Maratona · 12 jul, 2012
Marílson Gomes é o único brasileiro capaz de correr lado a lado com os quenianos, conhecidos por seus tempos baixos em maratonas. O melhor tempo do atleta nos 42 quilômetros é de 2h06min34, obtido na Maratona de Londres em 2011. No próximo dia 12 de agosto, Marílson enfrenta novamente a maratona da cidade britânica, dessa vez nos Jogos Olímpicos.
Para chegar preparado para a disputa, o atleta passa uma temporada, até a disputa, em Paipa cidade a 2.577 metros acima do nível do mar na Colômbia.
Espero que esse treinamento seja decisivo para meu resultado em Londres. Será tudo o que um atleta precisa: descanso, treino, alimentacao, fora os benefícios fisiológicos de treinar em altitude, conta Marílson.
Outros atletas, como Vanderlei Cordeiro de Lima, medalhista nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, também fizeram seus treinamentos na véspera dos Jogos em cidades mais altas. Para o fundista, o segredo é saber treinar. Terei de contar com a experiência para saber os benefícios da altitude e utilizar isso a meu favor, sem me prejudicar, observa.
Para o dia da competicao, Marílson confessa ser impossível fazer previsões, já que fatores físicos ou mesmo externos podem fazer a diferença no resultado. O tricampeão da São Silvestre conta que torce para que o clima em Londres esteja mais parecido com o do Brasil, um pouco mais quente.
Embora seja o mesmo para todos os atletas que estao competindo, um clima pode ser mais favorável para um do que para outro. Mas sei que tenho de me preparar para qualquer clima, conclui o fundista bicampeão da maratona de Nova York.
Durante as Olimpíadas de Londres vários triatletas usarão em suas bikes um câmbio eletrônico desenvolvido pela Shimano, que visa diminuir o esforço dedicado na hora de trocar as marchas. Trata-se do modelo Di2, série 9.000 do Grupo Dura-Ace, tecnologia que dispensa os tradicionais cabos de aço, substituídos por um sistema preciso de trocas de marcha, comandado por uma bateria de lítio recarregável.
O Di2 evita o cruzamento de marchas e a troca é feita com apenas um clique no botão, sem a necessidade do atleta mover as mãos para a alavanca de câmbio, o que permite maior agilidade em momentos de sprint, por exemplo. A bateria de lítio fica embutida dentro do quadro da bicicleta, assim como os fios que alimentam o sistema.
Antes de chegar à Olimpíada, outras versões do Di2 foram testadas em competições tradicionais, como o Tour de France e o Pro Tour. Segundo a Shimano, a bateria tem autonomia de 200 quilômetros e os ciclistas podem se submeter às mais variadas condições climáticas sem receio de danificar o sistema.
Brasileiros - Entre os atletas olímpicos que usarão o sistema em Londres, não há nenhum brasileiro na lista, mas dois atletas nacionais já têm utilizado o câmbio eletrônico em suas competições. É o caso de Ivan Albano, especialista em Ironman, e Fábio Carvalho, que disputa provas com distância olímpica.
É possível sentir a precisão na hora de cambiar as marchas, além da vantagem de trocá-las tanto no clipe, quanto na alavanca, relata Fábio. Como minhas provas são em circuito, cada segundo que eu possa ter de vantagem ajuda bastante no resultado final. Já faz três anos que uso o Di2 e estou mal acostumado, nem sei mais como é usar o manual, brinca o triatleta que tentou uma vaga olímpica, mas teve problemas com lesão.
Já para Ivan, além do ganho de tempo, o gasto de energia também é menor. Fiz minha primeira prova com o eletrônico no Ironman da África do Sul e senti muita diferença. Principalmente por não ter precisado tirar a mão do clipe num percurso misto e com muito vento. Ele conta que tinha uma dor crônica no dedo indicador pelo esforço em usar a alavanca. Hoje não sinto mais nada. Para mim o Di2 veio a acrescentar em conforto e precisão e hoje seria impossível voltar para o manual. Na primeira pedalada você fica meio confuso, mas depois acostuma e parece que está jogando videogame, brinca o triatleta de Mogi Mirim, no interior de São Paulo que compara o câmbio eletrônico a um carro automático.
Assista a um vídeo sobre o câmbio eletrônico:
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Triathlon · 09 jul, 2012
Durante as Olimpíadas de Londres vários triatletas usarão em suas bikes um câmbio eletrônico desenvolvido pela Shimano, que visa diminuir o esforço dedicado na hora de trocar as marchas. Trata-se do modelo Di2, série 9.000 do Grupo Dura-Ace, tecnologia que dispensa os tradicionais cabos de aço, substituídos por um sistema preciso de trocas de marcha, comandado por uma bateria de lítio recarregável.
O Di2 evita o cruzamento de marchas e a troca é feita com apenas um clique no botão, sem a necessidade do atleta mover as mãos para a alavanca de câmbio, o que permite maior agilidade em momentos de sprint, por exemplo. A bateria de lítio fica embutida dentro do quadro da bicicleta, assim como os fios que alimentam o sistema.
Antes de chegar à Olimpíada, outras versões do Di2 foram testadas em competições tradicionais, como o Tour de France e o Pro Tour. Segundo a Shimano, a bateria tem autonomia de 200 quilômetros e os ciclistas podem se submeter às mais variadas condições climáticas sem receio de danificar o sistema.
Brasileiros - Entre os atletas olímpicos que usarão o sistema em Londres, não há nenhum brasileiro na lista, mas dois atletas nacionais já têm utilizado o câmbio eletrônico em suas competições. É o caso de Ivan Albano, especialista em Ironman, e Fábio Carvalho, que disputa provas com distância olímpica.
É possível sentir a precisão na hora de cambiar as marchas, além da vantagem de trocá-las tanto no clipe, quanto na alavanca, relata Fábio. Como minhas provas são em circuito, cada segundo que eu possa ter de vantagem ajuda bastante no resultado final. Já faz três anos que uso o Di2 e estou mal acostumado, nem sei mais como é usar o manual, brinca o triatleta que tentou uma vaga olímpica, mas teve problemas com lesão.
Já para Ivan, além do ganho de tempo, o gasto de energia também é menor. Fiz minha primeira prova com o eletrônico no Ironman da África do Sul e senti muita diferença. Principalmente por não ter precisado tirar a mão do clipe num percurso misto e com muito vento. Ele conta que tinha uma dor crônica no dedo indicador pelo esforço em usar a alavanca. Hoje não sinto mais nada. Para mim o Di2 veio a acrescentar em conforto e precisão e hoje seria impossível voltar para o manual. Na primeira pedalada você fica meio confuso, mas depois acostuma e parece que está jogando videogame, brinca o triatleta de Mogi Mirim, no interior de São Paulo que compara o câmbio eletrônico a um carro automático.
Assista a um vídeo sobre o câmbio eletrônico:
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Atletismo · 06 jul, 2012
A mais curta e a mais longa prova de corrida das Olimpíadas estão com a presença de dois de seus principais nomes em risco. Donos dos recordes mundiais em suas respectivas modalidades, o jamaicano Usain Bolt e a britânica Paula Radcliffe anunciaram nos últimos dias que estão com lesões preocupantes.
Homem mais rápido do mundo- Bolt é o principal nome do atletismo jamaicano, favorito às medalhas nas provas de velocidade. Recordista mundial dos 100 e dos 200 metros rasos, ele foi apenas o segundo colocado nas provas da seletiva jamaicana para as Olimpíadas no último final de semana.
O velocista cancelou sua participação na Liga de Diamante da Iaaf no dia 20, em Mônaco, por conta de uma suposta lesão nas costas. Ele tem que estar pronto para correr no dia três de agosto, quando tem início o atletismo nas Olimpíadas.
Curandeiro alemão- Usain Bolt trata da lesão com o mesmo médico que a recordista mundial de maratona, a inglesa Paula Radcliffe. O alemão Hans Muller-Wohlfart é o preferido para tratar os mais renomados atletas do mundo.
Paula, principal representante no atletismo dos anfitriões olímpicos, voou para Munique (Alemanha) na quarta-feira (04/07) para uma consulta com Hans Curandeiro, como é conhecido o doutor. Ela diz sofrer de uma artrose recorrente no pé esquerdo.
Não acho que minha participação nos Jogos esteja ameaçada a essa altura, declara Paula. A fundista diz ter condições de correr, mas em um doloroso estado. Tanto a maratona feminina quanto a final masculina dos 100 metros serão realizadas no dia cinco de agosto.
Atletismo · 03 jul, 2012
A Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) divulgou nesta terça-feira (03/07) as equipes classificadas para competir nas provas de revezamento nos Jogos Olímpicos de Londres, em agosto. O Brasil conseguiu a vaga em três das quatro opções disponíveis 4x100m masculino, 4x100m feminino e 4x400m feminino, ficando ausente apenas dos 4x400m masculino.
Chances de medalha- Nos 4x100m masculino, o Brasil procura repetir seu melhor desempenho da história, uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000. A marca naquela ocasião (37seg90) é a sétima melhor por países na história.
No entanto, a equipe formada por Bruno Lins Tenório, Aldemir Gomes, Sandro Viana, Carlos Roberto Pio, Nilson André e José Carlos Gomes Codó (quatro titulares e dois reservas) terá que brigar em Londres contra os jamaicanos (como Usain Bolt e Yohan Blake) e norte-americanos (como Tyson Gay e Justin Gatlin). O Brasil qualificou-se em sexto das dezesseis vagas e foi campeão Pan-Americano da categoria em 2011.
Mulheres- Na prova feminina dos 4x100m, as meninas chegam também com status de campeãs Pan-Americanas, com a nona das dezesseis vagas. Estados Unidos e Jamaica também serão as favoritas e o time formado por Rosângela Santos, Ana Cláudia Lemos da Silva, Franciela Krasucki, Evelyn dos Santos, Tamiris de Liz e Vanda Gomes terá que voar baixo para garantir vaga na final.
Nos 4x400m, o País entrou com a 14ª vaga. Geisa Coutinho, Jaílma Sales de Lima, Joelma Souza, Lucimar Teodoro e Aline Leone dos Santos serão as representantes brasileiras. Os Estados Unidos conquistaram a primeira vaga, seguidos por Rússia e Jamaica.
Confira na próxima página a relação completa dos 36 atletas convocados pela Confederação Brasileira de Atletismo para as Olimpíadas de Londres.
No total, o atletismo brasileiro levará 36 representantes a Londres - 18 no masculino e 18 no feminino. Confira a nossa seleção:
Masculino
*Diego Cavalcanti obteve o índice, mas não vai aos Jogos por conta de uma lesão. Em seu lugar entram os atletas Sandro Viana (200m) e José Carlos Gomes, o Codó (4x100m).
Feminino
Encerrado o mistério: depois de Jeneba Tarmoh e Allyson Felix terminarem a final dos 100 metros (23/06) na seletiva norte-americana rigorosamente empatadas e ser cogitada até uma decisão no cara ou coroa, está definida quem se juntará à Carmelita Jeter e Tianna Madison na equipe olímpica. No domingo (01/07), último dia do Trials, as atletas, seus técnicos, agentes e os árbitros da Federação de Atletismo dos Estados Unidos (USATF) se reuniram e concordaram em disputar um último tiro na segunda-feira (02/07).
Na manhã de segunda, no entanto, a presidente da USATF, Stephanie Hightower, recebeu um e-mail encaminhado pela agente de Jeneba, em que a própria atleta anuncia a desistência da disputa:
Eu, Jeneba Tarmoh, decidi abrir mão de minha terceira colocação nos 100 metros rasos para Allyson Felix. Entendo que com essa decisão não disputarei os 100m nos Jogos Olímpicos e serei uma alternativa para o evento. Como alternativa, entendo que serei chamada para correr caso alguma corredora não participe por motivos pessoais nos 100 metros ou no revezamento 4x100, diz o e-mail.
A presidente da USATF declarou estar desapontada com a mudança de ideia de Jeneba. Trabalhamos duro para chegar ao consenso de disputar um desempate, mas sabemos que Allyson, Carmelita e Tianna representarão bem o Time EUA.
Nos dias anteriores à decisão, Jeneba já tinha mostrado descontentamento com o empate, que para ela não ocorreu. No fundo do meu coração eu sinto como se tivesse garantido a vaga. Quase me sinto meio roubada, chegou a declarar.
Por reforçar essa expressão no e-mail, quando diz minha terceira colocação, entende-se que a velocista ainda considera a decisão injusta. Sua sugestão de competir caso alguma atleta não participe por motivos pessoais pressiona Allyson Felix a assumir uma derrota se é que esta ocorreu.
Atletismo · 03 jul, 2012
Encerrado o mistério: depois de Jeneba Tarmoh e Allyson Felix terminarem a final dos 100 metros (23/06) na seletiva norte-americana rigorosamente empatadas e ser cogitada até uma decisão no cara ou coroa, está definida quem se juntará à Carmelita Jeter e Tianna Madison na equipe olímpica. No domingo (01/07), último dia do Trials, as atletas, seus técnicos, agentes e os árbitros da Federação de Atletismo dos Estados Unidos (USATF) se reuniram e concordaram em disputar um último tiro na segunda-feira (02/07).
Na manhã de segunda, no entanto, a presidente da USATF, Stephanie Hightower, recebeu um e-mail encaminhado pela agente de Jeneba, em que a própria atleta anuncia a desistência da disputa:
Eu, Jeneba Tarmoh, decidi abrir mão de minha terceira colocação nos 100 metros rasos para Allyson Felix. Entendo que com essa decisão não disputarei os 100m nos Jogos Olímpicos e serei uma alternativa para o evento. Como alternativa, entendo que serei chamada para correr caso alguma corredora não participe por motivos pessoais nos 100 metros ou no revezamento 4x100, diz o e-mail.
A presidente da USATF declarou estar desapontada com a mudança de ideia de Jeneba. Trabalhamos duro para chegar ao consenso de disputar um desempate, mas sabemos que Allyson, Carmelita e Tianna representarão bem o Time EUA.
Nos dias anteriores à decisão, Jeneba já tinha mostrado descontentamento com o empate, que para ela não ocorreu. No fundo do meu coração eu sinto como se tivesse garantido a vaga. Quase me sinto meio roubada, chegou a declarar.
Por reforçar essa expressão no e-mail, quando diz minha terceira colocação, entende-se que a velocista ainda considera a decisão injusta. Sua sugestão de competir caso alguma atleta não participe por motivos pessoais pressiona Allyson Felix a assumir uma derrota se é que esta ocorreu.
Atletismo · 02 jul, 2012
A seletiva de atletismo da Jamaica para as Olimpíadas de Londres confirmou algo que muitos treinadores e especialistas já indicavam: o homem mais rápido do mundo, Usain Bolt, não é mais tão soberano como outrora. Yohan Blake, maior revelação mundial de provas rápidas nos últimos anos, pode sim bater de frente com Bolt inclusive em Londres.
Nos últimos dias 29 de junho (sexta-feira) e primeiro de julho (domingo), foram realizadas as respectivas finais dos 100 e 200 metros da seletiva jamaicana. Em ambas, Blake foi o primeiro colocado, registrando as melhores marcas do ano.
Nos 100 metros, correu em 9seg75 o recorde mundial, de Bolt, é de 9seg58, de 2009. Bolt chegou com 9seg86. Nos 200, o resultado foi um pouco mais apertado. Blake completou a meia volta na pista de Kingston com 19seg80, seguido por um 19seg83 do compatriota, também recordista mundial na modalidade (19seg19, também no Mundial de Berlim em 2009).
Tive problemas na saída, mas continuei sentindo que não podia desistir, diz Bolt sobre a final dos 100 metros rasos. Após a segunda derrota, no domingo pelos 200 metros, a estrela demonstrou ter sentido mais.
Estou muito triste com minha curva, foi horrível. Estou trabalhando mais nos 100 metros, mas não posso usar isso como desculpa, só tenho que juntar os cacos e resolver isso, lamenta o ainda recordista mundial.
Blake, por sua vez, sugere que seu melhor está por vir. Não acabou, ainda tenho as Olimpíadas. Só queria me manter competindo e continuar nesse ritmo, explica o corredor de 22 anos.
O treinador de ambos, Glen Mills, defende Bolt. Ele pode estar um pouco fora no momento, mas tenho certeza que quando chegar a hora, ele estará em seu melhor, aposta Mills. As finais masculinas dos 100 metros e 200 metros nas Olimpíadas serão nos dias cinco e nove de agosto, respectivamente.
No final de semana (30/06 e 01/07) foram definidas as últimas vagas olímpicas das provas de pista no Trials, a seletiva dos Estados Unidos para a Olimpíada. O Trials foi realizado em Eugene, no estado do Oregon.
200 metros- Uma das modalidades restantes era a dos 200 metros. Todos os dezesseis finalistas (oito homens e oito mulheres) correram abaixo de seus respectivos índices A da associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf). Wallace Spearmon Jr (19seg82), Maurice Mitchell (20seg14) e Isiah Young (20seg16) serão os representantes masculinos da modalidade em Londres (o índice era de 20seg55).
Na categoria feminina, o índice A era de 23seg10. A estrela Allyson Felix (tricampeã mundial na modalidade), venceu a seletiva com 21seg69. Carmelita Jeter (atual campeã mundial dos 100 metros), foi a segunda, com 22seg11 e Sanya Richards-Ross (campeã mundial dos 400 metros) completa a equipe, com 22seg22.
1.500 metros- A equipe de meio-fundistas dos 1.500 metros foi a outra definida nos últimos dias do Trials. Na prova masculina, os três primeiros foram Leonel Manzano, Matt Centrowitz e Andrew Wheating, garantindo que competirão em Londres. No entanto, suas marcas estão muito aquém dos melhores tempos do ano, todos de africanos.
Entre as mulheres, Morgan Uceny, Shannon Rowbury e Jenny Simpson correram abaixo do índice de 4min06 e também irão para Londres. Assim como na prova masculina, os tempos estão longe das melhores marcas do ano.
Decisão dos 100 metros- Na semana anterior, a final feminina dos 100 metros terminou com um impasse: Allyson Felix e Jeneba Tarmoh terminaram rigorosamente empatadas no terceiro lugar. A definição da última vaga chegou a ser cogitada para o cara ou coroa, mas será disputado um tiro apenas entre as duas nesta segunda-feira (02/07) para decidir quem vai para as Olimpíadas.
Atletismo · 02 jul, 2012
No final de semana (30/06 e 01/07) foram definidas as últimas vagas olímpicas das provas de pista no Trials, a seletiva dos Estados Unidos para a Olimpíada. O Trials foi realizado em Eugene, no estado do Oregon.
200 metros- Uma das modalidades restantes era a dos 200 metros. Todos os dezesseis finalistas (oito homens e oito mulheres) correram abaixo de seus respectivos índices A da associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf). Wallace Spearmon Jr (19seg82), Maurice Mitchell (20seg14) e Isiah Young (20seg16) serão os representantes masculinos da modalidade em Londres (o índice era de 20seg55).
Na categoria feminina, o índice A era de 23seg10. A estrela Allyson Felix (tricampeã mundial na modalidade), venceu a seletiva com 21seg69. Carmelita Jeter (atual campeã mundial dos 100 metros), foi a segunda, com 22seg11 e Sanya Richards-Ross (campeã mundial dos 400 metros) completa a equipe, com 22seg22.
1.500 metros- A equipe de meio-fundistas dos 1.500 metros foi a outra definida nos últimos dias do Trials. Na prova masculina, os três primeiros foram Leonel Manzano, Matt Centrowitz e Andrew Wheating, garantindo que competirão em Londres. No entanto, suas marcas estão muito aquém dos melhores tempos do ano, todos de africanos.
Entre as mulheres, Morgan Uceny, Shannon Rowbury e Jenny Simpson correram abaixo do índice de 4min06 e também irão para Londres. Assim como na prova masculina, os tempos estão longe das melhores marcas do ano.
Decisão dos 100 metros- Na semana anterior, a final feminina dos 100 metros terminou com um impasse: Allyson Felix e Jeneba Tarmoh terminaram rigorosamente empatadas no terceiro lugar. A definição da última vaga chegou a ser cogitada para o cara ou coroa, mas será disputado um tiro apenas entre as duas nesta segunda-feira (02/07) para decidir quem vai para as Olimpíadas.
Atletismo · 29 jun, 2012
Nesta sexta-feira (29/06) e no domingo (01/07), no Troféu Brasil de Atletismo, o Brasil define se leva ou não fundistas para os 5.000m nos Jogos Olímpicos de Londres. Nos Estados Unidos, essa decisão foi na quinta-feira (28/06), no Trials, a seletiva norte-americana para as Olimpíadas, disputada em Eugene, no Estado do Oregon.
Recorde no masculino- Entre os homens, Galen Rupp enfrentou Bernard Lagat recordista norte-americano na distância, com 12min53seg60 durante toda a prova e bateu a melhor marca da história do Trials, que era de 40 anos atrás. Rupp completou com 13min22seg67, enquanto Lagat fez 13min22seg82.
Junta-se a eles na equipe olímpica o fundista Lopez Lomong, com 13min24seg47. O recorde mundial é do etíope Kenenisa Bekele, de 12min37seg35.
Vaga nos metros finais- Na prova feminina, Julie Culley correu em 15min13seg77 para ficar com a vitória. Molly Huddle também garantiu presença em Londres, com 15min14seg40.
O destaque na corrida das mulheres foi a decisão da terceira e última vaga olímpica. Tudo indicava que Julia Lucas se classificaria, mas Kim Conley apertou o passo e ultrapassou a concorrente nos últimos metros, vencendo por míseros quatro centésimos (15min19seg79 a 15min19seg83).
Atletismo · 27 jun, 2012
Desta quarta-feira (27/06) até domingo (1º de julho), em São Paulo, ocorre o 31º Troféu Brasil de Atletismo, maior competição nacional do esporte. Apesar de ser uma competição anual, neste ano o Troféu ganha importância maior por conta da data limite de obtenção do índice para as Olimpíadas, justamente o último dia de competição (01/07).
Vagas olímpicas em jogo- Portanto, mais do que um título nacional, o grande atrativo da competição deste ano é a definição das vagas olímpicas remanescentes. Para a prova de Maratona que não ocorre no Troféu já estão definidos os representantes brasileiros (confira lista ao final).
Nos 200 metros, dois corredores já estão garantidos por terem terminado 2011 entre os dez melhores do mundo (Bruno Lins e Ana Cláudia Lemos). Mais oito correram os 200 e 800 metros abaixo do índice exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), mas o número máximo em cada modalidade é de três atletas por país e para levar três, todos tem que correr abaixo do índice A da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo).
Decisão- Nesta quarta-feira já serão disputadas as finais dos 10.000 metros rasos feminino (às 15h50, índice de 31min41) e masculino (às 16h50, índice A da Iaaf de 27min45). Confira a lista de quem já está nas Olimpíadas e também quem fez o índice mas terá que ratificar a vaga nos próximos dias:
Atletas convocados oficialmente:
Marílson Gomes dos Santos - maratona 2h08min03 - BM&FBovespa
Paulo Roberto de Almeida Paula - maratona 2h10min23 - Cruzeiro
Franck Caldeira - maratona 2h12min03 - Orcampi/Unimed
Adriana Aparecida da Silva - maratona 2h29min17 - Pinheiros/Asics
Atletas de pista pré-convocados pelo Ranking 2011:
Bruno Lins - 10º - 200 m 20seg16 - Criciúma
Ana Cláudia Lemos - 8ª - 200 m 22seg48 - BM&FBovespa
Atletas de pista com índice exigido pela CBAt:
Diego Cavalcanti - 200 m 20seg40 - Potiguar
Aldemir Gomes Junior - 200 m 20seg42 - Orcampi/Unimed
Sandro Viana - 200 m 20seg43 - Pinheiros/Asics
Fabiano Peçanha - 800 m 1min45seg31 - Pinheiros/Asics
Kleberson Davide - 800 m 1min45seg32 - Pinheiros/Asics
Diomar Noêmio de Souza - 800 m 1min45seg62 - BM&FBovespa
Diego Diniz Gomes - 800 m 1min45seg62 - Brasil FC
Atletismo · 26 jun, 2012
A segunda-feira (25/06), foi dia de definição das equipes norte-americanas que disputarão as provas de 800 metros nos Jogos Olímpicos de Londres. As provas no Trials (seletiva dos Estados Unidos para as Olimpíadas) em Eugene, no Estado de Oregon tiveram bons tempos, mas o País não é o favorito nessa modalidade.
Masculino- Seis corredores fizeram marcas abaixo do índice A olímpico (1min45seg60), mas apenas três selecionados são permitidos. Nicholas Symmonds, Khadevis Robinson e Duane Solomon Jr foram os primeiros.
O tempo mais rápido do dia foi de Symmonds, 1min43seg92, ainda longe da melhor marca do ano, 1min41seg74, do queniano David Rudisha recordista mundial e favorito à medalha de ouro nas Olimpíadas. Entre as mulheres, as chances dos Estados Unidos são maiores.
Feminino- Cinco meio-fundistas correram abaixo do índice A (1min59seg90) no Trials. As classificadas para disputar a prova de duas voltas completas na pista de atletismo do Estádio Olímpico de Londres são Alysia Montaño, Geena Gall e Alice Schmidt.
Alysia Montaño foi a primeira com 1min59seg08, mas já tinha o segundo melhor tempo do ano com 1min57seg37, apenas 43 centésimos atrás da melhor do mundo na atualidade, Pamela Jelimo que assim como David Rudisha, é do Quênia. É em Alysia que estão as maiores chances dos Estados Unidos subirem ao topo do pódio nos 800 metros em Londres.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026