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XTerra Brazil Tour 2012 faz sua primeira parada em Ilhabela

A primeira parada do XTerra Brazil Tour 2012 já tem endereço marcado: a paradisíaca Ilhabela, conhecida por suas praias, cachoeiras e trilhas, lugar ideal para a maior competição outdoor do País. Nos dias 21 e 22 de abril, a ilha recebe mais de 2000 atletas, profissionais e amadores, dispostos a se aventurar pela natureza.

São cinco provas de tirar o fôlego no final de semana: Triathlon Cross Country, Night Run, Kids Mini Corrida, para crianças de um a 12 anos, Swin Challenge, no estilo maratona aquática e o reformulado XTerra Endurance.

A prova mais antiga do XTerra Brazil, o Triathlon Cross Country, é considerada uma das mais duras do circuito e é disputada em terrenos diferentes e variados, como água, terra, areia, lama e o que mais estiver pela frente. São 1,5 quilômetro de natação em mar aberto, 25 quilômetros de mountain bike e mais oito quilômetros de corrida pelas trilhas da região. A prova é classificatória para o Mundial de Triathlon Cross Country da ITU (Internacional Triathlon Union), que acontece em maio, no Alabama, EUA.

Já a tradicional Night Run promete uma verdadeira aventura selva à dentro. Os competidores enfrentam um percurso de nove ou 18 quilômetros de trilhas e terrenos mistos, como areia, terra e pedras, durante a noite. A integração com a natureza e o espírito de equipe não vão faltar na prova mais esperada do XTerra Brazil.

A novidade desse ano fica por conta da competição XTerra Endurance, corrida de longa distância por trilhas que, neste ano, além da disputa dos 50 quilômetros, ganha um novo e desafiador percurso de 80 quilômetros!

A programação do XTerra em Ilhabela começa no dia 21 de abril com a largada do Triathlon às 8h e continua com as atividades até o domingo (22/04). As inscrições já estão abertas.

Acesse o site do XTerra: www.xterrabrasil.com.br


XTerra Brazil Tour 2012 faz sua primeira parada em Ilhabela

Corrida de Montanha · 09 mar, 2012

A primeira parada do XTerra Brazil Tour 2012 já tem endereço marcado: a paradisíaca Ilhabela, conhecida por suas praias, cachoeiras e trilhas, lugar ideal para a maior competição outdoor do País. Nos dias 21 e 22 de abril, a ilha recebe mais de 2000 atletas, profissionais e amadores, dispostos a se aventurar pela natureza.

São cinco provas de tirar o fôlego no final de semana: Triathlon Cross Country, Night Run, Kids Mini Corrida, para crianças de um a 12 anos, Swin Challenge, no estilo maratona aquática e o reformulado XTerra Endurance.

A prova mais antiga do XTerra Brazil, o Triathlon Cross Country, é considerada uma das mais duras do circuito e é disputada em terrenos diferentes e variados, como água, terra, areia, lama e o que mais estiver pela frente. São 1,5 quilômetro de natação em mar aberto, 25 quilômetros de mountain bike e mais oito quilômetros de corrida pelas trilhas da região. A prova é classificatória para o Mundial de Triathlon Cross Country da ITU (Internacional Triathlon Union), que acontece em maio, no Alabama, EUA.

Já a tradicional Night Run promete uma verdadeira aventura selva à dentro. Os competidores enfrentam um percurso de nove ou 18 quilômetros de trilhas e terrenos mistos, como areia, terra e pedras, durante a noite. A integração com a natureza e o espírito de equipe não vão faltar na prova mais esperada do XTerra Brazil.

A novidade desse ano fica por conta da competição XTerra Endurance, corrida de longa distância por trilhas que, neste ano, além da disputa dos 50 quilômetros, ganha um novo e desafiador percurso de 80 quilômetros!

A programação do XTerra em Ilhabela começa no dia 21 de abril com a largada do Triathlon às 8h e continua com as atividades até o domingo (22/04). As inscrições já estão abertas.

Acesse o site do XTerra: www.xterrabrasil.com.br

Emoção e superação marcam chegada dos atletas no Mountain Do Atacama

Direto de San Pedro de Atacama - A primeira edição do Mountain Do Deserto do Atacama, que aconteceu no último domingo (29/01) no Chile, reuniu corredores de diferentes idades, condicionamentos físicos distintos e cada um com um uma história de superação para contar. Tanto nos 23, quanto nos 42 quilômetros, o que importava para a maioria era vencer um desafio pessoal.

Nelson Countinho, ex-fumante, cruzou a linha de chegada da maratona com câimbras e muito emocionado. “Para mim cada quilômetro é uma vitória. Fumei por 35 anos, comecei a correr por incentivo da Maria Luzia e esse ano fiz várias provas”, conta. “Foi difícil, mas achei excelente. Depois vou dar um abraço pessoalmente no Kiko (organizador do evento)”, completa.

Emoção não faltou para Simone Cuiabana, que cruzou a linha de chegada aos prantos por ter conseguido chegar ao fim e foi aplaudida pelos companheiros de equipe. “Valeu a pena, mas por mais que a gente treine sempre será difícil. Do quilômetro 30 ao 34 não tinha o que fazer, nas dunas, não dava para correr, apenas andar e ter paciência”. Representante da equipe Time, ela relata que as paisagens eram tão diferentes que às vezes ela se desconcentrava.

Para a brasiliense Maria Correia, a chegada na pequena cidade de San Pedro de Atacama foi uma das melhores partes da competição. “O desafio foi forte, com muita subida. Quando cheguei à cidade, com as pessoas gritando meu nome consegui forças para um sprint final”. Maria estava na briga por uma posição no pódio, chegou a ocupar o segundo lugar, mas no trecho de dunas não conseguiu manter o mesmo ritmo. “As mulheres me passaram com muita facilidade. Mas de qualquer forma o lugar é muito lindo e era exatamente onde eu gostaria de correr”, completa a maratonista que levou dois dias para chegar ao Atacama, correu e foi embora no dia seguinte.

Pós traumatismo craniano - Aline Canavezi se inscreveu na prova no começo do ano, mas um acidente de motocicleta quase a tira da competição. “Há três meses fiquei em coma por conta de um traumatismo craniano, então completar a prova teve uma emoção especial”, relata a corredora que após se recuperar falava com familiares e amigos sobre a prova. “Eu não lembro, mas as pessoas me contaram que eu só falava nisso e achava que a corrida já tivesse passado”.

Assim que saiu do hospital ela procurou diversos especialistas e certificou-se que estaria liberada clinicamente para correr. “Todos disseram que não haveria problemas, então vim tranquila”. Acostumada a participar das provas do Mountain Do em Florianópolis, ela afirma não ter sentido os efeitos da altitude, mas teve dificuldades ao subir as dunas. “Foram quase cinco quilômetros morro acima. Mas as paisagens compensaram e eu chorava de emoção”.

Dos 5 km aos 23 em um ano - A gaúcha Juliana Tonet não praticava esportes, apenas frequentava a academia e fazia musculação, mas há um ano resolveu mudar de vida. “Via um monte de gente correndo na rua, achava divertido e imaginei que fosse mudar de vida”, relata a corredora que marcou 3h45. Ela fez a inscrição para o evento em abril e passou a treinar forte para conseguir suportar os 23 quilômetros. “No começo era muito difícil, mas depois que abdiquei das festas e drinks melhorou bastante”.

Como forma de preparação, Juliana fez um trabalho intenso de fortalecimento muscular na academia, participou de uma corrida de aventura em São Francisco de Paula (RS), fez treinos em trilhas no interior do estado e ainda foi a Brasília (DF) para se aclimatar com o clima seco. “A prova foi menos difícil do que eu imaginava, então tive a sensação de dever cumprido”, salienta a gaucha que já pensa no próximo desafio. “Vou para a Meia do Rio. Talvez não seja tão desafiador, mas vai ser legal”.

Última colocada - A última pessoa a cruzar a linha de chegada foi Maria Aparecida Nogueira, com o tempo de 7h43min11 e foi muito aplaudida pelo público e pelos staffs da organização. “Senti um pouco de dificuldade para respirar. Até o quilômetro 25 fui bem, mas depois tive que alternar caminhada”, relata a santista que já participou de diversas provas de estrada em 2011. “Mas essa foi bem diferente, muito linda. Todo o percurso foi legal, mas a chegada foi bem emocionante”.


Emoção e superação marcam chegada dos atletas no Mountain Do Atacama

Corrida de Montanha · 01 fev, 2012

Direto de San Pedro de Atacama - A primeira edição do Mountain Do Deserto do Atacama, que aconteceu no último domingo (29/01) no Chile, reuniu corredores de diferentes idades, condicionamentos físicos distintos e cada um com um uma história de superação para contar. Tanto nos 23, quanto nos 42 quilômetros, o que importava para a maioria era vencer um desafio pessoal.

Nelson Countinho, ex-fumante, cruzou a linha de chegada da maratona com câimbras e muito emocionado. “Para mim cada quilômetro é uma vitória. Fumei por 35 anos, comecei a correr por incentivo da Maria Luzia e esse ano fiz várias provas”, conta. “Foi difícil, mas achei excelente. Depois vou dar um abraço pessoalmente no Kiko (organizador do evento)”, completa.

Emoção não faltou para Simone Cuiabana, que cruzou a linha de chegada aos prantos por ter conseguido chegar ao fim e foi aplaudida pelos companheiros de equipe. “Valeu a pena, mas por mais que a gente treine sempre será difícil. Do quilômetro 30 ao 34 não tinha o que fazer, nas dunas, não dava para correr, apenas andar e ter paciência”. Representante da equipe Time, ela relata que as paisagens eram tão diferentes que às vezes ela se desconcentrava.

Para a brasiliense Maria Correia, a chegada na pequena cidade de San Pedro de Atacama foi uma das melhores partes da competição. “O desafio foi forte, com muita subida. Quando cheguei à cidade, com as pessoas gritando meu nome consegui forças para um sprint final”. Maria estava na briga por uma posição no pódio, chegou a ocupar o segundo lugar, mas no trecho de dunas não conseguiu manter o mesmo ritmo. “As mulheres me passaram com muita facilidade. Mas de qualquer forma o lugar é muito lindo e era exatamente onde eu gostaria de correr”, completa a maratonista que levou dois dias para chegar ao Atacama, correu e foi embora no dia seguinte.

Pós traumatismo craniano - Aline Canavezi se inscreveu na prova no começo do ano, mas um acidente de motocicleta quase a tira da competição. “Há três meses fiquei em coma por conta de um traumatismo craniano, então completar a prova teve uma emoção especial”, relata a corredora que após se recuperar falava com familiares e amigos sobre a prova. “Eu não lembro, mas as pessoas me contaram que eu só falava nisso e achava que a corrida já tivesse passado”.

Assim que saiu do hospital ela procurou diversos especialistas e certificou-se que estaria liberada clinicamente para correr. “Todos disseram que não haveria problemas, então vim tranquila”. Acostumada a participar das provas do Mountain Do em Florianópolis, ela afirma não ter sentido os efeitos da altitude, mas teve dificuldades ao subir as dunas. “Foram quase cinco quilômetros morro acima. Mas as paisagens compensaram e eu chorava de emoção”.

Dos 5 km aos 23 em um ano - A gaúcha Juliana Tonet não praticava esportes, apenas frequentava a academia e fazia musculação, mas há um ano resolveu mudar de vida. “Via um monte de gente correndo na rua, achava divertido e imaginei que fosse mudar de vida”, relata a corredora que marcou 3h45. Ela fez a inscrição para o evento em abril e passou a treinar forte para conseguir suportar os 23 quilômetros. “No começo era muito difícil, mas depois que abdiquei das festas e drinks melhorou bastante”.

Como forma de preparação, Juliana fez um trabalho intenso de fortalecimento muscular na academia, participou de uma corrida de aventura em São Francisco de Paula (RS), fez treinos em trilhas no interior do estado e ainda foi a Brasília (DF) para se aclimatar com o clima seco. “A prova foi menos difícil do que eu imaginava, então tive a sensação de dever cumprido”, salienta a gaucha que já pensa no próximo desafio. “Vou para a Meia do Rio. Talvez não seja tão desafiador, mas vai ser legal”.

Última colocada - A última pessoa a cruzar a linha de chegada foi Maria Aparecida Nogueira, com o tempo de 7h43min11 e foi muito aplaudida pelo público e pelos staffs da organização. “Senti um pouco de dificuldade para respirar. Até o quilômetro 25 fui bem, mas depois tive que alternar caminhada”, relata a santista que já participou de diversas provas de estrada em 2011. “Mas essa foi bem diferente, muito linda. Todo o percurso foi legal, mas a chegada foi bem emocionante”.

Corredores elegem as dunas como o pior trecho do Mountain Do Atacama

O Mountain Do Deserto do Atacama, realizado no último domingo (29/01) na cidade chilena de San Pedro de Atacama, aconteceu sob forte calor, a uma altitude de 2.500m e num dos climas mais secos do mundo. Nenhum desses fatores, porém, foi eleito pelos corredores como o mais complicado, mas sim correr ladeira acima em meio às dunas do deserto.

Direto de San Pedro de Atacama (Chile) - Tanto os participantes dos 42 quilômetros, quanto os da prova de 23 elegeram as dunas do Vale da Lua como um dos pontos de maior dificuldade da competição. Muitos não conseguiram correr e foram obrigados a caminhar sobre a areia fofa, um verdadeiro martírio, mas que não tirou o brilho da prova.

Ana Márcia Werneck, da equipe Sprint Assessoria Esportiva, correu com mais três amigas e, além de apoiar as companheiras durante os trechos complicados, também parou para ajudar outros competidores. “Além de termos que caminhar na subida das dunas, ainda ajudamos um rapaz que estava com câimbra. Após a chegada tive a sensação de missão cumprida”, relata. Janaína Porto Alegre ratifica as palavras da amiga e complementa: “o calor não foi um fator de incômodo, já que o clima seco faz com que não transpiremos”.

A outra integrante do quarteto da Sprint, Carla Tirelo, até esqueceu-se da altitude ao enfrentar as dunas. “O cansaço das dunas foi a pior parte, mas valeu muito a pena. A companhia das meninas foi maravilhosa e certamente voltarei ano que vem”.

O paulista de Santo André, Marcos Decimoni, chegou com câimbras, mas encarou bem sua primeira maratona no Mountain Do Atacama. “Foi um desafio muito punk, coisa de louco as subidas na duna. Senti um pouco de câimbras e acredito que no próximo ano com um preparo melhor e alimentação adequada eu consiga ir melhor”.

Meninas da trilha - Ivani Bielak, de Florianópolis, foi quarta colocada nos 42 quilômetros e, apesar de estar acostumada a provas de montanha, sofreu no deserto. “O morro de dunas foi muito complicado e depois deste trecho senti muito cansaço. Foi uma superação total”.

Também acostumada a participar de provas fora de estrada, como os Mountain Do em Florianópolis, Marcella Horstamnn teve que subir as dunas apoiando as mãos nas coxas. “Ao chegar lá em cima parece que já acabou, mas ainda têm mais subidas e descidas. A gente acha que não vai conseguir, mas quando passa agradece a Deus e fica tudo bem”. Representante da equipe Corredores do Terral, ela diz que todos no grupo aprovaram o evento. “Foi uma loucura, mas a prova vela pena. Show de bola”.

Lembranças do deserto - Não foram só as dunas que desafiaram os competidores do Mountain Do. A dupla de corredores gaúcha, Jackes Heck e Luciano Machado, lembrará da competição por um longo período. “O meu joelho doeu muito, mas não desisti e fui até o final”, relata Luciano que viu seu colega sofrer um corte na cabeça durante a passagem pela caverna.

“Vou levar uma lembrança desta corrida: uma cicatriz na cabeça”, lamenta Jackes. “No quilômetro dez raspei a cabeça na caverna e ainda corri cinco quilômetros com a cabeça sangrando. Cheguei até a ambulância, fiz o curativo e continuei a correr”, relata. “Ainda fiz um tempo bom. Somos brasileiros e gaúchos, não desistimos nunca!”


Corredores elegem as dunas como o pior trecho do Mountain Do Atacama

Corrida de Montanha · 31 jan, 2012

O Mountain Do Deserto do Atacama, realizado no último domingo (29/01) na cidade chilena de San Pedro de Atacama, aconteceu sob forte calor, a uma altitude de 2.500m e num dos climas mais secos do mundo. Nenhum desses fatores, porém, foi eleito pelos corredores como o mais complicado, mas sim correr ladeira acima em meio às dunas do deserto.

Direto de San Pedro de Atacama (Chile) - Tanto os participantes dos 42 quilômetros, quanto os da prova de 23 elegeram as dunas do Vale da Lua como um dos pontos de maior dificuldade da competição. Muitos não conseguiram correr e foram obrigados a caminhar sobre a areia fofa, um verdadeiro martírio, mas que não tirou o brilho da prova.

Ana Márcia Werneck, da equipe Sprint Assessoria Esportiva, correu com mais três amigas e, além de apoiar as companheiras durante os trechos complicados, também parou para ajudar outros competidores. “Além de termos que caminhar na subida das dunas, ainda ajudamos um rapaz que estava com câimbra. Após a chegada tive a sensação de missão cumprida”, relata. Janaína Porto Alegre ratifica as palavras da amiga e complementa: “o calor não foi um fator de incômodo, já que o clima seco faz com que não transpiremos”.

A outra integrante do quarteto da Sprint, Carla Tirelo, até esqueceu-se da altitude ao enfrentar as dunas. “O cansaço das dunas foi a pior parte, mas valeu muito a pena. A companhia das meninas foi maravilhosa e certamente voltarei ano que vem”.

O paulista de Santo André, Marcos Decimoni, chegou com câimbras, mas encarou bem sua primeira maratona no Mountain Do Atacama. “Foi um desafio muito punk, coisa de louco as subidas na duna. Senti um pouco de câimbras e acredito que no próximo ano com um preparo melhor e alimentação adequada eu consiga ir melhor”.

Meninas da trilha - Ivani Bielak, de Florianópolis, foi quarta colocada nos 42 quilômetros e, apesar de estar acostumada a provas de montanha, sofreu no deserto. “O morro de dunas foi muito complicado e depois deste trecho senti muito cansaço. Foi uma superação total”.

Também acostumada a participar de provas fora de estrada, como os Mountain Do em Florianópolis, Marcella Horstamnn teve que subir as dunas apoiando as mãos nas coxas. “Ao chegar lá em cima parece que já acabou, mas ainda têm mais subidas e descidas. A gente acha que não vai conseguir, mas quando passa agradece a Deus e fica tudo bem”. Representante da equipe Corredores do Terral, ela diz que todos no grupo aprovaram o evento. “Foi uma loucura, mas a prova vela pena. Show de bola”.

Lembranças do deserto - Não foram só as dunas que desafiaram os competidores do Mountain Do. A dupla de corredores gaúcha, Jackes Heck e Luciano Machado, lembrará da competição por um longo período. “O meu joelho doeu muito, mas não desisti e fui até o final”, relata Luciano que viu seu colega sofrer um corte na cabeça durante a passagem pela caverna.

“Vou levar uma lembrança desta corrida: uma cicatriz na cabeça”, lamenta Jackes. “No quilômetro dez raspei a cabeça na caverna e ainda corri cinco quilômetros com a cabeça sangrando. Cheguei até a ambulância, fiz o curativo e continuei a correr”, relata. “Ainda fiz um tempo bom. Somos brasileiros e gaúchos, não desistimos nunca!”

Disputas acirradas marcam os 23 km do Mountain Do Deserto do Atacama

A disputa de 23 quilômetros do Mountain Do Deserto do Atacama passou por regiões famosas do deserto chileno, como o Vale da Lua e o Vale da Morte no último domingo (29/01). Marcio Scotti venceu nos últimos metros, enquanto Letícia Saltori venceu após liderar de ponta a ponta.

Direto de San Pedro de Atacama (Chile) - Vinte e três quilômetros percorridos em meio ao deserto mais seco do mundo. Esse foi o desafio de centenas de corredores que acordaram cedo e, antes mesmo do nascer do sol, já estavam concentrados e alinhados para a largada na praça central da cidade.

A largada aconteceu às 7h10 e, enquanto a maioria dos corredores imprimia um ritmo moderado, com o objetivo de se acostumar com o clima seco, Letícia Saltori, Márcio Scotti e Marco Aurélio Piazza pareciam não sentir os efeitos da altitude e já corriam acelerados. Após 1,5 quilômetro em asfalto a prova começou para valer, com subidas e descidas leves por uma estrada de terra.

O primeiro grande desafio veio no momento em que o pelotão entrou no Vale da Lua, local onde as formações rochosas misturadas com sal predominam na paisagem. Com dois quilômetros percorridos no interior do vale, Letícia e os outros se viram obrigados a “escalaminhar” um barranco para prosseguir no percurso.

O trio não tomou conhecimento do obstáculo natural e seguiu adiante passando por cânions, trilhas e até cavernas. Na disputa masculina, Marco liderava com Márcio em seu encalço, enquanto no feminino Letícia reinava absoluta sem ver adversárias na retaguarda.

Ao chegar ao trecho de duna, a velocidade teve que ser reduzida, afinal as subidas íngremes em meio à areia fofa prejudicavam o bom desempenho dos corredores. Apesar do sol forte e céu sem nuvens, uma brisa fresca ajudava a refrescar os corpos já fadigados pelo esforço intenso.

Após cruzarem o Vale da Morte, com altos precipícios ao lado, eles chegaram ao vilarejo de San Pedro de Atacama são e salvos. Marco não sustentou a liderança e foi ultrapassado por Márcio, que cruzou em primeiro nos metros finais com o tempo de 1h49min23, contra 1h46min49 do adversário.

“Foi uma luta junto com o Marco e defini a prova na chegada à cidade”, relembra o campeão. “Acho que essa prova tem o visual mais bonito de todas as que já participei. Estava bem, mas as subidas na areia não foram fáceis para ninguém”, completa o gaúcho de Porto Alegre. Já Marco tenta explicar a perda do título nos metros finais. “Eu vim para ganhar, mas não teve jeito. Corri sozinho até os cinco quilômetros, mas no momento em que ele chegou segurei o ritmo para me poupar e tentar definir no final”. O representante de Florianópolis explica, porém, que o ritmo forte após a metade do percurso o desgastou. “Ao sairmos da duna aceleramos e não conseguia nem contemplar a paisagem tamanha a concentração. Nos últimos 500 metros ele saiu num tiro e eu não aguentei acomapnhar, faltou perna”, finaliza.

O terceiro colocado foi Elder Moura, que marcou 2h01min30. Mas, quem chegou antes do atleta de Rio Branco (Acre) foi Leticia, com o tempo de 1h59min08, o que lhe rendeu o primeiro lugar feminino. “No início comecei a sentir dificuldades para respirar e o peito doía bastante. Mas após o quilômetro cinco, na região montanhosa, me senti mais à vontade”, conta a curitibana que não sofreu tanto com o calor. “Tive mais problemas com a altitude do que com o calor. As dunas foram muito complicadas, assim como a passagem na caverna, pois de repente tudo escureceu e não se enxergava nada”, completa. “Mas valeu à pena e já penso em voltar em 2013 com um grupo de amigos”.

Mais mulheres - A segunda colocada foi Mônica Priscilla Hernandez, com o tempo de 2h10min38. “Achei a corrida muito boa, mas difícil. Nem pensava em obter colocação, a ideia era só chegar ao final, mas adorei”, relata a argentina radicada no Rio de Janeiro. “Apesar da dificuldade nas dunas no Vale da Lua, a paisagem compensou”, completa a corredora que também já pensa em voltar no próximo ano.

Em terceiro chegou Erika Virginia Brito, com a marca de 2h18min44. “A grandiosidade do local supera a altitude, o clima seco e o calor. É com muito orgulho que levo esse troféu para casa”, comenta a corredora do Piauí, mas que atualmente mora em São Luiz, no Maranhão. “Gostaria de parabenizar a organização e ano que vem voltarei para buscar o primeiro lugar”, completa a ex-corredora de aventura que hoje mescla as provas de asfalto com as de montanha.

5 quilômetros - Além das distâncias de 42 e 23, o Mountain Do Deserto do Atacama também teve uma rústica de cinco quilômetros. Entre os inscritos estava uma moradora de San Pedro de Atacama, Tania Perez, que aprovou o evento. “Foi uma corrida genial, gostei bastante. Ainda bem que não fez tanto calor”. Segundo ela, não existem muitos eventos esportivos na cidade. “Aqui não há tanto incentivo para a corrida como no Brasil, mas espero que o Mountain do sirva de exemplo e tenhamos mais eventos por aqui”, completa a corredora que trabalha nos Correios. “Vou me preparar para correr os 23 quilômetros ano que vem”, promete.


Disputas acirradas marcam os 23 km do Mountain Do Deserto do Atacama

Corrida de Montanha · 30 jan, 2012

A disputa de 23 quilômetros do Mountain Do Deserto do Atacama passou por regiões famosas do deserto chileno, como o Vale da Lua e o Vale da Morte no último domingo (29/01). Marcio Scotti venceu nos últimos metros, enquanto Letícia Saltori venceu após liderar de ponta a ponta.

Direto de San Pedro de Atacama (Chile) - Vinte e três quilômetros percorridos em meio ao deserto mais seco do mundo. Esse foi o desafio de centenas de corredores que acordaram cedo e, antes mesmo do nascer do sol, já estavam concentrados e alinhados para a largada na praça central da cidade.

A largada aconteceu às 7h10 e, enquanto a maioria dos corredores imprimia um ritmo moderado, com o objetivo de se acostumar com o clima seco, Letícia Saltori, Márcio Scotti e Marco Aurélio Piazza pareciam não sentir os efeitos da altitude e já corriam acelerados. Após 1,5 quilômetro em asfalto a prova começou para valer, com subidas e descidas leves por uma estrada de terra.

O primeiro grande desafio veio no momento em que o pelotão entrou no Vale da Lua, local onde as formações rochosas misturadas com sal predominam na paisagem. Com dois quilômetros percorridos no interior do vale, Letícia e os outros se viram obrigados a “escalaminhar” um barranco para prosseguir no percurso.

O trio não tomou conhecimento do obstáculo natural e seguiu adiante passando por cânions, trilhas e até cavernas. Na disputa masculina, Marco liderava com Márcio em seu encalço, enquanto no feminino Letícia reinava absoluta sem ver adversárias na retaguarda.

Ao chegar ao trecho de duna, a velocidade teve que ser reduzida, afinal as subidas íngremes em meio à areia fofa prejudicavam o bom desempenho dos corredores. Apesar do sol forte e céu sem nuvens, uma brisa fresca ajudava a refrescar os corpos já fadigados pelo esforço intenso.

Após cruzarem o Vale da Morte, com altos precipícios ao lado, eles chegaram ao vilarejo de San Pedro de Atacama são e salvos. Marco não sustentou a liderança e foi ultrapassado por Márcio, que cruzou em primeiro nos metros finais com o tempo de 1h49min23, contra 1h46min49 do adversário.

“Foi uma luta junto com o Marco e defini a prova na chegada à cidade”, relembra o campeão. “Acho que essa prova tem o visual mais bonito de todas as que já participei. Estava bem, mas as subidas na areia não foram fáceis para ninguém”, completa o gaúcho de Porto Alegre. Já Marco tenta explicar a perda do título nos metros finais. “Eu vim para ganhar, mas não teve jeito. Corri sozinho até os cinco quilômetros, mas no momento em que ele chegou segurei o ritmo para me poupar e tentar definir no final”. O representante de Florianópolis explica, porém, que o ritmo forte após a metade do percurso o desgastou. “Ao sairmos da duna aceleramos e não conseguia nem contemplar a paisagem tamanha a concentração. Nos últimos 500 metros ele saiu num tiro e eu não aguentei acomapnhar, faltou perna”, finaliza.

O terceiro colocado foi Elder Moura, que marcou 2h01min30. Mas, quem chegou antes do atleta de Rio Branco (Acre) foi Leticia, com o tempo de 1h59min08, o que lhe rendeu o primeiro lugar feminino. “No início comecei a sentir dificuldades para respirar e o peito doía bastante. Mas após o quilômetro cinco, na região montanhosa, me senti mais à vontade”, conta a curitibana que não sofreu tanto com o calor. “Tive mais problemas com a altitude do que com o calor. As dunas foram muito complicadas, assim como a passagem na caverna, pois de repente tudo escureceu e não se enxergava nada”, completa. “Mas valeu à pena e já penso em voltar em 2013 com um grupo de amigos”.

Mais mulheres - A segunda colocada foi Mônica Priscilla Hernandez, com o tempo de 2h10min38. “Achei a corrida muito boa, mas difícil. Nem pensava em obter colocação, a ideia era só chegar ao final, mas adorei”, relata a argentina radicada no Rio de Janeiro. “Apesar da dificuldade nas dunas no Vale da Lua, a paisagem compensou”, completa a corredora que também já pensa em voltar no próximo ano.

Em terceiro chegou Erika Virginia Brito, com a marca de 2h18min44. “A grandiosidade do local supera a altitude, o clima seco e o calor. É com muito orgulho que levo esse troféu para casa”, comenta a corredora do Piauí, mas que atualmente mora em São Luiz, no Maranhão. “Gostaria de parabenizar a organização e ano que vem voltarei para buscar o primeiro lugar”, completa a ex-corredora de aventura que hoje mescla as provas de asfalto com as de montanha.

5 quilômetros - Além das distâncias de 42 e 23, o Mountain Do Deserto do Atacama também teve uma rústica de cinco quilômetros. Entre os inscritos estava uma moradora de San Pedro de Atacama, Tania Perez, que aprovou o evento. “Foi uma corrida genial, gostei bastante. Ainda bem que não fez tanto calor”. Segundo ela, não existem muitos eventos esportivos na cidade. “Aqui não há tanto incentivo para a corrida como no Brasil, mas espero que o Mountain do sirva de exemplo e tenhamos mais eventos por aqui”, completa a corredora que trabalha nos Correios. “Vou me preparar para correr os 23 quilômetros ano que vem”, promete.

Paulista e gaúcha são os primeiros campeões do Mountain Do Atacama

A primeira edição do Mountain Do Deserto do Atacama reuniu cerca de 500 atletas na pacata cidade de San Pedro de Atacama, no Chile, a uma altitude de 2.400m e num dos locais mais secos do mundo. Com percursos de cinco, 23 e 42 quilômetros, o que se viu em meio ao deserto foram disputas acirradas pelos primeiros lugares, melhor para a gaúcha Andreia Henssler e para o paulista Moisés Torres, que se tornaram os primeiros campeões da disputa.

Direto de San Pedro do Atacama (Chile) - O dia ainda não havia amanhecido e a maioria dos corredores já iniciava o aquecimento na Praça Central da cidade, local onde estava montada a arena da prova. Nem o frio de 10˚C foi motivo para tirar a animação dos presentes.

A largada foi autorizada às 7h10, momento em que os primeiros raios solares começavam a dar as caras no horizonte. Os corredores iniciaram a prova de forma cautelosa, com os primeiros quilômetros no asfalto, mas logo eles entraram no piso de terra. Enquanto os participantes dos 23 quilômetros seguiram para o Vale da Lua, os maratonistas seguiram por mais um trecho de estrada de terra.

A temperatura foi aumentando gradativamente e a fadiga foi tomando conta de alguns corredores, menos de Moisés que se concentrou em vencer cada quilômetro até ultrapassar o líder da prova na metade da competição. Ao chegar ao trecho de dunas ele não conseguiu correr devido à dificuldade do terreno, mas assim que alcançou as trilhas voltou a imprimir um ritmo forte.

Ao chegar a uma encruzilhada ele ficou na dúvida de qual caminho seguir e tomou a direção errada e percorreu mais de quatro quilômetros extras, fora do traçado original. Ao retornar para o percurso da prova ele ganhou uma injeção de ânimo ao descobrir que não havia sido ultrapassado.

Daí em diante ele passou a administrar o ritmo até cruzar a linha de chegada com o tempo de 3h46min36. “Foi muito difícil. Em alguns trechos eu não acreditava que estava na frente e achava que os adversários sempre iam me passar”, relata o paulista radicado no Paraná. “Eu não esperava ganhar. Fui curtindo e quando vi que tinham algumas pessoas na minha frente comecei a correr mais e olhar menos a paisagem”, completa Moisés que fez sua primeira maratona. Acostumado às provas de asfalto, a experiência dele com trilhas se resumia a alguns eventos do Corpo de Bombeiros, realizados no Paraná.

O segundo colocado, João Evangelista Dami, veio logo em seguida e completou a disputa com o tempo de 3h47min08. “O local é muito bonito, apesar de ter sido uma prova muito complicada”, relata o mineiro de 54 anos. “O legal é que conseguimos correr bem soltos”, completa. Já o terceiro, André Nogueira, fechou em 3h47min37. “Foi uma prova incrível, uma superação. Não esperava chegar em terceiro, ainda mais porque treinei apenas um mês antes por conta própria”, comenta o paulista. “A prova está mais do que aprovada e espero correr de novo ano que vem”, completa.

Feminino - Na prova feminina as disputas também foram acirradas, mas a chegada das campeãs foi mais espaçada do que no masculino. Andreia Henssler precisou de 4h19min09 para fechar os 42 quilômetros e chegou emocionada. “Estou maravilhada por ter representado bem o Brasil e o Rio Grande do Sul”, comenta a gaúcha de Igrejinha. “O trecho das dunas foi o mais difícil, porque chegávamos nele após a metade da prova e já com muito desgaste. A organização está de parabéns, todos os pontos de hidratação foram ótimos”, completa.

A segunda colocada foi Rita Apezzato, que fechou com 4h48min47. “Foi uma prova maluca, coisa de louco, mas muito legal. Só no deserto mesmo para ter uma prova como essa”, comenta a vice-campeã ainda ofegante após cruzar a linha de chegada. Um dos pontos positivos da prova segundo Rita foi a solidariedade dos demais corredores. “Nas dunas tive câimbra nas panturrilhas, tive que parar e um rapaz me deu gel e cápsula de sal. Até minha adversária, que estava brigando comigo por posições, dividiu a água dela comigo”, relata a triatleta que já fez Ironman e encarou sua primeira maratona cross country no Atacama.

Dentre todos os participantes, uma pequena porcentagem era de estrangeiros, o que não impediu a uruguaia Florencia Morelli de subir ao pódio na categoria principal. “Essa prova aconteceu num dos locais mais lindos do mundo e com pessoas muito especiais. Apesar da dificuldade, a vista era linda e agora pretendo trazer todos os meus amigos para correr aqui”, comenta.

A primeira edição do Mountain Do Deserto do Atacama teve a presença de pessoas de todo o Brasil, desde experientes corredores, até aqueles que se aventuraram no deserto sem muitas corridas na bagagem. Acompanhem ao longo da semana no Webrun as histórias de superação desses desbravadores do Atacama.


Paulista e gaúcha são os primeiros campeões do Mountain Do Atacama

Corrida de Montanha · 29 jan, 2012

A primeira edição do Mountain Do Deserto do Atacama reuniu cerca de 500 atletas na pacata cidade de San Pedro de Atacama, no Chile, a uma altitude de 2.400m e num dos locais mais secos do mundo. Com percursos de cinco, 23 e 42 quilômetros, o que se viu em meio ao deserto foram disputas acirradas pelos primeiros lugares, melhor para a gaúcha Andreia Henssler e para o paulista Moisés Torres, que se tornaram os primeiros campeões da disputa.

Direto de San Pedro do Atacama (Chile) - O dia ainda não havia amanhecido e a maioria dos corredores já iniciava o aquecimento na Praça Central da cidade, local onde estava montada a arena da prova. Nem o frio de 10˚C foi motivo para tirar a animação dos presentes.

A largada foi autorizada às 7h10, momento em que os primeiros raios solares começavam a dar as caras no horizonte. Os corredores iniciaram a prova de forma cautelosa, com os primeiros quilômetros no asfalto, mas logo eles entraram no piso de terra. Enquanto os participantes dos 23 quilômetros seguiram para o Vale da Lua, os maratonistas seguiram por mais um trecho de estrada de terra.

A temperatura foi aumentando gradativamente e a fadiga foi tomando conta de alguns corredores, menos de Moisés que se concentrou em vencer cada quilômetro até ultrapassar o líder da prova na metade da competição. Ao chegar ao trecho de dunas ele não conseguiu correr devido à dificuldade do terreno, mas assim que alcançou as trilhas voltou a imprimir um ritmo forte.

Ao chegar a uma encruzilhada ele ficou na dúvida de qual caminho seguir e tomou a direção errada e percorreu mais de quatro quilômetros extras, fora do traçado original. Ao retornar para o percurso da prova ele ganhou uma injeção de ânimo ao descobrir que não havia sido ultrapassado.

Daí em diante ele passou a administrar o ritmo até cruzar a linha de chegada com o tempo de 3h46min36. “Foi muito difícil. Em alguns trechos eu não acreditava que estava na frente e achava que os adversários sempre iam me passar”, relata o paulista radicado no Paraná. “Eu não esperava ganhar. Fui curtindo e quando vi que tinham algumas pessoas na minha frente comecei a correr mais e olhar menos a paisagem”, completa Moisés que fez sua primeira maratona. Acostumado às provas de asfalto, a experiência dele com trilhas se resumia a alguns eventos do Corpo de Bombeiros, realizados no Paraná.

O segundo colocado, João Evangelista Dami, veio logo em seguida e completou a disputa com o tempo de 3h47min08. “O local é muito bonito, apesar de ter sido uma prova muito complicada”, relata o mineiro de 54 anos. “O legal é que conseguimos correr bem soltos”, completa. Já o terceiro, André Nogueira, fechou em 3h47min37. “Foi uma prova incrível, uma superação. Não esperava chegar em terceiro, ainda mais porque treinei apenas um mês antes por conta própria”, comenta o paulista. “A prova está mais do que aprovada e espero correr de novo ano que vem”, completa.

Feminino - Na prova feminina as disputas também foram acirradas, mas a chegada das campeãs foi mais espaçada do que no masculino. Andreia Henssler precisou de 4h19min09 para fechar os 42 quilômetros e chegou emocionada. “Estou maravilhada por ter representado bem o Brasil e o Rio Grande do Sul”, comenta a gaúcha de Igrejinha. “O trecho das dunas foi o mais difícil, porque chegávamos nele após a metade da prova e já com muito desgaste. A organização está de parabéns, todos os pontos de hidratação foram ótimos”, completa.

A segunda colocada foi Rita Apezzato, que fechou com 4h48min47. “Foi uma prova maluca, coisa de louco, mas muito legal. Só no deserto mesmo para ter uma prova como essa”, comenta a vice-campeã ainda ofegante após cruzar a linha de chegada. Um dos pontos positivos da prova segundo Rita foi a solidariedade dos demais corredores. “Nas dunas tive câimbra nas panturrilhas, tive que parar e um rapaz me deu gel e cápsula de sal. Até minha adversária, que estava brigando comigo por posições, dividiu a água dela comigo”, relata a triatleta que já fez Ironman e encarou sua primeira maratona cross country no Atacama.

Dentre todos os participantes, uma pequena porcentagem era de estrangeiros, o que não impediu a uruguaia Florencia Morelli de subir ao pódio na categoria principal. “Essa prova aconteceu num dos locais mais lindos do mundo e com pessoas muito especiais. Apesar da dificuldade, a vista era linda e agora pretendo trazer todos os meus amigos para correr aqui”, comenta.

A primeira edição do Mountain Do Deserto do Atacama teve a presença de pessoas de todo o Brasil, desde experientes corredores, até aqueles que se aventuraram no deserto sem muitas corridas na bagagem. Acompanhem ao longo da semana no Webrun as histórias de superação desses desbravadores do Atacama.

Corredores vivem expectativa para o Mountain Do Deserto do Atacama

Direto de San Pedro de Atacama (Chile) - A maioria dos corredores já chegou à cidade de San Pedro de Atacama, no meio do deserto do Atacama, para a disputa do Mountain Do, que acontece neste domingo (29/01). Corredores de várias partes do Brasil enfrentarão percursos de 42 ou 23 quilômetros em meio a trilhas, cânions, pedras, dunas e sob forte calor.

Corredor há pouco mais de um ano, Charles Tombenassi vai encarar sua primeira prova fora do asfalto no trajeto menor da competição e afirma estar empolgado. “A paisagem aqui é que me motivou a participar”, conta o paulista que não fez nenhuma preparação específica. “Fiz os treinos fortes, as rampas, mas nada muito diferente”, comenta Charles que pretende finalizar em três horas.

O também paulista Marcos Decimoni veio para o Deserto em busca de aventura e trouxe a família para passear enquanto ele corre. “Será minha primeira maratona, um desafio muito legal”, conta o corredor que nunca fez provas de montanha, apenas no asfalto e na areia. “Vou seguir as dicas de hidratação e não abusar da velocidade por conta do clima seco e do calor”, relata Marcos que tem como meta completar em quatro horas. “Fiz os treinos normais, apenas aumentando o volume diário”.

Já a dupla de amigos do Rio Grande do Sul, Jackes Heck e Luciano Machado, alugou uma bicicleta na cidade e pedalou por alguns trechos do circuito para conhecer “o tamanho da encrenca”. “Vai ser puxado, com muita subida, terreno arenoso e pedra”, relata Jackes que veio pelo apelo diferenciado da prova. “Poder dizer que corri no deserto mais seco do mundo é fantástico. O desafio nos motiva”.

Já Luciano Machado, que assim como o colega está acostumado às corridas de aventura, acredita que a altitude de 2.500m será um fator de complicação. “Estamos competindo contra nós mesmos e viemos para vencer nossos limites.

Na manhã deste sábado (28) o organizador da prova, Euclides S. Neto, o Kiko, promoveu um congresso técnico com informações importantes para os corredores. Segundo ele, haverá postos de hidratação a cada cinco quilômetros, banheiros químicos e um posto de enfermagem no meio do deserto, com ambulância, oxigênio artificial, frutas e bolachas.

A temperatura na hora da largada deve variar entre 10 e 12 graus, mas em poucas horas o calor tomará conta de todo o trajeto. Para aqueles que largarem com agasalhos e outras roupas de frio, haverá no caminho um local onde será possível descartar esses pertences que serão recolhidos por um caminhão e levados para a chegada.

O tiro de partida está programado para as 7h (horário local) na Praça de eventos da cidade, onde toda a estrutura de tendas e comunicação visual está montada.


Corredores vivem expectativa para o Mountain Do Deserto do Atacama

Corrida de Montanha · 28 jan, 2012

Direto de San Pedro de Atacama (Chile) - A maioria dos corredores já chegou à cidade de San Pedro de Atacama, no meio do deserto do Atacama, para a disputa do Mountain Do, que acontece neste domingo (29/01). Corredores de várias partes do Brasil enfrentarão percursos de 42 ou 23 quilômetros em meio a trilhas, cânions, pedras, dunas e sob forte calor.

Corredor há pouco mais de um ano, Charles Tombenassi vai encarar sua primeira prova fora do asfalto no trajeto menor da competição e afirma estar empolgado. “A paisagem aqui é que me motivou a participar”, conta o paulista que não fez nenhuma preparação específica. “Fiz os treinos fortes, as rampas, mas nada muito diferente”, comenta Charles que pretende finalizar em três horas.

O também paulista Marcos Decimoni veio para o Deserto em busca de aventura e trouxe a família para passear enquanto ele corre. “Será minha primeira maratona, um desafio muito legal”, conta o corredor que nunca fez provas de montanha, apenas no asfalto e na areia. “Vou seguir as dicas de hidratação e não abusar da velocidade por conta do clima seco e do calor”, relata Marcos que tem como meta completar em quatro horas. “Fiz os treinos normais, apenas aumentando o volume diário”.

Já a dupla de amigos do Rio Grande do Sul, Jackes Heck e Luciano Machado, alugou uma bicicleta na cidade e pedalou por alguns trechos do circuito para conhecer “o tamanho da encrenca”. “Vai ser puxado, com muita subida, terreno arenoso e pedra”, relata Jackes que veio pelo apelo diferenciado da prova. “Poder dizer que corri no deserto mais seco do mundo é fantástico. O desafio nos motiva”.

Já Luciano Machado, que assim como o colega está acostumado às corridas de aventura, acredita que a altitude de 2.500m será um fator de complicação. “Estamos competindo contra nós mesmos e viemos para vencer nossos limites.

Na manhã deste sábado (28) o organizador da prova, Euclides S. Neto, o Kiko, promoveu um congresso técnico com informações importantes para os corredores. Segundo ele, haverá postos de hidratação a cada cinco quilômetros, banheiros químicos e um posto de enfermagem no meio do deserto, com ambulância, oxigênio artificial, frutas e bolachas.

A temperatura na hora da largada deve variar entre 10 e 12 graus, mas em poucas horas o calor tomará conta de todo o trajeto. Para aqueles que largarem com agasalhos e outras roupas de frio, haverá no caminho um local onde será possível descartar esses pertences que serão recolhidos por um caminhão e levados para a chegada.

O tiro de partida está programado para as 7h (horário local) na Praça de eventos da cidade, onde toda a estrutura de tendas e comunicação visual está montada.

Mountain Do Atacama passa por trajeto não liberado para turistas

No próximo dia 29 acontece a primeira edição do Mountain Do Deserto do Atacama, competição que percorrerá trilhas milenares do vilarejo San Pedro de Atacama, localizado ao norte do Chile e com uma população aproximada de 2.500 habitantes. A competição, com 42, 23 e cinco quilômetros, será disputada em locais preparados exclusivamente para a prova e que não abertos para turistas regularmente.

“O percurso foi desenvolvido em conjunto com a Senartur (Serviço Nacional de turismo), o Parque Nacional de los Flamingos (Vallede la Luna) e municipalidad de San Pedro de Atacama”, explica Euclides S. Neto, o Kiko, responsável pela organização. “Os atletas percorrerão cenários históricos belíssimos do tradicional povoado de San Pedro de Atacama, como o Vale da Lua e Vale da Morte e terão o privilégio de correr em locais milenares”, completa.

A equipe da Sports Do, empresa à frente da organização, fez diversas visitas ao local para deixar tudo preparado para os corredores. As temperaturas nesta época do ano variam entre 13 e 33˚C e a umidade relativa do ar é alta em comparação com o restante do ano, na média de 23%.

“Na largada da prova teremos uma temperatura amena (entre 16ºC), portanto, prepare-se com roupas adequadas! Até o final da prova os termômetros deverão chegar à casa dos 30ºC”, explica o dirigente. A saída dos atletas está programada para as 7h numa altitude de 2.400m e durante o trajeto eles chegarão a 2.680m. “A variação da altimétrica será pequena e os efeitos da altitude são praticamente impercebíveis em função do período da umidade do verão”, garante o organizador.

Trajeto - O percurso será bem diversificado em meio à cordilheira de sal para a prova maior, com cinco quilômetros de asfalto, 21 de estrada de terra (terreno macio e liso de areia e sal), além de dois quilômetros de duna e 14 de terreno plano entre Cânions no Vale da Lua e Vale da Morte. Já na prova menor os corredores vão encarar cinco quilômetros de asfalto, oito de terra batida, dois em dunas e oito pelos cânions.

Os postos de hidratação estarão distribuídos a cada cinco quilômetros com água e Gatorade e nos quilômetros 15, 25 e 35 haverá postos com frutas, carboidrato em gel e suplementos.


Mountain Do Atacama passa por trajeto não liberado para turistas

Corrida de Montanha · 09 jan, 2012

No próximo dia 29 acontece a primeira edição do Mountain Do Deserto do Atacama, competição que percorrerá trilhas milenares do vilarejo San Pedro de Atacama, localizado ao norte do Chile e com uma população aproximada de 2.500 habitantes. A competição, com 42, 23 e cinco quilômetros, será disputada em locais preparados exclusivamente para a prova e que não abertos para turistas regularmente.

“O percurso foi desenvolvido em conjunto com a Senartur (Serviço Nacional de turismo), o Parque Nacional de los Flamingos (Vallede la Luna) e municipalidad de San Pedro de Atacama”, explica Euclides S. Neto, o Kiko, responsável pela organização. “Os atletas percorrerão cenários históricos belíssimos do tradicional povoado de San Pedro de Atacama, como o Vale da Lua e Vale da Morte e terão o privilégio de correr em locais milenares”, completa.

A equipe da Sports Do, empresa à frente da organização, fez diversas visitas ao local para deixar tudo preparado para os corredores. As temperaturas nesta época do ano variam entre 13 e 33˚C e a umidade relativa do ar é alta em comparação com o restante do ano, na média de 23%.

“Na largada da prova teremos uma temperatura amena (entre 16ºC), portanto, prepare-se com roupas adequadas! Até o final da prova os termômetros deverão chegar à casa dos 30ºC”, explica o dirigente. A saída dos atletas está programada para as 7h numa altitude de 2.400m e durante o trajeto eles chegarão a 2.680m. “A variação da altimétrica será pequena e os efeitos da altitude são praticamente impercebíveis em função do período da umidade do verão”, garante o organizador.

Trajeto - O percurso será bem diversificado em meio à cordilheira de sal para a prova maior, com cinco quilômetros de asfalto, 21 de estrada de terra (terreno macio e liso de areia e sal), além de dois quilômetros de duna e 14 de terreno plano entre Cânions no Vale da Lua e Vale da Morte. Já na prova menor os corredores vão encarar cinco quilômetros de asfalto, oito de terra batida, dois em dunas e oito pelos cânions.

Os postos de hidratação estarão distribuídos a cada cinco quilômetros com água e Gatorade e nos quilômetros 15, 25 e 35 haverá postos com frutas, carboidrato em gel e suplementos.

Tricampeão do K42 de Bombinhas, Giliard busca vitória na Patagônia

O maratonista brasileiro Giliard Pinheiro disputa no dia 12 de novembro o último K42 da temporada, em Villa La Angostura, na Patagônia argentina. Disputado em sete países diferentes – Argentina, Brasil, Chile, Espanha, França, Portugal, e Saara Ocidental – o K42 é caracterizado por oferecer maratonas em percursos com grande variação no terreno e que exigem não apenas resistência, mas também força.

Além dos cerca de 2.000 corredores inscritos, o K42 na Argentina reúne os vencedores de todas as etapas K42 no ano e, portanto, é considerado como uma final. Pelo terceiro ano consecutivo, Giliard Pinheiro venceu o K42 de Bombinhas, disputado em agosto no litoral catarinense, e garantiu a vaga para a prova na Patagônia.

“Estou bem preparado, quero ganhar”, afirma o brasileiro. “Fiz muito trabalho na areia fofa da praia”, diz o corredor, sobre seu treinamento. Nas duas vezes que participou da prova final, Giliard teve dificuldades. Em 2009, uma séria entorse no tornozelo forçou o abandono da prova. Em 2010, torceu novamente, mas o uso de uma tala permitiu que seguisse até o final, assegurando o segundo lugar.

“Vou correr com atadura. No ano passado meu tornozelo torceu e ‘voltou’, não deu problema. No primeiro ano torceu e ‘saiu’ porque eu estava sem proteção”, reflete. Para minimizar a chance de novas lesões, o maratonista realizou treinamento específico para o fortalecimento da região do tornozelo esquerdo. “Corri o ano inteiro na praia e não tive problema, ele está bem forte”, conta Giliard.

A competição em Villa La Angostura será acirrada. Giliard aponta o francês Yanik Gourdon, vencedor do K42 França como um adversário duro e cita outro favorito. “Tem um espanhol que dizem que é ‘a sombra’ do Kilian Jornet. Se é bom como o Kilian vai ser um adversário direto, porque ele tem um nível muito acima do normal dos competidores”, afirma, citando o jovem fenômeno entre os maratonistas de montanha.

Giliard tem também a esperança de ganhar o prêmio especial, oferecido ao primeiro corredor que alcançar o ponto mais alto da prova, o topo a 1.500 metros de altitude. “Independente da mudança que fizeram no percurso, esse trecho final continua o mesmo. É na altura do quilômetro 36 ou 37, então quem chegar no topo primeiro vai ganhar a prova, porque depois é só descida”, explica o brasileiro.

Confiante, Giliard avisa: “Pretendo levar os dois prêmios!” e aponta uma brasileira como favorita entre as mulheres. “No feminino ninguém deve tirar da Rosália [Camargo, ganhadora do K42 de Bombinhas]”, encerra.


Tricampeão do K42 de Bombinhas, Giliard busca vitória na Patagônia

Corrida de Montanha · 04 nov, 2011

O maratonista brasileiro Giliard Pinheiro disputa no dia 12 de novembro o último K42 da temporada, em Villa La Angostura, na Patagônia argentina. Disputado em sete países diferentes – Argentina, Brasil, Chile, Espanha, França, Portugal, e Saara Ocidental – o K42 é caracterizado por oferecer maratonas em percursos com grande variação no terreno e que exigem não apenas resistência, mas também força.

Além dos cerca de 2.000 corredores inscritos, o K42 na Argentina reúne os vencedores de todas as etapas K42 no ano e, portanto, é considerado como uma final. Pelo terceiro ano consecutivo, Giliard Pinheiro venceu o K42 de Bombinhas, disputado em agosto no litoral catarinense, e garantiu a vaga para a prova na Patagônia.

“Estou bem preparado, quero ganhar”, afirma o brasileiro. “Fiz muito trabalho na areia fofa da praia”, diz o corredor, sobre seu treinamento. Nas duas vezes que participou da prova final, Giliard teve dificuldades. Em 2009, uma séria entorse no tornozelo forçou o abandono da prova. Em 2010, torceu novamente, mas o uso de uma tala permitiu que seguisse até o final, assegurando o segundo lugar.

“Vou correr com atadura. No ano passado meu tornozelo torceu e ‘voltou’, não deu problema. No primeiro ano torceu e ‘saiu’ porque eu estava sem proteção”, reflete. Para minimizar a chance de novas lesões, o maratonista realizou treinamento específico para o fortalecimento da região do tornozelo esquerdo. “Corri o ano inteiro na praia e não tive problema, ele está bem forte”, conta Giliard.

A competição em Villa La Angostura será acirrada. Giliard aponta o francês Yanik Gourdon, vencedor do K42 França como um adversário duro e cita outro favorito. “Tem um espanhol que dizem que é ‘a sombra’ do Kilian Jornet. Se é bom como o Kilian vai ser um adversário direto, porque ele tem um nível muito acima do normal dos competidores”, afirma, citando o jovem fenômeno entre os maratonistas de montanha.

Giliard tem também a esperança de ganhar o prêmio especial, oferecido ao primeiro corredor que alcançar o ponto mais alto da prova, o topo a 1.500 metros de altitude. “Independente da mudança que fizeram no percurso, esse trecho final continua o mesmo. É na altura do quilômetro 36 ou 37, então quem chegar no topo primeiro vai ganhar a prova, porque depois é só descida”, explica o brasileiro.

Confiante, Giliard avisa: “Pretendo levar os dois prêmios!” e aponta uma brasileira como favorita entre as mulheres. “No feminino ninguém deve tirar da Rosália [Camargo, ganhadora do K42 de Bombinhas]”, encerra.

Corredores celebram Night Run do XTerra Estrada Real, em Minas Gerais

A Night Run do XTerra Estrada Real, disputada na noite de sábado (22/10), reuniu cerca de 700 competidores para o percurso de sete quilômetros e meio na cidade histórica de Tiradentes (MG). A camiseta da prova trazia na manga a frase “sempre um momento único” e foi com esse espírito que os corredores encararam o desafio.

Antes mesmo da largada, às 19h30, o clima era de festa. Com a lanterna de cabeça ligada, os atletas realizaram o aquecimento sob forte garoa ao ritmo das músicas da arena do XTerra. Era raro encontrar um corredor com a compenetração característica que antecede uma corrida.

Alternando ruas com o calçamento rústico da cidade, de pedra – Tiradentes é patrimônio histórico nacional – e trechos em trilhas com altimetria variada e desafiadora, a prova agradou os participantes. A vencedora da categoria feminina, Camila Santos, ficou impressionada com o clima de companheirismo entre os corredores.

“É uma prova muito gostosa, corre todo mundo junto e se ajudando”, diz a ganhadora, atleta do SESI de Uberlândia. “Se vêem que você tem alguma dificuldade, como um escorregão, eles te incentivam, te ajudam, gritam ‘vamos embora, levanta’, param para te ajudar”, conta Camila, empolgada.

Segundo a fundista, que terminou a prova em 37min, o percurso foi uma surpresa. “É coisa de doido isso aqui! Nunca tinha participado de XTerra, mas para mim era um cross country mais tranquilo”, brinca a atleta.

“Com subida estou acostumada, mas com esse calçamento molhado é difícil manter um ritmo gradual. Mesmo na grama, era um pântano! Ou você escorregava ou enfiava o pé na lama”, ilustra Camila, entre risos.

Prova técnicaEntre os homens, o vencedor foi Rinaldo Silva, corredor amador local, com 28min52. “Saí forte, do começo ao fim. Olhava para trás e via que não tinha ninguém chegando, aí apertava mais ainda”, revela.

O atleta ressaltou o aspecto técnico da prova, que inibe a velocidade. “Desliza muito, não tem como firmar o corpo direito no chão, só onde tem cascalho ou grama”, explica.

O casal de corredores Jeferson Campos e Isabela Natália, também de Tiradentes, foram outros que comentaram a dificuldade, potencializada pela chuva. “A pior parte foi atravessar o córrego. A prova é tranquila, mas a chuva dificultou um pouco”, contam os namorados, que correram a Night Run pelo terceiro ano seguido. “Corremos o tempo inteiro juntos”, concluem.

Talvez a frase que melhor resuma a Night Run do XTerra Estrada Real seja da vencedora, Camila. “Não tem rivalidade em uma prova desta”, define.


Corredores celebram Night Run do XTerra Estrada Real, em Minas Gerais

Corrida de Montanha · 24 out, 2011

A Night Run do XTerra Estrada Real, disputada na noite de sábado (22/10), reuniu cerca de 700 competidores para o percurso de sete quilômetros e meio na cidade histórica de Tiradentes (MG). A camiseta da prova trazia na manga a frase “sempre um momento único” e foi com esse espírito que os corredores encararam o desafio.

Antes mesmo da largada, às 19h30, o clima era de festa. Com a lanterna de cabeça ligada, os atletas realizaram o aquecimento sob forte garoa ao ritmo das músicas da arena do XTerra. Era raro encontrar um corredor com a compenetração característica que antecede uma corrida.

Alternando ruas com o calçamento rústico da cidade, de pedra – Tiradentes é patrimônio histórico nacional – e trechos em trilhas com altimetria variada e desafiadora, a prova agradou os participantes. A vencedora da categoria feminina, Camila Santos, ficou impressionada com o clima de companheirismo entre os corredores.

“É uma prova muito gostosa, corre todo mundo junto e se ajudando”, diz a ganhadora, atleta do SESI de Uberlândia. “Se vêem que você tem alguma dificuldade, como um escorregão, eles te incentivam, te ajudam, gritam ‘vamos embora, levanta’, param para te ajudar”, conta Camila, empolgada.

Segundo a fundista, que terminou a prova em 37min, o percurso foi uma surpresa. “É coisa de doido isso aqui! Nunca tinha participado de XTerra, mas para mim era um cross country mais tranquilo”, brinca a atleta.

“Com subida estou acostumada, mas com esse calçamento molhado é difícil manter um ritmo gradual. Mesmo na grama, era um pântano! Ou você escorregava ou enfiava o pé na lama”, ilustra Camila, entre risos.

Prova técnicaEntre os homens, o vencedor foi Rinaldo Silva, corredor amador local, com 28min52. “Saí forte, do começo ao fim. Olhava para trás e via que não tinha ninguém chegando, aí apertava mais ainda”, revela.

O atleta ressaltou o aspecto técnico da prova, que inibe a velocidade. “Desliza muito, não tem como firmar o corpo direito no chão, só onde tem cascalho ou grama”, explica.

O casal de corredores Jeferson Campos e Isabela Natália, também de Tiradentes, foram outros que comentaram a dificuldade, potencializada pela chuva. “A pior parte foi atravessar o córrego. A prova é tranquila, mas a chuva dificultou um pouco”, contam os namorados, que correram a Night Run pelo terceiro ano seguido. “Corremos o tempo inteiro juntos”, concluem.

Talvez a frase que melhor resuma a Night Run do XTerra Estrada Real seja da vencedora, Camila. “Não tem rivalidade em uma prova desta”, define.

Corredores novatos e experientes dividem espaço no Mountain Do Lagoa

Direto de Florianópolis (SC) - Acordar cedo para encarar uma prova de revezamento na Ilha da Magia é algo rotineiro para muitos atletas que participaram da edição 2011 do Mountain Do Lagoa da Conceição no último sábado (15/10). Mas, para outra parcela dos inscritos tudo era uma grande novidade, principalmente correr em percursos fora do asfalto.

A primeira largada aconteceu às 8h para as equipes iniciantes, enquanto às 9h15 saíram as mais experientes, num trecho que englobou calçamento, asfalto e areia da praia, além de um trecho de mangue. O primeiro contato com a natureza aconteceu no Beco da Lua, uma passagem pelo mangue sobre tábuas até chegar à Praia da Joaquina.

Para chegar à “Joaca”, como é conhecida entre os manezinhos da ilha uma das mais famosas praias de Floripa, foi necessário encarar um trecho de dunas, com muita areia fofa, subidas e descidas íngremes. A prova seguiu seu curso e a cada posto de troca a empolgação das equipes contagiava cada atleta que chegava ou saía para correr.

Após chegar ao posto do Projeto Tamar, na Cidade da Barra (Barra da Lagoa), Eduardo Moreira explicou a estratégia para correr bem na categoria dupla. “Eu faço esse trecho desde que comecei a correr o Mountain Do e acho que é o mais difícil de todos. Então me poupei em alguns momentos para agüentar os outros ”. Ainda segundo o representante da equipe Subway Runner`s Team, o objetivo da equipe era chegar pelo menos em terceiro na categoria, feito alcançado ao fim da disputa.

Sem perder a pose - O Mountain Do é uma prova de resistência em meio à natureza, na qual os participantes encaram lama, mato, água, mas algumas meninas parecem não se incomodar com isso. É o caso de Denise Ventura, da New Pace, que antes de sair para seu trecho retocava a maquiagem e arrumava o cabelo para literalmente sair bonita na foto enquanto corria. “A adrenalina vai a mil, o cabelo chega detonado no fim, mas não tem problema, o que vale é ser feliz”, comenta a corredora que disputa o revezamento pela segunda vez.

As adversidades são atenuadas pelo visual que a Ilha proporciona, fato que Natasha Limoli comprovou no morro das aranhas, que liga a Praia da Galheta à Lagoa da Conceição. “Pensei que fosse conseguir correr o percurso inteiro, mas tem muita pedra e é bem fácil de machucar. Mas a paisagem vale a pena”, relata a representante da Educative Runners, que disputou o Mountain Do pela primeira vez. “Apesar de gostar da natureza, foi minha primeira experiência numa competição”, explica a corredora de Balneário Camboriu (SC).

Após saírem do Projeto Tamar, os competidores foram até o Hotel Engenho Eco Park, no Rio Vermelho, num percurso praticamente plano, com uma inclinação final de 500 metros de extensão e 100 metros de altitude. “Foi um trecho muito legal pela variação de paisagem. Enfrentei praia, trilha e estrada de chão”, conta Lilian de Oliveira, representante da Master Adventure 4.

Força Psicológica - Se os corredores que já fizeram seus respectivos trechos precisam demonstrar força e resistência para entregar o bastão para seus colegas, aqueles que ficam aguardando a chegada do companheiro precisam de muita concentração. É o caso de Sabrina Scoss, da Educative Runners, que se concentrava escutando música. “É minha primeira participação em prova e já comecei no Mountain Do. É muito legal a expectativa de aguardar sua colega chegar para poder disparar e completar o trecho”. No repertório do mp3 player emprestado de uma amiga, diversos ritmos ajudavam na motivação. “Tem Muse, Black Eye Peas e até axé, que eu não gosto muito, mas está valendo”.

Depois de passar pelos 73 quilômetros da disputa e enfrentar diversos obstáculos naturais, cruzar a linha de chegada junto com a equipe era o objetivo de todos os atletas. Saltos, gritos, choros e até cambalhotas faziam parte do repertório de comemorações.

A equipe de militares da equipe Zimba Team foi uma das que fez uma grande festa após a cruzar a linha final. “Eu geralmente faço o último percurso, mas dessa vez corri nas trilhas e senti um pouco de dificuldade nas subidas. Mas a equipe está acostumada a se superar e não foi um grande problema”. Sobre o nome da equipe, ele explica que o grupo foi apelidado de “Os imbatíveis” e eles resolveram brincar com o jargão e criaram o “Zimba Team”.

Enquanto algumas equipes brigavam pelos primeiros lugares do pódio, outras buscavam apenas completar, como no caso do octeto feminino Floripa Runners 2, última a cruzar a linha de chegada. “Foi um superação incrível, pois foi um dos piores trechos que já fiz. Corri 9,8 quilômetros, não faço toda essa distância na rua, então foi bem complicado. Mas valeu a pena”, relata a estreante Tatiane Matei.

O Mountain Do Lagoa da Conceição chegou à sua oitava edição e está totalmente consolidado no mercado de corridas, segundo Euclides S Neto, o Kiko, responsável pela organização. “Sempre podemos melhorar, mas acho que já atingimos um nível de excelência muito bom”.


Corredores novatos e experientes dividem espaço no Mountain Do Lagoa

Corrida de Montanha · 18 out, 2011

Direto de Florianópolis (SC) - Acordar cedo para encarar uma prova de revezamento na Ilha da Magia é algo rotineiro para muitos atletas que participaram da edição 2011 do Mountain Do Lagoa da Conceição no último sábado (15/10). Mas, para outra parcela dos inscritos tudo era uma grande novidade, principalmente correr em percursos fora do asfalto.

A primeira largada aconteceu às 8h para as equipes iniciantes, enquanto às 9h15 saíram as mais experientes, num trecho que englobou calçamento, asfalto e areia da praia, além de um trecho de mangue. O primeiro contato com a natureza aconteceu no Beco da Lua, uma passagem pelo mangue sobre tábuas até chegar à Praia da Joaquina.

Para chegar à “Joaca”, como é conhecida entre os manezinhos da ilha uma das mais famosas praias de Floripa, foi necessário encarar um trecho de dunas, com muita areia fofa, subidas e descidas íngremes. A prova seguiu seu curso e a cada posto de troca a empolgação das equipes contagiava cada atleta que chegava ou saía para correr.

Após chegar ao posto do Projeto Tamar, na Cidade da Barra (Barra da Lagoa), Eduardo Moreira explicou a estratégia para correr bem na categoria dupla. “Eu faço esse trecho desde que comecei a correr o Mountain Do e acho que é o mais difícil de todos. Então me poupei em alguns momentos para agüentar os outros ”. Ainda segundo o representante da equipe Subway Runner`s Team, o objetivo da equipe era chegar pelo menos em terceiro na categoria, feito alcançado ao fim da disputa.

Sem perder a pose - O Mountain Do é uma prova de resistência em meio à natureza, na qual os participantes encaram lama, mato, água, mas algumas meninas parecem não se incomodar com isso. É o caso de Denise Ventura, da New Pace, que antes de sair para seu trecho retocava a maquiagem e arrumava o cabelo para literalmente sair bonita na foto enquanto corria. “A adrenalina vai a mil, o cabelo chega detonado no fim, mas não tem problema, o que vale é ser feliz”, comenta a corredora que disputa o revezamento pela segunda vez.

As adversidades são atenuadas pelo visual que a Ilha proporciona, fato que Natasha Limoli comprovou no morro das aranhas, que liga a Praia da Galheta à Lagoa da Conceição. “Pensei que fosse conseguir correr o percurso inteiro, mas tem muita pedra e é bem fácil de machucar. Mas a paisagem vale a pena”, relata a representante da Educative Runners, que disputou o Mountain Do pela primeira vez. “Apesar de gostar da natureza, foi minha primeira experiência numa competição”, explica a corredora de Balneário Camboriu (SC).

Após saírem do Projeto Tamar, os competidores foram até o Hotel Engenho Eco Park, no Rio Vermelho, num percurso praticamente plano, com uma inclinação final de 500 metros de extensão e 100 metros de altitude. “Foi um trecho muito legal pela variação de paisagem. Enfrentei praia, trilha e estrada de chão”, conta Lilian de Oliveira, representante da Master Adventure 4.

Força Psicológica - Se os corredores que já fizeram seus respectivos trechos precisam demonstrar força e resistência para entregar o bastão para seus colegas, aqueles que ficam aguardando a chegada do companheiro precisam de muita concentração. É o caso de Sabrina Scoss, da Educative Runners, que se concentrava escutando música. “É minha primeira participação em prova e já comecei no Mountain Do. É muito legal a expectativa de aguardar sua colega chegar para poder disparar e completar o trecho”. No repertório do mp3 player emprestado de uma amiga, diversos ritmos ajudavam na motivação. “Tem Muse, Black Eye Peas e até axé, que eu não gosto muito, mas está valendo”.

Depois de passar pelos 73 quilômetros da disputa e enfrentar diversos obstáculos naturais, cruzar a linha de chegada junto com a equipe era o objetivo de todos os atletas. Saltos, gritos, choros e até cambalhotas faziam parte do repertório de comemorações.

A equipe de militares da equipe Zimba Team foi uma das que fez uma grande festa após a cruzar a linha final. “Eu geralmente faço o último percurso, mas dessa vez corri nas trilhas e senti um pouco de dificuldade nas subidas. Mas a equipe está acostumada a se superar e não foi um grande problema”. Sobre o nome da equipe, ele explica que o grupo foi apelidado de “Os imbatíveis” e eles resolveram brincar com o jargão e criaram o “Zimba Team”.

Enquanto algumas equipes brigavam pelos primeiros lugares do pódio, outras buscavam apenas completar, como no caso do octeto feminino Floripa Runners 2, última a cruzar a linha de chegada. “Foi um superação incrível, pois foi um dos piores trechos que já fiz. Corri 9,8 quilômetros, não faço toda essa distância na rua, então foi bem complicado. Mas valeu a pena”, relata a estreante Tatiane Matei.

O Mountain Do Lagoa da Conceição chegou à sua oitava edição e está totalmente consolidado no mercado de corridas, segundo Euclides S Neto, o Kiko, responsável pela organização. “Sempre podemos melhorar, mas acho que já atingimos um nível de excelência muito bom”.