Triathlon · 06 jun, 2008
O triathleta brasileiro Juraci Moreira aposta todas as suas fichas no Mundial da modalidade neste domingo (08) em Vancouver, no Canadá, para carimbar o passaporte para as Olimpíadas de Pequim. Depois de alguns problemas, como um estiramento na panturrilha na Copa do Mundo da Austrália e uma hiportermia na Copa do Mundo da Espanha, ele se diz confiante para encarar a prova e obter um resultado positivo.
Estou acostumado a decidir assim, na última hora, sob pressão, porém não é uma coisa que eu goste e queira. Gostaria de ter me classificado com mais tranqüilidade, sem precisar chegar nesse ponto de ter de fazer uma boa prova na última chance. Mas vamos em frente, ressalta o medalhista de bronze no Pan do Rio de Janeiro.
Com duas tatuagens no braço, representando os Jogos de Sidney e Atenas, ele não vê a hora de tatuar o símbolo da competição chinesa, custe o que custar. Agora não tem muito o que prever, o que planejar. A única alternativa é fazer um bom resultado. Estou pensando todos os dias 100% de maneira positiva e me preparando para fazer a melhor prova da minha vida, ressalta o triathleta que pretende chegar entre os 30 melhores e à frente de outros concorrentes diretos pela última vaga do ranking.
Pés no chão - Apesar de ter a vaga como quase certa, Juraci já se preparou psicologicamente caso algo dê errado durante a disputa e ele volte de mãos abanando. Se eu me classificar, maravilha, mais um sonho realizado. Caso não consiga, vai ser duro, triste, o pior momento da minha carreira, mas com certeza tudo o que passei até aqui valeu a pena e sempre tentarei chegar mais longe. Sou 100% feliz na minha profissão e em tudo que passo.
Este ano ele venceu a Copa Vina Del Mar, no Chile, em janeiro, obteve o terceiro posto na Copa Continental La Paz, na Argentina, faturou o título individual e por equipes do Mundialito de Fast Triathlon, em Santa Catarina e o pentacampeonato no Sesc Triathlon de Caiobá, no Paraná. Nas provas que contavam pontos para a obtenção da vaga, abandonou a disputa na Copa do Mundo da Austrália devido a um estiramento na coxa e, no final de semana seguinte, não marcou pontos na etapa da Nova Zelândia.
No Pan do México ele terminou na quarta posição, após permanecer uma boa parte do tempo na vice-liderança e na disputa da Copa do Mundo da África do sul chegou em 12º, resultados que o colocaram na seleta lista dos classificados para Pequim. Já na Copa do Mundo da Espanha, o abandono devido à hipotermia, fez com que ele caísse no ranking, motivo pelo qual corre contra o relógio para chegar aos jogos.
Maratona · 05 jun, 2008
Mesmo com a pouca idade, se comparado aos outros representantes do Brasil, José Teles, 38 anos e Marílson Gomes, 30, Franck revela que não está ansioso. Estou com o pé no chão e confiante. Não estou impressionado com o que é a Olimpíada. Quero muito que tudo aconteça nos mínimos detalhes, como foi nas outras provas e como está sendo na minha carreira, conta o atleta que no ano passado venceu a Maratona do Pan no Rio de Janeiro.
Natural de Sete Lagoas, Minas Gerais, Franck conseguiu o índice olímpico na Maratona de Paris, no último mês de abril, com o tempo de 2h12min32. Fiquei feliz. Ainda não consigo explicar como está sendo esse momento olímpico. As Olimpíadas para mim já começaram desde o momento que eu fui buscar a vaga e carimbar o passaporte. A gente tem que vestir a camisa e fazer valer a pena.
De acordo com o maratonista, depois da conquista da vaga, ele fez um breve descanso, mas agora retorna aos treinos com força total. Franck vai treinar no próximo mês na cidade de Itamonte (MG) e depois embarca para a Bolívia, onde fará o treinamento em altitude.
Sobre seus adversários, Franck afirma que por não ser o favorito, poderá surpreender em Pequim, já que a pressão será menor. Pode ser uma oportunidade grande para eu mostrar meu trabalho. São 42 quilômetros, não é fácil, mas as pessoas podem não acreditar em mim e eu posso dar certo, revela. Todo mundo quer a medalha. São mais de 180 pessoas brigando por três medalhas e esses três serão os melhores do dia e não do ano, acrescenta.
Mesmo com alguns patrocinadores importantes, como a Samsung, que de acordo com o gerente de marketing da marca, esse ano investiu em outros esportes e não só o futebol, Franck lembra que ir aos Jogos Olímpicos significa muito mais. Eu não posso sair do Brasil pensando em ficar entre os 10. Tenho que sair com o pensamento voltado para fazer o meu melhor. O mais importante é estar unido em prol do país, fala sobre os outros dois maratonistas José Teles e Marílson Gomes.
Os Jogos Olímpicos de Pequim começam no dia oito de agosto, na China, com a cerimônia de abertura. Esta acontece no Estádio Nacional, conhecido como o Ninho, por causa do seu formato de ninha de pássaro.
Atletismo · 05 jun, 2008
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que o Rio de Janeiro é uma das cidades finalistas a sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Além da cidade maravilhosa, estão no páreo Chicago (EUA); Tókio (Japão) e Madrid (Espanha), que foram escolhidos numa lista que ainda tinha Praga (República Tcheca); Baku (Arzeibajão) e Doha (Qatar).
Todos os candidatos tinham um padrão bem elevado, comenta o Presidente do COI Jacques Rogge. É um tributo para o Movimento Olímpico que o processo tenha sido tão competitivo. Eu dou os parabéns à todas as cidades candidatas e espero que as que não chegaram à final tenham se beneficiado com o processo, completa.
A decisão foi anunciada pela Bancada Executiva do COI em Atenas, após a análise técnica dos formulários entregues pelas cidades no começo desse ano. A comissão verificou o potencial de cada uma, baseada em 25 questões, que envolviam locais de competição; transporte; acomodações e segurança.
As quatro cidades finalistas têm até o dia três de julho para pagar a taxa de candidatura estipulada pelo Comitê em 500 mil dólares americanos, valor não reembolsável em caso de não escolha do local. Até o dia 12 de fevereiro de 2009 as candidatas devem enviar um outro formulário para o COI, que será minuciosamente analisado.
O processo de escolha também inclui visita às cidades e a decisão final será anunciada em dois de outubro do ano que vem, na cidade de Copenhague, na Dinamarca. Para conhecer os detalhes do questionário a ser aplicado para as candidatas, basta acessar o site do Comitê Olímpico Internacional, o www.olympic.org.
Atletismo · 03 jun, 2008
O atleta número um do Brasil na maratona, Marílson Gomes dos Santos, mostrou mais uma vez que está em uma ótima fase e confirmou também o índice para os 10 mil metros dos Jogos Olímpicos de Pequim. Ele obteve o feito no último sábado (31) no Meeting de Neerpelt, na Bélgica.
O brasileiro obteve a nona colocação, com 27min35seg05 e superou o índice A exigido para a classificação, estabelecido em 27min50seg00. Nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro ano passado, ele disputou as provas de cinco e 10 mil e faturou respectivamente a medalha de bronze e prata.
Outro brasileiro, Ubiratan José dos Santos, foi o 20º colocado com 28min34seg32 (sua melhor marca). Entre as mulheres, Juliana Gomes, esposa de Marílson, ficou na terceira colocação dos 1.500m com 4min13seg91, contra os 4min12seg05 da campeã Mimi Belete, da Etiópia.
Maratona · 03 jun, 2008
Atento à todos os detalhes da largada da prova paulista, na Ponte Estaiada, novo cartão postal da cidade, ele já apostava em uma vitória brasileira. Não vou citar nomes, mas o Brasil estará bem representado e certamente os atletas darão o melhor de si. Palpite correto e os vencedores de São Paulo foram os brasileiros Claudir Rodrigues e Maria Zeferina Baldaia.
Sobre Pequim, que contará com José Teles, Marílson Gomes e Franck Caldeira, Ronaldo acredita na vitória do campeão da Maratona de Nova York em 2006. O grupo está bem forte, são atletas consagrados, mas tenho muita confiança no Marílson, que é nosso melhor atleta atualmente.
Ele diz ainda que faz a aposta sem desmerecer os outros dois atletas. O Franck é novo e pode surpreender e o Teles tem muita experiência, o que certamente aumenta nossa chance de medalhas.
Mulheres - Além dos três maratonistas na categoria masculina, o Brasil terá ainda a presença de Marily dos Santos na maratona olímpica feminina. No dia 17 de agosto acontece a competição das mulheres, enquanto os homens competirão no dia 24, ambas as provas no Estádio Nacional de Pequim, na China.
Conquistas - Aos 38 anos, Ronaldo da Costa diz que não sente saudades de competir, mas confessa que não consegue se desvencilhar do atletismo, já que comanda um projeto com crianças na cidade de Betim, em Belo Horizonte (MG). Estamos de olho na garotada, sempre treinando com eles. Com um currículo invejável, ele ostenta ainda o bronze no Mundial de Meia em Oslo (Noruega) em 1993; o bronze no Pan de Mar-del-Plata (Argentina) em 1995; prata no Mundial de Maratona de Revezamento em Copenhague (Dinamarca) no ano de 1996 e bronze na edição de Manaus (AM) dois anos depois.
Triathlon · 30 maio, 2008
Mariana Ohata e Reinaldo Colucci, triathletas brasileiros classificados para as Olimpíadas de Pequim desse ano, conversaram com a imprensa na última quinta-feira (29) sobre os últimos preparativos para a competição. Ambos contam atualmente com o apoio do Clube Pinheiros rumo à jornada chinesa e tem como objetivo chegar pelo menos entre os 10 primeiros colocados.
São Paulo - Natural de Descavados, interior de São Paulo, Colucci não fez parte da equipe que disputou os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro no ano passado, pois se lesionou durante o período em que os triathletas tentavam índice. Por isso ele começou sua preparação olímpica no início de 2007. Comecei do zero a tentativa de classificação, mas graças a Deus consegui bons resultados. Entre 11 provas disputadas consegui ficar entre os 10 melhores em cinco ocasiões, ressalta.
Apesar de afirmar modestamente que tem chances de chegar entre os top 10, ele não esconde a esperança de brigar por um lugar ao pódio. Às vezes a diferença do primeiro para o décimo é muito pequena, então brigar por uma medalha é questão de como estarei no dia e da forma como conseguirei encaixar a minha prova.
Esse ano Reinaldo completa 23 anos e é considerado uma das revelações da modalidade no país, que atualmente não tem uma renovação constante. Com duas vagas de triathlon disponíveis para a delegação canarinho, até o momento apenas ele tem a vaga assegurada, enquanto Juraci Moreira luta contra o tempo e tentará no próximo dia oito carimbar o passaporte.
Poluição - Um tema que tem se tornado muito popular desde que Pequim foi escolhida como cidade sede para os jogos é a questão da forte poluição que assola a capital chinesa, fator que pode complicar a performance segundo alguns atletas de outras modalidades. Colucci afirmou que participou de um evento teste no local ano passado e não teve muitas dificuldades.
Ano passado choveu muito nos dias anteriores à prova, então limpou o ar e talvez não tivemos a sensação real de como serão as coisas, mas no dia da competição o sol abriu e pudemos perceber que o céu é bem cinza. Ele não acredita, porém, que isso seja um fator de complicação. Todos competirão em condições iguais, se um for prejudicado, todos serão.
Ao ser perguntado sobre um possível jogo de equipe com Juraci, caso ele também conquiste a vaga e integre a delegação, Colucci afirma que isso só seria possível no trecho de ciclismo. O vácuo é liberado na bike, mas mesmo assim seria complicado, pois nem sempre dá para sair da natação juntos.
Treinos - Especialista no ciclismo, ele vem focando a parte de corrida nos treinamentos, pois além de ser o trecho que decide a competição, é a modalidade que ele ainda tem algumas dificuldades. Comecei o ano um minuto atrás do vencedor da prova, agora acho que falta melhorar uns 20 segundos para conseguir um bom resultado.
Sempre viajando para vários locais ao redor do mundo para competir, Colucci já chegou a ficar seis meses consecutivos longe de casa, o que certamente o faz sentir falta de algumas coisas. Sinto saudades de guaraná, brinca. Às vezes até encontro em alguns países como a Suíça, mas uma latinha custa o equivalente a R$5, então me controlo para tomar de vez em quando, completa.
Ele continuará os treinos no exterior, já que partirá para Leysin, na Suíça, onde iniciará seu treinamento de altitude. Em julho ele irá para a etapa da Copa do Mundo em Tiszaujvaros, na Hungria, e na segunda quinzena de agosto, parte para a ilha de Jeju, na Coréia, para a adaptação final ao clima e fuso horário asiático.
Enquanto Colucci se prepara para sua primeira olimpíada, a experiente Mariana Ohata, natural de Brasília (DF), 29 anos, segue rumo à terceira participação olímpica, já que esteve presente em Sidney 2000 e Atenas 2004. Ela será a única representante brasileira na competição deste ano.
Mariana foi a sexta colocada nos Jogos Pan-americanos, sendo a melhor brasileira, e de lá pra cá vem disputando diversas competições internacionais com o objetivo de acumular pontos e agarrar com unhas e dentes a vaga olímpica. No ritmo atual de treinos, ela tem rodado de 30 a 35 quilômetros de natação, de 400 a 450 de ciclismo e no mínimo 90 de corrida semanalmente, para chegar a Pequim no ápice da forma física.
Assim como o Reinaldo vou com o foco de tentar completar a disputa entre os 10 primeiros, mas sem deixar de pensar na medalha, ressalta. Hexacampeã brasileira de triathlon em 1999; 2000; 2002; 2003; 2005 e 2006, ela começou no esporte como nadadora, antes de ser incentivada por seu treinador a ingressar no triathlon.
Jogo de Equipe - Durante a disputa do Pan ela sofreu muito com o famoso jogo de equipe do time dos Estados Unidos, que tinha uma atleta especialista em cada modalidade, mas acredita que em Pequim a história será diferente. O nível será muito mais elevado, serão 55 meninas e vários países levarão três atletas, o que dificultará esse tipo de estratégia.
Assim como o companheiro de clube, Ohata não vê a poluição como um fator que possa prejudicar. Sempre viajamos para vários lugares nas competições que disputamos e é sempre necessário se adaptar às condições que o local oferece. Em Pequim não será diferente, todos terão condições iguais.
Com a ida de apenas uma triathleta para a China, já que Carla Moreno não quis fazer campanha olímpica este ano, fica evidenciado que o Brasil precisa de uma nova geração de atletas mulheres. A CBTri (Confederação Brasileira de Triathlon) tem um centro de treinamento e espero que apareçam outras meninas, se não eu terei que continuar indo muito tempo, brinca Ohata que afirma ainda que parcerias como a do Clube Pinheiros sempre são um incentivo a mais para que venha a renovação.
Assim como Colucci, por já estar classificada para a Olimpíada, ela não disputará o Mundial da modalidade no próximo dia oito, no Canadá, e seguirá a mesma programação que o colega. Ela viajará nos próximos dias para a Europa, onde realizará treinos de altitude e, antes de se aclimatar na Ásia, compete a etapa de Tiszaujvaros da Copa do Mundo, na Hungria. As provas de triathlon acontecem nos dias 18 e 19 de agosto, na região norte de Pequim, no Distrito de Changping.
Atletismo · 26 maio, 2008
O atleta biamputado Oscar Pistorius ganhou semana passada o direito de competir nas Olimpíadas de Pequim contra atletas não deficientes. Oscar utiliza um par de próteses chamado de Cheetah, que segundo alguns especialistas lhe daria vantagem energética em relação aos atletas comuns, mas após essa decisão ele está liberado para tentar o índice, fato que deve ocorrer apenas em julho.
Segundo o empresário do sul-africano, ele ainda não está pronto para competir com atletas não deficientes. Ele ainda não está em plena forma para competir em alto rendimento, ressalta Peet van Zyl. Ele e seu treinador vão sair do centro das atenções para se dedicar exclusivamente aos treinos e vão trabalhar duro, completa.
Dessa forma, Oscar continuará a disputar provas de 100, 200 e 400m em diversas competições paraolímpicas, antes de voltar as atenções às provas para não deficientes em julho. Para obter o índice olímpico, ele precisa baixar seu tempo de 46seg33 para 45seg55.
Maratona · 20 maio, 2008
A britânica Paula Radcliffe fará uma ressonância magnética nesta quarta-feira para verificar a intensidade da lesão em seu quadril, que a obrigou a andar de muletas. A recordista mundial de maratonas está no time olímpico de seu País e espera poder voltar aos treinos o mais rápido possível.
Pequenos contratempos como este apenas me fortalecem ainda mais para que eu chegue à minha melhor forma, comenta Radcliffe. A atleta de 34 anos não participou da Maratona de Londres devido a uma ferida no dedo e agora corre contra o tempo para se preparar para os jogos em agosto.
Obviamente a olimpíada é extremamente importante para mim, ressalta a atleta que terá a companhia de Mara Yamauchi e Liz Yelling na disputa em Pequim. Na Olimpíada de Atenas 2004 ela não completou a prova e, apesar de ter vencido a Maratona de Nova York em novembro do ano passado, este ano já interrompeu os treinos anteriormente devido ao problema no dedo.
David Bedford, diretor da Maratona de Londres, afirma que caso ela não consiga voltar rapidamente ao ritmo de treinos, deve considerar a possibilidade de não ir aos jogos. A não ser que Paula esteja 95% de sua melhor forma, ela não deve ir a Pequim, considerando a competitividade da prova e as condições climáticas. Ainda segundo ele, a solução seria pensar na Olimpíada de 2012 em Londres.
Maratona · 20 maio, 2008
Um dos representantes do Brasil na Maratona Olímpica de Pequim, José Teles, se prepara para a competição que acontece em agosto na China. A prova reunirá atletas de diversos países inclusive outros dois brasileiros, Marílson Gomes e Franck Caldeira. Aos 37 anos, Teles diz que está motivado e pronto para encarar o desafio.
Natural de Rio Grande do Piauí, o maratonista, já obteve um importante título na carreira, a Maratona de São Paulo em 2005. Nos últimos 600 metros da prova ele ultrapassou o adversário e venceu a maratona, que para ele é uma das mais difíceis do mundo. A Maratona de São Paulo tem um percurso muito duro, principalmente por causa dos túneis, revela.
Se São Paulo é uma corrida complicada, Teles, afirma que Pequim não terá nenhuma surpresa. Lá vai estar ruim para todo mundo. São Paulo também é poluída como Pequim. Estou acostumado a treinar na poluição e no calor e isso não deve ser muito diferente lá, comenta o atleta que começou correr em 1992, incentivado pelo irmão mais velho.
De acordo com Teles, que no ano passado participou do Mundial de Osaka, no Japão (mesma época que será realizada a Maratona Olímpica), o calor daquela região poderá afetar o desempenho de muitos atletas. A prova olímpica não será uma prova para fazer tempo é aí que está o problema para os atletas que só correm para bater tempo. Eles vão começar forte e não agüentarão até o final.
Teles se classificou para Pequim com o índice A, tempo exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat). Ele marcou 2h12min27 na Maratona de Milão no último ano. Esse foi o seu melhor tempo em maratonas.
Mas para conseguir estar entre os três melhores maratonistas do Brasil, Teles começou a se preparar em 2006, época que mudou de técnico e começou a planejar um treinamento totalmente voltado para as Olimpíadas.
Treinamento - Faltando um pouco mais de três meses para os Jogos Olímpicos de Pequim, Teles ainda tem mais um tempo para treinar. Na sua fase de preparação atual, ele roda em média 210 quilômetros por semana. Seu único dia de descanso é o domingo, dia que pode correr num ritmo mais baixo. Além disso, ele faz musculação duas vezes por semana.
Até o mês de agosto, o maratonista deve participar de algumas corridas nacionais com distância de 10 quilômetros e também deve fazer um mês de treinamento na altitude, na cidade de Paipa, Colômbia. Ainda vou decidir com o meu técnico se vou para Paipa, mas provável que sim. Além disso, vou participar de provinhas de 10 quilômetros para avaliar meu treinamento.
Com 1,63m de altura, 57 quilos e 4% de gordura corporal, o brasileiro José Teles pode surpreender em Pequim. Vou dar o meu melhor na China e estou me preparando para isso, finaliza o atleta.
Atletismo · 19 maio, 2008
No último domingo (18) aconteceu no Estádio Célio de Barros, o GP Rio Caixa de Atletismo, prova que reuniu atletas do Brasil e de outros países e serviu para que alguns obtivessem o índice olímpico. Sandro Viana, Rosângela Santos e Fabiano Peçanha foram alguns destaques.
Sandro venceu a prova dos 200m com 20seg55 e obteve o índice A, ao superar o norte-americano Greg Nixon, que marcou 20seg76. Entre as mulheres, a vitória foi para a norte-americana Debbie Dunn, com 22seg90 e recorde da prova. "Esperava um tempo melhor, mas acho que fui bem", comenta a campeã.
Nos 100m feminino a jamaicana Shelly-Ann Frazier venceu com 11seg32, deixando para Rosângela Santos o segundo lugar (11seg41). Esta marca foi seu recorde pessoal, anteriormente estabelecido em 11seg44, e lhe garantiu o índice B.
Já o gaúcho Fabiano Peçanha finalizou a prova dos 800m na terceira colocação, com 1min46seg88 e também obteve o Índice B. Em 2007 ele já havia obtido o Índice A, com 1min44seg60. Esta foi a quarta edição do GP, com a participação de 137 atletas, de 26 países, que somaram pontos para a Final Mundial do Atletismo (WAF), a ser realizada em Stuttgart (Alemanha).
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026