A candidíase vaginal é uma inflamação que acomete a região genital da mulher, causada por fungos da família Cândida (também conhecida como monília), natural da flora vaginal e que costumam viver em equilíbrio com as demais bactérias que lá vivem.
Porém, em determinadas situações como: estresse intenso, relação sexual sem proteção, baixa imunidade (como acontece nas doenças tipo a diabetes e a AIDS), uso de antibióticos ou hábitos de higiene e vestuário inadequados, ela pode se multiplicar de forma excessiva, rompendo o delicado equilíbrio e causando inflamação. No verão, por exemplo, o ambiente fica mais úmido e quente do que normalmente é e a cândida se fortalece.
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A ginecologista Mariana Maldonado explica que o primeiro passo ao sentir uma coceira na região vaginal é procurar um especialista, o mais breve possível, para definir com clareza seu significado. “A maioria das mulheres acha que coceira na região genital é sinônimo de candidíase e isso não é verdade. Nem toda coceira na vulva ou na vagina é sinal da presença dela. Alergias, irritações e outras inflamações vaginais também podem dar coceira”.
Sintomas
Ardência ao urinar, vermelhidão local, sensação de coceira leve ou intensa na vulva ou dentro da vagina, dor com a penetração na hora da relação sexual e uma espécie de corrimento branco saindo, como uma nata de leite. “Este é o quadro típico da infecção pela Cândida. Estima-se que aproximadamente 75% das mulheres terão, pelo menos, um episódio de candidíase genital ao longo da vida”, alerta Mariana.
5 a 10% das mulheres podem apresentar crises recorrentes de inflamação pela Cândida e isso é particularmente muito incômodo. Ter mais do que quatro crises em um ano, diagnosticadas pelo médico, caracteriza o quadro de candidíase de repetição.

Hábitos de vestuário adequados são importantes para tentar prevenir a candidíase Foto: LuckyImages/Fotolia
Por que mulheres praticantes de esporte sofrem mais com isso?
A ginecologista explica que corredoras e atletas, principalmente as que treinam na água, podem ficar mais vulneráveis a esse tipo de situação, pois tendem a estar em contato com roupas úmidas por mais tempo, principalmente em treinos longos. “Nada de ficar com a roupa molhada depois de treinar, aproveite para trocar o quanto antes”.
Previna-se
É essencial manter uma alimentação equilibrada, usar roupas frescas e leves, fazer a higiene íntima com produtos adequados e próprios para a região, dar preferência para as calcinhas de algodão, evitar o uso dos protetores diários e roupas úmidas por muito tempo
“Uma vez feito o diagnóstico de candidíase de repetição, é importante tentar descobrir a causa do problema. Nesses casos, é obrigatório pesquisar as condições que podem afetar a imunidade da mulher”, alerta Mariana.
Testes para o HIV, dosagem da glicose, hemograma completo e uma cultura para saber qual o tipo de Cândida envolvida na infecção podem fazer parte dos exames básicos para se fazer uma boa investigação. Além disso, informações sobre higiene íntima e hábitos de vestuário adequados são importantes para tentar prevenir os ataques repetidos da Cândida.
Tratar a candidíase de repetição nem sempre é uma tarefa fácil. Existem casos que podem ser bem resistentes. “As opções são bem variadas, mas um grande aliado nessa briga tem sido a homeopatia. Com bons resultados e livre de efeitos colaterais, essa pode ser uma ótima opção para quem cansou de tantos tratamentos e ainda não conseguiu se livrar do problema”, diz.