Corridas de Rua · 19 dez, 2011
No último dia do ano (31/12), algumas das tradicionais ruas e avenidas da capital paulista estarão tomadas por 25 mil corredores da Corrida Internacional de São Silvestre. O número de participantes na prova de 2011 é recorde em relação as edições passadas e as últimas vagas foram preenchidas neste domingo (18) no site do evento.
"Essa velocidade de inscrições só comprovam o prestígio da corrida. Desde o início do ano os atletas colocam a prova como meta. A hora está chegando tanto para os profissionais, que terão um percurso mais rápido, quanto para o pelotão geral, que fará a despedida de 2011 em grande estilo", lembra Júlio Deodoro, organizador da São Silvestre.
Ainda de acordo com os organizadores do evento, 81% dos inscritos são homens, sendo que o atleta mais velho do pelotão principal é o sul mato grossense Francisco José Paulino, com 92 anos. Os corredores partem do Masp, na Avenida Paulista, e seguem em direção a outros pontos da capital paulista como Estádio do Pacaembu, monumento Duque de Caxias e Teatro Municipal. A bandeirada final para os 15 quilômetros será no Obelisco do Ibirapuera, onde estão os restos mortais de Cásper Líbero.
O brasileiro Marílson Gomes dos Santos tentará o tetracampeonato, mas africanos como os quenianos Mark Korir e Martin Lel são alguns dos nomes da elite que podem tornar a disputa mais difícil para o atleta da BM&F Bovespa. No feminino, a campeã Pan-Americana da Maratona, Adriana Aparecida da Silva, está confirmada para duelo contra as estrangeiras, sobretudo com as quenianas, que já somam oito conquistas contra sete de Portugal e cinco do Brasil.
O kit do atleta pode ser retirado nos dias 28 e 29 de dezembro (das 9 às 19 horas) e no dia 30 (das 9 às 17 horas), no Ginásio do Ibirapuera, na rua Manoel da Nóbrega, 1361. O processo será totalmente informatizado e os participantes poderão conhecer a Expo São Silvestre com produtos e serviços relacionados ao mundo da corrida. Na hora da retirada, o atleta deverá apresentar RG original e o comprovante de pagamento. Não será aceito nenhum tipo de cópia de documentos.
Corridas de Rua · 16 dez, 2011
A Corrida Internacional de São Silvestre (31/12) chega a sua 87ª edição cercada de polêmica pelas alterações no percurso. De um lado, corredores reclamam de mudanças que rompem com a tradição da prova como o fim de trechos como a chegada na Avenida Paulista e como a descida da Rua da Consolação ou do trajeto pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão.
De outro lado, a organização da Corrida defende que as alterações foram medidas de segurança para permitir que mais corredores pudessem participar da prova. Sabe-se que o principal motivo para as modificações foi o conflito com a festa de réveillon na Avenida Paulista.
Mas para quem vai correr, o que esperar do novo percurso? O treinador Nelson Evêncio, colunista do Webrun, analisou os trechos capitais da nova São Silvestre e fez diversas considerações aos corredores. Confira:
Início - A prova larga na Avenida Paulista, segue pela Avenida Doutor Arnaldo e desce em direção ao Estádio do Pacaembu pela Rua Major Natanael. Essa parte é muito difícil. É muito inclinada a ladeira que beira o cemitério [do Araçá] e vai para o Pacaembu. É logo no começo, quando a pessoa não está aquecida ainda, é uma parte bem ruim. Uma das piores do percurso, pondera Nelson.
O perigo, segundo o professor, consiste não apenas na descida, mas na empolgação dos corredores no início da Corrida. Até chegar lá vai ser meio congestionado. Então, quando chegar ali, as pessoas vão querer começar a correr, vão pensar ah, vou recuperar o tempo que perdi na largada. Vão querer acelerar e podem se machucar, adverte.
Parte intermediária - Após a descida e trechos curtos em ruas da região, os corredores entram na Avenida Pacaembu, para em seguida pegar a Avenida Marquês de São Vicente e a Avenida Rudge. O asfalto na Pacaembu está legal. Esse trecho inteiro é plano, mas a partir da Marquês não tem muita sombra. Se fizer calor como de costume, vai ser sofrido, avalia o treinador.
Segundo Nelson, a transição entre a Avenida Rudge e a Avenida Rio Branco é um trecho que muitos ignoram, mas é uma das partes mais pesadas da prova. Já existia no percurso anterior, é um viaduto com uma subida acentuada [Viaduto Engenheiro Orlando Murgel]. O pessoal fala da subida da Brigadeiro, mas ali também é um trecho bem difícil.
A afamada Brigadeiro - Depois de passar por ruas famosas no centro de São Paulo, os participantes sobem o Largo São Francisco, uma subidinha íngreme, e entram na Avenida Brigadeiro Luís Antônio. É a parte mais contestada. Você vem de um percurso de subidas e descidas consecutivas, aí pega essa subida longa, que sobrecarrega a musculatura, fadiga e depois o que vem é uma descida longa. Para a saúde é um risco, diz Nelson.
Segundo o treinador, a musculatura e os ligamentos são muito forçados para não soltar o corpo na descida. Como o atleta já está fadigado, o risco é grande. Para ter lesão de joelho, romper ligamento, é bem fácil.
Nelson adverte ainda sobre as condições do asfalto da Brigadeiro. Não sei se vão reformar, mas é via de ônibus e o asfalto está muito judiado, a pessoa pode pisar em desnível ou buraco e torcer o tornozelo.
Balanço final - Em comparação com o percurso anterior, o professor acredita que existem prós e contras. É um percurso arriscado. Teoricamente é mais fácil porque tem mais descida, mas propicia mais lesões. É mais rápido que o percurso anterior, mas mais perigoso. A descida da Consolação era longa, mas constante. Com baixa inclinação, não sobrecarregava as articulações. Agora é um perigo, vai ser complicado, define.
A tradicional Corrida de São Silvestre, que esse ano chega a 87ª edição, teve diversas modificações em seu percurso, primeiro com a chegada sendo transferida para a região do Parque Ibirapuera e depois com alterações no traçado sob a alegação de que a prova conflitaria com o Show da Virada, que acontece no mesmo local. Muitas pessoas se mostraram insatisfeitas e teve início uma série de protestos.
Thadeus Kassabian, diretor da Yescom, empresa responsável pela organização da prova, explica os motivos que levaram o evento a sofrer mudanças. Segundo ele, várias alternativas foram pensadas nos últimos anos e o atual percurso foi avaliado e autorizado pela CBAt e pela Iaaf. Posso garantir que várias alternativas foram estudadas por mais de dois anos não só pela parte técnica, mas também envolvendo engenheiros e entidades governamentais, comenta.
Questionado sobre a perda da tradição da prova com a chegada num lugar diferente da Avenida Paulista, Thadeus diz que a tradição começa por sua data, idade e diversas fases e situações que a mesma foi realizada. Algumas pessoas sugeriram que se virasse à esquerda na Avenida Paulista, mas ele explica que essa não é uma alternativa simples. Na região sugerida temos quatro hospitais: Santa Catarina, Osvaldo Cruz, H. Cor e Beneficência Portuguesa. A dispersão seria bem em frente ao Santa Catarina e todas as vias teriam que ser bloqueadas não só na frente, como nas paralelas e transversais, dificultando o acesso a estes hospitais.
O anúncio da alteração do percurso veio por meio de um comunicado no site da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e só depois os responsáveis pela prova confirmaram a informação. Questionado sobre quem de fato sugeriu a mudança, Thadeus afirma que foi uma solicitação da Fundação Cásper Líbero. Esta decisão veio da detentora/dona da São Silvestre que é a Fundação Cásper Líbero. Isso já vinha sendo estudado há dois anos com os órgãos públicos competentes, principalmente pensando na segurança dos corredores. Ainda segundo Thadeus, não foi uma decisão unilateral. Não podemos dizer que foi fulano, cicrano ou quem quer que seja. Foi uma decisão tomada em cima da preocupação de muitas pessoas e estudada por todos que fazem parte do comitê organizador.
De acordo com o dirigente, organizar uma prova com milhares de corredores no mesmo espaço que o Show da Virada, que também reúne uma grande quantidade de pessoas, tornou-se inviável nos últimos anos. Com dois eventos lá tudo fica mais difícil, desde uma área de dispersão, até o socorro a um corredor que possa precisar de cuidados médicos. Por mais que se diga que há formas de realizar na Paulista, podem ter certeza que foram várias e várias reuniões de estudo sempre considerando a segurança. Não podemos fazer a cidade parar.
Protestos - No dia dois de novembro cerca de 300 corredores se reuniram na Avenida Paulista para um treino/ protesto em favor da manutenção da chegada na Avenida Paulista. Na ocasião o grupo percorreu o trajeto antigo da São Silvestre com escolta da Polícia Militar, CET e sob o olhar atento de Thadeus. Casualmente no dia eu estava na região fazendo reconhecimento de percurso e percebi a forma tranqüila que o protesto ocorreu. É uma manifestação livre sem usar o nome do evento como uma corrida cópia, admite. Acho que o protesto é porque as pessoas admiram o evento. Não acho que as pessoas que protestaram estavam contra a São Silvestre, pelo contrário, estavam a favor.
O dirigente também dá uma sugestão aos organizadores do protesto. Eles deveriam estudar o porquê da mudança e como realmente expressar os sentimentos, impacto social, impacto na região, história da prova e seus vários percursos e diversos fatores.
Uma preocupação dos inscritos é quanto ao deslocamento após o término da chegada, já que a região do Ibirapuera não possui estações de metrô e as vias próximas estarão interditadas para a prova, dificultando a locomoção por ônibus. O responsável pela Fundação Cásper Líbero, Júlio Deodoro, em entrevista à ESPN Brasil, afirmou que oferecer alternativa para o retorno à Paulista não era uma obrigação dos organizadores.
Minha sugestão é o processo invertido, ou seja, buscar locais próximos a chegada e ir em direção à largada antes da corrida, explica Thadeus. Sobre os locais aonde estacionar, sugiro sempre pesquisar no site da CET o plano viário do dia. Há também linhas de ônibus e entendo que haverá um caminho tranqüilo de retorno, completa.
Confira na próxima página o que o dirigente tem a falar sobre as alterações no traçado
Após o aviso da nova chegada, diversas alterações foram anunciadas, como a retirada da Rua da Consolação, a inserção da descida da Rua Major Natanael e a supressão do Elevado Costa e Silva. O desafio era manter boa parte do percurso dos últimos anos, a distância de 15 quilômetros, a altimetria equilibrada, rotas de fuga para apoio médico e, principalmente, conforto e segurança, afirma Thadeus.
Ele garante que a altimetria do novo percurso demonstra um resultado mais favorável para os corredores e, inclusive, uma prova mais rápida do que em anos anteriores. Mas, comparando os gráficos da descida da Av. Brigadeiro Luiz Antônio com a da Avenida Major Natanael, é possível visualizar que o novo desenho apresenta uma inclinação maior, numa distância mais curta (vide fotos ao lado).
Questionado se isso não poderia aumentar o risco de lesões, o diretor da Yescom afirma que todo corredor deve estar preparado para enfrentar a prova em que se inscreveu. Entendo que cada atleta deve conhecer seu real potencial, treinamento e capacidade no período. Sempre indico a todos a realização de exames médicos periódicos e consulta a um treinador que tenha conhecimento e registro no Cref (Conselho Regional de Educação Física).
O site da prova não mostra a altimetria do percurso, mas Thadeus garante que os corredores não terão problemas. A Brigadeiro tem um pedaço mais intenso, porém é mais suave na maioria de sua extensão e a Major Natanael tem a mesma característica, relata o dirigente. Acho que a Comrades pode até ser um exemplo de prova com declive.
Outras mudanças - Em anos anteriores a São Silvestre sofreu modificações no trajeto, inclusive com chegada na região Pacaembu, troca que não agradou na época e os organizadores novamente colocaram a dispersão na Avenida Paulista. Para os próximos anos o retorno da chegada na Avenida mais famosa da cidade parece pouco provável na visão de Thadeus. A Paulista tem o seu charme, mas também temos que atender as normas da modalidade. Corrida de rua não é só dar a buzinada e esticar a faixa de chegada.
Outro ponto retirado do traçado original foi o Elevado Costa e Silva, o popular Minhocão. O diretor técnico da prova, Manoel Garcia Arroyo (Vasco), afirmou em entrevista à Rádio Rádio Jovem Pan que havia o risco de algumas pessoas pularem de cima do viaduto. As pessoas chegam a correr pelo guarda corpo do Elevado colocando a segurança em risco. As telas de proteção estão podres e necessitam de troca urgente, comenta Thadeus. Ele também comenta que o local possui pouca circulação de ar, tornando-se muito quente com a presença da massa de corredores.
Futuro - Uma das sugestões apontada por corredores é a mudança do horário de largada para a parte da manhã do dia 31 e não mais à tarde, como acontece há vários anos, fato que parece agradar o diretor da competição. Em Janeiro de 2012 faremos uma pesquisa e avaliaremos esta ideia também, promete.
Por fim, os organizadores anunciaram que para 2014 há a previsão de 40 mil inscritos na São Silvestre, número que talvez não seja possível abrigar na Avenida Paulista. Sobre a possível mudança do local de largada para outro ponto da capital paulista, Thadeus prefere não entrar no mérito da questão, pelo menos por enquanto. De minha parte acho que devemos dar um passo de cada vez, porém as diretrizes partem dos detentores do evento.
Para essa edição cerca de 23.500 vagas já foram preenchidas, do total de 25 mil colocadas á disposição. Os interessados em participar devem ser apressar, pois a data limite para garantir participação é o próximo dia 20 pelo site oficial, o www.saosilvestre.com.br.
Corridas de Rua · 15 dez, 2011
A tradicional Corrida de São Silvestre, que esse ano chega a 87ª edição, teve diversas modificações em seu percurso, primeiro com a chegada sendo transferida para a região do Parque Ibirapuera e depois com alterações no traçado sob a alegação de que a prova conflitaria com o Show da Virada, que acontece no mesmo local. Muitas pessoas se mostraram insatisfeitas e teve início uma série de protestos.
Thadeus Kassabian, diretor da Yescom, empresa responsável pela organização da prova, explica os motivos que levaram o evento a sofrer mudanças. Segundo ele, várias alternativas foram pensadas nos últimos anos e o atual percurso foi avaliado e autorizado pela CBAt e pela Iaaf. Posso garantir que várias alternativas foram estudadas por mais de dois anos não só pela parte técnica, mas também envolvendo engenheiros e entidades governamentais, comenta.
Questionado sobre a perda da tradição da prova com a chegada num lugar diferente da Avenida Paulista, Thadeus diz que a tradição começa por sua data, idade e diversas fases e situações que a mesma foi realizada. Algumas pessoas sugeriram que se virasse à esquerda na Avenida Paulista, mas ele explica que essa não é uma alternativa simples. Na região sugerida temos quatro hospitais: Santa Catarina, Osvaldo Cruz, H. Cor e Beneficência Portuguesa. A dispersão seria bem em frente ao Santa Catarina e todas as vias teriam que ser bloqueadas não só na frente, como nas paralelas e transversais, dificultando o acesso a estes hospitais.
O anúncio da alteração do percurso veio por meio de um comunicado no site da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e só depois os responsáveis pela prova confirmaram a informação. Questionado sobre quem de fato sugeriu a mudança, Thadeus afirma que foi uma solicitação da Fundação Cásper Líbero. Esta decisão veio da detentora/dona da São Silvestre que é a Fundação Cásper Líbero. Isso já vinha sendo estudado há dois anos com os órgãos públicos competentes, principalmente pensando na segurança dos corredores. Ainda segundo Thadeus, não foi uma decisão unilateral. Não podemos dizer que foi fulano, cicrano ou quem quer que seja. Foi uma decisão tomada em cima da preocupação de muitas pessoas e estudada por todos que fazem parte do comitê organizador.
De acordo com o dirigente, organizar uma prova com milhares de corredores no mesmo espaço que o Show da Virada, que também reúne uma grande quantidade de pessoas, tornou-se inviável nos últimos anos. Com dois eventos lá tudo fica mais difícil, desde uma área de dispersão, até o socorro a um corredor que possa precisar de cuidados médicos. Por mais que se diga que há formas de realizar na Paulista, podem ter certeza que foram várias e várias reuniões de estudo sempre considerando a segurança. Não podemos fazer a cidade parar.
Protestos - No dia dois de novembro cerca de 300 corredores se reuniram na Avenida Paulista para um treino/ protesto em favor da manutenção da chegada na Avenida Paulista. Na ocasião o grupo percorreu o trajeto antigo da São Silvestre com escolta da Polícia Militar, CET e sob o olhar atento de Thadeus. Casualmente no dia eu estava na região fazendo reconhecimento de percurso e percebi a forma tranqüila que o protesto ocorreu. É uma manifestação livre sem usar o nome do evento como uma corrida cópia, admite. Acho que o protesto é porque as pessoas admiram o evento. Não acho que as pessoas que protestaram estavam contra a São Silvestre, pelo contrário, estavam a favor.
O dirigente também dá uma sugestão aos organizadores do protesto. Eles deveriam estudar o porquê da mudança e como realmente expressar os sentimentos, impacto social, impacto na região, história da prova e seus vários percursos e diversos fatores.
Uma preocupação dos inscritos é quanto ao deslocamento após o término da chegada, já que a região do Ibirapuera não possui estações de metrô e as vias próximas estarão interditadas para a prova, dificultando a locomoção por ônibus. O responsável pela Fundação Cásper Líbero, Júlio Deodoro, em entrevista à ESPN Brasil, afirmou que oferecer alternativa para o retorno à Paulista não era uma obrigação dos organizadores.
Minha sugestão é o processo invertido, ou seja, buscar locais próximos a chegada e ir em direção à largada antes da corrida, explica Thadeus. Sobre os locais aonde estacionar, sugiro sempre pesquisar no site da CET o plano viário do dia. Há também linhas de ônibus e entendo que haverá um caminho tranqüilo de retorno, completa.
Confira na próxima página o que o dirigente tem a falar sobre as alterações no traçado
Após o aviso da nova chegada, diversas alterações foram anunciadas, como a retirada da Rua da Consolação, a inserção da descida da Rua Major Natanael e a supressão do Elevado Costa e Silva. O desafio era manter boa parte do percurso dos últimos anos, a distância de 15 quilômetros, a altimetria equilibrada, rotas de fuga para apoio médico e, principalmente, conforto e segurança, afirma Thadeus.
Ele garante que a altimetria do novo percurso demonstra um resultado mais favorável para os corredores e, inclusive, uma prova mais rápida do que em anos anteriores. Mas, comparando os gráficos da descida da Av. Brigadeiro Luiz Antônio com a da Avenida Major Natanael, é possível visualizar que o novo desenho apresenta uma inclinação maior, numa distância mais curta (vide fotos ao lado).
Questionado se isso não poderia aumentar o risco de lesões, o diretor da Yescom afirma que todo corredor deve estar preparado para enfrentar a prova em que se inscreveu. Entendo que cada atleta deve conhecer seu real potencial, treinamento e capacidade no período. Sempre indico a todos a realização de exames médicos periódicos e consulta a um treinador que tenha conhecimento e registro no Cref (Conselho Regional de Educação Física).
O site da prova não mostra a altimetria do percurso, mas Thadeus garante que os corredores não terão problemas. A Brigadeiro tem um pedaço mais intenso, porém é mais suave na maioria de sua extensão e a Major Natanael tem a mesma característica, relata o dirigente. Acho que a Comrades pode até ser um exemplo de prova com declive.
Outras mudanças - Em anos anteriores a São Silvestre sofreu modificações no trajeto, inclusive com chegada na região Pacaembu, troca que não agradou na época e os organizadores novamente colocaram a dispersão na Avenida Paulista. Para os próximos anos o retorno da chegada na Avenida mais famosa da cidade parece pouco provável na visão de Thadeus. A Paulista tem o seu charme, mas também temos que atender as normas da modalidade. Corrida de rua não é só dar a buzinada e esticar a faixa de chegada.
Outro ponto retirado do traçado original foi o Elevado Costa e Silva, o popular Minhocão. O diretor técnico da prova, Manoel Garcia Arroyo (Vasco), afirmou em entrevista à Rádio Rádio Jovem Pan que havia o risco de algumas pessoas pularem de cima do viaduto. As pessoas chegam a correr pelo guarda corpo do Elevado colocando a segurança em risco. As telas de proteção estão podres e necessitam de troca urgente, comenta Thadeus. Ele também comenta que o local possui pouca circulação de ar, tornando-se muito quente com a presença da massa de corredores.
Futuro - Uma das sugestões apontada por corredores é a mudança do horário de largada para a parte da manhã do dia 31 e não mais à tarde, como acontece há vários anos, fato que parece agradar o diretor da competição. Em Janeiro de 2012 faremos uma pesquisa e avaliaremos esta ideia também, promete.
Por fim, os organizadores anunciaram que para 2014 há a previsão de 40 mil inscritos na São Silvestre, número que talvez não seja possível abrigar na Avenida Paulista. Sobre a possível mudança do local de largada para outro ponto da capital paulista, Thadeus prefere não entrar no mérito da questão, pelo menos por enquanto. De minha parte acho que devemos dar um passo de cada vez, porém as diretrizes partem dos detentores do evento.
Para essa edição cerca de 23.500 vagas já foram preenchidas, do total de 25 mil colocadas á disposição. Os interessados em participar devem ser apressar, pois a data limite para garantir participação é o próximo dia 20 pelo site oficial, o www.saosilvestre.com.br.
Corridas de Rua · 14 dez, 2011
Embora participe da São Silvestre este ano, a brasiliense Lucélia Peres, 30, última atleta do Brasil a ganhar a disputa há cinco anos, diz que não tem o objetivo de vencer nesta edição. Sofri uma lesão no pé esquerdo ano passado e não consegui treinar forte como deveria para conquistar o título novamente, explica a corredora, também vice-campeã em 2004.
Quero fazer um reconhecimento do novo percurso, que este ano é diferente, para em 2012 entrar na disputa e ganhar, acrescenta Lucélia, que ainda não tem opinião formada sobre a alteração do trajeto. Para ela, entretanto, a chegada na Av. Paulista era bastante agradável. Era uma alegria ver o pessoal que aparecia no local para comemorar o réveillon, diz.
Desde 1996 a corredora briga por uma boa colocação ao lado dos africanos e não competiu apenas duas vezes, em 2008 e 2010, por conta de lesão. Gosto de correr a São Silvestre porque o evento gera bastante expectativa sobre quem será o vencedor. Além disso, a gente descobre como está nosso nível técnico em relação aos demais atletas de elite, diz a brasiliense.
As duas maiores provas que Lucélia esteve presente nesta temporada foram a Golden Four, em Brasília, e a Volta da Pampulha, sendo que nesta última a atleta chegou em 16ª colocação. Participo dessas corridas como preparação, em busca de bom condicionamento para 2012, já que desejo uma vaga no Sul Americano e no Mundial de Cross Country, finaliza.
Corridas de Rua · 13 dez, 2011
Na tarde de domingo (11/12), ocorreu em São Paulo o treino SS Cover, que percorreu os 15 quilômetros que caracterizaram a Corrida de São Silvestre de 1988 a 2010. Em 2011, a prova alterou o percurso, removeu os trechos tradicionais da Rua da Consolação e Elevado Costa e Silva (Minhocão), bem como mudou os trechos finais, da Avenida Brigadeiro Luís Antônio e Avenida Paulista.
Idealizado pelo corredor amador Antônio Colucci, o SS Cover surgiu em 2009, sem caráter de protesto. Eu e um grupo de amigos fizemos um treino nos dias seguintes ao Natal de 2009, umas 30 pessoas, mais como treinamento e confraternização mesmo. Quando acabamos, combinamos de repetir em 2010, conta.
Segundo o fundista, às vésperas do treino do ano seguinte a organização da prova divulgou a polêmica decisão de entregar as medalhas antes da Corrida. Foi aí que, via redes sociais, o treino virou um protesto. Comprei medalhinhas de honra ao mérito para entregar aos participantes depois da corrida e tivemos quase 200 corredores que fizeram todo o percurso embaixo de chuva, relembra.
Treino protesto - Todo mundo que correu aprovou, então eu comecei a organizar um treino legal para 2011, com camiseta e medalha. Mas a organização foi lá e tirou a Paulista da chegada. Depois mudou o percurso inteiro. Pronto, virou protesto de novo, brinca Colucci. Apesar do caráter de contestação, ninguém levou faixa, camiseta ou ficou gritando. A gente só quer correr e ser bem tratado, diz o corredor.
O organizador diz que o incômodo gerado pelo treino protesto deu ainda mais publicidade para o evento. A Fundação Cásper Líbero foi criticar nosso protesto e a Yescom começou a falar mal pelo Twitter. Só aumentou a quantidade de pessoas querendo participar e mostrar que é contra as mudanças que foram feitas.
Colucci procurou o apoio de empresas que toparam divulgar suas marcas contribuindo de alguma forma. Assim, conseguiu viabilizar as camisetas, prover água e isotônico aos corredores. A contribuição financeira foi facultativa. Qualquer um pode participar.
Todos juntos na chegada - A medalha da SS Cover de 2011 foi no formato de um chinelo do tamanho de um chaveiro, com o logo do treino. Cada um deu o seu significado para o chinelo. Pegavam a medalha e falavam já corri a São Silvestre neste ano, vou por meu chinelo e ficar em casa no dia 31 ou entao isso é para dar chinelada em quem maltrata a gente, virou uma bincadeira, diz Colucci.
Como era um treino e não uma prova oficial, o percurso não teve vias com trânsito bloqueado. O treino foi à tarde, no horário da Corrida. A ideia era chegar todo mundo junto na Paulista, então largaram primeiro os mais lentos, depois de uns 40 minutos largou o pessoal mais rápido e todos se encontraram embaixo de um viaduto na Brigadeiro, faltando um quilômetro para a chegada. Dali até a Paulista subimos em um pelotão só, na faixa de ônibus, relata.
As 300 pessoas entraram na Paulista juntas, simplesmente correndo, sem bagunça. Foi muito legal, define. Segundo Colucci, o número de participantes só não foi maior porque muitos corredores participaram da Sargento Gonzaguinha ou da Corrida Internacional de Guarulhos.
Caridade - Para ganhar a camiseta do SS Cover, o participante deveria contribuir com dois quilos de alimento, que serão doados para a instituição de caridade AEC Kauê, de Itaquera (Zona Leste de São Paulo). Não contamos, mas recebemos perto de 500 quilos de alimentos, conta Colucci.
A associação é conhecida pelo seu trabalho de incentivo à corrida para as crianças. O Fran, que é o idealizador, pintou uma pista de atletismo na rua e as crianças do bairro aprenderam a correr lá. Quem quiser conhecer a AEC Kauê pode obter mais informações em www.aeckaue.com.br.
Corridas de Rua · 13 dez, 2011
Um dos melhores maratonistas do mundo, o queniano Martin Lel, será uma das atrações da Corrida Internacional de São Silvestre, no próximo dia 31. O corredor deixará a prova ainda mais acirrada, pois ele carrega no currículo o tricampeonato na Maratona de Londres (2005, 2007 e 2008) e o título de bicampeão de Nova York (2003 e 2007).
A melhor marca do queniano nos 42 quilômetros é 2h05min15, obtido na capital inglesa há três anos. Já seu melhor tempo registrado em meia maratona é de 59min56 (Lisboa), no ano de 2009, enquanto que numa corrida de 15 quilômetros, em Roterdan (Holanda), o corredor terminou a disputa em 42min45.
Em 2003, o brasileiro Marílson Gomes dos Santos foi vencedor da São Silvestre e chegou à frente do queniano, que acabou ocupando o terceiro lugar. Apesar do bom desempenho de ambos, o mais rápido da história é o queniano Paul Tergat, com 43min12, em 1995. Já no feminino, a marca foi batida no ano passado pela também queniana Alice Timbilili com 50min19.
A mudança do percurso, segundo estudos técnicos realizados, aumenta a chance de baixar os tempos em relação às edições passadas. A prova larga do Masp, na Avenida Paulista, cartão postal da cidade, e passa por outros pontos históricos como Estádio do Pacaembu, monumento Duque de Caxias, Teatro Municipal, Viaduto do Chá, Largo São Francisco. A chegada será no Obelisco do Ibirapuera, onde estão os restos mortais de Cásper Líbero, idealizador da corrida.
A entrega dos kits de participação este ano será feita no Ginásio do Ibirapuera (rua Manoel da Nóbrega, 1361) nos dias 28 e 29 de dezembro (das 9 às 19 horas) e no dia 30 (das 9 às 17 horas). Os interessados em participar da corrida ainda podem se inscrever no site www.saosilvestre.com.br.
Corridas de Rua · 12 dez, 2011
O fundista de maior destaque no Brasil, Marilson Gomes dos Santos, estará presente na 87ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, em busca do tetracampeonato no próximo dia 31. "Fizemos um teste em Campinas e achamos que ele está bem. O corredor é tricampeão e vai correr como favorito, diz Adauto Domingues, treinador do atleta de 32 anos.
A preparação de Marílson acontece na altitude de Campos do Jordão. Ano passado ele foi o primeiro a cruzar a linha de chegada em 44min02. "Achava que a corrida só seria definida no final. Mas estava me sentindo bem e resolvi abrir do grupo da frente antes do que havia previsto. A estratégia acabou dando certo e consegui ganhar de novo", afirma o corredor.
O brasileiro se manteve no pelotão da frente até o quilômetro 6,5 da prova, no final do elevado Costa e Silva, onde passou a imprimir um ritmo mais forte, assumiu a liderança e começou abrir vantagem sobre os adversários. A segunda e a terceira colocação ficaram para os quenianos Barnabas Kosgei e James Kwambai , que chegaram com os tempos de 44min49 e 45min15.
Marílson é o único sul-americano a vencer duas vezes a Maratona de Nova York (2006 e 2008) e é dono dos recordes sul-americanos nos cinco mil metros (13min19) e dez mil (27min28) em pista. Também detêm a marca continental em provas com dez, 15 e 21 quilômetros, e está pré-convocado para a Olimpíada de 2012.
"A participação do Marílson na São Silvestre só confirma a importância da corrida internacional no calendário. A nova fase da prova terá o maior fundista do país e uma elite de alto nível formada por africanos e pelo pelotão brasileiro", enfatiza Júlio Deodoro, organizador do evento.
Corridas de Rua · 30 nov, 2011
Mais uma vez a corrida 15K Sargento Gonzaguinha servirá como treinamento para a tradicional Corrida de São Silvestre. A 45ª edição do evento será realizada no dia 11 de dezembro, a partir das oito horas nas ruas e avenidas da Zona Norte da cidade de São Paulo e é considerada como um teste real para a corrida do dia 31 de dezembro.
A Gonzaguinha será a última oportunidade para que os atletas de elite consigam uma vaga no pelotão principal da São Silvestre, já que os 10 primeiros colocados se classificarão automaticamente. O percurso tem a mesma distância da prova do último dia do ano, mas possui menos subidas e descidas.
Em 2010 Marílson Gomes dos Santos correu e venceu a prova, feito que ele repetiria algumas semanas depois na São Silvestre. Os interessados em correr devem se inscrever pelo site www.yescom.com.br/provasargentogonzaguinha até o dia oito de dezembro, sob o valor de R$ 40 para militares e R$ 55 para não militares.
O evento faz parte das comemorações de 180 anos da Polícia Militar de São Paulo e terá largada e chegada no Centro de Capacitação Física e Operacional (Escola de Educação Física da Polícia Militar), na avenida Cruzeiro do Sul, 548, no Canindé, em São Paulo (SP).
Corridas de Rua · 16 nov, 2011
Matéria atualizada em 17/11 às 12h14.
A Corrida Internacional de São Silvestre sofreu diversas alterações em seu percurso esse ano. Primeiro a chegada foi alterada para o Parque Ibirapuera no lugar da Avenida Paulista e depois foram anunciadas alterações como a retirada da Rua da Consolação e Elevado Costa e Silva (Minhocão) e a inclusão da descida da Rua Major Natanael.
Manuel Arroyo (Vasco), diretor técnico da prova, e Júlio Deodoro, responsável pela Fundação Cásper Líbero, falaram sobre as mudanças. Júlio concedeu a entrevista ao Programa Vamos Correr da ESPN Brasil, enquanto Vasco falou à Rádio Jovem Pan.
A seguir trechos da entrevista publicados e comentados pelo repórter da Jovem Pan Bruno Vicari, que reproduziu a entrevista em seu blog (blogs.jovempan.uol.com.br/pedaladas).
Diretor Técnico - Manuel Arroyo, o Vasco, diretor técnico da prova, deu uma entrevista na Jovem Pan. Psicologicamente você respira melhor no Ibirapuera do que na Paulista, diz sobre o prometido conforto no Parque.
O argumento dado para a retirada do Minhocão também é curioso: existia o perigo de alguém pular lá de cima, ou então escorregar e cair, conta o dirigente. A Av. Pacaembu é mais bonita que o Minhocão, completa.
Existia o risco de alguém tropeçar em uma caixa de som ou em um fio desencapado da festa de Réveillon, diz sobre a retirada da chegada na Paulista. Tiramos a Consolação e colocamos a Major Natanael, que é mais curta.
Porém, Vasco apresentou um argumento interessante. 800 corredores ficaram sem marcação de tempo no ano passado, por causa de festa do Réveillon.
Diretor Geral - Júlio Deodoro fala à repórter Carla Gomes sobre as alterações.
A entrevista com Manuel Arroyo é cortesia de Bruno Vicari e Rádio Jovem Pan, enquanto o vídeo de Júlio Deodoro é cortesia de Patrícia Palhares e ESPN Brasil.
A Fundação Cásper Líbero, organizadora da Corrida de São Silvestre (31/12), divulgou nesta sexta-feira (04/11) o percurso completo da prova. Após comunicar, no início de setembro, que a tradicional chegada na Avenida Paulista será substituída por um final em frente ao Obelisco do Ibirapuera , a direção da corrida anunciou o trajeto detalhado.
A descida na Rua da Consolação, nos quilômetros iniciais da São Silvestre, foi suprimida por um trecho na Avenida Doutor Arnaldo e vias alternativas na região do Pacembu. O Elevado Costa e Silva (Minhocão) também está fora do trajeto. O percurso disponibilizado no site da prova com a mudança da chegada para o Ibirapuera ainda não contempla essa alteração.
Segundo o comunicado, a mudança foi feita após análise do novo percurso pelos idealizadores e posterior pedido à Prefeitura de São Paulo. Após reuniões técnicas, foi feita uma visita ao percurso. Com isso, pudemos verificar o traçado da prova e definir os 15 quilômetros da corrida, defende Júlio Deodoro, Diretor Geral da Corrida de São Silvestre.
O dirigente justifica as mudanças como medida de segurança. "Às vésperas de completar 87 anos de realização ininterrupta, a São Silvestre, mais uma vez, está se adequando às necessidades de segurança dos atletas, em especial na chegada, priorizando a segurança e a integridade dos corredores, entrega de medalhas, lanches, água e apoio médico dentro dos padrões exigidos pelas entidades e dirigentes da modalidade".
Confira o percurso final completo - Largada na Avenida Paulista (em frente ao Masp), Avenida Dr. Arnaldo, Rua Major Natanael, Rua Capivari, Rua Itápolis, Praça Charles Miller, Avenida Pacaembu, Viaduto Pacaembu, Avenida Marquês de São Vicente, Rua Norma Pieruccini Gianotti, Avenida Rudge, Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, Avenida Rio Branco, Avenida Ipiranga, Avenida São João, Rua Conselheiro Crispiniano, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Rua Líbero Badaró, Largo São Francisco, Avenida Brigadeiro Luis Antônio, Rua Marechal Stenio de Albuquerque, Rua Manoel da Nóbrega, Avenida Pedro Álvares Cabral, chegada no Obelisco.
Você concorda ou discorda das mudanças? Acesse nosso fórum e deixe sua opinião registrada.
Inscrições - As inscrições podem ser feitas no site www.saosilvestre.com.br e seguem abertas até que seja atingido o limite de 25 mil inscritos ou até 30 de novembro.
Corridas de Rua · 04 nov, 2011
A Fundação Cásper Líbero, organizadora da Corrida de São Silvestre (31/12), divulgou nesta sexta-feira (04/11) o percurso completo da prova. Após comunicar, no início de setembro, que a tradicional chegada na Avenida Paulista será substituída por um final em frente ao Obelisco do Ibirapuera , a direção da corrida anunciou o trajeto detalhado.
A descida na Rua da Consolação, nos quilômetros iniciais da São Silvestre, foi suprimida por um trecho na Avenida Doutor Arnaldo e vias alternativas na região do Pacembu. O Elevado Costa e Silva (Minhocão) também está fora do trajeto. O percurso disponibilizado no site da prova com a mudança da chegada para o Ibirapuera ainda não contempla essa alteração.
Segundo o comunicado, a mudança foi feita após análise do novo percurso pelos idealizadores e posterior pedido à Prefeitura de São Paulo. Após reuniões técnicas, foi feita uma visita ao percurso. Com isso, pudemos verificar o traçado da prova e definir os 15 quilômetros da corrida, defende Júlio Deodoro, Diretor Geral da Corrida de São Silvestre.
O dirigente justifica as mudanças como medida de segurança. "Às vésperas de completar 87 anos de realização ininterrupta, a São Silvestre, mais uma vez, está se adequando às necessidades de segurança dos atletas, em especial na chegada, priorizando a segurança e a integridade dos corredores, entrega de medalhas, lanches, água e apoio médico dentro dos padrões exigidos pelas entidades e dirigentes da modalidade".
Confira o percurso final completo - Largada na Avenida Paulista (em frente ao Masp), Avenida Dr. Arnaldo, Rua Major Natanael, Rua Capivari, Rua Itápolis, Praça Charles Miller, Avenida Pacaembu, Viaduto Pacaembu, Avenida Marquês de São Vicente, Rua Norma Pieruccini Gianotti, Avenida Rudge, Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, Avenida Rio Branco, Avenida Ipiranga, Avenida São João, Rua Conselheiro Crispiniano, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Rua Líbero Badaró, Largo São Francisco, Avenida Brigadeiro Luis Antônio, Rua Marechal Stenio de Albuquerque, Rua Manoel da Nóbrega, Avenida Pedro Álvares Cabral, chegada no Obelisco.
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Inscrições - As inscrições podem ser feitas no site www.saosilvestre.com.br e seguem abertas até que seja atingido o limite de 25 mil inscritos ou até 30 de novembro.
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