Cobertura_Olimpiada_Pequim

Atleta amputado pode participar das Olimpíadas de Pequim

Esporte Adaptado · 16 maio, 2008

A Corte Arbitral do esporte liberou nessa sexta-feira (16) a participação do atleta sul-africano Oscar Pistorius, amputado das duas pernas, nos Jogos Olímpicos de Pequim. Aos 21 anos, o atleta, que agora está liberado, tentará o índice para os 400 metros.

Ele é o atual recordista da modalidade na sua categoria, com 46seg56. Para garantir uma vaga em Pequim, ele terá que completar alguma seletiva dos 400 metros em 45seg55.

Para ter o direito de participar dos Jogos com atletas que não possuem deficiência, Pistorius recorreu a Core Arbitral e provou que suas próteses não dão nenhum tipo de vantagem em relação aos atletas que não usam prótese.

De acordo com agencias internacionais, se o atleta não conseguir o índice ele será convocado para participar do revezamento, já que a África do Sul irá convocar seis atletas para essa modalidade.

COI fornece ajuda à vitimas de terremoto na China

Atletismo · 13 maio, 2008

Na última segunda-feira (12) houve um terremoto na província de Sichuan, no sudoeste da China, que chegou a 7,8 pontos na Escala Richter (que vai até 12 graus) e matou cerca de 12 mil pessoas. O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou em nota oficial que vai oferecer ajuda financeira aos afetados pelo desastre.

A entidade realizará uma doação de 6,9 milhões de RMB, o equivalente a um milhão de dólares, para ajudar as regiões com problemas. A verba será repassada através do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Cocog), que fará a distribuição para as organizações assistenciais locais.

“Sinto profundamente pelos afetados e me solidarizo com o povo da China”, ressalta Jacques Rogge, presidente do COI. “Este parece ser um grande desastre e sua magnitude está apenas começando a aparecer. Nós enviamos as nossas condolências às vítimas e suas famílias”, completa.

Sirlene não completa prova e está fora de Pequim, confira a equipe do Brasil

A brasileira Sirlene Pinho competiu neste domingo (11) a Maratona de Praga, na República Tcheca, mas não completou a prova e abandonou o sonho de ir a Pequim. Segundo informações do site oficial, há registro da passagem dela até o quilômetro 30.

Nos 10 primeiros quilômetros ela marcou 36min17 e ocupava a oitava posição, à frente apenas da marroquina Nicole Klinger; nos 20 quilômetros ela manteve a mesma posição com 1h13min33 e na passagem da meia tinha 1h17min46. Seu último registro aponta 1h53min19 nos 30 quilômetros e pelo o que indica o site da propva ela deve ter abandonado antes do quilômetro 40, já que não aparece na listagem deste "checkpoint".

Sirlene já havia tentado o índice na Maratona de Turim, em abril, mas também teve que abandonar no meio da disputa, pois amanheceu com fortes dores de cabeça e no quilômetro 21 percebeu que não daria mais para seguir em frente. O objetivo era completar a maratona em 2h34min e ficar abaixo do índide A exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que é de 2h37min.

Como hoje era o último dia estabelecido pela CBAt para os atletas obterem o índice, a única representante brasileira na maratona será Marily dos Santos, que obteve o índice A na Maratona de Santa Catarina no último dia 20. A alagoana registrou o tempo de 2h36min21 e participará de sua primeira olimpíada.

Homens - Já entre os homens, a delegação brasileira terá força máxima com: Marílson Gomes, José Telles e Franck Caldeira. Marílson garantiu a vaga ao registrar 2h08min37 na Maratona de Londres no ano passado. Já Telles estabeleceu 2h12min23 em Milão também ano passado, enquanto Franck ostenta 2h12min32 obtido em Paris no último dia seis de abril.

Vanderlei Cordeiro de Lima, que tentaria a vaga na Maratona de Praga, não se recuperou de uma lesão e eliminou a possibilidade de participar de sua quarta olimpíada.Vale lembrar que a Maratona Olímpica será no dia 23 de agosto, no Estádio Nacional, em Pequim.


Sirlene não completa prova e está fora de Pequim, confira a equipe do Brasil

Maratona · 11 maio, 2008

A brasileira Sirlene Pinho competiu neste domingo (11) a Maratona de Praga, na República Tcheca, mas não completou a prova e abandonou o sonho de ir a Pequim. Segundo informações do site oficial, há registro da passagem dela até o quilômetro 30.

Nos 10 primeiros quilômetros ela marcou 36min17 e ocupava a oitava posição, à frente apenas da marroquina Nicole Klinger; nos 20 quilômetros ela manteve a mesma posição com 1h13min33 e na passagem da meia tinha 1h17min46. Seu último registro aponta 1h53min19 nos 30 quilômetros e pelo o que indica o site da propva ela deve ter abandonado antes do quilômetro 40, já que não aparece na listagem deste "checkpoint".

Sirlene já havia tentado o índice na Maratona de Turim, em abril, mas também teve que abandonar no meio da disputa, pois amanheceu com fortes dores de cabeça e no quilômetro 21 percebeu que não daria mais para seguir em frente. O objetivo era completar a maratona em 2h34min e ficar abaixo do índide A exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que é de 2h37min.

Como hoje era o último dia estabelecido pela CBAt para os atletas obterem o índice, a única representante brasileira na maratona será Marily dos Santos, que obteve o índice A na Maratona de Santa Catarina no último dia 20. A alagoana registrou o tempo de 2h36min21 e participará de sua primeira olimpíada.

Homens - Já entre os homens, a delegação brasileira terá força máxima com: Marílson Gomes, José Telles e Franck Caldeira. Marílson garantiu a vaga ao registrar 2h08min37 na Maratona de Londres no ano passado. Já Telles estabeleceu 2h12min23 em Milão também ano passado, enquanto Franck ostenta 2h12min32 obtido em Paris no último dia seis de abril.

Vanderlei Cordeiro de Lima, que tentaria a vaga na Maratona de Praga, não se recuperou de uma lesão e eliminou a possibilidade de participar de sua quarta olimpíada.Vale lembrar que a Maratona Olímpica será no dia 23 de agosto, no Estádio Nacional, em Pequim.

Wanjiru deve treinar no Japão para as Olimpíadas

Maratona · 09 maio, 2008

O queniano Samuel Wanjiru, um dos representantes do Quênia na Maratona de Pequim, deve se mudar para o Japão na próxima semana. De acordo com agências internacionais, o recordista mundial de meia maratona pretende aprimorar o seu treinamento para um bom desempenho nos Jogos Olímpicos.

Porém, no mês de julho ele volta para Nairobi, no Quênia, para se juntar com a equipe de atletismo do país. Além dele, vão para a Maratona de Pequim os atletas Martin Lel, campeão da Maratona de Londres e Robert Cheruiyot, campeão da Maratona de Boston.

a equipe feminina o Quênia será representado por Catherine Ndereba, também campeã da Maratona de Boston, Martha Komu, campeã de Paris no início de abril e Salina Kosgei, que foi quarta colocada em Londres, também em abril.

Sirlene Pinho faz domingo última tentativa de ir a Pequim

O próximo domingo (11) é a data limite estabelecida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para os atletas brasileiros estabelecerem o índice da maratona olímpica e conquistarem o direito de estar nas Olimpíadas de Pequim. Sirlene Pinho, que há seis semanas desistiu da disputa da Maratona de Turim (Itália) no meio do percurso, agora competirá em Praga (República Tcheca) de olho no índice A.

A baiana radicada em Santos precisará correr abaixo de 2h37 nessa que será sua sexta disputa na distância de 42,195 metros. Ela tem no currículo o título da Maratona de Buenos Aires, na Argentina, e o bronze no Pan Rio, ambos em 2007, além do vice na Maratona de São Paulo, em sua estréia na disputa, em 2005.

“Fiz uma cirurgia no ovário recentemente, mas tinha treinado bem, só que no dia da prova acordei com dor de cabeça e como vi que não atingiria o meu objetivo, decidi parar no km 21”, explica sobre a única maratona que não completou. Para a competição do próximo domingo ela se diz concentrada e sabe exatamente o que precisa fazer. “Tenho quatro ritmos para chegar ao índice. Vou largar com o ritmo de 3min39 segundos por quilômetro, para fechar em 2h34”.

Tranquilidade - Ela diz ainda que basta ter tranqüilidade e que ela mesma será sua única adversária. “Se eu quebrar no meio do caminho, tenho outras opções para chegar até os 2h36min50. Estou indo animada e bem focada”. Na Maratona de Buenos Aires ela havia obtido o índice B, mas Marily dos Santos conquistou o índice A durante a prova de Santa Catarina em abril e agora obriga mais duas atletas a correrem na casa das 2h37min.

Ela estará longe da filha Beatriz no dia das mães e não terá muito tempo para comemorar a data nem na próxima semana, pois terá a disputa dos 10 km Tribuna FM, tradicional corrida que acontece em Santos. “Espero competir na minha cidade com a vaga olímpica garantida para comemorar com todos os meus amigos. Esta prova é sensacional e, além disso, a Bia estará lá para torcer por mim. Só isso já vale muito, sem contar a festa que é, tanto com o público quanto com os atletas”.


Sirlene Pinho faz domingo última tentativa de ir a Pequim

Corridas de Rua · 09 maio, 2008

O próximo domingo (11) é a data limite estabelecida pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para os atletas brasileiros estabelecerem o índice da maratona olímpica e conquistarem o direito de estar nas Olimpíadas de Pequim. Sirlene Pinho, que há seis semanas desistiu da disputa da Maratona de Turim (Itália) no meio do percurso, agora competirá em Praga (República Tcheca) de olho no índice A.

A baiana radicada em Santos precisará correr abaixo de 2h37 nessa que será sua sexta disputa na distância de 42,195 metros. Ela tem no currículo o título da Maratona de Buenos Aires, na Argentina, e o bronze no Pan Rio, ambos em 2007, além do vice na Maratona de São Paulo, em sua estréia na disputa, em 2005.

“Fiz uma cirurgia no ovário recentemente, mas tinha treinado bem, só que no dia da prova acordei com dor de cabeça e como vi que não atingiria o meu objetivo, decidi parar no km 21”, explica sobre a única maratona que não completou. Para a competição do próximo domingo ela se diz concentrada e sabe exatamente o que precisa fazer. “Tenho quatro ritmos para chegar ao índice. Vou largar com o ritmo de 3min39 segundos por quilômetro, para fechar em 2h34”.

Tranquilidade - Ela diz ainda que basta ter tranqüilidade e que ela mesma será sua única adversária. “Se eu quebrar no meio do caminho, tenho outras opções para chegar até os 2h36min50. Estou indo animada e bem focada”. Na Maratona de Buenos Aires ela havia obtido o índice B, mas Marily dos Santos conquistou o índice A durante a prova de Santa Catarina em abril e agora obriga mais duas atletas a correrem na casa das 2h37min.

Ela estará longe da filha Beatriz no dia das mães e não terá muito tempo para comemorar a data nem na próxima semana, pois terá a disputa dos 10 km Tribuna FM, tradicional corrida que acontece em Santos. “Espero competir na minha cidade com a vaga olímpica garantida para comemorar com todos os meus amigos. Esta prova é sensacional e, além disso, a Bia estará lá para torcer por mim. Só isso já vale muito, sem contar a festa que é, tanto com o público quanto com os atletas”.

Lesionado, Vanderlei está fora das olimpíadas

O maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima não vai mais disputar a Maratona de Praga (República Tcheca) neste domingo (11), pois não se recuperou totalmente de uma lesão na origem do tendão do músculo adutor da coxa esquerda. Ricardo D’Angelo, treinador de Vanderlei, explica os motivos que o levaram a desistir da prova e da última tentativa de conseguir uma das três vagas destinadas ao Brasil na maratona olímpica.

Essa foi a lesão que o tirou da Maratona de Turim há seis semanas atrás e, mesmo com tratamento intensivo, algumas dores ainda permaneciam, motivo pelo qual foi necessário realizar uma avaliação médica. “Embora ele tivesse recuperado parcialmente, não teria condições de correr uma maratona em alta performance. Como isso poderia prejudicar a saúde dele, achamos melhor abortar a Maratona de Praga”, ressalta Ricardo.

Ainda de acordo com o treinador, Vanderlei ficou muito chateado com a notícia, pois estava há muito tempo esperando a chance de defender o bronze obtido nos jogos de Atenas em 2004. “Isso acontece com vários atletas e ele só poderá ir para Pequim caso aconteça algo com os outros atletas classificados, o que não é uma possibilidade remota”.

Atualmente com o tempo de 2h12min53, ele está na quarta posição do ranking atrás de Franck Caldeira (2h12min32); José Teles (2h12min23) e Marílson Gomes (2h08min37), que devem ser os representantes brasileiros na China, pois o próximo domingo é a data limite para obtenção do índice. Caso ele conseguisse a vaga, disputaria sua quarta olimpíada, já que esteve presente em Atenas (2004), Sidney (2000) e Atlanta (1996).


Lesionado, Vanderlei está fora das olimpíadas

Maratona · 07 maio, 2008

O maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima não vai mais disputar a Maratona de Praga (República Tcheca) neste domingo (11), pois não se recuperou totalmente de uma lesão na origem do tendão do músculo adutor da coxa esquerda. Ricardo D’Angelo, treinador de Vanderlei, explica os motivos que o levaram a desistir da prova e da última tentativa de conseguir uma das três vagas destinadas ao Brasil na maratona olímpica.

Essa foi a lesão que o tirou da Maratona de Turim há seis semanas atrás e, mesmo com tratamento intensivo, algumas dores ainda permaneciam, motivo pelo qual foi necessário realizar uma avaliação médica. “Embora ele tivesse recuperado parcialmente, não teria condições de correr uma maratona em alta performance. Como isso poderia prejudicar a saúde dele, achamos melhor abortar a Maratona de Praga”, ressalta Ricardo.

Ainda de acordo com o treinador, Vanderlei ficou muito chateado com a notícia, pois estava há muito tempo esperando a chance de defender o bronze obtido nos jogos de Atenas em 2004. “Isso acontece com vários atletas e ele só poderá ir para Pequim caso aconteça algo com os outros atletas classificados, o que não é uma possibilidade remota”.

Atualmente com o tempo de 2h12min53, ele está na quarta posição do ranking atrás de Franck Caldeira (2h12min32); José Teles (2h12min23) e Marílson Gomes (2h08min37), que devem ser os representantes brasileiros na China, pois o próximo domingo é a data limite para obtenção do índice. Caso ele conseguisse a vaga, disputaria sua quarta olimpíada, já que esteve presente em Atenas (2004), Sidney (2000) e Atlanta (1996).

Baldaia: treinador comenta fim do sonho olímpico

A brasileira Maria Zeferina Baldaia figurava entre as favoritas para obter uma das vagas olímpicas da Maratona de Pequim, mas viu seu sonho se esvair após a Maratona de Hamburgo, no dia 27 de abril. Ela completou os 42,195 quilômetros em 2h38min34 e ficou a 1min34 da classificação para a prova chinesa.

Confira a história da atleta, além da análise de seu treinador, Cláudio Castilho, sobre a fase de preparação, o que deu errado na prova e os prognósticos para o futuro.

São Paulo - Aos 35 anos, Maria Zeferina Baldaia, natural de Nova Mônica, interior de Minas Gerais, desponta no cenário brasileiro do atletismo. Conhecida como a atleta de Sertãozinho (SP), local onde foi morar com os pais e os nove irmãos aos dois anos de idade, a atleta revela que já trabalhou como bóia fria e cortadora de cana na lavoura, época em que não imaginava que seria atleta profissional.

Sua primeira corrida veio cedo, aos 12 anos, numa gincana escolar, na qual correu quatro quilômetros de calça jeans e descalça. “Depois da corrida jurei que nunca mais ia correr porque doía tudo. Hoje sei que foi pela falta de experiência”, conta.

Durante 10 anos ela disputou provas na região até ser contratada pela Prefeitura de Ribeirão Preto para integrar o projeto Adote um Atleta, ocasião em que conheceu o treinador Cláudio Ribeiro. Porém, em 1996, ela saiu do Projeto e voltou para a lavoura, onde treinava apenas no fim da tarde.

Com algumas idas e vindas no esporte, Baldaia se firmou no atletismo em 2000, ocasião em que perdeu o emprego e resolveu se dedicar exclusivamente às corridas. Na época ela conseguiu patrocínio de uma companhia energética e já começava a obter bons resultados nas competições. Em 2001, Baldaia ficou conhecida nacionalmente após vencer a Sargento Gonzaguinha, a Volta da Pampulha e a tradicional São Silvestre.

Novos rumos - Em 2003, após uma série de contusões, trocou de técnico e se tornou pupila do Dr. Henrique Viana, da equipe mineira Pé de Vento e já mirava os Jogos Olímpicos de Pequim como um dos principais objetivos. Já em 2006 começou a treinar pelo Esporte Clube Pinheiros, sob orientação de Cláudio Castilho, seu atual técnico, que preparou um plano especial visando a conquista da vaga olímpica.

“Desde setembro do ano passado estabelecemos como meta a tentativa de obter o índice A. Sabíamos dos riscos e procurei minimizá-los, realizando uma programação de treinos e competições bastante concentrada e dividida basicamente em duas temporadas”, comenta Cláudio. Segundo ele, a primeira parte foi nacional, com a disputa da Volta da Pampulha do ano passado, os 10 quilômetros pan-americanos, São Silvestre, Cuiabá e a São Sebastião no Rio de Janeiro.

Já a segunda metade dos treinos foi dedicada à competições internacionais como a Copa Brasil de Cross Country, com o objetivo de se classificar para o Mundial, fato que se confirmou, e a participação na Meia Maratona de São Paulo. “A ida para o Mundial já contemplava a permanência na Europa para uma breve adaptação (um mês no Centro de Alto rendimento do Jamor, em Portugal); ao clima e às competições internacionais”, ressalta o treinador.

O resultado final foi positivo, já que a atleta venceu a Meia de Stramilano na Itália e ficou na terceira colocação dos 15 quilômetros de Lisboa (Portugal), uma semana antes da disputa da Maratona de Hamburgo. Até o momento tudo o que havia sido planejado vinha dando certo, mas infelizmente no dia mais importante, algo não saiu como planejado.

“Tudo estava bem e tínhamos a convicção de que seria possível concretizar uma boa marca, porém, infelizmente aquele não foi o nosso dia e os últimos quilômetros mostraram que na maratona os prognósticos muitas vezes não se confirmam”, lamenta o treinador, que afirma ainda ter feito junto com sua pupila o possível para que o objetivo fosse alcançado.

Ela passou a marca da meia maratona com 1h16min56, nos 40 quilômetros marcou 2h29min39 e finalmente completou a prova em 2h38min34. O tempo não foi suficiente para conseguir o índice A (2h37min) exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo.

Passado o trauma psicológico, Castilho a incentiva todo momento a erguer a cabeça, seguir em frente e permanecer no topo. “A Maria, no auge da sua maturidade, assimilou bem tudo que aconteceu e no momento não lamentamos mais, pois estamos olhando o futuro e os anos que ainda podem ser produtivos na carreira dela”.

Futuro - O treinador comenta que a busca do sonho olímpico proporcionou um excelente intercâmbio internacional para a atleta e abriu novos horizontes para que haja outras temporadas como esta. “Já apareceram muitos convites”, lembra.

A lição que Baldaia tira de toda essa fase de preparação é mais uma superação na vida de uma atleta que corria descalça e não tinha dinheiro para se alimentar adequadamente. “Após um ano e sete meses tratando de lesões, o que para muitos poderia indicar o fim da carreira dela, hoje indica exatamente o contrário, um novo panorama e com muitas vitórias e bons resultados pela frente”, finaliza Cláudio.


Baldaia: treinador comenta fim do sonho olímpico

Maratona · 06 maio, 2008

A brasileira Maria Zeferina Baldaia figurava entre as favoritas para obter uma das vagas olímpicas da Maratona de Pequim, mas viu seu sonho se esvair após a Maratona de Hamburgo, no dia 27 de abril. Ela completou os 42,195 quilômetros em 2h38min34 e ficou a 1min34 da classificação para a prova chinesa.

Confira a história da atleta, além da análise de seu treinador, Cláudio Castilho, sobre a fase de preparação, o que deu errado na prova e os prognósticos para o futuro.

São Paulo - Aos 35 anos, Maria Zeferina Baldaia, natural de Nova Mônica, interior de Minas Gerais, desponta no cenário brasileiro do atletismo. Conhecida como a atleta de Sertãozinho (SP), local onde foi morar com os pais e os nove irmãos aos dois anos de idade, a atleta revela que já trabalhou como bóia fria e cortadora de cana na lavoura, época em que não imaginava que seria atleta profissional.

Sua primeira corrida veio cedo, aos 12 anos, numa gincana escolar, na qual correu quatro quilômetros de calça jeans e descalça. “Depois da corrida jurei que nunca mais ia correr porque doía tudo. Hoje sei que foi pela falta de experiência”, conta.

Durante 10 anos ela disputou provas na região até ser contratada pela Prefeitura de Ribeirão Preto para integrar o projeto Adote um Atleta, ocasião em que conheceu o treinador Cláudio Ribeiro. Porém, em 1996, ela saiu do Projeto e voltou para a lavoura, onde treinava apenas no fim da tarde.

Com algumas idas e vindas no esporte, Baldaia se firmou no atletismo em 2000, ocasião em que perdeu o emprego e resolveu se dedicar exclusivamente às corridas. Na época ela conseguiu patrocínio de uma companhia energética e já começava a obter bons resultados nas competições. Em 2001, Baldaia ficou conhecida nacionalmente após vencer a Sargento Gonzaguinha, a Volta da Pampulha e a tradicional São Silvestre.

Novos rumos - Em 2003, após uma série de contusões, trocou de técnico e se tornou pupila do Dr. Henrique Viana, da equipe mineira Pé de Vento e já mirava os Jogos Olímpicos de Pequim como um dos principais objetivos. Já em 2006 começou a treinar pelo Esporte Clube Pinheiros, sob orientação de Cláudio Castilho, seu atual técnico, que preparou um plano especial visando a conquista da vaga olímpica.

“Desde setembro do ano passado estabelecemos como meta a tentativa de obter o índice A. Sabíamos dos riscos e procurei minimizá-los, realizando uma programação de treinos e competições bastante concentrada e dividida basicamente em duas temporadas”, comenta Cláudio. Segundo ele, a primeira parte foi nacional, com a disputa da Volta da Pampulha do ano passado, os 10 quilômetros pan-americanos, São Silvestre, Cuiabá e a São Sebastião no Rio de Janeiro.

Já a segunda metade dos treinos foi dedicada à competições internacionais como a Copa Brasil de Cross Country, com o objetivo de se classificar para o Mundial, fato que se confirmou, e a participação na Meia Maratona de São Paulo. “A ida para o Mundial já contemplava a permanência na Europa para uma breve adaptação (um mês no Centro de Alto rendimento do Jamor, em Portugal); ao clima e às competições internacionais”, ressalta o treinador.

O resultado final foi positivo, já que a atleta venceu a Meia de Stramilano na Itália e ficou na terceira colocação dos 15 quilômetros de Lisboa (Portugal), uma semana antes da disputa da Maratona de Hamburgo. Até o momento tudo o que havia sido planejado vinha dando certo, mas infelizmente no dia mais importante, algo não saiu como planejado.

“Tudo estava bem e tínhamos a convicção de que seria possível concretizar uma boa marca, porém, infelizmente aquele não foi o nosso dia e os últimos quilômetros mostraram que na maratona os prognósticos muitas vezes não se confirmam”, lamenta o treinador, que afirma ainda ter feito junto com sua pupila o possível para que o objetivo fosse alcançado.

Ela passou a marca da meia maratona com 1h16min56, nos 40 quilômetros marcou 2h29min39 e finalmente completou a prova em 2h38min34. O tempo não foi suficiente para conseguir o índice A (2h37min) exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo.

Passado o trauma psicológico, Castilho a incentiva todo momento a erguer a cabeça, seguir em frente e permanecer no topo. “A Maria, no auge da sua maturidade, assimilou bem tudo que aconteceu e no momento não lamentamos mais, pois estamos olhando o futuro e os anos que ainda podem ser produtivos na carreira dela”.

Futuro - O treinador comenta que a busca do sonho olímpico proporcionou um excelente intercâmbio internacional para a atleta e abriu novos horizontes para que haja outras temporadas como esta. “Já apareceram muitos convites”, lembra.

A lição que Baldaia tira de toda essa fase de preparação é mais uma superação na vida de uma atleta que corria descalça e não tinha dinheiro para se alimentar adequadamente. “Após um ano e sete meses tratando de lesões, o que para muitos poderia indicar o fim da carreira dela, hoje indica exatamente o contrário, um novo panorama e com muitas vitórias e bons resultados pela frente”, finaliza Cláudio.

Baldaia fica a 1min34 do índice A para Pequim

Corridas de Rua · 28 abr, 2008

A brasileira Maria Zeferina Baldaia disputou no último domingo a Maratona de Hamburgo, na Alemanha, de olho no índice A para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Ela completou os 42,195 quilômetros da competição em 2h38min34 e ficou a 1min34 da classificação para a prova chinesa.

Ela passou a marca da meia maratona com o tempo de 1h16min56, chegou aos 40 quilômetros com 2h29min39, mas não obteve sucesso em chegar em 2h37, tempo estabelecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) como índice A. Atualmente apenas Marily dos Santos estaria qualificada para os Jogos, já que estabeleceu 2h36min21 na Maratona de Santa Catarina no último dia 20.

A vencedora da Maratona de Hamburgo foi Irina Timofeyeva, da Rússia, com o tempo de 2h24min14, enquanto entre os homens o primeiro posto foi para o queniano David Mandago, com 2h07min23. O brasileiro Alex Januário de Mendonça, que tentava obter o índice A, fechou com 2h26min32, tempo 12 minutos mais alto do que Franck Caldeira, que atualmente figura na terceira colocação do ranking e está entre os pré-classificados.

Quênia define equipe de maratona para Pequim

Maratona · 24 abr, 2008

A equipe de maratona do Quênia, que irá para os Jogos Olímpicos de Pequim, foi anunciada nessa última quarta-feira (23). Ao todo a federação queniana poderá levar três maratonistas homens e três mulheres.

No time masculino, o Quênia contará com Martin Lel, tricampeão da Maratona de Londres; Robert Cheruiyot, tetracampeão da Maratona de Boston e o jovem Sammy Wanjiru, 21 anos, atual recordista mundial de meia maratona.

No feminino a principal estrela é Catherine Ndereba. Ela também já venceu a Maratona de Boston por quatro vezes. As outras duas participantes são Martha Komu, campeã de Paris no início de abril e Salina Kosgei, que foi quarta colocada em Londres, também no início do mês.

Na lista de reserves estão Wilson Kipsng, vencedor de Roterdã, Luke Kibet, campeão mundial pela IAAF e Rita Jeptoo, terceira colocada de Boston na última segunda-feira.

Marily coloca adversidade de lado para obter índice olímpico

A alagoana Marily dos Santos venceu a Maratona de Santa Catarina em Florianópolis no último domingo com o tempo de 2h36min21 e alcançou o índice A para a disputa da maratona olímpica em Pequim este ano. Correndo sob condições adversas, com chuva, fortes ventos e tendo que desviar de poças d’água, ela não desistiu em momento nenhum e comenta que acreditou no sonho para fazer esta marca.

São Paulo - Durante a madrugada que antecedeu a competição Gilmário Mendes, treinador de Marily, ficou desanimado ao ver a chuva e o tempo feio e disse à sua pupila que ela poderia vencer a prova, mas dificilmente faria uma boa marca. “Ele falou isso e me deu um desânimo, mas ao mesmo tempo pensei que fazer um bom tempo era tudo que eu queria”, ressalta a atleta. “Eu pensei comigo que eu queria muito vencer, então me deu um nó na garganta cinco minutos antes da largada e coloquei todas as dificuldades de lado”, completa.

“Tive paciência até o quilômetro 16 e rodava as passagens com um tempo um pouco alto e fui assim até o 21”, lembra Marily. Ela aumentou o ritmo depois da metade da prova e passou a correr sozinha após um determinado ponto, ocasião em que as condições climáticas já eram mais amenas. “Deus viu que eu estava tão concentrada, que me deixou a vontade para correr mais. A minha perna não obedecia, mas minha cabeça queria muito, sentia uma dor muscular, mas sabia que seria por pouco tempo, então no final fiz um tiro nos últimos dois mil metros”, lembra.

A data final estipulada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para que os competidores obtenham o índice é 11 de maio e até este dia outras atletas ainda podem ultrapassá-la, motivo pelo qual ela ainda está comedida na comemoração. “Estou comemorando meu tempo, a nossa disposição, eu e o Gilmário fizemos de tudo, gastamos tudo o que tínhamos que gastar para conseguir isso”.

Até a disputa da prova catarinense, Sirlene Pinho e Marizete Moreira possuíam o índice B com o mesmo tempo (2h39min08), mas apenas uma delas iria para a disputa olímpica. Após o feito de Marily, mais duas corredoras precisam alcançar o índice A, para que a equipe brasileira fique com o número máximo de vagas permitido.

Segundo Gilmário, não houve uma preparação específica para esta competição e o resultado final foi fruto de um período de planejamento e treinamento para maratonas, que ela já vinha fazendo regularmente. “Ela correu a Meia de São Paulo, os 25 quilômetros de Aracajú, a Meia de Recife e a Meia de Brasília como parte do trabalho”, comenta o treinador que diz ainda que Marily roda entre 130 a 135 quilômetros por semana.

Para ele, um dos diferenciais foi ter treinado na altitude de Campos de Jordão usando uma estratégia diferente da maioria dos outros atletas, já que Marily encerrou a preparação na cidade 30 dias antes da disputa da Maratona. “Fiz um curso com o Carlos Alberto Cavaleiro, que mostrou os resultados obtidos em diversos momentos após a preparação na altitude. Eu apostei no período entre 30 e 40 dias”.

Para trabalhar a musculatura simulando uma competição, Gilmário conta que a atleta costuma realizar treinos longos em estradas, onde a diferença de altimetria é uma ótima aliada. “A estrada também serve para administrar a solidão de liderar uma prova sozinha e ter que forçar o ritmo, fato que aconteceu em Florianópolis”.

Futuro - Até o final desta semana ela ganhará um merecido descanso e depois voltará aos treinos e às competições, sempre participando de provas curtas, geralmente 10 quilômetros. “Ela vai correr algumas etapas do Circuito Caixa e outras corridas no nordeste, mas vai ficar de fora da Maratona de São Paulo e do Rio de Janeiro”, ressalta Gilmário.

A Maratona de Santa Catarina foi a quinta participação de Marily na distância, já que ela esteve duas vezes na Maratona de São Paulo, uma na Maratona de Padova (3º lugar) e uma na Maratona do Rio de Janeiro, ano passado, onde foi campeã.


Marily coloca adversidade de lado para obter índice olímpico

Maratona · 23 abr, 2008

A alagoana Marily dos Santos venceu a Maratona de Santa Catarina em Florianópolis no último domingo com o tempo de 2h36min21 e alcançou o índice A para a disputa da maratona olímpica em Pequim este ano. Correndo sob condições adversas, com chuva, fortes ventos e tendo que desviar de poças d’água, ela não desistiu em momento nenhum e comenta que acreditou no sonho para fazer esta marca.

São Paulo - Durante a madrugada que antecedeu a competição Gilmário Mendes, treinador de Marily, ficou desanimado ao ver a chuva e o tempo feio e disse à sua pupila que ela poderia vencer a prova, mas dificilmente faria uma boa marca. “Ele falou isso e me deu um desânimo, mas ao mesmo tempo pensei que fazer um bom tempo era tudo que eu queria”, ressalta a atleta. “Eu pensei comigo que eu queria muito vencer, então me deu um nó na garganta cinco minutos antes da largada e coloquei todas as dificuldades de lado”, completa.

“Tive paciência até o quilômetro 16 e rodava as passagens com um tempo um pouco alto e fui assim até o 21”, lembra Marily. Ela aumentou o ritmo depois da metade da prova e passou a correr sozinha após um determinado ponto, ocasião em que as condições climáticas já eram mais amenas. “Deus viu que eu estava tão concentrada, que me deixou a vontade para correr mais. A minha perna não obedecia, mas minha cabeça queria muito, sentia uma dor muscular, mas sabia que seria por pouco tempo, então no final fiz um tiro nos últimos dois mil metros”, lembra.

A data final estipulada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para que os competidores obtenham o índice é 11 de maio e até este dia outras atletas ainda podem ultrapassá-la, motivo pelo qual ela ainda está comedida na comemoração. “Estou comemorando meu tempo, a nossa disposição, eu e o Gilmário fizemos de tudo, gastamos tudo o que tínhamos que gastar para conseguir isso”.

Até a disputa da prova catarinense, Sirlene Pinho e Marizete Moreira possuíam o índice B com o mesmo tempo (2h39min08), mas apenas uma delas iria para a disputa olímpica. Após o feito de Marily, mais duas corredoras precisam alcançar o índice A, para que a equipe brasileira fique com o número máximo de vagas permitido.

Segundo Gilmário, não houve uma preparação específica para esta competição e o resultado final foi fruto de um período de planejamento e treinamento para maratonas, que ela já vinha fazendo regularmente. “Ela correu a Meia de São Paulo, os 25 quilômetros de Aracajú, a Meia de Recife e a Meia de Brasília como parte do trabalho”, comenta o treinador que diz ainda que Marily roda entre 130 a 135 quilômetros por semana.

Para ele, um dos diferenciais foi ter treinado na altitude de Campos de Jordão usando uma estratégia diferente da maioria dos outros atletas, já que Marily encerrou a preparação na cidade 30 dias antes da disputa da Maratona. “Fiz um curso com o Carlos Alberto Cavaleiro, que mostrou os resultados obtidos em diversos momentos após a preparação na altitude. Eu apostei no período entre 30 e 40 dias”.

Para trabalhar a musculatura simulando uma competição, Gilmário conta que a atleta costuma realizar treinos longos em estradas, onde a diferença de altimetria é uma ótima aliada. “A estrada também serve para administrar a solidão de liderar uma prova sozinha e ter que forçar o ritmo, fato que aconteceu em Florianópolis”.

Futuro - Até o final desta semana ela ganhará um merecido descanso e depois voltará aos treinos e às competições, sempre participando de provas curtas, geralmente 10 quilômetros. “Ela vai correr algumas etapas do Circuito Caixa e outras corridas no nordeste, mas vai ficar de fora da Maratona de São Paulo e do Rio de Janeiro”, ressalta Gilmário.

A Maratona de Santa Catarina foi a quinta participação de Marily na distância, já que ela esteve duas vezes na Maratona de São Paulo, uma na Maratona de Padova (3º lugar) e uma na Maratona do Rio de Janeiro, ano passado, onde foi campeã.