Mulheres_Saude

Corrida também é coisa de mulher

No próximo domingo, oito de março, será comemorado o Dia Internacional da Mulher. Para celebrar a capital paulista, por exemplo, realizará uma corrida só para elas: o Circuito Vênus, que acontece no Jóquei Clube de São Paulo.

Mas além de propor uma melhor qualidade de vida para as mulheres, o Circuito Vênus serve para mostrar que o mercado running feminino cresce cada vez mais. De acordo com o organizador da prova, a edição 2009 da Vênus terá 4.600 inscritas. Na sua primeira edição, em março de 2008, correram 2.500 mulheres.

A Corpore, que organiza corridas em São Paulo e em alguns outros estados brasileiros, também revelou que hoje 30% de suas inscrições são feitas pelo sexo feminino. Mais uma prova que elas invadem o asfalto e os parques aos poucos.

Mas por que elas correm? Com uma visão peculiar para esse novo grupo de corrida, a marca esportiva Nike realizou nessa última terça-feira (3), em São Paulo, um Workshop para debater as necessidades da mulher na corrida. Afinal elas precisam de alguns cuidados extras que nem passam na cabeça dos homens.

O médico Paulo Zogaib, o treinador Ricardo D`Angelo e a corredora e treinadora Cristina de Carvalho foram os responsáveis por esse debate. Por unanimidade os três profissionais concordaram que a estética e a busca por qualidade de vida são os motivos principais que as levam para a corrida.

E quando já estão inseridas no mundo running, é possível observar que elas são mais exigentes que os homens na hora de escolher a roupa que vão treinar. Além de ter a necessidade de usar tops para sustentar os seios, toda mulher procura uma roupa esportiva confortável e bonita.

“A estética faz toda a diferença. Aumenta a auto estima no esporte, no trabalho, seja no que for”, conta Cristina de Carvalho.


Anatomia - Umas das peculiaridades das mulheres é o famoso joelho valgo, mais conhecido como joelho em “X”. Ou seja, as mulheres possuem um quadril mais largo e conseqüentemente os joelhos são um pouco para dentro.

Por causa dessa anatomia, elas tendem a ter a pisada pronada, aquela para dentro. De acordo com o Dr. Paulo Zogaib, a pronação é um processo compensatório. Por isso o uso de um tênis correto para a sua pisada durante a corrida pode evitar certas patologias.

Ciclo Menstrual - Outra grande diferença entre mulheres e homens na hora do treino é o ciclo menstrual. “Durante todo o mês a mulher tem alternâncias de humor e até mudança de desempenho na corrida por causa dos hormônios”, revela Zogaib.

Para algumas mulheres a tensão pré-menstrual pode influenciar a corrida, mas de acordo com o médico, não há uma conclusão que mostre em qual época do clico a mulher terá um melhor ou um pior desempenho no esporte. Isso depende de cada uma.

Ricardo D´Angelo, que já treinou algumas atletas de alta performance, revelou que cada uma de suas atletas, por exemplo, reagiam de formas diferentes na época da tensão pré-menstrual. “Algumas eu tinha que diminuir o treino nesse período. Outras eu podia continuar com um ritmo forte”, conta.

Mas uma coisa é certa. A atividade física faz com que elas tenham um melhor equilíbrio nas variações hormonais. “No final a mulher tem uma delicadeza aparente, mas ela é mais tolerante à dor, incômodo e consegue passar por cima disso tudo na hora de treinar, diferente dos homens”, diz Cristina de Carvalho.

Na menopausa a atividade física também é importante. Apesar da mulher adquirir mais peso, ter mais cansaço, a atividade vai ajuda-la nessa nova fase da vida, além de prevenir osteoporose.

Por algumas dessas explicações e por outras mais, a corrida e qualquer outra atividade física deve ser praticada por mulheres de todas as idades. Para isso basta força de vontade e um bom par de tênis no pé.


Corrida também é coisa de mulher

Atletismo · 05 mar, 2009

No próximo domingo, oito de março, será comemorado o Dia Internacional da Mulher. Para celebrar a capital paulista, por exemplo, realizará uma corrida só para elas: o Circuito Vênus, que acontece no Jóquei Clube de São Paulo.

Mas além de propor uma melhor qualidade de vida para as mulheres, o Circuito Vênus serve para mostrar que o mercado running feminino cresce cada vez mais. De acordo com o organizador da prova, a edição 2009 da Vênus terá 4.600 inscritas. Na sua primeira edição, em março de 2008, correram 2.500 mulheres.

A Corpore, que organiza corridas em São Paulo e em alguns outros estados brasileiros, também revelou que hoje 30% de suas inscrições são feitas pelo sexo feminino. Mais uma prova que elas invadem o asfalto e os parques aos poucos.

Mas por que elas correm? Com uma visão peculiar para esse novo grupo de corrida, a marca esportiva Nike realizou nessa última terça-feira (3), em São Paulo, um Workshop para debater as necessidades da mulher na corrida. Afinal elas precisam de alguns cuidados extras que nem passam na cabeça dos homens.

O médico Paulo Zogaib, o treinador Ricardo D`Angelo e a corredora e treinadora Cristina de Carvalho foram os responsáveis por esse debate. Por unanimidade os três profissionais concordaram que a estética e a busca por qualidade de vida são os motivos principais que as levam para a corrida.

E quando já estão inseridas no mundo running, é possível observar que elas são mais exigentes que os homens na hora de escolher a roupa que vão treinar. Além de ter a necessidade de usar tops para sustentar os seios, toda mulher procura uma roupa esportiva confortável e bonita.

“A estética faz toda a diferença. Aumenta a auto estima no esporte, no trabalho, seja no que for”, conta Cristina de Carvalho.


Anatomia - Umas das peculiaridades das mulheres é o famoso joelho valgo, mais conhecido como joelho em “X”. Ou seja, as mulheres possuem um quadril mais largo e conseqüentemente os joelhos são um pouco para dentro.

Por causa dessa anatomia, elas tendem a ter a pisada pronada, aquela para dentro. De acordo com o Dr. Paulo Zogaib, a pronação é um processo compensatório. Por isso o uso de um tênis correto para a sua pisada durante a corrida pode evitar certas patologias.

Ciclo Menstrual - Outra grande diferença entre mulheres e homens na hora do treino é o ciclo menstrual. “Durante todo o mês a mulher tem alternâncias de humor e até mudança de desempenho na corrida por causa dos hormônios”, revela Zogaib.

Para algumas mulheres a tensão pré-menstrual pode influenciar a corrida, mas de acordo com o médico, não há uma conclusão que mostre em qual época do clico a mulher terá um melhor ou um pior desempenho no esporte. Isso depende de cada uma.

Ricardo D´Angelo, que já treinou algumas atletas de alta performance, revelou que cada uma de suas atletas, por exemplo, reagiam de formas diferentes na época da tensão pré-menstrual. “Algumas eu tinha que diminuir o treino nesse período. Outras eu podia continuar com um ritmo forte”, conta.

Mas uma coisa é certa. A atividade física faz com que elas tenham um melhor equilíbrio nas variações hormonais. “No final a mulher tem uma delicadeza aparente, mas ela é mais tolerante à dor, incômodo e consegue passar por cima disso tudo na hora de treinar, diferente dos homens”, diz Cristina de Carvalho.

Na menopausa a atividade física também é importante. Apesar da mulher adquirir mais peso, ter mais cansaço, a atividade vai ajuda-la nessa nova fase da vida, além de prevenir osteoporose.

Por algumas dessas explicações e por outras mais, a corrida e qualquer outra atividade física deve ser praticada por mulheres de todas as idades. Para isso basta força de vontade e um bom par de tênis no pé.

Cólica e atividade física: uma possível combinação

Muitas de nós, mulheres, sofremos com cólicas menstruais (dismenorréia) “todo santo mês”. Além da indisposição, mal-estar e desconforto que isso nos proporciona, algumas mulheres sofrem com sintomas ainda mais exacerbados, como enxaqueca, diarréia, dor nas costas, náuseas, até mesmo vômito – normalmente neste dia a pessoa fica “imprestável” – não consegue nem mesmo ir trabalhar. E notem, isso NÃO é frescura!

Claro que quando a situação se encontra neste ponto, algumas hipóteses não devem ser descartadas, como mioma, endometriose, infecção pélvica, anormalidades do útero ou da vagina, DIU mal posicionado, entre outras. Neste caso, o acompanhamento de um ginecologista se faz necessário.

Mas, num contexto geral, quando o desconforto é “suportável”, podemos fazer uso de alguns artifícios naturais para amenizá-lo, tais como:

  • Alimentação - dar preferência aos alimentos com baixa gordura, evitar laticínios e ingerir bastante grãos, verduras, legumes e peixes.

  • Hidratação - ingerir muito líquido, de preferência água, para ajudar na eliminação de toxinas. Quanto mais água a gente toma (claro que não em exagero), menos líquido a gente retém no organismo.

  • Drenagem linfática - a drenagem é um artifício interessante na eliminação das toxinas, além de ajudar na liberação dos líquidos retidos pelo organismo.

  • Atividade física - quando iniciamos o treino, muitas vezes estamos indispostas devido à cólica, mas se insistimos, percebemos que passados alguns minutos, a dor vai melhorando gradativamente. Uma explicação plausível para isso é que a cólica se dá por falta de circulação na região do útero. Ao exercitarmos, o sangue é bombeado principalmente para a musculatura que está sendo solicitada, o que faz com que o sangue circule também na região do abdome, contribuindo para a melhora da dor.

    Outro fator interessante é a liberação de adrenalina, como no caso da corrida, o que faz com que a pessoa se sinta melhor e provavelmente a “dor” da cólica passa a não incomodar tanto.

    Ou seja, para melhorar sua qualidade de vida, invista em hábitos mais saudáveis!


  • Cólica e atividade física: uma possível combinação

    Atletismo · 06 jun, 2008

    Muitas de nós, mulheres, sofremos com cólicas menstruais (dismenorréia) “todo santo mês”. Além da indisposição, mal-estar e desconforto que isso nos proporciona, algumas mulheres sofrem com sintomas ainda mais exacerbados, como enxaqueca, diarréia, dor nas costas, náuseas, até mesmo vômito – normalmente neste dia a pessoa fica “imprestável” – não consegue nem mesmo ir trabalhar. E notem, isso NÃO é frescura!

    Claro que quando a situação se encontra neste ponto, algumas hipóteses não devem ser descartadas, como mioma, endometriose, infecção pélvica, anormalidades do útero ou da vagina, DIU mal posicionado, entre outras. Neste caso, o acompanhamento de um ginecologista se faz necessário.

    Mas, num contexto geral, quando o desconforto é “suportável”, podemos fazer uso de alguns artifícios naturais para amenizá-lo, tais como:

  • Alimentação - dar preferência aos alimentos com baixa gordura, evitar laticínios e ingerir bastante grãos, verduras, legumes e peixes.

  • Hidratação - ingerir muito líquido, de preferência água, para ajudar na eliminação de toxinas. Quanto mais água a gente toma (claro que não em exagero), menos líquido a gente retém no organismo.

  • Drenagem linfática - a drenagem é um artifício interessante na eliminação das toxinas, além de ajudar na liberação dos líquidos retidos pelo organismo.

  • Atividade física - quando iniciamos o treino, muitas vezes estamos indispostas devido à cólica, mas se insistimos, percebemos que passados alguns minutos, a dor vai melhorando gradativamente. Uma explicação plausível para isso é que a cólica se dá por falta de circulação na região do útero. Ao exercitarmos, o sangue é bombeado principalmente para a musculatura que está sendo solicitada, o que faz com que o sangue circule também na região do abdome, contribuindo para a melhora da dor.

    Outro fator interessante é a liberação de adrenalina, como no caso da corrida, o que faz com que a pessoa se sinta melhor e provavelmente a “dor” da cólica passa a não incomodar tanto.

    Ou seja, para melhorar sua qualidade de vida, invista em hábitos mais saudáveis!

  • Osteoporose: uma doença silenciosa

    Atualmente, nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose, e 18 milhões apresentam baixa massa óssea, tendo, portanto risco de fraturas. Oitenta por cento desses pacientes são do sexo feminino, entretanto, o índice do sexo masculino aumenta na medida em que a média de vida continua a se estender.

    A osteoporose é uma doença que se caracteriza por baixa densidade óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea, portanto, um maior risco de fraturas após traumas mínimos.

    Durante a vida, o osso está em contínua renovação; o osso velho vai sendo removido e depositado osso novo. Esse processo é denominado de remodelação óssea e consiste de basicamente dois estágios diferentes: reabsorção e formação ósseas. Quando o osso removido pela reabsorção é completamente substituído, a resistência óssea é mantida. Na osteoporose, muito osso é removido e pouco é formado, levando a perda óssea e menor resistência.

    A osteoporose é conhecida como doença “silenciosa”, pois as primeiras manifestações ocorrem apenas quando houve perda de 30 a 40% da massa óssea. Os primeiros sinais da doença são as fraturas, que ocorrem freqüentemente nas vértebras, terço distal do rádio, fêmur, úmero e pequenos ossos periféricos. Este quadro quando não tratado pode tornar-se uma doença dolorosa, desfigurante, incapacitante, com importante repercussão na qualidade de vida.

    Os principais fatores de risco para a doença são:

  • Sexo: mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois tem os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa;

  • Idade: quanto maior a longevidade do indivíduo, maior é o risco de desenvolver osteoporose;

  • História familiar: a susceptibilidade a doença é, em parte, hereditária;

  • Tamanho dos ossos: indivíduos pequenos, com ossos finos, são de maior risco que indivíduos maiores, com ossos largos;

  • Etnia: mulheres brancas e amarelas têm maior risco de desenvolver osteoporose do que negros;

  • Níveis hormonais: estrogênios protegem a massa óssea, na sua diminuição o risco de desenvolver o quadro aumenta;

  • Dieta: ingestão inadequada de cálcio e vitamina D é ruim para o tecido ósseo. O excesso de proteínas, fibras e sódio podem reduzir a absorção de cálcio;

  • Exercícios: a imobilização, o sedentarismo e períodos prolongados na cama são fatores de risco;

  • Fumo: mulheres fumantes apresentam níveis mais baixos de estrogênio e entram na menopausa mais cedo;

  • Álcool: o consumo regular de mais de dois drinques por dia pode ser danoso para o tecido ósseo.

    O tratamento consiste de medidas gerais e medicamentosas:

  • Diminuição do consumo de álcool e café;

  • Diminuição do fumo;

  • Atividade física, principalmente quando realizadas contra força da gravidade (caminhadas e corridas leves);

  • Exposição ao sol por pelo menos 15 minutos por dia, para aumentar a quantidade de vitamina D;

  • Dieta rica em cálcio, que está presente no leite (alimento mais rico neste nutriente) e derivados, hortaliças verde escuras (couve, folhas de nabo, folhas de mostarda e brócolis), sardinhas, mexilhões, mariscos, ostras e salmão enlatado;

  • Tratamento medicamentoso: consultar um médico.

    Bom, para ajudar nesta prevenção vou sugerir uma receita fácil e gostosa rica em cálcio: pudim de chocolate com creme de leite. Só não pode exagerar para não engordar!

    Ingredientes:

  • 1 lata(s) de leite condensado
  • 1 lata(s) de leite
  • 200 gr de chocolate em pó
  • 1 lata(s) de creme de leite
  • 1/2 xícara(s) (chá) de água
  • 1 envelope(s) de gelatina incolor sem sabor

    Preparação:
    Coloque a gelatina na água e leve ao fogo para derreter (não deixe ferver). Leve ao liquidificador, juntamente com todos os ingredientes restantes (não precisa bater muito). Derrame a massa em um pirex de buraco e leve à geladeira até endurecer.

    Rendimento: 10 porções


  • Osteoporose: uma doença silenciosa

    Atletismo · 10 abr, 2008

    Atualmente, nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose, e 18 milhões apresentam baixa massa óssea, tendo, portanto risco de fraturas. Oitenta por cento desses pacientes são do sexo feminino, entretanto, o índice do sexo masculino aumenta na medida em que a média de vida continua a se estender.

    A osteoporose é uma doença que se caracteriza por baixa densidade óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea, portanto, um maior risco de fraturas após traumas mínimos.

    Durante a vida, o osso está em contínua renovação; o osso velho vai sendo removido e depositado osso novo. Esse processo é denominado de remodelação óssea e consiste de basicamente dois estágios diferentes: reabsorção e formação ósseas. Quando o osso removido pela reabsorção é completamente substituído, a resistência óssea é mantida. Na osteoporose, muito osso é removido e pouco é formado, levando a perda óssea e menor resistência.

    A osteoporose é conhecida como doença “silenciosa”, pois as primeiras manifestações ocorrem apenas quando houve perda de 30 a 40% da massa óssea. Os primeiros sinais da doença são as fraturas, que ocorrem freqüentemente nas vértebras, terço distal do rádio, fêmur, úmero e pequenos ossos periféricos. Este quadro quando não tratado pode tornar-se uma doença dolorosa, desfigurante, incapacitante, com importante repercussão na qualidade de vida.

    Os principais fatores de risco para a doença são:

  • Sexo: mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois tem os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa;

  • Idade: quanto maior a longevidade do indivíduo, maior é o risco de desenvolver osteoporose;

  • História familiar: a susceptibilidade a doença é, em parte, hereditária;

  • Tamanho dos ossos: indivíduos pequenos, com ossos finos, são de maior risco que indivíduos maiores, com ossos largos;

  • Etnia: mulheres brancas e amarelas têm maior risco de desenvolver osteoporose do que negros;

  • Níveis hormonais: estrogênios protegem a massa óssea, na sua diminuição o risco de desenvolver o quadro aumenta;

  • Dieta: ingestão inadequada de cálcio e vitamina D é ruim para o tecido ósseo. O excesso de proteínas, fibras e sódio podem reduzir a absorção de cálcio;

  • Exercícios: a imobilização, o sedentarismo e períodos prolongados na cama são fatores de risco;

  • Fumo: mulheres fumantes apresentam níveis mais baixos de estrogênio e entram na menopausa mais cedo;

  • Álcool: o consumo regular de mais de dois drinques por dia pode ser danoso para o tecido ósseo.

    O tratamento consiste de medidas gerais e medicamentosas:

  • Diminuição do consumo de álcool e café;

  • Diminuição do fumo;

  • Atividade física, principalmente quando realizadas contra força da gravidade (caminhadas e corridas leves);

  • Exposição ao sol por pelo menos 15 minutos por dia, para aumentar a quantidade de vitamina D;

  • Dieta rica em cálcio, que está presente no leite (alimento mais rico neste nutriente) e derivados, hortaliças verde escuras (couve, folhas de nabo, folhas de mostarda e brócolis), sardinhas, mexilhões, mariscos, ostras e salmão enlatado;

  • Tratamento medicamentoso: consultar um médico.

    Bom, para ajudar nesta prevenção vou sugerir uma receita fácil e gostosa rica em cálcio: pudim de chocolate com creme de leite. Só não pode exagerar para não engordar!

    Ingredientes:

  • 1 lata(s) de leite condensado
  • 1 lata(s) de leite
  • 200 gr de chocolate em pó
  • 1 lata(s) de creme de leite
  • 1/2 xícara(s) (chá) de água
  • 1 envelope(s) de gelatina incolor sem sabor

    Preparação:
    Coloque a gelatina na água e leve ao fogo para derreter (não deixe ferver). Leve ao liquidificador, juntamente com todos os ingredientes restantes (não precisa bater muito). Derrame a massa em um pirex de buraco e leve à geladeira até endurecer.

    Rendimento: 10 porções

  • Intestino preso: como resolver esse problema?

    O conceito intestino preso (que também é conhecido como intestino preguiçoso, prisão de ventre, constipação, etc) tende a ser subjetivo, mas usualmente inclui: fezes endurecidas, esforço para evacuar, diminuição no número de evacuações habituais e sensação de eliminação incompleta das fezes. As causas mais comuns em indivíduos saudáveis incluem a ausência de resposta ao estímulo de defecar, ausência de fibras na dieta, ingestão insuficiente de líquidos, inatividade física e uso crônico de laxantes.

    Saiba mais sobre fibras alimentares

    A tensão nervosa, a ansiedade e uso de alguns medicamentos podem agravar o quadro. Porém, a constipação crônica pode resultar de uma variedade de distúrbios orgânicos e um médico deve ser consultado.

    Este é um quadro que atinge de dois a 28% da população em países ocidentais. A vida moderna, os “fast-foods” e a falta de horários regulares para as refeições contribuem para esta condição. Uma a cada 200 mulheres jovens sofrem deste problema e apresentam uma piora do quadro nos períodos pré-menstruais (hormônios sexuais atingem níveis altos) e durante a gravidez (compressão do intestino pelo útero).

    As dietas pobres em fibras resultam em um tempo de trânsito intestinal prolongado, permitindo uma maior absorção de água e a formação de fezes duras. As fibras alimentares são consideradas alimentos funcionais, pois apresentam benefícios para manutenção da saúde e prevenção de doenças. A utilização delas no quadro de intestino preso é de grande valia e elas apresentam grande vantagem em relação aos medicamentos, pois não viciam a mucosa intestinal e não apresentam efeitos colaterais. Porém, as fibras só têm efeito laxativo se houver grande consumo de líquidos ao decorrer do dia.

    Alguns alimentos ricos em fibras são: farelos integrais, cereais integrais, grãos (trigo, aveia, milho), produtos integrais em geral, frutas e suco de frutas (exceto: maçã, goiaba e banana-maçã), verduras cruas e cozidas.

    Algumas dicas para prevenir o intestino preso:

  • nunca ignorar o estímulo de defecar;
  • manter um horário para ir ao banheiro;
  • tomar café-da-manhã rico em fibras (granola, aveia, cereais);
  • realizar as refeições em horários regulares;
  • aumentar ingestão de fibras;
  • consumir 2 litros ou mais de líquidos por dia;
  • praticar atividade física.

    Suco laxativo - Segue abaixo a receita de um suco laxativo que pode ajudar bastante, devido seu alto teor de fibras:

    Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de mamão picado
  • 1 colher de sobremesa de ameixa preta
  • 1 colher de sopa de farelo de trigo
  • 1 copo americano de suco de laranja

    Preparo: misture tudo e bata no liquidificador.


  • Intestino preso: como resolver esse problema?

    Atletismo · 11 mar, 2008

    O conceito intestino preso (que também é conhecido como intestino preguiçoso, prisão de ventre, constipação, etc) tende a ser subjetivo, mas usualmente inclui: fezes endurecidas, esforço para evacuar, diminuição no número de evacuações habituais e sensação de eliminação incompleta das fezes. As causas mais comuns em indivíduos saudáveis incluem a ausência de resposta ao estímulo de defecar, ausência de fibras na dieta, ingestão insuficiente de líquidos, inatividade física e uso crônico de laxantes.

    Saiba mais sobre fibras alimentares

    A tensão nervosa, a ansiedade e uso de alguns medicamentos podem agravar o quadro. Porém, a constipação crônica pode resultar de uma variedade de distúrbios orgânicos e um médico deve ser consultado.

    Este é um quadro que atinge de dois a 28% da população em países ocidentais. A vida moderna, os “fast-foods” e a falta de horários regulares para as refeições contribuem para esta condição. Uma a cada 200 mulheres jovens sofrem deste problema e apresentam uma piora do quadro nos períodos pré-menstruais (hormônios sexuais atingem níveis altos) e durante a gravidez (compressão do intestino pelo útero).

    As dietas pobres em fibras resultam em um tempo de trânsito intestinal prolongado, permitindo uma maior absorção de água e a formação de fezes duras. As fibras alimentares são consideradas alimentos funcionais, pois apresentam benefícios para manutenção da saúde e prevenção de doenças. A utilização delas no quadro de intestino preso é de grande valia e elas apresentam grande vantagem em relação aos medicamentos, pois não viciam a mucosa intestinal e não apresentam efeitos colaterais. Porém, as fibras só têm efeito laxativo se houver grande consumo de líquidos ao decorrer do dia.

    Alguns alimentos ricos em fibras são: farelos integrais, cereais integrais, grãos (trigo, aveia, milho), produtos integrais em geral, frutas e suco de frutas (exceto: maçã, goiaba e banana-maçã), verduras cruas e cozidas.

    Algumas dicas para prevenir o intestino preso:

  • nunca ignorar o estímulo de defecar;
  • manter um horário para ir ao banheiro;
  • tomar café-da-manhã rico em fibras (granola, aveia, cereais);
  • realizar as refeições em horários regulares;
  • aumentar ingestão de fibras;
  • consumir 2 litros ou mais de líquidos por dia;
  • praticar atividade física.

    Suco laxativo - Segue abaixo a receita de um suco laxativo que pode ajudar bastante, devido seu alto teor de fibras:

    Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de mamão picado
  • 1 colher de sobremesa de ameixa preta
  • 1 colher de sopa de farelo de trigo
  • 1 copo americano de suco de laranja

    Preparo: misture tudo e bata no liquidificador.

  • Cistite: como podemos evitar?

    Muitas mulheres já sofreram ou sofrerão algum dia de cistite, um tipo de inflamação/infecção urinária, cujos sintomas são: desconforto no “baixo ventre” e que só vai piorando se não tratar logo; vontade de “fazer xixi” de cinco em cinco minutos e com uma dorzinha no final; algumas vezes a urina sai com sangue (nos casos mais graves). Realmente não é nada agradável.

    Quem já teve, sabe do que estou falando. Segundo pesquisas, 50% das mulheres terão cistite durante sua vida. As mulheres em atividade sexual farão, no mínimo, um episódio de cistite a cada dois anos. Já nos homens, a incidência é muito menor. Em média, ocorrem de cinco a oito casos de cistite em cada 10 mil homens.

    Entre as mulheres grávidas, sua ocorrência é bastante comum, principalmente quando a gestante bebe pouca água e/ou “segura” por muito tempo o “xixi”. Com as praticantes de atividade física, além dos motivos anteriores, ainda existe o agravante de suar e continuar com a roupa úmida, o que provoca um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, que é o primeiro passo para o quadro de infecção urinária.

    Entretanto, existem alguns cuidados que podemos tomar para evitar que isso aconteça:

  • beber líquidos em abundância, de preferência água (acima de dois litros por dia);
  • não segurar o “xixi” por muito tempo;
  • fazer sexo seguro, evitando as infecções sexualmente transmissíveis;
  • fazer “xixi” após as relações sexuais;
  • evitar usar absorvente interno (use o menor tempo possível);
  • dê preferência à calcinhas de algodão;
  • evitar ficar com a roupa suada por muito tempo;
  • lavar a região com água e sabão sempre que possível, principalmente durante a menstruação e depois de evacuar.

    Mas, se por acaso começar a sentir algum dos sintomas mencionados, procure seu médico o mais rápido possível, pois o tratamento normalmente é feito à base de antibióticos, que não devem ser tomados de forma indiscriminada.


  • Cistite: como podemos evitar?

    Atletismo · 31 maio, 2007

    Muitas mulheres já sofreram ou sofrerão algum dia de cistite, um tipo de inflamação/infecção urinária, cujos sintomas são: desconforto no “baixo ventre” e que só vai piorando se não tratar logo; vontade de “fazer xixi” de cinco em cinco minutos e com uma dorzinha no final; algumas vezes a urina sai com sangue (nos casos mais graves). Realmente não é nada agradável.

    Quem já teve, sabe do que estou falando. Segundo pesquisas, 50% das mulheres terão cistite durante sua vida. As mulheres em atividade sexual farão, no mínimo, um episódio de cistite a cada dois anos. Já nos homens, a incidência é muito menor. Em média, ocorrem de cinco a oito casos de cistite em cada 10 mil homens.

    Entre as mulheres grávidas, sua ocorrência é bastante comum, principalmente quando a gestante bebe pouca água e/ou “segura” por muito tempo o “xixi”. Com as praticantes de atividade física, além dos motivos anteriores, ainda existe o agravante de suar e continuar com a roupa úmida, o que provoca um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, que é o primeiro passo para o quadro de infecção urinária.

    Entretanto, existem alguns cuidados que podemos tomar para evitar que isso aconteça:

  • beber líquidos em abundância, de preferência água (acima de dois litros por dia);
  • não segurar o “xixi” por muito tempo;
  • fazer sexo seguro, evitando as infecções sexualmente transmissíveis;
  • fazer “xixi” após as relações sexuais;
  • evitar usar absorvente interno (use o menor tempo possível);
  • dê preferência à calcinhas de algodão;
  • evitar ficar com a roupa suada por muito tempo;
  • lavar a região com água e sabão sempre que possível, principalmente durante a menstruação e depois de evacuar.

    Mas, se por acaso começar a sentir algum dos sintomas mencionados, procure seu médico o mais rápido possível, pois o tratamento normalmente é feito à base de antibióticos, que não devem ser tomados de forma indiscriminada.

  • Corra para não sofrer com a menopausa

    Menopausa! Muitas mulheres se arrepiam só de ouvir falar nisso. Afinal, alguns problemas como a osteoporose, depressão e ondas de calor, e a necessidade da reposição hormonal, costumam estar associados a isso. Mas a boa notícia é que a prática de exercícios como a corrida pode amenizar e até mesmo anular esses sintomas.

    Por volta dos 50 anos, depois de muitos “menstruando”, os ovários param de ovular. É então que se entra na famosa menopausa (meno = menstruação, pausa = parada). E é nessa transição que muitas mulheres passam a sofrer com calor excessivo, depressão, problemas cardio-vasculares e a osteoporose.

    “A atividade física é importante em qualquer época da vida, pois melhora a circulação, a oxigenação dos órgãos e fortalece a musculatura”, diz o ginecologista e obstetra, Dr. Roberto Yamato. “E tudo isso tende a refletir beneficamente durante a menopausa. Uma musculatura e ossos mais fortes diminuem os riscos de quedas, por exemplo”, completa.

    Além disso, a corrida, assim como qualquer atividade física, libera a endorfina, o hormônio da felicidade. E a fabricação desse hormônio diminui a probabilidade de uma depressão.

    Uma alimentação saudável também é importantíssima para que nesse período a mulher não sofra tanto. Muitos estudos apontam soja como um grande aliado nesse processo. “O certo é que essas atitudes sejam tomadas desde cedo. Uma alimentação saudável aliada à prática de exercícios só traz benefícios para a saúde em geral”, afirma o ginecologista.

    Com relação à reposição hormonal, no caso das mulheres que fazem exercícios regularmente, ela pode ser menor e por menos tempo. Além da boa alimentação e da atividade física, também tem o fator genético. “A mulher também não pode abandonar um acompanhamento médico. Os exames são fundamentais para um tratamento eficiente”, enfatiza Dr. Roberto.

    Como saber se está na menopausa - A menopausa é a ausência da menstruação durante seis meses consecutivos. Se após esse período a mulher não menstruar mais, ela está na menopausa. O período que antecede a menopausa é chamado de climatéris, que é quando a menstruação fica irregular.

    Muitas mulheres acham que só porque não menstruaram dois ou três meses seguidos, elas já estão na menopausa e param de se prevenir de uma gravidez. Cuidado! Durante essa fase pré-menopausa as mulheres ainda podem engravidar. E uma gravidez depois dos 40 anos é perigosa para a gestante e para o bebê.


    Corra para não sofrer com a menopausa

    Caminhada · 03 maio, 2007

    Menopausa! Muitas mulheres se arrepiam só de ouvir falar nisso. Afinal, alguns problemas como a osteoporose, depressão e ondas de calor, e a necessidade da reposição hormonal, costumam estar associados a isso. Mas a boa notícia é que a prática de exercícios como a corrida pode amenizar e até mesmo anular esses sintomas.

    Por volta dos 50 anos, depois de muitos “menstruando”, os ovários param de ovular. É então que se entra na famosa menopausa (meno = menstruação, pausa = parada). E é nessa transição que muitas mulheres passam a sofrer com calor excessivo, depressão, problemas cardio-vasculares e a osteoporose.

    “A atividade física é importante em qualquer época da vida, pois melhora a circulação, a oxigenação dos órgãos e fortalece a musculatura”, diz o ginecologista e obstetra, Dr. Roberto Yamato. “E tudo isso tende a refletir beneficamente durante a menopausa. Uma musculatura e ossos mais fortes diminuem os riscos de quedas, por exemplo”, completa.

    Além disso, a corrida, assim como qualquer atividade física, libera a endorfina, o hormônio da felicidade. E a fabricação desse hormônio diminui a probabilidade de uma depressão.

    Uma alimentação saudável também é importantíssima para que nesse período a mulher não sofra tanto. Muitos estudos apontam soja como um grande aliado nesse processo. “O certo é que essas atitudes sejam tomadas desde cedo. Uma alimentação saudável aliada à prática de exercícios só traz benefícios para a saúde em geral”, afirma o ginecologista.

    Com relação à reposição hormonal, no caso das mulheres que fazem exercícios regularmente, ela pode ser menor e por menos tempo. Além da boa alimentação e da atividade física, também tem o fator genético. “A mulher também não pode abandonar um acompanhamento médico. Os exames são fundamentais para um tratamento eficiente”, enfatiza Dr. Roberto.

    Como saber se está na menopausa - A menopausa é a ausência da menstruação durante seis meses consecutivos. Se após esse período a mulher não menstruar mais, ela está na menopausa. O período que antecede a menopausa é chamado de climatéris, que é quando a menstruação fica irregular.

    Muitas mulheres acham que só porque não menstruaram dois ou três meses seguidos, elas já estão na menopausa e param de se prevenir de uma gravidez. Cuidado! Durante essa fase pré-menopausa as mulheres ainda podem engravidar. E uma gravidez depois dos 40 anos é perigosa para a gestante e para o bebê.

    Osteoporose e atividade física

    É de conhecimento geral que a mulher costuma sofrer mais que o homem com a osteoporose. Não que este mal não atinja também o sexo masculino, mas devido principalmente à queda de hormônios, que acontece na menopausa, a mulher é mais acometida pelo enfraquecimento dos ossos.

    E como evitar o surgimento da tão temida osteoporose? Com tudo aquilo que todos sabemos, mas poucos realmente fazem – levando uma vida saudável, com uma alimentação balanceada, atividade física regular, enfim, tendo uma boa qualidade de vida. Na verdade, o cálcio deve ser armazenado como se fosse uma poupança ao longo da vida – “uma defesa primordial contra a perda de osso com o envelhecimento é uma boa ingestão de cálcio durante toda a vida”. (McCardle, 1996).

    Entretanto, existem algumas dicas que podem tornar mais eficiente a luta contra a osteoporose, entre elas:

  • alimentação - o cálcio é o mineral responsável pela formação dos ossos, portanto, uma dieta rica em cálcio é essencial para a prevenção da osteoporose. Mas lembre-se de que a nossa dieta deve conter os mais diversos alimentos, pois cada um é rico em um tipo de nutriente e o nosso organismo necessita de todos, em maior ou menor proporção. Alimentos ricos em cálcio – leite, queijo, iogurte, legumes secos, salmão.

  • atividade física - às vezes escuto que a pessoa está com osteoporose e vai fazer hidroginástica. A água tira o impacto do corpo com o solo. Não que seja ruim, muito pelo contrário, fazer hidro tem suas vantagens, mas especificamente no tratamento ou prevenção da osteoporose, a contribuição é mínima. A natação segue o mesmo princípio.

    Bom para o tratamento ou prevenção da osteoporose, é a tração (musculação) e o impacto (corrida, caminhada, dança). A corrida é um excelente exercício na prevenção e combate à osteoporose, pois o impacto provocado auxilia na renovação celular dos ossos, tornando-os mais fortes e menos suscetíveis a fraturas.

    Curiosidade – a atividade física é benéfica se realizada em volumes e intensidades adequados. A partir do momento em que se torna exagerada, deixa de ser saudável. Por exemplo, no momento em que a mulher treina tão intensamente, que tem sua gordura corporal reduzida drasticamente até um ponto em que seu ciclo menstrual acaba cessando (amenorréia secundária), a parada da menstruação pode retirar o efeito protetor do hormônio estrogênio sobre o osso e tornar esta mulher jovem mais vulnerável à perda de cálcio. Somando-se a isso uma nutrição inadequada, o problema é acentuado. Se esta amenorréia persiste, a atividade física não é mais benéfica e o risco de lesões músculo-esqueléticas aumentará durante o exercício.

    O preocupante é que se a pessoa diminuir a intensidade dos exercícios e a menstruação voltar, parte da sua massa óssea será recuperada, mas sem conseguir alcançar os níveis conseguidos pelas mulheres que mantiveram suas menstruações normais. Ou seja, tudo que é exagerado não é bom.

    As mulheres que já tiveram anorexia nervosa, muito provavelmente sofrem de osteoporose precoce – se estas mulheres resolvem começar a treinar e aumentam de maneira abrupta seu volume e/ou intensidade, possivelmente sofrerão lesões músculo-esqueléticas pelo fato de terem seus ossos enfraquecidos.

    Agora que você já sabe que se exercitar (mas sem exageros) é extremamente importante, descubra o que gosta de fazer e divirta-se! Mas lembre-se, procure sempre um profissional qualificado para indicar corretamente o que fazer e como fazer.


  • Osteoporose e atividade física

    Atletismo · 30 mar, 2007

    É de conhecimento geral que a mulher costuma sofrer mais que o homem com a osteoporose. Não que este mal não atinja também o sexo masculino, mas devido principalmente à queda de hormônios, que acontece na menopausa, a mulher é mais acometida pelo enfraquecimento dos ossos.

    E como evitar o surgimento da tão temida osteoporose? Com tudo aquilo que todos sabemos, mas poucos realmente fazem – levando uma vida saudável, com uma alimentação balanceada, atividade física regular, enfim, tendo uma boa qualidade de vida. Na verdade, o cálcio deve ser armazenado como se fosse uma poupança ao longo da vida – “uma defesa primordial contra a perda de osso com o envelhecimento é uma boa ingestão de cálcio durante toda a vida”. (McCardle, 1996).

    Entretanto, existem algumas dicas que podem tornar mais eficiente a luta contra a osteoporose, entre elas:

  • alimentação - o cálcio é o mineral responsável pela formação dos ossos, portanto, uma dieta rica em cálcio é essencial para a prevenção da osteoporose. Mas lembre-se de que a nossa dieta deve conter os mais diversos alimentos, pois cada um é rico em um tipo de nutriente e o nosso organismo necessita de todos, em maior ou menor proporção. Alimentos ricos em cálcio – leite, queijo, iogurte, legumes secos, salmão.

  • atividade física - às vezes escuto que a pessoa está com osteoporose e vai fazer hidroginástica. A água tira o impacto do corpo com o solo. Não que seja ruim, muito pelo contrário, fazer hidro tem suas vantagens, mas especificamente no tratamento ou prevenção da osteoporose, a contribuição é mínima. A natação segue o mesmo princípio.

    Bom para o tratamento ou prevenção da osteoporose, é a tração (musculação) e o impacto (corrida, caminhada, dança). A corrida é um excelente exercício na prevenção e combate à osteoporose, pois o impacto provocado auxilia na renovação celular dos ossos, tornando-os mais fortes e menos suscetíveis a fraturas.

    Curiosidade – a atividade física é benéfica se realizada em volumes e intensidades adequados. A partir do momento em que se torna exagerada, deixa de ser saudável. Por exemplo, no momento em que a mulher treina tão intensamente, que tem sua gordura corporal reduzida drasticamente até um ponto em que seu ciclo menstrual acaba cessando (amenorréia secundária), a parada da menstruação pode retirar o efeito protetor do hormônio estrogênio sobre o osso e tornar esta mulher jovem mais vulnerável à perda de cálcio. Somando-se a isso uma nutrição inadequada, o problema é acentuado. Se esta amenorréia persiste, a atividade física não é mais benéfica e o risco de lesões músculo-esqueléticas aumentará durante o exercício.

    O preocupante é que se a pessoa diminuir a intensidade dos exercícios e a menstruação voltar, parte da sua massa óssea será recuperada, mas sem conseguir alcançar os níveis conseguidos pelas mulheres que mantiveram suas menstruações normais. Ou seja, tudo que é exagerado não é bom.

    As mulheres que já tiveram anorexia nervosa, muito provavelmente sofrem de osteoporose precoce – se estas mulheres resolvem começar a treinar e aumentam de maneira abrupta seu volume e/ou intensidade, possivelmente sofrerão lesões músculo-esqueléticas pelo fato de terem seus ossos enfraquecidos.

    Agora que você já sabe que se exercitar (mas sem exageros) é extremamente importante, descubra o que gosta de fazer e divirta-se! Mas lembre-se, procure sempre um profissional qualificado para indicar corretamente o que fazer e como fazer.

  • Corra para aliviar a depressão

    A depressão é uma doença que tem se tornado comum entre os brasileiros. Seus sintomas vão de crises de choro a dores no estômago. O quadro dessa doença é muito variável, o que dificulta seu diagnóstico. Mas podemos afirmar uma coisa: independente do caso, correr é um dos melhores remédios.

    Todo mundo já se sentiu triste alguma vez. Seja por ter perdido o emprego, ter brigado com o (a) namorado (a) ou porque o time do coração perdeu aquele título tão esperado. Até aí, normal. Só que tem gente que sente isso quase que diariamente. É então que deixa de ser um simples estado depressivo e passa a ser uma patologia.

    “A depressão é um transtorno do humor. A pessoa em depressão reage de forma inadequada a questões afetivas, por exemplo. Na vida, uma hora ganhamos, na outra, perdemos. O depressivo acha que só perde”, explica o médico do esporte, Dr. Renato Romani.

    É aí que entra em cena a prática de exercício físico. Segundo o Dr. Romani, a corrida é um coadjuvante importante no tratamento dessa doença. “O papel da corrida é auxiliar no tratamento da depressão. Com o auxílio dela, posso diminuir a dose de um remédio, mas não tirá-lo totalmente”.

    Esse é um dos objetivos do antidepressivo, aumentar a produção desse hormônio. Quando corremos, nosso corpo libera um nível maior da serotonina, que é mais conhecido como o hormônio do humor, aquele que nos dá uma sensação de prazer, como quando comemos chocolate. Mas além do lado físico, tem também a contribuição do exercício para o lado psicológico. A corrida aumenta a auto-estima, mostra para o atleta que ele é capaz, ou seja, isso lhe estimulará a correr cada vez mais.

    A eficácia da corrida é tão grande, que a Associação Médica Americana receita, como um remédio, a prática da mesma. “Como quem corre segue uma planilha, quanto mais cansativa a carga, melhor para a depressão”, afirma o médico.

    Um dos fatores que mais desencadeiam a depressão é o estresse, principalmente nas cidades grandes. Por isso, aí vai uma dica do doutor: “temos que conviver com o estresse de viver”, que tal fazer isso com mais prazer?


    Corra para aliviar a depressão

    Atletismo · 20 mar, 2007

    A depressão é uma doença que tem se tornado comum entre os brasileiros. Seus sintomas vão de crises de choro a dores no estômago. O quadro dessa doença é muito variável, o que dificulta seu diagnóstico. Mas podemos afirmar uma coisa: independente do caso, correr é um dos melhores remédios.

    Todo mundo já se sentiu triste alguma vez. Seja por ter perdido o emprego, ter brigado com o (a) namorado (a) ou porque o time do coração perdeu aquele título tão esperado. Até aí, normal. Só que tem gente que sente isso quase que diariamente. É então que deixa de ser um simples estado depressivo e passa a ser uma patologia.

    “A depressão é um transtorno do humor. A pessoa em depressão reage de forma inadequada a questões afetivas, por exemplo. Na vida, uma hora ganhamos, na outra, perdemos. O depressivo acha que só perde”, explica o médico do esporte, Dr. Renato Romani.

    É aí que entra em cena a prática de exercício físico. Segundo o Dr. Romani, a corrida é um coadjuvante importante no tratamento dessa doença. “O papel da corrida é auxiliar no tratamento da depressão. Com o auxílio dela, posso diminuir a dose de um remédio, mas não tirá-lo totalmente”.

    Esse é um dos objetivos do antidepressivo, aumentar a produção desse hormônio. Quando corremos, nosso corpo libera um nível maior da serotonina, que é mais conhecido como o hormônio do humor, aquele que nos dá uma sensação de prazer, como quando comemos chocolate. Mas além do lado físico, tem também a contribuição do exercício para o lado psicológico. A corrida aumenta a auto-estima, mostra para o atleta que ele é capaz, ou seja, isso lhe estimulará a correr cada vez mais.

    A eficácia da corrida é tão grande, que a Associação Médica Americana receita, como um remédio, a prática da mesma. “Como quem corre segue uma planilha, quanto mais cansativa a carga, melhor para a depressão”, afirma o médico.

    Um dos fatores que mais desencadeiam a depressão é o estresse, principalmente nas cidades grandes. Por isso, aí vai uma dica do doutor: “temos que conviver com o estresse de viver”, que tal fazer isso com mais prazer?

    TPM: é tempo para malhar e correr

    A TPM (tensão pré-menstrual) é um fantasma na vida de muitas mulheres. Algumas sofrem mais, outras menos, mas a maioria se sente bastante desconfortável nesse período do mês. Os principais sintomas são o inchaço devido à retenção de líquido, dor de cabeça, irritação, dor nas mamas, alteração no ritmo intestinal, sensibilidade à flor da pele (choram por qualquer coisa) e cólicas. A boa notícia é que correr alivia, e às vezes até elimina, a TPM.

    Esses sintomas são causados pelas alterações hormonais que a mulher sofre no período menstrual. “Hoje em dia, muitas mulheres sofrem de TPM por causa do estresse do mundo em que vivemos”, explica a ginecologista Patrícia Ponte Maganha. “Elas tomam remédio porque acham mais prático. Mas o melhor mesmo é a mudança dos hábitos de vida, como a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável”, diz a doutora que recomenda praticar esportes pelo menos três vezes por semana.

    Mas, se por um lado correr ajuda a combater a TPM, por outro, pode ser difícil encarar os treinos nesses dias por causa do desconforto. “Nessa época do mês a mulher fica mais pesada e, principalmente as atletas de ponta, sentem seu rendimento cair um pouco”, explica a treinadora Luciana Dias Lima.

    “As atletas de elite têm que tomar muito cuidado com esse período já que, se não tiverem bons resultados nas provas, podem até perder o patrocinador”, diz. Nesses casos, é importante adequar as competições ao ciclo menstrual para que essa baixa no rendimento não prejudique tanto.

    Nesse período também é importante a mulher se hidratar bem. Apesar da hidratação ser recomendada sempre, nesses dias a mulher perde muito sangue (cerca de 450ml por dia) e a perda dos glóbulos vermelhos está diretamente ligado ao desempenho, afinal eles são os responsáveis por transportar as moléculas de oxigênio.

    Para as mulheres que se sentem incomodadas em treinar menstruadas, a dica é usar dois absorventes (um interno e um externo) e um short mais justo para manter o absorvente no lugar durante os treinos e provas. No começo, pode ser difícil sair de casa para treinar com cólica, dor de cabeça ou qualquer outro sintoma.

    Porém, aos poucos, com a melhora, o difícil vai ser querer ficar em casa. Portanto, a partir de agora, quando você ouvir a palavra TPM interprete-a como: tempo para malhar, e corra!


    TPM: é tempo para malhar e correr

    Caminhada · 23 fev, 2007

    A TPM (tensão pré-menstrual) é um fantasma na vida de muitas mulheres. Algumas sofrem mais, outras menos, mas a maioria se sente bastante desconfortável nesse período do mês. Os principais sintomas são o inchaço devido à retenção de líquido, dor de cabeça, irritação, dor nas mamas, alteração no ritmo intestinal, sensibilidade à flor da pele (choram por qualquer coisa) e cólicas. A boa notícia é que correr alivia, e às vezes até elimina, a TPM.

    Esses sintomas são causados pelas alterações hormonais que a mulher sofre no período menstrual. “Hoje em dia, muitas mulheres sofrem de TPM por causa do estresse do mundo em que vivemos”, explica a ginecologista Patrícia Ponte Maganha. “Elas tomam remédio porque acham mais prático. Mas o melhor mesmo é a mudança dos hábitos de vida, como a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável”, diz a doutora que recomenda praticar esportes pelo menos três vezes por semana.

    Mas, se por um lado correr ajuda a combater a TPM, por outro, pode ser difícil encarar os treinos nesses dias por causa do desconforto. “Nessa época do mês a mulher fica mais pesada e, principalmente as atletas de ponta, sentem seu rendimento cair um pouco”, explica a treinadora Luciana Dias Lima.

    “As atletas de elite têm que tomar muito cuidado com esse período já que, se não tiverem bons resultados nas provas, podem até perder o patrocinador”, diz. Nesses casos, é importante adequar as competições ao ciclo menstrual para que essa baixa no rendimento não prejudique tanto.

    Nesse período também é importante a mulher se hidratar bem. Apesar da hidratação ser recomendada sempre, nesses dias a mulher perde muito sangue (cerca de 450ml por dia) e a perda dos glóbulos vermelhos está diretamente ligado ao desempenho, afinal eles são os responsáveis por transportar as moléculas de oxigênio.

    Para as mulheres que se sentem incomodadas em treinar menstruadas, a dica é usar dois absorventes (um interno e um externo) e um short mais justo para manter o absorvente no lugar durante os treinos e provas. No começo, pode ser difícil sair de casa para treinar com cólica, dor de cabeça ou qualquer outro sintoma.

    Porém, aos poucos, com a melhora, o difícil vai ser querer ficar em casa. Portanto, a partir de agora, quando você ouvir a palavra TPM interprete-a como: tempo para malhar, e corra!

    O que é o VO2 máximo?

    Uma dúvida que aparece bastante entre meus alunos é sobre o VO2máx. O que é, para que serve e qual a diferença entre homens e mulheres costumam ser as perguntas mais freqüentes. Neste artigo vou tentar responder a essas questões de uma maneira simples.

    O VO2máx é o volume máximo de oxigênio que o corpo consegue “pegar” do ar que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos através do sistema cardiovascular e usar na produção de energia, numa unidade de tempo. Este valor pode ser obtido indireta (através de diferentes testes, cada qual com seu protocolo e suas fórmulas) ou diretamente (pelo teste ergoespirométrico).

    O teste ergoespirométrico, conhecido de muita gente (aquele teste que o corredor faz na esteira com uma máscara no rosto e um monte de eletrodos no corpo), além do VO2máx, encontra também os limiares anaeróbicos L1 e L2, que ajudam muito no treinamento (estes limiares são normalmente fornecidos em velocidade e/ou freqüência cardíaca – FC).

    Com esses dados é possível planejar um treino mais estruturado. Veja o exemplo do treino com a FC ou velocidade de corrida:

    - abaixo do L1: regenerativo
    - entre L1 e L2: aeróbico. O corredor consegue manter o ritmo por bastante tempo
    - acima do L2: intenso/anaeróbico. Quanto mais longe do L2, menor o tempo que o corredor consegue manter o ritmo

    É claro que com os dados obtidos no teste, seu treinador conseguirá periodizar melhor seu treino de acordo com seus objetivos pessoais.

    Mas engana-se quem acha que o VO2máx é uma variável como a freqüência cardíaca, que você pode medir com um frequencímetro. O VO2máx é usado para medir o “condicionamento” e o quão “condicionável” é o indivíduo. Costuma ser o melhor índice fisiológico para classificação e triagem de atletas. E mais, normalmente é genético, não podendo ser melhorado muito acima de 20 ou 30%. Além disso, alguns outros fatores também influem no seu valor, tais como:

    - taxa de gordura. Quanto maior a taxa de gordura do indivíduo, menor seu VO2máx;
    - idade. Quanto maior a idade, menor o VO2máx;
    - musculatura. Quanto maior a musculatura, maior o VO2máx, entre outros.

    Outra coisa que vale a pena ressaltar é que se o indivíduo for sedentário, provavelmente, com o treinamento, poderá ter seu VO2máx melhorado em até 30%. Já um atleta muito bem treinado, mesmo dando continuidade ao seu treinamento, dificilmente conseguirá melhorar seu VO2máx. Ou seja, quanto mais treinado for o indivíduo, menos ele pode melhorar seu VO2max, às vezes nem 1%. Porém, vale lembrar que mesmo sem aumentar seu consumo máximo de oxigênio, o desempenho deste indivíduo pode melhorar.

    Utilidade do VO2 Máximo Imagine um homem sedentário que decide virar atleta profissional e fazer das corridas o seu ganha-pão? Ele faz um teste ergoespirométrico e seu VO2máx fica em torno de 35mL/kg/min, o que não é uma marca ruim para um sedentário.

    Lembre-se que, por ser sedentário, seu VO2máx pode aumentar por volta de 30% com o treinamento, o que daria um valor aproximado de 45mL/kg/min. Este valor de VO2máx é bom se comparado à população em geral, mas muito abaixo do índice dos melhores maratonistas, que gira em torno de 70mL/kg/min. Isso significa que dificilmente ele conseguiria resultados expressivos em provas, ou seja, talvez fosse melhor que ele escolhesse outra carreira.

    Mas isso não significa que este indivíduo não possa completar uma maratona. Claro que pode. E mais, se continuar com os treinos, consegue até superar suas próprias marcas.

    É pelo fato do VO2max ser genético, que algumas pessoas, com apenas um pouco de treino, conseguem alcançar “tempos” que para nós, meros mortais, só com muito treino e às vezes, nem assim.

    Diferença entre homens e mulheres - Vale lembrar que existem várias diferenças fisiológicas entre homens e mulheres. E o Vo2máx é uma delas. Estatisticamente falando, o VO2máx das mulheres costuma ser de 10 a 15% menor que o dos homens.

    Vou ficando por aqui. Espero que tenha conseguido esclarecer algumas dúvidas.


    O que é o VO2 máximo?

    Atletismo · 22 nov, 2006

    Uma dúvida que aparece bastante entre meus alunos é sobre o VO2máx. O que é, para que serve e qual a diferença entre homens e mulheres costumam ser as perguntas mais freqüentes. Neste artigo vou tentar responder a essas questões de uma maneira simples.

    O VO2máx é o volume máximo de oxigênio que o corpo consegue “pegar” do ar que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos através do sistema cardiovascular e usar na produção de energia, numa unidade de tempo. Este valor pode ser obtido indireta (através de diferentes testes, cada qual com seu protocolo e suas fórmulas) ou diretamente (pelo teste ergoespirométrico).

    O teste ergoespirométrico, conhecido de muita gente (aquele teste que o corredor faz na esteira com uma máscara no rosto e um monte de eletrodos no corpo), além do VO2máx, encontra também os limiares anaeróbicos L1 e L2, que ajudam muito no treinamento (estes limiares são normalmente fornecidos em velocidade e/ou freqüência cardíaca – FC).

    Com esses dados é possível planejar um treino mais estruturado. Veja o exemplo do treino com a FC ou velocidade de corrida:

    - abaixo do L1: regenerativo
    - entre L1 e L2: aeróbico. O corredor consegue manter o ritmo por bastante tempo
    - acima do L2: intenso/anaeróbico. Quanto mais longe do L2, menor o tempo que o corredor consegue manter o ritmo

    É claro que com os dados obtidos no teste, seu treinador conseguirá periodizar melhor seu treino de acordo com seus objetivos pessoais.

    Mas engana-se quem acha que o VO2máx é uma variável como a freqüência cardíaca, que você pode medir com um frequencímetro. O VO2máx é usado para medir o “condicionamento” e o quão “condicionável” é o indivíduo. Costuma ser o melhor índice fisiológico para classificação e triagem de atletas. E mais, normalmente é genético, não podendo ser melhorado muito acima de 20 ou 30%. Além disso, alguns outros fatores também influem no seu valor, tais como:

    - taxa de gordura. Quanto maior a taxa de gordura do indivíduo, menor seu VO2máx;
    - idade. Quanto maior a idade, menor o VO2máx;
    - musculatura. Quanto maior a musculatura, maior o VO2máx, entre outros.

    Outra coisa que vale a pena ressaltar é que se o indivíduo for sedentário, provavelmente, com o treinamento, poderá ter seu VO2máx melhorado em até 30%. Já um atleta muito bem treinado, mesmo dando continuidade ao seu treinamento, dificilmente conseguirá melhorar seu VO2máx. Ou seja, quanto mais treinado for o indivíduo, menos ele pode melhorar seu VO2max, às vezes nem 1%. Porém, vale lembrar que mesmo sem aumentar seu consumo máximo de oxigênio, o desempenho deste indivíduo pode melhorar.

    Utilidade do VO2 Máximo Imagine um homem sedentário que decide virar atleta profissional e fazer das corridas o seu ganha-pão? Ele faz um teste ergoespirométrico e seu VO2máx fica em torno de 35mL/kg/min, o que não é uma marca ruim para um sedentário.

    Lembre-se que, por ser sedentário, seu VO2máx pode aumentar por volta de 30% com o treinamento, o que daria um valor aproximado de 45mL/kg/min. Este valor de VO2máx é bom se comparado à população em geral, mas muito abaixo do índice dos melhores maratonistas, que gira em torno de 70mL/kg/min. Isso significa que dificilmente ele conseguiria resultados expressivos em provas, ou seja, talvez fosse melhor que ele escolhesse outra carreira.

    Mas isso não significa que este indivíduo não possa completar uma maratona. Claro que pode. E mais, se continuar com os treinos, consegue até superar suas próprias marcas.

    É pelo fato do VO2max ser genético, que algumas pessoas, com apenas um pouco de treino, conseguem alcançar “tempos” que para nós, meros mortais, só com muito treino e às vezes, nem assim.

    Diferença entre homens e mulheres - Vale lembrar que existem várias diferenças fisiológicas entre homens e mulheres. E o Vo2máx é uma delas. Estatisticamente falando, o VO2máx das mulheres costuma ser de 10 a 15% menor que o dos homens.

    Vou ficando por aqui. Espero que tenha conseguido esclarecer algumas dúvidas.