

Por que contar calorias é uma enorme besteira?

Já falei aqui e foi mais de uma vez: se o nutricionista que você conhece monta sua dieta baseado em quantas calorias você pode consumir, corra! Pra longe dele porque ele não sabe o que fala.

Não há ainda mecanismo, método, fórmula ou aparelho que calcule com precisão quantas calorias um indivíduo gasta por dia nos diferentes dias da semana. Mas o nutricionista calcula fielmente quanto deveríamos consumir. Faz sentido? Não, não faz.

Quem monta dieta baseado em calorias, acha que pequenos cortes acumulados por muitos dias seguidos trarão uma perda de peso (gordura). Mas isso não tem lógica alguma quando há tanta imprecisão. Vamos a outro exemplo.

De onde vem o dado? - Esse mesmo profissional tenta criar um déficit calórico de 9.000cal para haver a perda de peso de 1kg. Esse “número mágico” está na boca de qualquer treinador, nutricionista, médico ou de quem já fez dieta. Está em qualquer revista de esporte ou saúde. Então ele deve ter algum fundo de verdade, não é? Mas será que tem?

Se não há consenso sobre precisão de gasto ou consumo calórico, tudo é relativo - Foto: Cultura/ Zuma Press/ Fotoarena
Se não há consenso sobre precisão de gasto ou consumo calórico, tudo é relativo - Foto: Cultura/ Zuma Press/ Fotoarena

Querendo saber isso, uma autora perguntou a sete dos maiores e sérios institutos britânicos de Saúde e Nutrição querendo saber: de onde vem esse dado que 1kg de gordura (humana) tem 9.000cal? Dos sete, cinco confessaram não saber de onde vem e dois explicaram errado.

Vou dispensá-los dos cálculos feitos no artigo, mas a conta fecha que 1kg de gordura (humana) tem de 6.200 a 9.500 cal. Pois bem, se até hoje não chegaram a quantas calorias há na gordura, se não chegamos a uma fórmula minimamente razoável de cálculo de gasto energético nem de consumo, como há profissional que tenha tanta segurança em montar dieta baseado em balanço calórica sem ficar corado de vergonha?


Por que contar calorias é uma enorme besteira?

Atletismo · 27 jun, 2013

Já falei aqui e foi mais de uma vez: se o nutricionista que você conhece monta sua dieta baseado em quantas calorias você pode consumir, corra! Pra longe dele porque ele não sabe o que fala.

Não há ainda mecanismo, método, fórmula ou aparelho que calcule com precisão quantas calorias um indivíduo gasta por dia nos diferentes dias da semana. Mas o nutricionista calcula fielmente quanto deveríamos consumir. Faz sentido? Não, não faz.

Quem monta dieta baseado em calorias, acha que pequenos cortes acumulados por muitos dias seguidos trarão uma perda de peso (gordura). Mas isso não tem lógica alguma quando há tanta imprecisão. Vamos a outro exemplo.

De onde vem o dado? - Esse mesmo profissional tenta criar um déficit calórico de 9.000cal para haver a perda de peso de 1kg. Esse “número mágico” está na boca de qualquer treinador, nutricionista, médico ou de quem já fez dieta. Está em qualquer revista de esporte ou saúde. Então ele deve ter algum fundo de verdade, não é? Mas será que tem?

Se não há consenso sobre precisão de gasto ou consumo calórico, tudo é relativo - Foto: Cultura/ Zuma Press/ Fotoarena
Se não há consenso sobre precisão de gasto ou consumo calórico, tudo é relativo - Foto: Cultura/ Zuma Press/ Fotoarena

Querendo saber isso, uma autora perguntou a sete dos maiores e sérios institutos britânicos de Saúde e Nutrição querendo saber: de onde vem esse dado que 1kg de gordura (humana) tem 9.000cal? Dos sete, cinco confessaram não saber de onde vem e dois explicaram errado.

Vou dispensá-los dos cálculos feitos no artigo, mas a conta fecha que 1kg de gordura (humana) tem de 6.200 a 9.500 cal. Pois bem, se até hoje não chegaram a quantas calorias há na gordura, se não chegamos a uma fórmula minimamente razoável de cálculo de gasto energético nem de consumo, como há profissional que tenha tanta segurança em montar dieta baseado em balanço calórica sem ficar corado de vergonha?

Hidratação também é muito importante na hora da manifestação

Há três semanas, milhares de manifestantes têm se unido pelas ruas de todo o país para reivindicar seus direitos. Os protestos, que começaram após o aumento da tarifa de transporte público nas principais capitais, ganharam força por meio das redes sociais e agora ocorrem diariamente em diversas regiões do Brasil.

Um dos maiores atos registrados foi a passeata do dia 17 de junho, que tomou maiores proporções em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde o povo ocupou a rampa e o teto do Congresso Nacional. Só na capital Paulista, o trecho percorrido foi de aproximadamente 12 quilômetros, número que varia devido à fragmentação do grupo.

Para poder acompanhar o ritmo da manifestação, é necessário que se tome o mesmo cuidado com a saúde e com o vestuário do que o tomado na hora de sair para caminhar. Tênis confortáveis, roupas leves e uma boa alimentação são cuidados essenciais a serem tomados antes de ir às ruas.

Energia - De acordo com a nutricionista Beatriz Alvarez, assim como em corridas e caminhadas, passar horas acompanhando a manifestação também exigirá hidratação e alimentação adequadas. “É importante tomar meio litro de água a cada hora de caminhada. Caso o manifestante perceba que o percurso será longo, deve consumir alimentos leves, como barras de cereais”, alerta.

Protesto levou cerca de 70 mil paulistanos a percorrer 12 quilômetros. Foto: Marcelo Camargo/ABr/ Licença Creative Commons
Protesto levou cerca de 70 mil paulistanos a percorrer 12 quilômetros. Foto: Marcelo Camargo/ABr/ Licença Creative Commons

Em uma caminhada leve, com uma velocidade média de três quilômetros por hora, uma pessoa gasta 250 calorias. “Se a pessoa já tem o hábito de correr ou caminhar e aumentar o passo para sete quilômetros por hora, seu gasto calórico passa a ser de 430”, explica a profissional

Porém, não se esqueça: diferente de provas, não há equipe específica para fazer o recolhimento de latas, copos ou embalagens. Por isso, esses poluentes devem ser jogados no lixo mais próximo.

Sapatilhas e sandálias devem ser evitadas por não terem um sistema de amortecimento apropriado para um percurso longo. Roupas pesadas de algodão também poderão atrapalhar na transpiração.


Hidratação também é muito importante na hora da manifestação

Caminhada · 26 jun, 2013

Há três semanas, milhares de manifestantes têm se unido pelas ruas de todo o país para reivindicar seus direitos. Os protestos, que começaram após o aumento da tarifa de transporte público nas principais capitais, ganharam força por meio das redes sociais e agora ocorrem diariamente em diversas regiões do Brasil.

Um dos maiores atos registrados foi a passeata do dia 17 de junho, que tomou maiores proporções em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde o povo ocupou a rampa e o teto do Congresso Nacional. Só na capital Paulista, o trecho percorrido foi de aproximadamente 12 quilômetros, número que varia devido à fragmentação do grupo.

Para poder acompanhar o ritmo da manifestação, é necessário que se tome o mesmo cuidado com a saúde e com o vestuário do que o tomado na hora de sair para caminhar. Tênis confortáveis, roupas leves e uma boa alimentação são cuidados essenciais a serem tomados antes de ir às ruas.

Energia - De acordo com a nutricionista Beatriz Alvarez, assim como em corridas e caminhadas, passar horas acompanhando a manifestação também exigirá hidratação e alimentação adequadas. “É importante tomar meio litro de água a cada hora de caminhada. Caso o manifestante perceba que o percurso será longo, deve consumir alimentos leves, como barras de cereais”, alerta.

Protesto levou cerca de 70 mil paulistanos a percorrer 12 quilômetros. Foto: Marcelo Camargo/ABr/ Licença Creative Commons
Protesto levou cerca de 70 mil paulistanos a percorrer 12 quilômetros. Foto: Marcelo Camargo/ABr/ Licença Creative Commons

Em uma caminhada leve, com uma velocidade média de três quilômetros por hora, uma pessoa gasta 250 calorias. “Se a pessoa já tem o hábito de correr ou caminhar e aumentar o passo para sete quilômetros por hora, seu gasto calórico passa a ser de 430”, explica a profissional

Porém, não se esqueça: diferente de provas, não há equipe específica para fazer o recolhimento de latas, copos ou embalagens. Por isso, esses poluentes devem ser jogados no lixo mais próximo.

Sapatilhas e sandálias devem ser evitadas por não terem um sistema de amortecimento apropriado para um percurso longo. Roupas pesadas de algodão também poderão atrapalhar na transpiração.

Por que a Pirâmide Alimentar é uma enorme besteira?

Toda pessoa que tenha um mínimo interesse por Nutrição que seja, já deve ter visto algum exemplo de Pirâmide Alimentar. Elas existem aos montes; no comercial do Ministério da Saúde à aula de Biologia, da pseudo-revista científica passando pela revista sobre Corrida. É só seguir o padrão e chegamos a uma “alimentação balanceada”, essa entidade que nenhum profissional consegue explicar direito sem cair em contradição.

A maioria dos nutricionistas e muitos médicos devem ter um quadro dessa pirâmide alimentar na parede do consultório. Nela você tem na base os alimentos que deveríamos consumir em maior quantidade e frequência, já no topo aqueles que devem ser consumidos com muita moderação. Quando estudava na Faculdade de Saúde Pública da USP, aprendi que existe até uma pirâmide brasileira!

Então é só você seguir essas recomendações para chegarmos a uma boa dieta, certo? Errado. É muita besteira junta. Por quê?

Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena
Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena

Quando tem estabelecido um padrão que seria adequado ou recomendado para uma população consumir, você deve imaginar dezenas de pesquisadores e cientistas indo atrás do que seria a melhor dieta. Pesquisas sendo feitas seguindo o que manda a Ciência até que chegaram à famosa pirâmide. Seria isso?

Não quero decepcioná-lo, mas foi assim: preocupado com o aumento de obesidade e casos de doenças cardíacas nos EUA, um senador americano em 1973 por conta própria criou com seus assessores a tal recomendação. Qual a formação do tal senador? História. Qual o passado desse senador com Ciências da Saúde. Nenhum. Qual a relação dos assessores dele com ciência? Nenhum.

É baseado nisso que a pirâmide que enfeita a parede do seu Nutricionista foi feita. Aquele quadro e a pirâmide brasileira têm tanta ciência quanto a afirmação da sua avó que dizia que comer manga e beber leite faz mal: nenhum, nada. A pirâmide alimentar é um achismo puro, um arremedo de ciência. Acredita e faz uso da pirâmide alimentar o profissional que quer, mas não aquele que tem juízo.


Por que a Pirâmide Alimentar é uma enorme besteira?

Atletismo · 24 jun, 2013

Toda pessoa que tenha um mínimo interesse por Nutrição que seja, já deve ter visto algum exemplo de Pirâmide Alimentar. Elas existem aos montes; no comercial do Ministério da Saúde à aula de Biologia, da pseudo-revista científica passando pela revista sobre Corrida. É só seguir o padrão e chegamos a uma “alimentação balanceada”, essa entidade que nenhum profissional consegue explicar direito sem cair em contradição.

A maioria dos nutricionistas e muitos médicos devem ter um quadro dessa pirâmide alimentar na parede do consultório. Nela você tem na base os alimentos que deveríamos consumir em maior quantidade e frequência, já no topo aqueles que devem ser consumidos com muita moderação. Quando estudava na Faculdade de Saúde Pública da USP, aprendi que existe até uma pirâmide brasileira!

Então é só você seguir essas recomendações para chegarmos a uma boa dieta, certo? Errado. É muita besteira junta. Por quê?

Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena
Pesquisas foram feitas, mas não são específicas. Foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena

Quando tem estabelecido um padrão que seria adequado ou recomendado para uma população consumir, você deve imaginar dezenas de pesquisadores e cientistas indo atrás do que seria a melhor dieta. Pesquisas sendo feitas seguindo o que manda a Ciência até que chegaram à famosa pirâmide. Seria isso?

Não quero decepcioná-lo, mas foi assim: preocupado com o aumento de obesidade e casos de doenças cardíacas nos EUA, um senador americano em 1973 por conta própria criou com seus assessores a tal recomendação. Qual a formação do tal senador? História. Qual o passado desse senador com Ciências da Saúde. Nenhum. Qual a relação dos assessores dele com ciência? Nenhum.

É baseado nisso que a pirâmide que enfeita a parede do seu Nutricionista foi feita. Aquele quadro e a pirâmide brasileira têm tanta ciência quanto a afirmação da sua avó que dizia que comer manga e beber leite faz mal: nenhum, nada. A pirâmide alimentar é um achismo puro, um arremedo de ciência. Acredita e faz uso da pirâmide alimentar o profissional que quer, mas não aquele que tem juízo.

A necessidade do controle antidoping fora de competição

Passado alguns meses da explosão mundial do caso Lance Armstrong, ciclista multicampeão que foi delatado pelos ex-colegas de equipe e que, após negar por muitos anos, assumiu publicamente ter participado do que foi chamado pelo controle antidopagem de “O mais sofisticado programa de doping da história”. O fato ainda de ele afirmar que nunca foi pego nos muitos testes que realizou por não haver na época exames fora de competição ainda soa pesado.

O exame fora de competição é o antidoping que não é realizado no dia ou na véspera de prova, quando os atletas mais bem amparados pelo negro mercado do doping já estão limpos ou camuflados para determinadas substâncias proibidas. É o exame realizado de surpresa, pegando o atleta inteligentemente em alguma fase de treinamento estratégica, no próprio local de treinamento ou até mesmo em sua casa.

Muitos atletas que utilizam o recurso do doping quando sabem que haverá controle em determinada prova, não participam, não terminam, não terminam entre os primeiros propositalmente, suspendem o uso dentro de algum prazo ou se utilizam de substâncias que mascaram a droga da qual são usuários.

Este ano, a Agência Mundial Antidoping resolveu finalmente realizar exames fora de competição em um famoso centro de treinamento no Quênia e conseguiu pegar atletas de expressão, dentre eles o queniano Wilson Erupe Loyanae, Campeão da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro em 2012, que ostenta como melhor tempo pessoal na maratona, 2h05min37. A substância detectada no exame de Loyanae foi a EPO (Eritropoetina), que, infelizmente, só pode ser detectada pelos sistemas mais modernos de controle no prazo de 72 horas após ter sido ministrada. O que significa que se o atleta utilizar a droga na segunda ou terça-feira, não será pego se o exame for realizado na competição do domingo!

Um estudo apresentado na reunião anual do American College of Sports Medicine, comprovou melhora de 5% nos tempos de testes de 3.000 metros de corredores quenianos que utilizaram EPO, droga considerada a mais eficaz para corredores de longa distância, que aumenta o número de hemoglobínas e hematócitros, melhorando assim a capacidade de transporte de oxigênio do sangue.

Neste estudo, vinte corredores quenianos com base em Eldoret, Quênia (local com elevação entre 2.100 e 2.700 metros da altitude) e 19 corredores com base no nível do mar, na Escócia, tomaram EPO a cada dois dias, durante quatro semanas e obtiveram melhora semelhante.

Paula Radcliffe é uma das principais atletas que lutam contra o doping. Foto: Divulgação Maratona de Londres/ Michael Steel
Paula Radcliffe é uma das principais atletas que lutam contra o doping. Foto: Divulgação Maratona de Londres/ Michael Steel

Algo muito curioso é que, mesmo quatro semanas após pararem de ministrar a droga, ambos os grupos ainda correram em média 3% mais rápidos do que antes de utilizarem EPO. O que comprova a necessidade de se realizar exames fora de competição, pois o individuo que se dopa com esta substância, pode suspender a utilização próxima a uma grande prova para não ser pego, mas mesmo assim continuar desfrutando dos benefícios de tê-la utilizado. Alguns atletas, inclusive, se utilizam do fato de já terem sido submetidos a exames e saem atirando por aí, dizendo que o resultado foi negativo, como costumava fazer Armstrong com muito cinismo.

Infelizmente, onde há fama e prêmios envolvidos, sempre haverá pessoas de má fé e métodos cada vez mais avançados para burlar a lei. É a velha teoria de que o doping está sempre um passo bem a frente do controle antidoping. Desta forma, se faz cada vez mais necessária a realização de testes fora de competição, pois a cada dia o controle somente no dia ou na véspera tornar-se não tão eficaz, e os atletas limpos, verdadeiros heróis, que ralam muito nos treinos e competições são prejudicados e injustiçados.


A necessidade do controle antidoping fora de competição

Atletismo · 21 jun, 2013

Passado alguns meses da explosão mundial do caso Lance Armstrong, ciclista multicampeão que foi delatado pelos ex-colegas de equipe e que, após negar por muitos anos, assumiu publicamente ter participado do que foi chamado pelo controle antidopagem de “O mais sofisticado programa de doping da história”. O fato ainda de ele afirmar que nunca foi pego nos muitos testes que realizou por não haver na época exames fora de competição ainda soa pesado.

O exame fora de competição é o antidoping que não é realizado no dia ou na véspera de prova, quando os atletas mais bem amparados pelo negro mercado do doping já estão limpos ou camuflados para determinadas substâncias proibidas. É o exame realizado de surpresa, pegando o atleta inteligentemente em alguma fase de treinamento estratégica, no próprio local de treinamento ou até mesmo em sua casa.

Muitos atletas que utilizam o recurso do doping quando sabem que haverá controle em determinada prova, não participam, não terminam, não terminam entre os primeiros propositalmente, suspendem o uso dentro de algum prazo ou se utilizam de substâncias que mascaram a droga da qual são usuários.

Este ano, a Agência Mundial Antidoping resolveu finalmente realizar exames fora de competição em um famoso centro de treinamento no Quênia e conseguiu pegar atletas de expressão, dentre eles o queniano Wilson Erupe Loyanae, Campeão da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro em 2012, que ostenta como melhor tempo pessoal na maratona, 2h05min37. A substância detectada no exame de Loyanae foi a EPO (Eritropoetina), que, infelizmente, só pode ser detectada pelos sistemas mais modernos de controle no prazo de 72 horas após ter sido ministrada. O que significa que se o atleta utilizar a droga na segunda ou terça-feira, não será pego se o exame for realizado na competição do domingo!

Um estudo apresentado na reunião anual do American College of Sports Medicine, comprovou melhora de 5% nos tempos de testes de 3.000 metros de corredores quenianos que utilizaram EPO, droga considerada a mais eficaz para corredores de longa distância, que aumenta o número de hemoglobínas e hematócitros, melhorando assim a capacidade de transporte de oxigênio do sangue.

Neste estudo, vinte corredores quenianos com base em Eldoret, Quênia (local com elevação entre 2.100 e 2.700 metros da altitude) e 19 corredores com base no nível do mar, na Escócia, tomaram EPO a cada dois dias, durante quatro semanas e obtiveram melhora semelhante.

Paula Radcliffe é uma das principais atletas que lutam contra o doping. Foto: Divulgação Maratona de Londres/ Michael Steel
Paula Radcliffe é uma das principais atletas que lutam contra o doping. Foto: Divulgação Maratona de Londres/ Michael Steel

Algo muito curioso é que, mesmo quatro semanas após pararem de ministrar a droga, ambos os grupos ainda correram em média 3% mais rápidos do que antes de utilizarem EPO. O que comprova a necessidade de se realizar exames fora de competição, pois o individuo que se dopa com esta substância, pode suspender a utilização próxima a uma grande prova para não ser pego, mas mesmo assim continuar desfrutando dos benefícios de tê-la utilizado. Alguns atletas, inclusive, se utilizam do fato de já terem sido submetidos a exames e saem atirando por aí, dizendo que o resultado foi negativo, como costumava fazer Armstrong com muito cinismo.

Infelizmente, onde há fama e prêmios envolvidos, sempre haverá pessoas de má fé e métodos cada vez mais avançados para burlar a lei. É a velha teoria de que o doping está sempre um passo bem a frente do controle antidoping. Desta forma, se faz cada vez mais necessária a realização de testes fora de competição, pois a cada dia o controle somente no dia ou na véspera tornar-se não tão eficaz, e os atletas limpos, verdadeiros heróis, que ralam muito nos treinos e competições são prejudicados e injustiçados.

Abdômen e lombar fortalecidos ajudam a evitar dores nas costas

A coluna vertebral é a responsável pela sustentação, mobilidade e agilidade da estrutura corporal. Ou seja, para qualquer corredor ou triatleta a saúde dessa parte do corpo acaba se tornando tão importante quanto um bom condicionamento físico e muscular.

Por isso, o Webrun preparou uma série de reportagens sobre como cuidar e fortalecer essa estrutura. A primeira explicou quais são as posições mais adequadas para dormir. Depois foi a vez de entender os diferentes tipos de lombalgia e agora o Webrun dá algumas dicas de como fortalecer o core, uma das regiões mais importantes para a saúde de um corredor .

O ortopedista da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) Alexandre Elias foi pragmático quando explicou que além de dormir de forma adequada, fortalecer a região central do corpo ajuda na saúde lombar. “A atividade física exerce pressão na coluna e fortalecer os músculos em volta daquela região é fundamental para evitar dores”, afirma.

Porém, para ter a região central do corpo (core) bem fortalecida, alguns exercícios específicos são mais indicados. “O corredor não deve se alongar antes do início do exercício. O alongamento estático deve ocorrer somente após o treino. Aquecer o corpo de forma específica é mais saudável para o corredor”, explica Rodrigo Assi, treinador do grupo Core 360°.

Nota de cem no teto- Segundo o treinador, um exercício que trabalha indiretamente o core e ainda deixa os grupos musculares das pernas preparados para o treino é o agachamento de arranco. “Nesse exercício o ideal é fazer três séries da forma isométrica e três outras sérias dinâmicas, com movimentos”, diz Assi.

“A maneira correta de realizar esse exercício é flexionar os joelhos até que se formar um ângulo de 90°. Lembrar sempre de manter a coluna ereta e o abdômen contraído. Nessa posição, esticar os braços para o alto, como se tentasse alcançar uma nota de cem no teto”, ilustra o treinador. A sessão isométrica deve ser realizada em três séries, sendo dez segundos estáticos na posição do exercício com mais dez segundos de descanso.

O exercício dinâmico acontece na mesma posição. A única diferença é a realização de 12 a 15 flexões, também respeitando os dez segundos de descanso.

Barriga tanquinho- Ter um core fortalecido e bem condicionado não é só sinônimo de uma barriga definida ou “tanquinho”. Carlos Andreoli, ortopedista do Instituto do Atleta, em São Paulo, ressalta que dentro do treinamento de um corredor é necessário o treino de musculação para fortalecimento de todos os grupos musculares, inclusive o tronco e a região lombar.

“O core trainning ou o pilates são duas atividades que podem ser realizadas paralelas aos treinos de corrida. As duas têm funções muito importantes no fortalecimento da região lombar”, explica o médico.

O treinador do Core 360°, aponta a mesma coisa e aconselha que exercícios específicos para esse local podem ser realizados em casa, sem a necessidade de aparelhos e dá três opções de um circuito simples e rápido para o condicionamento da região lombar e abdominal.

Circuito de fortalecimento- O primeiro exercício deve ser realizado com os cotovelos e as pontas dos pés apoiadas, na posição ventral. Assim que se sentir estabilizado, deve-se esticar um dos braços, conforme no infográfico abaixo.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

O segundo exercício do circuito também é na posição de prancha ventral, mas dessa vez as mãos e os joelhos servirão de apoio e não os cotovelos e as pontas dos pés. Veja no quadro abaixo.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

O último exercício é a prancha lateral, que pode ser feita no formato “estrela” ou tradicional, sem elevar o braço que não serve de apoio.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun


Abdômen e lombar fortalecidos ajudam a evitar dores nas costas

Atletismo · 20 jun, 2013

A coluna vertebral é a responsável pela sustentação, mobilidade e agilidade da estrutura corporal. Ou seja, para qualquer corredor ou triatleta a saúde dessa parte do corpo acaba se tornando tão importante quanto um bom condicionamento físico e muscular.

Por isso, o Webrun preparou uma série de reportagens sobre como cuidar e fortalecer essa estrutura. A primeira explicou quais são as posições mais adequadas para dormir. Depois foi a vez de entender os diferentes tipos de lombalgia e agora o Webrun dá algumas dicas de como fortalecer o core, uma das regiões mais importantes para a saúde de um corredor .

O ortopedista da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) Alexandre Elias foi pragmático quando explicou que além de dormir de forma adequada, fortalecer a região central do corpo ajuda na saúde lombar. “A atividade física exerce pressão na coluna e fortalecer os músculos em volta daquela região é fundamental para evitar dores”, afirma.

Porém, para ter a região central do corpo (core) bem fortalecida, alguns exercícios específicos são mais indicados. “O corredor não deve se alongar antes do início do exercício. O alongamento estático deve ocorrer somente após o treino. Aquecer o corpo de forma específica é mais saudável para o corredor”, explica Rodrigo Assi, treinador do grupo Core 360°.

Nota de cem no teto- Segundo o treinador, um exercício que trabalha indiretamente o core e ainda deixa os grupos musculares das pernas preparados para o treino é o agachamento de arranco. “Nesse exercício o ideal é fazer três séries da forma isométrica e três outras sérias dinâmicas, com movimentos”, diz Assi.

“A maneira correta de realizar esse exercício é flexionar os joelhos até que se formar um ângulo de 90°. Lembrar sempre de manter a coluna ereta e o abdômen contraído. Nessa posição, esticar os braços para o alto, como se tentasse alcançar uma nota de cem no teto”, ilustra o treinador. A sessão isométrica deve ser realizada em três séries, sendo dez segundos estáticos na posição do exercício com mais dez segundos de descanso.

O exercício dinâmico acontece na mesma posição. A única diferença é a realização de 12 a 15 flexões, também respeitando os dez segundos de descanso.

Barriga tanquinho- Ter um core fortalecido e bem condicionado não é só sinônimo de uma barriga definida ou “tanquinho”. Carlos Andreoli, ortopedista do Instituto do Atleta, em São Paulo, ressalta que dentro do treinamento de um corredor é necessário o treino de musculação para fortalecimento de todos os grupos musculares, inclusive o tronco e a região lombar.

“O core trainning ou o pilates são duas atividades que podem ser realizadas paralelas aos treinos de corrida. As duas têm funções muito importantes no fortalecimento da região lombar”, explica o médico.

O treinador do Core 360°, aponta a mesma coisa e aconselha que exercícios específicos para esse local podem ser realizados em casa, sem a necessidade de aparelhos e dá três opções de um circuito simples e rápido para o condicionamento da região lombar e abdominal.

Circuito de fortalecimento- O primeiro exercício deve ser realizado com os cotovelos e as pontas dos pés apoiadas, na posição ventral. Assim que se sentir estabilizado, deve-se esticar um dos braços, conforme no infográfico abaixo.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

O segundo exercício do circuito também é na posição de prancha ventral, mas dessa vez as mãos e os joelhos servirão de apoio e não os cotovelos e as pontas dos pés. Veja no quadro abaixo.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

O último exercício é a prancha lateral, que pode ser feita no formato “estrela” ou tradicional, sem elevar o braço que não serve de apoio.

Arte: Paulo Alexandre/ Webrun
Arte: Paulo Alexandre/ Webrun

Correr se torna ‘vício’ insubstituível para atleta que perdeu 30 kg

“Eu pesava 108 quilos e não ligava muito, até começar a correr”, ressalta Clayton Freitas, um jornalista que decidiu mudar de vida depois de experimentar o vício de correr. O atleta de 37 anos conta que sentia dificuldade em perder peso quando deu os primeiros passos, mas resolveu deixar o sedentarismo para levar o tênis para as ruas.

O treinamento começou aos poucos, com percursos de cinco e dez quilômetros, até o momento em que Clayton decidiu que não era o suficiente. “Eu sabia que precisaria me livrar do sobrepeso para alcançar distâncias maiores e diminuir meu tempo. Queria correr maratonas!”, exclama.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Em alguns meses de treino, ele conta que passou a pesar 95 quilos, mas ainda não era o bastante. “No início de 2012, eu tomei a decisão de procurar uma nutricionista esportiva e enfim iniciar uma dieta de verdade. Comecei a comer direito e não parava de correr, até chegar aos 83 quilos em seis meses”, comemora.

Em novembro de 2012, o atleta sentiu que alcançou sua melhor forma e aumentou alguns pontos na autoestima ao ver 79 quilos na tela da balança. “Foi aí que eu me senti bem de verdade”, diz.

O jornalista, que não dispensava visitas em bares, descobriu um vício muito maior: correr. “Se algum dia eu encontrar algo que me faça sentir melhor, talvez eu mude de ideia. Por enquanto, não existe nada que me dê tanto prazer do que poder me superar, diminuir meu tempo e terminar uma prova”, acrescenta.

Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal
Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal

Problemas no percurso - Depois de muitos quilômetros, Clayton começou a sentir dores no joelho, mas decidiu não parar. “Eu forcei muito as articulações, até o momento em que agravei tanto a situação que comecei a sentir muita dor. Fui diagnosticado com lesão no menisco direito”, desabafa.

A lesão distanciou o atleta de um dos seus grandes objetivos: participar da maratona de Buenos Aires. “Eu já tinha comprado as inscrições e reservado hotéis no Rio de Janeiro e na Argentina para poder competir. Tive que adiar os planos”, lamenta.

O trauma também o obrigou a abandonar os treinos provisoriamente. “Voltei a engordar, mas mantive a alimentação controlada e comecei a praticar Muay-Thai três vezes por semana pra me manter ativo”, relata.

Insubstituível - Apesar de continuar no ritmo, o corredor revela que as artes marciais não superam sua abstinência. “Desde que eu comecei a praticar artes marciais, melhorei a minha concentração e postura. É raro corredores treinarem membros superiores, mas acho necessário. Pra mim, o Muay-Thai foi um complemento para os treinos, mas nunca uma substituição. Continuo sentindo falta”, reflete.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Futuro - Clayton afirma que não pretende forçar o joelho e está fazendo todo o tratamento para poder estar às ruas novamente em breve. “Não tenho planos de correr maratona no próximo semestre, mas tenho certeza que ainda vou para Buenos Aires vencer aquele percurso”, conclui.


Correr se torna ‘vício’ insubstituível para atleta que perdeu 30 kg

Atletismo · 19 jun, 2013

“Eu pesava 108 quilos e não ligava muito, até começar a correr”, ressalta Clayton Freitas, um jornalista que decidiu mudar de vida depois de experimentar o vício de correr. O atleta de 37 anos conta que sentia dificuldade em perder peso quando deu os primeiros passos, mas resolveu deixar o sedentarismo para levar o tênis para as ruas.

O treinamento começou aos poucos, com percursos de cinco e dez quilômetros, até o momento em que Clayton decidiu que não era o suficiente. “Eu sabia que precisaria me livrar do sobrepeso para alcançar distâncias maiores e diminuir meu tempo. Queria correr maratonas!”, exclama.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Em alguns meses de treino, ele conta que passou a pesar 95 quilos, mas ainda não era o bastante. “No início de 2012, eu tomei a decisão de procurar uma nutricionista esportiva e enfim iniciar uma dieta de verdade. Comecei a comer direito e não parava de correr, até chegar aos 83 quilos em seis meses”, comemora.

Em novembro de 2012, o atleta sentiu que alcançou sua melhor forma e aumentou alguns pontos na autoestima ao ver 79 quilos na tela da balança. “Foi aí que eu me senti bem de verdade”, diz.

O jornalista, que não dispensava visitas em bares, descobriu um vício muito maior: correr. “Se algum dia eu encontrar algo que me faça sentir melhor, talvez eu mude de ideia. Por enquanto, não existe nada que me dê tanto prazer do que poder me superar, diminuir meu tempo e terminar uma prova”, acrescenta.

Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal
Com 30 quilos a menos, o atleta começou a encarar suas primeiras maratonas. Foto:Fábio Costa/ Montagem/Arquivo Pessoal

Problemas no percurso - Depois de muitos quilômetros, Clayton começou a sentir dores no joelho, mas decidiu não parar. “Eu forcei muito as articulações, até o momento em que agravei tanto a situação que comecei a sentir muita dor. Fui diagnosticado com lesão no menisco direito”, desabafa.

A lesão distanciou o atleta de um dos seus grandes objetivos: participar da maratona de Buenos Aires. “Eu já tinha comprado as inscrições e reservado hotéis no Rio de Janeiro e na Argentina para poder competir. Tive que adiar os planos”, lamenta.

O trauma também o obrigou a abandonar os treinos provisoriamente. “Voltei a engordar, mas mantive a alimentação controlada e comecei a praticar Muay-Thai três vezes por semana pra me manter ativo”, relata.

Insubstituível - Apesar de continuar no ritmo, o corredor revela que as artes marciais não superam sua abstinência. “Desde que eu comecei a praticar artes marciais, melhorei a minha concentração e postura. É raro corredores treinarem membros superiores, mas acho necessário. Pra mim, o Muay-Thai foi um complemento para os treinos, mas nunca uma substituição. Continuo sentindo falta”, reflete.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Futuro - Clayton afirma que não pretende forçar o joelho e está fazendo todo o tratamento para poder estar às ruas novamente em breve. “Não tenho planos de correr maratona no próximo semestre, mas tenho certeza que ainda vou para Buenos Aires vencer aquele percurso”, conclui.

Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

Os edulcorantes, mais conhecidos como adoçantes, são as primeiras opções para quem quer saciar a vontade de um doce, mas sem ingerir os altos valores calóricos do açúcar. Porém, esse não é o único motivo que tornou essas substâncias químicas de sabor adocicado tão populares na vida moderna.

“Em situações atuais em que o excesso de peso passa a assumir condições epidêmicas e ainda juntamente com o diabetes, o raciocínio de se reduzir o consumo de açúcar faz sentido”, explica o endocrinologista Pedro Saddi.

Para o médico da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo, esse hábito de substituir o açúcar por adoçantes é recomendável por todas as pesquisas que a indústria farmacêutica emprega na produção desses produtos. “Os edulcorantes, de maneira geral, são bem seguros. Hoje as pessoas estão preocupadas em não usar adoçantes, quando, na verdade, eles são extramente seguros”, afirma Saddi.

Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

Pesquisas falsas- Essa evolução, segundo o médico, acontece não somente para deixar o produto mais palatável, mais agradável ao nosso paladar, mas também para aprimorar e entender as reações que cada tipo de adoçante provoca em nosso organismo.

Por ser um químico, os adoçantes podem apresentar reações nocivas ao nosso corpo se consumidos em excesso (veja no final da reportagem uma tabela com o limite de consumo dos adoçantes mais encontrados no mercado). O aspartame, por exemplo, produz metanol quando metabolizado, que é uma substância cancerígena, mas se ingerido dentro dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, essa quantidade de metanol chega a ser insignificante.

“Usando o aspartame como exemplo, o limite de segurança desse adoçante é de aproximadamente 80 gotas por dia, o que chega a ser uma quantidade muito alta. Consumindo de forma segura, esses químicos não oferecem riscos”, salienta Saddi.

O endocrinologista chama atenção para as pesquisas e campanhas que povoam a internet “vendendo informações falsas a respeito de adoçantes”. Segundo Saddi, esses argumentos muitas vezes são reais, são baseados em premissas verdadeiras, mas obtém conclusões falsas. “Usando o aspartame de modelo mais uma vez, não é porque nosso organismo gera metanol quando ingerimos essa substância, que esse tipo de adoçante causa câncer”, exemplifica.

Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons
Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons

Pesquisas reais- Para Saddi, a segurança que os edulcorantes têm atualmente não abrem muitos espaços para pesquisas paralelas tentando provar os malefícios desse alimento. Segundo o endocrinologista, a agenda de pesquisas sobre os adoçantes vai em outra direção atualmente.

“A indústria está a todo momento aprimorando esses produtos. Hoje nós temos adoçantes que podem ser levados ao forno, que podem ser consumidos por uma certa parcela da população e assim por diante. O que as discussões científicas tentam estabelecer é a relação do uso de uma substância zero caloria com o ganho de peso”, afirma.

Atualmente, o que grandes pesquisadores tentam avaliar é qual a influência que os edulcorantes podem ter na dieta mundial. Grupos que estudam a obesidade procuram entender a relação entre o consumo de adoçantes e o ganho de peso.

“Esses resultados sim são relevantes e, mesmo assim, precisam ser analisados com cautela. Por enquanto, não é possível afirmar que o uso de adoçantes causa aumento de peso”, pondera o médico, já que os dados foram apenas estatísticos.

Apenas com números, Saddi afirma que é não possível obter uma informação precisa, pois não há como estabelecer uma relação de causa e efeito, já que dados comportamentais, além de outras influências não são contemplados.

“Para a comunidade científica, esses números mostram um lado novo, pois já há linhas de pesquisas que enxergam alguns adoçantes como estimulantes fome. Mas não existe nada confirmado sobre isso. Até agora não há nada que possa ser muito útil para a população em geral”, encerra Saddi.

Uma gota de doçura- Confira o limite de consumo de alguns dos mais populares adoçantes disponíveis no mercado (Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes):

  • Sacarina – Descoberta por acaso em 1879, a sacarina era usada como anti-séptico e conservante. Limite de consumo: 5mg/ dia/ kg.

  • Sucralose – Único edulcorante derivado da cana-de-açúcar, tem o sabor mais próximo do açúcar natural. Limite de consumo: 15mg/ dia/ kg.

  • Aspartame – Produzido a partir de proteínas naturais, o aspartame foi descoberto em 1965. Limite de consumo: 40mg/ dia/ kg.

  • Ciclamato de sódio – O ciclamato de sódio tem resultados polêmicos de uma pesquisa realizada em ratos na década de 1970, nos Estados Unidos. Estudos apontaram que ele poderia ser cancerígeno. Após novos estudos foi provado que o edulcorante é seguro. No Brasil seu uso é liberado. Limite de consumo: 7mg/ kg/ dia.

  • Herói ou vilão? Muitas das impressões sobre adoçantes são falsas

    Atletismo · 19 jun, 2013

    Os edulcorantes, mais conhecidos como adoçantes, são as primeiras opções para quem quer saciar a vontade de um doce, mas sem ingerir os altos valores calóricos do açúcar. Porém, esse não é o único motivo que tornou essas substâncias químicas de sabor adocicado tão populares na vida moderna.

    “Em situações atuais em que o excesso de peso passa a assumir condições epidêmicas e ainda juntamente com o diabetes, o raciocínio de se reduzir o consumo de açúcar faz sentido”, explica o endocrinologista Pedro Saddi.

    Para o médico da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo, esse hábito de substituir o açúcar por adoçantes é recomendável por todas as pesquisas que a indústria farmacêutica emprega na produção desses produtos. “Os edulcorantes, de maneira geral, são bem seguros. Hoje as pessoas estão preocupadas em não usar adoçantes, quando, na verdade, eles são extramente seguros”, afirma Saddi.

    Festa junina: como apreciar as comidas típicas sem fugir da dieta?

    Pesquisas falsas- Essa evolução, segundo o médico, acontece não somente para deixar o produto mais palatável, mais agradável ao nosso paladar, mas também para aprimorar e entender as reações que cada tipo de adoçante provoca em nosso organismo.

    Por ser um químico, os adoçantes podem apresentar reações nocivas ao nosso corpo se consumidos em excesso (veja no final da reportagem uma tabela com o limite de consumo dos adoçantes mais encontrados no mercado). O aspartame, por exemplo, produz metanol quando metabolizado, que é uma substância cancerígena, mas se ingerido dentro dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, essa quantidade de metanol chega a ser insignificante.

    “Usando o aspartame como exemplo, o limite de segurança desse adoçante é de aproximadamente 80 gotas por dia, o que chega a ser uma quantidade muito alta. Consumindo de forma segura, esses químicos não oferecem riscos”, salienta Saddi.

    O endocrinologista chama atenção para as pesquisas e campanhas que povoam a internet “vendendo informações falsas a respeito de adoçantes”. Segundo Saddi, esses argumentos muitas vezes são reais, são baseados em premissas verdadeiras, mas obtém conclusões falsas. “Usando o aspartame de modelo mais uma vez, não é porque nosso organismo gera metanol quando ingerimos essa substância, que esse tipo de adoçante causa câncer”, exemplifica.

    Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons
    Adoçantes não são prejudiciais desde que consumidos dentro dos limites prescritos – Foto: Steve Snodgrass/ Licença Creative Commons

    Pesquisas reais- Para Saddi, a segurança que os edulcorantes têm atualmente não abrem muitos espaços para pesquisas paralelas tentando provar os malefícios desse alimento. Segundo o endocrinologista, a agenda de pesquisas sobre os adoçantes vai em outra direção atualmente.

    “A indústria está a todo momento aprimorando esses produtos. Hoje nós temos adoçantes que podem ser levados ao forno, que podem ser consumidos por uma certa parcela da população e assim por diante. O que as discussões científicas tentam estabelecer é a relação do uso de uma substância zero caloria com o ganho de peso”, afirma.

    Atualmente, o que grandes pesquisadores tentam avaliar é qual a influência que os edulcorantes podem ter na dieta mundial. Grupos que estudam a obesidade procuram entender a relação entre o consumo de adoçantes e o ganho de peso.

    “Esses resultados sim são relevantes e, mesmo assim, precisam ser analisados com cautela. Por enquanto, não é possível afirmar que o uso de adoçantes causa aumento de peso”, pondera o médico, já que os dados foram apenas estatísticos.

    Apenas com números, Saddi afirma que é não possível obter uma informação precisa, pois não há como estabelecer uma relação de causa e efeito, já que dados comportamentais, além de outras influências não são contemplados.

    “Para a comunidade científica, esses números mostram um lado novo, pois já há linhas de pesquisas que enxergam alguns adoçantes como estimulantes fome. Mas não existe nada confirmado sobre isso. Até agora não há nada que possa ser muito útil para a população em geral”, encerra Saddi.

    Uma gota de doçura- Confira o limite de consumo de alguns dos mais populares adoçantes disponíveis no mercado (Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes):

  • Sacarina – Descoberta por acaso em 1879, a sacarina era usada como anti-séptico e conservante. Limite de consumo: 5mg/ dia/ kg.

  • Sucralose – Único edulcorante derivado da cana-de-açúcar, tem o sabor mais próximo do açúcar natural. Limite de consumo: 15mg/ dia/ kg.

  • Aspartame – Produzido a partir de proteínas naturais, o aspartame foi descoberto em 1965. Limite de consumo: 40mg/ dia/ kg.

  • Ciclamato de sódio – O ciclamato de sódio tem resultados polêmicos de uma pesquisa realizada em ratos na década de 1970, nos Estados Unidos. Estudos apontaram que ele poderia ser cancerígeno. Após novos estudos foi provado que o edulcorante é seguro. No Brasil seu uso é liberado. Limite de consumo: 7mg/ kg/ dia.
  • Empresa cria projeto para produzir tênis exclusivos e personalizados

    Atletas que têm o hábito de correr e que fazem desse exercício um estilo de vida com certeza já fizeram um teste de pisada para saber qual o tênis que melhor se adapta: pronado, supinado ou neutro. Porém, mesmo com o melhor modelo, nem sempre o tênis irá garantir o melhor conforto e desempenho, já que outros fatores relacionados à pisada influenciam na corrida.


    Treino regenerativo é um grande aliado para evitar lesões

    Por isso, a empresa de tecnologia Behance criou um projeto para avaliar mais profundamente cada pisada e entregar ao consumidor um tênis único. Trata-se de um teste feito com um tênis de testes com sensores de pressão, que irão rastrear a pisada do atleta e catalogar cada dado registrado.

    Então, um computador analisa a biometria, combina os dados coletados para a criação de um perfil. Depois, cabe ao cliente decidir a forma, o material e a cor que o tênis terá, dependendo do seu estilo de vida e seus gostos pessoais.

    Tênis analisa desempenho de cada atleta com sensores. Foto: Behance/ Licença Creative Commons
    Tênis analisa desempenho de cada atleta com sensores. Foto: Behance/ Licença Creative Commons

    Quando o protótipo fica pronto, ele é enviado para uma impressora 3D e entregue para o consumidor. A boa notícia é que, de acordo com o projeto, a empresa entregará os dados ao usuário, que poderá imprimi-lo novamente depois.

    Sete dicas para se dar bem no XTerra Endurance Ilhabela

    Até o momento, a companhia recebeu comentários positivos e já teve a visita de 2.950 internautas. Para saber mais sobre o projeto, acesse http://goo.gl/JJLLF.


    Empresa cria projeto para produzir tênis exclusivos e personalizados

    Atletismo · 18 jun, 2013

    Atletas que têm o hábito de correr e que fazem desse exercício um estilo de vida com certeza já fizeram um teste de pisada para saber qual o tênis que melhor se adapta: pronado, supinado ou neutro. Porém, mesmo com o melhor modelo, nem sempre o tênis irá garantir o melhor conforto e desempenho, já que outros fatores relacionados à pisada influenciam na corrida.


    Treino regenerativo é um grande aliado para evitar lesões

    Por isso, a empresa de tecnologia Behance criou um projeto para avaliar mais profundamente cada pisada e entregar ao consumidor um tênis único. Trata-se de um teste feito com um tênis de testes com sensores de pressão, que irão rastrear a pisada do atleta e catalogar cada dado registrado.

    Então, um computador analisa a biometria, combina os dados coletados para a criação de um perfil. Depois, cabe ao cliente decidir a forma, o material e a cor que o tênis terá, dependendo do seu estilo de vida e seus gostos pessoais.

    Tênis analisa desempenho de cada atleta com sensores. Foto: Behance/ Licença Creative Commons
    Tênis analisa desempenho de cada atleta com sensores. Foto: Behance/ Licença Creative Commons

    Quando o protótipo fica pronto, ele é enviado para uma impressora 3D e entregue para o consumidor. A boa notícia é que, de acordo com o projeto, a empresa entregará os dados ao usuário, que poderá imprimi-lo novamente depois.

    Sete dicas para se dar bem no XTerra Endurance Ilhabela

    Até o momento, a companhia recebeu comentários positivos e já teve a visita de 2.950 internautas. Para saber mais sobre o projeto, acesse http://goo.gl/JJLLF.

    Como superar o stress?

    O stress é um dos problemas mais comuns da vida moderna. E, infelizmente, ele não escolhe idade, sexo ou etnia: homens, mulheres, crianças, adolescentes e idosos, todos estão expostos a ele. Mas, afinal, o que é o stress?

    Pode-se dizer, de maneira simples, que é uma reação do organismo em resposta a situações de perigo, tensão ou outras emoções. Em geral, o stress de curta duração não causa grandes prejuízos à saúde, ao contrário do stress crônico, que pode trazer consequências graves.

    Dia dos Namorados: Webrun dá dica de presentes para seu esportista

    Os hormônios do stress - Toda vez que nos vemos diante de uma situação de perigo ou abalo emocional, nosso cérebro desencadeia uma reação que culmina na produção de três hormônios: a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol. Estes são conhecidos como os hormônios do stress. Luto, separação conjugal, doenças na família, desemprego, conflitos profissionais, trânsito, cuidar de filhos em condições inadequadas e cuidar de doentes, são, entre outras, situações potencialmente causadoras de stress.

    Possíveis consequências do stress -O stress crônico pode comprometer a eficácia do sistema imunológico (nosso sistema de defesa) e “abrir as portas do organismo” para infecções, além de outras doenças graves.

    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng
    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng

    O stress e os exercícios - A prática de exercícios físicos é uma forma eficaz de combate ao stress. Primeiramente, porque essa prática libera substâncias químicas capazes de diminuir os níveis sanguíneos dos hormônios do stress. Em segundo, porque ativa a circulação do sangue, melhorando a oxigenação cerebral, ativando a mente e aprimorando funções e habilidades mentais comprometidas em situações de stress. E, por último, porque, com melhor autoestima, o indivíduo tende a dar menos atenção aos fatores estressantes da vida moderna.

    Conheça os microorganismos perigosos que se escondem nas academias

    Outras alternativas antistress - Além da prática regular de exercícios físicos, outras medidas que podem ajudar a combater o stress. Alimentar-se corretamente, dormir bem, tomar sol, relaxar, ter momentos de lazer com a família e com os amigos, relacionar-se afetivamente com a pessoa amada, ter um animal de estimação e praticar ioga também podem ajudar. Porém, acima de tudo, é preciso identificar a causa do stress e eliminá-la.


    Como superar o stress?

    Atletismo · 11 jun, 2013

    O stress é um dos problemas mais comuns da vida moderna. E, infelizmente, ele não escolhe idade, sexo ou etnia: homens, mulheres, crianças, adolescentes e idosos, todos estão expostos a ele. Mas, afinal, o que é o stress?

    Pode-se dizer, de maneira simples, que é uma reação do organismo em resposta a situações de perigo, tensão ou outras emoções. Em geral, o stress de curta duração não causa grandes prejuízos à saúde, ao contrário do stress crônico, que pode trazer consequências graves.

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    Os hormônios do stress - Toda vez que nos vemos diante de uma situação de perigo ou abalo emocional, nosso cérebro desencadeia uma reação que culmina na produção de três hormônios: a adrenalina, a noradrenalina e o cortisol. Estes são conhecidos como os hormônios do stress. Luto, separação conjugal, doenças na família, desemprego, conflitos profissionais, trânsito, cuidar de filhos em condições inadequadas e cuidar de doentes, são, entre outras, situações potencialmente causadoras de stress.

    Possíveis consequências do stress -O stress crônico pode comprometer a eficácia do sistema imunológico (nosso sistema de defesa) e “abrir as portas do organismo” para infecções, além de outras doenças graves.

    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng
    Trabalho pode ser um grande agende causador de stress. Foto: Channah / stock.xchng

    O stress e os exercícios - A prática de exercícios físicos é uma forma eficaz de combate ao stress. Primeiramente, porque essa prática libera substâncias químicas capazes de diminuir os níveis sanguíneos dos hormônios do stress. Em segundo, porque ativa a circulação do sangue, melhorando a oxigenação cerebral, ativando a mente e aprimorando funções e habilidades mentais comprometidas em situações de stress. E, por último, porque, com melhor autoestima, o indivíduo tende a dar menos atenção aos fatores estressantes da vida moderna.

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    Outras alternativas antistress - Além da prática regular de exercícios físicos, outras medidas que podem ajudar a combater o stress. Alimentar-se corretamente, dormir bem, tomar sol, relaxar, ter momentos de lazer com a família e com os amigos, relacionar-se afetivamente com a pessoa amada, ter um animal de estimação e praticar ioga também podem ajudar. Porém, acima de tudo, é preciso identificar a causa do stress e eliminá-la.