Corridas de Rua · 31 dez, 2011
Uma das marcas da Corrida de São Silvestre é o alto número de corredores fantasiados que a prova reúne. Todo ano, os amadores de todo o Brasil e até de outros países que se dedicam a correr com uma roupa diferente alegram a prova. Nem todos, no entanto, levam a corrida a sério.
Corro há seis anos aqui e só consegui completar uma vez, conta Rogério Favo, o "Quico". O companheiro Pedro Monteiro, o "Seu Madruga", confessa que os dois não estão treinados para a corrida. Viemos mais pela festa, que é muito bonita, conta.
Apesar disso, existem fantasiados que participam para fazer o seu melhor. É o caso de João da Motta, o Rei. Com coroa, barba comprida, armadura no peito e espada, Rei parece se ofender quando perguntado se terminaria a Corrida. Estou preparado para isso. Vou completar 39 presenças na São Silvestre, já corri 32 maratonas, diz o senhor de 74 anos, que diz ter terminado todas.
Não achei a mudança para a descida da Brigadeiro ruim, eu gostei. Mas poderiam mudar o horário para a virada da noite, como antigamente, lembra. De Pernambuco, Severino Jerônimo Pereira foi outro que gostou da alteração. Vou na banguela, brinca. Estou acostumado a descer nove quilômetros na Serra das Russas (PE), desço chutado, explica o corredor de Paulista, divisa com Olinda, que se define como Frade maratonista.
Hermanos - Um trio que chamava a atenção estava vestido com a camisa da seleção argentina. Dois deles, com máscaras de Maradona e Messi, são legitimamente argentinos, Eduardo Paz e Alex Mela. O terceiro, é Francisco Vernil do Alencar, de Juazeiro do Norte (CE).
Corro há três anos com eles, conheci antes da prova e ficamos amigos, eles são gente boa, garante Francisco. Todo ano eu venho, a São Silvestre para mim é sagrada, diz.
Equipes - Apesar do grande número de fantasiados, já era possível distinguir diversas equipes de corredores com seus uniformes no início da tarde. Carlos Eduardo de Moura Leimar e Fernando Maurício Viaes representam a equipe Smelt, de Catanduva.
Apesar de terem diferentes níveis de experiência é a 11ª São Silvestre de Carlos Eduardo e a primeira de Fernando Maurício ambos acreditam que a descida no final da prova deve facilitar e falaram sobre a expectativa de chuva.
Chuva ajuda por causa da temperatura, mas atrapalha porque deixa escorregadio, diz Carlos Eduardo, enquanto o colega demonstra mais otimismo. Só ajuda, encerra.
Corridas de Rua · 30 dez, 2011
A São Silvestre que encerra o ano dos corredores no sábado (31/12) deverá ocorrer debaixo de muita chuva, conforme prevêem os serviços de previsão de tempo. Teoricamente, as condições climáticas favorecem os participantes, por diminuir a temperatura e, portanto, o desgaste ao longo da prova.
No entanto, a chuva pode tornar escorregadios alguns trechos nas ladeiras paulistanas. A previsão é de chuva a partir das 15h, conta a meteorologista da equipe de operação da Somar Meteorologia, Márcia Haegely.
"A chuva pode vir forte, com bastante volume e ventos fortes. Deve durar até domingo, explica, dirimindo as possibilidades de céu limpo na virada do ano.
Segundo Márcia, o dia em São Paulo deve começar nublado, um pouco abafado como nos últimos dias. A temperatura não sobe tanto. A mínima é de 16 °C, que deve ocorrer bem cedo, logo pela manhã.
A temperatura máxima deve ser de 23 °C, mas na hora em que os 25 mil corredores largarem (cerca de 17h30) já deve estar chovendo na região da Avenida Paulista.
Corridas de Rua · 30 dez, 2011
A medalhista de outro nos 1.500m do Troféu Brasil de Atletismo, Fabiana Cristine, 33, participou da São Silvestre pela primeira vez quando tinha 13 anos e agora volta a competir a 87ª edição da prova no último dia do mês. Em 2008, a atleta foi vice-campeã e perdeu apenas para uma queniana. A gente sempre quer ser primeira colocada ou pelo menos a melhor brasileira da disputa, mas o nível das corredoras do nosso país está cada vez mais forte, avalia.
Especialista em provas de até 5.000m - distância na qual foi campeã no Sul- Americano -, a atleta afirma que o treino muda quando o final do ano se aproxima. É diferente participar de provas em pista. Então altero o treinamento, faço um trabalho de força, com corridas mais longas, incluindo subidas e descidas, explica. No segundo semestre, a recifense esteve presente em quatro etapas do Circuito Longevidade, após participar do Pan de Guadalajara.
Neste circuito, a participação da atleta foi fundamental, já que a disputa é uma corrida de rua com seis quilômetros, um formato mais próximo da São Silvestre. Venci a última etapa, a do Rio de Janeiro. Então percebi que o esforço empenhado nos treinos estava rendendo. Também competi a Corrida Internacional de Guarulhos (10km) e fui vice-campeã em um trajeto que achei bem difícil, afirma Cristine, da BM&F Bovespa.
Sobre a tática para 2011, a corredora assume que será a mesma dos anos anteriores. Eu não consigo sair na frente e acompanhar o ritmo forte das meninas nos primeiros quilômetros. Todas as vezes que consegui boas colocações eu saia de trás, esclarece. Apesar de veterana na competição do dia 31, Fabiana Cristine sempre sente adrenalina quando está na linha da largada. É a prova mais importante do ano e subir ao pódio é um sensação indescritível, relembra.
Corridas de Rua · 30 dez, 2011
Neste sábado (31/12), algumas vias da cidade de São Paulo serão bloqueadas a partir das 10h, devido a 87 ª Corrida de São Silvestre, segundo Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). As vias que integram o percurso da prova serão fechadas um pouco depois, às 14h, mas a liberação do trânsito ocorrerá apenas no dia seguinte, às 6h.
Na Avenida Paulista, no sentido Consolação, a CET bloqueará o trecho entre a Alameda Campinas e a Rua Frei Caneca às 10h. Em seguida, às 13h, haverá interdição entre as ruas Teixeira de Freitas e Consolação. Já no sentido Paraíso, os motoristas não conseguiram trafegar entre a Rua da Consolação e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio logo início da tarde.
Na região do Ibirapuera, atenção para a interdição total da Avenida Pedro Álvares Cabral, sentido Vila Mariana/Pinheiros, no trecho entre o Viaduto General Euclides Figueiredo e a Rua Abílio Soares, a partir das 10 horas. Na direção Pinheiros/Vila Mariana, o tráfego de veículos ficará totalmente liberado.
A recomendação das autoridades para os corredores é utilizar o transporte público e evitar acessar ou estacionar os veículos em vias próximas ao percurso. A prova terá 25 mil corredores e 15 quilômetros de extensão, saindo da Avenida Paulista e finalizando no Obelisco do Ibirapuera. Serão destinados exclusivamente ao esquema de trânsito 2450 cavaletes, 191 faixas e banners de orientação, 3600 metros de gradis e 194 agentes de trânsito da CET para operar o tráfego no local.
Veja as vias e os trechos interditados
No sábado (31/12), o fundista Marílson Gomes dos Santos tem a chance de igualar para o Brasil o número de títulos da São Silvestre - o Quênia tem 12 e o Brasil tem 11 na categoria masculina desde 1945, fase internacional da Corrida. Medalhista de ouro nos 10.000m dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (27/10) e tricampeão da São Silvestre, o corredor terá ao seu lado os compatriotas Giomar Pereira da Silva, Gilmar Silvestre Lopes, Damião de Souza e Valdir de Oliveira.
A elite estrangeira da prova, no entanto, traz nomes de força como o queniano Martin Lel, tricampeão da Maratona de Londres e bicampeão da de Nova York. O também queniano Duncan Kibet é outro atleta que aparece entre os favoritos. Nomes mais conhecidos em provas brasileiras, Barnabas Kosgei, Nicholas Keter e Mark Korir também estarão presentes.
Inicialmente Marílson não iria correr a prova, tendo em vista o treinamento para obtenção do índice olímpico. Com a alteração promovida pela CBAt que o classificou para os Jogos Olímpicos de Londres, o corredor optou por tentar o tetracampeonato em São Paulo.
A decisão da CBAt pesou. Senão eu teria que privilegiar o preparo para uma prova no ano que vem, afirma. Apesar da torcida local, Marílson aponta Martin Lel como o favorito para a São Silvestre. Os africanos são sempre favoritos, diz.
O Lel vai correr em Dubai [a Maratona, em 27/01] e nessa época de preparação já tem que estar bem, com certeza ele é favorito, afirma. Lel, por sua vez, retribui a gentileza. Santos [sobrenome de Marílson] é o favorito, define.
O queniano afirma que quer muito ganhar, mas que a disputa vai ser difícil. Lembro de Santos correndo muito forte em Nova York. Não falta nada aos corredores brasileiros para serem como os quenianos.
Descida no final- Uma das mudanças mais comentadas do percurso para 2011 foi a transferência da chegada na Avenida Paulista para o final em frente ao Obelisco do Ibirapuera. O novo trecho acrescentou uma longa descida na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na parte final da prova.
Damião de Souza brinca com a alteração. Espero que me dê melhor, não sou muito bom em subida, mas em descida a gente desce embolado, brinca. Para Lel, no entanto, é o contrário. O final será difícil. Eu não sou especialista em descida, confessa, acrescentando que na hora vamos ver quem é quem.
Corridas de Rua · 29 dez, 2011
No sábado (31/12), o fundista Marílson Gomes dos Santos tem a chance de igualar para o Brasil o número de títulos da São Silvestre - o Quênia tem 12 e o Brasil tem 11 na categoria masculina desde 1945, fase internacional da Corrida. Medalhista de ouro nos 10.000m dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (27/10) e tricampeão da São Silvestre, o corredor terá ao seu lado os compatriotas Giomar Pereira da Silva, Gilmar Silvestre Lopes, Damião de Souza e Valdir de Oliveira.
A elite estrangeira da prova, no entanto, traz nomes de força como o queniano Martin Lel, tricampeão da Maratona de Londres e bicampeão da de Nova York. O também queniano Duncan Kibet é outro atleta que aparece entre os favoritos. Nomes mais conhecidos em provas brasileiras, Barnabas Kosgei, Nicholas Keter e Mark Korir também estarão presentes.
Inicialmente Marílson não iria correr a prova, tendo em vista o treinamento para obtenção do índice olímpico. Com a alteração promovida pela CBAt que o classificou para os Jogos Olímpicos de Londres, o corredor optou por tentar o tetracampeonato em São Paulo.
A decisão da CBAt pesou. Senão eu teria que privilegiar o preparo para uma prova no ano que vem, afirma. Apesar da torcida local, Marílson aponta Martin Lel como o favorito para a São Silvestre. Os africanos são sempre favoritos, diz.
O Lel vai correr em Dubai [a Maratona, em 27/01] e nessa época de preparação já tem que estar bem, com certeza ele é favorito, afirma. Lel, por sua vez, retribui a gentileza. Santos [sobrenome de Marílson] é o favorito, define.
O queniano afirma que quer muito ganhar, mas que a disputa vai ser difícil. Lembro de Santos correndo muito forte em Nova York. Não falta nada aos corredores brasileiros para serem como os quenianos.
Descida no final- Uma das mudanças mais comentadas do percurso para 2011 foi a transferência da chegada na Avenida Paulista para o final em frente ao Obelisco do Ibirapuera. O novo trecho acrescentou uma longa descida na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na parte final da prova.
Damião de Souza brinca com a alteração. Espero que me dê melhor, não sou muito bom em subida, mas em descida a gente desce embolado, brinca. Para Lel, no entanto, é o contrário. O final será difícil. Eu não sou especialista em descida, confessa, acrescentando que na hora vamos ver quem é quem.
Corridas de Rua · 29 dez, 2011
A 87ª Corrida de São Silvestre apresenta um pelotão de elite feminina de peso para a disputa da prova no sábado (31/12). O currículo das corredoras nacionais é de respeito, mas as estrangeiras contam com africanas velozes e uma atleta já classificada para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.
Entre as brasileiras, está a atual recordista pan-americana Adriana da Silva; a veterana vencedora da prova em 2001, Maria Zeferina Baldaia; Cruz Nonata, medalhista de prata nos 5.000m e 10.000m do Pan; Marily dos Santos, única brasileira a disputar a Maratona nos Jogos Olímpicos de Pequim; Sueli Pereira, brasileira mais rápida em solo nacional em 2011; Lucélia Peres, última atleta do País a vencer a prova; e Conceição Oliveira, campeã do Ranking Caixa/CBAt de Corredores de Rua.
Marily brinca com as alterações no percurso implementadas para 2011. Agradeço as pessoas que fizeram essa mudança. Meu nome é Marily dos Santos e a gente sabe que todo santo ajuda na descida, diz, referindo-se aos trechos da Rua Major Natanael, no início da prova, e da parte de descida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio no sentido do Ibirapuera.
Maria Zeferina Baldaia aposta em competição nas subidas. Acredito que a estratégia vai ser subir forte [a Brigadeiro] para ganhar tempo, porque na descida tem que ter cuidado. Marily é mais incisiva. Quem quer prova tranquila faz a SP Classic ou corre em pista [de atletismo]. Eu acho muito bom esse sobe e desce.
Adriana, Baldaia, Marily, Sueli e Cruz confirmam a intenção de obter o índice olímpico em 2012. Vou tentar na Maratona de Londres (22/4). Se não conseguir, vou buscar a vaga nos 5.000m e nos 10.000m, afirma Cruz Nonata.
Estrangeiras- Entre as competidoras de outros países há um vasto número de quenianas e etíopes. Quem foge à regra é a marroquina naturalizada italiana Nadia Ejjafini, já classificada para a Maratona dos Jogos Olímpicos e a também marroquina Samira Raif, atual campeã e recordista da Maratona de São Paulo.
Do Quênia vem Bornes Kitur, Eunice Kirwa, Priscah Jeptoo e Nancy Jepkosgei Kiprop. Entre as representante etíopes estão Bekele Tariku, Wude Ayalew e Yeshi Esayias. A favorita entre elas talvez seja Priscah, atual vencedora da Maratona de Paris e vice-campeã mundial na Maratona.
Vai ser bom para mensurar como está meu desempenho contra atletas fortes, define a africana, que também está em fase de treinamento para a Maratona de Londres, onde buscará o índice olímpico. A largada da elite feminina será dada às 17h10, em frente ao MASP, na Avenida Paulista.
Corridas de Rua · 29 dez, 2011
Além da contagem regressiva para o dia 31, os participantes da Corrida Internacional de São Silvestre são recomendados a ficarem atentos com alguns detalhes que antecedem a prova. O cuidado deve começar na véspera, segundo o nutricionista Danilo Balu, com a restrição de álcool, alimentos fibrosos (integrais, verduras e saladas) e a diminuição no consumo de proteínas, que podem provocar efeitos indesejáveis no dia da competição.
No dia anterior, o almoço e o jantar não devem ser muito gordurosos. O carboidrato é importantíssimo, porém a massa não pode ser feita a base de quatro queijos, por exemplo , alerta Danilo. Optar por uma pequena porção de peixe ou frango, caso não consiga excluir proteínas é uma alternativa, pois a carne vermelha é metabolizada de forma mais lenta pelo organismo, acrescenta.
Outra preocupação é com as duas principais refeições no sábado, que não podem ser cortadas. O atleta deve se programar para não acordar muito tarde e optar só pelo café da manhã ou apenas pelo almoço. Ambos são indispensáveis para a reserva de energia a ser gasta durante a disputa, diz o especialista, que ainda orienta o atleta a comer uma fruta, um lanche e beber um suco no qual ele esteja habituado no início da manhã, sem a inclusão de cereais, banana ou muito leite. Vale lembrar que o almoço deve ser concluído no máximo até às 2h da tarde.
Já alguns minutos antes do início da competição o corredor deve beber um isotônico ou um refrigerante, sem a necessidade de aumentar exageradamente o consumo de água, pois basta pegar um copo a cada posto de hidratação ao longo do percurso. Apenas quem é mais lento e completa o trajeto em 1h30 precisa recorrer a um gel de carboidrato, sugere.
Sobre o que vestir, o treinador Wanderlei de Oliveira pede para os atletas não usarem camisetas de manga longa ou fabricadas com tecido de algodão, mesmo se a temperatura estiver amena. Também não use aquele tênis que você ganhou de presente no final do ano, pois ele está novo e normalmente costuma machucar o pé quando é estreado, relembra Wanderlei.
Corridas de Rua · 28 dez, 2011
Depois de uma temporada com rendimento extraordinário, a piauiense Cruz Nonata, 36, já está em São Paulo e deve brigar pelo lugar mais alto do pódio da São Silvestre neste sábado (31/12). Antes de chegar à capital paulista, a corredora esteve na cidade de Campos do Jordão com o técnico Alessandro da Silva, realizando dois treinamentos diariamente, desde o dia nove.
A cada treino, segundo Alessandro, o objetivo foi ganhar mais resistência e força, pois velocidade é uma qualidade que a atleta já possui. Ano passado ela ficou com a quarta colocação e esse ano ela entrará na prova com o intuito de vencer. Estamos trabalhando para isso, afirma o técnico.
Para superar a marca alcançada na edição de 2010, que foi de 34min22seg44, Cruz Nonata considera necessário ser uma integrante do pelotão líder durante a prova. Não pode deixar ninguém entrar na frente. Se as adversárias diminuírem a velocidade, tentarei aumentar ou pelo menos manter o ritmo, diz Nonata, medalhista de prata nas disputas de dez e cinco mil metros dos Jogos Pan-Americanos 2011.
Além das conquistas em Guadalajara, no México, o treinador da fundista diz que as expectativas sobre desempenho da piauiense é grande, pois são baseadas na última corrida que ela participou. Não fomos para a Pampulha, nem para a Sargento Gonzaguinha. Decidimos competir a São Silveira em Barueri, uma prova com altimetria muito difícil, mas que ela foi campeã e superou duas quenianas, acrescenta Alessandro.
Antes de entrar para o atletismo, com 30 anos, Cruz Nonata jogava futebol e tinha irmãos corredores, mas aos poucos também começou a participar de corridas e foi contratada pelo clube de atletismo da BM&F Bovespa. Atualmente a atleta mora em Brasília e já esteve na São Silvestre quatro vezes, sendo que ano passado foi a edição na qual ela conquistou melhor colocação. Estou mais experiente, confiante e preparada. Só preciso de fé e tranquilidade no dia da competição, acredita Cruz.
Corridas de Rua · 28 dez, 2011
Noventa e dois corredores fililados a entidades cearenses ligadas ao esporte amador já saíram de Fortaleza com destino a São Paulo, em dois ônibus cedidos pela Secretaria do Esporte do Estado para competir a São Silvestre neste sábado (31/12). A iniciativa do governo cearense acontece pelo quarto ano seguido, por meio da Secretaria do Esporte.
Os atletas selecionados são maratonistas e alguns fazem parte da Associação Cearense de Atletas Veteranos (Acav). Outros integram a União dos Atletas Corredores de Rua do Estado Ceará (Unicorce), que é uma entidade civil fundada em 2007, sem fins lucrativos, que tem por objetivo incentivar a vida saudável por meio da prática esportiva.
Nós sempre conseguimos o apoio da Secretaria do Esporte para levar esse grupo de atletas. Entre eles, pessoas ex-viciadas no álcool e nas drogas, ex-presidiários que enveredaram no caminho do esporte e hoje dão até palestras em asilos, diz o presidente da Unicorce, Luciano Cavalcante, que já disputou 28 corridas de São Silvestre.
Realizada há 86 anos, a São Silvestre é a prova de rua mais tradicional do país. A maratona é uma festa do esporte e reúne corredores e personagens curiosos nas ruas de São Paulo sempre no último dia do ano. Na última edição, a prova contou com mais de 21 mil pessoas em 2010, número que deve ser superado em 2011.
Atletismo · 28 dez, 2011
Ocorreu na terça-feira (27/12), em São Paulo, a 18ª São Silvestrinha, evento com distâncias de 50 a 600 metros idealizado para crianças e adolescentes de seis a 15 anos. Foram mais de dois mil participantes presentes na pista de atletismo do Ibirapuera, no Estádio Ícaro de Castro Mello.
A organização aponta que compareceram atletas de dez estados do País, como Maranhão e Tocantins. Além de incentivar a prática esportiva entre as crianças inserindo-as no ambiente das competições, a corrida tem como ambição revelar atletas para o esporte brasileiro.
Acreditamos que vários atletas possam surgir com essa prova. Temos projetos de iniciação para crianças de todas as idades, conta o organizador do evento, Júlio Deodoro. Os corredores das categorias mais avançadas sonham em participar dos Jogos Olímpicos já em 2016, no Rio de Janeiro.
É o caso de Edimilson dos Santos, de 15 anos, vencedor dos 600 metros. Gosto muito de atuar em provas longas, os 600 metros são bem tranquilos. Sonho em ganhar uma maratona superando os quenianos, afirma.
Na categoria feminina, Adrielly de Oliveira confirma a intenção de se tornar uma atleta de alto rendimento. Estou no caminho certo e meu biotipo favorece o trabalho de resistência no atletismo, analisa a adolescente.
Estiveram presentes também 67 crianças levadas pela Associação Desportiva para Deficientes, como o pequeno cadeirante Leonardo Lima, de oito anos. No futuro, quero ter a chance de conquistar uma medalha para o Brasil no Parapan e nas Paraolimpíadas. Ninguém me segura!, promete o vencedor.
Confira a classificação nas categorias de 14 e 15 anos da São Silvestrinha:
400 m feminino
400 m masculino
600 m feminino
600 m masculino
Alimentação · 17 jun, 2026
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Atletismo · 17 jun, 2026