Caminhada

Conheça os micro-organismos perigosos que se escondem nas academias

Fazer exercícios regularmente é um hábito recomendado por especialistas médicos para manter o organismo e o corpo saudável. Porém, compartilhar aparelhos de academia com diversos frequentadores pode trazer riscos para a saúde da sua pele.

De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, o suor depositado em aparelhos pode ser um local propicio para a proliferação de micro-organismos. “As principais doenças cutâneas que podem ser transmitidas por contato com superfícies contaminadas são as micoses, infecções virais, como verrugas, e infecções bacterianas, como o impetigo”, alerta.

Quando o suor passa de incômodo para hiperidrose?

Para diminuir o contato, muitos atletas procuram levar toalhas, que são usadas tanto para cobrir os aparelhos, quanto para secar o suor em excesso. Porém, se o artigo é compartilhado também pode haver transmissão.

Um dos fatores que aumentam as chances de contaminação é a pouca ventilação que existe nas academias. O uso de aparelhos de ar condicionado e dezenas de ventiladores espalhados no ambiente não permite que o ar circule e mantém o local em temperaturas altas.

Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

Precauções - Segundo a profissional, o uso de roupas próprias para academia já é uma barreira protetora contra os micro-organismos. “Em locais cobertos pelas vestimentas é muito difícil haver a contaminação da pele, pois ela impede o contato direto com superfícies possivelmente contaminadas”, conta.

Caso o atleta opte pelas toalhas individuais, também não terá problemas. “Ela ajuda pois funciona como uma barreira a mais”, comenta Camila.

Porém, o jeito mais eficiente de se manter protegido é fazer a higienização adequada do local. “Apesar da roupa e da toalha ajudarem a proteger a pele, a limpeza do equipamento com álcool 70° é suficientemente efetiva”, diz a dermatologista.

Roupas molhadas de suor podem causar mau cheiro e micose na pele

Água - O perigo da contaminação não está somente nos aparelhos, mas nos bebedouros. Encostar a boca na saída de água também permite que algumas doenças, inclusive o vírus da gripe, sejam transmitidas.

O squeeze utilizada também deve ser higienizada. “Idealmente devemos lavá-la com água e sabão após cada dia de uso”, conclui a profissional.


Conheça os micro-organismos perigosos que se escondem nas academias

Atletismo · 10 jun, 2013

Fazer exercícios regularmente é um hábito recomendado por especialistas médicos para manter o organismo e o corpo saudável. Porém, compartilhar aparelhos de academia com diversos frequentadores pode trazer riscos para a saúde da sua pele.

De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, o suor depositado em aparelhos pode ser um local propicio para a proliferação de micro-organismos. “As principais doenças cutâneas que podem ser transmitidas por contato com superfícies contaminadas são as micoses, infecções virais, como verrugas, e infecções bacterianas, como o impetigo”, alerta.

Quando o suor passa de incômodo para hiperidrose?

Para diminuir o contato, muitos atletas procuram levar toalhas, que são usadas tanto para cobrir os aparelhos, quanto para secar o suor em excesso. Porém, se o artigo é compartilhado também pode haver transmissão.

Um dos fatores que aumentam as chances de contaminação é a pouca ventilação que existe nas academias. O uso de aparelhos de ar condicionado e dezenas de ventiladores espalhados no ambiente não permite que o ar circule e mantém o local em temperaturas altas.

Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
Toalhas devem ser individuais para impedir a contaminação. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

Precauções - Segundo a profissional, o uso de roupas próprias para academia já é uma barreira protetora contra os micro-organismos. “Em locais cobertos pelas vestimentas é muito difícil haver a contaminação da pele, pois ela impede o contato direto com superfícies possivelmente contaminadas”, conta.

Caso o atleta opte pelas toalhas individuais, também não terá problemas. “Ela ajuda pois funciona como uma barreira a mais”, comenta Camila.

Porém, o jeito mais eficiente de se manter protegido é fazer a higienização adequada do local. “Apesar da roupa e da toalha ajudarem a proteger a pele, a limpeza do equipamento com álcool 70° é suficientemente efetiva”, diz a dermatologista.

Roupas molhadas de suor podem causar mau cheiro e micose na pele

Água - O perigo da contaminação não está somente nos aparelhos, mas nos bebedouros. Encostar a boca na saída de água também permite que algumas doenças, inclusive o vírus da gripe, sejam transmitidas.

O squeeze utilizada também deve ser higienizada. “Idealmente devemos lavá-la com água e sabão após cada dia de uso”, conclui a profissional.

Ursinho de pelúcia será brinde de prova no Dia dos Namorados

O Shopping União, em Osasco, promove neste domingo (09/6) a 4ª Volta da União, com corrida de nove quilômetros e caminhada de quatro quilômetros. Em comemoração ao Dia dos Namorados, todos os participantes que concluírem o percurso receberão um ursino de pelúcia.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

A largada ocorre às 8h30 na Avenida dos Autonomistas e os competidores terão até duas horas para concluir a prova. Caso o corredor não complete o percurso no tempo limite, será desclassificado.

Em 2012, o grande destaque da prova foi o queniano Jacob Kiprotich, que cruzou a linha de chegada em 27min20. Apesar do ótimo resultado, o corredor ficou acima do tempo de Kipkemei Mutai, vencedor do percurso em 2011, que concluiu os nove quilômetros em 26min19.

Na categoria feminina, Flomena Cheyech brilhou no ano passado e subiu no local mais alto da prova 30min27 após a largada. A corredora de elite conseguiu superar o tempo de Ednah Mukhwana conquistado em 2011, 31min07.

Corredores que concluirem o percurso ganharão ursinho de pelúcia em comemoração ao Dia dos Namorados. Foto: Corpore/ Divulgação
Corredores que concluirem o percurso ganharão ursinho de pelúcia em comemoração ao Dia dos Namorados. Foto: Corpore/ Divulgação

Estacionamento - No dia do evento, a organização da prova decidiu franquear o estacionamento do shopping por duas horas. Caso o tempo exceda o limite, o corredor terá que pagar pelo serviço. Para garantir que não haja fila, serão colocados mais caixas de pagamento de ticket.

Suplementação feminina: quando o organismo pede por complementos

Todos os concluintes da prova ganharão um ursinho de pelúcia do Shopping União em comemoração ao Dia dos Namorados.


Ursinho de pelúcia será brinde de prova no Dia dos Namorados

Caminhada · 03 jun, 2013

O Shopping União, em Osasco, promove neste domingo (09/6) a 4ª Volta da União, com corrida de nove quilômetros e caminhada de quatro quilômetros. Em comemoração ao Dia dos Namorados, todos os participantes que concluírem o percurso receberão um ursino de pelúcia.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

A largada ocorre às 8h30 na Avenida dos Autonomistas e os competidores terão até duas horas para concluir a prova. Caso o corredor não complete o percurso no tempo limite, será desclassificado.

Em 2012, o grande destaque da prova foi o queniano Jacob Kiprotich, que cruzou a linha de chegada em 27min20. Apesar do ótimo resultado, o corredor ficou acima do tempo de Kipkemei Mutai, vencedor do percurso em 2011, que concluiu os nove quilômetros em 26min19.

Na categoria feminina, Flomena Cheyech brilhou no ano passado e subiu no local mais alto da prova 30min27 após a largada. A corredora de elite conseguiu superar o tempo de Ednah Mukhwana conquistado em 2011, 31min07.

Corredores que concluirem o percurso ganharão ursinho de pelúcia em comemoração ao Dia dos Namorados. Foto: Corpore/ Divulgação
Corredores que concluirem o percurso ganharão ursinho de pelúcia em comemoração ao Dia dos Namorados. Foto: Corpore/ Divulgação

Estacionamento - No dia do evento, a organização da prova decidiu franquear o estacionamento do shopping por duas horas. Caso o tempo exceda o limite, o corredor terá que pagar pelo serviço. Para garantir que não haja fila, serão colocados mais caixas de pagamento de ticket.

Suplementação feminina: quando o organismo pede por complementos

Todos os concluintes da prova ganharão um ursinho de pelúcia do Shopping União em comemoração ao Dia dos Namorados.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

O público feminino está cada vez mais preocupado com saúde e estética. Por isso, o Webrun produziu uma série sobre como os suplementos têm um papel importante no caminho para alcançar esses objetivos. Confira a segunda da série de duas reportagens!

O sonho de ter pele, cabelos e unhas mais bonitos somente com uma cápsula diária tem se tornado cada vez mais uma realidade. Algumas empresas, como a Nutrilatina, especializada em suplementação, tem apostado nessa ideia e obtido resultados.

Chegou a menstruação: posso treinar ou devo descansar?

Sem exigir muito esforço, as mulheres têm a opção de consumir suplementos estéticos. “Os nutricosméticos combinam nutrientes e bioativos específicos, cuja ação garante diversos benefícios estéticos, como firmeza e hidratação da pele, fotoproteção, cabelos e unhas mais saudáveis, mais vitalidade, saciedade e até redução da gordura corporal”, ressalta Daniella Tolari, nutricionista da Nutrilatina.

De acordo com Tolari, não é necessário ter uma alimentação específica para que os produtos atuem no organismo. A única restrição é o consumo por crianças, gestantes, idosos, mulheres que amamentam e pessoas com problemas de saúde, que necessitam de uma orientação médica antes de iniciar o tratamento.

O produto da Nutrilatina promete melhora na firmeza da pele e melhor estruturação de cabelos e unhas. Foto: Nutrilatina/Divulgação
O produto da Nutrilatina promete melhora na firmeza da pele e melhor estruturação de cabelos e unhas. Foto: Nutrilatina/Divulgação

Alimentação - Já a nutricionista Joyce Nunes de Oliveira afirma que de nada irá adiantar consumir suplementos cosméticos se a mulher não tem uma boa qualidade alimentar. “A saúde do couro cabeludo necessita de nutrientes bem como os fios. Se na alimentação diária o consumo de proteínas, vitaminas e minerais é baixo, o cabelo poderá apresentar alterações. Cabelos opacos e quebradiços podem ser reflexos de uma má alimentação”, complementa.

Saiba porque alguns alimentos saudáveis provocam alergia

Para garantir um cabelo sedoso e com bastante elasticidade, a profissional dá a receita: “alimentos como cenoura, espinafre, aveia, salmão, soja, laranja, morango, iogurte, castanha do Pará e agrião, são exemplos que podem auxiliar no tratamento dos fios no dia-a-dia”. Joyce também conta que a parceria entre nutricionista e esteticista é fundamental para quem busca uma melhor aparência.


Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

Atletismo · 31 maio, 2013

O público feminino está cada vez mais preocupado com saúde e estética. Por isso, o Webrun produziu uma série sobre como os suplementos têm um papel importante no caminho para alcançar esses objetivos. Confira a segunda da série de duas reportagens!

O sonho de ter pele, cabelos e unhas mais bonitos somente com uma cápsula diária tem se tornado cada vez mais uma realidade. Algumas empresas, como a Nutrilatina, especializada em suplementação, tem apostado nessa ideia e obtido resultados.

Chegou a menstruação: posso treinar ou devo descansar?

Sem exigir muito esforço, as mulheres têm a opção de consumir suplementos estéticos. “Os nutricosméticos combinam nutrientes e bioativos específicos, cuja ação garante diversos benefícios estéticos, como firmeza e hidratação da pele, fotoproteção, cabelos e unhas mais saudáveis, mais vitalidade, saciedade e até redução da gordura corporal”, ressalta Daniella Tolari, nutricionista da Nutrilatina.

De acordo com Tolari, não é necessário ter uma alimentação específica para que os produtos atuem no organismo. A única restrição é o consumo por crianças, gestantes, idosos, mulheres que amamentam e pessoas com problemas de saúde, que necessitam de uma orientação médica antes de iniciar o tratamento.

O produto da Nutrilatina promete melhora na firmeza da pele e melhor estruturação de cabelos e unhas. Foto: Nutrilatina/Divulgação
O produto da Nutrilatina promete melhora na firmeza da pele e melhor estruturação de cabelos e unhas. Foto: Nutrilatina/Divulgação

Alimentação - Já a nutricionista Joyce Nunes de Oliveira afirma que de nada irá adiantar consumir suplementos cosméticos se a mulher não tem uma boa qualidade alimentar. “A saúde do couro cabeludo necessita de nutrientes bem como os fios. Se na alimentação diária o consumo de proteínas, vitaminas e minerais é baixo, o cabelo poderá apresentar alterações. Cabelos opacos e quebradiços podem ser reflexos de uma má alimentação”, complementa.

Saiba porque alguns alimentos saudáveis provocam alergia

Para garantir um cabelo sedoso e com bastante elasticidade, a profissional dá a receita: “alimentos como cenoura, espinafre, aveia, salmão, soja, laranja, morango, iogurte, castanha do Pará e agrião, são exemplos que podem auxiliar no tratamento dos fios no dia-a-dia”. Joyce também conta que a parceria entre nutricionista e esteticista é fundamental para quem busca uma melhor aparência.

Motivação versus prevenção: estímulo demais pode atrapalhar?

Existem muitas formas de se motivar um corredor. A própria planilha é uma forma de motivá-lo a manter uma rotina de treinamentos. O problema é quando a motivação é exagerada, músicas, gritos de parceiros de corrida ou até do próprio técnico, incentivo de parceiros de equipe para “furar” a planilha e treinar mais do que estava programado para aquele treino, entre outras coisas.

Lembro-me de uma maratona que eu estava correndo e um senhor que tinha por volta de 60 anos me passou, eu estava no meu ritmo, confortável a 5min/km. Mas, quando percebi que ele havia me passado, comecei a acompanhá-lo num ritmo de 4min45/km.

Nos primeiros 21 quilômetros, como eu estava bem treinado, foi tranquilo, mas percebi que estava fazendo uma besteira, pois não tinha treinado para aquele ritmo e diminuí a velocidade. Nesse momento já era tarde demais.

Continuei tranquilamente até os 36 km, mas daí em diante foi só sofrimento. Paguei a conta e ao terminar a prova descobri que tinha lesionado a coxa. Tive que me recuperar por seis semanas.

Superar limites exige preparação -   Foto: Theo Ribeiro/ Fotoarena
Superar limites exige preparação - Foto: Theo Ribeiro/ Fotoarena

Estímulo demais é risco- A motivação gerada pela torcida e outros corredores em prova são um verdadeiro risco. Uma simples frase na camiseta do corredor da frente já faz com que você aumente sua velocidade sem que perceba.

Não há como mensurar o quanto de estímulos podemos dar ao corredor para que ele dê o seu máximo sem se machucar, o único que consegue sentir o próprio corpo é você mesmo. Não ignore os sinais que o seu corpo está te mandando.

Por outro lado quero deixar uma frase que vi tatuada num corredor que conheço que realmente me chamou a atenção para que vocês não digam que não sou a favor da motivação:
“Quando penso que cheguei ao meu limite, descubro que tenho forças para ir além”. Está frase é do Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do esporte de todos os tempos.

Boas provas!


Motivação versus prevenção: estímulo demais pode atrapalhar?

Atletismo · 27 maio, 2013

Existem muitas formas de se motivar um corredor. A própria planilha é uma forma de motivá-lo a manter uma rotina de treinamentos. O problema é quando a motivação é exagerada, músicas, gritos de parceiros de corrida ou até do próprio técnico, incentivo de parceiros de equipe para “furar” a planilha e treinar mais do que estava programado para aquele treino, entre outras coisas.

Lembro-me de uma maratona que eu estava correndo e um senhor que tinha por volta de 60 anos me passou, eu estava no meu ritmo, confortável a 5min/km. Mas, quando percebi que ele havia me passado, comecei a acompanhá-lo num ritmo de 4min45/km.

Nos primeiros 21 quilômetros, como eu estava bem treinado, foi tranquilo, mas percebi que estava fazendo uma besteira, pois não tinha treinado para aquele ritmo e diminuí a velocidade. Nesse momento já era tarde demais.

Continuei tranquilamente até os 36 km, mas daí em diante foi só sofrimento. Paguei a conta e ao terminar a prova descobri que tinha lesionado a coxa. Tive que me recuperar por seis semanas.

Superar limites exige preparação -   Foto: Theo Ribeiro/ Fotoarena
Superar limites exige preparação - Foto: Theo Ribeiro/ Fotoarena

Estímulo demais é risco- A motivação gerada pela torcida e outros corredores em prova são um verdadeiro risco. Uma simples frase na camiseta do corredor da frente já faz com que você aumente sua velocidade sem que perceba.

Não há como mensurar o quanto de estímulos podemos dar ao corredor para que ele dê o seu máximo sem se machucar, o único que consegue sentir o próprio corpo é você mesmo. Não ignore os sinais que o seu corpo está te mandando.

Por outro lado quero deixar uma frase que vi tatuada num corredor que conheço que realmente me chamou a atenção para que vocês não digam que não sou a favor da motivação:
“Quando penso que cheguei ao meu limite, descubro que tenho forças para ir além”. Está frase é do Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do esporte de todos os tempos.

Boas provas!

Balanço calórico é a melhor maneira para emagrecer? Desconfie

Já falei mais de uma vez aqui sobre minha completa e total descrença na capacidade atual da Nutrição e da Medicina “convencional” em combater ou prevenir a obesidade na população que não seja obesa mórbida, nem pertença a um grupo especial (diabético, hipertenso, com transtorno alimentar...).

A hipótese do balanço calórico e da restrição ao consumo de gordura com aumento do gasto energético (atividade física) encanta, tem lógica, “faz sentido”, mas não funciona nem nunca passou disso, uma hipótese. E isso tudo muito bem explicado e defendido por Gary Taubes em seus dois livros: “Good Calories Bad Calories” e o “Why We Get Fat”. Aliás, arrisco-me a dizer que se um Nutricionista nunca leu Taubes, fica difícil levar esse profissional a sério quando o tema é emagrecimento.

Ninguém precisa querer explicar que Nutrição é mais do que emagrecimento e/ou combate à obesidade. Ela é muito maior que isso, sabemos. Mas reafirmo e reforço o que disse: o tratamento atual é uma vergonha em seu princípio e em seu fim. Não funciona na teoria nem na prática. Ele é uma vergonha, é achismo travestido de ciência a um custo altíssimo, que é a saúde de milhões de pessoas. Nesta especialidade, a Nutrição não é mais do que dicas que qualquer um poderia dar e receber sem o corporativismo que dita que deveríamos procurar um profissional da área.

Com o planeta ficando há décadas cada vez mais gordo, podemos arriscar duas conclusões: a primeira é que a solução é muito mais complexa do que o “balanço calórico”. A segunda é que a opção dada hoje (menos gordura, menos calorias e mais atividade física) simplesmente não funciona e é equivocada já em sua premissa. E isso tudo você pode afirmar por mais vergonhosamente que seu médico ou nutricionista ignore.

A solução apresentada por Taubes resumidamente é um corte radical no consumo de carboidratos em indivíduos normais. Radical? Chegando a um nível dificílimo de 40g por dia. Indivíduos normais? Ele não “fala” nem recomenda isso para atletas de alto nível, obesos mórbidos, diabéticos ou pessoas com transtornos alimentares (compulsivos, bulímicos e anoréxicos).

Taubes reconhece que o corte de carboidratos não é uma solução infalível que sirva para todos. Há limitações. Mas mesmo com essas limitações ele aponta como a ideia de dieta de perda de peso hoje pelo balanço calórico é completamente equivocada.

Estamos boicotando a nós mesmos em nome do açúcar?  Foto: Blickwinkel/ Imago/ Fotoarena
Estamos boicotando a nós mesmos em nome do açúcar? Foto: Blickwinkel/ Imago/ Fotoarena

Adiando o doce- Por décadas a Nutrição e a Medicina enxergam o emagrecimento como um economista via o ser humano, como se uma interferência pontual que funcionasse sem outras alterações e interferências. Não funciona. Nunca. A Economia Comportamental hoje prova que um doce que você deixa de consumir no almoço por disciplina irá alterar as suas escolhas nas próximas refeições nesse mesmo dia ou num futuro bem próximo.

Mas o nutricionista ou desconhece isso ou finge que não é bem assim. Dan Ariely e Gary Taubes devem ser incapazes de diferenciar um salame de um abacaxi, mas suas ideias fazem mais bem à nossa silhueta do que qualquer nutricionista que eu conheça.

Ainda neste campo, o modelo atual da Nutrição age com o critério de uma criança de seis anos quando prega que comer gordura pode fazê-lo gordo. No século 19, os velocistas comiam carne de animais velozes porque achavam que isso lhes traria velocidade. Parece estúpido, não? Pergunte então ao seu nutricionista o porquê você deve comer menos gordura. De acordo com a resposta, você pode dizer a que século o raciocínio dele pertence.

Por fim, por esta lógica (comer pouca gordura) seria fácil combater osteoporose (coma ovos com casca), a anemia (chupe um parafuso) ou evitar o envelhecimento (se entupa de gelatina e colágeno). Sabemos que esses tratamentos não funcionam, então por que o inverso com a gordura funcionaria?

O corte de gordura é um raciocínio pueril justamente porque nunca se provou e é utilizado religiosamente. Se você segue o que atualmente dizem os profissionais de Saúde porque eles seriam autoridade no tema, não custa lembrar que décadas atrás para eles a recomendação para fumar cigarros já serviu de tratamento para muita doença.


Balanço calórico é a melhor maneira para emagrecer? Desconfie

Atletismo · 06 maio, 2013

Já falei mais de uma vez aqui sobre minha completa e total descrença na capacidade atual da Nutrição e da Medicina “convencional” em combater ou prevenir a obesidade na população que não seja obesa mórbida, nem pertença a um grupo especial (diabético, hipertenso, com transtorno alimentar...).

A hipótese do balanço calórico e da restrição ao consumo de gordura com aumento do gasto energético (atividade física) encanta, tem lógica, “faz sentido”, mas não funciona nem nunca passou disso, uma hipótese. E isso tudo muito bem explicado e defendido por Gary Taubes em seus dois livros: “Good Calories Bad Calories” e o “Why We Get Fat”. Aliás, arrisco-me a dizer que se um Nutricionista nunca leu Taubes, fica difícil levar esse profissional a sério quando o tema é emagrecimento.

Ninguém precisa querer explicar que Nutrição é mais do que emagrecimento e/ou combate à obesidade. Ela é muito maior que isso, sabemos. Mas reafirmo e reforço o que disse: o tratamento atual é uma vergonha em seu princípio e em seu fim. Não funciona na teoria nem na prática. Ele é uma vergonha, é achismo travestido de ciência a um custo altíssimo, que é a saúde de milhões de pessoas. Nesta especialidade, a Nutrição não é mais do que dicas que qualquer um poderia dar e receber sem o corporativismo que dita que deveríamos procurar um profissional da área.

Com o planeta ficando há décadas cada vez mais gordo, podemos arriscar duas conclusões: a primeira é que a solução é muito mais complexa do que o “balanço calórico”. A segunda é que a opção dada hoje (menos gordura, menos calorias e mais atividade física) simplesmente não funciona e é equivocada já em sua premissa. E isso tudo você pode afirmar por mais vergonhosamente que seu médico ou nutricionista ignore.

A solução apresentada por Taubes resumidamente é um corte radical no consumo de carboidratos em indivíduos normais. Radical? Chegando a um nível dificílimo de 40g por dia. Indivíduos normais? Ele não “fala” nem recomenda isso para atletas de alto nível, obesos mórbidos, diabéticos ou pessoas com transtornos alimentares (compulsivos, bulímicos e anoréxicos).

Taubes reconhece que o corte de carboidratos não é uma solução infalível que sirva para todos. Há limitações. Mas mesmo com essas limitações ele aponta como a ideia de dieta de perda de peso hoje pelo balanço calórico é completamente equivocada.

Estamos boicotando a nós mesmos em nome do açúcar?  Foto: Blickwinkel/ Imago/ Fotoarena
Estamos boicotando a nós mesmos em nome do açúcar? Foto: Blickwinkel/ Imago/ Fotoarena

Adiando o doce- Por décadas a Nutrição e a Medicina enxergam o emagrecimento como um economista via o ser humano, como se uma interferência pontual que funcionasse sem outras alterações e interferências. Não funciona. Nunca. A Economia Comportamental hoje prova que um doce que você deixa de consumir no almoço por disciplina irá alterar as suas escolhas nas próximas refeições nesse mesmo dia ou num futuro bem próximo.

Mas o nutricionista ou desconhece isso ou finge que não é bem assim. Dan Ariely e Gary Taubes devem ser incapazes de diferenciar um salame de um abacaxi, mas suas ideias fazem mais bem à nossa silhueta do que qualquer nutricionista que eu conheça.

Ainda neste campo, o modelo atual da Nutrição age com o critério de uma criança de seis anos quando prega que comer gordura pode fazê-lo gordo. No século 19, os velocistas comiam carne de animais velozes porque achavam que isso lhes traria velocidade. Parece estúpido, não? Pergunte então ao seu nutricionista o porquê você deve comer menos gordura. De acordo com a resposta, você pode dizer a que século o raciocínio dele pertence.

Por fim, por esta lógica (comer pouca gordura) seria fácil combater osteoporose (coma ovos com casca), a anemia (chupe um parafuso) ou evitar o envelhecimento (se entupa de gelatina e colágeno). Sabemos que esses tratamentos não funcionam, então por que o inverso com a gordura funcionaria?

O corte de gordura é um raciocínio pueril justamente porque nunca se provou e é utilizado religiosamente. Se você segue o que atualmente dizem os profissionais de Saúde porque eles seriam autoridade no tema, não custa lembrar que décadas atrás para eles a recomendação para fumar cigarros já serviu de tratamento para muita doença.

Acupuntura: tratamento com agulhas que salva treinamentos

Atletas sempre sonham em conseguir aumentar seu rendimento nas provas, mas nem sempre tomam todos os cuidados necessários para isso. Lesões, quebras e dificuldades respiratórias são alguns dos problemas que podem ocorrer no overtraining.

Para os esportistas que estão cansados de não obterem resultado com os tratamentos convencionais, a acupuntura é uma ótima opção. A arte milenar chinesa conhecida no mundo inteiro estimula pontos que se distribuem principalmente sobre linhas chamadas "meridianos chineses".

Boca ou nariz, qual é a maneira mais saudável de respirar?

Para os atletas que fogem das agulhas, o acupunturista Leandro Heck Gemeo dá a solução. “Hoje em dia, o tratamento também pode ser feito com fitas”, esclarece.

O profissional também conta que existem pontos que, quando estimulados, melhoram a capacidade respiratória. “O resultado de uma pesquisa sobre o tema revelou que existe uma melhora de 15% a 25% da capacidade respiratória em indivíduos que fazem a acupuntura”, informa.

A técnica chinesa também pode ser usada no tratamento de doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite. “Existe um teste em que um cavalo foi tratado para essas doenças e obteve uma melhora de 50%”, exemplifica.

Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena
Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena

Depois da dor - Porém, não é somente o sistema respiratório que é levado em consideração na hora da avaliação. “O profissional deve trabalhar os membros inferiores, que são muito usados na corrida, além de lidar com o lado emocional dos atletas. É comum o corredor ficar nervoso antes de uma grande prova, então tratar do medo e de possíveis sintomas, como diarréia, vômito e dor de cabeça, é essencial”, enumera.

Depois de encarar o percurso, é comum o atleta sentir o corpo fadigado e o acupunturista pode iniciar um tratamento para o overtraning. “O problema do tratamento contra lesões e microlesões é que a técnica inibe a dor momentaneamente. Por conta disso, alguns esportistas estressam ainda mais o músculo e pioram a lesão”, conta o acupunturista.

Frequência respiratória adequada ajuda no rendimento de atletas

Sessões - O número de sessões necessárias para se obter um resultado concreto varia de pessoa para pessoa, mas Gemeo sugere que haja pelo menos uma consulta por semana. “Existem casos em que o atleta pode até correr utilizando as fitas ou o estímulo da agulha. Não há problema algum”, completa.

Apesar de a técnica estar em constante crescimento, o profissional conta que é difícil ter atletas que mantenham um ritmo de sessões constante. “Normalmente o público em geral não tem condições financeiras para dar continuidade ao tratamento. É necessária uma assessoria para poder bancar com os custos”, conclui.


Acupuntura: tratamento com agulhas que salva treinamentos

Atletismo · 02 maio, 2013

Atletas sempre sonham em conseguir aumentar seu rendimento nas provas, mas nem sempre tomam todos os cuidados necessários para isso. Lesões, quebras e dificuldades respiratórias são alguns dos problemas que podem ocorrer no overtraining.

Para os esportistas que estão cansados de não obterem resultado com os tratamentos convencionais, a acupuntura é uma ótima opção. A arte milenar chinesa conhecida no mundo inteiro estimula pontos que se distribuem principalmente sobre linhas chamadas "meridianos chineses".

Boca ou nariz, qual é a maneira mais saudável de respirar?

Para os atletas que fogem das agulhas, o acupunturista Leandro Heck Gemeo dá a solução. “Hoje em dia, o tratamento também pode ser feito com fitas”, esclarece.

O profissional também conta que existem pontos que, quando estimulados, melhoram a capacidade respiratória. “O resultado de uma pesquisa sobre o tema revelou que existe uma melhora de 15% a 25% da capacidade respiratória em indivíduos que fazem a acupuntura”, informa.

A técnica chinesa também pode ser usada no tratamento de doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite. “Existe um teste em que um cavalo foi tratado para essas doenças e obteve uma melhora de 50%”, exemplifica.

Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena
Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena

Depois da dor - Porém, não é somente o sistema respiratório que é levado em consideração na hora da avaliação. “O profissional deve trabalhar os membros inferiores, que são muito usados na corrida, além de lidar com o lado emocional dos atletas. É comum o corredor ficar nervoso antes de uma grande prova, então tratar do medo e de possíveis sintomas, como diarréia, vômito e dor de cabeça, é essencial”, enumera.

Depois de encarar o percurso, é comum o atleta sentir o corpo fadigado e o acupunturista pode iniciar um tratamento para o overtraning. “O problema do tratamento contra lesões e microlesões é que a técnica inibe a dor momentaneamente. Por conta disso, alguns esportistas estressam ainda mais o músculo e pioram a lesão”, conta o acupunturista.

Frequência respiratória adequada ajuda no rendimento de atletas

Sessões - O número de sessões necessárias para se obter um resultado concreto varia de pessoa para pessoa, mas Gemeo sugere que haja pelo menos uma consulta por semana. “Existem casos em que o atleta pode até correr utilizando as fitas ou o estímulo da agulha. Não há problema algum”, completa.

Apesar de a técnica estar em constante crescimento, o profissional conta que é difícil ter atletas que mantenham um ritmo de sessões constante. “Normalmente o público em geral não tem condições financeiras para dar continuidade ao tratamento. É necessária uma assessoria para poder bancar com os custos”, conclui.

Tratamento com dispositivo a laser é alternativa para micose nas unhas

É comum os esportistas separarem um par de tênis apropriado para realizar atividades físicas, porém para os atletas que realizam exercícios diariamente essa não é uma boa opção. Utilizar o mesmo calçado todos os dias pode colaborar para proliferação de fungos nos dedos e unhas dos pés.

O mais frequente é o atleta desenvolver uma micose na unha, mais conhecida como onicomicose. Apesar do assunto não ser comentado comumente, 5% da população mundial sofre com os danos da doença que, antigamente, só era tratada com a remoção completa da unha via cirurgia ou administração de remédios tópicos.

Tratamento com 'peixes-médicos' garante pés macios e saudáveis

Porém, em março deste ano o Meeting Americano de Dermatologia, realizado em Miami, aprovou o uso do laser em clínicas dermatológicas. O tratamento também foi aprovado pela Administração de Alimentos e Remédios (FDA) nos Estados Unidos e ainda da Comunidade Européia (CE).

É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng
É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng

Tratamento - O laser consiste em um pequeno dispositivo que aumenta a temperatura da unha para até 42ºC e mata os fungos. “É necessário fazer o ajuste do equipamento para ‘dosar a quantidade’ de calor que será emitido e o tempo que o equipamento ficará ligado. Ambos dependem do grau de progressão da doença”, explica o podólogo André Luiz Vicente da Silva, da clínica de dermatologia Central Feet.

Para aumentar a potencialidade do laser, o profissional também pode utilizar substâncias como o azul de metinelo. “O espaço de tempo entre uma sessão e outra também varia de cliente para cliente”, afirma.

Apesar de significar um avanço para a cura da patologia, André enfatiza que as sessões não excluem a necessidade do acompanhamento médico. “Caso o paciente esteja utilizando um antifúngico, ele não deve interromper a medicação”, resume.

Contra-indicações - De acordo com o podólogo, o procedimento não oferece perigo para nenhum tipo de cliente, mas existem ressalvas. “Não recomendamos para pacientes que não tiveram alta de tratamentos de câncer, principalmente o de pele, gestantes e portadores de psoríase ”, discorre.

Saiba a forma correta de proteger seus pés

Prevenção - Para não precisar se preocupar com a contaminação das unhas, o atleta deve trocar de meias todos os dias, revezar o uso dos sapatos, evitar pisar sem sapatos em praias e proximidades de piscinas, além de saunas e banheiros públicos. Caso seja possível , é recomendado colocar o tênis em local arejado por 24 horas.


Tratamento com dispositivo a laser é alternativa para micose nas unhas

Atletismo · 23 abr, 2013

É comum os esportistas separarem um par de tênis apropriado para realizar atividades físicas, porém para os atletas que realizam exercícios diariamente essa não é uma boa opção. Utilizar o mesmo calçado todos os dias pode colaborar para proliferação de fungos nos dedos e unhas dos pés.

O mais frequente é o atleta desenvolver uma micose na unha, mais conhecida como onicomicose. Apesar do assunto não ser comentado comumente, 5% da população mundial sofre com os danos da doença que, antigamente, só era tratada com a remoção completa da unha via cirurgia ou administração de remédios tópicos.

Tratamento com 'peixes-médicos' garante pés macios e saudáveis

Porém, em março deste ano o Meeting Americano de Dermatologia, realizado em Miami, aprovou o uso do laser em clínicas dermatológicas. O tratamento também foi aprovado pela Administração de Alimentos e Remédios (FDA) nos Estados Unidos e ainda da Comunidade Européia (CE).

É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng
É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng

Tratamento - O laser consiste em um pequeno dispositivo que aumenta a temperatura da unha para até 42ºC e mata os fungos. “É necessário fazer o ajuste do equipamento para ‘dosar a quantidade’ de calor que será emitido e o tempo que o equipamento ficará ligado. Ambos dependem do grau de progressão da doença”, explica o podólogo André Luiz Vicente da Silva, da clínica de dermatologia Central Feet.

Para aumentar a potencialidade do laser, o profissional também pode utilizar substâncias como o azul de metinelo. “O espaço de tempo entre uma sessão e outra também varia de cliente para cliente”, afirma.

Apesar de significar um avanço para a cura da patologia, André enfatiza que as sessões não excluem a necessidade do acompanhamento médico. “Caso o paciente esteja utilizando um antifúngico, ele não deve interromper a medicação”, resume.

Contra-indicações - De acordo com o podólogo, o procedimento não oferece perigo para nenhum tipo de cliente, mas existem ressalvas. “Não recomendamos para pacientes que não tiveram alta de tratamentos de câncer, principalmente o de pele, gestantes e portadores de psoríase ”, discorre.

Saiba a forma correta de proteger seus pés

Prevenção - Para não precisar se preocupar com a contaminação das unhas, o atleta deve trocar de meias todos os dias, revezar o uso dos sapatos, evitar pisar sem sapatos em praias e proximidades de piscinas, além de saunas e banheiros públicos. Caso seja possível , é recomendado colocar o tênis em local arejado por 24 horas.

O que é melhor na hora da lesão: bolsa de gelo ou de água quente?

Na tentativa de melhorar o próprio desempenho, é comum as pessoas submeterem o músculo a um esforço acima do normal e, consequentemente, interromperem a atividade física por conta de uma lesão. Neste momento é melhor pegar gelo e fazer uma compressa ou ir atrás de uma bolsa de água quente?

De acordo com a fisiologista Natália L. Reinecke, acertou quem escolheu a primeira opção. Colocar um pouco de gelo envolto em um pano (para não queimar a pele), ou segurar uma bolsa de gel com efeito gelado diretamente no local no momento em que a lesão acontece, irá aliviar a dor e diminuir o inchaço causado pelo trauma.

O mais indicado é que o atleta fique em repouso e coloque a bolsa de água quente no local somente depois que a fase aguda passar, o que pode levar alguns dias em certos casos. “O tratamento com o calor, ou termoterapia, é indicado para diminuir a dor, aumentar a flexibilidade dos músculos e diminuir a rigidez das articulações. Deve ser usada após a fase aguda de dor”, indica Natália.

Como evitar levar suas lesões para a nova temporada?

Complicações - A troca na ordem dos procedimentos pode significar mais dor e um período de repouso maior. “O uso do calor provoca uma maior dilatação dos vasos sanguíneos no local, podendo piorar a dor e o edema quando usado durante a fase aguda da lesão”, explica a profissional.

A bolsa de gelo deve ser utilizada no momento em que a lesão ocorre. Foto: Licença Creative Commons
A bolsa de gelo deve ser utilizada no momento em que a lesão ocorre. Foto: Licença Creative Commons

Procedimentos - A primeira atitude do atleta assim que sentir o desconforto ou dor intensa é parar imediatamente de praticar a atividade física. Continuar a forçar o músculo pode fazer com que uma microlesão se transforme em um grande trauma, de acordo com a profissional.

Conheça três fatores que podem te afastar da corrida

Caso o dano não tenha sido grave, a indicação é de repouso. “Deve-se esperar algum tempo antes de retornar à atividade esportiva. Este tempo dependerá do grau da lesão e, neste sentido, a fisioterapia poderá ajudar a acelerar o processo de recuperação e reintegração do atleta à atividade”, sugere a fisiologista.

Em caso de lesões graves, deve-se dirigir imediatamente para um pronto socorro para que um médico possa analisar a gravidade. Em alguns casos, é necessária a imobilização do local afetado.

Alogamento - Segundo Natália, quando um atleta sofre um estiramento muscular não é indicado realizar o alongamento. O procedimento poderá agravar a situação.


O que é melhor na hora da lesão: bolsa de gelo ou de água quente?

Atletismo · 19 abr, 2013

Na tentativa de melhorar o próprio desempenho, é comum as pessoas submeterem o músculo a um esforço acima do normal e, consequentemente, interromperem a atividade física por conta de uma lesão. Neste momento é melhor pegar gelo e fazer uma compressa ou ir atrás de uma bolsa de água quente?

De acordo com a fisiologista Natália L. Reinecke, acertou quem escolheu a primeira opção. Colocar um pouco de gelo envolto em um pano (para não queimar a pele), ou segurar uma bolsa de gel com efeito gelado diretamente no local no momento em que a lesão acontece, irá aliviar a dor e diminuir o inchaço causado pelo trauma.

O mais indicado é que o atleta fique em repouso e coloque a bolsa de água quente no local somente depois que a fase aguda passar, o que pode levar alguns dias em certos casos. “O tratamento com o calor, ou termoterapia, é indicado para diminuir a dor, aumentar a flexibilidade dos músculos e diminuir a rigidez das articulações. Deve ser usada após a fase aguda de dor”, indica Natália.

Como evitar levar suas lesões para a nova temporada?

Complicações - A troca na ordem dos procedimentos pode significar mais dor e um período de repouso maior. “O uso do calor provoca uma maior dilatação dos vasos sanguíneos no local, podendo piorar a dor e o edema quando usado durante a fase aguda da lesão”, explica a profissional.

A bolsa de gelo deve ser utilizada no momento em que a lesão ocorre. Foto: Licença Creative Commons
A bolsa de gelo deve ser utilizada no momento em que a lesão ocorre. Foto: Licença Creative Commons

Procedimentos - A primeira atitude do atleta assim que sentir o desconforto ou dor intensa é parar imediatamente de praticar a atividade física. Continuar a forçar o músculo pode fazer com que uma microlesão se transforme em um grande trauma, de acordo com a profissional.

Conheça três fatores que podem te afastar da corrida

Caso o dano não tenha sido grave, a indicação é de repouso. “Deve-se esperar algum tempo antes de retornar à atividade esportiva. Este tempo dependerá do grau da lesão e, neste sentido, a fisioterapia poderá ajudar a acelerar o processo de recuperação e reintegração do atleta à atividade”, sugere a fisiologista.

Em caso de lesões graves, deve-se dirigir imediatamente para um pronto socorro para que um médico possa analisar a gravidade. Em alguns casos, é necessária a imobilização do local afetado.

Alogamento - Segundo Natália, quando um atleta sofre um estiramento muscular não é indicado realizar o alongamento. O procedimento poderá agravar a situação.

O joelho da mulher corredora – parte 1: condromalácia

A quantidade de mulheres que ingressam na corrida de rua tem aumentado de maneira consistente. Desde que a americana Kathrine Switzer correu a Maratona de Boston em 1967, disfarçada de homem, e quebrou o tabu de que as mulheres "não tinham força e resistência para correr os 42.195 metros", elas não pararam mais de aderir ao movimento de saúde e qualidade de vida por meio da caminhada e corrida.

Aliado a isso, o surgimento nos últimos dez anos de assessorias e circuitos focados no sexo feminino sem dúvida fomentam esta explosão de corredoras nas ruas. Segundo o site Running USA, as mulheres já representam 53% dos corredores naquele país. O número foi apresentado no 19º Congresso Mundial da AIMS (Associação de Maratonas Internacionais e Corridas de Distância) em Praga, em maio de 2012.

Joelho- Estudos publicados nos últimos 20 anos mostram que as mulheres não apenas estão se lesionando, mas que o fazem em taxas absurdamente maior que os homens. Para a corrida de rua, esta proporção de lesão no joelho extrapola o índice de um homem para sete mulheres lesionadas, considerando a mesma intensidade e volume dos treinos. Mas, por que isso ocorreria? Seria o uso do salto alto, força muscular reduzida? Anatomia? Por que o joelho da mulher é mais suscetível a lesões?

Autores que estudam a mulher corredora afirmam que as atletas exibiriam um tempo de recrutamento de grupos musculares mais prolongado que os observados em homens e que isso poderia afetar a dinâmica de diversas articulações, principalmente do joelho. De maneira mais didática, isso significa que, em uma aterrissagem do vôlei, por exemplo, o “comando” vindo do cérebro para que a musculatura se contraia de maneira adequada chega “atrasado” em alguns músculos, principalmente nos glúteos médio e mínimo no quadril (músculos estabilizadores da pelve) e no vasto medial (músculo interno da coxa) fazendo com que o fêmur “rode para dentro” e deixe a patela mais exposta, em contato reduzido das superfícies articulares.

Quanto menor a área de contato, maior a pressão e, consequentemente, maior a chance de lesão crônica de tecidos, em especial a cartilagem patelar. Nos últimos cinco anos, alguns autores provaram existir o valgo dinâmico (figura 1) por meio do exame chamado eletromiografia e da ressonância magnética dinâmica (em movimento) e postulam que o problema de mulheres corredoras é na verdade funcional e não só anatômico – como se pensava há 30 anos.

Isso significa que a cada passo da corrida, a mulher estaria sujeita ao valgo dinâmico? Sim. A fase inicial da corrida é chamada de absorção de impacto, no qual a energia cinética do contato do pé ao solo é absorvida através da contração muscular e da flexão do joelho. Havendo o valgo dinâmico, existiria um microtrauma de repetição que em medio e longo prazo desenvolveriam sintomas como a dor, desconforto e inchaço no joelho.

A figura 1 mostra a diferença de uma aterrissagem de uma mulher (à esquerda) e de um homem (à direita). Note que os joelhos da mulher caem “para dentro” (valgizado) e em rotação interna e que isso não acontece com o homem.

Confira na continuação do artigo a caracterização da condromalácia, seus sintomas e tratamento.

Condromalácia- A condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral, ou "joelho de corredor") consiste em uma doença degenerativa da cartilagem articular da superfície posterior da patela (figura 2).

O termo vem do latim e significa, em sua essência, “amolecimento da cartilagem”. Muito comentada e estudada desde o início dos anos 90 com o advento da ressonância nuclear magnética como ferramenta diagnostica de lesões no joelho.

Dentre o rol de doenças do joelho da mulher corredora, esta estaria intimamente ligada ao valgo dinâmico e, infelizmente, tratada de maneira incorreta em muitos casos. Acredita-se que a doença desenvolva-se a partir do contato excessivo da cartilagem da rótula que estaria lateralizada em relação ao seu “trilho”, a tróclea femoral. A distribuição desigual dos pontos de pressão causaria, em longo prazo, morte celular e desarranjo da matriz extra-celular, com consequentes sintomas de dor, crepitação ou sensação semelhante à “areia” dentro do joelho,estalos e, às vezes, falseios. No início, a lesão dá-se por amolecimento da cartilagem. A seguir, pode haver ulcerações, fissuras, terminando com o desgaste de toda sua espessura, evoluindo, assim como qualquer lesão cartilaginosa, para a osteoartrose.

Graus- Segundo a classificação descrita por Outerbridge (1961), existem 4 níveis de condromalácia patelar, de acordo com o estágio de deterioração da cartilagem.

  • I - Amolecimento da cartilagem e edemas. Este estágio é considerado como normal por quase todos os autores e estaria presente em quase toda a população acima de 20 anos de idade.
  • II - Fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetro menor do que 1,3 centímetro.
  • III - Fragmentação ou fissuras com diâmetro superior a 1,3 centímetro.
  • IV - Erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral.
  • O que se sente? - Os principais sintomas são: dor profunda no joelho, às vezes irradiada para a região posterior, desencadeada na corrida e, posteriormente, ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, muitas vezes restringindo para atividades da vida diária. Crepitação e estalos, muitas vezes audíveis são comuns.

    Quando existe o acúmulo de líquido dentro do joelho, conhecido popularmente como “água no joelho” indica haver agravo da doença com uma complicação comum denominada sinovite, uma reação inflamatória da membrana sinovial que reveste o joelho.

    Como se trata? - O tratamento fundamenta-se na detecção da presença do valgo dinâmico e de desequilíbrios musculares através do exame físico minucioso, com atenção especial para a musculatura do quadril feminino, observando-se a postura adotada no movimento de descida, detecção de pisada muito pronada pelo teste de baropodometria e avaliação do equilíbrio muscular entre musculatura anterior da coxa (extensores do joelho) e posterior (flexores do joelho) através do teste de força ou avaliação isocinética.

    A reabilitação envolve recursos anti-inflamatórios iniciais como o laser e o ultrassom, seguidos da ativação de grupos musculares enfraquecidos, muitas vezes com auxílio da eletroterapia (correntes russa ou australiana), seguida do fortalecimento e aumento do tempo de ativação de grupos musculares através dos treinos proprioceptivos e pliométricos. Muitas vezes, o uso do salto alto deve ser reduzido por determinado período e pisadas muito pronadas ou muito supinadas também devem ser tratadas.

    Tratamento cirúrgico - O tratamento cirúrgico da condromalácia patelar nunca deve ser a primeira opção no tratamento da doença e se reserva aos casos em que não houve melhora após reabilitação bem feita – com defeito cartilaginoso de graus III ou IV e com encurtamento crônico da retinácula lateral (tecido que segura a patela na região externa). Nestes casos, através da artroscopia do joelho pode-se realizar a regularização da cartilagem lesada (Figura 3), retirada de corpos livres e a soltura da retinácula encurtada, procedimento chamado de “release lateral”. Terapias adjuvantes como a aplicação intra-articular de ácido hialurônico no período pós-operatório auxilia no tratamento e previne a recidiva de sintomas.


    Referências bibliográficas

  • 1 Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.
  • 2 Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:519–25.
  • 3 Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395–400.
  • 4 Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:664–74.
  • 5 Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1168–75.
  • 6 Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:312–19.
  • 7 Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:10–16.
  • 8 Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.
  • 9 Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.
  • 10 Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1176–81.

  • O joelho da mulher corredora – parte 1: condromalácia

    Atletismo · 15 abr, 2013

    A quantidade de mulheres que ingressam na corrida de rua tem aumentado de maneira consistente. Desde que a americana Kathrine Switzer correu a Maratona de Boston em 1967, disfarçada de homem, e quebrou o tabu de que as mulheres "não tinham força e resistência para correr os 42.195 metros", elas não pararam mais de aderir ao movimento de saúde e qualidade de vida por meio da caminhada e corrida.

    Aliado a isso, o surgimento nos últimos dez anos de assessorias e circuitos focados no sexo feminino sem dúvida fomentam esta explosão de corredoras nas ruas. Segundo o site Running USA, as mulheres já representam 53% dos corredores naquele país. O número foi apresentado no 19º Congresso Mundial da AIMS (Associação de Maratonas Internacionais e Corridas de Distância) em Praga, em maio de 2012.

    Joelho- Estudos publicados nos últimos 20 anos mostram que as mulheres não apenas estão se lesionando, mas que o fazem em taxas absurdamente maior que os homens. Para a corrida de rua, esta proporção de lesão no joelho extrapola o índice de um homem para sete mulheres lesionadas, considerando a mesma intensidade e volume dos treinos. Mas, por que isso ocorreria? Seria o uso do salto alto, força muscular reduzida? Anatomia? Por que o joelho da mulher é mais suscetível a lesões?

    Autores que estudam a mulher corredora afirmam que as atletas exibiriam um tempo de recrutamento de grupos musculares mais prolongado que os observados em homens e que isso poderia afetar a dinâmica de diversas articulações, principalmente do joelho. De maneira mais didática, isso significa que, em uma aterrissagem do vôlei, por exemplo, o “comando” vindo do cérebro para que a musculatura se contraia de maneira adequada chega “atrasado” em alguns músculos, principalmente nos glúteos médio e mínimo no quadril (músculos estabilizadores da pelve) e no vasto medial (músculo interno da coxa) fazendo com que o fêmur “rode para dentro” e deixe a patela mais exposta, em contato reduzido das superfícies articulares.

    Quanto menor a área de contato, maior a pressão e, consequentemente, maior a chance de lesão crônica de tecidos, em especial a cartilagem patelar. Nos últimos cinco anos, alguns autores provaram existir o valgo dinâmico (figura 1) por meio do exame chamado eletromiografia e da ressonância magnética dinâmica (em movimento) e postulam que o problema de mulheres corredoras é na verdade funcional e não só anatômico – como se pensava há 30 anos.

    Isso significa que a cada passo da corrida, a mulher estaria sujeita ao valgo dinâmico? Sim. A fase inicial da corrida é chamada de absorção de impacto, no qual a energia cinética do contato do pé ao solo é absorvida através da contração muscular e da flexão do joelho. Havendo o valgo dinâmico, existiria um microtrauma de repetição que em medio e longo prazo desenvolveriam sintomas como a dor, desconforto e inchaço no joelho.

    A figura 1 mostra a diferença de uma aterrissagem de uma mulher (à esquerda) e de um homem (à direita). Note que os joelhos da mulher caem “para dentro” (valgizado) e em rotação interna e que isso não acontece com o homem.

    Confira na continuação do artigo a caracterização da condromalácia, seus sintomas e tratamento.

    Condromalácia- A condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral, ou "joelho de corredor") consiste em uma doença degenerativa da cartilagem articular da superfície posterior da patela (figura 2).

    O termo vem do latim e significa, em sua essência, “amolecimento da cartilagem”. Muito comentada e estudada desde o início dos anos 90 com o advento da ressonância nuclear magnética como ferramenta diagnostica de lesões no joelho.

    Dentre o rol de doenças do joelho da mulher corredora, esta estaria intimamente ligada ao valgo dinâmico e, infelizmente, tratada de maneira incorreta em muitos casos. Acredita-se que a doença desenvolva-se a partir do contato excessivo da cartilagem da rótula que estaria lateralizada em relação ao seu “trilho”, a tróclea femoral. A distribuição desigual dos pontos de pressão causaria, em longo prazo, morte celular e desarranjo da matriz extra-celular, com consequentes sintomas de dor, crepitação ou sensação semelhante à “areia” dentro do joelho,estalos e, às vezes, falseios. No início, a lesão dá-se por amolecimento da cartilagem. A seguir, pode haver ulcerações, fissuras, terminando com o desgaste de toda sua espessura, evoluindo, assim como qualquer lesão cartilaginosa, para a osteoartrose.

    Graus- Segundo a classificação descrita por Outerbridge (1961), existem 4 níveis de condromalácia patelar, de acordo com o estágio de deterioração da cartilagem.

  • I - Amolecimento da cartilagem e edemas. Este estágio é considerado como normal por quase todos os autores e estaria presente em quase toda a população acima de 20 anos de idade.
  • II - Fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetro menor do que 1,3 centímetro.
  • III - Fragmentação ou fissuras com diâmetro superior a 1,3 centímetro.
  • IV - Erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral.
  • O que se sente? - Os principais sintomas são: dor profunda no joelho, às vezes irradiada para a região posterior, desencadeada na corrida e, posteriormente, ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, muitas vezes restringindo para atividades da vida diária. Crepitação e estalos, muitas vezes audíveis são comuns.

    Quando existe o acúmulo de líquido dentro do joelho, conhecido popularmente como “água no joelho” indica haver agravo da doença com uma complicação comum denominada sinovite, uma reação inflamatória da membrana sinovial que reveste o joelho.

    Como se trata? - O tratamento fundamenta-se na detecção da presença do valgo dinâmico e de desequilíbrios musculares através do exame físico minucioso, com atenção especial para a musculatura do quadril feminino, observando-se a postura adotada no movimento de descida, detecção de pisada muito pronada pelo teste de baropodometria e avaliação do equilíbrio muscular entre musculatura anterior da coxa (extensores do joelho) e posterior (flexores do joelho) através do teste de força ou avaliação isocinética.

    A reabilitação envolve recursos anti-inflamatórios iniciais como o laser e o ultrassom, seguidos da ativação de grupos musculares enfraquecidos, muitas vezes com auxílio da eletroterapia (correntes russa ou australiana), seguida do fortalecimento e aumento do tempo de ativação de grupos musculares através dos treinos proprioceptivos e pliométricos. Muitas vezes, o uso do salto alto deve ser reduzido por determinado período e pisadas muito pronadas ou muito supinadas também devem ser tratadas.

    Tratamento cirúrgico - O tratamento cirúrgico da condromalácia patelar nunca deve ser a primeira opção no tratamento da doença e se reserva aos casos em que não houve melhora após reabilitação bem feita – com defeito cartilaginoso de graus III ou IV e com encurtamento crônico da retinácula lateral (tecido que segura a patela na região externa). Nestes casos, através da artroscopia do joelho pode-se realizar a regularização da cartilagem lesada (Figura 3), retirada de corpos livres e a soltura da retinácula encurtada, procedimento chamado de “release lateral”. Terapias adjuvantes como a aplicação intra-articular de ácido hialurônico no período pós-operatório auxilia no tratamento e previne a recidiva de sintomas.


    Referências bibliográficas

  • 1 Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.
  • 2 Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:519–25.
  • 3 Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395–400.
  • 4 Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:664–74.
  • 5 Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1168–75.
  • 6 Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:312–19.
  • 7 Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:10–16.
  • 8 Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.
  • 9 Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.
  • 10 Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1176–81.
  • Transpirar em excesso significa perder peso?

    Grande parte dos atletas decide entrar no mundo dos esportes a partir de uma insatisfação com seu corpo, seja para ganho de massa muscular ou perda de peso. Porém, algumas pessoas confundem o fato de transpirar enquanto praticam a atividade física com o peso da balança.

    Existe um grande mito de que correr de agasalho ajuda a perder peso, já que o atleta irá suar mais. Porém, além de não obter resultados concretos, o atleta irá sofrer desidratação e perder massa corporal.

    De acordo com o fisiologista Prof. Dr. Ricardo Zanuto, o número menor que aparece na balança após o treino é meramente ilusório. “A água é um componente da massa magra, logo, quanto mais água no corpo maior o peso de balança. Muitas pessoas acreditam que por desidratarem, o peso de balança diminui e ela perdeu gordura. Isso não ocorre, basta ela se reidratar novamente que o 'peso' de balança volta, afinal a água não tem valor calórico”, explica.

    O especialista em personal training pela UGF (Universidade Gama Filho), Felipe Belo, conta que o número de alunos que frequentam as academias com agasalhos vêm caindo, pois ele incentiva o uso de roupas leves. “Sempre oriento meus alunos sobre a importância de ir com roupas adequadas e a se hidratar, antes e durante a atividade”, completa.

    Apesar de parecer que a pessoa perdeu peso depois de correr sem se hidratar, basta ela tomar água para que a balança mostre o mesmo número. Foto: Ana Fernandez/ stock.xchng
    Apesar de parecer que a pessoa perdeu peso depois de correr sem se hidratar, basta ela tomar água para que a balança mostre o mesmo número. Foto: Ana Fernandez/ stock.xchng

    Correr para o bebedouro - Submeter-se a um grande esforço físico em um local ou em condições abafadas podem trazer consequências sérias para a saúde. “Com a desidratação extrema, o corpo pode entrar em hipertermia (aumento abrupto de temperatura corporal), isso pode levar a rabdomiólise (perda de massa muscular esquelética) e limitar o exercício”, discorre Zanuto.

    Além disso, em casos de desidratação seguido de perda excessiva de sal (chamada hiponatremia) o indivíduo pode ficar com o sangue mais "grosso". “Com a redução do sal circulante, órgãos como o coração e rins podem sofrer para bombear e filtrar o sangue, respectivamente, podendo o quadro evoluir até a própria morte”, restringe o fisiologista.

    Do jeito certo - Segundo Dr. Ricardo Zanuto, o atleta que treina com roupas leves não perde menos peso. “O que faz alguém perder mais ou menos gordura é o tipo de exercício que está sendo realizado, volume, frequência, intensidade”, orienta.

    Além disso, secar o suor enquanto treina não é bom, pois o ato de transpirar regula a temperatura da pele e impede que o corpo superaqueça. Conforme o corpo resfria o atleta se sente mais confortável para continuar o exercício.


    Transpirar em excesso significa perder peso?

    Atletismo · 09 abr, 2013

    Grande parte dos atletas decide entrar no mundo dos esportes a partir de uma insatisfação com seu corpo, seja para ganho de massa muscular ou perda de peso. Porém, algumas pessoas confundem o fato de transpirar enquanto praticam a atividade física com o peso da balança.

    Existe um grande mito de que correr de agasalho ajuda a perder peso, já que o atleta irá suar mais. Porém, além de não obter resultados concretos, o atleta irá sofrer desidratação e perder massa corporal.

    De acordo com o fisiologista Prof. Dr. Ricardo Zanuto, o número menor que aparece na balança após o treino é meramente ilusório. “A água é um componente da massa magra, logo, quanto mais água no corpo maior o peso de balança. Muitas pessoas acreditam que por desidratarem, o peso de balança diminui e ela perdeu gordura. Isso não ocorre, basta ela se reidratar novamente que o 'peso' de balança volta, afinal a água não tem valor calórico”, explica.

    O especialista em personal training pela UGF (Universidade Gama Filho), Felipe Belo, conta que o número de alunos que frequentam as academias com agasalhos vêm caindo, pois ele incentiva o uso de roupas leves. “Sempre oriento meus alunos sobre a importância de ir com roupas adequadas e a se hidratar, antes e durante a atividade”, completa.

    Apesar de parecer que a pessoa perdeu peso depois de correr sem se hidratar, basta ela tomar água para que a balança mostre o mesmo número. Foto: Ana Fernandez/ stock.xchng
    Apesar de parecer que a pessoa perdeu peso depois de correr sem se hidratar, basta ela tomar água para que a balança mostre o mesmo número. Foto: Ana Fernandez/ stock.xchng

    Correr para o bebedouro - Submeter-se a um grande esforço físico em um local ou em condições abafadas podem trazer consequências sérias para a saúde. “Com a desidratação extrema, o corpo pode entrar em hipertermia (aumento abrupto de temperatura corporal), isso pode levar a rabdomiólise (perda de massa muscular esquelética) e limitar o exercício”, discorre Zanuto.

    Além disso, em casos de desidratação seguido de perda excessiva de sal (chamada hiponatremia) o indivíduo pode ficar com o sangue mais "grosso". “Com a redução do sal circulante, órgãos como o coração e rins podem sofrer para bombear e filtrar o sangue, respectivamente, podendo o quadro evoluir até a própria morte”, restringe o fisiologista.

    Do jeito certo - Segundo Dr. Ricardo Zanuto, o atleta que treina com roupas leves não perde menos peso. “O que faz alguém perder mais ou menos gordura é o tipo de exercício que está sendo realizado, volume, frequência, intensidade”, orienta.

    Além disso, secar o suor enquanto treina não é bom, pois o ato de transpirar regula a temperatura da pele e impede que o corpo superaqueça. Conforme o corpo resfria o atleta se sente mais confortável para continuar o exercício.