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Equipes completam o primeiro dia do Desafio 600k

Direto de São Sebastião - As 20 equipes participantes do Desafio Nike 600k completaram nessa quinta-feira (22) o primeiro trecho do revezamento São Paulo - Rio de Janeiro, que acontece entre os dias 22 e 25 de outubro. Ao todo, as equipes percorreram 193 quilômetros. Ainda restam 407 quilômetros para serem feitos até domingo (25).

A primeira equipe que cruzou o pórtico de chegada do primeiro dia foi a de Brasília, em 12h31min20. Para Marcelo Lopes, o último atleta brasiliense, a prova foi dura. “Foi difícil e sofrido. Mas contamos muito com o apoio da equipe. Estamos correndo de pouco em pouco para tentar chegar bem no final”, conta.

O jornalista Roberto Ferreira, que corre para a equipe Run&Fun, aprovou o Desafio. De acordo com o atleta, apesar da logística da prova ser um pouco complicada, a corrida é muito desafiadora. “Teve alguns pontos de trocas que foram difíceis de achar. Mas não é uma prova complicada de fazer em termos de desempenho”, revela.

Para ele a quinta-feira foi cansativa por outros fatores. “A chuva hoje de manhã, a insegurança, ansiedade, até ajeitar isso tudo foi meio confuso. Por isso hoje a gente está mais cansado. Mas estamos curtindo demais. É uma prova de curtição. Todo mundo está alegre e feliz”, completa Roberto.

Recuperação - Depois de um dia intenso de corrida, os atletas foram recepcionados no Nike Village em São Sebastião. No espaço os corredores contaram com jantar de massas, atendimento médico, massagistas e tinas de gelo para crioterapia.

Fábio Batista, equipe Núcleo Aventura/ Projeto Mulher, foi um dos atletas que aproveitou todo o espaço para a recuperação. Durante a entrevista, ele estava na tina de gelo. “Essa prova é bem intensa. São quatro dias de intensidade total. As pernas de hoje foram muito sofridas. Por isso temos que fazer uma recuperação legal para tentarmos manter o mesmo ritmo no segundo dia”.

De acordo com o médico responsável pela prova, o Dr. Paulo Zogaib, os atletas chegaram bem e não houve nenhum atendimento grave. Segundo ele, a recuperação para a próxima etapa é muito importante. “A imersão no gelo ajuda bastante porque tira o processo inflamatório, alivia a dor e facilita o retorno venoso. A massagem também é indicada e ajuda a remover as substâncias que se acumularam na musculatura”, explica.

Além disso, o médico aconselha manter a hidratação e se alimentar com carboidratos. “Na medida do possível, os atletas também devem tentar dormir o máximo que conseguirem para estarem bem no próximo dia”, finaliza.

Na sexta-feira (23), as equipes encaram o maior trecho da prova, com um pouco mais de 200 quilômetros. A largada do segundo dia está prevista para às 5h da manhã em São Sebastião. Já a chegada será em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro.


Equipes completam o primeiro dia do Desafio 600k

Ultra Maratona · 22 out, 2009

Direto de São Sebastião - As 20 equipes participantes do Desafio Nike 600k completaram nessa quinta-feira (22) o primeiro trecho do revezamento São Paulo - Rio de Janeiro, que acontece entre os dias 22 e 25 de outubro. Ao todo, as equipes percorreram 193 quilômetros. Ainda restam 407 quilômetros para serem feitos até domingo (25).

A primeira equipe que cruzou o pórtico de chegada do primeiro dia foi a de Brasília, em 12h31min20. Para Marcelo Lopes, o último atleta brasiliense, a prova foi dura. “Foi difícil e sofrido. Mas contamos muito com o apoio da equipe. Estamos correndo de pouco em pouco para tentar chegar bem no final”, conta.

O jornalista Roberto Ferreira, que corre para a equipe Run&Fun, aprovou o Desafio. De acordo com o atleta, apesar da logística da prova ser um pouco complicada, a corrida é muito desafiadora. “Teve alguns pontos de trocas que foram difíceis de achar. Mas não é uma prova complicada de fazer em termos de desempenho”, revela.

Para ele a quinta-feira foi cansativa por outros fatores. “A chuva hoje de manhã, a insegurança, ansiedade, até ajeitar isso tudo foi meio confuso. Por isso hoje a gente está mais cansado. Mas estamos curtindo demais. É uma prova de curtição. Todo mundo está alegre e feliz”, completa Roberto.

Recuperação - Depois de um dia intenso de corrida, os atletas foram recepcionados no Nike Village em São Sebastião. No espaço os corredores contaram com jantar de massas, atendimento médico, massagistas e tinas de gelo para crioterapia.

Fábio Batista, equipe Núcleo Aventura/ Projeto Mulher, foi um dos atletas que aproveitou todo o espaço para a recuperação. Durante a entrevista, ele estava na tina de gelo. “Essa prova é bem intensa. São quatro dias de intensidade total. As pernas de hoje foram muito sofridas. Por isso temos que fazer uma recuperação legal para tentarmos manter o mesmo ritmo no segundo dia”.

De acordo com o médico responsável pela prova, o Dr. Paulo Zogaib, os atletas chegaram bem e não houve nenhum atendimento grave. Segundo ele, a recuperação para a próxima etapa é muito importante. “A imersão no gelo ajuda bastante porque tira o processo inflamatório, alivia a dor e facilita o retorno venoso. A massagem também é indicada e ajuda a remover as substâncias que se acumularam na musculatura”, explica.

Além disso, o médico aconselha manter a hidratação e se alimentar com carboidratos. “Na medida do possível, os atletas também devem tentar dormir o máximo que conseguirem para estarem bem no próximo dia”, finaliza.

Na sexta-feira (23), as equipes encaram o maior trecho da prova, com um pouco mais de 200 quilômetros. A largada do segundo dia está prevista para às 5h da manhã em São Sebastião. Já a chegada será em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro.

Desafio 600K: equipes imprimem forte ritmo no primeiro dia

Ultra Maratona · 22 out, 2009

Direto de Boracéia - As equipes do Desafio Nike 600k, prova de revezamento entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, começaram o evento nessa quinta-feira (22) com um forte ritmo. A equipe Filhos do Vento, representantes da capital carioca, lidera a competição e deve terminar o primeiro dia de prova às 17h.

Os Filhos do Vento foram os primeiros a chegarem no ponto de troca da praia de Boracéia. Agora só resta completar mais um trecho de corrida, com um pouco mais de quatro quilômetros. Mas antes disso eles devem pegar o segundo ponto de transposição da prova. O trecho de transposição não poderá ser feito a pé, por causa do alto trânsito.

De acordo com os organizadores, as primeiras equipes estavam previstas para chegar ao Nike Village de São Sebastião às 18h30. Mas com a animação e o ritmo dos atletas, eles devem chegar antes. Porém, algumas equipes adotaram uma estratégia um pouco mais conservadora. Segundo o treinador Nelson Evêncio, que integra a equipe Nike Corre, alguns atletas exageraram no início e por isso podem sofrer ao longo dos dias. “Eu mesmo tenho que controlar o meu ritmo. Ainda tenho que administrar isso”, revela o treinador que correu cerca de 12 quilômetros nessa quinta-feira (22).

O Desafio Nike 600K acontece até o domingo. A final da prova será realizada o Rio de Janeiro junto com a corrida de 10 quilômetros Nike Human Race.

Atletas do Desafio Nike 600K estão próximos de Bertioga

Ultra Maratona · 22 out, 2009

Os atletas da do Desafio Nike 600K largaram na madrugada desta quinta-feira de São Paulo rumo a São Sebastião, num dos primeiros trechos da prova que seguirá para o Rio de Janeiro. Após a chuva que caiu no início, o tempo encoberto marca a passagem dos atletas pela região de Bertioga.

A equipe Fast Runner saiu na frente, mas a equipe BH resolveu acelerar e disparou na ponta, deixando as concorrentes para trás. Pouco depois, porém, a Filhos do Vento assumiu o primeiro posto, mas não por muito tempo, já que o time de Curitiba ultrapassou todos por volta das 11h.

Os atletas de ponta estão no posto de troca seis aguardando seus companheiros chegarem e um leve mormaço começa a tomar conta da região serrana, com o sol ameaçando aparecer.

Começa o Desafio Nike 600k em São Paulo

Ultra Maratona · 22 out, 2009

Direto de Riacho Grande - A largada do Desafio Nike 600K aconteceu na madrugada dessa quinta-feira (22) em São Paulo. Os atletas iniciaram a corrida às 5h em baixo de chuva. Os primeiros atletas que correram enfrentaram muita água e temperatura média na casa dos 18 graus.

Porém, para muitas equipes a chuva não foi empecilho. De acordo com a única equipe feminina da prova, Mulheres Nike, se o tempo permanecer nublado e com chuva até a chegada, no domingo na capital carioca, será perfeito. Os primeiros trechos da competição também foram encarados como uma adaptação e com muita ansiedade para os próximos atletas que vão encarar o Desafio ao longo do dia.

Depois do asfalto dentro de São Paulo e também na rodovia Anchieta, os participantes vão correr na estrada velha de Santos. Ao todo serão cerca de sete quilômetros de descida nesse trecho. Hoje os atletas correm até São Sebastião. Acompanhe a cobertura do evento no Webrun.

Atletas estão prontos para encarar o Desafio 600K

Direto de São Paulo - Os atletas que vão encarar o Desafio Nike 600K se reuniram na tarde dessa quarta-feira (21) na capital paulista para acertarem os últimos detalhes para a prova. Isso porque, a organização do evento realizou um congresso técnico sobre a corrida e também a distribuição dos kits de atletas.

A largada do Desafio está prevista para a quinta-feira (22) ás 5h no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. Cerca de 20 equipes vão encarar 600 quilômetros de corrida em revezamento até chegarem à capital carioca, no domingo, 25 de outubro.

Para isso cada equipe, composta por 12 pessoas (10 atletas e dois reservas), contará com uma van e um carro de apoio, além de uma moto fiscalizadora. Esta última irá acompanhar em tempo integral cada corredor.

Ao todo serão quatro dias de corrida e ao final de cada dia os corredores irão descansar em postos chamados de Nike Villages. O primeiro posto será em São Sebastião, o segundo em Angra dos Reis e o terceiro no Rio de Janeiro.

Em média cada equipe correrá 200 quilômetros por dia. No quarto e último dia, os atletas irão correr apenas 10 quilômetros junto com a corrida Nike Human Race, realizada também na capital carioca. Vence o Desafio a equipe que completar o percurso de 600 quilômetros em menos tempo.

Para incentivar cada corredor, a prova contará com a presença de dois padrinhos, os atletas profissionais Vanderlei Cordeiro de Lima e Franck Caldeira. Apesar de não integrarem nenhuma equipe, ambos revelaram que vão correr alguns trechos com os participantes. “Será uma forma de apoio e incentivo”, conta Vanderlei.

Logística - A prova irá passar pela estrada velha de Santos, 10 municípios e também por rodovias, como a Anchieta e a Rio-Santos. Por esse motivo, o percurso não estará fechado para a circulação de veículos. De acordo com os organizadores, nos trechos de trânsito mais intenso o número de staffs será dobrado. Porém, cada corredor será responsável pela própria segurança. Por esse motivo está proibido o uso de MP3 durante a corrida.

Ainda segundo os organizadores, haverão três trechos na prova que os atletas terão que fazer com vans e serão impedidos de correr, já que são trechos sem acostamento e com alto tráfego de veículos. O tempo perdido nos trechos de deslocamento com as vans será compensado depois.

Em cada Nike Village, os corredores contarão com médicos, massagistas e tinas com gelo para fazer a crioterapia. Além disso, duas ambulâncias móveis acompanharão a prova e um helicóptero ficará a disposição em caso de emergência.

O Desafio Nike 600K começa nessa quinta-feira e o Webrun vai acompanhar de perto toda a corrida.


Atletas estão prontos para encarar o Desafio 600K

Ultra Maratona · 21 out, 2009

Direto de São Paulo - Os atletas que vão encarar o Desafio Nike 600K se reuniram na tarde dessa quarta-feira (21) na capital paulista para acertarem os últimos detalhes para a prova. Isso porque, a organização do evento realizou um congresso técnico sobre a corrida e também a distribuição dos kits de atletas.

A largada do Desafio está prevista para a quinta-feira (22) ás 5h no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. Cerca de 20 equipes vão encarar 600 quilômetros de corrida em revezamento até chegarem à capital carioca, no domingo, 25 de outubro.

Para isso cada equipe, composta por 12 pessoas (10 atletas e dois reservas), contará com uma van e um carro de apoio, além de uma moto fiscalizadora. Esta última irá acompanhar em tempo integral cada corredor.

Ao todo serão quatro dias de corrida e ao final de cada dia os corredores irão descansar em postos chamados de Nike Villages. O primeiro posto será em São Sebastião, o segundo em Angra dos Reis e o terceiro no Rio de Janeiro.

Em média cada equipe correrá 200 quilômetros por dia. No quarto e último dia, os atletas irão correr apenas 10 quilômetros junto com a corrida Nike Human Race, realizada também na capital carioca. Vence o Desafio a equipe que completar o percurso de 600 quilômetros em menos tempo.

Para incentivar cada corredor, a prova contará com a presença de dois padrinhos, os atletas profissionais Vanderlei Cordeiro de Lima e Franck Caldeira. Apesar de não integrarem nenhuma equipe, ambos revelaram que vão correr alguns trechos com os participantes. “Será uma forma de apoio e incentivo”, conta Vanderlei.

Logística - A prova irá passar pela estrada velha de Santos, 10 municípios e também por rodovias, como a Anchieta e a Rio-Santos. Por esse motivo, o percurso não estará fechado para a circulação de veículos. De acordo com os organizadores, nos trechos de trânsito mais intenso o número de staffs será dobrado. Porém, cada corredor será responsável pela própria segurança. Por esse motivo está proibido o uso de MP3 durante a corrida.

Ainda segundo os organizadores, haverão três trechos na prova que os atletas terão que fazer com vans e serão impedidos de correr, já que são trechos sem acostamento e com alto tráfego de veículos. O tempo perdido nos trechos de deslocamento com as vans será compensado depois.

Em cada Nike Village, os corredores contarão com médicos, massagistas e tinas com gelo para fazer a crioterapia. Além disso, duas ambulâncias móveis acompanharão a prova e um helicóptero ficará a disposição em caso de emergência.

O Desafio Nike 600K começa nessa quinta-feira e o Webrun vai acompanhar de perto toda a corrida.

Ultramaratonista dos EUA tenta recorde no Brasil

Ultra Maratona · 25 jul, 2008

Entre os dias três a cinco de outubro acontece em Porto Alegre (RS) a edição 2008 do Mercovida, feira destinada ao mercado de corridas de rua. Uma das atrações será o ultramaratonista americano Dean Karnazes, que tentará bater o recorde mundial de esteiras em 24 horas.

Dean, que é um cidadão greco-americano, venceu a Ultramaratona Badwater (217 quilômetros nos deserto dos EUA) em 2004 e a Vermont 100 Mile Endurance Run (prova de 162 quilômetros considerada como uma das grand slams das ultramaratonas) em 2006. Dentre outros feitos, ele fez a travessia da Baía de São Francisco a nado.

O evento reunirá empresários, profissionais e empreendedores da área de corrida em um mesmo ambiente, para promover o relacionamento, desenvolvimento e aprimoramento de todos. Além da performance de Karnazes, equipes mistas de 12 a 24 atletas vão se revezar durante o período na esteira e também num percurso de rua de 2,5 quilômetros.

O circuito de rua promete atrações para os participantes, entre elas shows de luzes, túneis com telões transmitindo videoclipes, além de um DJ para animar com músicas durante toda a noite. O lado social não foi esquecido, já que as equipes deverão doar alimentos não perecíveis a serem doados para o banco de alimentos da região.

Para conhecer a programação completa e efetuar a inscrição nos eventos da feira, basta acessar o site oficial, o www.mercovida.com.br.

Villar supera dificuldades e completa Badwater

O ultramaratonista Márcio Villar participou no último dia 16 da Ultramaratona Badwater, competição de 217 quilômetros pelo Vale da Morte dos Estados Unidos. Superando dificuldades que começaram na preparação da equipe ainda no Brasil, o carioca conseguiu chegar ao final da disputa com o tempo de 42h07min53.

Villar foi para os Estados Unidos sem saber se conseguiria largar, já que a falta de patrocínio não possibilitou que ele contasse com uma equipe de apoio completa, fato que não o desanimou. Seu colega Giuliano Martins Santos conseguiu uma passagem aérea em cima da hora e, junto com Mônica Otero, formou o apoio mínimo exigido pelo regulamento.

“Consegui o carro e em cima da hora larguei com o mínimo obrigatório. Quando o diretor de prova viu apenas nos três, riu da nossa cara e perguntou quem era o brasileiro que achava que conseguiria atravessar o deserto dessa forma”, lembra o ultramaratonista. Grande parte das equipes tinha dois carros de apoio e pelo menos quatro pessoas para ajudar na retaguarda.

Esforço - “Os outros não tinham um Giuliano e uma Mônica na equipe deles, os dois foram fantásticos. Eles se revezavam no volante, me davam comida, água, gelo, me molhavam e ainda corriam ao meu lado, foram dois super heróis”, comemora Márcio, que reverteu todos os problemas em forças para enfrentar o calor de mais de 50ºC. Ele viajou com uma contusão na panturrilha e correu a prova ingerindo comprimidos de antiinflamatório a cada três horas para suportar a dor.

“Até as primeiras 12 horas eu estava bem, mas depois comecei a vomitar e tive que colocar gelo debaixo do boné e num lenço amarrado no pescoço para refrescar”, ressalta o atleta que ainda ingeriu gelo para refrescar o interior do corpo e fazer com que os alimentos não fossem mais regurgitados.

Recuperado, ele seguiu bem até a passagem das 32 horas de prova, ocasião em que começou a passar muito mal e quase desmaiou. “Bateu uma fraqueza e sono, vomitei muito e tive que parar uns 15 minutos para comer algo e recuperar as forças”. Passado o mal-estar, ele voltou a correr, mas não conseguiu recuperar o tempo perdido para fechar entre 36 e 39 horas como havia planejado.

“Mesmo assim foi um ótimo resultado para quem foi sem nenhum apoio e nem sabia se iria largar, agora espero que apareça algum patrocinador”. O tempo de Márcio possibilitou que, além da medalha, ele recebesse uma fivela especial por completar o percurso em até 48 horas (o máximo são 60).

Ele foi o terceiro brasileiro a conseguir o feito, já alcançado por Sérgio Cordeiro e Valmir Nunes. A Badwater teve a presença de um outro competidor nacional, João Sack Prestes, que fechou o trajeto com o tempo de 42h42min14 e também levou a fivela.


Villar supera dificuldades e completa Badwater

Ultra Maratona · 21 jul, 2008

O ultramaratonista Márcio Villar participou no último dia 16 da Ultramaratona Badwater, competição de 217 quilômetros pelo Vale da Morte dos Estados Unidos. Superando dificuldades que começaram na preparação da equipe ainda no Brasil, o carioca conseguiu chegar ao final da disputa com o tempo de 42h07min53.

Villar foi para os Estados Unidos sem saber se conseguiria largar, já que a falta de patrocínio não possibilitou que ele contasse com uma equipe de apoio completa, fato que não o desanimou. Seu colega Giuliano Martins Santos conseguiu uma passagem aérea em cima da hora e, junto com Mônica Otero, formou o apoio mínimo exigido pelo regulamento.

“Consegui o carro e em cima da hora larguei com o mínimo obrigatório. Quando o diretor de prova viu apenas nos três, riu da nossa cara e perguntou quem era o brasileiro que achava que conseguiria atravessar o deserto dessa forma”, lembra o ultramaratonista. Grande parte das equipes tinha dois carros de apoio e pelo menos quatro pessoas para ajudar na retaguarda.

Esforço - “Os outros não tinham um Giuliano e uma Mônica na equipe deles, os dois foram fantásticos. Eles se revezavam no volante, me davam comida, água, gelo, me molhavam e ainda corriam ao meu lado, foram dois super heróis”, comemora Márcio, que reverteu todos os problemas em forças para enfrentar o calor de mais de 50ºC. Ele viajou com uma contusão na panturrilha e correu a prova ingerindo comprimidos de antiinflamatório a cada três horas para suportar a dor.

“Até as primeiras 12 horas eu estava bem, mas depois comecei a vomitar e tive que colocar gelo debaixo do boné e num lenço amarrado no pescoço para refrescar”, ressalta o atleta que ainda ingeriu gelo para refrescar o interior do corpo e fazer com que os alimentos não fossem mais regurgitados.

Recuperado, ele seguiu bem até a passagem das 32 horas de prova, ocasião em que começou a passar muito mal e quase desmaiou. “Bateu uma fraqueza e sono, vomitei muito e tive que parar uns 15 minutos para comer algo e recuperar as forças”. Passado o mal-estar, ele voltou a correr, mas não conseguiu recuperar o tempo perdido para fechar entre 36 e 39 horas como havia planejado.

“Mesmo assim foi um ótimo resultado para quem foi sem nenhum apoio e nem sabia se iria largar, agora espero que apareça algum patrocinador”. O tempo de Márcio possibilitou que, além da medalha, ele recebesse uma fivela especial por completar o percurso em até 48 horas (o máximo são 60).

Ele foi o terceiro brasileiro a conseguir o feito, já alcançado por Sérgio Cordeiro e Valmir Nunes. A Badwater teve a presença de um outro competidor nacional, João Sack Prestes, que fechou o trajeto com o tempo de 42h42min14 e também levou a fivela.

Sem apoio, brasileiro pode não correr Badwater

O brasileiro Márcio Villar foi um dos 90 ultramaratonistas do mundo selecionados em uma lista de três mil, para participar da Badwater, prova de 217 quilômetros no deserto do Vale da Morte nos Estados Unidos. A competição acontece entre os dias 14 a 16 de julho, mas ele corre o risco de ficar de fora, pois há quase 20 dias do embarque, ainda não conseguiu patrocinadores dispostos a ajudá-lo.

Segundo Márcio, entre as despesas estão as diárias do hotel, a locação de um carro de apoio no local, combustível, bebidas, comida, gelo, equipamentos, entre outros itens, num total aproximado de seis mil reais. “Não sei mais o que fazer, já fui atrás de tudo quanto é empresa, Prefeitura, Governo do Estado e nada, nem um real”, lamenta.

Até o momento, apenas as empresas Winsite Computer e Compax Engenharia Ltda resolveram apostar no carioca e arcaram com os custos de passagem aérea e inscrição na prova, respectivamente. “É incrível, é mais fácil correr uma ultramaratona de 217 quilômetros no deserto, do que conseguir um patrocínio nesse País”.

Conquista - Na Badwater ele vai encarar temperaturas que podem chegar a 55ºC no deserto da Califórnia e o objetivo é terminar em até 48 horas para conquistar, além da medalha, uma fivela especial. “Até hoje apenas o Valmir Nunes e o Sérgio Cordeiro alcançaram o feito”, lembra Villar que fez uma intensa preparação para encarar desafio.

Alguns amigos o estão apoiando, caso dos brasileiros Giuliano Martins Santos e Mônica Otero, que bancarão as próprias despesas para integrar a equipe de apoio, e do americano Pat Knoff, que lhe emprestará alguns equipamentos. Quem se solidarizar com Márcio e quiser ter sua marca atrelada a uma grande conquista, basta acessar o site www.rompendoemfe.org.br/marcio-villar.htm e preencher as cotas de patrocínio.


Sem apoio, brasileiro pode não correr Badwater

Ultra Maratona · 18 jun, 2008

O brasileiro Márcio Villar foi um dos 90 ultramaratonistas do mundo selecionados em uma lista de três mil, para participar da Badwater, prova de 217 quilômetros no deserto do Vale da Morte nos Estados Unidos. A competição acontece entre os dias 14 a 16 de julho, mas ele corre o risco de ficar de fora, pois há quase 20 dias do embarque, ainda não conseguiu patrocinadores dispostos a ajudá-lo.

Segundo Márcio, entre as despesas estão as diárias do hotel, a locação de um carro de apoio no local, combustível, bebidas, comida, gelo, equipamentos, entre outros itens, num total aproximado de seis mil reais. “Não sei mais o que fazer, já fui atrás de tudo quanto é empresa, Prefeitura, Governo do Estado e nada, nem um real”, lamenta.

Até o momento, apenas as empresas Winsite Computer e Compax Engenharia Ltda resolveram apostar no carioca e arcaram com os custos de passagem aérea e inscrição na prova, respectivamente. “É incrível, é mais fácil correr uma ultramaratona de 217 quilômetros no deserto, do que conseguir um patrocínio nesse País”.

Conquista - Na Badwater ele vai encarar temperaturas que podem chegar a 55ºC no deserto da Califórnia e o objetivo é terminar em até 48 horas para conquistar, além da medalha, uma fivela especial. “Até hoje apenas o Valmir Nunes e o Sérgio Cordeiro alcançaram o feito”, lembra Villar que fez uma intensa preparação para encarar desafio.

Alguns amigos o estão apoiando, caso dos brasileiros Giuliano Martins Santos e Mônica Otero, que bancarão as próprias despesas para integrar a equipe de apoio, e do americano Pat Knoff, que lhe emprestará alguns equipamentos. Quem se solidarizar com Márcio e quiser ter sua marca atrelada a uma grande conquista, basta acessar o site www.rompendoemfe.org.br/marcio-villar.htm e preencher as cotas de patrocínio.

Confira como foi a Volta à Ilha ponto a ponto

Florianópolis - No último sábado aconteceu em Florianópolis (SC) a 13ª edição do Revezamento Volta à Ilha, competição de 150 quilômetros que passou por diversos pontos turísticos da capital catarinense. A vitória geral ficou com a Paquetá Esportes, que faturou o tricampeonato da prova, mas a grande maioria das equipes era composta por atletas que queriam se divertir e disputar um evento diferente.

As largadas aconteceram a partir das 4h no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, com céu encoberto e sob uma chuva fraca. A cada 15 minutos um grupo de atletas saía para o primeiro posto de troca, sob muitos aplausos e gritos de incentivo do pequeno, mas animado público presente.

O triathleta profissional Leandro Macedo, que ano passado competiu a Volta à Ilha som seu sócio Bruno Gagliardi, este ano veio apenas para coordenar os alunos de sua assessoria esportiva, a Top Sports. “Abrimos mão da nossa vaga para que uma dupla competisse”, ressalta Leandro que trouxe três equipes de participação, uma dupla mista e uma equipe feminina.

Mais trechos - O segundo ponto de troca (primeiro após a largada) foi o Bairro João Paulo, considerado de dificuldade fácil e com trajeto de 7,1 quilômetros de asfalto em sua totalidade e praticamente plano. Depois as equipes percorreram cinco quilômetros até a Casa Design, nas proximidades do Floripa Shopping, num trajeto que mesclou asfalto e calçamento (paralelepípedo).

O quarto ponto ficava numa praça em Santo Antônio da Lisboa, no caminho para Sambaqui e nas proximidades de uma igreja, em trajeto de 8,1 quilômetros que mesclou calçamento e asfalto. Andréa Pandoyo, da equipe Sul, ficou muito feliz por ter completado o trajeto. “Achei que fosse caminhar em todas as subidas (lombas), mas consegui correr bem e baixar meu tempo”.

Os corredores passaram em seguida pela Faculdade Cesusc, na Rodovia SC 401, pelas praias de Jurerê Internacional e Daniela, até chegar no Forte São José, correndo por asfalto, trilha e areia. “Este trecho foi bem puxado. O asfalto é bem tranqüilo, mas quando entra na trilha tem chão batido, lombas e pedras”, lembra Ana Carolina Severine, da equipe Remião Treinamento Físico.

Depois foi a vez de os atletas encararem algumas ladeiras em Jurerê Internacional até acessarem a areia da Praia da Cachoeira do Bom Jesus, num percurso de 5,3 quilômetros. “Este percurso foi jóia, com trilha, praia e asfalto, muito bacana”, comenta Isabela Ribeiro, da Cia Atlética de Belo Horizonte, que também correu mais dois trechos, um com areia fofa.

Os próximos trajetos foram a Praia dos Ingleses, num trajeto de seis quilômetros totalmente em asfalto e a Praia do Santinho, num caminho praticamente plano, mesclando trilhas e areia. “Foi a primeira vez que eu participei, tenho uma ótima equipe, mas acho que não sou tão bom assim”, brinca o holandês radicado em Joinville Jankees Van Der Wild, ainda muito ofegante depois de ter cumprido seu papel pela equipe Bela Vista nas 13.

Já Manuela França, do Clube Endorfina de Porto Alegre (RS), afirma que sentiu dificuldades apenas em um trecho. “Foi tranqüilo, pois a maior parte era plana, apenas na trilha dos cômoros que é bem difícil”. Ela diz ainda que os trechos estavam bem sinalizados e o tempo nublado ajudou na performance.

Superação - O trecho seguinte foi até a praia de Moçambique, em 8,4 quilômetros de asfalto, dunas, trilha e estrada de terra, com altitude de cerca de 50 metros e depois um trecho de cinco quilômetros até a Seção 14, no Parque do Rio Vermelho. Carlos Pires, da equipe Seis Normais de dois burros afirma que a equipe o sacaneou.

“O trajeto foi uma catástrofe, muito quente e muita areia. Eu ia fazer outro trecho, mas acabou sobrando para mim”. Ele diz ainda que apenas ao final da competição eles iriam eleger quais seriam os normais e quais seriam os burros. “Tem gente trabalhando forte para ganhar o troféu do burro”.

Em seguida eles correram para a praia da Joaquina, onde encontraram asfalto e calçamento, num total de 8,6 quilômetros, trecho em que Carlos Duarte, organizador da prova, correu como parte integrante da equipe que representa sua família. Este trecho englobou o morro da lagoa, com uma subida muito íngreme, onde havia um posto de água.

Fabiano José de Miranda, da equipe Vega em Movimento, chegou cansado à praia, mas feliz por ter conseguido completar. “É muito difícil, com três ou quatro subidas pesadas. O legal é completar, o que vale mesmo é o espírito de equipe”. Ele diz que às vezes dá vontade de parar, mas se lembra do comprometimento de todos com a prova e renova as energias.

A equipe é formada por funcionários de uma empresa de São Francisco do Sul, cidade a 188 quilômetros da capital catarinense e também participou do Revezamento Mountain Do, em março. “Essas provas são superação em cima de superação”.

Pior Trecho - Saindo da Joaquina, os corredores foram para a Praia do Campeche, em 7,7 quilômetros de areia fofa, para a Praia da Armação, num misto de areia e asfalto, até chegar ao posto 18, em Pântano do Sul. Este trecho foi de asfalto totalmente plano até a chegada no Morro do Sertão, o ponto mais complicado da competição.

Carinhosamente apelidado de Morro Maldito, este trecho envolveu uma subida de quase três quilômetros, uma pequena área plana, um quilômetro de descida íngreme e mais seis de percurso em paralelepípedo e asfalto. Luciano Sauer, integrante da equipe de duplas Mevilela / Enterpa - Insanos fala que já tinha corrido este trecho ano passado, mas desta vez foi pior.

“Eu e meu parceiro começamos a sentir o ritmo em Moçambique e aqui digamos que eu fiz uma longa peregrinação, uma caminhada rápida”, brinca o atleta. “Esta prova é demais, o que eu pensei ao atravessar esse morro não tem explicação, foi fantástico”, completa.

O antepenúltimo posto de troca aconteceu dentro da Base Aérea de Florianópolis, local gentilmente cedido pelos militares para a realização da prova, que englobou 3,7 quilômetros de calçamento e asfalto praticamente planos. Renata Fepis, da equipe Sports Medicine Fast, diz que a subida final foi a única complicação. “Foi cansativa, mas tranqüilo no geral, consegui dar um sprint no final”.

Depois da Base Aérea aconteceu uma troca nas proximidades do Aeroporto Hercílio Luz e na Via Expressa Sul, ambos quase que totalmente planos e em asfalto. A chegada foi o último trecho, de 7,3 quilômetros em asfalto no mesmo ponto da largada, o trapiche da Avenida Beira Mar Norte.

Houve muita festa e comemorações emocionadas, com as equipes chegando com suas formações completas para passar sob o pórtico, como a dupla de Fortaleza, Cangaceiros, que se abraçou muito após cruzar a linha de chegada. Adolfo Perdigão e Paulo Henrique Carvalho exclamavam a todo o momento: “É nóis!, conseguimos, conseguimos!”.

Festa - O dia foi encerrado com chave de ouro com uma festa de comemoração em uma tradicional casa noturna do centro de Florianópolis e no dia seguinte aconteceu a cerimônia de premiação para as equipes vencedoras em todas as categorias. A Volta à Ilha de 2009 ainda não tem data certa, mas o próximo evento dos organizadores, a Eco Floripa, será o Desafrio Urubici no dia 28 de junho. Serão 50 quilômetros em montanhas numa das regiões mais frias do Brasil.


Confira como foi a Volta à Ilha ponto a ponto

Ultra Maratona · 15 abr, 2008

Florianópolis - No último sábado aconteceu em Florianópolis (SC) a 13ª edição do Revezamento Volta à Ilha, competição de 150 quilômetros que passou por diversos pontos turísticos da capital catarinense. A vitória geral ficou com a Paquetá Esportes, que faturou o tricampeonato da prova, mas a grande maioria das equipes era composta por atletas que queriam se divertir e disputar um evento diferente.

As largadas aconteceram a partir das 4h no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, com céu encoberto e sob uma chuva fraca. A cada 15 minutos um grupo de atletas saía para o primeiro posto de troca, sob muitos aplausos e gritos de incentivo do pequeno, mas animado público presente.

O triathleta profissional Leandro Macedo, que ano passado competiu a Volta à Ilha som seu sócio Bruno Gagliardi, este ano veio apenas para coordenar os alunos de sua assessoria esportiva, a Top Sports. “Abrimos mão da nossa vaga para que uma dupla competisse”, ressalta Leandro que trouxe três equipes de participação, uma dupla mista e uma equipe feminina.

Mais trechos - O segundo ponto de troca (primeiro após a largada) foi o Bairro João Paulo, considerado de dificuldade fácil e com trajeto de 7,1 quilômetros de asfalto em sua totalidade e praticamente plano. Depois as equipes percorreram cinco quilômetros até a Casa Design, nas proximidades do Floripa Shopping, num trajeto que mesclou asfalto e calçamento (paralelepípedo).

O quarto ponto ficava numa praça em Santo Antônio da Lisboa, no caminho para Sambaqui e nas proximidades de uma igreja, em trajeto de 8,1 quilômetros que mesclou calçamento e asfalto. Andréa Pandoyo, da equipe Sul, ficou muito feliz por ter completado o trajeto. “Achei que fosse caminhar em todas as subidas (lombas), mas consegui correr bem e baixar meu tempo”.

Os corredores passaram em seguida pela Faculdade Cesusc, na Rodovia SC 401, pelas praias de Jurerê Internacional e Daniela, até chegar no Forte São José, correndo por asfalto, trilha e areia. “Este trecho foi bem puxado. O asfalto é bem tranqüilo, mas quando entra na trilha tem chão batido, lombas e pedras”, lembra Ana Carolina Severine, da equipe Remião Treinamento Físico.

Depois foi a vez de os atletas encararem algumas ladeiras em Jurerê Internacional até acessarem a areia da Praia da Cachoeira do Bom Jesus, num percurso de 5,3 quilômetros. “Este percurso foi jóia, com trilha, praia e asfalto, muito bacana”, comenta Isabela Ribeiro, da Cia Atlética de Belo Horizonte, que também correu mais dois trechos, um com areia fofa.

Os próximos trajetos foram a Praia dos Ingleses, num trajeto de seis quilômetros totalmente em asfalto e a Praia do Santinho, num caminho praticamente plano, mesclando trilhas e areia. “Foi a primeira vez que eu participei, tenho uma ótima equipe, mas acho que não sou tão bom assim”, brinca o holandês radicado em Joinville Jankees Van Der Wild, ainda muito ofegante depois de ter cumprido seu papel pela equipe Bela Vista nas 13.

Já Manuela França, do Clube Endorfina de Porto Alegre (RS), afirma que sentiu dificuldades apenas em um trecho. “Foi tranqüilo, pois a maior parte era plana, apenas na trilha dos cômoros que é bem difícil”. Ela diz ainda que os trechos estavam bem sinalizados e o tempo nublado ajudou na performance.

Superação - O trecho seguinte foi até a praia de Moçambique, em 8,4 quilômetros de asfalto, dunas, trilha e estrada de terra, com altitude de cerca de 50 metros e depois um trecho de cinco quilômetros até a Seção 14, no Parque do Rio Vermelho. Carlos Pires, da equipe Seis Normais de dois burros afirma que a equipe o sacaneou.

“O trajeto foi uma catástrofe, muito quente e muita areia. Eu ia fazer outro trecho, mas acabou sobrando para mim”. Ele diz ainda que apenas ao final da competição eles iriam eleger quais seriam os normais e quais seriam os burros. “Tem gente trabalhando forte para ganhar o troféu do burro”.

Em seguida eles correram para a praia da Joaquina, onde encontraram asfalto e calçamento, num total de 8,6 quilômetros, trecho em que Carlos Duarte, organizador da prova, correu como parte integrante da equipe que representa sua família. Este trecho englobou o morro da lagoa, com uma subida muito íngreme, onde havia um posto de água.

Fabiano José de Miranda, da equipe Vega em Movimento, chegou cansado à praia, mas feliz por ter conseguido completar. “É muito difícil, com três ou quatro subidas pesadas. O legal é completar, o que vale mesmo é o espírito de equipe”. Ele diz que às vezes dá vontade de parar, mas se lembra do comprometimento de todos com a prova e renova as energias.

A equipe é formada por funcionários de uma empresa de São Francisco do Sul, cidade a 188 quilômetros da capital catarinense e também participou do Revezamento Mountain Do, em março. “Essas provas são superação em cima de superação”.

Pior Trecho - Saindo da Joaquina, os corredores foram para a Praia do Campeche, em 7,7 quilômetros de areia fofa, para a Praia da Armação, num misto de areia e asfalto, até chegar ao posto 18, em Pântano do Sul. Este trecho foi de asfalto totalmente plano até a chegada no Morro do Sertão, o ponto mais complicado da competição.

Carinhosamente apelidado de Morro Maldito, este trecho envolveu uma subida de quase três quilômetros, uma pequena área plana, um quilômetro de descida íngreme e mais seis de percurso em paralelepípedo e asfalto. Luciano Sauer, integrante da equipe de duplas Mevilela / Enterpa - Insanos fala que já tinha corrido este trecho ano passado, mas desta vez foi pior.

“Eu e meu parceiro começamos a sentir o ritmo em Moçambique e aqui digamos que eu fiz uma longa peregrinação, uma caminhada rápida”, brinca o atleta. “Esta prova é demais, o que eu pensei ao atravessar esse morro não tem explicação, foi fantástico”, completa.

O antepenúltimo posto de troca aconteceu dentro da Base Aérea de Florianópolis, local gentilmente cedido pelos militares para a realização da prova, que englobou 3,7 quilômetros de calçamento e asfalto praticamente planos. Renata Fepis, da equipe Sports Medicine Fast, diz que a subida final foi a única complicação. “Foi cansativa, mas tranqüilo no geral, consegui dar um sprint no final”.

Depois da Base Aérea aconteceu uma troca nas proximidades do Aeroporto Hercílio Luz e na Via Expressa Sul, ambos quase que totalmente planos e em asfalto. A chegada foi o último trecho, de 7,3 quilômetros em asfalto no mesmo ponto da largada, o trapiche da Avenida Beira Mar Norte.

Houve muita festa e comemorações emocionadas, com as equipes chegando com suas formações completas para passar sob o pórtico, como a dupla de Fortaleza, Cangaceiros, que se abraçou muito após cruzar a linha de chegada. Adolfo Perdigão e Paulo Henrique Carvalho exclamavam a todo o momento: “É nóis!, conseguimos, conseguimos!”.

Festa - O dia foi encerrado com chave de ouro com uma festa de comemoração em uma tradicional casa noturna do centro de Florianópolis e no dia seguinte aconteceu a cerimônia de premiação para as equipes vencedoras em todas as categorias. A Volta à Ilha de 2009 ainda não tem data certa, mas o próximo evento dos organizadores, a Eco Floripa, será o Desafrio Urubici no dia 28 de junho. Serão 50 quilômetros em montanhas numa das regiões mais frias do Brasil.

Paquetá Esportes fatura o tri na Volta à Ilha

Florianópolis - A equipe Paquetá Esportes confirmou o favoritismo e venceu pela terceira vez o Revezamento Volta à Ilha, competição de 150 quilômetros que passou por diversos pontos da ilha de Florianópolis (SC) no último sábado (12). Os gaúchos finalizaram o percurso com o tempo de 8h28min47, mas não conseguiram bater o recorde do trajeto, pertencente ao Exército Brasileiro, que ostenta 8h21min50.

A Paquetá largou às 7h15 do trapiche da Avenida Beira Mar Norte rumo ao norte da ilha e a cada posto de troca disputava a liderança com o Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, a Cimed Atletismo e a Petrobrás. “Esta vitória não foi fácil, foi muito sofrida do início até o fim”, ressalta Gustavo Caurio, integrante da equipe campeã.

Ainda segundo Gustavo, o resultado positivo é fruto da grande superação dos atletas e da tática e planejamento feitos nos meses que antecedem a competição. “Em alguns pontos tínhamos um minuto de vantaem, em outros os adversários se igualavam a nós, ou nos superavam, então foi bem disputado”. Segundo o coordenador da equipe, Eduardo Zdanowicv, essa foi uma das vitórias mais acirradas e ele fez questão de cumprimentar a equipe Cimed Atletismo, de Pouso Alegre (MG), que chegou atrás da Paquetá.

Didiculdades - A equipe de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, apontada também como uma das favoritas ao título antes da prova, não conseguiu o troféu principal, mas levou para a Cidade Maravilhosa o título de vice-campeã da categoria aberta. Para Marcelo José Alves, o fato de os atletas nunca terem corrido o percurso, dificultou um pouco.

“O terreno é muito difícil, mas valeu como experiência, foi uma grande superação para toda a equipe”. Antes da largada ele havia dito que a equipe de apoio estudou o trajeto minuciosamente para que cada atelta pudesse dar o melhor de si, mas só quem realmente encara o desafio pode saber das dificuldades. “Com certeza conseguiremos nos preparar melhor para os próximos anos”, completa.

Também foram premiadas com troféus diversas outras categorias da competição, entre elas a Top Sports Cia Atlética, que tem como técnico o triatlehta Leandro Macedo, e conquistou o primeiro posto entre as mulheres. “Foi uma prova bem legal, o clima ajudou bastante, já que não estava muito quente e conseguimos fazer um tempo abaixo do esperado”, ressalta Suzana dos Santos. “Pena que tomamos algumas punições”, completa a atleta sobre os 30 minutos de penalidade que sofreram.

Outro destaque entre os premiados é a equipe 100% dupla, formada por Neusa Schmitz e Luís Antônio dos Santos, que faturou o tricampeonato. “Esta prova traz muita emoção, principalmente depois de alcançar o primeiro lugar”, ressalta Nelza. “Somos uma dupla mista e quase cinquentões, então temos que competir com equipes masculina e mais jovens, o que dificulta nosso treinamento. Precisamo de muita garra para completar e vencer”, completa a corredora que afirma ainda que este pode ter sido o último ano em qua dupla lutou por pódio na Volta à Ilha. “Tivemos muitas lesões esse ano, então sofremos muito durante o preparo”.

De acordo com Carlos Duarte, coordenador geral do evento, a edição 2008 teve sensação de missão cumprida. “Ficamos felizes por ter corrido tudo bem e por termos feitos apenas alguns ajustes no decorrer da prova. É bom saber que os ateltas sabem do desafio de organizar um evento como este, que é uma grande confraternização para as equipes”. Ele aproveitou também para elogiar os campeões. “A Paquetá conhece bem o trajeto, o que é bem importante para a tática da competição”.


Paquetá Esportes fatura o tri na Volta à Ilha

Ultra Maratona · 13 abr, 2008

Florianópolis - A equipe Paquetá Esportes confirmou o favoritismo e venceu pela terceira vez o Revezamento Volta à Ilha, competição de 150 quilômetros que passou por diversos pontos da ilha de Florianópolis (SC) no último sábado (12). Os gaúchos finalizaram o percurso com o tempo de 8h28min47, mas não conseguiram bater o recorde do trajeto, pertencente ao Exército Brasileiro, que ostenta 8h21min50.

A Paquetá largou às 7h15 do trapiche da Avenida Beira Mar Norte rumo ao norte da ilha e a cada posto de troca disputava a liderança com o Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, a Cimed Atletismo e a Petrobrás. “Esta vitória não foi fácil, foi muito sofrida do início até o fim”, ressalta Gustavo Caurio, integrante da equipe campeã.

Ainda segundo Gustavo, o resultado positivo é fruto da grande superação dos atletas e da tática e planejamento feitos nos meses que antecedem a competição. “Em alguns pontos tínhamos um minuto de vantaem, em outros os adversários se igualavam a nós, ou nos superavam, então foi bem disputado”. Segundo o coordenador da equipe, Eduardo Zdanowicv, essa foi uma das vitórias mais acirradas e ele fez questão de cumprimentar a equipe Cimed Atletismo, de Pouso Alegre (MG), que chegou atrás da Paquetá.

Didiculdades - A equipe de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, apontada também como uma das favoritas ao título antes da prova, não conseguiu o troféu principal, mas levou para a Cidade Maravilhosa o título de vice-campeã da categoria aberta. Para Marcelo José Alves, o fato de os atletas nunca terem corrido o percurso, dificultou um pouco.

“O terreno é muito difícil, mas valeu como experiência, foi uma grande superação para toda a equipe”. Antes da largada ele havia dito que a equipe de apoio estudou o trajeto minuciosamente para que cada atelta pudesse dar o melhor de si, mas só quem realmente encara o desafio pode saber das dificuldades. “Com certeza conseguiremos nos preparar melhor para os próximos anos”, completa.

Também foram premiadas com troféus diversas outras categorias da competição, entre elas a Top Sports Cia Atlética, que tem como técnico o triatlehta Leandro Macedo, e conquistou o primeiro posto entre as mulheres. “Foi uma prova bem legal, o clima ajudou bastante, já que não estava muito quente e conseguimos fazer um tempo abaixo do esperado”, ressalta Suzana dos Santos. “Pena que tomamos algumas punições”, completa a atleta sobre os 30 minutos de penalidade que sofreram.

Outro destaque entre os premiados é a equipe 100% dupla, formada por Neusa Schmitz e Luís Antônio dos Santos, que faturou o tricampeonato. “Esta prova traz muita emoção, principalmente depois de alcançar o primeiro lugar”, ressalta Nelza. “Somos uma dupla mista e quase cinquentões, então temos que competir com equipes masculina e mais jovens, o que dificulta nosso treinamento. Precisamo de muita garra para completar e vencer”, completa a corredora que afirma ainda que este pode ter sido o último ano em qua dupla lutou por pódio na Volta à Ilha. “Tivemos muitas lesões esse ano, então sofremos muito durante o preparo”.

De acordo com Carlos Duarte, coordenador geral do evento, a edição 2008 teve sensação de missão cumprida. “Ficamos felizes por ter corrido tudo bem e por termos feitos apenas alguns ajustes no decorrer da prova. É bom saber que os ateltas sabem do desafio de organizar um evento como este, que é uma grande confraternização para as equipes”. Ele aproveitou também para elogiar os campeões. “A Paquetá conhece bem o trajeto, o que é bem importante para a tática da competição”.