Triathlon · 19 out, 2003
O triatleta argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Timex/ Oakley) foi o melhor latino-americano no Ironman do Havaí, a mais tradicional e dura prova do gênero, disputada sábado (dia 18), na Ilha de Kona. Ele completou os 3.800 metros de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida em 8h55min06s, na 23ª colocação, depois de chegar a estar em 14º lugar na etapa da bike. O casal canadense Peter Reid (8h22min35s) e Lori Bowden (9h11min55s) foram os vencedores.
Esta foi a 3ª conquista de Reid (também levou em 88 e 2000). Oscar completou a natação em 52min27s, saindo na 72ª colocação do mar - melhorou a sua marca do ano passado (53min10s). Nos pedais, também baixou seu tempo, sendo 5 minutos mais rápido do que 2002, com 4h41min e entregou a bicicleta em 14º lugar. Na maratona, sob um forte calor, garantiu 3h15min16s.
Aos 32 anos de idade, ele compete no triathlon desde 1983, depois de acompanhar pela tv justamente o Ironman do Havaí. Esta foi a sua 2ª participação no Ironman do Havaí. Em sua estréia, ano passado, terminou em 15º lugar. Já na edição brasileira deste ano, disputada em Florianópolis, foi o vencedor. Também comemorou outras conquistas nesta temporada. Foi medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo; hexacampeão no Triathlon Internacional de Santos; e bicampeão no Meio Ironman de Pucon, no Chile. No Troféu Brasil, venceu as três etapas que participou e está próximo do heptacampeonato.
Triathlon · 16 out, 2003
Campeão este ano da edição brasileira, com a marca de 8h16min10s, o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Timex/ Oakley) disputa neste sábado (dia 18) o Ironman do Havaí, a mais tradicional e dura prova do gênero. Mesmo chegando na condição de um dos cotados - foi o 15º colocado em sua estréia no ano passado, ele tem como pensamento evoluir o seu desempenho. Serão 1.500 atletas de todo o Mundo, que vão nadar 3,8 km, pedalar 180 km e ainda correr uma maratona - 42,2 km, sob um forte calor na Ilha de Kona.
Essa será apenas a 5ª prova do gênero e a evolução vem sendo comprovada. Nas disputas brasileiras, foi o 12º colocado em 2001, o 5º no ano seguinte e o vencedor nesta temporada. Minha situação ainda é precoce no Ironman, mas não pode ser desculpa. Falta sentir a prova do Havaí mais uma vez. Vou polir os erros de 2002, por ser estreante. Meu pensamento é ir melhor do que o ano passado e pior do que o ano que vem, diz Galindez.
Ele compete confiante, por ter superado uma contusão no ombro, causada durante um acidente doméstico pouco antes do início da preparação para a disputa havaiana. O médico falou que seria complicado competir no Ironman, mas consegui completar todo o meu treinamento, afirma. Fiz tudo o que queria fazer. Cheguei a ficar um pouco desanimado, mas voltei no tempo certo, faltando oito semanas para a prova. Estou muito bem, com tudo ajustado, polido, acrescenta o triatleta, que mora em Santos há sete anos.
Sabendo que no Ironman a corrida é fundamental, ele quer fazer um ciclismo bem dosado, para chegar na maratona em excelentes condições. Minha estratégia não é socar o pau na bike. Quero pedalar com ritmo, administrar a força, me poupar, para fazer uma maratona o melhor possível. No Ironman Brasil deste ano consegui fazer a corrida que planejei, destaca Galindez, que está com 32 anos de idade e compete no triathlon desde 1983, depois de acompanhar pela tv o Ironman do Havaí.
Apesar de ter como prioridade nesta temporada o Ironman, Galindez continua reinando nas provas mais curtas. No Troféu Brasil de Triathlon, com distância olímpica, tem 100% de aproveitamento e está próximo do 7º título seguido. O Troféu Brasil não é o meu objetivo. Faço porque moro em Santos e gosto muito dessa Cidade, ressalta o triatleta, que este ano também comemorou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, o hexacampeonato no Triathlon Internacional de Santos, o bicampeonato no Meio Ironman de Pucon, no Chile, e a vitória no PowerBar Long Distance, em Ubatuba.
Empresário - Além da carreira vitoriosa como atleta, Galindez já dá passos de sucesso no ramo empresarial. Primeiro lançou uma bike especial para competição, com o seu nome, desenvolvida por um artesão na Itália. E agora tem a marca OG, com roupas para triathlon e bike indoor, que inclusive já foram usadas pela seleção argentina nos Jogos Pan-Americanos. Há um tempo tive um sonho de pedalar numa bike desenhada especialmente para mim. Foi aí que nasceu a idéia de fazer um quadro sob medida, totalmente personalizado, comenta. Hoje o sonho é realidade. Os quadros são totalmente feitos a mão, com material e tecnologia de primeira, ressalta. Sobre as roupas, o próprio Galindez é o test driver e cobra muito o conforto, a tecnologia e o estilo. Eu dou sugestões, mas temos uma equipe de estilistas, para que o material seja o melhor possível, completa Oscar.
Triathlon · 15 set, 2003
Dois triatletas que disputaram os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, foram os vencedores do 13º Gatorade Triathlon Troféu Brasil. Na chuvosa e fria manhã deste domingo na Praia do Gonzaga, em Santos, o argentino Oscar Galindez ganhou a quarta etapa da mais tradicional competição da modalidade no Brasil e que no dia 23 de novembro terá o encerramento da temporada com a última prova do ano, novamente em Santos.
Com sua terceira vitória em 2003, Galindez, que não participou da etapa de Nova Lima, Minas Gerais, deu importante passo para se sagrar heptacampeão do Troféu Brasil. Carla Moreno, quarta colocada em Santo Domingo, foi a ganhadora entre as mulheres, mas a liderança na classificação geral passou para Taísa Gentina, quinta colocada na prova deste domingo.
Devido à chuva e ao vento, a prova de natação foi cancelada, pois as bóias de sinalização foram arrastadas pela forte maré. Com isso, a competição virou duatlo terrestre e passou a ter, para os profissionais, 10 quilômetros de corrida a pé, 40 km de ciclismo e outros 5 mil metros de corrida. Os amadores fizeram 5 mil metros de corrida, 20 km de ciclismo e outros 2,5 km a pé. Galindez completou em 1h44m57s, Antonio Marcos de Souza e Silva ficou em segundo lugar, Santiago Ascenso terminou em terceiro, Renato Dantas acabou na quarta colocação e o argentino Ezequiel Morales na quinta posição.
"Foi um desafio, pois no sábado fiz 100 km de bicicleta, como parte da minha preparação para o Ironman do Havaí. Corri bem e nos últimos quilômetros acabei me poupando um pouco", disse Galindez, medalha de bronze no Pan e campeão mundial de biatlo em 1995.
Antonio Marcos de Souza e Silva ficou tão empolgado com o resultado que quase retornou ao hotel direto sem subir no pódio para receber a premiação. Ele teve de ser chamado insistentemente pela organização e pelos jornalistas que queriam ouvi-lo.
"De verdade gostei muito quando essa prova acabou por virar um duatlo, pois a corrida é o meu forte", disse o cearense de 26 anos que garantiu a segunda colocação nos últimos 5 mil metros de corrida quando obteve boa recuperação.
Santiago Ascenso continua na liderança do Troféu Brasil, mas, de acordo com o regulamento, tem de descartar um resultado e a primeira colocação passaria para as mãos de Galindez, que mora e treina em Santos. Santiago sabe das dificuldades que terá para tentar superar o argentino na próxima etapa, mas não desanima.
"Foi melhor do que eu esperava. Logicamente, depois da prova de Belo Horizonte e do Mundial de Biatlo na Suíça meu rendimento iria cair. O importante é que pontuei e praticamente já garanti o vice-campeonato desta temporada", disse Santiago.
Assim como Galindez entre os homens, Carla Moreno não teve grandes dificuldades para vencer na categoria Profissional Feminina. Com o tempo de 2h04m28, ela ficou à frente da segunda colocada Maria Soledad, de Ana Cristina Boccanera, que acabou em terceiro e de Aglaé de Menezes e Taísa Gentina, respectivamente, quarta e quinta classificadas.
"Não esperava abrir uma vantagem tão grande mesmo preparada para fazer um biatlo. É um prazer vencer em Santos, que considero a minha segunda cidade", disse Carla Moreno, de São Carlos, interior de São Paulo.
A segunda colocada, Maria Soledad, também estava satisfeita com o resultado. Para a triatleta, a ausência da natação contribuiu com seu bom desempenho deste domingo.
"A natação não é o meu forte. Aproveitei o ciclismo para ganhar tempo em relação à terceira colocada e assegurar o segundo lugar", disse.
Ao contrário da segunda colocada, Boccanera considera o biatlo uma prova mais dura que o triatlo.
"É muito complicado correr 10 km logo no início da prova. Depois, quando você vai pedalar, a musculatura parece que fica toda contraída. Todos os atletas que terminaram a prova estão de parabéns", finalizou.
Os dez primeiros do Profissional Masculino:
1)Oscar Galindez (Reebok/Memorial/Timex), 1h44m57s237
2)Antonio Marcos de Souza e Silva (BR-Teleconm/Gladison/Indaiá), 1h47m05s584
3)Santiago Ascenso (Pão de Açúcar Club/DPA/Gov. De Goiás), 1h47m41s870
4)Renato Dantas, 1h47m55s605
5)Ezequiel Moralez (Brhaim Hermanos), 1h48m37s999
6)Fábio Carvalho, 1h49m26s137
7)Ivan Albano Jr. (Albano TriSport/ Pro-Pe/Kaneurubeer/Mogicel), 1h49m48s800
8)Fred Monteiro (Unimonte/Swacht/PMS/Vit Shop) 1h50m43s606
9)Guilherme Valenza (Catta Preta/TIM/Pref. Curitiba) 1h50m58s317
10)José Mauro Miyasiro (Unimonte/Swacht), 1h51m16s277
As dez primeiras no Profissional Feminino:
1)Carla Moreno (Pão de Açúcar/Nike), 2h04m28s980
2)Maria Soledad Omar (Cirme Salud), 2h07m49s630
3)Ana Cristina Boccanera (Alltrack Bicycles), 2h07m57s220
4)Aglaé de Menezes, 2h11m37s842
5)Taísa Gentina, 2h11m50s875
6)Clarissa Kimi Mine, (Lusa/Anderson Bicicletas), 2h12m08s670
7)Juliano Petry (FME Itajaí/Club Social/Amaral), 2h13m04s722
8)Kátia Ruschel (Furukawa/Gustavo Borges), 2h14m00s446
9)Fernanda Garcia (Unimonte), 2h14m39s789
10)Giselle Correa (SESI-PR/Bike Tech/Santa Mônica/PUC-PR), 2h21m54s684
Os cinco primeiros na classificação do 13º Gatorade Triathlon Troféu Brasil
Profissional Masculino:
1) Santiago Ascenso, 442,75
2) Oscar Galindez, 393,25
3) Frederico Monteiro, 373,25
4) Rafael Moreno, 332,25
5) Marcus Ornellas, 320,25
Profissional Feminino:
1) Taísa Gentina, 375,25
2) Gisele Bertucci, 361,75
3) Fernanda Garcia, 350,25
4) Mirian Yoko Mine, 327,25
5) Rita Correia, 309,25
(*) - Todos os triatletas são obrigados a descartar o pior resultado entre os cinco da temporada.
Triathlon · 11 jul, 2003
O catarinense Márcio May, da equipe Memorial-Santos, mostrou nesta quarta-feira (dia 9) porque é o atual nº 1 do ranking brasileiro individual de ciclismo. Depois de ter viajado 24 horas, entre o hotel em Aigle, na Suíça, onde disputou o Mundial no fim de semana, e São Paulo, ele teve forças para garantir o excelente 2º lugar na tradicional prova ciclística 9 de Julho, no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos. Numa disputa dura, May só foi superado no sprint final, pelo norte-americano John Lieswyn (campeão da Copa América de 2002, no mesmo local).
Com o vice-campeonato, May abriu ainda mais vantagem no ranking brasileiro e confirmou estar atravessando grande fase. Pena que não deu para comemorar o tri da nossa equipe e o meu individual. O cansaço da viagem pesou. Vim para ganhar, mas o sprint final não é o meu forte, disse o ciclista, referindo-se aos títulos da equipe Memorial nos dois anos anteriores, com Nilceu Aparecido, em 2001, e Rodrigo de Mello Brito, o Morcegão, em 2002, e também às suas duas conquistas na prova, em 92 e 95.
Competindo com 12 atletas, a estratégia da equipe Memorial-Santos, nº 1 do ranking brasileiro nos últimos três anos, era escoltar o atual campeão da prova, Rodrigo Morcegão, para a decisão no sprint final. Quando o plano não deu certo, May chamou a responsabilidade para si, pedalando forte, mesmo depois de ter enfrentado duas provas no Mundial B, na Suíça três dias antes.
No sábado, ele foi o 5º melhor do Mundo na prova de contra-relógio e no domingo terminou em 21º lugar na prova de estrada, vencida pelo brasileiro Murilo Fischer, que compete na Itália. É muito desgastante competir em provas fortes, fazer uma viagem longa e enfrentar uma nova disputa, comentou o vice-campeão, que está com 31 anos de idade e mora na Cidade de Brusque.
Ranking Mundial - A 60ª edição da competição teve 86 quilômetros, divididos em 20 voltas, num circuito duro, com muitas subidas e descidas (no mesmo local onde é disputada a Fórmula 1) e valeu para o ranking mundial da UCI - União Ciclística Internacional. Faltando cinco voltas para o final, um grupo de 10 ciclistas abriu uma fuga do resto do pelotão. Entre os ponteiros estavam dois norte-americanos, May e outro integrante da equipe Memorial, Robson Ribeiro, o Grandão, atual campeão brasileiro sub 23.
Nas três últimas voltas, May, Lieswyn e José Aparecido dos Santos, da Caloi, forçaram o ritmo e ficaram isolados na frente. Os três abriram mais de um minuto de vantagem, fazendo uma média de 45 km por hora. Nos metros decisivos, pedalaram muito forte, num sprint de mais de 200 metros e o norte-americano levou a melhor, por muito pouco. Ciclismo é assim, Os últimos 200 metros é que decidem. Acho que o 2º lugar foi importante, ainda mais porque o nível estava fortíssimo e eu desgastado com a viagem, comentou.
Este foi o 8º resultado de destaque de May nesta temporada. Ele também foi campeão do Troféu Cidade de São Paulo, das voltas de Goiás e do Litoral Paranaense, o melhor brasileiro nas voltas internacionais do Chile e do Rio de Janeiro e pódio no Brasileiro de Resistência, sendo o 3º colocado na prova de estrada e o vice na contra-relógio, por apenas dois segundos.
Jogos Pan-Americanos- - O ciclista que já disputou duas olimpíadas (Barcelona e Atlanta) e tem tudo para estar na disputa de Atenas, no próximo ano, agora passa a priorizar os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em agosto, na República Dominicana. Ele vai tentar a sua 3ª medalha na competição mais importante das Américas. Foi bronze em Winnipeg (99), na prova de contra-relógio, e em Mar Del Plata (95), no revezamento 4X4000. Este ano vai estar nas disputas de contra-relógio e de estrada.
Agora, é pensar totalmente nos Jogos. Acredito que possa garantir medalha para o Brasil. Tenho chances no contra-relógio, apesar de termos ciclistas fortes dos Estados Unidos, Canadá e Colômbia, principalmente. Na estrada, vamos ter uma equipe boa, com o Murilo Fischer, que acaba de ganhar o título mundial, e o Luciano Pagliarini, que compete numa equipe profissional na Itália, disse May, que nos Jogos terá a companhia de dois atletas da Memorial, Robson Ribeiro, e Hernandes Quadri Júnior, que nesta terça-feira (dia 8) garantiu o 5º lugar no Mundial da Suíça, na prova de meio fundo.
Galindez é a revelação - Além de May, a equipe Memorial-Santos comemorou o excelente desempenho do triatleta argentino Oscar Galindez, que reforçou o grupo. Atual campeão do Ironman Brasil e considerado um dos melhores pedais do Mundo no triathlon, ele mostrou muita força, sempre andando bem no pelotão. Estou treinando muito para os Jogos Pan-Americanos, fazendo musculação, correndo. Se me preparar exclusivamente para o ciclismo, posso melhorar muito, disse Galindez, que tem o patrocínio da Memorial, Reebok e Timex.
Oscar também estará nos Jogos de Santo Domingo, mas competindo no triathlon. Antes de viajar para a República Dominicana, ele, May, Hernandes, Robson Grandão voltam a competir junto, numa prova especial de ciclismo (contra-relógio por equipes), também em Interlagos. O May comprovou hoje que está numa fase muito boa. O Galindez foi a grande surpresa. Ele é triatleta, não tinha obrigação alguma de rodar bem, competindo contra os melhores do Brasil e deu trabalho. Tínhamos certeza de que ele seria destaque, comentou o técnico da equipe Memorial-Santos, Cláudio Diegues.
Triathlon · 25 maio, 2003
O triatleta argentino radicado em Santos, Oscar Galindez, da equipe Memorial, deu um show e venceu o Ironman Brasil Telecom, disputado neste sábado (dia 24), em Florianópolis. Ele completou os 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida em 8 horas 16 minutos 10 segundos - seis minutos à frente do 2º colocado, o alemão Olaf Sabatschus. Está sendo um sonho. A ficha ainda não caiu. Somando o que eu fiz nos treinos, é um presente de Deus, disse Oscar logo após a vitória
Na prova, ele saiu do mar entre os primeiros colocados. Depois fez o melhor tempo no ciclismo 4h31m, comprovando ser um dos melhores pedais do Mundo no triathlon. Já na corrida, completou a maratona para 2h51m16s. Essa vitória é mais uma evolução que garanti no Ironman. Em 2001 minha preocupação era com a natação. Naquele ano eu ficava assustado com a distância. No ano passado, melhorei o ciclismo e este ano foi tudo perfeito. Faltava a corrida e graças a Deus, baixei muito a minha marca. Na 1ª vez, fiz para 3h11m, no ano passado foi 3h04m e agora 2h51m, comemorou.
Achei incrível. Fiz uma natação muito boa, apesar de ter sido atrapalhado pelo barco da imprensa. Eu bati no barco e tive câimbras na panturrilha. Depois no ciclismo dei um gás no final e não senti dor alguma. Na corrida, fui sozinho o tempo todo, contou. Agora falta evoluir no Havaí. Lá é jogo duro, mas é meu grande sonho. Comecei no triathlon por causa desta prova. São 18 anos pensando nela, acrescentou Oscar, que também tem o patrocínio da Reebok, PowerBar, Timex e Oakley.
Colecionador de Títulos - Essa foi a 1ª vitória no Ironman, sua prioridade desde a temporada passada. O próximo grande desafio será o Ironman do Havaí, em outubro, onde ele foi o 15º colocado ano passado, em sua estréia. Não quero ficar confiante. Quem agiu assim, pagou caro. É uma prova muito difícil. Nada é tranquilo num Ironman. Temos de respeitar muito, afirmou o triatleta de 31 anos de idade.
Galindez mora em Santos desde 1995 e é um verdadeiro colecionador de títulos. Esteve entre os melhores do ranking mundial entre 92 e 96, foi campeão mundial de duathlon em 95, hexacampeão sul-americano e penta pan-americano. Também foi medalha de bronze nos Jogos Sul-Americanos de Mar Del Plata, em 95, e representante de seu país nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.
Só nesta temporada, mesmo dando atenção total à preparação para o Ironman, venceu cinco provas importantes. Foi campeão do Meio Ironman de Pucon, no Chile, a mais importante prova da distância na América do Sul, do PowerBar Long Distance (também meio Ironman), em Ubatuba, foi hexacampeão do Triathlon Internacional de Santos, e faturou as duas etapas iniciais do Troféu Brasil, abrindo caminho fácil para o 7º título consecutivo na disputa. Também garantiu vaga para os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em agosto, outra disputa que dará atenção na temporada, além do Ironman do Havaí.
FÁBIO MARADEI - FMA COMUNICAÇÃO
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Triathlon · 03 maio, 2003
Mesmo com a cabeça totalmente focada no Ironman Brasil, no dia 24, em Florianópolis (SC), o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ PowerBar) é um dos grandes nomes na 2ª etapa do Troféu Brasil de Triathlon, neste domingo em Niterói (RJ). Atual hexacampeão, ele foi o vencedor da abertura do ranking, com uma vitória indiscutível em Santos, completando os 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida, em 1h58m51s, nada menos que 3 minutos e 6 segundos à frente sobre o também argentino Ezequiel Morales.
Esta prova vai ser um treino para mim. Não estou preocupado com o resultado, já que o Ironman de Floripa está muito próximo e estou na semana mais complicada de treinos. Portanto, não descansarei nada para o Troféu Brasil. Fiquei incentivado pela estréia da prova em Niterói e, apesar de cansado pela preparação para o Ironman, sempre gosto de deixar um pouco de mim em cada lugar que visito para fazer triathlon, diz Galindez.
Apontado como um dos melhores pedais do Mundo no triathlon, ele tem a vantagem de fazer um ciclismo muito forte nas provas. Foi assim este ano no Troféu Brasil, quando abriu mais de 4 minutos de vantagem, e na conquista do hexacampeonato do Triathlon Internacional de Santos. Não tenho muito a comentar do meu ciclismo. Vou evoluindo. Tem dias que me saio melhor. Mas um triatleta precisa ir bem em todas as modalidades, comenta Galindez, que também comemorou o 1º lugar no pódio no Meio Ironman de Pucon, no Chile, a mais importante prova da América do Sul na distância, e agora no PowerBar Long Distance, outro meio ironman, em Ubatuba.
Sobre o Ironman Brasil, onde foi o 5º colocado em 2002, ele diz que vem assimilando bem os treinos. Como sempre, não gosto de dar palpites. Menos ainda para Floripa, um Ironman. De uma coisa tenho certeza. É da garra que colocarei cada vez que lembre da absurda agressão que a minha mulher, Lisa, sofreu no Café Cancun na festa da prova. Isso fará parte do meu psicológico nos momentos críticos. E como o comandante Che Guevara disse, Hasta la Victoria siempre, destaca Galindez.
FÁBIO MARADEI - FMA COMUNICAÇÃO
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Triathlon · 13 abr, 2003
Confirmando ser o principal triatleta em atividade no País, o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ PowerBar/ Timex/ Oakley) venceu neste domingo (dia 13), em Ubatuba, o PowerBar Triathlon Long Distance. Tendo como principal objetivo neste semestre o Ironman Brasil, marcado para 24 de maio em Florianópolis, Galindez não deu chances aos rivais, chegando mais de seis minutos à frente do brasiliense Alexandre Manzan, atual campeão brasileiro de longa distância.
Ele completou o meio ironman - 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida - em 3h53m26s. Apontado como um dos melhores pedais do mundo no triathlon, mostrou a sua força justamente na bike. Saiu em 8º lugar da natação, mas logo nos primeiros quilômetros do ciclismo assumiu a ponta e começou a corrida com uma vantagem de três minutos, dobrando essa diferença na última parte da prova.
Esta prova acabou sendo um grande treino para mim. Meu objetivo é o Ironman Brasil, em maior, e é claro, o Ironman do Havaí, em outubro, afirmou Galindez, que este ano já tinha vencido o Meio Ironman de Pucon, no Chile, a mais importante prova nesta distância da América do Sul, além do Triathlon Internacional de Santos, onde garantiu o hexacampeonato, e a etapa de abertura do Troféu Brasil, abrindo caminho para o 7º título seguido no torneio.
Estou feliz com o meu desempenho, especialmente no ciclismo, mesmo com muitas subidas e descidas. Isso mostra que a minha preparação está dando resultados, acrescentou Galindez, que desde o ano passado vem dando prioridade às provas de longa distância e foi o 15º colocado em sua estréia no Ironman do Havaí no último mês de outubro.
Triathlon · 07 abr, 2003
Tendo como prioridade este ano o Ironman do Havaí, o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Power Bar) é um dos grandes favoritos no PowerBar Triathlon Long Distance, domingo (dia 13), em Ubatuba, litoral norte de SP. A competição terá as distâncias de meio Ironman, com 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21 km de corrida e serve como preparação para o Ironman Brasil, marcado para o dia 24 de maio em Florianópolis (SC).
Esta prova vai ser um excelente treino para mim. É claro que se entro numa disputa é para vencer, destaca o triatleta, que este ano já venceu o Meio Ironman de Pucon, no Chile, a mais importante prova na distância da América do Sul. Mesmo se dedicando às provas mais longas, ele também continua garantindo excelentes performances na distância olímpica (1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida) e foi hexacampeão do Triathlon Internacional de Santos e vencedor da etapa de abertura do Troféu Brasil, onde busca o heptacampeonato.
Mas objetivo mesmo é o Ironman, principalmente o do Havaí, uma prova sensacional, onde quero ganhar mais experiência e melhorar cada vez mais, diz Galindez, que ano passado foi o 5º colocado em Florianópolis e fez uma excelente estréia no Havaí, chegando na 15ª colocação. Esta será a 1ª vez que o triatleta, que mora em Santos desde 1994, disputa o PowerBar Long Distance. Vou encarar a prova como um treino específico. Uma vez por semana faço uma disputa simulada e neste domingo só vou mudar o treino para a prova, afirma.
MANZAN É UM DOS FORTES ADVERSÁRIOS - Um dos grandes rivais de Galindez na prova será o brasiliense Alexandre Manzan (Unimonte/ Rainha), que também vem se preparando para o Ironman Brasil. Bicampeão do PowerBar Long Distance, em 2001 e 2002, ambos em Pirassununga, o triatleta vem de vitória no último domingo no Campeonato Brasileiro de Longa Distância, também meio Ironman, disputado em Brasília.
"Venho me dedicando a este tipo de prova e os resultados têm surgido. Agora é pensar no Ironman Brasil, onde quero conseguir minha vaga para o Havaí", afirma o triatleta de 28 anos, que já foi vice-campeão do Circuito Mundial, em 1996. Outro nome forte é do paulista Renato Dantas de Lucas, vice-campeão em Pirassununga e em Brasília e o melhor brasileiro do Ironman do Havaí, ano passado.
O PowerBar Triathlon Long Distance acontece pela 1ª vez em Ubatuba depois de ser disputado nos últimos três anos em Pirassununga. A natação será realizada na praia de Iperoig, em frente ao Centro de Informações Turísticas (área de transição). O ciclismo terá boa parte na BR-101, enquanto que a corrida terá três voltas de 7 km na orla de Ubatuba, com saída e chegada em frente ao Centro de Informações Turísticas.
FÁBIO MARADEI - FMA COMUNICAÇÃO
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Triathlon · 16 mar, 2003
A etapa de abertura do Troféu Brasil de Triathlon 2003 começou como terminou a temporada passada. A paulista Carla Moreno, Pão de Açúcar Club, e o argentino Oscar Galindez, atuais campeões, não tiveram problemas para vencer na manhã de domingo (16/03) a primeira prova do circuito.
Carla venceu de ponta a ponta e completou a prova em 2h10min18s. Quase oito minutos depois chegou Gisele Bertucci, seguida de Fernanda Keller, ambas da equipe Pão de Açúcar de Triathlon, segunda e terceira colocadas respectivamente.
A etapa marcou o retorno de Fernanda Keller ao Troféu Brasil, depois de quase dez meses. Ela, que venceu seis edições do circuito, tem se dedicado às provas longas, mas competiu para ganhar ritmo.
No masculino, o show ficou por conta do argentino Oscar Galindez, que a exemplo de Carla, venceu mais uma prova em Santos, cidade que escolheu para viver. O argentino marcou o tempo de 1h58min51s, seguido de compatriota Ezequiel Morales, com 2h01min57.
O goiano Santiago Ascenço, Pão de Açúcar Club, ficou com o terceiro lugar, com 2h02min44seg, na melhor performance brasileira, repetindo o que havia feito no Triathlon Internacional de Santos, em fevereiro, quando foi vice-campeão.
Resultados:
Masculino:
1. Oscar Galindez (ARG), 1h58min51s
2. Ezequiel Morales (ARG), 2h01min57s
3. Santiago Ascenço (BRA), 2h02min44s
4. Frederico Monteiro (BRA), 2h03min08s
5. Renato Dantas (BRA), 2h03min39s
Feminino:
1. Carla Moreno (BRA), 2h10min19s
2. Gisele Bertucci (BRA), 2h18min10s
3. Fernanda Keller (BRA), 2h20min14s
4. Maria Soledad (ARG), 2h22min08s
5. Rita Corrêa (BRA), 2h24min03s
Triathlon · 16 fev, 2003
Mais uma vez o argentino Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Power Bar) não deu chances aos adversários na disputa do Triathlon Internacional de Santos. Com mais uma excelente performance, chegou ao hexacampeonato em 12 edições da prova (as outras conquistas foram em 1993, 94, 98, 2000 e 2001) no ano passado ele não competiu porque se recuperava de uma cirurgia no ombro.
Nunca dou palpite antecipado e não penso em favoritismo. Vim para competir muito bem, e posso dizer que este ano o desempenho foi nota dez. Só faltou eu quebrar o recorde, mas não deu, disse o argentino radicado em Santos, que marcou 1h47m22s, quase um minuto a mais que a melhor marca da prova. Foi um dia maravilhoso. Quando acordei e vi o céu azul fiquei feliz, não queria competir com tempo ruim, afirmou o campeão, sem se importar com o forte calor durante a disputa. E não posso esquecer a torcida de Santos, que nos apóia e sempre é muito importante. Como de costume, Galindez não completou os 1.550 metros de natação entre os primeiros. Mas nos 40km de ciclismo, modalidade que é seu forte, assumiu a liderança abriu enorme vantagem (que manteve nos 10km de corrida). Andei rápido e na corrida fui bem, sinto que venho melhorando nessa parte desde que comecei a fazer provas de ironman, revelou.
Falando em ironman, Galindez tem duas competições nessa distância em vista este ano. Uma em Florianópolis e outra no Havaí a mais tradicional do mundo. Também penso numa medalha nos Jogos Pan-americanos, ressaltou, lembrando o evento que será realizado na República Dominicana.
MANZAN Entre os atletas brasileiros, um dos destaques foi o brasiliense Alexandre Manzan (Rainha/Unimonte). Ele, que morou em Santos no ano passado, ficou em 6° lugar e gostou do resultado.
Tive apenas duas semanas de preparação, e a prova é muito dura. Por isso considero que foi uma boa colocação. No ciclismo e na corrida me senti um pouco preso, o que é normal para quem está no início de preparação para a temporada, disse o atleta, 5° colocado na competição em 2001. Agora é pensar no Troféu Brasil que vem aí, completou.
Dois atletas santistas apareceram entre os dez primeiros na 12ª edição do Triathlon Internacional: José Mauro Miyasiro (Unimonte), que ficou em 8°; e Fred Monteiro (Unimonte/Prefeitura Municipal de Santos), o 10° colocado. PROMESSA Única representante de Santos na categoria profissional feminino, Fernanda Garcia (Unimonte) teve uma boa participação e alcançou o 10° lugar. Aos 19 anos, iniciando sua segunda temporada como profissional, ela aprovou seu desempenho na prova. Saí um pouco atrás na natação, mas no ciclismo eu me recuperei. Tenho treinado bastante, e isso foi importante. Aí na corrida eu consegui me manter numa boa posição, disse Fernanda, que completou o percurso em 2h16m. Agora vou para o triatlo de Caiobá, no domingo que vem, bastante motivada."
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