Atletismo · 01 abr, 2013
Um fato indiscutível é que um corredor que se propõe a começar a colocar metas em seus treinos com provas de dez quilômetros, meia maratona, maratonas, ultramaratonas e os mais diversos tipos de corridas que existem hoje, corre mais risco de adquirir uma lesão do que o corredor de academia, que está preocupado apenas em manter um nível saudável de atividade física.
Isso nos leva ao fato de que praticamente todos os corredores de rua já tiveram, têm ou terão diversas lesões como tendinopatias (tendinites), fraturas por estresse, lesões musculares, desgastes articulares e muitas outras. Mas não é este o fato que faria com que os corredores parassem de correr, pois é melhor ter lesões ortopédicas do que doenças cardiovasculares ou outras doenças ligadas ao sedentarismo.
O problema é que quando ocorre alguma lesão o corpo não reage apenas naquele local. Durante a fase de cicatrização, o corredor muda sua rotina (muitas vezes se movimenta menos), e por esse motivo, além de ocorrer o processo de cicatrização no local, podem ocorrer aderências teciduais na região em volta da lesão ou até em locais distantes. Isso faz com que quando o atleta volte a se movimentar comece a sentir dores ou rigidez em lugares diferentes, sensações difusas de incomodo que muitas vezes podem ser confundidas com uma lesão persistente, e este processo na verdade é natural.
Essas aderências, também chamadas de fibroses, nada mais são do que um processo causado por fatores como a diminuição de movimento entre os tecidos pela inatividade da fase de cicatrização, microlesões causadas pelo retorno aos treinos (dor muscular tardia) e movimentos repetitivos do dia a dia. Esses esforços podem levar ao acúmulo de tensão muscular fazendo com que o ambiente fique mais ácido e estimule ainda mais o depósito de fibras entre os músculos e fáscias, dando esta sensação de rigidez e às vezes até mesmo dor.
Para evitar este tipo de ocorrência, na medida em que o processo de tratamento pós-lesão permita, o alongamento diário é muito bem vindo. A terapia manual para liberação miofascial (músculos e fáscias) também pode ajudar muito se feita por um profissional habilitado, pois muitos pacientes chegam ao consultório reclamando que foram fazer uma massagem e ficaram com mais dor, provavelmente porque a massagem foi feita sobre uma lesão ou estimulando um processo chamado de inibição recíproca, no qual se estimula o relaxamento demasiado de um grupo muscular contrário (antagonista) ao grupo muscular contraturado e isto provoca um aumento da contratura.
A diferença entre Terapia Manual e massagem é que a Terapia Manual é feita com o objetivo de melhora da biomecânica e liberação miofascial, às vezes até mesmo de forma reflexa, trabalhando a musculatura oposta. Já na massagem comum é feita uma sequência de manobras que não levam em consideração a biomecânica e nem a lesão especificamente, por isso muitas vezes o resultado é positivo, mas pode ocorrer piora da dor.
Portanto, quando estiver voltando aos treinos e sentirem que existe alguma rigidez ou dor nova não se desespere, consulte o profissional que te orientou durante todo processo de reabilitação, pois pode ser só uma aderência!
Bons treinos!
Atletismo · 31 mar, 2013
O Webrun já entrou em clima de Páscoa e fez uma seleção das principais matérias que apareceram aqui no site para deixar o seu feriado muito mais gostoso e saudável!
Confira a matéria de Donata Lutosa publicada em 2008:
Por isso para continuar em forma depois da Páscoa é necessário prestar atenção em alguns cuidados básicos. De acordo com o nutricionista Danilo Balu, algumas regras bem simples podem diminuir a vontade de comer chocolate:
Mas essa guloseima, por incrível que pareça, não é tão ruim para a saúde. Segundo o nutricionista, é possível encontrar antioxidantes no chocolate amargo e são eles que combatem o envelhecimento, além de ajudar a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue e a incidência de alguns tipos de câncer.
Claro que por ser altamente calórico, qualquer chocolate deve ser consumido com moderação, inclusive por atletas. Ele pode possuir altas taxas de gordura saturada e colesterol, lembra Balu.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é possível consumir até 50 gramas de chocolate por dia, esse é o limite saudável. Além disso, o chocolate menos calórico e mais benéfico para a saúde é o amargo, por apresentar mais porcentagem de cacau.
Quanto mais amargo, melhor. Do ponto de vista calórico, o light possui menos calorias que o normal. Já o diet pode possuir tanto quanto, ou até mais calorias que o normal. Ou seja, se já passou da cota, prefira sempre um light amargo, finaliza o nutricionista.
Atletismo · 29 mar, 2013
O Webrun já entrou em clima de Páscoa e fez uma seleção das principais matérias que apareceram aqui no site para deixar o seu feriado muito mais gostoso e saudável!
Confira a matéria do Dr. Nabil Ghorayeb publicada em 2003:
Na antiga civilização Maia foi chamado de ALIMENTO dos DEUSES. Delicioso, energético e muitos dos seus consumidores adoram serem chamados de chocólatras, mas afinal podemos consumi-lo sem culpa?
A ciência responde SIM! Porém, OK! Chocolate é bom para o coração, mas quanto? Buscamos as explicações com a nutricionista Miriam Topein Ghorayeb e de artigos médicos da revista Lancet, de enorme impacto e credibilidade científica.
O chocolate como é apresentado hoje em dia, resulta da elaboração da fava do cacaueiro, que tem caroço e polpa branca. Na composição do chocolate temos cacau, manteiga de cacau, leite, açúcar (exceto nos chocolates dietéticos) e outros elementos que podem ser acrescidos como passas, amendoim, avelãs, amêndoas etc. O cacau contém substâncias chamados fenóis ou flavonóides, os mesmos antioxidantes encontrados no vinho tinto.
Estudos feitos na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostram que consumidores diários de 30 a 50g de chocolate com alta concentração de cacau (56 a 85%, ou seja, chocolate amargo ou extra amargo) apresentam menores índices do chamado mau colesterol (fração LDL). No cérebro, o chocolate eleva os níveis de serotonina e feniletilamina melhorando o ânimo e disposição geral. O chocolate é uma boa fonte de energia e com alto nível calórico, dependendo da proporção da manteiga de cacau ou açúcar ou leite. Cada 100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí que mora o pecado!
Um dos aspectos negativos do consumo de chocolate é o de que algumas pessoas relacionam o aparecimento de acne, pedras no rim, dores de cabeça, alergias, cárie dentária e tensão pré-menstrual. Porém, as evidências científicas da relação direta do consumo e esses problemas são fracas, na verdade os hábitos de vida pouco saudáveis: alimentação rica em gordura animal (colesterol), gorduras saturadas e gordura trans, sedentarismo, diabete, obesidade abdominal, hipertensão arterial não tratada, etc. são os mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
O consumo moderado de chocolate hoje é aceitável, até 30g por dia, compondo uma alimentação balanceada em calorias e nutrientes. Ultrapassar os limites, apesar dos benefícios descritos e do sabor, acaba por elevar a quantidade diária de calorias, o que é indesejável, além disso, não é recomendável trocar as frutas e vegetais de uma refeição pelo chocolate.
Não vamos aos extremos da proibição nem da liberação total e irrestrita, porém, não esqueçamos de que muitas verdades científicas atuais podem mudar amanhã, portanto mantenha seu apetite moderado e esteja saudável em todas as épocas do ano!
Caminhada · 27 mar, 2013
O Webrun já entrou em clima de Páscoa e fez uma seleção das principais matérias que apareceram aqui no site para deixar o seu feriado muito mais gostoso e saudável!
Confira a matéria de Mariana Araujo publicada em 2011:
No feriado da Páscoa há sempre a mesma preocupação em relação ao melhor chocolate e quantidade adequada para não interferir na saúde e nos treinos. De acordo com o nutricionista Danilo Balu, a regra para escolher o melhor chocolate para saúde é quanto mais escuro e amargo, melhor. Em relação à quantidade, o ideal seria consumo de até dois tabletes pequenos diários.
Os principais problemas do chocolate seriam a alta taxa de açúcar e o alto teor de gordura. O certo é que a pessoa consuma apenas 5% de seu gasto calórico de açúcar simples e esse nível é ultrapassado facilmente se o indivíduo exagera no consumo de chocolate, diz Balu.
Em relação ao teor de gordura, isso implica no elevado valor energético do produto. Chocolate é extremamente gorduroso e tem alto valor energético. A pessoa que come muito chocolate acaba consumindo muitas calorias e para a manutenção de um peso saudável isso não é recomendado, argumenta o nutricionista.
Para aqueles que não querem atrapalhar a dieta ou a rotina de treinos, o melhor horário recomendado para o consumo moderado de chocolate é até 1h30 após os treinos, para repor o açúcar gasto. A pessoa tem menos glicemia e está com uma alta carga de glucagon, que é o hormônio liberado quando a gente tem pouco açúcar no sangue, explica Balu.
Nesta páscoa então, tome cuidado na escolha dos ovos de chocolate, na quantidade e horário de consumo do doce.
Atletismo · 27 mar, 2013
Já imaginou poder praticar seu treino de corrida diário e, ao mesmo tempo, gerar energia para carregar seu smartphone? Essa é a proposta de alguns pesquisadores da Universidade de Wisconsin, Estados Unidos, que criaram um protótipo de tênis que utiliza a energia da pisada para gerar energia elétrica.
Batizado de InStep Nanopower, o novo calçado não têm o mesmo design encontrado em tênis de corrida atuais e utiliza uma pequena bateria escondida na sola para reter a energia produzida na corrida ou caminhada.
O sistema inovador utiliza o impacto nas nanopartículas de metal líquido, localizadas dentro de pequenas bolsas instaladas no solado, próxima dos dedos e no calcanhar, para gerar energia. Essa energia mecânica é normalmente dissipada em forma de calor.
Depois de terminar o treino, basta o indivíduo conectar seu smartphone, tablet, laptop ou outros dispositivos diretamente no calçado por meio de um cabo micro-USB.
Wi-Fi - Enquanto realizavam estudos para produzir o protótipo, os pesquisadores descobriram que grande parte da bateria gasta pelos aparelhos era pela dificuldade de encontrar um sinal de Wi-Fi. Por isso, os cientistas acoplaram no calçado um transmissor que conecta o tênis à torre de transmissão e transfere o sinal para o celular (como um roteador).
Agora, os criadores Tom Krupenkin e J. Ashley Taylor buscam empresas que queiram investir nessa ideia e levar o produto para as prateleiras de lojas.
Atletismo · 27 mar, 2013
Fibromialgia (FM) é uma desordem complexa de dor crônica que afeta cerca de 10 milhões de americanos. Ocorre mais frequentemente em mulheres, mas também atinge homens e crianças, e todas as etnias em menores proporções. Essa doença, para aqueles que desenvolvem sintomas graves, pode ser extremamente debilitante e interferir com atividades básicas diárias.
Diagnóstico - Os critérios de diagnóstico para FM foram estabelecidos em 1990 pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR) e adotados no Brasil. Inclui uma história de dor generalizada em todos os quatro quadrantes do corpo por um período mínimo de três meses, e/ou dor em pelo menos 11 pontos dos 18 designados na figura, quando uma quantidade especifica de pressão é aplicada.
É preciso descartar outras causas dos sintomas antes de fazer um diagnóstico de fibromialgia, já que à primeira vista a pessoa não apresenta as características típicas da doença.
Sintomas - Embora crônica, a dor corporal generalizada é o principal sintoma da fibromialgia, uma variedade de outros sintomas são comuns e incluem: fadiga de moderada à grave, distúrbios do sono, problemas de funcionamento cognitivo, insônia ou dificuldade para dormir, dores de cabeça e enxaquecas, ansiedade e depressão, além de alteração de sensibilidade ao toque, luz e som.
A investigação deve seguir com exames neuroendócrinos, buscar alterações fisiológicas que podem contribuir para os sintomas e condições de sobreposição, tais como a síndrome do intestino irritável, lúpus e artrite. Alterações neurológicas também ocorrem, tais como dormência, formigamento e queimação as quais muitas vezes apresentam desconforto ao paciente.
A gravidade da dor e rigidez muscular é frequentemente pior de manhã. Fatores agravantes que afetam a dor incluem frio, umidade, sono não reparador, fadiga física e mental, atividade física excessiva, inatividade física, ansiedade e estresse.
Causas - Pesquisas recentes têm sugerido um componente genético. O distúrbio é muitas vezes visto nas famílias, entre irmãos ou mães e seus filhos. Fibromialgia usualmente ocorre depois de um trauma físico, tal como uma doença ou lesão aguda, a qual pode atuar como um "gatilho" para o desenvolvimento do distúrbio. A dor desencadeia alterações musculares como a tensão/contração e vira um ciclo.
Deve-se dar atenção às alterações do sistema nervoso central, como o mecanismo subjacente de FM. Estudos têm sugerido que os pacientes com FM têm distúrbio generalizado no processamento da dor e uma resposta amplificada para estímulos que não seriam normalmente dolorosos em indivíduos saudáveis.
Tratamento- Uma vez que não existe uma cura conhecida para FM, o tratamento se concentra em aliviar os sintomas e melhorar a função do corpo. Uma variedade de medicamentos de prescrição médica são muitas vezes utilizados para reduzir os níveis de dor e melhorar o sono.
Corrida-Entre as substâncias aprovadas pela Food and Drug Administration dos EUA para tratamento da doença estão Lyrica (pregabalina), Cymbalta (duloxetina) foi aprovada em junho de 2008, e Savella (milnaciprano) em janeiro de 2009. Terapias alternativas, tais como a liberação de massagem, miofasical, acupuntura, quiropraxia, suplementos de ervas e ioga, podem ser ferramentas eficazes no manejo de sintomas de FM mas nenhuma tem mostrado tantos resultados positivos quanto a corrida.
A corrida atua reduzindo o estresse, ajuda no relaxamento e melhora a função cognitiva cerebral, já que estimula a liberação de hormônios que pode ajudar a minimizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos fibromiálgicos.
Fonte: National Fibromyalgia Association (NFA)
Atletismo · 26 mar, 2013
O Webrun já entrou em clima de Páscoa e fez uma seleção das principais matérias que apareceram aqui no site para deixar o seu feriado muito mais gostoso e saudável!
Confira a matéria de Bruna Iasi publicada em 2008:
O chocolate é apresentado de diversas formas e sabores. Existem algumas diferenças entre os tipos principais:
O seu consumo nos últimos tempos, esteve associado à maior ingestão de gorduras saturadas com conseqüente elevação do colesterol e aumento do risco de doenças crônicas (pressão alta, diabetes). No entanto, atualmente verifica-se uma tendência à valorização do chocolate, com realização de estudos comprovando seus benefícios à saúde e estimulando o seu consumo diário.
O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. O consumo moderado de chocolate amargo pode trazer benefícios para a saúde humana devido à presença de flavonóides, além das propriedades antioxidantes. Este também possui cafeína e sua ingestão faz com que o corpo libere neurotransmissores como a endorfina, que diminui o stress e aumenta a sensação de bem estar.
Bom para o coração - Os flavonóides, encontrados no cacau, são os responsáveis pelos efeitos benéficos do chocolate no coração. Eles ajudam a prevenir a formação de placas de gorduras que podem levar a infartos e/ou AVC (acidente vascular cerebral), além de ajudar a diminuir a pressão arterial e aumentar os níveis do bom colesterol (HDL).
Comparando a quantidade de flavonóides encontrados entre os três tipos de chocolates, o amargo e o meio-amargo apresenta maiores concentrações que o ao leite, já o chocolate branco não apresenta quantidades significativas. Isso porque o chocolate meio-amargo é o que possui maiores quantidades de cacau em sua composição.
Desta forma, podemos dizer que se consumido com moderação o chocolate é o mocinho da história. Uma quantidade moderada (30g) de chocolate amargo por dia pode trazer muitos benefícios, poucas calorias, além da ótima sensação de bem estar. Porém, se consumido de forma exagerada ele pode se tornar prejudicial devido ao excesso de gordura saturada, o que anularia os seus benefícios. Então, consuma com moderação.
Atletismo · 19 mar, 2013
Depois de participar de uma prova, nada melhor do que aproveitar o ritmo, correr para casa e tomar um banho para retirar as impurezas do corpo. Mas cuidado: se a ducha não for feita de maneira adequada pode ter o efeito contrário e fazer mal à saúde.
É o que explica Camila Hofbauer, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Esfregar a pele com a bucha diariamente pode ser muito prejudicial. Esse ato remove a proteção natural que temos, o manto lipídico cutâneo, deixando a derme suscetível a algumas doenças, explica.
Segundo Hofbauer, as esponjas só devem ser usadas se a pessoa apresentar alguma mancha visível, como tinta ou terra, que não sai somente com a ajuda do sabão. Se o propósito é realizar uma esfoliação, a recomendação é usá-las uma vez por semana.
No caso de atletas, o uso do sabonete é imprescindível nas dobras como axilas, virilhas, áreas íntimas e nos pés. Nas demais partes do corpo, muitas vezes somente a água escorrendo já é suficiente, exceto se houver sujeira visível, completa a especialista.
Água quente - Outro hábito ruim é tomar banho com a água em temperatura muito acima do que a nossa pele suporta. O ideal é que a água esteja morna, o suficiente para não fazer grande quantidade de vapor no banheiro.
De acordo com a dermatologista, a combinação da água quente com o excesso do uso de sabonetes e buchas pode causar doenças de pele. Quando há a remoção da proteção natural cutânea o indivíduo pode desenvolver eczema asteatósico, uma reação que provoca muita coceira, e lesões avermelhadas e descamativas, causadas pelo ressecamento, informa Camila.
Na ducha - A dica para manter a saúde cutânea em dia é utilizar sabonetes com componente hidratante e não permanecer embaixo da água por um tempo superior a dez minutos. Na hora de passar o sabonete o recomendável é usar a espuma nas mãos para aplicá-lo e não passar o produto diretamente na pele.
A dermatologista também sugere o uso de cremes e loções hidratantes diariamente. Esses produtos irão recompor a hidratação perdida no banho. Eles devem ser aplicados logo após o banho com a pele ainda levemente úmida para um melhor efeito hidratante, conclui.
Atletismo · 13 mar, 2013
Que a corrida de rua traz melhorias para a saúde e bem estar todos já sabem, mas algumas empresas estrangeiras estão querendo estender esses benefícios em prol do meio ambiente. Entre elas está a Schneider Eletric, uma indústria de origem francesa, que visa oferecer soluções integradas para racionar energia.
Para colocar seus produtos em prática, a empresa fez um acordo de quatro anos com a Maratona de Paris, que ocorre no dia 7 de abril, e contará com a participação de 50 mil atletas para gerar energia limpa. A nossa missão é ajudar as pessoas a fazer o máximo de sua energia para serem cidadãos ainda mais eficientes, reduzindo o desperdício de água e lutando contra as consequências da mudança climática no mundo, explica Aaron Davis, diretor de marketing global da Schneider Electric.
Outro grande nome que recebe destaque nas corridas é a Pavegen Systems, uma das empresas responsáveis por produzir o piso que transforma energia cinética em elétrica. O objetivo da empresa é instalar os equipamentos em estações de metrô, rampas de faculdade e escadas de estádios, frequentados por um grande número de pessoas.
Ideia em prática - Desde 2008 as casas noturnas Club4Climate, em Londres, e a Club Watt, em Roterdã, na Holanda, utilizam os passos feitos na pista de dança para manter as luzes das próprias baladas acesas. Para isso, clientes pisam em uma plataforma que abaixa cerca de um centímetro e espremem células que contém um material chamado piezoelétrico, transformado em energia elétrica.
Um casal dançando é capaz de gerar 40 watts, o suficiente para gerar energia para acender uma lâmpada. Apesar de ser uma boa iniciativa, o processo ainda é caro e só produz cerca de 10% da energia consumida nos clubes. O Clube Watt ainda reutiliza a água da chuva e recicla os materiais consumidos na danceteria.
No Brasil - No Brasil, os professores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Walter Sakamoto, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia, e Maria Aparecida Zaghete, do Departamento de Química Tecnológica, se entusiasmaram com a iniciativa. Juntos, eles estão em busca de um material barato e durável para poder investir na tecnologia.
A maior preocupação dos professores é a utilização da tecnologia em estradas, sendo necessário um material maleável e que não deforme ao longo do tempo. O material novo está em estudo e já foi capaz de acender uma lâmpada de LED.
Enquanto alguns atletas preferem correr ao som do rocknroll, techno e o pop, outros alternam entre o reggae, MPB e até música clássica. Não importa o gosto musical, eles sempre carregam um acessório em comum: os fones de ouvido.
Além de manter o esportista entretido, a música tem a função de aumentar o desempenho e estimular o funcionamento dos músculos através da sua batida. Há ainda atletas que sincronizam seu ritmo de corrida com o da música para conseguir vencer suas metas.
Sempre com fones - É o caso de Rosália Camargo, de 34 anos, que ouve canções de rock e rock progressivo para poder manter o ritmo. A atleta participa de várias provas, como XTerra e Cruce de Los Andes, utilizando os inseparáveis fones. Sempre corro ouvindo música, mas deixo uma dica para os participantes: caso perceba que está perdendo o foco da corrida, aperte o pause, sugere.
Abrir mão dos fones de ouvido também é uma tarefa difícil para Fabio Hisatsugu, de 26 anos. Adepto da corrida na esteira, dentro de academias, o analista de sistemas liga o som para não ser vencido pelo tédio. Gosto de correr ouvindo rock e techno. Não pode ser algo muito lento para não dar preguiça de correr, conta.
De acordo com Hisatsugu, correr com canções que estão fora do ritmo prejudica o treino e dificulta a corrida. Não consigo correr ouvindo música clássica ou country, simplesmente parece que algo está errado e isso causa incômodo. Além disso, acho que a batida te faz lembrar de continuar no mesmo ritmo e não perder o foco, revela.
O lado bom e o lado ruim - Segundo o professor e coordenador do curso de Musicoterapia da Faculdade FMU, Raul Brabo, a música funciona como um organizador para os corredores, que a utilizam em benefício próprio. Hoje em dia está comprovado que músicas aumentam a performance de atletas em prova, por isso é proibido que um corredor solicite que seu ritmo toque na prova. Fones de ouvido ainda são aceitos, explica.
Brabo também recomenda que os atletas consultem um especialista para identificar a sua identidade musical e saber como melhor aproveitá-la. A música também pode ser utilizada como um estimulante, antes da prova, e como relaxante depois de correr, diz.
Confira na próxima página as contra indicações do fone
Apesar de todos os benefícios da música, o musicoterapeuta Raul Brabo alerta: utilizar fones de ouvido por um período superior a quatro horas pode trazer riscos. Caso o atleta participe de provas de longa duração, o indicado é retirar os fones por um determinado período para que haja lubrificação do canal auditivo, feita naturalmente pelo ar, esclarece.
Também não é aconselhável que o esportista ouça as músicas em um volume muito alto, pois esse hábito danifica o canal do ouvido e pode causar perda progressiva da audição. O som alto estimula os músculos e faz com que o atleta sinta mais energia para correr, mas ao mesmo tempo causa lesões irreversíveis. É um paradoxo, alerta.
Tem hora para tudo- Já o personal trainer Felipe Belo não recomenda o uso dos auriculares durante o treinamento dos seus alunos. Segundo ele, a música tira a atenção do atleta de alguns detalhes que precisam ser fiscalizados.
O corredor não consegue sentir e perceber sua ventilação pulmonar. É extremamente importante a coordenação da inspiração e expiração para a manutenção de um bom rendimento durante a corrida, explica. O profissional também conta que, com a música, não é possível ouvir o barulho do calçado e perceber se ele realmente está fazendo o som do amortecimento.
Belo afirma que grande parte de seus alunos não consegue subir na esteira sem os acessórios. Hoje em dia a maioria das pessoas só faz esteira quando está ouvindo música. Caso isso não seja possível, elas acabam treinando por menos tempo, lamenta.
Porém, o personal aprova que a música faça parte da rotina dos atletas, mas não durante a corrida. É interessante as pessoas escutarem as suas trilhas sonoras preferidas antes da corrida, ou utilizar como meio de motivação em determinado período do percurso, conclui.
Atletismo · 12 mar, 2013
Enquanto alguns atletas preferem correr ao som do rocknroll, techno e o pop, outros alternam entre o reggae, MPB e até música clássica. Não importa o gosto musical, eles sempre carregam um acessório em comum: os fones de ouvido.
Além de manter o esportista entretido, a música tem a função de aumentar o desempenho e estimular o funcionamento dos músculos através da sua batida. Há ainda atletas que sincronizam seu ritmo de corrida com o da música para conseguir vencer suas metas.
Sempre com fones - É o caso de Rosália Camargo, de 34 anos, que ouve canções de rock e rock progressivo para poder manter o ritmo. A atleta participa de várias provas, como XTerra e Cruce de Los Andes, utilizando os inseparáveis fones. Sempre corro ouvindo música, mas deixo uma dica para os participantes: caso perceba que está perdendo o foco da corrida, aperte o pause, sugere.
Abrir mão dos fones de ouvido também é uma tarefa difícil para Fabio Hisatsugu, de 26 anos. Adepto da corrida na esteira, dentro de academias, o analista de sistemas liga o som para não ser vencido pelo tédio. Gosto de correr ouvindo rock e techno. Não pode ser algo muito lento para não dar preguiça de correr, conta.
De acordo com Hisatsugu, correr com canções que estão fora do ritmo prejudica o treino e dificulta a corrida. Não consigo correr ouvindo música clássica ou country, simplesmente parece que algo está errado e isso causa incômodo. Além disso, acho que a batida te faz lembrar de continuar no mesmo ritmo e não perder o foco, revela.
O lado bom e o lado ruim - Segundo o professor e coordenador do curso de Musicoterapia da Faculdade FMU, Raul Brabo, a música funciona como um organizador para os corredores, que a utilizam em benefício próprio. Hoje em dia está comprovado que músicas aumentam a performance de atletas em prova, por isso é proibido que um corredor solicite que seu ritmo toque na prova. Fones de ouvido ainda são aceitos, explica.
Brabo também recomenda que os atletas consultem um especialista para identificar a sua identidade musical e saber como melhor aproveitá-la. A música também pode ser utilizada como um estimulante, antes da prova, e como relaxante depois de correr, diz.
Confira na próxima página as contra indicações do fone
Apesar de todos os benefícios da música, o musicoterapeuta Raul Brabo alerta: utilizar fones de ouvido por um período superior a quatro horas pode trazer riscos. Caso o atleta participe de provas de longa duração, o indicado é retirar os fones por um determinado período para que haja lubrificação do canal auditivo, feita naturalmente pelo ar, esclarece.
Também não é aconselhável que o esportista ouça as músicas em um volume muito alto, pois esse hábito danifica o canal do ouvido e pode causar perda progressiva da audição. O som alto estimula os músculos e faz com que o atleta sinta mais energia para correr, mas ao mesmo tempo causa lesões irreversíveis. É um paradoxo, alerta.
Tem hora para tudo- Já o personal trainer Felipe Belo não recomenda o uso dos auriculares durante o treinamento dos seus alunos. Segundo ele, a música tira a atenção do atleta de alguns detalhes que precisam ser fiscalizados.
O corredor não consegue sentir e perceber sua ventilação pulmonar. É extremamente importante a coordenação da inspiração e expiração para a manutenção de um bom rendimento durante a corrida, explica. O profissional também conta que, com a música, não é possível ouvir o barulho do calçado e perceber se ele realmente está fazendo o som do amortecimento.
Belo afirma que grande parte de seus alunos não consegue subir na esteira sem os acessórios. Hoje em dia a maioria das pessoas só faz esteira quando está ouvindo música. Caso isso não seja possível, elas acabam treinando por menos tempo, lamenta.
Porém, o personal aprova que a música faça parte da rotina dos atletas, mas não durante a corrida. É interessante as pessoas escutarem as suas trilhas sonoras preferidas antes da corrida, ou utilizar como meio de motivação em determinado período do percurso, conclui.
Tecnologia · 01 jul, 2026
Saúde · 30 jun, 2026