Triathlon · 08 maio, 2012
A triatleta brasileira Pâmella Oliveira conquistou no domingo (06/05), em Huatulco (México) o segundo lugar na terceira etapa da Copa do Mundo de Triathlon da ITU (União Internacional de Triathlon). Com o resultado, Pâmella praticamente assegurou uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres.
A vaga deve ser confirmada por algum dos dois critérios: pela pontuação somada no ranking olímpico da ITU ou por ser a sul-americana mais bem colocada no sistema new flag, que destina uma vaga para a melhor atleta de um continente que não conseguiu a classificação pelo ranking.
As representantes olímpicas devem ser definidas após os dois próximos eventos de distância olímpica da ITU. São etapas do Circuito Mundial em San Diego (EUA) e Madri (Espanha), em 11 e 26 de maio, respectivamente.
Na etapa da Copa do Mundo de Huatulco, Pâmella completou a prova em 2h13min47. Flora Duffy, das Bermudas, foi a campeã com 2h13min17 e a mexicana Claudia Rivas foi a terceira, com 2h13min53.
Confira o resultado feminino da etapa de Huatulco da Copa do Mundo de Triathlon 2012:
O Webrun conversou com dois treinadores em lados opostos e com uma ex-maratonista que representou o Brasil em três Olimpíadas para aferir se o índice exigido pela CBAt para a Maratona Olímpica feminina (2h30min07) realmente era rigoroso demais.
Apenas uma maratonista brasileira se classificou aos Jogos Olímpicos de Londres. Adriana Aparecida da Silva será a representante nacional, sendo que outras duas conseguiram o índice A da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo).
Marca dura- Fizeram um índice para não levar ninguém, acusa Márcia Narloch, que representou o Páis em Barcelona-92, Atlanta-96 e Atenas-04. A gente quer melhorar o atletismo para a Olimpíada aqui no Brasil, mas monta critério que pode até desestimular a atleta. É um índice muito distante de ser atingido, 2h35 já estaria bom.
Para Gilmário Mendes, treinador de Marily dos Santos que assim como Cruz Nonata fez o índice A da Iaaf a decisão deveria ser revista. Não há revolta quanto ao critério, mas acho que com mais maratonistas correndo em Londres o Brasil teria maior probabilidade de formar fundistas de qualidade para 2016, comenta.
Evolução?- Sobre o índice ter como objetivo forçar o desenvolvimento dos atletas brasileiros (as marcas equivalem a uma média da 12ª colocação nas três últimas principais competições da Iaaf), Gilmário acredita que a evolução já foi alcançada e que tanto Cruz como Marily poderiam ter bom desempenho em Londres.
Vão dizer que é porque treino ou porque sou esposo da Marily, mas acredito que chegaríamos em 2016 com uma cultura maratonista mais forte, complementa. Márcia Narloch concorda. Como maratonista de três Olimpíadas, quero ver três atletas lá. Não quero assistir a prova, darem a largada e não ver nenhuma brasileira.
A ex-atleta pertence ao restrito grupo de compatriotas que correram uma maratona abaixo de 2h30 na história, ao lado de Carmen de Oliveira e, agora, de Adriana Aparecida da Silva. Fico triste pelas meninas, com certeza poderiam ir as três. Correr como correram e ficar de fora é difícil, desestimula muito, diz Márcia.
Alta temperatura- A prova das Olimpíadas será disputada no verão londrino. Segundo Gilmário, isso favoreceria corredoras acostumadas a altas temperaturas, como Marily (que treina na Bahia) e Cruz (que treina no Centro-Oeste). Não vai ser uma prova rápida, ninguém vai correr em 2h18, 2h20, aposta.
Única mulher- Gilmário acrescenta que ser a única mulher brasileira na prova não será saudável para Adriana. A Marily pode dizer como não foi legal para ela ir sozinha em 2008. Na época, torceu para que outras fossem, porque elas poderiam treinar juntas, trocar um pouco desse nervosismo antes da corrida, exemplifica.
Na próxima página, um treinador membro do Conselho Técnico da CBAt justifica o índice estabelecido e Gilmário revela a opinião de Marily sobre a marca. Confira!
Contraponto- Henrique Viana, treinador da equipe Pé de Vento (RJ) e membro do Conselho Técnico da CBAt, que definiu os índices, não acredita em uma revisão da decisão. O critério foi a média da 12ª marca nos 100m, 200m, 400m, 800m, 1.500m, 5.000m, 10.000m e maratona. Se mudarmos para a maratona feminina tem que mudar para todas as provas, defende.
Viana ressalta que o índice foi construído justamente para estimular uma aproximação brasileira com os melhores do mundo. O critério que se faz é em relação ao desempenho global, não brasileiro. Está forte para elas ou elas que estão correndo pouco em relação à elite mundial?, esclarece.
Para o técnico, o índice foi justificado com a baixa nos tempos recentes de Marily e Cruz. A evolução delas mostra que as brasileiras perceberam que tem que evoluir muito para ir para Olimpíada e Mundial.
Gilmário conta que fez Marily parar em Barcelona quando estava em terceiro, porque o tempo estimado do final seria acima do índice. Assim, poderia se poupar para Pádua, onde a atleta baixou seu recorde pessoal em quase quatro minutos.
Ele revela que sua atleta pensa de forma semelhante a Henrique Viana. A Marily me disse algo que eu não esperava: Fiquei triste de não ir a Londres, mas o índice me fez melhorar o nível a um ponto que ainda não conhecia. Mas nada impede de olharem o processo com atenção e reconhecer que duas conseguiram o índice A da Iaaf, encerra.
Maratona · 07 maio, 2012
O Webrun conversou com dois treinadores em lados opostos e com uma ex-maratonista que representou o Brasil em três Olimpíadas para aferir se o índice exigido pela CBAt para a Maratona Olímpica feminina (2h30min07) realmente era rigoroso demais.
Apenas uma maratonista brasileira se classificou aos Jogos Olímpicos de Londres. Adriana Aparecida da Silva será a representante nacional, sendo que outras duas conseguiram o índice A da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo).
Marca dura- Fizeram um índice para não levar ninguém, acusa Márcia Narloch, que representou o Páis em Barcelona-92, Atlanta-96 e Atenas-04. A gente quer melhorar o atletismo para a Olimpíada aqui no Brasil, mas monta critério que pode até desestimular a atleta. É um índice muito distante de ser atingido, 2h35 já estaria bom.
Para Gilmário Mendes, treinador de Marily dos Santos que assim como Cruz Nonata fez o índice A da Iaaf a decisão deveria ser revista. Não há revolta quanto ao critério, mas acho que com mais maratonistas correndo em Londres o Brasil teria maior probabilidade de formar fundistas de qualidade para 2016, comenta.
Evolução?- Sobre o índice ter como objetivo forçar o desenvolvimento dos atletas brasileiros (as marcas equivalem a uma média da 12ª colocação nas três últimas principais competições da Iaaf), Gilmário acredita que a evolução já foi alcançada e que tanto Cruz como Marily poderiam ter bom desempenho em Londres.
Vão dizer que é porque treino ou porque sou esposo da Marily, mas acredito que chegaríamos em 2016 com uma cultura maratonista mais forte, complementa. Márcia Narloch concorda. Como maratonista de três Olimpíadas, quero ver três atletas lá. Não quero assistir a prova, darem a largada e não ver nenhuma brasileira.
A ex-atleta pertence ao restrito grupo de compatriotas que correram uma maratona abaixo de 2h30 na história, ao lado de Carmen de Oliveira e, agora, de Adriana Aparecida da Silva. Fico triste pelas meninas, com certeza poderiam ir as três. Correr como correram e ficar de fora é difícil, desestimula muito, diz Márcia.
Alta temperatura- A prova das Olimpíadas será disputada no verão londrino. Segundo Gilmário, isso favoreceria corredoras acostumadas a altas temperaturas, como Marily (que treina na Bahia) e Cruz (que treina no Centro-Oeste). Não vai ser uma prova rápida, ninguém vai correr em 2h18, 2h20, aposta.
Única mulher- Gilmário acrescenta que ser a única mulher brasileira na prova não será saudável para Adriana. A Marily pode dizer como não foi legal para ela ir sozinha em 2008. Na época, torceu para que outras fossem, porque elas poderiam treinar juntas, trocar um pouco desse nervosismo antes da corrida, exemplifica.
Na próxima página, um treinador membro do Conselho Técnico da CBAt justifica o índice estabelecido e Gilmário revela a opinião de Marily sobre a marca. Confira!
Contraponto- Henrique Viana, treinador da equipe Pé de Vento (RJ) e membro do Conselho Técnico da CBAt, que definiu os índices, não acredita em uma revisão da decisão. O critério foi a média da 12ª marca nos 100m, 200m, 400m, 800m, 1.500m, 5.000m, 10.000m e maratona. Se mudarmos para a maratona feminina tem que mudar para todas as provas, defende.
Viana ressalta que o índice foi construído justamente para estimular uma aproximação brasileira com os melhores do mundo. O critério que se faz é em relação ao desempenho global, não brasileiro. Está forte para elas ou elas que estão correndo pouco em relação à elite mundial?, esclarece.
Para o técnico, o índice foi justificado com a baixa nos tempos recentes de Marily e Cruz. A evolução delas mostra que as brasileiras perceberam que tem que evoluir muito para ir para Olimpíada e Mundial.
Gilmário conta que fez Marily parar em Barcelona quando estava em terceiro, porque o tempo estimado do final seria acima do índice. Assim, poderia se poupar para Pádua, onde a atleta baixou seu recorde pessoal em quase quatro minutos.
Ele revela que sua atleta pensa de forma semelhante a Henrique Viana. A Marily me disse algo que eu não esperava: Fiquei triste de não ir a Londres, mas o índice me fez melhorar o nível a um ponto que ainda não conhecia. Mas nada impede de olharem o processo com atenção e reconhecer que duas conseguiram o índice A da Iaaf, encerra.
Os brasileiros parecem entusiasmados com o Atletismo nacional para os Jogos Olímpicos de Londres. Mais de 2.400 ingressos já foram vendidos no País para assistir à modalidade na capital do Reino Unido, em julho deste ano. Para efeito de comparação, o futebol, considerado o esporte nacional, vendeu cerca de 2.100 ingressos até agora.
Conheça os principais locais das competições nos Jogos Olímpicos
Londres está chamando - Conheça a capital
Os números são da Tamoyo Internacional, revendedora oficial dos ingressos no Brasil. Segundo a empresa, houve um crescimento de 85% dos turistas em relação aos que estiveram para os Jogos na China em 2008, assim como o aumento no número de ingressos disponíveis para os brasileiros. Para esse ano, foi levado em conta o fato de sermos a casa das Olimpíadas de 2016, explica Antônio Carlos Valente, sócio da Tamoyo Internacional.
Entre os ingressos mais vendidos, o Vôlei segue na liderança das modalidades, com mais de 8.750 espectadores brasileiros. Em seguida, o Vôlei de Praia (5.331) e o Basquete (2.820). Os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco são os maiores compradores, seguidos pelo Rio Grande do Sul.
Os Jogos Olímpicos de Londres começam no dia 27 de julho e vão até o dia 12 de agosto deste ano.
Vôlei | 8751 |
Vôlei de Praia | 5331 |
Basquete | 2820 |
Atletismo | 2442 |
Futebol | 2117 |
Judô | 1405 |
Handball | 916 |
Natação | 890 |
Ginástica Artística | 874 |
Boxe | 698 |
Outras | 4911 |
Total | 31155 |
Atletismo · 03 maio, 2012
Os brasileiros parecem entusiasmados com o Atletismo nacional para os Jogos Olímpicos de Londres. Mais de 2.400 ingressos já foram vendidos no País para assistir à modalidade na capital do Reino Unido, em julho deste ano. Para efeito de comparação, o futebol, considerado o esporte nacional, vendeu cerca de 2.100 ingressos até agora.
Conheça os principais locais das competições nos Jogos Olímpicos
Londres está chamando - Conheça a capital
Os números são da Tamoyo Internacional, revendedora oficial dos ingressos no Brasil. Segundo a empresa, houve um crescimento de 85% dos turistas em relação aos que estiveram para os Jogos na China em 2008, assim como o aumento no número de ingressos disponíveis para os brasileiros. Para esse ano, foi levado em conta o fato de sermos a casa das Olimpíadas de 2016, explica Antônio Carlos Valente, sócio da Tamoyo Internacional.
Entre os ingressos mais vendidos, o Vôlei segue na liderança das modalidades, com mais de 8.750 espectadores brasileiros. Em seguida, o Vôlei de Praia (5.331) e o Basquete (2.820). Os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco são os maiores compradores, seguidos pelo Rio Grande do Sul.
Os Jogos Olímpicos de Londres começam no dia 27 de julho e vão até o dia 12 de agosto deste ano.
Vôlei | 8751 |
Vôlei de Praia | 5331 |
Basquete | 2820 |
Atletismo | 2442 |
Futebol | 2117 |
Judô | 1405 |
Handball | 916 |
Natação | 890 |
Ginástica Artística | 874 |
Boxe | 698 |
Outras | 4911 |
Total | 31155 |
Na segunda-feira (30/04) a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) divulgou os nomes dos atletas que disputarão a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres, em agosto. Entre os homens, vão três representantes, o máximo permitido por país. Na categoria feminina, apenas uma corredora exatamente o mesmo cenário de quatro anos atrás.
Desta vez, no entanto, as corredoras que ficaram de fora chegaram muito perto. Marily dos Santos maratonista solitária do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 fez 2h31min55 na Maratona de Pádua (22/04), na Itália.
O índice da CBAt é de 2h30min07. Cruz Nonata, por sua vez, correu a Maratona de Viena (15/04) e marcou 2h32min46. Se fosse utilizado o índice da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf), ambas fariam companhia para Adriana Aparecida da Silva, única classificada.
Entenda os índices- A Iaaf define os índices que devem ser utilizados como valores mínimos por cada federação, mas cada nação adota diferentes critérios de definição. Os Estados Unidos, por exemplo, realizaram uma única prova, em que os três primeiros colocados garantiram vaga nas Olimpíadas todos tiveram tempo mais rápido que o índice A da Iaaf.
Já o Quênia optou por indicar seus atletas. A federação local divulgou em janeiro uma lista de seis pré-candidatos para cada modalidade (masculina e feminina) e no final de abril elegeu três de cada, de acordo com a consistência demonstrada neste ano o atual recordista mundial, por exemplo, ficou de fora .
No caso da CBAt, foi estabelecido um critério tendo em vista a competitividade que os brasileiros podem ter nos Jogos Olímpicos. Para estimular a melhora no nível nacional, foi tomado o 12º tempo nas últimas maratonas oficiais da Iaaf isto é, Mundial de Daegu (2011), Mundial de Berlim (2009) e Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e feita uma média.
Esta média é o índice da CBAt. No masculino, quatro fizeram o índice e os três primeiros se classificaram. No feminino, o índice de 2h30min07 foi considerado muito duro apenas duas brasileiras tinham conseguido bater a marca na história até Adriana conquistar a vaga, na Maratona de Tóquio (26/02).
Mais ainda, a disparidade do índice feminino nacional em relação ao critério da Iaaf é muito grande se comparado ao masculino. Confira a diferença:
Masculino
Maratona · 03 maio, 2012
Na segunda-feira (30/04) a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) divulgou os nomes dos atletas que disputarão a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres, em agosto. Entre os homens, vão três representantes, o máximo permitido por país. Na categoria feminina, apenas uma corredora exatamente o mesmo cenário de quatro anos atrás.
Desta vez, no entanto, as corredoras que ficaram de fora chegaram muito perto. Marily dos Santos maratonista solitária do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 fez 2h31min55 na Maratona de Pádua (22/04), na Itália.
O índice da CBAt é de 2h30min07. Cruz Nonata, por sua vez, correu a Maratona de Viena (15/04) e marcou 2h32min46. Se fosse utilizado o índice da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf), ambas fariam companhia para Adriana Aparecida da Silva, única classificada.
Entenda os índices- A Iaaf define os índices que devem ser utilizados como valores mínimos por cada federação, mas cada nação adota diferentes critérios de definição. Os Estados Unidos, por exemplo, realizaram uma única prova, em que os três primeiros colocados garantiram vaga nas Olimpíadas todos tiveram tempo mais rápido que o índice A da Iaaf.
Já o Quênia optou por indicar seus atletas. A federação local divulgou em janeiro uma lista de seis pré-candidatos para cada modalidade (masculina e feminina) e no final de abril elegeu três de cada, de acordo com a consistência demonstrada neste ano o atual recordista mundial, por exemplo, ficou de fora .
No caso da CBAt, foi estabelecido um critério tendo em vista a competitividade que os brasileiros podem ter nos Jogos Olímpicos. Para estimular a melhora no nível nacional, foi tomado o 12º tempo nas últimas maratonas oficiais da Iaaf isto é, Mundial de Daegu (2011), Mundial de Berlim (2009) e Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e feita uma média.
Esta média é o índice da CBAt. No masculino, quatro fizeram o índice e os três primeiros se classificaram. No feminino, o índice de 2h30min07 foi considerado muito duro apenas duas brasileiras tinham conseguido bater a marca na história até Adriana conquistar a vaga, na Maratona de Tóquio (26/02).
Mais ainda, a disparidade do índice feminino nacional em relação ao critério da Iaaf é muito grande se comparado ao masculino. Confira a diferença:
Masculino
Maratona · 02 maio, 2012
O prazo para obtenção do índice para as maratonas masculina e feminina dos Jogos Olímpicos de Londres encerrou no domingo (29/04) e a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) confirmou na segunda-feira (30/04) o nome dos representantes do País.
Para a prova masculina, o Brasil levará o máximo de três atletas que conquistaram o índice A. Marílson Gomes, Paulo Roberto de Almeida Paula e Franck Caldeira são os classificados.
Marílson estava com a vaga garantida por critério técnico da CBAt (ter um dos 30 melhores tempos do mundo em 2011) e confirmou a vaga com o tempo de 2h08min03 na Maratona de Londres (22/04). A expectativa é que ele possa ter um bom resultado", aposta Adauto Domingues, treinador do fundista.
No mesmo dia, Paulo Roberto de Almeida Paula correu a Maratona de Pádua (Pádova, na Itália) em 2h10min23, melhorando os tempos que já tinha feito abaixo do índice em Amsterdã e Barcelona. Ele está muito bem, reconhece a ex-maratonista portuguesa Rita Borralho, que treinou o corredor em sua passagem recente pela Europa.
Franck Caldeira completa a lista, graças ao tempo feito em Milão (15/04), de 2h12min03. Assim como Marílson, ele esteve nos Jogos Olímpicos de Pequim - 2008 (ambos não completaram a prova). O Franck está mais maduro e experiente, afirma Ricardo DAngelo, treinador de Franck.
Na categoria feminina, apenas Adriana Aparecida da Silva correu abaixo do índice A da CBAt e, portanto, será a única brasileira na prova em Londres. Ela correu a Maratona de Tóquio (26/02) em 2h29min17 e se tornou a segunda maratonista brasileira mais rápida da história.
Ela deve fazer dois treinamentos em altitude até os Jogos, um na Colômbia, em Paipa e outro na Suiça. O objetivo é que ela fique na Suíça até a viagem para Londres, no dia 2 de agosto. Acho que a maratona olímpica terá mudanças de ritmo e não será tão rápida, diz Cláudio Castilho, treinador de Adriana.
Atletismo · 02 maio, 2012
Dois velocistas brasileiros conquistaram no sábado (28/04) o índice para as provas dos 200 metros rasos nos Jogos Olímpicos de Londres, em agosto. As marcas foram obtidas no Torneio da Federação Paulista de Atletismo (FPA), disputado no Estádio Ícaro de Castro Mello, em São Paulo.
Sandro Viana e Aldemir Gomes foram os classificados, com as marcas de 20seg43 e 20seg42, respectivamente. O índice A da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para as Olimpíadas é de 20seg51.
Aldemir, de apenas 19 anos, foi a grande surpresa. O atleta, que é do Rio de Janeiro, estava em São Paulo para o camping de revezamento promovido pela CBAt e aproveitou para colocar em prática no Torneio da FPA o conteúdo aprendido, vencendo e conquistando a vaga em Londres.
O Aldemir começou com 11 para 12 anos e é um atleta de características ímpares, aplicado e que sempre buscou dar certo. Vamos dar continuidade ao planejamento e esperamos que ele chegue em Londres para fazer algo ainda melhor, conta sua treinadora, Vânia Valentino da Silva.
Já Sandro Viana, do Pinheiros, celebrou o índice mas demonstrou cautela, uma vez que a briga pelas vagas brasileiras deve ficar mais acirrada no Troféu Brasil de Atletismo (27/06 a 01º/07) e o prazo para a definição dos classificados expira em primeiro de julho.
Estou treinando forte desde dezembro, praticamente cinco meses de desgaste. Gostei do meu tempo e dei sorte de correr numa raia boa. Como sou um cara grande, tenho mais velocidade nas raias mais abertas, pois o ângulo da curva acaba favorecendo", analisa Sandro. "Agora é continuar melhorando pra confirmar de vez a ida aos Jogos", conclui o veterano.
Triathlon · 26 abr, 2012
O triatleta Reinaldo Colucci venceu, no sábado (21/04), a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Triathlon Standard, em Brasília, com 1h58min27. O resultado faz dele o campeão brasileiro da modalidade olímpica (1,5 quilômetro de natação, 40 de ciclismo e dez de corrida).
Com o título, Colucci completa uma tríplice coroa do triathlon, já que é agora o campeão brasileiro, sul-americano (conquistado no Chile em 18/03) e Pan-Americano (em outubro de 2011, nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, México). Ele deve ser o principal nome brasileiro de Triathlon presente nos Jogos Olímpicos de Londres - 2012.
Ainda na competição em Brasília, o segundo lugar na categoria masculina ficou com Danilo Pimentel, com 2h00min34. Na prova feminina, a jovem Luísa Duarte companheira de Colucci na equipe Sesi São Carlos foi a vencedora, com 2h21min17, seguida por Fernanda Garcia, com 2h21min59.
Atletismo · 26 abr, 2012
O paulista Diomar Noêmio de Souza conquistou no domingo (22/04) o índice para participar das provas de 800 metros dos Jogos Olímpicos (6, 7 e 9 de agosto). Diomar, que representa o Clube de Atletismo BM&F Bovespa, foi o vencedor da modalidade no Campeonato Estadual Gaúcho, em Porto Alegre.
Ele admite que a marca foi uma grata surpresa. Competi em Porto Alegre para dar uma soltada nos treinos, mas o resultado veio e estou muito feliz", declara o atleta, natural de Matão.
O tempo de 1min45seg62 é mais veloz do que o parâmetro estabelecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para classificação às Olimpíadas o índice da CBAt é de 1min45seg92, enquanto o índice A da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) é de 1min45seg60. Como o índice alcançado permite apenas um atleta por país, Diomar deve competir para melhorá-lo.
O tempo registrado é a segunda melhor marca mundial do ano, mas Marcelo Lima, treinador do BM&F, sugere cautela. Tem o Kleberson David, o Fabiano Peçanha, o Lutimar Paes, o Fernando Lina, todos com chance de obtenção de marcas."
Agora, Diomar deve trabalhar para competir bem no Troféu Brasil de Atletismo (27/06 a 01º/07) quando grande parte das vagas brasileiras deve ser definida. O dia primeiro de julho é também o dia em que expira a obtenção do índice para as provas de pista.
Maratona · 25 abr, 2012
A Federação Queniana de Atletismo (Athletics Kenya, a AK) divulgou nesta quarta-feira (25/04) os seis representes que competirão em agosto nas provas de Maratona das Olimpíadas de Londres. Patrick Makau, atual recordista mundial da distância, ficou de fora da lista.
Homens- Para a prova masculina (12/08), os eleitos foram:
Selecionamos os atletas com base em suas performances individuais nesta temporada, com ênfase na experiência, conta o presidente da AK, Isaiah Kiplagat. As performances individuais a que Kiplagat se refere são a vitória de Kipsang em Londres no último domingo (22/04), o sexto lugar de Kirui na mesma prova e o terceiro lugar de Moses Mosop em Roterdã, na Holanda (15/04).
Na verdade, com exceção de Kipsang, os outros candidatos não tiveram bons resultados recentemente. Patrick Makau, por exemplo, quebrou em Londres, assim como Geoffrey Mutai em Boston. O bom desempenho de nomes como Martin Lel e Wesley Korir nas duas provas também não convenceu a AK a repensar a lista.
Mulheres- Para a prova feminina (03/08), deu a lógica e as representantes serão:
Isaiah Kiplagat fez questão de reforçar que algum dos nomes que ficaram de fora ainda pode integrar a equipe em caso de lesão dos classificados.
Maratona · 24 abr, 2012
A Federação Queniana de Atletismo tem uma tarefa difícil pela frente nos próximos dias: escolher os três representantes masculinos para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres (12/08). Não é segredo que o Quênia é o maior celeiro de fundistas da atualidade.
A disparidade é tanta que o país do leste africano tem mais de 150 atletas com o índice A masculino (2h15min), que classifica três atletas aos Jogos. Para efeito de comparação, o Brasil tem apenas quatro: Marílson Gomes, Paulo Roberto de Almeida Paula, Franck Caldeira e Damião Ancelmo.
Consistência é a solução- Para facilitar a escolha, a Federação Queniana elegeu em janeiro seis corredores com histórico recente de bons resultados para brigarem pelas três vagas. O currículo de todos impressiona:
Nas últimas duas semanas, todos entraram no asfalto para ganhar pontos na briga por uma vaga, quatro deles em solo olímpico, na Maratona de Londres (22/04). Apenas um deve estar tranquilo quanto à classificação agora, justamente o vencedor da prova londrina, Wilson Kipsang.
Abandonos e frustrações- Confira as provas disputadas, os resultados e a situação dos quenianos na briga pela vaga:
Quem corre por fora- O vencedor de Boston, Wesley Korir, pode levantar dúvida para a Federação. Afinal, venceu a prova em que Geoffrey Mutai quebrou. Mas as condições adversas da corrida norte-americana e o alto tempo de Korir (2h12) não devem comover os oficiais quenianos.
Quem realmente deu um nó na cabeça dos membros da Federação foi Martin Lel. O veterano corredor tem o título 2007-08 do WMM no currículo, três vitórias em Londres e duas em Nova York, mas ficou de fora da pré-lista talvez por ser considerado como atleta já em declínio de carreira.
Seu segundo lugar em Londres, com ultrapassagem espetacular nos metros finais e chegando à frente de três dos quatro compatriotas pré-classificados às Olimpíadas presentes certamente cria um dilema para os selecionadores.
Prova feminina- Na categoria feminina, a dor de cabeça da Federação não é tão grande. Mary Keitany, vencedora em Londres e maior expoente do País na modalidade, é nome certo nos Jogos.
Edna Kiplagat, campeã mundial e vice em Londres, também não deve ficar de fora. Priscah Jeptoo, vencedora da São Silvestre, vice-mundial e terceira em Londres briga pela última vaga com Sharon Cherop, bronze no mundial e vencedora em Boston. Lydia Cheromei provavelmente será descartada.
A Federação Queniana de Atletismo deve divulgar os selecionados para as maratonas olímpicas no próximo dia 30 de abril.
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