sao silvestre

Atletas do Pinheiros usam Pampulha como termômetro para São Silvestre

Corridas de Rua · 02 dez, 2009

Neste domingo (06/12) oito atletas do time principal do Clube Pinheiros estarão na disputa da Volta Internacional da Pampulha, em Belo Horizonte, prova que servirá como uma espécie de termômetro para a Corrida de São Silvestre, no próximo dia 31 em São Paulo. Maria Zeferina Baldaia, Adriana Aparecida da Silva, Sirlene Pinho, Rosângela Faria, Gladson Barbosa, Jose Teles e o novato Rafael defenderão as cores do clube.

Eles vêm fazendo um trabalho especial para a prova do último dia do ano e a participação ou não dependerá do desempenho nas provas de preparação, como a Pampulha. “Espero que domingo eu consiga ter uma leitura mais real das possibilidades deles para a São Silvestre”, comenta o treinador Cláudio Castilho. “Quem não estiver em condições de brigar por boas posições não vai”, completa.

Ainda segundo o técnico, ele prefere preservar o atleta que não estiver numa condição física 100%, para que possa iniciar bem o ano de 2010. “Prefiro que ele entre na temporada íntegro, bem e pensando nos Jogos Pan-Americanos, Mundial 2011 e Olimpíada 2012”.

São Silvestre está com inscrições encerradas para a edição 2009

Corridas de Rua · 01 dez, 2009

Já estão encerradas as inscrições para a 85ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, competição a ser realizada no próximo dia 31 de dezembro na Avenida Paulista e região próxima. Ao todo 20 mil pessoas garantiram uma vaga nesta que é uma das mais tradicionais do calendário nacional.

Esse é o terceiro ano seguido que a prova reunirá essa quantidade de inscritos, número que os responsáveis pela organização consideram o limite técnico, para que não haja problemas para os corredores. O percurso de 15 quilômetros será o mesmo das edições anteriores, com largada em frente ao Masp (altura do número 1.578 da Avenida Paulista) e chegada em frente à Fundação Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900).

Em 2008 os estrangeiros dominaram a disputa, já que o queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude ficaram com os títulos. Fabiana Cristine da Silva foi a melhor brasileira com o segundo lugar conquistado, enquanto Raimundo Nonato foi o melhor canarinho no masculino ao chegar em sétimo lugar.

kits - A retirada de kits e chip de cronometragem acontecerá no dia 26 de dezembro das 13h às 19h, nos dias 27, 28 e 29 das 10h às 19h e no dia 30 das 8h às 17h no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, que fica na Rua Abílio Soares, 1.300, no Ibirapuera. Os organizadores salientam que não haverá entrega do material no dia do evento.

Inscrições para a São Silvestre estão quase esgotadas

Corridas de Rua · 18 nov, 2009

As inscrições para a edição 2009 da Corrida Internacional de São Silvestre estão quase no fim, então os interessados em participar devem se apressar para não ficar de fora desta que é uma das mais tradicionais provas do calendário nacional. Mais uma vez os corredores vão tomar as ruas do entorno da Avenida Paulista no último dia do ano.

O percurso será o mesmo das últimas edições, com 15 quilômetros e largada em frente ao Masp (altura do número 1.578 da Paulista). Segundo os organizadores, a expectativa é que o número limite de vagas seja preenchido até o final de novembro, como vêm acontecendo nos últimos anos.

O valor do investimento é de R$ 90 e, para garantir uma vaga, é necessário acessar o site oficial da prova, o www.saosilvestre.com.br. Ano passado a vitória ficou com o queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude, enquanto os melhores brasileiros foram Fabiana Cristine da Silva (2º lugar) e Raimundo Nonato (sétimo).

Já estão abertas as inscrições para a São Silvestre 2009

Corridas de Rua · 18 ago, 2009

Já estão abertas as inscrições para a edição 2009 da Corrida Internacional de São Silvestre, competição de 15 quilômetros que todos os anos é disputada no dia 31 de dezembro pelas ruas e avenidas de São Paulo. Assim como no ano passado, serão colocadas à disposição 20 mil vagas para os interessados.

O percurso será o mesmo do ano anterior, com largada e chegada na Avenida Paulista e passagem por locais históricos da capital, como as Avenidas Ipiranga e São João, Largo São Francisco, Teatro Municipal e Viaduto do Chá, além da temida subida da Avenida Brigadeiro Luis Antônio. Em 2008 a vitória ficou com o queniano James Kipsang entre os homens e a etíope Yimer Wude Ayalew entre as mulheres.

O valor da inscrição é R$ 75 até o dia 30 de agosto, R$ 80 entre os dias primeiro e 30 de setembro e R$ 90 entre os dias primeiro de outubro e 30 de novembro. De acordo com o estatuto do idoso, atletas com mais de 60 anos terão 50% de desconto e terão que retirar o kit pessoalmente mediante apresentação do documento de identidade.

Para garantir uma vaga, basta acessar o site oficial da competição, o www.saosilvestre.com.br e clicar na opção Inscrições no menu lateral.

São Silvestre tem clima ameno e os amadores agradecem

A 84ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre teve vitória de James Kipsang entre os homens e Yiemer Wude, mas a grande festa ficou por conta dos atletas amadores que tomaram a Avenida Paulista e as ruas do percurso da prova. Ao todo este ano foram 20 mil participantes, confira algumas histórias.

São Paulo - Camila Brasil, que participou pela quinta vez da competição, afirma que esse ano foi especial. “Eu fiquei machucada durante todo o ano e treinei apenas dois meses. Para piorar, na ultima semana peguei uma virose”. Ainda extasiada por ter completado, ela comenta o clima sem chuva e sem o calor forte. “Foi abafado como toda a São Silvestre, mas foi ótimo”.

Noel Conceição, com seu traje preto representando um esqueleto, antes da prova comentou que iria correr devagar, pois tem um problema no joelho e avalia sua participação. “Fiz 1h46, mas queria ter feito 1h30. Tive que acompanhar um colega meu que cansou no meio do percurso”, lamenta. “O clima ajudou por não estar quente, hoje foi legal mesmo”, ressalta.

Destacando-se na multidão com uma grande placa, Fernando Crnkovic, de São Carlos (SP), homenageava sua conterrânea Maurren Maggi. “Vim fazer uma homenagem à primeira medalhista olímpica individual, foi muito emocionante”, lembra. “Não venho preocupado com o tempo, a minha preocupação é terminar, porque a São Silvestre para mim é um ritual de passagem do ano novo, uma missão que tenho comigo mesmo”.

O calor forte do início deu lugar a um tempo encoberto e São Pedro não trouxe chuva para alegria dos corredores. Não para Daniela Rodrigues, que fez figas para que uma água caísse do céu. “Competir hoje foi maravilhoso, muito gostoso. Eu queria que chovesse, mas foi ótimo”. A estreante na competição adorou participar e espera voltar ano que vem.

Devoto de Nossa Senhora, Manuel da Silva correu os 15 quilômetros com uma réplica da santa em suas costas. Enquanto alguns poderiam pensar ser um fardo ter que carregar peso extra, ele não pensa assim. “É só ter força de vontade e um pouco de treinamento para vir à luta. A melhor virada do ano é a São Silvestre”.

Mais histórias - Grande parte dos corredores, principalmente aqueles que nunca participaram desta tradicional prova, acredita que a subida final, a da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, é a pior do percurso. Não é a opinião de Demetrius Orças. “O pessoal tem medo desta subida, mas existem outras piores”, admite. Sobre a prova em si, ele diz que a organização foi boa, e “com bastante postos de hidratação”.

Esta corrida além de contar com muitas pessoas fantasiadas, com placas, faixas e outras formas de expressão, traz muitas famílias. Pais e filhos, bebês nos carrinhos com seus pais e também tia e sobrinha, como o caso de Hidi e Catherina Schmidt. “A prova foi maravilhosa, ainda mais com essa sombra excelente”, conta Hidi dona de um belo sorriso. “A prova em si foi nota 10, ainda mais por ela ter me acompanhado”, comenta a tia Catherina.

Os últimos corredores cruzavam o pórtico de chegada no momento em que o sol já se punha e a noite começava a cair. De forma eficiente e rápida os staffs desmontavam a estrutura de mais uma edição desta tradicional prova, já que a Avenida Paulista começava a receber o público para o show da virada. Em 2009 muitos começarão a correr e outros treinarão ainda mais para a última corrida do ano.


São Silvestre tem clima ameno e os amadores agradecem

Corridas de Rua · 31 dez, 2008

A 84ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre teve vitória de James Kipsang entre os homens e Yiemer Wude, mas a grande festa ficou por conta dos atletas amadores que tomaram a Avenida Paulista e as ruas do percurso da prova. Ao todo este ano foram 20 mil participantes, confira algumas histórias.

São Paulo - Camila Brasil, que participou pela quinta vez da competição, afirma que esse ano foi especial. “Eu fiquei machucada durante todo o ano e treinei apenas dois meses. Para piorar, na ultima semana peguei uma virose”. Ainda extasiada por ter completado, ela comenta o clima sem chuva e sem o calor forte. “Foi abafado como toda a São Silvestre, mas foi ótimo”.

Noel Conceição, com seu traje preto representando um esqueleto, antes da prova comentou que iria correr devagar, pois tem um problema no joelho e avalia sua participação. “Fiz 1h46, mas queria ter feito 1h30. Tive que acompanhar um colega meu que cansou no meio do percurso”, lamenta. “O clima ajudou por não estar quente, hoje foi legal mesmo”, ressalta.

Destacando-se na multidão com uma grande placa, Fernando Crnkovic, de São Carlos (SP), homenageava sua conterrânea Maurren Maggi. “Vim fazer uma homenagem à primeira medalhista olímpica individual, foi muito emocionante”, lembra. “Não venho preocupado com o tempo, a minha preocupação é terminar, porque a São Silvestre para mim é um ritual de passagem do ano novo, uma missão que tenho comigo mesmo”.

O calor forte do início deu lugar a um tempo encoberto e São Pedro não trouxe chuva para alegria dos corredores. Não para Daniela Rodrigues, que fez figas para que uma água caísse do céu. “Competir hoje foi maravilhoso, muito gostoso. Eu queria que chovesse, mas foi ótimo”. A estreante na competição adorou participar e espera voltar ano que vem.

Devoto de Nossa Senhora, Manuel da Silva correu os 15 quilômetros com uma réplica da santa em suas costas. Enquanto alguns poderiam pensar ser um fardo ter que carregar peso extra, ele não pensa assim. “É só ter força de vontade e um pouco de treinamento para vir à luta. A melhor virada do ano é a São Silvestre”.

Mais histórias - Grande parte dos corredores, principalmente aqueles que nunca participaram desta tradicional prova, acredita que a subida final, a da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, é a pior do percurso. Não é a opinião de Demetrius Orças. “O pessoal tem medo desta subida, mas existem outras piores”, admite. Sobre a prova em si, ele diz que a organização foi boa, e “com bastante postos de hidratação”.

Esta corrida além de contar com muitas pessoas fantasiadas, com placas, faixas e outras formas de expressão, traz muitas famílias. Pais e filhos, bebês nos carrinhos com seus pais e também tia e sobrinha, como o caso de Hidi e Catherina Schmidt. “A prova foi maravilhosa, ainda mais com essa sombra excelente”, conta Hidi dona de um belo sorriso. “A prova em si foi nota 10, ainda mais por ela ter me acompanhado”, comenta a tia Catherina.

Os últimos corredores cruzavam o pórtico de chegada no momento em que o sol já se punha e a noite começava a cair. De forma eficiente e rápida os staffs desmontavam a estrutura de mais uma edição desta tradicional prova, já que a Avenida Paulista começava a receber o público para o show da virada. Em 2009 muitos começarão a correr e outros treinarão ainda mais para a última corrida do ano.

Vanderlei Cordeiro se emociona ao cruzar a linha de chegada

O Brasil não teve nenhum representante do pódio para comemorar, mas teve uma atração à parte. A aposentadoria de um dos grandes nomes do atletismo brasileiro: Vanderlei Cordeiro de Lima. O atleta de 39 anos escolheu a São Silvestre para se despedir da profissão, pois gosta “desse calor” da prova. A partir de 2009, Vanderlei diz que correrá apenas como amador.

“Estou bastante ansioso para esta corrida. Vou curtir ao máximo, pois isso é uma realização pessoal e profissional. Estou muito feliz mesmo”, disse antes da largada. “Meu objetivo é fazer a prova entre 53 e 54min”.

Durante todo o percurso, Vanderlei foi aplaudido pela multidão que acompanhava os atletas pelas ruas de São Paulo. E ele retribuía acenando e mandando beijos. Durante os 15 quilômetros, o agora aposentado atleta, sorria muito e, perto de cruzar a linha de chegada, fez seu já conhecido aviãozinho. Depois, beijou o chão e ficou muito emocionado com os aplausos do público e dos atletas.

Questionado sobre a corrida, ele afirma: “estou realizado, saí pela porta da frente, aplaudido. Obrigado a todos, obrigado ao esporte por tudo o que me deu e feliz 2009 a todo mundo”. Durante a coletiva de imprensa na última terça-feira, ele recebeu muitos elogios dos outros atletas brasileiros, mas não esboçou lágrimas nos olhos. Hoje, porém, depois de cruzar sua última corrida como profissional, não conteve a emoção.

“O momento foi bastante emocionante para mim, no encerramento de um ciclo. Um pouco triste, mas a minha alegria por tudo o que fiz é maior, o carinho desse povo maravilhoso acabou prevalecendo”, relata após receber um troféu especial dos organizadores. Ele terminou a prova em 102º, com o tempo 52min12. “Ele foi muito bem, estou até pensando em conversar com ele e rever essa aposentadoria”, brinca seu técnico, Ricardo D’Angelo.


Vanderlei Cordeiro se emociona ao cruzar a linha de chegada

Corridas de Rua · 31 dez, 2008

O Brasil não teve nenhum representante do pódio para comemorar, mas teve uma atração à parte. A aposentadoria de um dos grandes nomes do atletismo brasileiro: Vanderlei Cordeiro de Lima. O atleta de 39 anos escolheu a São Silvestre para se despedir da profissão, pois gosta “desse calor” da prova. A partir de 2009, Vanderlei diz que correrá apenas como amador.

“Estou bastante ansioso para esta corrida. Vou curtir ao máximo, pois isso é uma realização pessoal e profissional. Estou muito feliz mesmo”, disse antes da largada. “Meu objetivo é fazer a prova entre 53 e 54min”.

Durante todo o percurso, Vanderlei foi aplaudido pela multidão que acompanhava os atletas pelas ruas de São Paulo. E ele retribuía acenando e mandando beijos. Durante os 15 quilômetros, o agora aposentado atleta, sorria muito e, perto de cruzar a linha de chegada, fez seu já conhecido aviãozinho. Depois, beijou o chão e ficou muito emocionado com os aplausos do público e dos atletas.

Questionado sobre a corrida, ele afirma: “estou realizado, saí pela porta da frente, aplaudido. Obrigado a todos, obrigado ao esporte por tudo o que me deu e feliz 2009 a todo mundo”. Durante a coletiva de imprensa na última terça-feira, ele recebeu muitos elogios dos outros atletas brasileiros, mas não esboçou lágrimas nos olhos. Hoje, porém, depois de cruzar sua última corrida como profissional, não conteve a emoção.

“O momento foi bastante emocionante para mim, no encerramento de um ciclo. Um pouco triste, mas a minha alegria por tudo o que fiz é maior, o carinho desse povo maravilhoso acabou prevalecendo”, relata após receber um troféu especial dos organizadores. Ele terminou a prova em 102º, com o tempo 52min12. “Ele foi muito bem, estou até pensando em conversar com ele e rever essa aposentadoria”, brinca seu técnico, Ricardo D’Angelo.

Estrangeiros dominam a Corrida de São Silvestre

Nesta quarta-feira, na cidade de São Paulo, aconteceu mais uma edição da Corrida Internacional de São Silvestre, com 20 mil corredores e um calor de 28ºC. A 84ª edição de uma das provas mais importantes do circuito mundial foi marcada por algumas surpresas ao longo de seus 15 quilômetros. O vencedor foi o queniano James Kipsang com o tempo de 44min42. Já a mulher mais rápida foi a etíope Yiemer Wude, que cruzou a linha de chegada após 51min37.

São Paulo - A largada para as 53 atletas da elite feminina foi dada às 16h45. Um pelotão se formou e se manteve equilibrado até o quilômetro dois, ocasião em que Sara Ramadhani, da Tanzânia, abriu uma diferença de mais de 100m. Logo atrás, entre outras, vinham a queniana Nancy Kipron, uma das favoritas deste ano, e a brasileira Edilza Alves dos Santos, que completou a prova em 53min02, garantindo o 4º lugar.

Sara, que é conhecida pela sua facilidade em prova de 10 mil metros liderou, tranqüilamente até o quilômetro 7,5, mas logo começou a sentir a pressão de Nancy. A queniana vinha com um ritmo forte e conseguiu ultrapassar Sara no final da Avenida Pacaembu. Já na Avenida Rudge, Sara tomou a ponta de novo,
porém, por pouco tempo. A etíope Yiemer Wude aumentava o ritmo e diminuía a distância entre elas. E no quilômetro nove, Sara perdeu seu posto e a etíope assumiu a liderança da prova. Logo atrás, um pelotão formado por algumas brasileiras se aproximava da líder.

Yiemer não estava entre as favoritas desta São Silvestre e surpreendeu ao conseguir o lugar mais alto do pódio. Aliás, não só chegou em primeiro lugar, como conseguiu cruzar a linha de chegada antes mesmo do campeão masculino, James Kipsang. Um feito, já que, em edições anteriores as mulheres eram ultrapassadas pelos homens nos últimos metros da prova.

O Brasil pode não ter conseguido uma vitória feminina, mas, pelo menos tingiu o resto do pódio de verde e amarelo. O segundo lugar ficou com Fabiana Silva, que cruzou a linha menos de um minuto após a grande vencedora, com 52min28. Fabiana também surpreendeu pela colocação, já que esteve seis meses afastada por causa de uma lesão.

O terceiro, quarto e quinto lugar ficaram, respectivamente, com Marily dos Santos (52min48), Edielza dos Santos (53min02) e Luzia de Souza Pinto (53min52). Duas brasileiras que estavam entre as grandes favoritas não tiveram muita sorte este ano. Maria Zeferina Baldaia, campeã em 2001, ficou com a 12ª posição e Marizete Rezende, vencedora em 2002, abandonou a prova.

A campeã comentou que ficou muito feliz com o resultado, já que veio com o objetivo de lutar pelo primeiro posto. “No início da prova as quenianas e a tanzaniana estavam num ritmo muito forte e decidi segurar um pouco”, confessa. “No quilometro oito senti minhas pernas fortes. Estou muito feliz. O Brasil me deu sorte e também estava em um bom dia”, completa.

Já Fabiana ficou muito emocionada com o segundo lugar, já que teve uma lesão no pé esquerdo que ainda vem sendo tratada. “Logo Após o Troféu Brasil tive que parar um pouco, os treinos deste final de ano não estavam dando certo, mas resolvi entrar mesmo assim na São Silvestre e deu certo”, conta a vice-campeã. A tática utilizada foi não se sentir pressionada, mas sim entrar no ritmo da competição aos poucos.

Quem também estava muito feliz com o resultado era Marily dos Santos, que comemorou o terceiro posto como uma vitória. “Minha mãe está doente e internada no hospital, mas há um tempo atrás ela disse que tinha fé em Deus de me ver em terceiro na São Silvestre”, lembra a alagoana. “Com essa doença dela eu me apeguei em Deus e quis dar esse presente a ela, ainda não estou acreditando”, completa.

Ela confessa que a doença da mãe a desgastou um pouco psicologicamente, principalmente ao ver a matriarca na UTI, mas não se abateu e seguiu em frente focada nos treinamentos. O fato dela ter se poupado de competições às vésperas da prova foi uma fato que ajudou a conquistar um bom resultado. “As pessoas sabem o quanto eu me dedico e gosto de treinar e meu treinador disse que eu não ia fazer nenhuma prova depois da Pampulha e eu o obedeci. Ano passado eu competi muitos circuitos e senti muito cansaço”.

Homens - A largada para a prova masculina e atletas amadores aconteceu às 16h52. A elite masculina fez uma corrida equilibrada, com um pelotão correndo lado a lado durante a primeira metade da prova. Foi só na região do Largo do Paissandu, centro velho de São Paulo, que o queniano James Kipsang saiu na frente. Mantendo o ritmo, ele seguiu como primeiro colocado até a linha de chegada. Linha esta que ele não cruzou, pois “decidiu” passar pela lateral.

Se na prova feminina o Brasil marcou presença no pódio, na masculina, o mesmo foi inteiramente internacional. Até metade do percurso a esperança corria junto com Gadson Barbosa e Cristiano Silva Machado. Mas os mesmos logo foram vencidos pelos africanos. O Brasil também viu sua grande chance de vitória abandonar a prova. Franck Caldeira, campeão de 2006, repetiu o feito do ano passado ao abandonar a prova, desta vez no quilômetro 10. Com isso, o brasileiro mais bem colocado foi Raimundo Nonato Sousa Aguiar, com a sétima posição e o tempo de 46min05.

Para completar o pódio masculino, o segundo lugar ficou com Evans Cheruyiot (45min16), o terceiro com Kiprono Mutai (45min28), o quarto com Marco Joseph (45min37), todos do Quênia e em quinto ficou o colombiano William de Jesus (45min47).

Kipsang agradeceu o apoio do público que durante todo o percurso o incentivou e disse que o segredo para ser um campeão é treinar duro e seguir à risca as orientações do técnico. “Agradeço ao povo de São Paulo e todo mundo que vibrou comigo durante a prova. Foi uma excelente corrida. Me esforcei ao máximo para vencer”, relata.

Já Cheruyiot, segundo colocado, comenta que nos últimos dois quilômetros pensou que seria ultrapassado por Kiprono Mutai, por isso apertou o passo para cruzar a linha de chegada antes. Já Mutai, que não completou em 2007 devido ao forte calor, comenta que “apesar do clima abafado, o resultado foi bom”. Ele diz ainda que em 2009 pretende treinar ainda mais para alcançar o topo do pódio.


Estrangeiros dominam a Corrida de São Silvestre

Corridas de Rua · 31 dez, 2008

Nesta quarta-feira, na cidade de São Paulo, aconteceu mais uma edição da Corrida Internacional de São Silvestre, com 20 mil corredores e um calor de 28ºC. A 84ª edição de uma das provas mais importantes do circuito mundial foi marcada por algumas surpresas ao longo de seus 15 quilômetros. O vencedor foi o queniano James Kipsang com o tempo de 44min42. Já a mulher mais rápida foi a etíope Yiemer Wude, que cruzou a linha de chegada após 51min37.

São Paulo - A largada para as 53 atletas da elite feminina foi dada às 16h45. Um pelotão se formou e se manteve equilibrado até o quilômetro dois, ocasião em que Sara Ramadhani, da Tanzânia, abriu uma diferença de mais de 100m. Logo atrás, entre outras, vinham a queniana Nancy Kipron, uma das favoritas deste ano, e a brasileira Edilza Alves dos Santos, que completou a prova em 53min02, garantindo o 4º lugar.

Sara, que é conhecida pela sua facilidade em prova de 10 mil metros liderou, tranqüilamente até o quilômetro 7,5, mas logo começou a sentir a pressão de Nancy. A queniana vinha com um ritmo forte e conseguiu ultrapassar Sara no final da Avenida Pacaembu. Já na Avenida Rudge, Sara tomou a ponta de novo,
porém, por pouco tempo. A etíope Yiemer Wude aumentava o ritmo e diminuía a distância entre elas. E no quilômetro nove, Sara perdeu seu posto e a etíope assumiu a liderança da prova. Logo atrás, um pelotão formado por algumas brasileiras se aproximava da líder.

Yiemer não estava entre as favoritas desta São Silvestre e surpreendeu ao conseguir o lugar mais alto do pódio. Aliás, não só chegou em primeiro lugar, como conseguiu cruzar a linha de chegada antes mesmo do campeão masculino, James Kipsang. Um feito, já que, em edições anteriores as mulheres eram ultrapassadas pelos homens nos últimos metros da prova.

O Brasil pode não ter conseguido uma vitória feminina, mas, pelo menos tingiu o resto do pódio de verde e amarelo. O segundo lugar ficou com Fabiana Silva, que cruzou a linha menos de um minuto após a grande vencedora, com 52min28. Fabiana também surpreendeu pela colocação, já que esteve seis meses afastada por causa de uma lesão.

O terceiro, quarto e quinto lugar ficaram, respectivamente, com Marily dos Santos (52min48), Edielza dos Santos (53min02) e Luzia de Souza Pinto (53min52). Duas brasileiras que estavam entre as grandes favoritas não tiveram muita sorte este ano. Maria Zeferina Baldaia, campeã em 2001, ficou com a 12ª posição e Marizete Rezende, vencedora em 2002, abandonou a prova.

A campeã comentou que ficou muito feliz com o resultado, já que veio com o objetivo de lutar pelo primeiro posto. “No início da prova as quenianas e a tanzaniana estavam num ritmo muito forte e decidi segurar um pouco”, confessa. “No quilometro oito senti minhas pernas fortes. Estou muito feliz. O Brasil me deu sorte e também estava em um bom dia”, completa.

Já Fabiana ficou muito emocionada com o segundo lugar, já que teve uma lesão no pé esquerdo que ainda vem sendo tratada. “Logo Após o Troféu Brasil tive que parar um pouco, os treinos deste final de ano não estavam dando certo, mas resolvi entrar mesmo assim na São Silvestre e deu certo”, conta a vice-campeã. A tática utilizada foi não se sentir pressionada, mas sim entrar no ritmo da competição aos poucos.

Quem também estava muito feliz com o resultado era Marily dos Santos, que comemorou o terceiro posto como uma vitória. “Minha mãe está doente e internada no hospital, mas há um tempo atrás ela disse que tinha fé em Deus de me ver em terceiro na São Silvestre”, lembra a alagoana. “Com essa doença dela eu me apeguei em Deus e quis dar esse presente a ela, ainda não estou acreditando”, completa.

Ela confessa que a doença da mãe a desgastou um pouco psicologicamente, principalmente ao ver a matriarca na UTI, mas não se abateu e seguiu em frente focada nos treinamentos. O fato dela ter se poupado de competições às vésperas da prova foi uma fato que ajudou a conquistar um bom resultado. “As pessoas sabem o quanto eu me dedico e gosto de treinar e meu treinador disse que eu não ia fazer nenhuma prova depois da Pampulha e eu o obedeci. Ano passado eu competi muitos circuitos e senti muito cansaço”.

Homens - A largada para a prova masculina e atletas amadores aconteceu às 16h52. A elite masculina fez uma corrida equilibrada, com um pelotão correndo lado a lado durante a primeira metade da prova. Foi só na região do Largo do Paissandu, centro velho de São Paulo, que o queniano James Kipsang saiu na frente. Mantendo o ritmo, ele seguiu como primeiro colocado até a linha de chegada. Linha esta que ele não cruzou, pois “decidiu” passar pela lateral.

Se na prova feminina o Brasil marcou presença no pódio, na masculina, o mesmo foi inteiramente internacional. Até metade do percurso a esperança corria junto com Gadson Barbosa e Cristiano Silva Machado. Mas os mesmos logo foram vencidos pelos africanos. O Brasil também viu sua grande chance de vitória abandonar a prova. Franck Caldeira, campeão de 2006, repetiu o feito do ano passado ao abandonar a prova, desta vez no quilômetro 10. Com isso, o brasileiro mais bem colocado foi Raimundo Nonato Sousa Aguiar, com a sétima posição e o tempo de 46min05.

Para completar o pódio masculino, o segundo lugar ficou com Evans Cheruyiot (45min16), o terceiro com Kiprono Mutai (45min28), o quarto com Marco Joseph (45min37), todos do Quênia e em quinto ficou o colombiano William de Jesus (45min47).

Kipsang agradeceu o apoio do público que durante todo o percurso o incentivou e disse que o segredo para ser um campeão é treinar duro e seguir à risca as orientações do técnico. “Agradeço ao povo de São Paulo e todo mundo que vibrou comigo durante a prova. Foi uma excelente corrida. Me esforcei ao máximo para vencer”, relata.

Já Cheruyiot, segundo colocado, comenta que nos últimos dois quilômetros pensou que seria ultrapassado por Kiprono Mutai, por isso apertou o passo para cruzar a linha de chegada antes. Já Mutai, que não completou em 2007 devido ao forte calor, comenta que “apesar do clima abafado, o resultado foi bom”. Ele diz ainda que em 2009 pretende treinar ainda mais para alcançar o topo do pódio.

Paulista já está tomada por corredores

A largada da elite feminina da São Silvestre acontece apenas às 16h45, mas muitos corredores já estão concentrados na Avenida Paulista fazendo festa. A grande atração para o público presente é sem dúvida a presença dos atletas fantasiados, que a todo o momento são assediados para uma foto.

É o caso de Bruno Campeo, que vai correr com a fantasia de um pastel que cobre todo o seu corpo. Ele trabalha vendendo pastel na Avenida Paulista durante o almoço e a idéia da fantasia partiu de seu chefe, para fazer um marketing e aumentar as vendas. “Sou praticante de esportes, mas essa será a minha primeira participação na São Silvestre”, relata. “Espero que eu consiga completar a prova”.

Um grupo que chamava muito a atenção dos presentes trajava uma fantasia composta por uma bóia e uma camiseta escrito Resgate, em alusão aos bombeiros de Santa Catarina. “Estamos fazendo uma singela homenagem ao pessoal de lá”, comenta Maicon Barbosa. Já Hélio Barbosa diz que pode ajudar a resgatar o pessoal caso uma forte chuva caia em São Paulo. “Estamos aí para dar uma força para o pessoal”. O último integrante do trio, Antônio Cosme, relata que eles já correram com fantasias muito mais quentes e que esperam chegar ao final.

Um dos representantes da Liga da Justiça, Flash também estava presente na Avenida, representado por Joatan Gomes. “Vou correr tão rápido como o Flash, vou atropelar todos, inclusive os quenianos”, brinca o maranhense.

Ao longe era possível avistar um par de bochechas que chamava a atenção e, ao chegar mais perto, a identidade do misterioso bochechudo foi revelada. Era Rogério Favo na fantasia do personagem Kiko, ícone da turma do Chaves, antigo seriado que até hoje é transmitido pelo SBT. “Já trabalhei como Kiko em diversas emissoras e agora estou aqui para mais uma São Silvestre”, conta. “A roupa preta esquenta, mas a gente agüenta tomando bastante água”.

Quem também estava sofrendo com a roupa preta era Noel Conceição, que vestia uma roupa preta de caveira. “Eu corria sem fantasia, mas depois de um tempo tive um problema no joelho e disseram que eu não poderia mais correr. Então hoje corro devagar e vou levando”.


Paulista já está tomada por corredores

Corridas de Rua · 31 dez, 2008

A largada da elite feminina da São Silvestre acontece apenas às 16h45, mas muitos corredores já estão concentrados na Avenida Paulista fazendo festa. A grande atração para o público presente é sem dúvida a presença dos atletas fantasiados, que a todo o momento são assediados para uma foto.

É o caso de Bruno Campeo, que vai correr com a fantasia de um pastel que cobre todo o seu corpo. Ele trabalha vendendo pastel na Avenida Paulista durante o almoço e a idéia da fantasia partiu de seu chefe, para fazer um marketing e aumentar as vendas. “Sou praticante de esportes, mas essa será a minha primeira participação na São Silvestre”, relata. “Espero que eu consiga completar a prova”.

Um grupo que chamava muito a atenção dos presentes trajava uma fantasia composta por uma bóia e uma camiseta escrito Resgate, em alusão aos bombeiros de Santa Catarina. “Estamos fazendo uma singela homenagem ao pessoal de lá”, comenta Maicon Barbosa. Já Hélio Barbosa diz que pode ajudar a resgatar o pessoal caso uma forte chuva caia em São Paulo. “Estamos aí para dar uma força para o pessoal”. O último integrante do trio, Antônio Cosme, relata que eles já correram com fantasias muito mais quentes e que esperam chegar ao final.

Um dos representantes da Liga da Justiça, Flash também estava presente na Avenida, representado por Joatan Gomes. “Vou correr tão rápido como o Flash, vou atropelar todos, inclusive os quenianos”, brinca o maranhense.

Ao longe era possível avistar um par de bochechas que chamava a atenção e, ao chegar mais perto, a identidade do misterioso bochechudo foi revelada. Era Rogério Favo na fantasia do personagem Kiko, ícone da turma do Chaves, antigo seriado que até hoje é transmitido pelo SBT. “Já trabalhei como Kiko em diversas emissoras e agora estou aqui para mais uma São Silvestre”, conta. “A roupa preta esquenta, mas a gente agüenta tomando bastante água”.

Quem também estava sofrendo com a roupa preta era Noel Conceição, que vestia uma roupa preta de caveira. “Eu corria sem fantasia, mas depois de um tempo tive um problema no joelho e disseram que eu não poderia mais correr. Então hoje corro devagar e vou levando”.

Atletas participam de palestra motivacional antes da São Silvestre

Na tarde desta terça-feira alguns corredores de elite que participarão da Corrida de São Silvestre neste dia 31, estiveram presentes numa oficina de Tatadrama, uma vertente da psicologia na qual o indivíduo vivencia e redimensiona a temática do universo em suas inquietações. O grande objetivo era promover uma forma de autoconhecimento e resgate da potencialidade de cada um.

Após algumas explicações teóricas sobre o projeto, que é baseado na filosofia de Platão (Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa), todos foram convidados a ficar descalços e sentar no chão.

A Psicodramatista Elisete Leite Garcia a todo o momento insistia que os atletas ali presentes se vissem como vencedores, para que chegassem na São Silvestre se sentindo como campeões. A primeira atividade proposta para o grupo foi escrever numa folha de papel os objetivos e recompensas a serem obtidos na São Silvestre. Depois de colocar o papel num envelope lacrado, os presentes escolheram uma gravura dentre várias expostas no chão, que melhor representasse o dia da prova.

Chamou a atenção a foto escolhida por Anoé Dias, melhor brasileiro em 2007 atrás apenas de dois quenianos, que mostrava um coelho encarando de frente um tigre de bengala. Ao explicar a gravura, ele disse que via o animal de grande porte como os quenianos e ele como o pequeno roedor que encarava o desafio sem medo.

Já Maria Zeferina Baldaia fez a escolha de uma pessoa correndo pela rua com bandeiras do Brasil nas mãos. Em sua explicação ela disse que é muito patriota e adora as cores da bandeira, fato ressaltado por suas unhas pintadas em verde e amarelo.

Mais atividades - Diversas atividades foram aplicadas aos presentes, entre elas a reprodução de uma antiga brincadeira de roda, muito comum em festas tradicionais de São João: a cabra cega. Com os olhos fechados, as pessoas se locomoviam pela sala sem medo de se esbarrarem umas nas outras e tendo apenas o tato e a intuição como guias.

Em mais um exercício com os sentidos, todos tiveram seus olhos vendados e ficaram sentados em círculos e começaram a ouvir diversos sons tentando identificá-los. Também foram passados objetos para serem sentidos, fragrâncias tomaram conta das narinas e, por fim, o paladar foi testado. Diversos tipos de alimentos foram oferecidos, entre doces, salgados e azedos.

As reações eram as mais diversas. Ao apalpar algum objeto alguém exclamava uma onomatopéia, ao provar certo alimento proferia uma palavra de agrado ou de desagrado. E todos foram tomando conhecimento de si próprios com um auto-abraço, seguido de um autotoque.

No ápice das atividades cada um deveria escolher uma boneca/ boneco que mais se assemelhasse consigo mesmo. Esses brinquedos de panos são confeccionados exclusivamente por habitantes do nordeste brasileiro e são chamados de Boneca Dupla Esperança de Crato – CE.

O curioso é que além de escolher uma boneca de característica parecida com cada um, os atletas diversas vezes pegavam uma e logo diziam que se parecia com determinado corredor. Simone Alves da Silva e Ednalva Laurenao, a Pretinha, foram citadas.

Com o boneco em mãos, todos tiveram à disposição uma gama de acessórios para personalizá-lo da melhor forma. Neste momento Elisete disse que todos deveriam se imaginar fazendo compras na 25 de março, tradicional reduto de comércio popular em São Paulo.

Por fim, os atletas se sentaram novamente em roda e fizeram uma reflexão sobre o que foi vivenciado durante as 3h30 de trabalho. Baldaia, que participou pela quinta vez, lembrou que numa competição quase não tinha forças para terminar, mas lembrou-se do workshop e das palavras de incentivo e se revigorou para continuar em frente.

Para Anoé as atividades certamente o ajudarão no dia a dia e não somente na São Silvestre. Já Adriana de Souza relatou que muitas vezes sabe que precisa acreditar em seu potencial, mas que acaba não aplicando no trabalho. “Às vezes é bom bater na mesma tecla”, confessa.

Como atividade final, foi simulada a largada e a chegada da prova em câmera lenta. Com a voz do locutor oficial de fundo, todos saíram calmamente em direção ao tão desejado troféu de primeiro lugar e, ao final, todos tiveram a oportunidade de tocá-lo. Utilizando a espontaneidade do ato de brincar, associada à técnicas do Psicodrama e Sociodrama, certamente todos saíram de lá com seus corpos e mentes mais bem preparados para enfrentar o desafio da São Silvestre e da maior das corridas: a vida.


Atletas participam de palestra motivacional antes da São Silvestre

Corridas de Rua · 30 dez, 2008

Na tarde desta terça-feira alguns corredores de elite que participarão da Corrida de São Silvestre neste dia 31, estiveram presentes numa oficina de Tatadrama, uma vertente da psicologia na qual o indivíduo vivencia e redimensiona a temática do universo em suas inquietações. O grande objetivo era promover uma forma de autoconhecimento e resgate da potencialidade de cada um.

Após algumas explicações teóricas sobre o projeto, que é baseado na filosofia de Platão (Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa), todos foram convidados a ficar descalços e sentar no chão.

A Psicodramatista Elisete Leite Garcia a todo o momento insistia que os atletas ali presentes se vissem como vencedores, para que chegassem na São Silvestre se sentindo como campeões. A primeira atividade proposta para o grupo foi escrever numa folha de papel os objetivos e recompensas a serem obtidos na São Silvestre. Depois de colocar o papel num envelope lacrado, os presentes escolheram uma gravura dentre várias expostas no chão, que melhor representasse o dia da prova.

Chamou a atenção a foto escolhida por Anoé Dias, melhor brasileiro em 2007 atrás apenas de dois quenianos, que mostrava um coelho encarando de frente um tigre de bengala. Ao explicar a gravura, ele disse que via o animal de grande porte como os quenianos e ele como o pequeno roedor que encarava o desafio sem medo.

Já Maria Zeferina Baldaia fez a escolha de uma pessoa correndo pela rua com bandeiras do Brasil nas mãos. Em sua explicação ela disse que é muito patriota e adora as cores da bandeira, fato ressaltado por suas unhas pintadas em verde e amarelo.

Mais atividades - Diversas atividades foram aplicadas aos presentes, entre elas a reprodução de uma antiga brincadeira de roda, muito comum em festas tradicionais de São João: a cabra cega. Com os olhos fechados, as pessoas se locomoviam pela sala sem medo de se esbarrarem umas nas outras e tendo apenas o tato e a intuição como guias.

Em mais um exercício com os sentidos, todos tiveram seus olhos vendados e ficaram sentados em círculos e começaram a ouvir diversos sons tentando identificá-los. Também foram passados objetos para serem sentidos, fragrâncias tomaram conta das narinas e, por fim, o paladar foi testado. Diversos tipos de alimentos foram oferecidos, entre doces, salgados e azedos.

As reações eram as mais diversas. Ao apalpar algum objeto alguém exclamava uma onomatopéia, ao provar certo alimento proferia uma palavra de agrado ou de desagrado. E todos foram tomando conhecimento de si próprios com um auto-abraço, seguido de um autotoque.

No ápice das atividades cada um deveria escolher uma boneca/ boneco que mais se assemelhasse consigo mesmo. Esses brinquedos de panos são confeccionados exclusivamente por habitantes do nordeste brasileiro e são chamados de Boneca Dupla Esperança de Crato – CE.

O curioso é que além de escolher uma boneca de característica parecida com cada um, os atletas diversas vezes pegavam uma e logo diziam que se parecia com determinado corredor. Simone Alves da Silva e Ednalva Laurenao, a Pretinha, foram citadas.

Com o boneco em mãos, todos tiveram à disposição uma gama de acessórios para personalizá-lo da melhor forma. Neste momento Elisete disse que todos deveriam se imaginar fazendo compras na 25 de março, tradicional reduto de comércio popular em São Paulo.

Por fim, os atletas se sentaram novamente em roda e fizeram uma reflexão sobre o que foi vivenciado durante as 3h30 de trabalho. Baldaia, que participou pela quinta vez, lembrou que numa competição quase não tinha forças para terminar, mas lembrou-se do workshop e das palavras de incentivo e se revigorou para continuar em frente.

Para Anoé as atividades certamente o ajudarão no dia a dia e não somente na São Silvestre. Já Adriana de Souza relatou que muitas vezes sabe que precisa acreditar em seu potencial, mas que acaba não aplicando no trabalho. “Às vezes é bom bater na mesma tecla”, confessa.

Como atividade final, foi simulada a largada e a chegada da prova em câmera lenta. Com a voz do locutor oficial de fundo, todos saíram calmamente em direção ao tão desejado troféu de primeiro lugar e, ao final, todos tiveram a oportunidade de tocá-lo. Utilizando a espontaneidade do ato de brincar, associada à técnicas do Psicodrama e Sociodrama, certamente todos saíram de lá com seus corpos e mentes mais bem preparados para enfrentar o desafio da São Silvestre e da maior das corridas: a vida.

Brasileiros atacam de “tiete” em Vanderlei antes da S. Silvestre

Já a alguma tempo Vanderlei Cordeiro de Lima tomou a decisão de encerrar sua carreira como atleta profissional e escolheu a Corrida Internacional de São Silvestre, no próximo dia 31, em São Paulo, como o marco histórico. No último dia do ano de 2008 o maratonista de 39 anos disputará sua última prova na elite.

Durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira, diversos atletas de elite atacaram de tiete e revelaram a admiração que têm por Vanderlei. Franck Caldeira, Giomar Pereira, Anoé Dias, Marily dos Santos, Marizete Moreira e Maria Zeferina Baldaia revelaram tê-lo como um ídolo, um exemplo a ser seguido.

“Não tem dinheiro no mundo que pague o que ele representa”, ressalta Baldaia. “Ele é um exemplo a ser seguido no Brasil e no mundo, quero ser igual a ele”, completa. “Essa será uma despedida entre aspas”, emenda Marizete. “Não há motivos para tristeza, ele estará sempre com a gente”, relata tentando evitar uma comoção geral que ameaçou recair sobre os presentes.

Até a recatada e sempre curta nas frases Marily deixou de lado a timidez e revelou que não resistiu certa vez a pedir uma foto com o ídolo. “Não sou de pedir para tirar foto, mas depois de um tempo criei coragem e pedi a ele”, confessa. “Ele tem mesmo que continuar como amador, um dia quero fazer igual a ele quando deixar de ser elite”, finaliza com um breve sorriso no canto do rosto.

“O Vanderlei é um exemplo para todos, ele é o cara!”, exclama Anoé que não encontrou mais palavras para descrever algo talvez tão abstrato que não pudesse ser traduzido. Franck Caldeira com sua irreverência não deixou barato e disparou: “Já que todos falaram bem, vou ter que falar mal”. Brincadeiras à parte, para o campeão da prova de 2006, Vanderlei é uma motivação. “Temos que agradecer pelo que ele fez pelo atletismo brasileiro”.

Também animado e brincalhão, Giomar faz um pedido inusitado, num misto de brincadeira com fundo de verdade: “Quero o patrocínio dele para mim”, exclama provocando risadas no público presente. “Ele escolheu a prova certa para encerrar a carreira, desejamos tudo de bom a ele”, completa desta vez num tom mais sério.

Amigo de todos os dias - Mesmo com tantos elogios, o medalhista de bronze na Olimpíada de Atenas não foi às lágrimas como esperado por muitos, nem mesmo no momento em que seu treinador há 18 anos, Ricardo D’Angelo foi convidado a proferir algumas palavras. “Ele é para mim como um amigo, pequeno no tamanho, mas grande como ser humano”. Segundo o treinador, ambos acharam o ponto de equilíbrio entre mestre e aprendiz. “Tivemos muitas viagens, muitas roubadas, mas o saldo que fica é muito positivo”.

Ele diz ainda que neste momento encerra-se um ciclo e inicia-se outro.
Com um largo sorriso estampado e não conseguindo esconder a felicidade, Vanderlei Cordeiro de Lima afirma que gostaria que todos os atletas tivessem a oportunidade que ele teve na vida. “Com a corrida eu fui alguém. Fico feliz de ter dado minha contribuição”.


Brasileiros atacam de “tiete” em Vanderlei antes da S. Silvestre

Corridas de Rua · 30 dez, 2008

Já a alguma tempo Vanderlei Cordeiro de Lima tomou a decisão de encerrar sua carreira como atleta profissional e escolheu a Corrida Internacional de São Silvestre, no próximo dia 31, em São Paulo, como o marco histórico. No último dia do ano de 2008 o maratonista de 39 anos disputará sua última prova na elite.

Durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira, diversos atletas de elite atacaram de tiete e revelaram a admiração que têm por Vanderlei. Franck Caldeira, Giomar Pereira, Anoé Dias, Marily dos Santos, Marizete Moreira e Maria Zeferina Baldaia revelaram tê-lo como um ídolo, um exemplo a ser seguido.

“Não tem dinheiro no mundo que pague o que ele representa”, ressalta Baldaia. “Ele é um exemplo a ser seguido no Brasil e no mundo, quero ser igual a ele”, completa. “Essa será uma despedida entre aspas”, emenda Marizete. “Não há motivos para tristeza, ele estará sempre com a gente”, relata tentando evitar uma comoção geral que ameaçou recair sobre os presentes.

Até a recatada e sempre curta nas frases Marily deixou de lado a timidez e revelou que não resistiu certa vez a pedir uma foto com o ídolo. “Não sou de pedir para tirar foto, mas depois de um tempo criei coragem e pedi a ele”, confessa. “Ele tem mesmo que continuar como amador, um dia quero fazer igual a ele quando deixar de ser elite”, finaliza com um breve sorriso no canto do rosto.

“O Vanderlei é um exemplo para todos, ele é o cara!”, exclama Anoé que não encontrou mais palavras para descrever algo talvez tão abstrato que não pudesse ser traduzido. Franck Caldeira com sua irreverência não deixou barato e disparou: “Já que todos falaram bem, vou ter que falar mal”. Brincadeiras à parte, para o campeão da prova de 2006, Vanderlei é uma motivação. “Temos que agradecer pelo que ele fez pelo atletismo brasileiro”.

Também animado e brincalhão, Giomar faz um pedido inusitado, num misto de brincadeira com fundo de verdade: “Quero o patrocínio dele para mim”, exclama provocando risadas no público presente. “Ele escolheu a prova certa para encerrar a carreira, desejamos tudo de bom a ele”, completa desta vez num tom mais sério.

Amigo de todos os dias - Mesmo com tantos elogios, o medalhista de bronze na Olimpíada de Atenas não foi às lágrimas como esperado por muitos, nem mesmo no momento em que seu treinador há 18 anos, Ricardo D’Angelo foi convidado a proferir algumas palavras. “Ele é para mim como um amigo, pequeno no tamanho, mas grande como ser humano”. Segundo o treinador, ambos acharam o ponto de equilíbrio entre mestre e aprendiz. “Tivemos muitas viagens, muitas roubadas, mas o saldo que fica é muito positivo”.

Ele diz ainda que neste momento encerra-se um ciclo e inicia-se outro.
Com um largo sorriso estampado e não conseguindo esconder a felicidade, Vanderlei Cordeiro de Lima afirma que gostaria que todos os atletas tivessem a oportunidade que ele teve na vida. “Com a corrida eu fui alguém. Fico feliz de ter dado minha contribuição”.