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Adventure Sports Fair já tem data e venda de ingressos disponível

Ciclismo · 03 out, 2017

O principal evento da América Latina dedicado a esportes e turismo de aventura já tem data e compra de ingressos iniciadas. A feira acontecerá do dia 27 a 29 de outubro, reunindo diversas atividades, e atrações como o “Desafio 3 […]


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Ciclismo · 03 out, 2017

O principal evento da América Latina dedicado a esportes e turismo de aventura já tem data e compra de ingressos iniciadas. A feira acontecerá do dia 27 a 29 de outubro, reunindo diversas atividades, e atrações como o “Desafio 3 […]

Por que a mulher é mais suscetível à fratura de estresse?

Corridas de Rua · 22 out, 2012

A participação feminina em atividades atléticas cresceu enormemente neste último quarto de século. Hoje, as mulheres constituem mais de 40% de todos os corredores de rua. Essa participação aumentada resultou em uma incidência maior de lesões por overuse. As fraturas por estresse são lesões por overuse comuns observadas em corredores do sexo feminino e masculino. Essas lesões afetam atletas em uma ampla variedade de atividades esportivas.

Embora a maioria destas lesões sejam resolvidas com tratamento conservador simples, ou seja, não-cirúrgico, uma corredora com uma fratura por estresse pode perder performance por estar afastada do esporte. Em casos raros, estas lesões podem ser mais graves e necessitam de intervenção cirúrgica, que podem ameaçar a carreira desta atleta.

Embora a etiologia, o diagnóstico, e tratamento de fraturas por estresse sejam semelhantes em mulheres e homens, há questões específicas que afetam o sexo feminino, principalmente sua incidência que, segundo alguns autores, pode chegar a ser até 15 vezes mais frequente que no sexo masculino, principalmente em corredoras iniciantes.

As fraturas por estresse mais comumente afetam a extremidade inferior, sendo a tíbia o local mais afetado em ambos os sexos. Porem, nota-se maior prevalecia de fraturas por estresse do colo do fêmur, metatarsos, e da pelve em mulheres do que em homens.

Por que ocorrem na mulher?- O osso é um tecido dinâmico que responde à forças externas com remodelamento adaptativo que envolve a sua formação bem como a reabsorção óssea. A fratura de estresse ocorre quando as cargas colocadas sobre o osso excedem a sua capacidade de reparação, progredindo de um dano microarquitetural (reação de stress) para a ruptura cortical, parte externa ou a “casca do osso” (fratura por estresse).

Exatamente porque a lesão ocorre não é claro, mas o mais provável envolve uma complexa interação de fatores mecânicos, hormonais, nutricionais e genéticos. Esta interação é vista em sua forma extrema como a tríade da mulher atleta, que envolve distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.

O equilíbrio hormonal é um componente importante para a saúde do osso feminino. A quantidade adequada de estrogênio é necessária para que as mulheres obtenham massa óssea máxima durante a segunda e terceira décadas. Corredoras que estejam em amenorreia (não menstruam) ou oligomenorreia (menstruam muito pouco) vão perder massa óssea em vez de adicionar osso durante estes anos cruciais e esta perda de massa óssea pode ser permanente.

Outros fatores de risco que podem predispor as mulheres a esta temida lesão são o tamanho reduzido e uma menor massa óssea muscular. A tíbia estreita tem sido apontada como um fator de risco para fraturas de estresse. Outro fator sustentado pela ciência estaria relacionado à diminuição da dissipação de carga associada com cansaço relacionado à fadiga muscular. Em esportes como a corrida, a musculatura da perna realiza o que chamamos de contração excêntrica (contração contra resistência), servindo como absorção de energia cinética. O uso diário de salto alto também seria um fator importante, pois geraria fraqueza do músculo tibial anterior.

Erros de treinamento são, sem dúvida, os fatores mais importantes predisponentes no desenvolvimento de fraturas por estresse em atletas do sexo feminino e masculino.

O aumento súbito na distancia, intensidade, ou uma mudança abrupta no programa de treinamento são os erros mais comuns. Outros erros de treinamento que podem aumentar o risco de fraturas por estresse incluem corrida em superfícies irregulares.

Como o médico faz o diagnóstico?- A história da fratura de estresse em estágios iniciais é tipicamente de uma dor localizada associada a edema local que piora durante o esporte e melhora ao repouso. Se a lesão progride, a dor pode ser constante e atrapalhar atividades da vida diária. As fraturas de estresse aparecem mais tardiamente nas radiografias simples e os exames de escolha para sua detecção são a cintilografia com Tecnecio-99 e a ressonância nuclear magnética.

Devo ficar sem praticar esporte?- Sim e não. Para corredoras com fraturas de estresse de tratamento não cirúrgico, orienta-se afastamento por 6 a 8 semanas. Geralmente, este tempo é suficiente para a cura da lesão. Porém, neste período existe catabolismo e perda de performance física. Portanto, o ideal é fazer uso de outros esportes para manter o Vo2 como o cicloergômetro de braço, bicicleta estacionária, deep-running e natação.

Algumas fraturas, no entanto, são de tratamento cirúrgico. Hoje são consenso entre os autores as fraturas do colo femoral, córtex anterior da tíbia e do osso navicular do pé.

Retornando ao esporte- O retorno ao esporte após uma fratura de estresse deve ser lento, gradual e assistido por equipe multidisciplinar. Fatores causais como problemas alimentares, osteoporose, doenças metabólicas, erros de treinamento, fraqueza de grupos musculares e pisadas patológicas (hiper-pronadores e hiper-supinadores) tem que ser corrigidos para prevenir uma nova lesão.

Concluindo- Embora as fraturas de estresse sejam comuns em ambos os sexos, mulheres que praticam esportes, em especial a corrida de rua, devem tomar alguns cuidados tanto na prevenção como no tratamento. O ideal é realizar uma avaliação e acompanhamento multi-disciplinar, triagem osteo-metabólica e realizar treinamento com um profissional da educação física especializado no esporte.


Por que a mulher é mais suscetível à fratura de estresse?

Corridas de Rua · 22 out, 2012

A participação feminina em atividades atléticas cresceu enormemente neste último quarto de século. Hoje, as mulheres constituem mais de 40% de todos os corredores de rua. Essa participação aumentada resultou em uma incidência maior de lesões por overuse. As fraturas por estresse são lesões por overuse comuns observadas em corredores do sexo feminino e masculino. Essas lesões afetam atletas em uma ampla variedade de atividades esportivas.

Embora a maioria destas lesões sejam resolvidas com tratamento conservador simples, ou seja, não-cirúrgico, uma corredora com uma fratura por estresse pode perder performance por estar afastada do esporte. Em casos raros, estas lesões podem ser mais graves e necessitam de intervenção cirúrgica, que podem ameaçar a carreira desta atleta.

Embora a etiologia, o diagnóstico, e tratamento de fraturas por estresse sejam semelhantes em mulheres e homens, há questões específicas que afetam o sexo feminino, principalmente sua incidência que, segundo alguns autores, pode chegar a ser até 15 vezes mais frequente que no sexo masculino, principalmente em corredoras iniciantes.

As fraturas por estresse mais comumente afetam a extremidade inferior, sendo a tíbia o local mais afetado em ambos os sexos. Porem, nota-se maior prevalecia de fraturas por estresse do colo do fêmur, metatarsos, e da pelve em mulheres do que em homens.

Por que ocorrem na mulher?- O osso é um tecido dinâmico que responde à forças externas com remodelamento adaptativo que envolve a sua formação bem como a reabsorção óssea. A fratura de estresse ocorre quando as cargas colocadas sobre o osso excedem a sua capacidade de reparação, progredindo de um dano microarquitetural (reação de stress) para a ruptura cortical, parte externa ou a “casca do osso” (fratura por estresse).

Exatamente porque a lesão ocorre não é claro, mas o mais provável envolve uma complexa interação de fatores mecânicos, hormonais, nutricionais e genéticos. Esta interação é vista em sua forma extrema como a tríade da mulher atleta, que envolve distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.

O equilíbrio hormonal é um componente importante para a saúde do osso feminino. A quantidade adequada de estrogênio é necessária para que as mulheres obtenham massa óssea máxima durante a segunda e terceira décadas. Corredoras que estejam em amenorreia (não menstruam) ou oligomenorreia (menstruam muito pouco) vão perder massa óssea em vez de adicionar osso durante estes anos cruciais e esta perda de massa óssea pode ser permanente.

Outros fatores de risco que podem predispor as mulheres a esta temida lesão são o tamanho reduzido e uma menor massa óssea muscular. A tíbia estreita tem sido apontada como um fator de risco para fraturas de estresse. Outro fator sustentado pela ciência estaria relacionado à diminuição da dissipação de carga associada com cansaço relacionado à fadiga muscular. Em esportes como a corrida, a musculatura da perna realiza o que chamamos de contração excêntrica (contração contra resistência), servindo como absorção de energia cinética. O uso diário de salto alto também seria um fator importante, pois geraria fraqueza do músculo tibial anterior.

Erros de treinamento são, sem dúvida, os fatores mais importantes predisponentes no desenvolvimento de fraturas por estresse em atletas do sexo feminino e masculino.

O aumento súbito na distancia, intensidade, ou uma mudança abrupta no programa de treinamento são os erros mais comuns. Outros erros de treinamento que podem aumentar o risco de fraturas por estresse incluem corrida em superfícies irregulares.

Como o médico faz o diagnóstico?- A história da fratura de estresse em estágios iniciais é tipicamente de uma dor localizada associada a edema local que piora durante o esporte e melhora ao repouso. Se a lesão progride, a dor pode ser constante e atrapalhar atividades da vida diária. As fraturas de estresse aparecem mais tardiamente nas radiografias simples e os exames de escolha para sua detecção são a cintilografia com Tecnecio-99 e a ressonância nuclear magnética.

Devo ficar sem praticar esporte?- Sim e não. Para corredoras com fraturas de estresse de tratamento não cirúrgico, orienta-se afastamento por 6 a 8 semanas. Geralmente, este tempo é suficiente para a cura da lesão. Porém, neste período existe catabolismo e perda de performance física. Portanto, o ideal é fazer uso de outros esportes para manter o Vo2 como o cicloergômetro de braço, bicicleta estacionária, deep-running e natação.

Algumas fraturas, no entanto, são de tratamento cirúrgico. Hoje são consenso entre os autores as fraturas do colo femoral, córtex anterior da tíbia e do osso navicular do pé.

Retornando ao esporte- O retorno ao esporte após uma fratura de estresse deve ser lento, gradual e assistido por equipe multidisciplinar. Fatores causais como problemas alimentares, osteoporose, doenças metabólicas, erros de treinamento, fraqueza de grupos musculares e pisadas patológicas (hiper-pronadores e hiper-supinadores) tem que ser corrigidos para prevenir uma nova lesão.

Concluindo- Embora as fraturas de estresse sejam comuns em ambos os sexos, mulheres que praticam esportes, em especial a corrida de rua, devem tomar alguns cuidados tanto na prevenção como no tratamento. O ideal é realizar uma avaliação e acompanhamento multi-disciplinar, triagem osteo-metabólica e realizar treinamento com um profissional da educação física especializado no esporte.

Canelite em corredoras parte II/II: diagnóstico e tratamento

Corridas de Rua · 18 jul, 2012

Na primeira parte do artigo sobre canelite em corredoras, Dr. Adriano Leonardi falou sobre as causas desta lesão, que atinge muitas mulheres. Confira na segunda e última parte serão abordadas informações sobre diagnóstico e tratamento da lesão, também conhecida como periostite tibial, caracterizada por dor no terço inferior e dentro da canela.

A canelite geralmente ocorre no final do treino e melhora ao repouso com aplicação de gelo local ou uso de analgésicos e anti-inflamatórios. No entanto, o início pode ocorrer também durante o início do exercício. A apresentação clínica típica desta condição envolve dor à palpação local e, às vezes, inchaço.

Se a corredora erroneamente associa a dor a um “evento comum”, ou simplesmente tenta ignorá-la, pode haver progressão e a dor pode permanecer durante todo o treinamento ou durante a atividade de baixa intensidade. Pode, inclusive, continuar durante o repouso.

O exame de escolha para o diagnostico é a ressonância nuclear magnética da perna, que frequentemente mostra o espessamento do periósteo (membrana que envolve os ossos) da região da dor. O principal diagnóstico diferencial desta lesão é a fratura de estresse, observada na ressonância magnética, cintilografia óssea de três fases (método de diagnóstico de imagem da medicina nuclear) e radiografias simples.

Recomenda-se também o exame de densitometria óssea e a avaliação de um endocrinologista para se descartar doenças do metabolismo ósseo, principalmente nas corredoras de alto rendimento, devido ao risco de uma progressão para uma fratura de estresse. Outras lesões crônicas que podem mimetizar a canelite incluem a síndrome compartimental crônica de esforço (aumento da pressão dos tecidos dentro de um compartimento fechado), compressão do nervo tibial e a síndrome do aprisionamento da artéria poplítea.

Tratamento - A canelite deve ser tratada inicialmente com gelo e anti-inflamatórios não esteroides, para reduzir a inflamação, seguida de fisioterapia que objetiva a redução da inflamação e reequilíbrio da musculatura a fim de se prevenir a recidiva da lesão.

Devo parar de correr? - Para a cura, recomenda-se o descanso que vai de uma semana a três meses. Tudo isso dependerá dos sintomas e do desequilíbrio muscular encontrado durante o exame físico. Para os raros casos mais graves, recomenda-se muletas.

Para os casos mais leves que, felizmente são a maioria, recomenda-se diminuir a duração ou a intensidade do seu exercício e, em seguida, construir-se lentamente um novo treino, de preferência sob a supervisão do fisioterapeuta.

Calçados e palmilhas apropriados são também necessários para evitar a recidiva da lesão. Recomenda-se a realização de baropodometria, popularmente conhecido como “teste de pisada”, para a detecção de pisadas patológicas, principalmente a pronação excessiva. Nos casos refratários e em recidivas, podemos incluir terapia de ondas de choque extracorpóreas, método mais comummente usado para tratar tendinopatias dos membros inferiores. Alguns autores recomendam também a infiltração local com cortisona, analgésicos e plasma rico em plaquetas (PRP).

Há também as opções cirúrgicas. Estas são reservadas para casos que não respondem ao tratamento conservador, incluindo "Fasciotomia Posterior", técnica que envolve a liberação do tecido fibroso conectivo denominado “fáscia”, que recobre grupos musculares. Apesar de ser uma lesão comum e de aparente fácil resolução, a canelite ou shin splint pode afastar a corredora por um longo período e comprometer a performance cardiorrespiratória.

Por isso, assim como em outras lesões, a prevenção é a melhor saída. E isso envolve o conhecimento da composição corporal através de um check up que envolva o aparelho locomotor, seguido do trabalho de fortalecimento, reequilíbrio e melhoria da flexibilidade muscular sob a supervisão de um educador físico que entenda da biomecânica da corrida.


Canelite em corredoras parte II/II: diagnóstico e tratamento

Corridas de Rua · 18 jul, 2012

Na primeira parte do artigo sobre canelite em corredoras, Dr. Adriano Leonardi falou sobre as causas desta lesão, que atinge muitas mulheres. Confira na segunda e última parte serão abordadas informações sobre diagnóstico e tratamento da lesão, também conhecida como periostite tibial, caracterizada por dor no terço inferior e dentro da canela.

A canelite geralmente ocorre no final do treino e melhora ao repouso com aplicação de gelo local ou uso de analgésicos e anti-inflamatórios. No entanto, o início pode ocorrer também durante o início do exercício. A apresentação clínica típica desta condição envolve dor à palpação local e, às vezes, inchaço.

Se a corredora erroneamente associa a dor a um “evento comum”, ou simplesmente tenta ignorá-la, pode haver progressão e a dor pode permanecer durante todo o treinamento ou durante a atividade de baixa intensidade. Pode, inclusive, continuar durante o repouso.

O exame de escolha para o diagnostico é a ressonância nuclear magnética da perna, que frequentemente mostra o espessamento do periósteo (membrana que envolve os ossos) da região da dor. O principal diagnóstico diferencial desta lesão é a fratura de estresse, observada na ressonância magnética, cintilografia óssea de três fases (método de diagnóstico de imagem da medicina nuclear) e radiografias simples.

Recomenda-se também o exame de densitometria óssea e a avaliação de um endocrinologista para se descartar doenças do metabolismo ósseo, principalmente nas corredoras de alto rendimento, devido ao risco de uma progressão para uma fratura de estresse. Outras lesões crônicas que podem mimetizar a canelite incluem a síndrome compartimental crônica de esforço (aumento da pressão dos tecidos dentro de um compartimento fechado), compressão do nervo tibial e a síndrome do aprisionamento da artéria poplítea.

Tratamento - A canelite deve ser tratada inicialmente com gelo e anti-inflamatórios não esteroides, para reduzir a inflamação, seguida de fisioterapia que objetiva a redução da inflamação e reequilíbrio da musculatura a fim de se prevenir a recidiva da lesão.

Devo parar de correr? - Para a cura, recomenda-se o descanso que vai de uma semana a três meses. Tudo isso dependerá dos sintomas e do desequilíbrio muscular encontrado durante o exame físico. Para os raros casos mais graves, recomenda-se muletas.

Para os casos mais leves que, felizmente são a maioria, recomenda-se diminuir a duração ou a intensidade do seu exercício e, em seguida, construir-se lentamente um novo treino, de preferência sob a supervisão do fisioterapeuta.

Calçados e palmilhas apropriados são também necessários para evitar a recidiva da lesão. Recomenda-se a realização de baropodometria, popularmente conhecido como “teste de pisada”, para a detecção de pisadas patológicas, principalmente a pronação excessiva. Nos casos refratários e em recidivas, podemos incluir terapia de ondas de choque extracorpóreas, método mais comummente usado para tratar tendinopatias dos membros inferiores. Alguns autores recomendam também a infiltração local com cortisona, analgésicos e plasma rico em plaquetas (PRP).

Há também as opções cirúrgicas. Estas são reservadas para casos que não respondem ao tratamento conservador, incluindo "Fasciotomia Posterior", técnica que envolve a liberação do tecido fibroso conectivo denominado “fáscia”, que recobre grupos musculares. Apesar de ser uma lesão comum e de aparente fácil resolução, a canelite ou shin splint pode afastar a corredora por um longo período e comprometer a performance cardiorrespiratória.

Por isso, assim como em outras lesões, a prevenção é a melhor saída. E isso envolve o conhecimento da composição corporal através de um check up que envolva o aparelho locomotor, seguido do trabalho de fortalecimento, reequilíbrio e melhoria da flexibilidade muscular sob a supervisão de um educador físico que entenda da biomecânica da corrida.

Gestantes podem praticar atividades físicas com algumas adaptações

Caminhada · 11 maio, 2012

As futuras mamães não precisam deixar de treinar quando descobrem a gravidez. Com alguns cuidados e treinos especiais, é possível praticar exercícios e manter a sua saúde e a do bebê. Para esse dias das mães, conversamos com uma médica ginecologista e um treinador especializado em mulheres para saber mais.

Continuar os treinos - A princípio, a atividade física durante a gravidez deve ser incentivada, desde que haja um contato muito próximo entre o médico da gestante e seu treinador. É importante levar em conta fatores como: o tipo de exercício que a mulher já praticava – e se praticava – e o tipo de gravidez que está tendo.

“A pessoa que já faz exercício previamente e continua durante a gravidez vai ter uma gestação muito mais saudável”, conta Sílvia Casseb, médica ginecologista do Setor de Ginecologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

Quem passa pela gestação e continua treinando não perde o condicionamento e pode ter uma volta na rotina em menos tempo depois da dar à luz. “O organismo se readapta com mais facilidade aos estímulos gerados durante o treino, ele tem memória muscular”, conta o treinador Jefferson Roberto.

“A atividade é prazerosa e ajuda em vários aspectos, tanto na fase inicial como final da gestação. A mulher só precisa parar de treinar na hora do parto”, expõe.

No entanto, o treinamento da gestante deve ser muito personalizado. “Conforme o abdômen vai aumentando, o treino tem que mudar”, enfatiza a Dra. Sílvia.

Como fazer - As adaptações devem ocorrer logo quando há a descoberta da gravidez, nas primeiras duas semanas, já que é o período em que o óvulo está mais vulnerável e ainda não se fixou no endométrio. “Exercícios que tenham bastante impacto, como agachamento e corridas bruscas, devem ser evitados na fase inicial da gestação”, explica o treinador.

Alguns médicos recomendam a prática de exercícios na água, que não causam impactos e oferecem menos riscos à gravidez. A musculação também pode trazer muitos benefícios para a flexibilidade e alongamento da mulher, como melhorar o fluxo sanguíneo e a mobilidade articular.

Uma atenção especial deve ser voltada à gestante que optou por fazer musculação. O acompanhamento de um profissional qualificado é fundamental, além do cuidado para não sobrecarregar demais a prática.

Já os exercícios aeróbicos devem ser adaptados para não causarem incômodo na mãe durante a evolução da gestação, quando as regiões da lombar e os calcanhares começam a carregar o sobrepeso do bebê.

“Não é recomendado colocar uma gestante para correr na esteira. Conforme o tamanho da barriga [a corrida] pode atrapalhar e não é segura, fica mais fácil correr riscos”, conta Jefferson.

O treinador recomenda utilizar uma bicicleta ergométrica com apoio na coluna lombar, onde a mulher possa ficar sentada com leve inclinação no tronco. Uma caminhada leve também pode ser feita pela gestante.


Gestantes podem praticar atividades físicas com algumas adaptações

Caminhada · 11 maio, 2012

As futuras mamães não precisam deixar de treinar quando descobrem a gravidez. Com alguns cuidados e treinos especiais, é possível praticar exercícios e manter a sua saúde e a do bebê. Para esse dias das mães, conversamos com uma médica ginecologista e um treinador especializado em mulheres para saber mais.

Continuar os treinos - A princípio, a atividade física durante a gravidez deve ser incentivada, desde que haja um contato muito próximo entre o médico da gestante e seu treinador. É importante levar em conta fatores como: o tipo de exercício que a mulher já praticava – e se praticava – e o tipo de gravidez que está tendo.

“A pessoa que já faz exercício previamente e continua durante a gravidez vai ter uma gestação muito mais saudável”, conta Sílvia Casseb, médica ginecologista do Setor de Ginecologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

Quem passa pela gestação e continua treinando não perde o condicionamento e pode ter uma volta na rotina em menos tempo depois da dar à luz. “O organismo se readapta com mais facilidade aos estímulos gerados durante o treino, ele tem memória muscular”, conta o treinador Jefferson Roberto.

“A atividade é prazerosa e ajuda em vários aspectos, tanto na fase inicial como final da gestação. A mulher só precisa parar de treinar na hora do parto”, expõe.

No entanto, o treinamento da gestante deve ser muito personalizado. “Conforme o abdômen vai aumentando, o treino tem que mudar”, enfatiza a Dra. Sílvia.

Como fazer - As adaptações devem ocorrer logo quando há a descoberta da gravidez, nas primeiras duas semanas, já que é o período em que o óvulo está mais vulnerável e ainda não se fixou no endométrio. “Exercícios que tenham bastante impacto, como agachamento e corridas bruscas, devem ser evitados na fase inicial da gestação”, explica o treinador.

Alguns médicos recomendam a prática de exercícios na água, que não causam impactos e oferecem menos riscos à gravidez. A musculação também pode trazer muitos benefícios para a flexibilidade e alongamento da mulher, como melhorar o fluxo sanguíneo e a mobilidade articular.

Uma atenção especial deve ser voltada à gestante que optou por fazer musculação. O acompanhamento de um profissional qualificado é fundamental, além do cuidado para não sobrecarregar demais a prática.

Já os exercícios aeróbicos devem ser adaptados para não causarem incômodo na mãe durante a evolução da gestação, quando as regiões da lombar e os calcanhares começam a carregar o sobrepeso do bebê.

“Não é recomendado colocar uma gestante para correr na esteira. Conforme o tamanho da barriga [a corrida] pode atrapalhar e não é segura, fica mais fácil correr riscos”, conta Jefferson.

O treinador recomenda utilizar uma bicicleta ergométrica com apoio na coluna lombar, onde a mulher possa ficar sentada com leve inclinação no tronco. Uma caminhada leve também pode ser feita pela gestante.

A mulher na mira da medicina esportiva parte II: os hormônios

Atletismo · 05 abr, 2012

Na segunda parte do artigo sobre lesões em mulheres, o Dr. Adriano Leonardi fala sobre mais uma das teorias que tenta explicar o aumento das lesões em mulheres. Depois de explicar os fatores neuromusculares e anatômicos, a bola da vez são os hormônios.

A evidência de efeitos dos hormônios sexuais femininos sobre o tecido conjuntivo é ainda limitada. Identificou-se receptores do hormônio relaxina, sintetizado na fase ovulatória do ciclo menstrual e intensamente na gestação. Estudos mostram que este hormônio, cuja função é afrouxar os ligamentos do corpo da mulher, especialmente da bacia, facilitando o trabalho de parto, reduz a síntese de colágeno dos ligamentos da mulher em mais de 40% comparado com os ligamentos dos homens, tornando-os mais elásticos e mais frágeis.

Os níveis de estrogênio no sangue também estariam ligados à resposta neuro-muscular. Estudos que compararam o índice de lesões nas diferentes fases do ciclo menstrual mostraram que a mulher se lesiona mais no período menstrual e a isso seria atribuído o atraso da resposta motora ao gesto esportivo.

Um estudo interessantíssimo sobre os efeitos do ciclo menstrual e uso de contraceptivos orais em 86 jogadoras de futebol em um período de 12 meses, mostrou que as atletas que tomaram contraceptivos orais tiveram uma taxa significativamente menor de lesões do que as jogadoras que não tomaram. Além disso, notou-se que elas eram mais suscetíveis a lesões traumáticas entre os dias um e 14 de seus ciclos menstruais.

Além destes fatores, a fadiga muscular, condição comum entre esportistas sem condicionamento físico seria também apontada como um fator para lesões esportivas em mulheres corredoras. Esta fadiga, causada pelas forças de reação do solo, cinemática das extremidades inferiores e ativação muscular durante a corrida, comprometeria a função muscular causando atraso da ativação dos músculos isquiotibiais.

Por fim, a maior taxa de lesão entre mulheres e as lesões típicas do gênero, associadas às diferenças metabólicas e biomecânicas entre os sexos, têm chamado a atenção da ciência. Mudanças tanto na área preventiva, quanto no tratamento de lesões em mulheres devem vir à tona nos próximos anos através de novos estudos.

1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.

2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:519–25.

3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395–400.

4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:664–74.

5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1168–75.

6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:312–19.

7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:10–16.

8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.

9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.

10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1176–81.


A mulher na mira da medicina esportiva parte II: os hormônios

Atletismo · 05 abr, 2012

Na segunda parte do artigo sobre lesões em mulheres, o Dr. Adriano Leonardi fala sobre mais uma das teorias que tenta explicar o aumento das lesões em mulheres. Depois de explicar os fatores neuromusculares e anatômicos, a bola da vez são os hormônios.

A evidência de efeitos dos hormônios sexuais femininos sobre o tecido conjuntivo é ainda limitada. Identificou-se receptores do hormônio relaxina, sintetizado na fase ovulatória do ciclo menstrual e intensamente na gestação. Estudos mostram que este hormônio, cuja função é afrouxar os ligamentos do corpo da mulher, especialmente da bacia, facilitando o trabalho de parto, reduz a síntese de colágeno dos ligamentos da mulher em mais de 40% comparado com os ligamentos dos homens, tornando-os mais elásticos e mais frágeis.

Os níveis de estrogênio no sangue também estariam ligados à resposta neuro-muscular. Estudos que compararam o índice de lesões nas diferentes fases do ciclo menstrual mostraram que a mulher se lesiona mais no período menstrual e a isso seria atribuído o atraso da resposta motora ao gesto esportivo.

Um estudo interessantíssimo sobre os efeitos do ciclo menstrual e uso de contraceptivos orais em 86 jogadoras de futebol em um período de 12 meses, mostrou que as atletas que tomaram contraceptivos orais tiveram uma taxa significativamente menor de lesões do que as jogadoras que não tomaram. Além disso, notou-se que elas eram mais suscetíveis a lesões traumáticas entre os dias um e 14 de seus ciclos menstruais.

Além destes fatores, a fadiga muscular, condição comum entre esportistas sem condicionamento físico seria também apontada como um fator para lesões esportivas em mulheres corredoras. Esta fadiga, causada pelas forças de reação do solo, cinemática das extremidades inferiores e ativação muscular durante a corrida, comprometeria a função muscular causando atraso da ativação dos músculos isquiotibiais.

Por fim, a maior taxa de lesão entre mulheres e as lesões típicas do gênero, associadas às diferenças metabólicas e biomecânicas entre os sexos, têm chamado a atenção da ciência. Mudanças tanto na área preventiva, quanto no tratamento de lesões em mulheres devem vir à tona nos próximos anos através de novos estudos.

1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.

2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:519–25.

3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395–400.

4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:664–74.

5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1168–75.

6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:312–19.

7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:10–16.

8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.

9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.

10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1176–81.

A mulher na mira da medicina esportiva parte I: questões neuromusculares e anatômicas

Caminhada · 29 mar, 2012

A partir de março o Webrun estreia a coluna Mulheres Corredoras, comandada pelo médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, Dr. Adriano Leonardi. Mestre em ortopedia e traumatologia pela Santa Casa de São Paulo, ele atualmente coordena um estudo sobre lesões em mulheres.

Neste primeiro artigo vamos falar sobre alguns motivos que levam as mulheres a sofrerem tantas lesões quantos os homens, ou mais. Dividido em duas partes, a seguir abordaremos as questões neuromusculares e anatômicas.

Sem dúvida, cada vez mais mulheres do mundo todo têm frequentado campos de futebol, quadras e pistas de corrida. A prática esportiva, a crescente profissionalização nas mais diversas modalidades e a busca do fitness e da qualidade de vida através do esporte, trouxeram maior exposição e, consequentemente, lesões que outrora eram quase que exclusiva dos homens.

Estudos publicados nos últimos 20 anos mostram que as mulheres não apenas estão se lesionando, mas que o fazem em taxas absurdamente maiores que os homens. Para o futebol, por exemplo, atletas do sexo feminino têm quatro vezes mais chance de sofrer uma lesão ligamentar do joelho e, para a corrida de rua, esta proporção extrapola o índice de um homem para sete mulheres lesionadas para a mesma intensidade e volume dos treinos.

Arendt e Dick, estudando atletas do sexo feminino no basquetebol e futebol, notaram que, em cinco anos, a taxa média de lesão do ligamento cruzado anterior do joelho foi de 0,31 por
1000 atletas para jogadoras de futebol feminino, em comparação para os 0,13 por mil atletas de exposições para os seus homólogos masculinos. Para o basquete, a taxa foi de 0,6 por mil atletas mulheres em comparação com 0,07 por mil atletas homens.

Mas, afinal, por que isso acontece? A ciência tenta explicar esta discrepância através de três teorias:

  • a) Neuromuscular:

    Autores que defendem a primeira, afirmam que as atletas exibiriam um tempo de recrutamento de grupos musculares e tempo de ativação destes músculos maiores que os observados em homens e que isso poderia afetar a dinâmica de diversas articulações, principalmente o joelho. De maneira mais compreensiva, isso significa que, em uma aterrissagem do vôlei, ou a cada passo de uma corrida de rua, o “comando” vindo do cérebro para que a musculatura se contraia de maneira adequada, chega “atrasado”, fazendo com que as articulações estejam mal posicionadas e em maior risco de lesão, tanto por micro-trauma repetitivo, quanto para entorses e distensões.

    A figura ao lado mostra a diferença de uma aterrissagem de uma mulher (à esquerda) e de um homem (à direita). Note que os joelhos da mulher caem “para dentro” (valgizado) e em rotação interna e que isso não acontece com o homem.

  • b) Anatômica

    A teoria anatômica tenta explicar a discrepância do índice de lesões entre homens e mulheres através das diferenças morfológicas.

    No quadril, a bacia mais larga aumentaria o braço de alavanca sobre os músculos rotadores do quadril, especialmente os glúteos médio e mínimo, predispondo a bursite e tendinites trocantéricas. No joelho, a patela alta e lateralizada e o sulco troclear raso (trilho por onde a patela desliza quando se flexiona o joelho) seriam responsáveis por um contato reduzido entre a patela e o fêmur e, consequentemente, à doenças causadas pela pressão excessiva na cartilagem articular, como a condromalácia, síndrome da hiperpressão lateral, sinovite e hoffite do joelho.

    O tamanho e espessura reduzido dos ligamentos do joelho e tornozelo colocariam estas articulações em risco nos casos de entorses e contusões

    Por fim, eixo dos membros inferiores, ou seja, o formato das pernas das mulheres tende a ser em “X”, conhecido na ortopedia como joelho valgo ou genu valgum. Isso seria um fator de maior lateralização da patela, predispondo às doenças do joelho descritas acima, além de causar sobrecarga medial das tíbias, levando à canelite e fraturas de estresse da tíbia e a tendinite do tornozelo.

    Não deixe de acompanhar na próxima semana a terceira e última teoria sobre o aumento de lesões em mulheres, os hormônios.

    1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.

    2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:519–25.

    3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395–400.

    4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:664–74.

    5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1168–75.

    6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:312–19.

    7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:10–16.

    8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.

    9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.

    10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1176–81.


  • A mulher na mira da medicina esportiva parte I: questões neuromusculares e anatômicas

    Caminhada · 29 mar, 2012

    A partir de março o Webrun estreia a coluna Mulheres Corredoras, comandada pelo médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, Dr. Adriano Leonardi. Mestre em ortopedia e traumatologia pela Santa Casa de São Paulo, ele atualmente coordena um estudo sobre lesões em mulheres.

    Neste primeiro artigo vamos falar sobre alguns motivos que levam as mulheres a sofrerem tantas lesões quantos os homens, ou mais. Dividido em duas partes, a seguir abordaremos as questões neuromusculares e anatômicas.

    Sem dúvida, cada vez mais mulheres do mundo todo têm frequentado campos de futebol, quadras e pistas de corrida. A prática esportiva, a crescente profissionalização nas mais diversas modalidades e a busca do fitness e da qualidade de vida através do esporte, trouxeram maior exposição e, consequentemente, lesões que outrora eram quase que exclusiva dos homens.

    Estudos publicados nos últimos 20 anos mostram que as mulheres não apenas estão se lesionando, mas que o fazem em taxas absurdamente maiores que os homens. Para o futebol, por exemplo, atletas do sexo feminino têm quatro vezes mais chance de sofrer uma lesão ligamentar do joelho e, para a corrida de rua, esta proporção extrapola o índice de um homem para sete mulheres lesionadas para a mesma intensidade e volume dos treinos.

    Arendt e Dick, estudando atletas do sexo feminino no basquetebol e futebol, notaram que, em cinco anos, a taxa média de lesão do ligamento cruzado anterior do joelho foi de 0,31 por
    1000 atletas para jogadoras de futebol feminino, em comparação para os 0,13 por mil atletas de exposições para os seus homólogos masculinos. Para o basquete, a taxa foi de 0,6 por mil atletas mulheres em comparação com 0,07 por mil atletas homens.

    Mas, afinal, por que isso acontece? A ciência tenta explicar esta discrepância através de três teorias:

  • a) Neuromuscular:

    Autores que defendem a primeira, afirmam que as atletas exibiriam um tempo de recrutamento de grupos musculares e tempo de ativação destes músculos maiores que os observados em homens e que isso poderia afetar a dinâmica de diversas articulações, principalmente o joelho. De maneira mais compreensiva, isso significa que, em uma aterrissagem do vôlei, ou a cada passo de uma corrida de rua, o “comando” vindo do cérebro para que a musculatura se contraia de maneira adequada, chega “atrasado”, fazendo com que as articulações estejam mal posicionadas e em maior risco de lesão, tanto por micro-trauma repetitivo, quanto para entorses e distensões.

    A figura ao lado mostra a diferença de uma aterrissagem de uma mulher (à esquerda) e de um homem (à direita). Note que os joelhos da mulher caem “para dentro” (valgizado) e em rotação interna e que isso não acontece com o homem.

  • b) Anatômica

    A teoria anatômica tenta explicar a discrepância do índice de lesões entre homens e mulheres através das diferenças morfológicas.

    No quadril, a bacia mais larga aumentaria o braço de alavanca sobre os músculos rotadores do quadril, especialmente os glúteos médio e mínimo, predispondo a bursite e tendinites trocantéricas. No joelho, a patela alta e lateralizada e o sulco troclear raso (trilho por onde a patela desliza quando se flexiona o joelho) seriam responsáveis por um contato reduzido entre a patela e o fêmur e, consequentemente, à doenças causadas pela pressão excessiva na cartilagem articular, como a condromalácia, síndrome da hiperpressão lateral, sinovite e hoffite do joelho.

    O tamanho e espessura reduzido dos ligamentos do joelho e tornozelo colocariam estas articulações em risco nos casos de entorses e contusões

    Por fim, eixo dos membros inferiores, ou seja, o formato das pernas das mulheres tende a ser em “X”, conhecido na ortopedia como joelho valgo ou genu valgum. Isso seria um fator de maior lateralização da patela, predispondo às doenças do joelho descritas acima, além de causar sobrecarga medial das tíbias, levando à canelite e fraturas de estresse da tíbia e a tendinite do tornozelo.

    Não deixe de acompanhar na próxima semana a terceira e última teoria sobre o aumento de lesões em mulheres, os hormônios.

    1 - Hewett TE, Myer GD, Ford KR, et al. Biomechanical measures of neuromuscular control and valgus loading of the knee predict ACL injury risk in female athletes. Am J Sports Med. 2005;33:in press.

    2 - Beynnon BD, Fleming BC. Anterior cruciate ligament strain in-vivo: a review of previous work. J Biomech 1998;31:519–25.

    3 - Li G, Rudy TW, Sakane M, et al. The importance of quadriceps and hamstring muscle loading on knee kinematics and in-situ forces in the ACL. J Biomech 1999;32:395–400.

    4 - Markolf KL, Graff-Redford A, Amstutz HC. In vivo knee stability: a quantitative assessment using an instrumented clinical testing apparatus. J Bone Joint Surg [Am] 1978;60:664–74.

    5 - Besier TF, Lloyd DG, Cochrane JL, et al. External loading of the knee joint during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1168–75.

    6 - Rozzi SL, Lephart SM, Gear WS, et al. Knee joint laxity and neuromuscular characteristics of male and female soccer and basketball players. Am J Sports Med 1999;27:312–19.

    7 - Wojtys EM, Ashton-Miller JA, Huston LJ. A gender-related difference in the contribution of the knee musculature to sagittal-plane shear stiffness in subjects with similar knee laxity. J Bone Joint Surg [Am] 2002;84:10–16.

    8 - Zazulak BT, Ponce P, Straub SJ, et al. Gender comparison of hip muscle activity during single-leg landing. J Orthop Sports Phys Ther 2005;35:in press.

    9 - Myer GD, Ford KR, Hewett T. The effects of gender on quadriceps muscle activation strategies during a maneuver that mimics a high ACL injury risk position. J Electromyogr Kinesiol 2005;15:in press.

    10 - Besier TF, Lloyd DG, Ackland TR, et al. Anticipatory effects on knee joint loading during running and cutting maneuvers. Med Sci Sports Exerc 2001;33:1176–81.

  • Ração Humana: benéfica ou maléfica para a saúde?

    Caminhada · 17 jan, 2011

    A Ração Humana, composto de diversos ingredientes, promete ajudar no emagrecimento, na redução do colesterol, entre outros benefícios. A nutricionista Bruna Iasi explica mais sobre esse alimento, inclusive detalhando cada um dos ingredientes.

    A Ração Humana é um composto que contêm 16 tipos de alimentos e promete: eliminar toxinas do organismo e auxiliar na perda de peso. Os ingredientes que a compõe são: quinua real, agar agar, açúcar mascavo, aveia em flocos, cacau em pó, farelo de aveia, farinha de arroz integral, fibra de trigo, fubá de milho branco, farinha de soja, gergelim, cálcio, gérmen de trigo, guaraná em pó, levedo de cerveja e, por fim, semente de linhaça.

    Quais são os reais benefícios que estes ingredientes trazem para a saúde? Vamos ver os principais:

    Quinua real: é qualificada como o melhor alimento de origem vegetal para consumo humano pela Academia de Ciências dos Estados Unidos, tanto é que foi selecionada pela Nasa para integrar a dieta dos astronautas em vôos espaciais de longa duração, por seu extraordinário valor nutritivo. Se for feita uma análise da contribuição dos componentes nutricionais de cereais como um todo (100%), a quinua real teria 53.2% do ferro em comparação com 18% da cevada. Em relação à quantidade de proteína, a quinua real tem 23%, enquanto o trigo apresenta 21.8% e a cevada 17%. Com respeito à quantidade de fibra, possui 46%, contra 24% do trigo e de 15% do milho e da cevada.

    Açúcar Mascavo: o açúcar mascavo contém proteínas, gordura, cálcio, fósforo, ferro, vitamina B1, B2, niacina, vitamina C, sódio, potássio, magnésio, cobre e zinco, enquanto o açúcar refinado contém 0 (zero) desses nutrientes, e ainda rouba o estoque de minerais do organismo para ser digerido e absorvido.

    Aveia em flocos: suas principais funções são melhorar o funcionamento intestinal (devido a sua alta quantidade de fibras) e a diminuição do colesterol.

    Farinha de Soja: é rica em proteínas, possui isoflavonas e ácidos graxos insaturados e, segundo pesquisas na área médica, tem ação na prevenção de doenças crônico-degenerativas. Também é uma excelente fonte de minerais como ferro, potássio, fósforo, cálcio e vitaminas do complexo B.

    Gergelim: contém uma boa quantidade de lípidos (ou gorduras) praticamente todos eles constituídos por ácidos graxos insaturados, o que lhes confere uma grande eficácia na redução do nível de colesterol no sangue. Entre as gorduras, encontra-se a lecitina, que desempenha um papel importante no nosso organismo por ser componente essencial do tecido nervoso.

    Guaraná em pó: as propriedades energéticas e tônicas do Guaraná devem-se principalmente às metil-xantinas presentes em suas sementes, predominantemente a cafeína (trimetil-xantina). Estes compostos possuem um efeito pronunciado sobre o metabolismo celular, estimulando os processos bioquímicos associados à musculatura e ao sistema nervoso central. Além de cafeína e teobromina, o pó de guaraná contém fibras vegetais, amido, ácido tânico, cálcio, ferro, fósforo, potássio, tiamina e vitamina A.

    Semente de linhaça: na composição da semente de linhaça estão presentes proteínas, fibras alimentares e ácidos graxos poliinsaturados (Ômega 3 e Ômega 6), que lhe conferem a propriedade de alimento funcional. A semente de linhaça é a mais rica fonte de Ômega 3 existente na natureza.

    Como pode-se perceber, a Ração Humana é uma mistura de alimentos muito saudável e rica em vitaminas, minerais, proteínas e gorduras. Entretanto vale ressaltar que ela não deve ser usada como substituto de refeição, pois não tem quantidade suficiente de proteína, carboidratos e lipídeos que supram a necessidade nutricional de uma refeição.

    Muitas pessoas relatam ter perdido peso usando ração humana, mas como substituto de refeição. O certo para promover a perda de peso é utiliza-la como componente da refeição (por exemplo, comer com a fruta do café da manhã) e fazer uma reeducação alimentar completa, além de introduzir atividade física aos hábitos diários.


    Ração Humana: benéfica ou maléfica para a saúde?

    Caminhada · 17 jan, 2011

    A Ração Humana, composto de diversos ingredientes, promete ajudar no emagrecimento, na redução do colesterol, entre outros benefícios. A nutricionista Bruna Iasi explica mais sobre esse alimento, inclusive detalhando cada um dos ingredientes.

    A Ração Humana é um composto que contêm 16 tipos de alimentos e promete: eliminar toxinas do organismo e auxiliar na perda de peso. Os ingredientes que a compõe são: quinua real, agar agar, açúcar mascavo, aveia em flocos, cacau em pó, farelo de aveia, farinha de arroz integral, fibra de trigo, fubá de milho branco, farinha de soja, gergelim, cálcio, gérmen de trigo, guaraná em pó, levedo de cerveja e, por fim, semente de linhaça.

    Quais são os reais benefícios que estes ingredientes trazem para a saúde? Vamos ver os principais:

    Quinua real: é qualificada como o melhor alimento de origem vegetal para consumo humano pela Academia de Ciências dos Estados Unidos, tanto é que foi selecionada pela Nasa para integrar a dieta dos astronautas em vôos espaciais de longa duração, por seu extraordinário valor nutritivo. Se for feita uma análise da contribuição dos componentes nutricionais de cereais como um todo (100%), a quinua real teria 53.2% do ferro em comparação com 18% da cevada. Em relação à quantidade de proteína, a quinua real tem 23%, enquanto o trigo apresenta 21.8% e a cevada 17%. Com respeito à quantidade de fibra, possui 46%, contra 24% do trigo e de 15% do milho e da cevada.

    Açúcar Mascavo: o açúcar mascavo contém proteínas, gordura, cálcio, fósforo, ferro, vitamina B1, B2, niacina, vitamina C, sódio, potássio, magnésio, cobre e zinco, enquanto o açúcar refinado contém 0 (zero) desses nutrientes, e ainda rouba o estoque de minerais do organismo para ser digerido e absorvido.

    Aveia em flocos: suas principais funções são melhorar o funcionamento intestinal (devido a sua alta quantidade de fibras) e a diminuição do colesterol.

    Farinha de Soja: é rica em proteínas, possui isoflavonas e ácidos graxos insaturados e, segundo pesquisas na área médica, tem ação na prevenção de doenças crônico-degenerativas. Também é uma excelente fonte de minerais como ferro, potássio, fósforo, cálcio e vitaminas do complexo B.

    Gergelim: contém uma boa quantidade de lípidos (ou gorduras) praticamente todos eles constituídos por ácidos graxos insaturados, o que lhes confere uma grande eficácia na redução do nível de colesterol no sangue. Entre as gorduras, encontra-se a lecitina, que desempenha um papel importante no nosso organismo por ser componente essencial do tecido nervoso.

    Guaraná em pó: as propriedades energéticas e tônicas do Guaraná devem-se principalmente às metil-xantinas presentes em suas sementes, predominantemente a cafeína (trimetil-xantina). Estes compostos possuem um efeito pronunciado sobre o metabolismo celular, estimulando os processos bioquímicos associados à musculatura e ao sistema nervoso central. Além de cafeína e teobromina, o pó de guaraná contém fibras vegetais, amido, ácido tânico, cálcio, ferro, fósforo, potássio, tiamina e vitamina A.

    Semente de linhaça: na composição da semente de linhaça estão presentes proteínas, fibras alimentares e ácidos graxos poliinsaturados (Ômega 3 e Ômega 6), que lhe conferem a propriedade de alimento funcional. A semente de linhaça é a mais rica fonte de Ômega 3 existente na natureza.

    Como pode-se perceber, a Ração Humana é uma mistura de alimentos muito saudável e rica em vitaminas, minerais, proteínas e gorduras. Entretanto vale ressaltar que ela não deve ser usada como substituto de refeição, pois não tem quantidade suficiente de proteína, carboidratos e lipídeos que supram a necessidade nutricional de uma refeição.

    Muitas pessoas relatam ter perdido peso usando ração humana, mas como substituto de refeição. O certo para promover a perda de peso é utiliza-la como componente da refeição (por exemplo, comer com a fruta do café da manhã) e fazer uma reeducação alimentar completa, além de introduzir atividade física aos hábitos diários.

    Dicas para encontrar, manter e melhorar a qualidade de vida

    Atletismo · 09 fev, 2010

    A expressão ‘qualidade de vida’ foi empregada a primeira vez pelo presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson em 1964, ao declarar que "os objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas". O interesse em conceitos como "padrão de vida" e "qualidade de vida" foi inicialmente partilhado por cientistas sociais, filósofos e políticos.

    O crescente desenvolvimento tecnológico da Medicina e ciências afins trouxe como conseqüência negativa a progressiva desumanização. Assim, a preocupação com o conceito de "qualidade de vida" refere-se a um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no sentido de valorizar parâmetros mais amplos que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida.

    Atualmente a qualidade de vida tem sido um termo muito utilizado. Isso porque, tem se tornado cada vez mais raro encontrar pessoas que conseguem alcançar este feito morando em metrópoles, tendo trabalhos estressantes, perdendo horas nos trânsito, tendo pouco tempo para o lazer e muito menos para se alimentar de forma correta.

    Então como fazer para envelhecer com saúde dentro da loucura que é o mundo atual? Como alcançar a qualidade de vida, mesmo trabalhando, estudando, pegando condução, horas de trânsito? Para isso existem algumas dicas, relacionadas à alimentação e atividades físicas, que se forem seguidas podem ajudar muito no processo do envelhecimento saudável. Aqui estão:

    1) Praticar atividade física: a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a atividade física fator primordial para a melhora do bem estar físico, emocional e social. A atividade física auxilia no alívio do estresse, leva a liberação de beta-endorfina (conhecido como hormônio do bom humor, por causar uma sensação de prazer e relaxamento) e auxilia na perda de peso.

    2) Perder os quilos em excesso: o excesso de peso afeta a disposição e, principalmente a auto-estima. Além disso, normalmente pessoas acima do peso não praticam atividade física e não se alimentam corretamente, sendo assim não ganham os benefícios que estes dois itens podem trazer.

    3) Ingerir no mínimo dois litros de líquidos ao dia: o corpo humano é composto por muita água, ou seja, qualquer sinal de desidratação pode causar sintomas desagradáveis. Além disso, a hidratação ajuda os rins a funcionarem de forma correta e a limpar o organismo de muitas impurezas.

    4) Priorizar refeições compostas de alimentos coloridos: está é uma máxima conhecida de muitas pessoas e muito verdadeira. As vitaminas e minerais estão distribuídos em todos os alimentos que temos ao nosso alcance, e as cores muitas vezes diferenciam os nutrientes que encontramos nesse alimento. Então, quanto mais cores, maior a variedade de vitaminas e minerais no prato.

    5) Comer devagar: a alimentação deveria ser realizada como um culto, mas ela se tornou tão banalizada (comer apenas pra matar a fome e continuar a trabalhar) que as pessoas simplesmente engolem a comida e não sentem os sabores, os cheiros e o prazer que ela oferece. Além de perder este momento mágico, quando a alimentação é realizada com muita pressa, existe uma grande chance de comer além do necessário, o que muitas vezes resulta no aumento de peso.

    6) Tomar café da manhã: este é um hábito que não deveria nunca ser esquecido e auxilia muito em uma qualidade de vida saudável. É esta refeição que nos prepara para o dia, nos dá energia pra começar o processo que daremos continuidade ao decorrer das horas. Além disso, é comprovado cientificamente que pessoas que se alimentam pela manhã tem melhor rendimento escolar e/ou profissional.

    7) Consumir frutas, legumes e verduras diariamente: afinal, são eles que oferecem a maior quantidade de vitaminas e minerais que fazem a sintonia fina do nosso organismo, aumentam a imunidade e auxiliam na disposição para tarefas básicas do dia-a-dia.

    Acredito que mesmo nos dias de hoje, onde o tempo foge das nossas mãos e do nosso controle, vale a pena tentar fazer alguma coisa que melhore a qualidade de vida todo dia visando um futuro cheio de saúde, com energia de sobra e poucas visitas ao hospital.


    Dicas para encontrar, manter e melhorar a qualidade de vida

    Atletismo · 09 fev, 2010

    A expressão ‘qualidade de vida’ foi empregada a primeira vez pelo presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson em 1964, ao declarar que "os objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas". O interesse em conceitos como "padrão de vida" e "qualidade de vida" foi inicialmente partilhado por cientistas sociais, filósofos e políticos.

    O crescente desenvolvimento tecnológico da Medicina e ciências afins trouxe como conseqüência negativa a progressiva desumanização. Assim, a preocupação com o conceito de "qualidade de vida" refere-se a um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no sentido de valorizar parâmetros mais amplos que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida.

    Atualmente a qualidade de vida tem sido um termo muito utilizado. Isso porque, tem se tornado cada vez mais raro encontrar pessoas que conseguem alcançar este feito morando em metrópoles, tendo trabalhos estressantes, perdendo horas nos trânsito, tendo pouco tempo para o lazer e muito menos para se alimentar de forma correta.

    Então como fazer para envelhecer com saúde dentro da loucura que é o mundo atual? Como alcançar a qualidade de vida, mesmo trabalhando, estudando, pegando condução, horas de trânsito? Para isso existem algumas dicas, relacionadas à alimentação e atividades físicas, que se forem seguidas podem ajudar muito no processo do envelhecimento saudável. Aqui estão:

    1) Praticar atividade física: a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a atividade física fator primordial para a melhora do bem estar físico, emocional e social. A atividade física auxilia no alívio do estresse, leva a liberação de beta-endorfina (conhecido como hormônio do bom humor, por causar uma sensação de prazer e relaxamento) e auxilia na perda de peso.

    2) Perder os quilos em excesso: o excesso de peso afeta a disposição e, principalmente a auto-estima. Além disso, normalmente pessoas acima do peso não praticam atividade física e não se alimentam corretamente, sendo assim não ganham os benefícios que estes dois itens podem trazer.

    3) Ingerir no mínimo dois litros de líquidos ao dia: o corpo humano é composto por muita água, ou seja, qualquer sinal de desidratação pode causar sintomas desagradáveis. Além disso, a hidratação ajuda os rins a funcionarem de forma correta e a limpar o organismo de muitas impurezas.

    4) Priorizar refeições compostas de alimentos coloridos: está é uma máxima conhecida de muitas pessoas e muito verdadeira. As vitaminas e minerais estão distribuídos em todos os alimentos que temos ao nosso alcance, e as cores muitas vezes diferenciam os nutrientes que encontramos nesse alimento. Então, quanto mais cores, maior a variedade de vitaminas e minerais no prato.

    5) Comer devagar: a alimentação deveria ser realizada como um culto, mas ela se tornou tão banalizada (comer apenas pra matar a fome e continuar a trabalhar) que as pessoas simplesmente engolem a comida e não sentem os sabores, os cheiros e o prazer que ela oferece. Além de perder este momento mágico, quando a alimentação é realizada com muita pressa, existe uma grande chance de comer além do necessário, o que muitas vezes resulta no aumento de peso.

    6) Tomar café da manhã: este é um hábito que não deveria nunca ser esquecido e auxilia muito em uma qualidade de vida saudável. É esta refeição que nos prepara para o dia, nos dá energia pra começar o processo que daremos continuidade ao decorrer das horas. Além disso, é comprovado cientificamente que pessoas que se alimentam pela manhã tem melhor rendimento escolar e/ou profissional.

    7) Consumir frutas, legumes e verduras diariamente: afinal, são eles que oferecem a maior quantidade de vitaminas e minerais que fazem a sintonia fina do nosso organismo, aumentam a imunidade e auxiliam na disposição para tarefas básicas do dia-a-dia.

    Acredito que mesmo nos dias de hoje, onde o tempo foge das nossas mãos e do nosso controle, vale a pena tentar fazer alguma coisa que melhore a qualidade de vida todo dia visando um futuro cheio de saúde, com energia de sobra e poucas visitas ao hospital.

    Veja quais são as principais dúvidas sobre a retenção de líquidos

    Caminhada · 26 nov, 2009

    A retenção de líquidos é um mal que atinge principalmente as mulheres. Por isso reuni nesse artigo as perguntas mais frequentes sobre o assunto:

    - A retenção de líquidos pode se refletir na balança?
    Sim, em apenas um dia é possível ganhar de um a dois quilos apenas de líquidos retidos pelo organismo.

    - O que leva a retenção de líquidos?
    Muitos fatores podem levar a retenção de líquidos. Em mulheres, ela acontece principalmente no período pré-menstrual, devido alterações hormonais significativas. Este motivo é o menos preocupante, pois passando este período, o inchaço passa. Porém, se este não for o motivo, é necessário fazer uma investigação, pois existem outras possíveis causas que podem estar ligadas a problemas renais, cardíacos e vasculares.

    - Quais os lugares do corpo que ficam mais inchados devido à retenção de líquidos?
    Os lugares com mais evidência são as mãos, os pés e as pernas. Nas mulheres, mama e barriga também são pontos propensos aos inchaços.

    - A Atividade física auxilia na melhora deste quadro?
    Sim, pois a atividade física leva a uma melhora da circulação do sangue no organismo, auxiliando na drenagem dos líquidos retidos. A caminhada e a corrida auxiliam muito na melhora do inchaço das pernas, pois melhoram o retorno venoso do sangue acumulado nos pés e nas pernas, ou seja, auxiliam o sangue a subir para o tronco (por ser contra a gravidade, pessoas que tiverem problemas vasculares, tem mais dificuldade para fazer este retorno).

    - Porque a retenção de líquidos piora no calor?
    Ela piora por dois motivos: na região das pernas, acontece porque ocorre uma vasodilatação das veias, ou seja, o corpo precisa favorecer a transpiração e fazer uma troca de calor com o meio-ambiente. Além disso, a vasodilatação ocorre para que a pressão não fique muito alta. Com isso, as pernas acabam inchando. No calor, ocorre alteração na pressão arterial, que geralmente fica mais baixa. Com isso, consumimos mais sal, que contribui consideravelmente para o organismo reter líquido.

    - A alimentação influencia nesta retenção? Que alimentos evitar?
    Sim, alimentos com muito sal levam o corpo a reter mais líquidos. Por isso, é preciso evitar comidas muito salgadas como: embutidos (lingüiça, salsicha), enlatados em água e óleo ou água e sal, salgadinhos em geral, conservas, molhos industrializados (maionese, shoyo, molho de salada), frios em geral (salame, presunto), queijos amarelos. Também é importante prestar atenção na quantidade de sal colocada nos alimentos durante a refeição, por isso, uma boa dica é evitar colocar o saleiro na mesa.

    - A drenagem linfática funciona para melhorar o inchaço?
    R: Sim, a drenagem linfática é uma massagem leve e lenta que vai estimular o sistema linfático. Sendo assim, a drenagem linfática pode ser usada como uma grande aliada na melhora deste quadro, principalmente nos períodos pré- menstruais.

    - Beber água melhora o inchaço?
    Sim, beber mais de 2 litros de água por dia auxilia no bom funcionamento dos rins e na melhora da circulação, levando a redução do inchaço.


    Veja quais são as principais dúvidas sobre a retenção de líquidos

    Caminhada · 26 nov, 2009

    A retenção de líquidos é um mal que atinge principalmente as mulheres. Por isso reuni nesse artigo as perguntas mais frequentes sobre o assunto:

    - A retenção de líquidos pode se refletir na balança?
    Sim, em apenas um dia é possível ganhar de um a dois quilos apenas de líquidos retidos pelo organismo.

    - O que leva a retenção de líquidos?
    Muitos fatores podem levar a retenção de líquidos. Em mulheres, ela acontece principalmente no período pré-menstrual, devido alterações hormonais significativas. Este motivo é o menos preocupante, pois passando este período, o inchaço passa. Porém, se este não for o motivo, é necessário fazer uma investigação, pois existem outras possíveis causas que podem estar ligadas a problemas renais, cardíacos e vasculares.

    - Quais os lugares do corpo que ficam mais inchados devido à retenção de líquidos?
    Os lugares com mais evidência são as mãos, os pés e as pernas. Nas mulheres, mama e barriga também são pontos propensos aos inchaços.

    - A Atividade física auxilia na melhora deste quadro?
    Sim, pois a atividade física leva a uma melhora da circulação do sangue no organismo, auxiliando na drenagem dos líquidos retidos. A caminhada e a corrida auxiliam muito na melhora do inchaço das pernas, pois melhoram o retorno venoso do sangue acumulado nos pés e nas pernas, ou seja, auxiliam o sangue a subir para o tronco (por ser contra a gravidade, pessoas que tiverem problemas vasculares, tem mais dificuldade para fazer este retorno).

    - Porque a retenção de líquidos piora no calor?
    Ela piora por dois motivos: na região das pernas, acontece porque ocorre uma vasodilatação das veias, ou seja, o corpo precisa favorecer a transpiração e fazer uma troca de calor com o meio-ambiente. Além disso, a vasodilatação ocorre para que a pressão não fique muito alta. Com isso, as pernas acabam inchando. No calor, ocorre alteração na pressão arterial, que geralmente fica mais baixa. Com isso, consumimos mais sal, que contribui consideravelmente para o organismo reter líquido.

    - A alimentação influencia nesta retenção? Que alimentos evitar?
    Sim, alimentos com muito sal levam o corpo a reter mais líquidos. Por isso, é preciso evitar comidas muito salgadas como: embutidos (lingüiça, salsicha), enlatados em água e óleo ou água e sal, salgadinhos em geral, conservas, molhos industrializados (maionese, shoyo, molho de salada), frios em geral (salame, presunto), queijos amarelos. Também é importante prestar atenção na quantidade de sal colocada nos alimentos durante a refeição, por isso, uma boa dica é evitar colocar o saleiro na mesa.

    - A drenagem linfática funciona para melhorar o inchaço?
    R: Sim, a drenagem linfática é uma massagem leve e lenta que vai estimular o sistema linfático. Sendo assim, a drenagem linfática pode ser usada como uma grande aliada na melhora deste quadro, principalmente nos períodos pré- menstruais.

    - Beber água melhora o inchaço?
    Sim, beber mais de 2 litros de água por dia auxilia no bom funcionamento dos rins e na melhora da circulação, levando a redução do inchaço.

    Exercício intenso pode resultar na Tríade da Mulher Atleta

    Atletismo · 15 abr, 2009

    Muitas vezes as mulheres que praticam atividade física acabam exagerando na dose para alcançar mais rapidamente os objetivos traçados, tais como emagrecimento e aumento de resistência. De um modo geral, os três problemas de saúde mais comum com que a atleta se depara são: amenorréia, distúrbios alimentares e perda mineral óssea.

    Quando estes distúrbios ocorrem de forma simultânea ganham a denominação de “Tríade da Mulher Atleta”. Algumas evidências atuais sugerem que estes problemas estão inter-relacionados e um pode potencialmente levar ao outro. Por exemplo, um distúrbio alimentar pode levar à ingestão inadequada de nutrientes, cálcio e gordura, o que pode levar a amenorréia. A amenorréia prolongada pode acarretar baixos níveis de hormônio sexual feminino (estrogênio), que associada à baixa ingestão de cálcio pode resultar em perda de conteúdo mineral.

    O treinamento físico pode exercer uma influência sobre a duração do ciclo menstrual da atleta. Existem muitos relatos na literatura de mulheres atletas que apresentaram amenorréia “atlética”. A amenorréia se refere à cessação da menstruação e geralmente é definido como menos de quatro menstruações por ano. Ela é mais comum em corredoras de distância e bailarinas, do que em jogadoras e ciclistas.

    O que provoca a amenorréia? Alguns estudos dizem que ela ocorre devido à baixa quantidade de gordura corporal (pois os hormônios sexuais precisam de gordura para ser produzido). Outros estudos relatam que a incidência é maior conforme aumenta o estresse de treinamento. Além disso, os exercícios intensos alteram a concentração sérica dos hormônios e levam a um estresse psicológico significativo, o que pode levar a interrupção do ciclo menstrual.

    Outro problema da tríade da mulher atleta é o distúrbio alimentar que pode aparecer na forma de anorexia (privação alimentar que pode estar associada à purgação) ou bulimia (compulsão alimentar seguida de purgação). Isso ocorre tanto por um motivo social (pois as pessoas com elevada gordura corporal são menos aceitas na sociedade), como por exigência da própria atividade praticada (ex: balé).

    O terceiro item da tríade é a perda mineral óssea, que pode aparecer como osteopenia ou osteoporose. Em geral são duas as principais causas da perda óssea: deficiência de estrogênio (hormônio sexual feminino) decorrente da amenorréia e ingestão inadequada de cálcio em razão de restrições alimentares.

    Vale lembrar que a tríade ocorre em mulheres que exageram na atividade física, passando dos limites fisiológicos do corpo, e que na maioria das vezes tem o esporte como profissão. Mas é sempre bom ficar atenta!


    Exercício intenso pode resultar na Tríade da Mulher Atleta

    Atletismo · 15 abr, 2009

    Muitas vezes as mulheres que praticam atividade física acabam exagerando na dose para alcançar mais rapidamente os objetivos traçados, tais como emagrecimento e aumento de resistência. De um modo geral, os três problemas de saúde mais comum com que a atleta se depara são: amenorréia, distúrbios alimentares e perda mineral óssea.

    Quando estes distúrbios ocorrem de forma simultânea ganham a denominação de “Tríade da Mulher Atleta”. Algumas evidências atuais sugerem que estes problemas estão inter-relacionados e um pode potencialmente levar ao outro. Por exemplo, um distúrbio alimentar pode levar à ingestão inadequada de nutrientes, cálcio e gordura, o que pode levar a amenorréia. A amenorréia prolongada pode acarretar baixos níveis de hormônio sexual feminino (estrogênio), que associada à baixa ingestão de cálcio pode resultar em perda de conteúdo mineral.

    O treinamento físico pode exercer uma influência sobre a duração do ciclo menstrual da atleta. Existem muitos relatos na literatura de mulheres atletas que apresentaram amenorréia “atlética”. A amenorréia se refere à cessação da menstruação e geralmente é definido como menos de quatro menstruações por ano. Ela é mais comum em corredoras de distância e bailarinas, do que em jogadoras e ciclistas.

    O que provoca a amenorréia? Alguns estudos dizem que ela ocorre devido à baixa quantidade de gordura corporal (pois os hormônios sexuais precisam de gordura para ser produzido). Outros estudos relatam que a incidência é maior conforme aumenta o estresse de treinamento. Além disso, os exercícios intensos alteram a concentração sérica dos hormônios e levam a um estresse psicológico significativo, o que pode levar a interrupção do ciclo menstrual.

    Outro problema da tríade da mulher atleta é o distúrbio alimentar que pode aparecer na forma de anorexia (privação alimentar que pode estar associada à purgação) ou bulimia (compulsão alimentar seguida de purgação). Isso ocorre tanto por um motivo social (pois as pessoas com elevada gordura corporal são menos aceitas na sociedade), como por exigência da própria atividade praticada (ex: balé).

    O terceiro item da tríade é a perda mineral óssea, que pode aparecer como osteopenia ou osteoporose. Em geral são duas as principais causas da perda óssea: deficiência de estrogênio (hormônio sexual feminino) decorrente da amenorréia e ingestão inadequada de cálcio em razão de restrições alimentares.

    Vale lembrar que a tríade ocorre em mulheres que exageram na atividade física, passando dos limites fisiológicos do corpo, e que na maioria das vezes tem o esporte como profissão. Mas é sempre bom ficar atenta!