Atletismo · 31 maio, 2007
Muitas mulheres já sofreram ou sofrerão algum dia de cistite, um tipo de inflamação/infecção urinária, cujos sintomas são: desconforto no baixo ventre e que só vai piorando se não tratar logo; vontade de fazer xixi de cinco em cinco minutos e com uma dorzinha no final; algumas vezes a urina sai com sangue (nos casos mais graves). Realmente não é nada agradável.
Quem já teve, sabe do que estou falando. Segundo pesquisas, 50% das mulheres terão cistite durante sua vida. As mulheres em atividade sexual farão, no mínimo, um episódio de cistite a cada dois anos. Já nos homens, a incidência é muito menor. Em média, ocorrem de cinco a oito casos de cistite em cada 10 mil homens.
Entre as mulheres grávidas, sua ocorrência é bastante comum, principalmente quando a gestante bebe pouca água e/ou segura por muito tempo o xixi. Com as praticantes de atividade física, além dos motivos anteriores, ainda existe o agravante de suar e continuar com a roupa úmida, o que provoca um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, que é o primeiro passo para o quadro de infecção urinária.
Entretanto, existem alguns cuidados que podemos tomar para evitar que isso aconteça:
Mas, se por acaso começar a sentir algum dos sintomas mencionados, procure seu médico o mais rápido possível, pois o tratamento normalmente é feito à base de antibióticos, que não devem ser tomados de forma indiscriminada.
Atletismo · 04 maio, 2007
Não é à toa que a corrida é hoje uma atividade física em evidência. Seus benefícios são enormes: prevenção e combate à osteoporose, devido ao impacto; ajuda no controle da glicemia, colesterol, hipertensão, obesidade; melhora da auto-estima, enfim, melhora da qualidade de vida do indivíduo, só para citar alguns.
Mas como toda atividade física, alguns cuidados devem ser tomados, por exemplo, o aumento repentino do volume e/ou intensidade dos treinos deve ser evitado, os vícios posturais, como pisada, postura ou passadas erradas, devem ser corrigidos, pois ao longo do tempo provavelmente vão ocasionar algum tipo de lesão.
Mas o benefício que a maioria das pessoas procura ao começar a correr é o emagrecimento. Por que correr emagrece? Ao correr nós deslocamos a nossa própria massa corporal, então o esforço é grande, a freqüência cardíaca sobe bastante e queimamos calorias. O indivíduo destreinado, quando começa a correr, sente uma melhora rápida tanto no condicionamento quanto no emagrecimento. Depois de atingir certo estágio, as melhoras no condicionamento só serão visíveis mediante um treinamento diferenciado e específico. Um exemplo disso são os atletas de ponta. Eles precisam de muito treino para poder melhorar alguns segundos.
Para obtermos um resultado melhor é interessante que façamos da boa alimentação uma aliada no combate aos quilos extras. Quando o indivíduo treina de 30 a 45 minutos ainda não sente que pode comer de tudo; quando começa a correr mais de 10km pelo menos três vezes por semana, já sente que aqueles deslizes na alimentação não fazem tanta diferença se acontecem de vez em quando. Mas quando passa a fazer treinos mais longos, sente que pode abusar um pouco mais da comida sem dar muita bola para os quilos extras. Aí é que mora o perigo!
Quando a pessoa pára de treinar com tanto volume, dificilmente diminui sua ingestão calórica, o que faz aumentar seu peso. Percebe-se, então, aquele efeito bola de neve fica cada vez mais difícil correr, pois o indivíduo está cada vez mais pesado, a motivação vai diminuindo e a situação vai se agravando. Portanto, é interessante que sempre tenhamos na cabeça o seguinte: atividade física é algo para se fazer para o resto da vida. É claro que em algumas fases estaremos mais empolgados do que em outras, mas se você tiver um objetivo a ser alcançado e pessoas com as quais você tenha afinidade para treinar junto, dificilmente fará parte dos ex-corredores.
Atletismo · 30 jan, 2007
Janeiro. Férias da garotada, praia, sol, piscina, cervejinha gelada. É, não é à toa que normalmente neste mês damos uma parada com os treinos mais fortes como intervalados, tiros, fartleks, entre outros. Nessa época fazemos apenas os treinos de rodagem e normalmente na companhia de alguém e num cenário paradisíaco como, por exemplo, a praia. Mas infelizmente o mês está no fim, a criançada voltou para as aulas e a rotina também.
O importante neste mês é não exagerar nem no volume nem na intensidade (a não ser, é claro, se você já tiver um objetivo próximo definido), já que o corpo precisa descansar para começar outra temporada recuperado. Por outro lado, ficar sem treinar completamente também não é o mais indicado. Mas, se esta última opção foi inevitável, muito cuidado com a volta aos treinos.
Imagine que você vai estar descansado, com peso na consciência (lembra das comidinhas light do Natal e Reveillon, das várias cervejas, lula, marisco e todo o arsenal consumido nas férias?), além de muita vontade de treinar. Pois bem, provavelmente você vai fazer o primeiro treino como se fosse o último da sua vida, dando o maior gás, e é aí que mora o perigo.
Pelo fato de ter ficado parado, houve uma desadaptação do seu organismo e você precisa adaptá-lo novamente. É lógico que não voltará à estaca zero, mas com certeza você não estará tão bem treinado como no seu último treino. E se você ficar insistindo no erro (treinando forte desde o início), poderá se lesionar muito facilmente.
O segredo da volta aos treinos é aumentar gradativamente tanto o volume quanto intensidade. Sempre recomeçar um pouco abaixo de onde estava quando parou. Na verdade, o mais lógico é que você escute e siga as orientações do seu treinador. Juízo e bom retorno!
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