luciana dias

Musculação é benéfica para corrida?

Corridas de Rua · 13 jul, 2008

Nome: Fernanda Nogueira
Idade: 33 anos
Dúvida: Musculação, até onde existe benefício na corrida?

Resposta: Oi Fernanda. A musculação – leia aí exercícios com sobrecarga, que pode inclusive ser o seu próprio peso – é uma aliada importante para qualquer atividade física. Ela fortalece a sua musculatura, ajuda a prevenir lesões, a evitar a osteoporose, auxilia no emagrecimento, entre outras qualidades. Existem diversas maneiras de treinar. É claro que se o seu objetivo é melhorar sua corrida, o seu treino não será o mesmo que o de um fisiculturista. Neste caso, o melhor a fazer é procurar alguém da área, expor seus objetivos e traçar um treinamento. Com toda a certeza você vai sentir melhoras no seu desempenho.

Resposta concedida pela treinadora Luciana Dias. Bacharel em esporte pela USP, pós-graduada em fisiologia e metodologia da atividade física personalizada pela EPM e diretora técnica da Ludias Assessoria Esportiva.

Como respirar durante a corrida?

Corridas de Rua · 12 jul, 2008


Nome: Heloisa Lopes
Idade: 37 anos
Dúvida: Gostaria de saber o quer e melhor para o desempenho na corrida: respirar pela boca ou pelo nariz?

Resposta: Oi Heloisa. Na verdade, quanto maior a intensidade do seu exercício, maior a quantidade de O2 que você precisa inspirar, ou seja, você acaba “colocando ar para dentro” de todas as maneiras possíveis (pelo nariz e pela boca).

Conforme seu nível de condicionamento vai melhorando, você vai conseguindo respirar mais tranqüilamente em velocidades que antes precisava “ofegar”. Uma dica que costumo passar aos meus alunos que estão iniciando a prática da corrida e me perguntam quanto à respiração é a seguinte: inspira duas vezes pelo nariz e solta o ar três vezes pela boca, de acordo com o ritmo da sua passada. Com o passar do tempo e a melhora do condicionamento, a preocupação com a respiração vai ficando em segundo plano. Espero que tenha ajudado.

Resposta concedida pela treinadora Luciana Dias. Bacharel em esporte pela USP, pós-graduada em fisiologia e metodologia da atividade física personalizada pela EPM e diretora técnica da Ludias Assessoria Esportiva.

Como aumentar o VO2?

Corridas de Rua · 11 jul, 2008

Nome: Viviane Formento
Idade: 23 anos
Dúvida: Eu sei o que é VO2, mas como eu posso aumentar meu VO2? Verifiquei em algumas tabelas e ele está muito baixo, está fraco (31,8). Gostaria de ter uma ajuda

Resposta: Oi Viviane. Existem algumas maneiras de verificarmos nosso VO2 – direta ou indiretamente. Se você está realmente interessada em saber qual o seu VO2, o exame de ergoespirometria é aquele que o indica com a maior precisão. Uma pessoa com pouco condicionamento físico, por exemplo, consegue melhorar seu VO2 em cerca de 30%. Já uma pessoa mais condicionada, não consegue melhorá-lo tanto assim. Ou seja, quanto maior seu nível de condicionamento, menos você pode aumentar o VO2.

Para atingir o seu objetivo – aumentar o VO2 – você deve começar a treinar mais especificamente exercícios do tipo aeróbico (bike, natação, corrida) e de preferência, com a modalidade que você quer melhorar. Por exemplo, você pode aumentar seu VO2 pedalando, mas se o seu objetivo é melhorar sua corrida, seria interessante que treinasse corrida. Claro que a bike não faria mal, mas se treinar só bike para melhorar sua corrida, seu resultado ficará abaixo do esperado.

Resposta concedida pela treinadora Luciana Dias. Bacharel em esporte pela USP, pós-graduada em fisiologia e metodologia da atividade física personalizada pela EPM e diretora técnica da Ludias Assessoria Esportiva.

Como fazer para ter mais pernas na corrida?

Corridas de Rua · 19 jun, 2008

Nome: Antonio Luiz Clemente
Idade: 48 anos
Dúvida: Comecei a correr há dois anos e sempre que passo de 40mim a 1 hora de treino começo a sentir dores nas pernas. Tenho fôlego para continuar, mas não tenho pernas. Obs: faço musculação duas vezes por semana. O que devo fazer?

Resposta: Antes de qualquer coisa, seria interessante falar com um ortopedista para saber se o que você tem não é algum tipo de lesão crônica. Outra coisa, qual é o tipo de dor que você sente? Talvez seja por um movimento errado, talvez você possa melhorar sua pisada, passada de forma a fazer com que ela fique mais eficiente. Talvez o tênis que você esteja usando não seja o adequado à sua pisada. Talvez seja falta de alongamento específico. Neste caso, acredito que o ideal seria você procurar, claro que depois de descartada a hipótese de lesão, algum profissional da área e mostrar a ele a maneira que você está correndo. Deste modo, ele poderá ajudá-lo a consertar possíveis erros.

Resposta concedida pela treinadora Luciana Dias. Bacharel em esporte pela USP, pós-graduada em fisiologia e metodologia da atividade física personalizada pela EPM e diretora técnica da Ludias Assessoria Esportiva.

Cólica e atividade física: uma possível combinação

Muitas de nós, mulheres, sofremos com cólicas menstruais (dismenorréia) “todo santo mês”. Além da indisposição, mal-estar e desconforto que isso nos proporciona, algumas mulheres sofrem com sintomas ainda mais exacerbados, como enxaqueca, diarréia, dor nas costas, náuseas, até mesmo vômito – normalmente neste dia a pessoa fica “imprestável” – não consegue nem mesmo ir trabalhar. E notem, isso NÃO é frescura!

Claro que quando a situação se encontra neste ponto, algumas hipóteses não devem ser descartadas, como mioma, endometriose, infecção pélvica, anormalidades do útero ou da vagina, DIU mal posicionado, entre outras. Neste caso, o acompanhamento de um ginecologista se faz necessário.

Mas, num contexto geral, quando o desconforto é “suportável”, podemos fazer uso de alguns artifícios naturais para amenizá-lo, tais como:

  • Alimentação - dar preferência aos alimentos com baixa gordura, evitar laticínios e ingerir bastante grãos, verduras, legumes e peixes.

  • Hidratação - ingerir muito líquido, de preferência água, para ajudar na eliminação de toxinas. Quanto mais água a gente toma (claro que não em exagero), menos líquido a gente retém no organismo.

  • Drenagem linfática - a drenagem é um artifício interessante na eliminação das toxinas, além de ajudar na liberação dos líquidos retidos pelo organismo.

  • Atividade física - quando iniciamos o treino, muitas vezes estamos indispostas devido à cólica, mas se insistimos, percebemos que passados alguns minutos, a dor vai melhorando gradativamente. Uma explicação plausível para isso é que a cólica se dá por falta de circulação na região do útero. Ao exercitarmos, o sangue é bombeado principalmente para a musculatura que está sendo solicitada, o que faz com que o sangue circule também na região do abdome, contribuindo para a melhora da dor.

    Outro fator interessante é a liberação de adrenalina, como no caso da corrida, o que faz com que a pessoa se sinta melhor e provavelmente a “dor” da cólica passa a não incomodar tanto.

    Ou seja, para melhorar sua qualidade de vida, invista em hábitos mais saudáveis!


  • Cólica e atividade física: uma possível combinação

    Atletismo · 06 jun, 2008

    Muitas de nós, mulheres, sofremos com cólicas menstruais (dismenorréia) “todo santo mês”. Além da indisposição, mal-estar e desconforto que isso nos proporciona, algumas mulheres sofrem com sintomas ainda mais exacerbados, como enxaqueca, diarréia, dor nas costas, náuseas, até mesmo vômito – normalmente neste dia a pessoa fica “imprestável” – não consegue nem mesmo ir trabalhar. E notem, isso NÃO é frescura!

    Claro que quando a situação se encontra neste ponto, algumas hipóteses não devem ser descartadas, como mioma, endometriose, infecção pélvica, anormalidades do útero ou da vagina, DIU mal posicionado, entre outras. Neste caso, o acompanhamento de um ginecologista se faz necessário.

    Mas, num contexto geral, quando o desconforto é “suportável”, podemos fazer uso de alguns artifícios naturais para amenizá-lo, tais como:

  • Alimentação - dar preferência aos alimentos com baixa gordura, evitar laticínios e ingerir bastante grãos, verduras, legumes e peixes.

  • Hidratação - ingerir muito líquido, de preferência água, para ajudar na eliminação de toxinas. Quanto mais água a gente toma (claro que não em exagero), menos líquido a gente retém no organismo.

  • Drenagem linfática - a drenagem é um artifício interessante na eliminação das toxinas, além de ajudar na liberação dos líquidos retidos pelo organismo.

  • Atividade física - quando iniciamos o treino, muitas vezes estamos indispostas devido à cólica, mas se insistimos, percebemos que passados alguns minutos, a dor vai melhorando gradativamente. Uma explicação plausível para isso é que a cólica se dá por falta de circulação na região do útero. Ao exercitarmos, o sangue é bombeado principalmente para a musculatura que está sendo solicitada, o que faz com que o sangue circule também na região do abdome, contribuindo para a melhora da dor.

    Outro fator interessante é a liberação de adrenalina, como no caso da corrida, o que faz com que a pessoa se sinta melhor e provavelmente a “dor” da cólica passa a não incomodar tanto.

    Ou seja, para melhorar sua qualidade de vida, invista em hábitos mais saudáveis!

  • Vou viajar e perder meus treinos. E agora?

    Nome: Vinicius Placco
    Idade: 25 anos
    Dúvida: Olá. Venho treinando sério para a Maratona de São Paulo desde dezembro do ano passado, alternando treinos de subida, velocidade e longos. Tenho feito uma média de 10km por dia, e até agora fiz três treinos longos (21, 25 e 30km), além da Meia Maratona da Corpore, e mais um treino de 30 km.

    O problema é que tenho uma viagem de trabalho entre dia 24 de abril e 18 de maio, e não sei se vou poder correr regularmente no lugar onde estarei. Levarei meu tênis e farei o possível para não ficar parado, mas não é certeza.

    Minha pergunta é: Supondo que não consiga correr regularmente durante a viagem, como devo proceder em meus treinos até dia 24/04 e depois entre 18/05 e 01/06, quando ocorrerá a maratona?

    Resposta: Oi Vinicius. O tempo que você vai ficar fora realmente é grande, quase um mês. Mas faça isso, leve seu tênis e tente rodar quando for possível. Cuidado para não colocar volume demais seguido, tipo: ficar cinco dias sem correr e depois correr dois dias seguidos, num total de 60km, só porque sobrou tempo para isso. Parece até que é para repor aqueles treinos que você não conseguiu fazer. Isso não funciona e você tende a se cansar e se machucar muito facilmente.

    Você volta dia 18/05. Se conseguir (e estiver descansado), faça um treino longo (entre 21 e 30km – dependendo de quanto você conseguiu rodar durante a viagem). Se não conseguir fazer isso no domingo – 18/04 – nem no comecinho da semana, no dia 22/04 teremos um feriado, que você pode usar para fazer um longuinho – mas aí já não aconselho a fazer 30km, melhor ficar entre os 21 e 24km. No domingo – 25/04 – você pode rodar entre 12 e 15km, aí diminui tanto o volume quanto a intensidade do seu treinamento até o dia da prova.

    Espero ter ajudado!

    Resposta concedida pela treinadora Luciana Dias. Bacharel em esporte pela USP, pós-graduada em fisiologia e metodologia da atividade física personalizada pela EPM e diretora técnica da Ludias Assessoria Esportiva.


    Vou viajar e perder meus treinos. E agora?

    Maratona · 22 abr, 2008

    Nome: Vinicius Placco
    Idade: 25 anos
    Dúvida: Olá. Venho treinando sério para a Maratona de São Paulo desde dezembro do ano passado, alternando treinos de subida, velocidade e longos. Tenho feito uma média de 10km por dia, e até agora fiz três treinos longos (21, 25 e 30km), além da Meia Maratona da Corpore, e mais um treino de 30 km.

    O problema é que tenho uma viagem de trabalho entre dia 24 de abril e 18 de maio, e não sei se vou poder correr regularmente no lugar onde estarei. Levarei meu tênis e farei o possível para não ficar parado, mas não é certeza.

    Minha pergunta é: Supondo que não consiga correr regularmente durante a viagem, como devo proceder em meus treinos até dia 24/04 e depois entre 18/05 e 01/06, quando ocorrerá a maratona?

    Resposta: Oi Vinicius. O tempo que você vai ficar fora realmente é grande, quase um mês. Mas faça isso, leve seu tênis e tente rodar quando for possível. Cuidado para não colocar volume demais seguido, tipo: ficar cinco dias sem correr e depois correr dois dias seguidos, num total de 60km, só porque sobrou tempo para isso. Parece até que é para repor aqueles treinos que você não conseguiu fazer. Isso não funciona e você tende a se cansar e se machucar muito facilmente.

    Você volta dia 18/05. Se conseguir (e estiver descansado), faça um treino longo (entre 21 e 30km – dependendo de quanto você conseguiu rodar durante a viagem). Se não conseguir fazer isso no domingo – 18/04 – nem no comecinho da semana, no dia 22/04 teremos um feriado, que você pode usar para fazer um longuinho – mas aí já não aconselho a fazer 30km, melhor ficar entre os 21 e 24km. No domingo – 25/04 – você pode rodar entre 12 e 15km, aí diminui tanto o volume quanto a intensidade do seu treinamento até o dia da prova.

    Espero ter ajudado!

    Resposta concedida pela treinadora Luciana Dias. Bacharel em esporte pela USP, pós-graduada em fisiologia e metodologia da atividade física personalizada pela EPM e diretora técnica da Ludias Assessoria Esportiva.

    Como devo aumentar a velocidade no fim da prova?

    Corridas de Rua · 01 abr, 2008

    Nome: Cassiano
    Idade: 34 anos
    Dúvida: Gostaria de saber como faço para aumentar minha velocidade, sem perder o fôlego para o fim da prova?

    Resposta: Oi Cassiano. Para melhorar seu ritmo, você deve mudar um pouco os estímulos que está dando ao seu organismo. Por exemplo, você pode começar a fazer treinos intervalados, com variações de velocidade. Algo do tipo 1h treino sendo:

  • 10min - aquecimento
  • 20min - três minutos ritmo confortável e dois minutos ritmo moderado
  • 10min - ritmo confortável
  • 20min - um minuto confortável e um minuto moderado

    A princípio experimente fazer um treino diferenciado por semana. Lembre-se só para não abusar da velocidade logo de início. Outra coisa que você pode fazer é um treino mais longo por semana - de preferência no final de semana, que é quando temos mais tempo livre.

    Tome cuidado para não aumentar o volume de treino de uma vez. Tanto o aumento da intensidade como do volume devem ser feitos de maneira gradual para evitar lesões. Um grande abraço e bons treinos!

    Resposta concedida pela treinadora Luciana Dias. Bacharel em esporte pela USP, pós-graduada em fisiologia e metodologia da atividade física personalizada pela EPM e diretora técnica da Ludias Assessoria Esportiva.

  • Confira 7 dicas básicas para uma boa corrida

    Dica para ter uma corrida mais prazerosa nunca é demais. Por isso seguem algumas dicas que julgo importantes para sua corrida. Confira:

    1) Corra com roupas leves, a pele precisa “respirar”. É com a troca de calor do suor com a atmosfera que acontece um dos mecanismos da termoregulação (aquela história de correr com plástico na barriga para emagrecer é balela). O que você perde é apenas água, além disso, ainda pode ter um “piripaque” (hipertermia) e desmaiar.

    Curiosidade – você sabia que não deve usar amaciante em roupas com acabamento “dri-fit” (aquelas que jogam o suor para fora)? O amaciante acaba com a propriedade do tecido, ou seja, ele não funciona mais com esta característica.

    2) Não saia sem protetor solar de casa. Para correr, use o trio – protetor/ óculos escuros/ boné (um protetor labial também é interessante). Aquelas manchas que aparecem no rosto por causa do sol/ gravidez – o melasma – pode até diminuir com tratamento, mas toda vez que você tomar sol, ela volta a aparecer. Portanto, o melhor remédio ainda é a prevenção – filtro solar!

    3) Se for correr na rua (o que é realmente muito gostoso), evite lugares com grande aglomeração de carros, devido ao acúmulo de monóxido de carbono. Outra coisa, se o “ipod” for imprescindível, verifique se o volume não está muito alto. O som, principalmente se estiver alto, pode tirar a sua atenção dos carros e você pode não perceber, por exemplo, um “maluco” entrando “a milhão” na contra-mão.

    4) Não se esqueça de levar um dinheirinho para qualquer emergência quando sair para correr. Talvez você precise comprar uma água, pegar um táxi ou ônibus, entre outros.

    5) Por falar em água, não esqueça de se hidratar, principalmente no calor. A desidratação pode causar alguns sintomas como náusea, mal-estar, o que muitas vezes não associamos a ela e continuamos “passando mal”.

    6) Se for correr longas distâncias tenha à mão algum tipo de repositor energético, tipo sache de carboidrato, para não correr o risco de ter uma hipoglicemia durante ou logo após o treino. Mas lembre-se de tomá-lo sempre com água. Evite isotônicos junto com o gel, você pode ter uma diarréia osmótica, que não tem hora nem lugar para acontecer.

    7) Nas provas, principalmente as mais festivas como a São Silvestre, preste muita atenção na largada para não “torcer” seu tornozelo devido a alegorias, faixas com dizeres, garrafinhas d’água, entre outras coisas que a galera vai largando no chão quando a corrida inicia.

    Então é isso. Aproveite sua corrida!


    Confira 7 dicas básicas para uma boa corrida

    Corridas de Rua · 07 fev, 2008

    Dica para ter uma corrida mais prazerosa nunca é demais. Por isso seguem algumas dicas que julgo importantes para sua corrida. Confira:

    1) Corra com roupas leves, a pele precisa “respirar”. É com a troca de calor do suor com a atmosfera que acontece um dos mecanismos da termoregulação (aquela história de correr com plástico na barriga para emagrecer é balela). O que você perde é apenas água, além disso, ainda pode ter um “piripaque” (hipertermia) e desmaiar.

    Curiosidade – você sabia que não deve usar amaciante em roupas com acabamento “dri-fit” (aquelas que jogam o suor para fora)? O amaciante acaba com a propriedade do tecido, ou seja, ele não funciona mais com esta característica.

    2) Não saia sem protetor solar de casa. Para correr, use o trio – protetor/ óculos escuros/ boné (um protetor labial também é interessante). Aquelas manchas que aparecem no rosto por causa do sol/ gravidez – o melasma – pode até diminuir com tratamento, mas toda vez que você tomar sol, ela volta a aparecer. Portanto, o melhor remédio ainda é a prevenção – filtro solar!

    3) Se for correr na rua (o que é realmente muito gostoso), evite lugares com grande aglomeração de carros, devido ao acúmulo de monóxido de carbono. Outra coisa, se o “ipod” for imprescindível, verifique se o volume não está muito alto. O som, principalmente se estiver alto, pode tirar a sua atenção dos carros e você pode não perceber, por exemplo, um “maluco” entrando “a milhão” na contra-mão.

    4) Não se esqueça de levar um dinheirinho para qualquer emergência quando sair para correr. Talvez você precise comprar uma água, pegar um táxi ou ônibus, entre outros.

    5) Por falar em água, não esqueça de se hidratar, principalmente no calor. A desidratação pode causar alguns sintomas como náusea, mal-estar, o que muitas vezes não associamos a ela e continuamos “passando mal”.

    6) Se for correr longas distâncias tenha à mão algum tipo de repositor energético, tipo sache de carboidrato, para não correr o risco de ter uma hipoglicemia durante ou logo após o treino. Mas lembre-se de tomá-lo sempre com água. Evite isotônicos junto com o gel, você pode ter uma diarréia osmótica, que não tem hora nem lugar para acontecer.

    7) Nas provas, principalmente as mais festivas como a São Silvestre, preste muita atenção na largada para não “torcer” seu tornozelo devido a alegorias, faixas com dizeres, garrafinhas d’água, entre outras coisas que a galera vai largando no chão quando a corrida inicia.

    Então é isso. Aproveite sua corrida!

    Por que devo começar a correr e continuar correndo?

    A maioria das pessoas que me procura para iniciar um treinamento de corrida já tem algum objetivo – aprender a correr, melhorar seu tempo, emagrecer, correr a São Silvestre. As metas pessoais são as mais variadas. O que posso complementar é que, além de buscar atingir seu objetivo, com o treinamento, o indivíduo melhora sua qualidade de vida como um todo, pois a atividade física, a corrida é um ótimo exemplo, ajuda na (o):

  • aumento da auto-estima;
  • aumento do condicionamento físico;
  • melhora da disposição;
  • diminuição do mau-humor;
  • prevenção de doenças cardiovasculares;
  • prevenção da osteoporose;
  • diminuição do colesterol ruim;
  • aumento do colesterol bom;
  • diminuição da hipertensão;
  • combate ao estresse;
  • prevenção à trombose (principalmente em mulheres);
  • combate à obesidade, entre outros tantos benefícios.

    Claro que antes de dar início a qualquer tipo de atividade física, é imprescindível que se faça um check-up cardiológico e, se possível (principalmente se a atividade em questão for correr), também um ortopédico, para se evitar qualquer tipo de “surpresas” no meio do caminho.

    Contudo, tenho percebido que, com o objetivo atingido, a motivação diminui e a tendência do indivíduo parar de correr é bastante grande. É, então, que acontece todo aquele processo de “desadaptação” - no começo a pessoa sente falta do exercício, mas como o corpo é naturalmente preguiçoso, esta “falta” vai ficando cada vez menor, até que passa totalmente e o sedentarismo volta à ativa.

    Se a pessoa está acostumada a treinar sozinha, este processo costuma ser mais rápido ainda. O que precisamos ter em mente é que a corrida tem que ser algo prazeroso – a não ser em casos onde a pessoa tem as provas como seu ganha-pão, é claro. Você vai perceber que vai haver épocas em que você vai estar totalmente “pilhado” e o seu desempenho vai corresponder a isso.

  • Por outro lado, vão acontecer fases em que o trabalho vai estar “pegando”, você não vai conseguir treinar direito, pois estará mais cansado, mais de “saco-cheio”. É nessa hora que você tem que aliviar as cobranças pessoais e usar o treino como uma maneira de descarregar seu estresse, sem se preocupar demais que o rendimento está caindo um pouco. Mas não se preocupe. Desde que você não pare de treinar totalmente e não “meta o pé na jaca” por completo, tipo engordando 10 kg, assim que esta fase “negra” passar (e pode ter certeza de que passa), você consegue voltar aos treinos com o mesmo vigor de antes.

    Portanto, antes de dizer que “cansou de correr”, reveja seus objetivos – lembre-se de que correr com uma galera costuma ser bastante divertido. Você pode conhecer a cidade onde mora correndo. Por exemplo, de final de semana, escolha um ponto turístico pelo qual você nunca passou a pé e vá até lá correndo com alguns amigos. Tenho certeza de que será uma experiência diferente. Só tome alguns cuidados básicos, como:

  • leve dinheiro para água e táxi / ônibus, se necessário;
  • nada de correr na rua ouvindo música alta, pois é preciso escutar o barulho do trânsito;
  • dê preferência aos carros, motos e bikes, pois dificilmente acontecerá alguma coisa a eles no caso de acidente;
  • preste atenção aos buracos e desníveis das ruas;
  • prefira correr em ruas mais tranqüilas.

    Usando a corrida como meio de descarregar seu estresse diário, você consegue manter sua forma física, além de preparar seu organismo para suportar melhor as cargas opressivas do seu dia-a-dia. Então, corra e tenha uma vida mais equilibrada! Um grande abraço e até a próxima.


  • Por que devo começar a correr e continuar correndo?

    Corridas de Rua · 23 nov, 2007

    A maioria das pessoas que me procura para iniciar um treinamento de corrida já tem algum objetivo – aprender a correr, melhorar seu tempo, emagrecer, correr a São Silvestre. As metas pessoais são as mais variadas. O que posso complementar é que, além de buscar atingir seu objetivo, com o treinamento, o indivíduo melhora sua qualidade de vida como um todo, pois a atividade física, a corrida é um ótimo exemplo, ajuda na (o):

  • aumento da auto-estima;
  • aumento do condicionamento físico;
  • melhora da disposição;
  • diminuição do mau-humor;
  • prevenção de doenças cardiovasculares;
  • prevenção da osteoporose;
  • diminuição do colesterol ruim;
  • aumento do colesterol bom;
  • diminuição da hipertensão;
  • combate ao estresse;
  • prevenção à trombose (principalmente em mulheres);
  • combate à obesidade, entre outros tantos benefícios.

    Claro que antes de dar início a qualquer tipo de atividade física, é imprescindível que se faça um check-up cardiológico e, se possível (principalmente se a atividade em questão for correr), também um ortopédico, para se evitar qualquer tipo de “surpresas” no meio do caminho.

    Contudo, tenho percebido que, com o objetivo atingido, a motivação diminui e a tendência do indivíduo parar de correr é bastante grande. É, então, que acontece todo aquele processo de “desadaptação” - no começo a pessoa sente falta do exercício, mas como o corpo é naturalmente preguiçoso, esta “falta” vai ficando cada vez menor, até que passa totalmente e o sedentarismo volta à ativa.

    Se a pessoa está acostumada a treinar sozinha, este processo costuma ser mais rápido ainda. O que precisamos ter em mente é que a corrida tem que ser algo prazeroso – a não ser em casos onde a pessoa tem as provas como seu ganha-pão, é claro. Você vai perceber que vai haver épocas em que você vai estar totalmente “pilhado” e o seu desempenho vai corresponder a isso.

  • Por outro lado, vão acontecer fases em que o trabalho vai estar “pegando”, você não vai conseguir treinar direito, pois estará mais cansado, mais de “saco-cheio”. É nessa hora que você tem que aliviar as cobranças pessoais e usar o treino como uma maneira de descarregar seu estresse, sem se preocupar demais que o rendimento está caindo um pouco. Mas não se preocupe. Desde que você não pare de treinar totalmente e não “meta o pé na jaca” por completo, tipo engordando 10 kg, assim que esta fase “negra” passar (e pode ter certeza de que passa), você consegue voltar aos treinos com o mesmo vigor de antes.

    Portanto, antes de dizer que “cansou de correr”, reveja seus objetivos – lembre-se de que correr com uma galera costuma ser bastante divertido. Você pode conhecer a cidade onde mora correndo. Por exemplo, de final de semana, escolha um ponto turístico pelo qual você nunca passou a pé e vá até lá correndo com alguns amigos. Tenho certeza de que será uma experiência diferente. Só tome alguns cuidados básicos, como:

  • leve dinheiro para água e táxi / ônibus, se necessário;
  • nada de correr na rua ouvindo música alta, pois é preciso escutar o barulho do trânsito;
  • dê preferência aos carros, motos e bikes, pois dificilmente acontecerá alguma coisa a eles no caso de acidente;
  • preste atenção aos buracos e desníveis das ruas;
  • prefira correr em ruas mais tranqüilas.

    Usando a corrida como meio de descarregar seu estresse diário, você consegue manter sua forma física, além de preparar seu organismo para suportar melhor as cargas opressivas do seu dia-a-dia. Então, corra e tenha uma vida mais equilibrada! Um grande abraço e até a próxima.

  • Amamentar e treinar. É possível?

    Algumas alunas estão grávidas ou acabaram de ter bebê. E, conversando com elas, percebi as mais diferentes dúvidas em relação à maternidade e às mudanças que um filho traz à nossa vida. Resolvi, então, escrever sobre uma dica bárbara que me foi dada na segunda gestação e que me “quebrou muito galho”.

    Uma das maiores preocupações da mãe que acabou de ter seu baby é ter que deixar o filho (para trabalhar, sair, treinar um pouco ou até mesmo dormir). Mas no meio disso tudo, precisamos amamentar nossos pimpolhos. Você já tentou tirar seu próprio leite e congelar? Fiz isso com meu segundo filho e, acreditem, foi tudo de bom.

    Assim você pode ficar mais tempo fora sem se preocupar em voltar correndo por causa da mamada. Ou então, aquele dia em que você está extremamente cansada, depois de uma noite “não-dormida” por causa da cólica dele, alguém pode cuidar do pequeno, enquanto você descansa sem precisar acordar para dar o peito.

    E congelar o leite é muito simples. Não vou entrar no detalhe de deixar a bombinha (manual ou elétrica) esterilizada, pois isso é óbvio. Pegue um copo de vidro e envolva-o com um saquinho de congelar (sem zip) – sabe quando colocamos o saco de lixo na lixeira? Pois é, igualzinho. Lembre-se de que sua mão deve estar limpa.

    Tire o leite com a bombinha e despeje no copo já envolto com o saquinho de congelar. Preste atenção à quantidade de leite a ser congelada. Talvez seja melhor congelar várias porções de 50 -100ml do que uma de 200ml. Quanto menor o bebê, menos leite ele consome, e depois que descongelar o leite, nada de congelar de novo.

    Aí, é só tirar o excesso de ar do saquinho, dar um nó bem apertado, colocar num vasilhame e congelar. O leite congelado pode durar até seis meses, mas com certeza você vai usá-lo bem antes disso.

    Para descongelar faça assim: coloque o saquinho com o leite congelado num refratário e este refratário em banho-maria (a água quente não entra em contato direto com o saquinho). Quando o leite estiver descongelado (o que acontece bem rápido), corte as pontinhas do saquinho e coloque o leite na mamadeira. Então, coloque a mamadeira em banho-maria até o leite atingir a temperatura ideal, o que também costuma ser bastante rápido.

    Viu como é fácil? O mais interessante é que você pode tirar o leite toda vez que o peito estiver cheio (lembre-se de que quanto mais você estimular a retirada de leite, mais o organismo produz este alimento maravilhoso). Desta maneira, você vai fazendo um “banco de leite” próprio e, numa emergência, você fica mais tranqüila em sair de casa.

    Agora que você viu que é possível sair de casa, que tal parar de adiar sua volta aos treinos? Espero que tenha ajudado de alguma forma.


    Amamentar e treinar. É possível?

    Caminhada · 28 jun, 2007

    Algumas alunas estão grávidas ou acabaram de ter bebê. E, conversando com elas, percebi as mais diferentes dúvidas em relação à maternidade e às mudanças que um filho traz à nossa vida. Resolvi, então, escrever sobre uma dica bárbara que me foi dada na segunda gestação e que me “quebrou muito galho”.

    Uma das maiores preocupações da mãe que acabou de ter seu baby é ter que deixar o filho (para trabalhar, sair, treinar um pouco ou até mesmo dormir). Mas no meio disso tudo, precisamos amamentar nossos pimpolhos. Você já tentou tirar seu próprio leite e congelar? Fiz isso com meu segundo filho e, acreditem, foi tudo de bom.

    Assim você pode ficar mais tempo fora sem se preocupar em voltar correndo por causa da mamada. Ou então, aquele dia em que você está extremamente cansada, depois de uma noite “não-dormida” por causa da cólica dele, alguém pode cuidar do pequeno, enquanto você descansa sem precisar acordar para dar o peito.

    E congelar o leite é muito simples. Não vou entrar no detalhe de deixar a bombinha (manual ou elétrica) esterilizada, pois isso é óbvio. Pegue um copo de vidro e envolva-o com um saquinho de congelar (sem zip) – sabe quando colocamos o saco de lixo na lixeira? Pois é, igualzinho. Lembre-se de que sua mão deve estar limpa.

    Tire o leite com a bombinha e despeje no copo já envolto com o saquinho de congelar. Preste atenção à quantidade de leite a ser congelada. Talvez seja melhor congelar várias porções de 50 -100ml do que uma de 200ml. Quanto menor o bebê, menos leite ele consome, e depois que descongelar o leite, nada de congelar de novo.

    Aí, é só tirar o excesso de ar do saquinho, dar um nó bem apertado, colocar num vasilhame e congelar. O leite congelado pode durar até seis meses, mas com certeza você vai usá-lo bem antes disso.

    Para descongelar faça assim: coloque o saquinho com o leite congelado num refratário e este refratário em banho-maria (a água quente não entra em contato direto com o saquinho). Quando o leite estiver descongelado (o que acontece bem rápido), corte as pontinhas do saquinho e coloque o leite na mamadeira. Então, coloque a mamadeira em banho-maria até o leite atingir a temperatura ideal, o que também costuma ser bastante rápido.

    Viu como é fácil? O mais interessante é que você pode tirar o leite toda vez que o peito estiver cheio (lembre-se de que quanto mais você estimular a retirada de leite, mais o organismo produz este alimento maravilhoso). Desta maneira, você vai fazendo um “banco de leite” próprio e, numa emergência, você fica mais tranqüila em sair de casa.

    Agora que você viu que é possível sair de casa, que tal parar de adiar sua volta aos treinos? Espero que tenha ajudado de alguma forma.