Caminhada

“Novato” Ivanildo dos Anjos vence Circuito Caixa

Ivanildo Pereira dos Anjos, 28, anos, uma das revelações do atletismo brasileiro, venceu os 10 quilômetros da etapa de abertura do Circuito Caixa em Campo Grande, no último domingo (27) em 30min32. Entre as mulheres, o primeiro posto ficou com outra jovem competidora, Josiane da Silva Cardoso, de 22 anos.

Ivanildo corre há um ano e meio e conquistou sua principal vitória no currículo nesta competição que reuniu cerca de 850 competidores, sendo 12 na elite masculina e 13 na feminina. Com uma temperatura de 25 graus e sob um forte sol, Claudemir da Silva Cardoso saiu na liderança até a metade da prova, mas não conseguiu manter o ritmo e foi ultrapassado por Ivanildo, que só parou após cruzar a linha de chegada.

“Comecei a correr com 27 anos depois de ver o João da Bota dar uma entrevista dizendo que iniciou com 28. Eu era peão numa fazenda em Inhaúma, próximo de Belo Horizonte, e resolvi correr por conta própria”, relembra Ivanildo, mineiro de Manga, pequena cidade do norte do estado. Conhecido como Gomes, por ser parecido com o ex-goleiro da seleção brasileira, ele pretende correr provas de 10 quilômetros abaixo de 30 minutos e chegar ao nível de importantes fundistas, como Franck Caldeira e Marílson Gomes.

Feminino - Entre as mulheres, Josiane se manteve no pelotão de frente até a metade do trajeto, ocasião em que assumiu a liderança para conquistar o primeiro posto. “Sabia a hora em que devia abrir vantagem, pois já venci outras provas neste mesmo percurso, como a Corrida de Tiradentes e do Verde”, ressalta a atleta que corre desde os 11 anos.

“Quero disputar as demais provas do Circuito e buscar meu sonho, que é ganhar a São Silvestre. Ano passado fiquei em 15º”, afirma Josiane, que é casada com Claudemir da Silva Cardoso, terceiro colocado na competição. “Já fizemos algumas dobradinhas, mas hoje não deu porque o percurso é difícil e o clima estava quente. Mesmo assim, valeu bastante, pois também cheguei ao pódio”, acrescenta Claudemir.

Além da disputa principal, o evento contou com uma corrida de cinco quilômetros, que teve como objetivo incentivar a participação de atletas iniciantes na corrida e caminhantes. O Circuito de Corridas Caixa segue para Goiânia no dia 11 de maio e terá ainda etapas em Belo Horizonte, Uberlândia, Fortaleza, Ribeirão Preto, Porto Alegre, São Paulo, Curitiba e Brasília.

Masculino

1) Ivanildo Pereira dos Anjos - 30min32
2) Marco Antonio Pereira - 30min40
3) Claudemir da Silva Cardoso - 31min01
4) Anoé dos Santos Dias - 31min24
5) Sérgio Celestino da Silva - 31min35

Feminino

1) Josiane da Silva Cardoso - 36min19
2) Adriana Parecida da Silva - 36min36
3) Maria Sandra Pereira Silva - 37min01
4) Sueli Aparecida Vieira - 37min08
5) Odineide Felix de Amorim - 37min16


“Novato” Ivanildo dos Anjos vence Circuito Caixa

Caminhada · 29 abr, 2008

Ivanildo Pereira dos Anjos, 28, anos, uma das revelações do atletismo brasileiro, venceu os 10 quilômetros da etapa de abertura do Circuito Caixa em Campo Grande, no último domingo (27) em 30min32. Entre as mulheres, o primeiro posto ficou com outra jovem competidora, Josiane da Silva Cardoso, de 22 anos.

Ivanildo corre há um ano e meio e conquistou sua principal vitória no currículo nesta competição que reuniu cerca de 850 competidores, sendo 12 na elite masculina e 13 na feminina. Com uma temperatura de 25 graus e sob um forte sol, Claudemir da Silva Cardoso saiu na liderança até a metade da prova, mas não conseguiu manter o ritmo e foi ultrapassado por Ivanildo, que só parou após cruzar a linha de chegada.

“Comecei a correr com 27 anos depois de ver o João da Bota dar uma entrevista dizendo que iniciou com 28. Eu era peão numa fazenda em Inhaúma, próximo de Belo Horizonte, e resolvi correr por conta própria”, relembra Ivanildo, mineiro de Manga, pequena cidade do norte do estado. Conhecido como Gomes, por ser parecido com o ex-goleiro da seleção brasileira, ele pretende correr provas de 10 quilômetros abaixo de 30 minutos e chegar ao nível de importantes fundistas, como Franck Caldeira e Marílson Gomes.

Feminino - Entre as mulheres, Josiane se manteve no pelotão de frente até a metade do trajeto, ocasião em que assumiu a liderança para conquistar o primeiro posto. “Sabia a hora em que devia abrir vantagem, pois já venci outras provas neste mesmo percurso, como a Corrida de Tiradentes e do Verde”, ressalta a atleta que corre desde os 11 anos.

“Quero disputar as demais provas do Circuito e buscar meu sonho, que é ganhar a São Silvestre. Ano passado fiquei em 15º”, afirma Josiane, que é casada com Claudemir da Silva Cardoso, terceiro colocado na competição. “Já fizemos algumas dobradinhas, mas hoje não deu porque o percurso é difícil e o clima estava quente. Mesmo assim, valeu bastante, pois também cheguei ao pódio”, acrescenta Claudemir.

Além da disputa principal, o evento contou com uma corrida de cinco quilômetros, que teve como objetivo incentivar a participação de atletas iniciantes na corrida e caminhantes. O Circuito de Corridas Caixa segue para Goiânia no dia 11 de maio e terá ainda etapas em Belo Horizonte, Uberlândia, Fortaleza, Ribeirão Preto, Porto Alegre, São Paulo, Curitiba e Brasília.

Masculino

1) Ivanildo Pereira dos Anjos - 30min32
2) Marco Antonio Pereira - 30min40
3) Claudemir da Silva Cardoso - 31min01
4) Anoé dos Santos Dias - 31min24
5) Sérgio Celestino da Silva - 31min35

Feminino

1) Josiane da Silva Cardoso - 36min19
2) Adriana Parecida da Silva - 36min36
3) Maria Sandra Pereira Silva - 37min01
4) Sueli Aparecida Vieira - 37min08
5) Odineide Felix de Amorim - 37min16

USP promove fórum para discutir uso do espaço

No último dia 24 a Universidade de São Paulo deu o pontapé inicial do Fórum Permanente do Uso do Espaço Público, que tem como objetivo estabelecer regras de uso e convívio da Cidade Universitária pelos diferentes grupos que a freqüentam. Nos finais de semana atletas, ciclistas, alunos e diversas outras pessoas dividem o espaço, com os mais diversos intuitos.

Segundo o prefeito do Campus, Doutor Adílson Carvalho, desde que ele assumiu a atual gestão, o maior problema são os ciclistas, que chegaram a ser proibidos de usar o local, por gerarem o maior número de conflitos e reclamações por parte dos usuários. “A proibição era ineficaz, pois não tínhamos como mantê-la, mas tínhamos que tomar alguma medida para encerrar os conflitos”, ressalta Adílson.

Segundo o prefeito, o espaço da USP deve ser usado para fins educacionais, como ensino, pesquisa, extensão, entre outros, mas ao mesmo tempo é necessário ceder espaço para outros usos, principalmente pela cidade de São Paulo ser carente neste tipo de espaço. “A questão é encontrar uma forma de se usar o espaço de forma a não interferir nos fins da Universidade”.

Discussões - O treinador Nelson Evêncio, Presidente da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo), esteve presente na abertura do Fórum e comenta que a idéia de discutir o uso do local é muito boa. “Como tem muita gente aos sábado, gera muita confusão para o pessoal da USP, então é necessário organizar o espaço”.

Apesar do prefeito parecer disposto a contribuir com a discussão, segundo Nelson algumas pessoas são contra o uso por pessoas de fora da Universidade. “Em reuniões anteriores eu levantei a idéia de alugarmos alguns banheiros para uso dos alunos, mas algumas pessoas não gostaram da idéia, pois atrapalharia os fins da Universidade”.

O Fórum terá discussões permanentes, com reuniões periódicas e dentro de aproximadamente um mês os grupos formados para representar as comunidades, já apresentarão relatórios e sugestões para o Conselho analisar. Apesar de o assunto ser de interesse da comunidade de corredores e triathletas, poucos representantes destas categorias estiveram presentes, mesmo tendo sido convidados pela ATC.

Enquanto as definições não saem, os treinadores precisam ressaltar para algumas regras que já vigoram no interior da USP, principalmente em relação ao uso da estrutura do local. A seguir há uma lista das normas e, caso alguém observe qualquer tipo de infração, pode entrar em contato com a ATC, através do e-mail [email protected].

  • É proibido o uso de guarda-sol ou banner da assessoria, patrocinador, ou qualquer ação promocional deste gênero;

  • Não se deve utilizar as vagas de estacionamento para montagem de estrutura como cavaletes, cones, colchonetes, cadeiras, mesas, etc;

  • Não se deve utilizar lonas e colchonetes em cima da grama ou no percurso

  • Os alunos devem ser recomendados a não jogar os copos d’água no chão;

  • Os alunos devem ser recomendados a não correrem em grandes grupos, parpa evitar o bloqueio da passagem por outras pessoas;

  • Os ciclistas devem ser recomendados a não pedalarem em grandes pelotões

  • Não se deve utilizar menores de 14 anos para distribuição de água no percurso ou qualquer atividade semelhante.


  • USP promove fórum para discutir uso do espaço

    Caminhada · 29 abr, 2008

    No último dia 24 a Universidade de São Paulo deu o pontapé inicial do Fórum Permanente do Uso do Espaço Público, que tem como objetivo estabelecer regras de uso e convívio da Cidade Universitária pelos diferentes grupos que a freqüentam. Nos finais de semana atletas, ciclistas, alunos e diversas outras pessoas dividem o espaço, com os mais diversos intuitos.

    Segundo o prefeito do Campus, Doutor Adílson Carvalho, desde que ele assumiu a atual gestão, o maior problema são os ciclistas, que chegaram a ser proibidos de usar o local, por gerarem o maior número de conflitos e reclamações por parte dos usuários. “A proibição era ineficaz, pois não tínhamos como mantê-la, mas tínhamos que tomar alguma medida para encerrar os conflitos”, ressalta Adílson.

    Segundo o prefeito, o espaço da USP deve ser usado para fins educacionais, como ensino, pesquisa, extensão, entre outros, mas ao mesmo tempo é necessário ceder espaço para outros usos, principalmente pela cidade de São Paulo ser carente neste tipo de espaço. “A questão é encontrar uma forma de se usar o espaço de forma a não interferir nos fins da Universidade”.

    Discussões - O treinador Nelson Evêncio, Presidente da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo), esteve presente na abertura do Fórum e comenta que a idéia de discutir o uso do local é muito boa. “Como tem muita gente aos sábado, gera muita confusão para o pessoal da USP, então é necessário organizar o espaço”.

    Apesar do prefeito parecer disposto a contribuir com a discussão, segundo Nelson algumas pessoas são contra o uso por pessoas de fora da Universidade. “Em reuniões anteriores eu levantei a idéia de alugarmos alguns banheiros para uso dos alunos, mas algumas pessoas não gostaram da idéia, pois atrapalharia os fins da Universidade”.

    O Fórum terá discussões permanentes, com reuniões periódicas e dentro de aproximadamente um mês os grupos formados para representar as comunidades, já apresentarão relatórios e sugestões para o Conselho analisar. Apesar de o assunto ser de interesse da comunidade de corredores e triathletas, poucos representantes destas categorias estiveram presentes, mesmo tendo sido convidados pela ATC.

    Enquanto as definições não saem, os treinadores precisam ressaltar para algumas regras que já vigoram no interior da USP, principalmente em relação ao uso da estrutura do local. A seguir há uma lista das normas e, caso alguém observe qualquer tipo de infração, pode entrar em contato com a ATC, através do e-mail [email protected].

  • É proibido o uso de guarda-sol ou banner da assessoria, patrocinador, ou qualquer ação promocional deste gênero;

  • Não se deve utilizar as vagas de estacionamento para montagem de estrutura como cavaletes, cones, colchonetes, cadeiras, mesas, etc;

  • Não se deve utilizar lonas e colchonetes em cima da grama ou no percurso

  • Os alunos devem ser recomendados a não jogar os copos d’água no chão;

  • Os alunos devem ser recomendados a não correrem em grandes grupos, parpa evitar o bloqueio da passagem por outras pessoas;

  • Os ciclistas devem ser recomendados a não pedalarem em grandes pelotões

  • Não se deve utilizar menores de 14 anos para distribuição de água no percurso ou qualquer atividade semelhante.

  • O que pode causar lesões nas pernas?

    Nome: Joaquim Augusto Nahas
    Idade: 60 anos
    Dúvida: Caros Senhores. Sempre fui praticante de esportes e há três anos voltei correr em rua, pois dos 18 aos 22 fui corredor de pista. Apesar de estar treinando com orientação, tive dois estiramentos do soleo na mesma perna nos dois primeiros anos e agora tive uma lesão no tendão de aquiles. Em todas as ocorrências tive assistência de ortopedista e fisioterapeuta, mas não foi identificada a razão destas lesões. O que pode estar causando estas lesões? Em tempo participo de corridas entre 10 quilômetros e meia maratona.

    Resposta: As razões são multifatoriais e o Sr. precisa fazer uma avaliação. Mas um grande fator que pode estar contribuindo e a própria idade, pois nossas células com o tempo vão perdendo sua capacidade de regeneração e, pelo contrário vão se degenerando frente ao impacto. Isso é normal!

    Para evitar as lesões o Sr. precisa estar em condições ideais para a prática da corrida, pois os estiramentos geralmente são causados por falta de aquecimento e alongamentos adequados, além do condicionamento físico, excesso de peso, erro de pisada, calçado e terreno, e diversos outros fatores que devem ser observados pelos seus assistentes.Tudo isso deve ser acompanhando de um treinamento sem impacto de força, resistência e propriocepção! Boa corrida!

    Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É integrante da equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira, além de médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo. Atual médica da seleção feminina de futebol


    O que pode causar lesões nas pernas?

    Atletismo · 28 abr, 2008

    Nome: Joaquim Augusto Nahas
    Idade: 60 anos
    Dúvida: Caros Senhores. Sempre fui praticante de esportes e há três anos voltei correr em rua, pois dos 18 aos 22 fui corredor de pista. Apesar de estar treinando com orientação, tive dois estiramentos do soleo na mesma perna nos dois primeiros anos e agora tive uma lesão no tendão de aquiles. Em todas as ocorrências tive assistência de ortopedista e fisioterapeuta, mas não foi identificada a razão destas lesões. O que pode estar causando estas lesões? Em tempo participo de corridas entre 10 quilômetros e meia maratona.

    Resposta: As razões são multifatoriais e o Sr. precisa fazer uma avaliação. Mas um grande fator que pode estar contribuindo e a própria idade, pois nossas células com o tempo vão perdendo sua capacidade de regeneração e, pelo contrário vão se degenerando frente ao impacto. Isso é normal!

    Para evitar as lesões o Sr. precisa estar em condições ideais para a prática da corrida, pois os estiramentos geralmente são causados por falta de aquecimento e alongamentos adequados, além do condicionamento físico, excesso de peso, erro de pisada, calçado e terreno, e diversos outros fatores que devem ser observados pelos seus assistentes.Tudo isso deve ser acompanhando de um treinamento sem impacto de força, resistência e propriocepção! Boa corrida!

    Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É integrante da equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira, além de médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo. Atual médica da seleção feminina de futebol

    Dores na perna, o que pode ser?

    Atletismo · 27 abr, 2008

    Nome: Patrícia Faria Barbosa
    Idade: 31 anos
    Dúvida: Como evitar dores na região interna da perna e lateral da panturrilha? São mais intensas durante os primeiros 30 minutos de corrida e depois permanecem quando realizo agachamento com o peso sobre as pontas dos pés. A dor é concentrada em só uma perna. Já fiz radiografias e a parte óssea está normal. Não consigo alongar esta região, só a parte frontal, posterior e lateral externa. Tenho condromalácea nos dois joelhos. Obrigada pela atenção.

    Nome: Israel
    Idade: 49 anos
    Dúvida: Após ficar trabalhando muitas horas em pé, sinto dores no joelho e evito fazer caminhadas. O que fazer?

    Resposta: Oi Patrícia, primeiramente nunca devemos tratar os sintomas e sim procurar a causa. Indico que você faça ou ressonância magnética ou ultra-sonografia (de acordo com o que seu médico de confiança pedir), tendo um diagnóstico definido podemos fazer com que estas dores parem.

    A resposta para o Israel é a mesma. Essa dor pode ser fraqueza muscular, uma condromalácea, artrose, que só será diagnosticada com exame médico.

    Resposta concedida pelo fisioterapeuta David Homsi. Especialista em fisioterapia esportiva e RPG, hoje ministra palestras e é responsável pelo departamento de fisioterapia, centro de estudos e projeto running da clínica Dr. Osmar de Oliveira: www.osmardeoliveira.com.br

    Quando é necessário raio-x?

    Atletismo · 26 abr, 2008

    <Nome: Luciana
    Idade: 36 anos
    Dúvida: Estou sentindo muitas dores na minha perna esquerda, entre panturrilha e canela. Seria prudente um raio-x?

    Resposta: Olá Luciana. Depende. Como há várias causas de dor na perna em corredores, há também várias formas de se fazer o diagnóstico por exames de imagem. Por exemplo, a radiografia (RX) poderá detectar alguma lesão óssea, enquanto a ultra-sonografia poderá mostrar lesões em tendões ou músculos, já a ressonância magnética, por ser um exame mais abrangente, poderá fazer o diagnóstico de lesões ósseas não vistas ao RX e também de alterações em tendões e músculos.

    Quando você passar pelo médico, ele poderá lhe solicitar um ou mais destes exames para fazer o seu diagnóstico. Menos freqüentemente, os ortopedistas já podem definir alguns diagnósticos apenas pelos sintomas e quadro clínico do paciente, portanto dispensando exames de imagem. Boa sorte!

    Resposta concedida pelo médico radiologista Milton Miszputen. Graduado em radiologia pela UNIFESP/Escola Paulista de Medicina, também é membro do setor de músculo-esquelético do departamento de diagnóstico por imagem e do CETE, ambos da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Contato: www.milton.com.br/esporte

    Minha freqüência cardíaca é alta. Isso é normal?

    Atletismo · 25 abr, 2008

    Nome: Pedro Takayama
    Idade: 44 anos
    Dúvida: Participo das corridas de rua e tenho monitorado o meu batimento cardíaco, e o que tem me intrigado é o valor que gira em torno de 180 a 185 batimentos por minuto (bpm). Já fui ao cardiologista e não apontou nenhum problema, tem alguma explicação para isso? Agradeço muito pela atenção.

    Resposta: A distância dos dados clínicos, pareceu-me ser uma das duas hipóteses:

    1- falta de condicionamento cardiovascular. Na sua idade a freqüência cardíaca máxima é de 176 e suportável apenas por alguns instantes!

    2- arritmia cardíaca (taquicardia) que sem dúvida deve ser investigada com mais detalhes (HOLTER durante seu exercício e outros exames clínicos e laboratoriais).

    Solução: procure seu médico ou vá fazer uma consulta de segunda opinião (é totalmente ético esse procedimento)

    Resposta concedida pelo Dr. Nabil Ghorayeb. Especialista em Cardiologia e em Medicina do Esporte. É chefe da seção médica de cardiologia do exercício e esporte do Instituto Dante Pazzanese e coordenador clínico do Sport Check-up do Hospital do Coração.

    Como evitar lesões no joelho?

    Atletismo · 24 abr, 2008

    Nome: Bruno
    Idade: 24 anos
    Dúvida: Como evitar lesões no joelho para quem corre?

    Resposta: Você pode evitar as lesões se fortalecer e alongar bastante as pernas, se fizer exercícios pliométricos (aqueles que envolvem saltos, deslocamentos e equilíbrio) e também de propriocepção. Além disso, você sempre deve seguir as orientações de seu treinador. Lembre-se também que se não houver excesso de treino, se usar o calçado correto e se o seu treino for personalizado, as chances das lesões diminuem muito.

    Resposta concedida pelo fisioterapeuta David Homsi. Especialista em fisioterapia esportiva e RPG, hoje ministra palestras e é responsável pelo departamento de fisioterapia, centro de estudos e projeto running da clínica Dr. Osmar de Oliveira: www.osmardeoliveira.com.br

    É possível evitar as mortes em academias?

    Inacreditável, mas em menos de 30 dias tivemos em três alunas (idade entre 35 e 45 anos), antigas clientes de duas famosas academias do Rio de Janeiro, a temida parada cardíaca durante suas atividades físicas habituais. Apenas uma teve a sorte de sobreviver, após dias em coma. O que podemos aprender desses lamentáveis fatos?

    Há alguns anos nos EUA foi avaliado as mortes em academias e em princípio concluiu-se que uma equipe de emergência (igual as nossas CIPAs) deveria ser obrigatória, composta por professores, além de um desfibrilador semi-automático de fácil acesso em cada academia. Entre nós, por exemplo, a rede Runner seguiu exatamente essas recomendações e ainda contratou médicos experientes para fazerem os exames de admissão de alunos.

    Os resultados das avaliações apresentados em Congressos de Cardiologia surpreenderam: 33% dos testes ergométricos feitos apresentaram alterações cardiológicas (hipertensão arterial, arritmias e provável isquemia silenciosa ao esforço) desconhecidas por esses alunos. Vejam então que a responsabilidade não é só da academia, mas também do próprio interessado.

    Por isso a recomendação é que as academias só contratem médicos especialistas, ou pelo menos profissionais experientes na área do esporte/exercício. Além disso, fazer exame de capacidade física antes da avaliação médica é um risco, porque no exame físico pode ocorrer algum evento médico inesperado.

    Mas afinal o que podemos exigir? Você que freqüenta academia, ou que treina e corre nos parques e/ou clubes, deve em primeiro lugar escolher um profissional de educação física para orienta-lo, pelo menos no início, além de conferir o currículo desse profissional. Depois deve fazer uma avaliação médica competente que inclua exames (teste ergométrico) feitos por especialista. Nunca aceite um quebra-galho qualquer (atestado fajuto).

    Lamento voltar a esse assunto, mas não se pode aceitar, com todo o respeito, MORTES evitáveis. O que determinou esse evento ou foram doenças cardíacas não diagnosticadas ou desvalorizadas. Em São Paulo, há dois anos atrás, morreu fazendo spinning numa academia que permanece aberta 24 horas, um paciente nosso proibido de fazer exercícios até segunda ordem. Mas a academia simplesmente acreditou na informação verbal que ele estava liberado.

    Realmente “Ninguém Morre de Véspera” (editora Phorte) essa é uma afirmação verdadeira e resume o que pensamos: apesar da fragilidade do ser humano, ele pode ser cuidadoso com seu corpo fazendo a simples prevenção do risco de doenças cardiovasculares.

    Para isso pratique exercícios físicos aeróbios de quatro a cinco vezes por semana e acrescente exercícios de fortalecimento muscular duas vezes por semana. E não esqueça de fazer os exames médicos.


    É possível evitar as mortes em academias?

    Atletismo · 22 abr, 2008

    Inacreditável, mas em menos de 30 dias tivemos em três alunas (idade entre 35 e 45 anos), antigas clientes de duas famosas academias do Rio de Janeiro, a temida parada cardíaca durante suas atividades físicas habituais. Apenas uma teve a sorte de sobreviver, após dias em coma. O que podemos aprender desses lamentáveis fatos?

    Há alguns anos nos EUA foi avaliado as mortes em academias e em princípio concluiu-se que uma equipe de emergência (igual as nossas CIPAs) deveria ser obrigatória, composta por professores, além de um desfibrilador semi-automático de fácil acesso em cada academia. Entre nós, por exemplo, a rede Runner seguiu exatamente essas recomendações e ainda contratou médicos experientes para fazerem os exames de admissão de alunos.

    Os resultados das avaliações apresentados em Congressos de Cardiologia surpreenderam: 33% dos testes ergométricos feitos apresentaram alterações cardiológicas (hipertensão arterial, arritmias e provável isquemia silenciosa ao esforço) desconhecidas por esses alunos. Vejam então que a responsabilidade não é só da academia, mas também do próprio interessado.

    Por isso a recomendação é que as academias só contratem médicos especialistas, ou pelo menos profissionais experientes na área do esporte/exercício. Além disso, fazer exame de capacidade física antes da avaliação médica é um risco, porque no exame físico pode ocorrer algum evento médico inesperado.

    Mas afinal o que podemos exigir? Você que freqüenta academia, ou que treina e corre nos parques e/ou clubes, deve em primeiro lugar escolher um profissional de educação física para orienta-lo, pelo menos no início, além de conferir o currículo desse profissional. Depois deve fazer uma avaliação médica competente que inclua exames (teste ergométrico) feitos por especialista. Nunca aceite um quebra-galho qualquer (atestado fajuto).

    Lamento voltar a esse assunto, mas não se pode aceitar, com todo o respeito, MORTES evitáveis. O que determinou esse evento ou foram doenças cardíacas não diagnosticadas ou desvalorizadas. Em São Paulo, há dois anos atrás, morreu fazendo spinning numa academia que permanece aberta 24 horas, um paciente nosso proibido de fazer exercícios até segunda ordem. Mas a academia simplesmente acreditou na informação verbal que ele estava liberado.

    Realmente “Ninguém Morre de Véspera” (editora Phorte) essa é uma afirmação verdadeira e resume o que pensamos: apesar da fragilidade do ser humano, ele pode ser cuidadoso com seu corpo fazendo a simples prevenção do risco de doenças cardiovasculares.

    Para isso pratique exercícios físicos aeróbios de quatro a cinco vezes por semana e acrescente exercícios de fortalecimento muscular duas vezes por semana. E não esqueça de fazer os exames médicos.

    Choque térmico e emplastos são indicados para entorse?

    Atletismo · 21 abr, 2008

    Nome: Alexandre Werder Pinto
    Idade: 35 anos
    Dúvida: Torci fortemente meu tornozelo há cinco dias. Fiz o tratamento inicial com gelo e ataduras para imobilizá-lo. Descansei o pé por uns três dias e voltei a trabalhar, dou aulas, trabalho muito em pé. Mas ainda sinto dores. Quero saber se o tratamento com "choque térmico" e emplastos, é indicado ou não? Obrigado.

    Resposta: O mais indicado é uma consulta com especialista em pé e tornozelo, para ver se houve ou não lesão em ligamentos da articulação. No momento apenas gelo é necessário.

    Resposta concedida pelo fisioterapeuta David Homsi. Especialista em fisioterapia esportiva e RPG, hoje ministra palestras e é responsável pelo departamento de fisioterapia, centro de estudos e projeto running da clínica Dr. Osmar de Oliveira: www.osmardeoliveira.com.br

    Depois de lesão, ainda sinto dor na corrida

    Atletismo · 20 abr, 2008

    Nome: João Campos Filho
    Idade: 51 anos
    Dúvida: Eu sofri uma lesão parcial do adutor direito jogando futebol que não é a minha modalidade de esporte de lazer e sim a corrida de rua. Fiz todos os procedimentos junto ao médico, já faz três meses, voltei a correr devagar e ainda sinto dor na mesma região, mais no início da corrida. Será que um dia essa dor passara com o decorrer do tempo? Desde já agradeço muito. Um abraço e tudo de bom para todos.

    Resposta: Olá João. Seria interessante antes de voltar a correr, que você fizesse um exame para confirmar a cicatrização muscular. E antes de voltar com tudo seria prudente fazer um bom reforço e fortalecimento muscular para evitar que ocorra uma nova lesão. Aí depois disso você vai poder voltar sim!

    Resposta concedida pela Dra. Ana Paula Simões. Especialista em medicina e cirurgia do pé e tornozelo. É integrante da equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira, além de médica do grupo de trauma esportivo da Santa Casa de São Paulo. Atual médica da seleção feminina de futebol