Corridas de Rua · 28 dez, 2010
São Paulo começa a receber os principais atletas estrangeiros da 86ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, que será realizada na próxima sexta-feira (31/12), com largada e chegada na avenida Paulista. O queniano James Kwambai, vencedor em 2008 e 2009, desembarca nesta terça-feira (28/12) no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), vindo do Catar.
No mesmo vôo, está prevista a chegada de Alice Timbilili, também do Quênia, que foi ganhadora da prova feminina em 2007, com o tempo de 53min07. Este ano, em Nova York, a corredora finalizou uma prova de 15 quilômetros (mesma distância da São Silvestre) em 48min15. Já no final da noite, quem chega à capital paulista é a bicampeã da Meia Maratona do Rio, a queniana Eunice Kirwa, e também os colombianos Diego Alberto Colorado e William Naranjo, quarto e quinto colocados no ano passado.
Outros dois favoritos, os marroquinos Mohamed El Hachimi e Abderrahime Bouramdame já estão na cidade, hospedados no hotel oficial, o Hilton São Paulo Morumbi, local onde também ficará grande parte das estrelas nacionais e internacionais da tradicional competição.
Os competidores Barnabas Kosgei, Mark Korir, Mathew Cheboi e Bornes Kitur, que treinam no Brasil desde agosto e tiveram bons resultados no país, chegam do Paraná nesta quarta-feira (28/12). Barnabas foi campeão mundial de cross-country em 2007 com apenas 21 anos e em 2010 conquistou o primeiro lugar na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte. Já Korir se consagrou como campeão da 10K Rio Corrida Pan-Americana, no Rio de Janeiro.
Brasileiros Os melhores corredores brasileiros, que tentarão quebrar a hegemonia estrangeira na São Silvestre também já começaram a chegar a São Paulo. A previsão é que a alagoana Marily dos Santos, melhor do País em 2009 (terceira colocada), também pise em solo paulista nesta terça-feira. Em seguida, na quarta-feira (22/12), será a vez das atletas Maria Zeferina Baldaia, vencedora da São Silvestre em 2001, e Edielza Alves Guimarães, campeã do Ranking Nacional Caixa/CBAt de 2010 e vice-campeã da Volta da Pampulha.
Ainda no próximo dia 22 desembarcam os principais nomes brasileiros da categoria mascullina: Damião Ancelmo da Silva (terceiro colocado na Volta da Pampulha); Clodoaldo Gomes da Silva, melhor do Brasil em 2009 (oitava posição); Giomar Pereira (tricampeão do Ranking Caixa/CBAt) e Franck Caldeira (último representante do País a ganhar a São Silvestre em 2006). Marílson dos Santos, vencedor das edições de 2003 e 2005, está por aqui, pois mora e treina em Santo André, na Grande São Paulo. Os demais competidores de elite devem treinar no parque do Ibirapuera nas manhãs desta quarta e quinta-feira, saindo do hotel oficial às 9 horas.
Corridas de Rua · 28 dez, 2010
Os corredores Jean Carlos e Adilson Dolberth, da BM&FBOVESPA, participarão pela primeira vez da São Silvestre no próximo dia 31 e querem surpreender os adversários na prova que encerra o ano. Para chegarem bem preparados na disputa, os fundistas passaram cinco semanas treinando na altitude de Paipa, na Colômbia, onde ganharam resistência.
De acordo com o técnico dos atletas, Ricardo DAngelo, que acompanhou os corredores nos treinos, a competição será uma avaliação para Jean, pois ele participará de uma maratona entre março e abril do ano que vem. O corredor é o segundo no ranking brasileiro da maratona, atrás apenas de Marílson Gomes dos Santos, seu companheiro de clube, e tem o índice para disputar a maratona no Mundial de Atletismo de Daegu, em 2011.
Já Adilson fez bons resultados nos cinco e dez mil metros e treina para conquistar uma medalha no Pan-Americano de Guadalajara. O Adilson também está bastante motivado e fez ótimos treinos em Paipa. Em breve vai disputar uma meia-maratona e uma maratona (em 2011), portanto a São Silvestre também é importante para ele.
Corridas de Rua · 27 dez, 2010
A expctativa é não ter expctativas, essas são as palavras Gilmário Mendes, técnico da corredora Marily dos Santos, melhor brasileira da São Silvestre do ano passado, que estará presente mais uma vez na corrida no próximo dia 31. Acho que tudo vai depender do clima no dia da prova. A Marily está acostumada com o calor, mas em São Paulo há quatro estações em único dia, explica Gilmário, que torce por um dia de sol.
Ainda de acordo com o treinador, a corredora tem condições de conquistar um tempo de 52min10. A gente treinou bastante subidas, pois o percurso, muito irregular, é outro adversário, conta. Apesar de também considerar difícil o trajeto, a experiência de outras edições, na opinião de Marily, ajudará muito. Já competi mais de dez vezes a São Silvestre e a cada ano tenho evoluído mais. Na primeira prova fui nona colocada. Já em 2009 fui terceira, relembra.
Antes abria a prova em disparado. Hoje estudo bem as adversárias e costumo manter o ritmo daquela corredora mais forte, que não é necessariamente aquela que larga na frente, conta a alagoana, vencedora da Maratona Internacional de Recife, em novembro. Eu estava correndo de manhã e de tarde. Mas desde anteontem comecei a priorizar o treino vespertino para me adaptar ao horário da disputa.
A fundista disputou os Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, e terminou na 51ª colocação. Atualmente considera as africanas Eunice Kirwa e Bornes Kitur algumas das corredoras mais fortes para a prova do último dia do ano. Eu sei que o nível será bem alto. As duas fizeram uma temporada muito boa aqui no Brasil e venceram provas importantes. Mas eu também já treinei tudo o que deveria e me sinto preparada, garante Marily, que desembarca em São Paulo nesta terça-feira.
Corridas de Rua · 23 dez, 2010
Aos 33 anos, o fundista brasileiro Marílson Gomes dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York (2006 e 2008) e da Corrida Internacional de São Silvestre (2003 e 2005), aparece como o grande favorito da prova do próximo dia 31 e afirma estar pronto. Estou muito bem e torço para que ninguém esteja melhor do que eu, diz o corredor que também é recordista sul-americano nos 5.000m, 10.000m (em pista) e em meia-maratona.
Foi necessário um descanso após a disputa de Nova York. Demorou para que eu retomasse meus treinos, mas agora sou sim um dos favoritos, sem dúvida. Já tive a oportunidade de correr a São Silvestre duas vezes e tenho experiência , acrescenta Marílson. Segundo o treinador do atleta, Adauto Domingues, a participação do fundista foi confirmada porque nos 42 quilômetros do dia sete de novembro, em Nova York, o brasileiro completou a prova sem ficar com o corpo dolorido.
Em outros anos ele sentiu muito cansaço depois da maratona. Nesse ano ele terminou bem e não participaria da disputa no dia 31 se não tivesse chances de vencer. Para os quenianos, perder é apenas mais uma prova, já para o Marílson não. Uma vitória tem um sabor especial, pois é a principal do país, acrescenta o técnico.
Apesar das boas condições físicas, o recordista sul-americano ficou quatro anos sem competir e afirma que a tradicional corrida brasileira é sempre difícil. Nunca foi uma prova fácil. Esse ano não será diferente. Teremos grandes adversários e um tempo nada favorável, normalmente quente e úmido, não tem como escapar, reflete o brasiliense, acostumado ao clima seco do estado em que vive.
Na opinião de Adauto, as condições climáticas, muito variáveis em São Paulo, pode sim favorecer mais um atleta do que outro. Às vezes chove e esfria um pouco. Em outros momentos o sol é fortíssimo com altas temperaturas. Acredito que o tempo pode beneficiar determinado atleta, conforme o local onde ele vive.
O treinador também diz que Marílson corre bem no calor, ao contrário no frio. "Ele tem baixa porcentagem de gordura no corpo. Em nova York, por exemplo, estava cinco graus, em alguns trechos a sensação térmica era de dois graus negativos. Ele não terminou a prova cansado, mas não conseguiu ter o desempenho que poderia, acredita.
As vezes temos a impressão que os quenianos são mais unidos na competição do que os brasileiros, mas acho que não. Sempre descordei disso, explica o treinador. Cada queniano está preocupado com o próprio desempenho, em liderar a prova. Os demais só tentam acompanhar o atleta que está à frente, por medo de ficar para trás. Não existe jogo de equipe, revela.
Marílson também acredita na mesma tese no técnico, mas acrescenta que os quenianos não estão apenas dominando a São Silvestre, mas todas as corridas espalhadas pelo mundo. Eles realmente são os melhores, não tem como negar isso. O número de quenianos competindo é muito grande. Isso faz com que tenham facilidade em vencer, em se preparar melhor", confessa.
O atleta esclarece que diante destas circunstâncias o mais importante é ficar atento ao ritmo durante a prova toda. A Av. Brigadeiro é um dos trechos mais difíceis, porque está no final da prova, momento que nos sentimos certo cansaço, então é preciso administrar bem a energia para enfrentar os quilômetros finais, diz o corredor que pretende finalizar os 15 quilômetros na casa dos 43 minutos.
Acreditamos que este tempo possa nos dar a vitória, completa Marílson, o primeiro corredor a cruzar a linha de chegada em 2003 com a marca de 43min49 (nas seis provas seguintes, ninguém conseguiu superar este tempo). Outro brasileiro que também tentará representar bem o Brasil na disputa é Damião Ancelmo de Souza. Eu participei de 18 provas este ano e subi ao pódio em várias delas. A São Silvestre será a última do ano e quero repetir a mesma realização, superar meus limites, diz o alagoano, que começou correr com 23 anos e hoje vive em Teresópolis, no Rio de Janeiro.
Considero a prova de alto nível e embora tenha participado de edições anteriores, tenho certeza que este ano estou melhor. Ficarei ao lado do Marílson também tentando levar alegria para os brasileiros, afirma o corredor de 31 anos.
Corridas de Rua · 22 dez, 2010
Edson Dantas, paratleta tetracampeão da Corrida Internacional de São Silvestre em 2003, 2005, 2008 e 2009, volta a brigar pelo pódio no próximo dia 31, após um ano de muitas conquistas. Dantas ganhou o Prêmio Sentidos, considerado o Oscar da luta pelos direitos das pessoas com deficiência no Brasil, e para fechar o ano com chave de ouro participará da tradicional corrida brasileira em busca do pódio.
Acho que o sonho de todo corredor é disputar a São Silvestre e eu guardo um carinho especial por essa competição porque quando comecei a correr em 2000, ela foi uma das minhas primeiras provas, conta o paratleta, que neste ano também conseguiu ser tetracampeão da Meia Maratona Corpore, da Corrida da Cidade de Aracajú e bicampeão do Circuito Paraolímpico Caixa.
Além disso, o atleta, corredor profissional há mais de dez anos, já venceu a Maratona de Nova York (2008 e 2009) e recentemente se tornou representante do Projeto Próximo Passo, que promove ações para a melhoria da vida de pessoas portadoras de deficiências paralisantes.
Em 1992, durante um arrastão, ele foi empurrado do trem em que viajava e o acidente teve como consequência a amputação da perna direita. Depois disso Dantas encontrou no esporte o caminho para superação. Enquanto Deus me der vida e saúde, estarei sempre correndo, revela o atleta, considerado um dos melhores brasileiros com amputação de membro inferior nas distâncias de cinco e dez quilômetros.
Após diversas críticas em relação às medalhas da São Silvestre serem entregues com o kit do atleta neste ano, um dos responsáveis pela organização da disputa, Thadeus Kassabian, da Yescom, reforçou nesta quarta-feira (22/12) a declaração que o diretor geral da competição, Júlio Deodoro, fez na semana passada sobre a segurança do evento. Além disso, Thadeus também contra argumenta que a medalha não é a única recordação para quem percorre os 15 quilômetros.
Quem completou a prova tem outros recursos para comprovar que cruzou a linha de chegada. É só entrar na internet pegar o certificado que disponibilizamos ou procurar imagens da vídeo chegada, explica o organizador, citando o serviço de vídeo que o Webrun fará no dia da prova. Já sobre o estacionamento do antigo Casarão Matarazzo, local onde eram distribuídas as medalhas e hoje serve como canteiro de obras, ele afirma que o evento ficou sem espaço para realizar a distribuição.
Muita gente em um local inadequado pode gerar tumulto e afetar a segurança dos participantes, item que é prioridade para a organização. Jamais vamos colocar em risco a integridade de ninguém, garante Thadeus. Em uma situação como essa tomamos a decisão mais racional. São 21 mil inscritos, sem contar pessoas que não se inscreveram e também ficam no local.
Ao ser questionado sobre o porquê da Maratona de Nova York, com mais de 40 mil participantes, consegue manter a tradição de entregar as medalhas ao término do evento, Thadeus afirma que a retirada acontece bem longe da linha de chegada. Os corredores precisam se deslocar um quilômetro para buscar a medalha. Também é complicado comparar a infra-estrutura e o espaço da nossa cidade com Nova York.
Ainda de acordo com Kassabian, a Maratona Internacional de São Paulo, com 20 mil inscritos, também organizada pela Yescom, nunca sofreu nenhum tipo de mudança porque é promovida em um local amplo, no Ibirapuera. Tentamos transferir a chegada da São Silvestre para lá, mas a CET não viabilizou a alteração no percurso deste ano. Agora tentaremos fazer isso no próximo ano, explica.
Palavra da CET - O gerente de operações da CET, Vlamir Lopes da Costa, revela que a proposta formal para a mudança de trajeto foi apresentada sem a antecedência necessária. Esse diálogo começou a ser discutido com seriedade apenas neste segundo semestre deste ano. Não tínhamos estudos suficientes para saber qual impacto provocaria nas demais vias de São Paulo a transferência da chegada para a região do parque do Ibirapuera.
Lopes diz que é possível aprovar a alteração do percurso na próxima edição da corrida, caso seja apresentado algum projeto por parte da organização logo no início do ano, pois não é tão simples promover as mudanças, já que há vários detalhes que a instituição precisa se responsabilizar.
Só para se ter uma idéia, neste ano a pista da Av. Paulista no sentido Consolação será bloqueada nove horas mais cedo. Em 2009 isso acontecia às 10h, agora será de madrugada. Todos os moradores da redondeza e trabalhadores da região já sabem que não poderão transitar de carro por lá depois da uma hora da manhã. Mandamos cartas para todo mundo avisando, ressalta o gerente.
Corridas de Rua · 22 dez, 2010
Após diversas críticas em relação às medalhas da São Silvestre serem entregues com o kit do atleta neste ano, um dos responsáveis pela organização da disputa, Thadeus Kassabian, da Yescom, reforçou nesta quarta-feira (22/12) a declaração que o diretor geral da competição, Júlio Deodoro, fez na semana passada sobre a segurança do evento. Além disso, Thadeus também contra argumenta que a medalha não é a única recordação para quem percorre os 15 quilômetros.
Quem completou a prova tem outros recursos para comprovar que cruzou a linha de chegada. É só entrar na internet pegar o certificado que disponibilizamos ou procurar imagens da vídeo chegada, explica o organizador, citando o serviço de vídeo que o Webrun fará no dia da prova. Já sobre o estacionamento do antigo Casarão Matarazzo, local onde eram distribuídas as medalhas e hoje serve como canteiro de obras, ele afirma que o evento ficou sem espaço para realizar a distribuição.
Muita gente em um local inadequado pode gerar tumulto e afetar a segurança dos participantes, item que é prioridade para a organização. Jamais vamos colocar em risco a integridade de ninguém, garante Thadeus. Em uma situação como essa tomamos a decisão mais racional. São 21 mil inscritos, sem contar pessoas que não se inscreveram e também ficam no local.
Ao ser questionado sobre o porquê da Maratona de Nova York, com mais de 40 mil participantes, consegue manter a tradição de entregar as medalhas ao término do evento, Thadeus afirma que a retirada acontece bem longe da linha de chegada. Os corredores precisam se deslocar um quilômetro para buscar a medalha. Também é complicado comparar a infra-estrutura e o espaço da nossa cidade com Nova York.
Ainda de acordo com Kassabian, a Maratona Internacional de São Paulo, com 20 mil inscritos, também organizada pela Yescom, nunca sofreu nenhum tipo de mudança porque é promovida em um local amplo, no Ibirapuera. Tentamos transferir a chegada da São Silvestre para lá, mas a CET não viabilizou a alteração no percurso deste ano. Agora tentaremos fazer isso no próximo ano, explica.
Palavra da CET - O gerente de operações da CET, Vlamir Lopes da Costa, revela que a proposta formal para a mudança de trajeto foi apresentada sem a antecedência necessária. Esse diálogo começou a ser discutido com seriedade apenas neste segundo semestre deste ano. Não tínhamos estudos suficientes para saber qual impacto provocaria nas demais vias de São Paulo a transferência da chegada para a região do parque do Ibirapuera.
Lopes diz que é possível aprovar a alteração do percurso na próxima edição da corrida, caso seja apresentado algum projeto por parte da organização logo no início do ano, pois não é tão simples promover as mudanças, já que há vários detalhes que a instituição precisa se responsabilizar.
Só para se ter uma idéia, neste ano a pista da Av. Paulista no sentido Consolação será bloqueada nove horas mais cedo. Em 2009 isso acontecia às 10h, agora será de madrugada. Todos os moradores da redondeza e trabalhadores da região já sabem que não poderão transitar de carro por lá depois da uma hora da manhã. Mandamos cartas para todo mundo avisando, ressalta o gerente.
Corridas de Rua · 20 dez, 2010
Entre as mudanças anunciadas pelos organizadores da Corrida Internacional de São Silvestre este ano, a notícia sobre a entrega antecipada das medalhas permanece provocando insatisfação entre os participantes. Apesar de diversos argumentos mencionados pela organização, a medalha vir junto ao kit, na opinião de muitos corredores, não se justifica.
No final da prova, já cansado, a melhor coisa é pegar a sacolinha de frutas e olhar a medalha. A banana e a maçã não sobra porque a gente come. Mas quando a gente sai da disputa com medalha no pescoço a sensação é outra, garante Sérgio Borges, que participa da competição pela décima vez este ano. Acho que o conceito da medalha é depois da conquista. Não faz o menor sentido você pegar antes, acrescenta.
Assim como Sérgio Borges, o corredor Nelson Valente, outro veterano da prova, também reclama da mudança. Já existem algumas questões complicadas, como o horário da largada da prova, que já desmotiva por conta do forte calor. Agora saber que finalizarei o percurso e não receberei a medalha logo depois desanima ainda mais, reclama o atleta que já marcou presença sete vezes na São Silvestre.
Eu e muitos outros competidores nos preparamos o ano inteiro para este evento. De repente a gente descobre que muita gente despreparada, incapaz de completar o trajeto, também terá uma medalha como a minha e a de quem enfrentou os 15 quilômetros até o fim. Isso é completamente injusto, ressalta Nelson. Para o corredor, o ideal seria que essa mudança fosse informada antes das inscrições serem abertas, pois todos estariam conscientes em participar da prova mesmo com essa alteração.
Em entrevista concedida a uma emissora de rádio da capital paulista, na última sexta-feira, um dos organizadores da competição, Julio Deodoro, afirmou que a entrega das medalhas acontecia no estacionamento do antigo Casarão Matarazzo, mas o local virou canteiro de obras para a construção de um edifício. Diante desta situação foi preciso pensar em uma maneira de fazer rapidamente a dispersão, para evitar tumulto e garantir a segurança dos atletas.
Uma das alternativas sugeridas pelos organizadores, de acordo com Deodoro, foi mudar a chegada para o Parque do Ibirapuera, o que foi negado pela CET. Além disso, o diretor disse que essa mudança vinha sendo discutida há algum tempo, pois enquanto alguns corredores estão finalizando a prova, muita gente está indo para Av. Paulista passar o Reveillón. Já em nota oficial ao Webrun, a organização da prova informou que a medida inédita foi tomada porque este ano o chip de cronometragem será descartável e até o ano passado a medalha era trocada pelo chip (não descartável), após a corrida.
Corridas de Rua · 14 dez, 2010
No próximo dia 31 a Corrida Internacional de São Silvestre promete forte emoção para os competidores africanos e brasileiros, técnicos e plateia que acompanharão o duelo dos atletas de elite pelas principais ruas e avenidas do centro de São Paulo. A menos de uma semana, alguns nomes do atletismo africano foram confirmados para a prova, bem como a presença de Marílson Gomes, mas além deles estarão outros atletas brasileiros em busca de vitória na corrida internacional.
O técnico da equipe do cruzeiro, Alexandre Minardi, já anunciou quais corredores do time azul devem brigar pelo pódio, são eles: Franck Caldeira (ganhador da prova em 2006), Giomar Pereira da Silva (atual segundo colocado do ranking Caixa/CBAt), Marcos Alexandre Elias (melhor brasileiro na maratona de São Paulo deste ano), Luiz Paulo Antunes (ganhador de algumas etapas do Circuito de Corridas da Caixa) e Adriana Rosa (vice-campeã dos 15k Sargento Gonzaguinha).
Alexandre considera os corredores do Cruzeiro como alguns dos melhores do Brasil, entretanto, garante que o grande favorito da disputa deste ano é Marilson Gomes. Já falei para os meus atletas que vão para São Silvestre se preocuparem só com o Marílson e esquecerem os africanos. Também alertei o perigo de marcá-lo durante a disputa.
Ainda de acordo com Minardi, o atleta do Cruzeiro com grandes chances de vencer é Franck Caldeira. O Marílson é um grande rival, mas também nunca se sabe, é imprevisível o que pode acontecer. Às vezes um competidor passa mal e nesta circunstância creio que Franck teria possibilidades de liderar.
Na categoria feminina, o treinador aposta na corredora Adriana Rosa, única atleta do Cruzeiro confirmada até o momento para a competição do próximo dia 31. Ela é mineira, mas tem um biotipo incrível, melhor até do que muitas atletas africanas. Tenho certeza que um bom trabalho será capaz de transformá-la numa das melhores atletas do Brasil, revela.
Há 28 anos no Cruzeiro, o técnico defende os corredores do país com unhas e dentes e levanta a bandeira na luta por maior investimento do país no atletismo. Eu sempre fui contra a presença de muitos estrangeiros nas provas por aqui. Acho que deveria ser limitado para a concorrência não ficar tão desleal, diz o técnico. Felizmente o apoio para a modalidade no Brasil já melhorou, mas ainda precisamos de mais avanços, completa.
Corridas de Rua · 10 dez, 2010
As tentações da mesa natalina estão se aproximando com a chegada do dia 24, mas o banquete da ceia pode estragar tudo que o corredor fez ao longo do ano para estar bem preparado na São Silvestre. Para Danilo Balu, nutricionista e colunista do Webrun, pequenas mudanças de hábitos nos dias festivos podem ajudar e muito a performance do atleta no último dia do ano.
No natal, não há quem resista aqueles pratos decorados, com cheirinho de restaurante, que invade os ambientes e nos dá mais fome do que realmente parecemos ter. Mas segundo Danilo Balu, a dica é não chegar de barriga vazia na festa e comer muita salada e frutas. É tradição no país a ceia de natal ser imensa, mas os alimentos são muito gordurosos e podem provocar ganho de peso. O que prejudica muito o corredor em uma competição.
A recomendação é que a pessoa coma pequenas porções, pois só no dia 24 uma pessoa pode consumir até cinco mil calorias, quantidade que serve para dois dias, alerta Balu. O grande perigo é que a comida do natal ainda se arrasta na geladeira. O cardápio dos dias seguintes é panetone no café da manhã, pernil e pavês no almoço, e chester com maionese no jantar.
Outros vilões são os aperitivos, como o amendoim, coxinhas, bebidas alcoólicas em excesso e as sobremesas. Doce deve ser consumido duas vezes na semana. No próprio dia da ceia esta cota normalmente já é ultrapassada, diz o especialista, que também acha necessário existir mais opções de comida para evitar as tentações, como saladas verdes, carnes magras, refrigerantes sem adição de açúcar e frutas.
É bom pedir para quem organiza a festa oferecer pratos mais saudáveis, pois a consequência é uma grande indisposição e perda de ritmo após a festança, que piora com o calor e a falta de academias abertas por conta do recesso, acrescenta.
Cardápio Ideal - Na véspera da prova o recomendado pelo especialista é a ingestão dos carboidratos compostos, como as massas por exemplo. Entretanto, uma pizza, apesar de ser uma massa, é um carboidrato gordo, por causa do recheio. Mesma situação para uma macarronada que tenha um molho muito pesado, ela deve ser feita a base de molho de tomate simples, sem queijo e outros acompanhamentos.
Cuidados com a hidratação são fundamentais, e os sucos, ao invés de leite, precisam ser misturados somente com água. O próprio suco de laranja é calórico. Em um copo pode existir três laranjas e meia. Se engana quem acha que vai emagrecer tomando vários. A limonada suíça é uma boa alternativa aos demais sucos, indica Balu.
No dia 31, o café da manhã ideal na opinião do nutricionista seria uma maçã, torradas e um copo de suco natural. Nada de fibras, leite ou banana, que podem gerar desconforto abdominal durante a prova. Na hora do almoço o corredor pode comer um macarrão leve ou tomar um suplemento. Já no caminho da prova é fundamental que ele não se esqueça de tomar um isotônico.
Corridas de Rua · 10 dez, 2010
A baiana Sirlene Pinho disputará neste domingo (12/12) os 15 quilômetros da Sargento Gonzaguinha, prova que serve como última seletiva para a São Silvestre, e tentará o bicampeonato. Vencedora em 2006, a atleta de 34 anos treina com Cláudio Castilho de olho num bom resultado na prova do último dia do ano.
Ela começou a correr aos 22 anos, ocasião em que trabalhava na casa de seu antigo técnico, o santista Valmir Nunes. Tendo percebido o potencial dela para o atletismo, Valmir começou a orientá-la e desde então ela conquistou diversos resultados importantes na carreira.
Ela foi vice-campeã da Maratona de São Paulo (2005), vencedora da 15K Sargento Gonzaguinha (2006), vice-campeã da Volta da Pampulha (2003 e 2005), medalha de bronze na maratona dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) e bicampeã da Maratona de Buenos Aires (2008 e 2009). Este ano ela venceu a Maratona Cidade do Rio de Janeiro, em julho.
Segundo Cláudio Castilho, o trajeto da prova deste domingo é uma ótima oportunidade de treino para a são Silvestre. "O percurso da prova é na sua maior parte plano, com algumas subidas. Para os atletas que pretendem disputar a São Silvestre, é o melhor teste para avaliar suas reais condições físicas".
Além de Sirlene, Beatriz Nascimento e Débora Regina Gomes Ferraz são as outras atletas de elite confirmadas na disputa.
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