Cobertura_Olimpíada_Londre2012

Maratonistas brasileiros falam sobre briga pelas vagas olímpicas

O Brasil pode levar de dois a seis corredores para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres, três em cada categoria. Para isso, os brasileiros têm que correr uma prova abaixo do índice estabelecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf). Confira quem são as principais apostas na categoria masculina e seus caminhos para participar da prova das Olimpíadas:

Marílson- “Ele é o único que consegue correr junto com os africanos”. A frase é de Solonei Rocha, campeão da Maratona dos Jogos Pan-Americanos de 2011. Tricampeão da São Silvestre e bicampeão da Maratona de Nova York, Marílson Gomes é indiscutivelmente o maior maratonista brasileiro em atividade.

Apesar de ter feito em 2011 a melhor marca de sua carreira (2h06, em Londres), o período para a obtenção do índice olímpico ainda não estava aberto. Após o abandono do corredor na Maratona de Chicago (09/10), a CBAt indicou o atleta para a vaga por estar entre os 30 melhores tempos do mundo no ano.

A garantia do posto tira a pressão de Marílson para fazer bom tempo na Maratona de Londres (22/04), mas o fundista deve correr forte para provar que mereceria a vaga mesmo sem a indicação. “Vamos decidir na semana da prova como será a minha estratégia”, desconversa o corredor.

Caso mais de dois atletas obtenham o índice A da Iaaf (abaixo de 2h15, que classifica até três maratonistas por país), Marílson pode querer mostrar serviço para justificar sua indicação. “Existe tanto a possibilidade de fazer uma prova conservadora, como de tentar quebrar minha marca e fazer recorde pessoal”, afirma.

Solonei - Ao contrário do introvertido Marílson, Solonei Rocha conquistou a simpatia do público com seu jeito carismático e sua trajetória de vida – de coletor de lixo em Penápolis (SP) a medalhista de ouro pan-americano.

Sua melhor marca é de 2011, (fez 2h11, em Pádua, na Itália) também antes do período de obtenção do índice. Ele também correrá a Maratona de Londres, na esperança de conquistar a vaga.

“A gente sabe que uma vaga é do Marílson e torcemos muito para ele. Tem outros correndo por fora e eu espero conquistar uma dessas duas vagas em aberto”, planeja Solonei.

Paulo Roberto- Menos popular, Paulo Roberto de Almeida Paula já obteve o índice, feito não tão divulgado. Foi na Maratona de Amsterdã, em outubro, quando correu em 2h13. Ainda assim, o atleta do Cruzeiro teme que outros corredores façam tempos melhores.

“Atleta de verdade não pode se acomodar. Estou trabalhando muito desde Amsterdã para baixar minha marca porque sei que tenho a condição de correr melhor do que fiz lá”, encerra, confiante.

No Dia Internacional da Mulher, oito de março, o Webrun traz o panorama da disputa das vagas para a Maratona Feminina dos Jogos Olímpicos de Londres. Confira!


Maratonistas brasileiros falam sobre briga pelas vagas olímpicas

Maratona · 07 mar, 2012

O Brasil pode levar de dois a seis corredores para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres, três em cada categoria. Para isso, os brasileiros têm que correr uma prova abaixo do índice estabelecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf). Confira quem são as principais apostas na categoria masculina e seus caminhos para participar da prova das Olimpíadas:

Marílson- “Ele é o único que consegue correr junto com os africanos”. A frase é de Solonei Rocha, campeão da Maratona dos Jogos Pan-Americanos de 2011. Tricampeão da São Silvestre e bicampeão da Maratona de Nova York, Marílson Gomes é indiscutivelmente o maior maratonista brasileiro em atividade.

Apesar de ter feito em 2011 a melhor marca de sua carreira (2h06, em Londres), o período para a obtenção do índice olímpico ainda não estava aberto. Após o abandono do corredor na Maratona de Chicago (09/10), a CBAt indicou o atleta para a vaga por estar entre os 30 melhores tempos do mundo no ano.

A garantia do posto tira a pressão de Marílson para fazer bom tempo na Maratona de Londres (22/04), mas o fundista deve correr forte para provar que mereceria a vaga mesmo sem a indicação. “Vamos decidir na semana da prova como será a minha estratégia”, desconversa o corredor.

Caso mais de dois atletas obtenham o índice A da Iaaf (abaixo de 2h15, que classifica até três maratonistas por país), Marílson pode querer mostrar serviço para justificar sua indicação. “Existe tanto a possibilidade de fazer uma prova conservadora, como de tentar quebrar minha marca e fazer recorde pessoal”, afirma.

Solonei - Ao contrário do introvertido Marílson, Solonei Rocha conquistou a simpatia do público com seu jeito carismático e sua trajetória de vida – de coletor de lixo em Penápolis (SP) a medalhista de ouro pan-americano.

Sua melhor marca é de 2011, (fez 2h11, em Pádua, na Itália) também antes do período de obtenção do índice. Ele também correrá a Maratona de Londres, na esperança de conquistar a vaga.

“A gente sabe que uma vaga é do Marílson e torcemos muito para ele. Tem outros correndo por fora e eu espero conquistar uma dessas duas vagas em aberto”, planeja Solonei.

Paulo Roberto- Menos popular, Paulo Roberto de Almeida Paula já obteve o índice, feito não tão divulgado. Foi na Maratona de Amsterdã, em outubro, quando correu em 2h13. Ainda assim, o atleta do Cruzeiro teme que outros corredores façam tempos melhores.

“Atleta de verdade não pode se acomodar. Estou trabalhando muito desde Amsterdã para baixar minha marca porque sei que tenho a condição de correr melhor do que fiz lá”, encerra, confiante.

No Dia Internacional da Mulher, oito de março, o Webrun traz o panorama da disputa das vagas para a Maratona Feminina dos Jogos Olímpicos de Londres. Confira!

Após obter vaga, Adriana não pensa em medalha nas Olimpíadas

Adriana Aparecida da Silva bateu o duro índice brasileiro para a Maratona olímpica. Com a vaga garantida, a fundista declara não acreditar em medalha nos Jogos de Londres.

A corredora Adriana Aparecida da Silva entrou para o rol de maratonistas brasileiras mais rápidas de todos os tempos ao completar a Maratona de Tóquio (26/02) em 2h29min17. A marca a deixa atrás apenas de Carmen de Oliveira, que fez 2h27min41, há quase duas décadas.

De quebra, Adriana conquistou a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, que tem como critério de classificação no Brasil o tempo de 2h30min07. “Toda a minha preparação mostrou que eu estava pronta para correr em 2h29min, 2h28min. Eu e o Cláudio [Castilho, técnico do Pinheiros] estabelecemos o ritmo de 3min33 por quilômetro e corri em cima disso”, explica a atleta.

Seu treinamento foi tão positivo que a corredora conseguiu ser ainda mais rápida depois da metade da prova. “Foi uma sensação de superação muito boa. Os treinamentos foram muito duros, o índice é muito forte, então o resultado deu o sentimento de missão cumprida”, celebra.

Preparação para Olimpíada- Adriana deve competir provas mais curtas nos próximos dois meses, inclusive na Europa. “Vou correr a Meia Maratona de Lisboa (25/03) e depois vou fazer provas mais rápidas, de dez quilômetros, para pegar velocidade. O treinamento para a Maratona deve começar em maio”, revela.

A tradicional preparação em altitude – como feito antes do Ouro no Pan e antes da vaga olímpica – deve ser realizada novamente. “Não devemos mudar isso”, conta Adriana. “Eu respondo bem na altitude e isso rendeu bons resultados nas provas”, reconhece.

Chances nos Jogos- A corredora é realista ao falar sobre seus objetivos na Maratona dos Jogos Olímpicos. “É a oportunidade de melhorar mais ainda minha marca. Desde 2010, quando fiz 2h32min, o próximo objetivo era 2h30min e sempre trabalhei para isso, independente do índice. Agora consegui 2h29min e já tracei 2h27min como meta”.

Adriana não alimenta esperança de conquistar medalha – a recordista mundial com 2h15min, Paula Radcliffe, estará presente, assim como Liliya Shobukhova (que tem 2h18min) e todo o forte time de etíopes e quenianas. “A maratona nos últimos anos está com um nível bastante forte. Não acho que eu vá brigar por medalha. É claro que se tiver uma oportunidade (ao longo da prova) eu vou abraçar, mas o objetivo é baixar a minha marca e tentar correr em 2h27min lá”, encerra.


Após obter vaga, Adriana não pensa em medalha nas Olimpíadas

Maratona · 06 mar, 2012

Adriana Aparecida da Silva bateu o duro índice brasileiro para a Maratona olímpica. Com a vaga garantida, a fundista declara não acreditar em medalha nos Jogos de Londres.

A corredora Adriana Aparecida da Silva entrou para o rol de maratonistas brasileiras mais rápidas de todos os tempos ao completar a Maratona de Tóquio (26/02) em 2h29min17. A marca a deixa atrás apenas de Carmen de Oliveira, que fez 2h27min41, há quase duas décadas.

De quebra, Adriana conquistou a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, que tem como critério de classificação no Brasil o tempo de 2h30min07. “Toda a minha preparação mostrou que eu estava pronta para correr em 2h29min, 2h28min. Eu e o Cláudio [Castilho, técnico do Pinheiros] estabelecemos o ritmo de 3min33 por quilômetro e corri em cima disso”, explica a atleta.

Seu treinamento foi tão positivo que a corredora conseguiu ser ainda mais rápida depois da metade da prova. “Foi uma sensação de superação muito boa. Os treinamentos foram muito duros, o índice é muito forte, então o resultado deu o sentimento de missão cumprida”, celebra.

Preparação para Olimpíada- Adriana deve competir provas mais curtas nos próximos dois meses, inclusive na Europa. “Vou correr a Meia Maratona de Lisboa (25/03) e depois vou fazer provas mais rápidas, de dez quilômetros, para pegar velocidade. O treinamento para a Maratona deve começar em maio”, revela.

A tradicional preparação em altitude – como feito antes do Ouro no Pan e antes da vaga olímpica – deve ser realizada novamente. “Não devemos mudar isso”, conta Adriana. “Eu respondo bem na altitude e isso rendeu bons resultados nas provas”, reconhece.

Chances nos Jogos- A corredora é realista ao falar sobre seus objetivos na Maratona dos Jogos Olímpicos. “É a oportunidade de melhorar mais ainda minha marca. Desde 2010, quando fiz 2h32min, o próximo objetivo era 2h30min e sempre trabalhei para isso, independente do índice. Agora consegui 2h29min e já tracei 2h27min como meta”.

Adriana não alimenta esperança de conquistar medalha – a recordista mundial com 2h15min, Paula Radcliffe, estará presente, assim como Liliya Shobukhova (que tem 2h18min) e todo o forte time de etíopes e quenianas. “A maratona nos últimos anos está com um nível bastante forte. Não acho que eu vá brigar por medalha. É claro que se tiver uma oportunidade (ao longo da prova) eu vou abraçar, mas o objetivo é baixar a minha marca e tentar correr em 2h27min lá”, encerra.

Associação Olímpica Britânica cria regras polêmicas para delegação

A Associação Olímpica Britânica (BOA) anunciou que todos os 560 atletas que representarão o Reino Unido nos Jogos Olímpicos de Londres deverão assinar um livro de regras para participar. O diário britânico Telegraph teve acesso ao manual confidencial de 34 páginas e apontou os pontos mais questionáveis.

Caso um atleta se recuse a assinar o termo, sua participação nos Jogos não será permitida. Entre as regras de conduta estabelecidas, está a exigência de não criticar colegas de delegação ou denegrir algum dos patrocinadores – mesmo se algum seja alvo de controvérsia.

Além disso, os atletas britânicos serão proibidos de vender ou modificar qualquer item do uniforme oficial (linha da Adidas). Isso inclui a utilização de qualquer peça de outra marca em ambiente dos Jogos que não seja o momento exato da competição.

Por exemplo, a maratonista Paula Radcliffe – recordista mundial – é patrocinada pela Nike. Isso significa que só poderá utilizar o tênis – e apenas o tênis – de sua patrocinadora na hora de correr. Em coletivas de imprensa e uma eventual entrega de medalha, Radcliffe terá que usar o tênis da Adidas – o que gerou o boato de que atletas de outras marcas iriam descalços às premiações, em protesto.

Apesar de não poderem vender as peças, a doação para caridade “não política” é permitida e a BOA se reserva o direito de ficar com uma peça de uniforme por competidor e vendê-la para gerar dinheiro. Os atletas também serão banidos se utilizarem qualquer tatuagem, corte de cabelo, piercings, brincos ou lentes de contato com mensagens comerciais ou políticas – tatuagens já existentes com esse teor devem ser cobertas.

Reincidência- Não é a primeira vez que a Associação é criticada por formular um acordo restritivo aos seus esportistas. Antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, foi redigido um termo que proibia os integrantes de fazer qualquer crítica ao sistema político chinês. A forte reação negativa fez com que o texto fosse revisado na época.

Entre os impedimentos da nova versão, estão ainda comparecer em qualquer coletiva de imprensa não programada pela organização das Olimpíadas com o uniforme oficial ou medalhas; apostar ou se envolver em apostas referentes aos Jogos; e não comparecer à festa pós-Olimpíadas organizada pela BOA.


Associação Olímpica Britânica cria regras polêmicas para delegação

Atletismo · 29 fev, 2012

A Associação Olímpica Britânica (BOA) anunciou que todos os 560 atletas que representarão o Reino Unido nos Jogos Olímpicos de Londres deverão assinar um livro de regras para participar. O diário britânico Telegraph teve acesso ao manual confidencial de 34 páginas e apontou os pontos mais questionáveis.

Caso um atleta se recuse a assinar o termo, sua participação nos Jogos não será permitida. Entre as regras de conduta estabelecidas, está a exigência de não criticar colegas de delegação ou denegrir algum dos patrocinadores – mesmo se algum seja alvo de controvérsia.

Além disso, os atletas britânicos serão proibidos de vender ou modificar qualquer item do uniforme oficial (linha da Adidas). Isso inclui a utilização de qualquer peça de outra marca em ambiente dos Jogos que não seja o momento exato da competição.

Por exemplo, a maratonista Paula Radcliffe – recordista mundial – é patrocinada pela Nike. Isso significa que só poderá utilizar o tênis – e apenas o tênis – de sua patrocinadora na hora de correr. Em coletivas de imprensa e uma eventual entrega de medalha, Radcliffe terá que usar o tênis da Adidas – o que gerou o boato de que atletas de outras marcas iriam descalços às premiações, em protesto.

Apesar de não poderem vender as peças, a doação para caridade “não política” é permitida e a BOA se reserva o direito de ficar com uma peça de uniforme por competidor e vendê-la para gerar dinheiro. Os atletas também serão banidos se utilizarem qualquer tatuagem, corte de cabelo, piercings, brincos ou lentes de contato com mensagens comerciais ou políticas – tatuagens já existentes com esse teor devem ser cobertas.

Reincidência- Não é a primeira vez que a Associação é criticada por formular um acordo restritivo aos seus esportistas. Antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, foi redigido um termo que proibia os integrantes de fazer qualquer crítica ao sistema político chinês. A forte reação negativa fez com que o texto fosse revisado na época.

Entre os impedimentos da nova versão, estão ainda comparecer em qualquer coletiva de imprensa não programada pela organização das Olimpíadas com o uniforme oficial ou medalhas; apostar ou se envolver em apostas referentes aos Jogos; e não comparecer à festa pós-Olimpíadas organizada pela BOA.

Entenda a atuação do árbitro brasileiro no Triathlon das Olimpíadas

O brasileiro Roberto Menescal conquistou uma das 27 vagas para árbitros no Triathlon dos Jogos Olímpicos de Londres. É a primeira vez que o País será representado por um oficial na modalidade da competição, olímpica desde 2000.

Foram mais de 400 candidatos no processo seletivo que culminou com a representação de Menescal, superintendente da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri). Desde 2002, o brasileiro já atuou em mais de 20 eventos da ITU (União Internacional de Triathlon).

Agora, terá apenas que aguardar o credenciamento, feito pelo delegado técnico geral da prova e pelos organizadores do evento (ITU). O processo burocrático definirá qual posição Roberto Menescal ocupará nos Jogos.

“Tem o chefe da natação, de chegada, ciclismo, transição... são posições atribuídas de acordo com a experiência e o nível de certificação de cada árbitro”, explica. “Como tenho um nível alto de certificação e experiência em Mundial, provavelmente serei designado árbitro de transição”, aposta.

Nesse caso, Menescal será o responsável pela verificação do cumprimento das regras na área de transição. “O atleta não pode retirar a bicicleta do cavalete sem o capacete estar afivelado, o que dá uma punição de 15 segundos. Quando voltar para correr, não pode desafivelar o capacete antes de colocar a bicicleta no rack e todo o equipamento do triatleta tem de estar dentro de sua área”, exemplifica.

Menescal afirma que no Triathlon a arbitragem tem mais um caráter fiscalizador do que de punição. “Tem árbitro para verificar se a temperatura da água está adequada, se não há conduta anti-desportiva dos atletas, se o percurso está desimpedido. São várias funções”, esclarece.

Com a carta de aceitação já respondida, o superintendente da CBTri apenas aguarda para saber qual será sua função nas provas dos dias quatro (feminina) e sete (masculina) de agosto. “Só o fato de participar das Olimpíadas já vai ser uma honra”, conclui.


Entenda a atuação do árbitro brasileiro no Triathlon das Olimpíadas

Triathlon · 29 fev, 2012

O brasileiro Roberto Menescal conquistou uma das 27 vagas para árbitros no Triathlon dos Jogos Olímpicos de Londres. É a primeira vez que o País será representado por um oficial na modalidade da competição, olímpica desde 2000.

Foram mais de 400 candidatos no processo seletivo que culminou com a representação de Menescal, superintendente da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri). Desde 2002, o brasileiro já atuou em mais de 20 eventos da ITU (União Internacional de Triathlon).

Agora, terá apenas que aguardar o credenciamento, feito pelo delegado técnico geral da prova e pelos organizadores do evento (ITU). O processo burocrático definirá qual posição Roberto Menescal ocupará nos Jogos.

“Tem o chefe da natação, de chegada, ciclismo, transição... são posições atribuídas de acordo com a experiência e o nível de certificação de cada árbitro”, explica. “Como tenho um nível alto de certificação e experiência em Mundial, provavelmente serei designado árbitro de transição”, aposta.

Nesse caso, Menescal será o responsável pela verificação do cumprimento das regras na área de transição. “O atleta não pode retirar a bicicleta do cavalete sem o capacete estar afivelado, o que dá uma punição de 15 segundos. Quando voltar para correr, não pode desafivelar o capacete antes de colocar a bicicleta no rack e todo o equipamento do triatleta tem de estar dentro de sua área”, exemplifica.

Menescal afirma que no Triathlon a arbitragem tem mais um caráter fiscalizador do que de punição. “Tem árbitro para verificar se a temperatura da água está adequada, se não há conduta anti-desportiva dos atletas, se o percurso está desimpedido. São várias funções”, esclarece.

Com a carta de aceitação já respondida, o superintendente da CBTri apenas aguarda para saber qual será sua função nas provas dos dias quatro (feminina) e sete (masculina) de agosto. “Só o fato de participar das Olimpíadas já vai ser uma honra”, conclui.

Medalhista olímpica há 32 anos usa tecnologia para obter nova vaga

A velocista jamaicana Merlene Ottey é a competidora que mais esteve em Olimpíadas na história do atletismo. Ottey disputou seis Jogos Olímpicos pelo seu país natal em 20 anos (1980 a 2000), ganhando nove medalhas para a Jamaica nas provas de 100, 200 e revezamento 4x100 metros.

Nos Jogos de Sydney, a corredora conquistou a medalha de bronze nos 100 metros rasos com 40 anos – idade impressionante para obter alto desempenho em provas de velocidade. Em Atenas 2004, Ottey competiu pela Eslovênia, país pelo qual se naturalizou, e chegou às semifinais dos 100 metros.

Não conseguiu a classificação para Pequim 2008 e, já com mais de 50 anos, não se esperava que ela continuasse competindo. Mas Ottey tem esperança de estar em Londres em agosto e aposta na tecnologia para otimizar seu rendimento.

Chip colado na pele- A corredora utiliza um biossensor, que consiste em um chip dentro de um adesivo colado em sua pele. A tecnologia não influencia seu rendimento diretamente, mas oferece dados precisos de sua performance para estudo e, a partir de então, aperfeiçoamento.

"Não posso treinar como fazia há 15 anos. Treino há mais de 30 anos e meus músculos foram gradualmente se tornando menos balanceados", conta Ottey. O chip monitora o esforço que seu corpo faz, coletando dados de fadiga muscular, aceleração, posição, respiração e frequência cardíaca, transmitindo as informações em tempo real para uma equipe de técnicos.

Desta forma, Ottey pode adaptar seu treinamento ou prevenir lesões com base em dados bem definidos, melhorando seu desempenho. A doutora Leslie Saxon, do Centro de Computação Corporal da Universidade de Southern California (EUA), acredita que o uso dos biossensores pode levar o esporte a um novo patamar.

“Podemos combinar as medidas e misturá-las usando programas estatísticos e analíticos para ter uma visão completa do preparo físico do atleta”, defende a doutora Saxon. Em 2011, Merlene Ottey teve como melhores marcas 11seg84 nos 100 metros e 24seg64 nos 200 metros. Os índices A definidos pela Iaaf para a vaga olímpica são de 11seg29 e 23seg10.


Medalhista olímpica há 32 anos usa tecnologia para obter nova vaga

Atletismo · 24 fev, 2012

A velocista jamaicana Merlene Ottey é a competidora que mais esteve em Olimpíadas na história do atletismo. Ottey disputou seis Jogos Olímpicos pelo seu país natal em 20 anos (1980 a 2000), ganhando nove medalhas para a Jamaica nas provas de 100, 200 e revezamento 4x100 metros.

Nos Jogos de Sydney, a corredora conquistou a medalha de bronze nos 100 metros rasos com 40 anos – idade impressionante para obter alto desempenho em provas de velocidade. Em Atenas 2004, Ottey competiu pela Eslovênia, país pelo qual se naturalizou, e chegou às semifinais dos 100 metros.

Não conseguiu a classificação para Pequim 2008 e, já com mais de 50 anos, não se esperava que ela continuasse competindo. Mas Ottey tem esperança de estar em Londres em agosto e aposta na tecnologia para otimizar seu rendimento.

Chip colado na pele- A corredora utiliza um biossensor, que consiste em um chip dentro de um adesivo colado em sua pele. A tecnologia não influencia seu rendimento diretamente, mas oferece dados precisos de sua performance para estudo e, a partir de então, aperfeiçoamento.

"Não posso treinar como fazia há 15 anos. Treino há mais de 30 anos e meus músculos foram gradualmente se tornando menos balanceados", conta Ottey. O chip monitora o esforço que seu corpo faz, coletando dados de fadiga muscular, aceleração, posição, respiração e frequência cardíaca, transmitindo as informações em tempo real para uma equipe de técnicos.

Desta forma, Ottey pode adaptar seu treinamento ou prevenir lesões com base em dados bem definidos, melhorando seu desempenho. A doutora Leslie Saxon, do Centro de Computação Corporal da Universidade de Southern California (EUA), acredita que o uso dos biossensores pode levar o esporte a um novo patamar.

“Podemos combinar as medidas e misturá-las usando programas estatísticos e analíticos para ter uma visão completa do preparo físico do atleta”, defende a doutora Saxon. Em 2011, Merlene Ottey teve como melhores marcas 11seg84 nos 100 metros e 24seg64 nos 200 metros. Os índices A definidos pela Iaaf para a vaga olímpica são de 11seg29 e 23seg10.

Adriana Aparecida da Silva tenta vaga olímpica no domingo

A corredora Adriana Aparecida da Silva disputa na noite de domingo (26/02) – manhã no Japão – a Maratona de Tóquio com o objetivo de decidir sua classificação para os Jogos Olímpicos de Londres. A missão, no entanto, não é nada fácil.

O índice definido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é uma marca ambiciosa (2h30min07) para as maratonistas do País. Apenas duas fundistas brasileiras conseguiram bater esse tempo em toda história, Márcia Narloch (2h29min59, em 2003) e Carmen de Oliveira (2h27min41, em 1994, atual recorde sul-americano). A melhor marca de Adriana é 2h32min30, de 2010.

Ainda assim, o técnico Cláudio Castilho está confiante na obtenção da vaga. “Ela vai correr abaixo de 2h30 e se tornar uma das brasileiras mais rápidas de todos os tempos”, garante. Os treinamentos começaram logo após a pequena pausa depois da conquista da medalha de ouro na maratona do Pan de Guadalajara, em outubro.

No começo de 2012, Adriana ficou quatro semanas e meia em Taipa na Colômbia, treinando em altitude. Depois voltou para o Brasil, onde fez treinos de velocidade em ritmo de prova e desde o dia 20 está no Japão com Cláudio, para “adaptação ao fuso horário e ao clima, que está bem frio”, como conta o treinador.

Segundo Cláudio, a maratonista amadureceu muito nas últimas temporadas e está preparada para bater o índice. “Ela vem baixando suas marcas sensivelmente e está muito bem, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Treinou muito duro e tenho certeza que vai correr abaixo do índice, tem demonstrado nos treinos que tem condições para isso”, explica.

Próximos passos- Adriana não correrá a Maratona de Londres, em 22 de abril, corrida que deve definir a maior parte dos maratonistas olímpicos de 2012. “É uma prova que exige um contrato de fidelidade de três meses e isso a impediria de correr em Tóquio. Achei perigoso porque jogaria mais ansiedade em algo que já não é fácil”, justifica, referindo-se à busca do índice.

Conseguindo a vaga no final de semana, Adriana deve fazer uma preparação na Europa antes das Olimpíadas. “Entre maio e junho ela faria treinamento e competições curtas para melhorar a velocidade e chegar mais rápida nos Jogos”, afirma o técnico do Esporte Clube Pinheiros.

Entenda na próxima página porque o índice olímpico definido pela CBAt é tão baixo

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) definiu como índice A (que classifica até três atletas por país) para a Maratona Feminina o tempo de 2h37min. O índice B (que classifica apenas uma atleta, caso nenhuma do mesmo país tenha obtido o índice A) é de 2h43min. Essas são medidas gerais, mas as Federações nacionais têm liberdade para indicar seus atletas ou definir marcas mais rigorosas.

Cláudio Castilho, que é um dos treinadores de ponta que faz parte do conselho da CBAt, explica como e porque o índice brasileiro é tão desafiador. “Tentamos acompanhar a evolução do Atletismo pelo mundo. Pegamos as marcas do 12º colocado no Mundial de Daegu (2011), Mundial de Berlim (2009) e Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e fizemos a média em todas as modalidades, que é o índice”, conta o treinador.

A medida não é aleatória. “Isso é para estimular o Brasil a acompanhar a evolução do esporte. A Maratona Feminina evoluiu muito, então as atletas brasileiras tem que treinar mais para acompanhar o que está acontecendo. Senão, vão aos Jogos e não terão boa performance”, esclarece Cláudio.

Caso atenda às expectativas do técnico, Adriana Aparecida da Silva deve ganhar notoriedade no cenário internacional. “Nosso objetivo é fazer com que ela entre no primeiro time ou pelo menos no nível mundial da maratona, correndo na casa de 2h27, 2h26”, define. A Maratona de Tóquio larga às 9h10 da manhã de domingo, 21h10 no horário de Brasília.


Adriana Aparecida da Silva tenta vaga olímpica no domingo

Maratona · 24 fev, 2012

A corredora Adriana Aparecida da Silva disputa na noite de domingo (26/02) – manhã no Japão – a Maratona de Tóquio com o objetivo de decidir sua classificação para os Jogos Olímpicos de Londres. A missão, no entanto, não é nada fácil.

O índice definido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é uma marca ambiciosa (2h30min07) para as maratonistas do País. Apenas duas fundistas brasileiras conseguiram bater esse tempo em toda história, Márcia Narloch (2h29min59, em 2003) e Carmen de Oliveira (2h27min41, em 1994, atual recorde sul-americano). A melhor marca de Adriana é 2h32min30, de 2010.

Ainda assim, o técnico Cláudio Castilho está confiante na obtenção da vaga. “Ela vai correr abaixo de 2h30 e se tornar uma das brasileiras mais rápidas de todos os tempos”, garante. Os treinamentos começaram logo após a pequena pausa depois da conquista da medalha de ouro na maratona do Pan de Guadalajara, em outubro.

No começo de 2012, Adriana ficou quatro semanas e meia em Taipa na Colômbia, treinando em altitude. Depois voltou para o Brasil, onde fez treinos de velocidade em ritmo de prova e desde o dia 20 está no Japão com Cláudio, para “adaptação ao fuso horário e ao clima, que está bem frio”, como conta o treinador.

Segundo Cláudio, a maratonista amadureceu muito nas últimas temporadas e está preparada para bater o índice. “Ela vem baixando suas marcas sensivelmente e está muito bem, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Treinou muito duro e tenho certeza que vai correr abaixo do índice, tem demonstrado nos treinos que tem condições para isso”, explica.

Próximos passos- Adriana não correrá a Maratona de Londres, em 22 de abril, corrida que deve definir a maior parte dos maratonistas olímpicos de 2012. “É uma prova que exige um contrato de fidelidade de três meses e isso a impediria de correr em Tóquio. Achei perigoso porque jogaria mais ansiedade em algo que já não é fácil”, justifica, referindo-se à busca do índice.

Conseguindo a vaga no final de semana, Adriana deve fazer uma preparação na Europa antes das Olimpíadas. “Entre maio e junho ela faria treinamento e competições curtas para melhorar a velocidade e chegar mais rápida nos Jogos”, afirma o técnico do Esporte Clube Pinheiros.

Entenda na próxima página porque o índice olímpico definido pela CBAt é tão baixo

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) definiu como índice A (que classifica até três atletas por país) para a Maratona Feminina o tempo de 2h37min. O índice B (que classifica apenas uma atleta, caso nenhuma do mesmo país tenha obtido o índice A) é de 2h43min. Essas são medidas gerais, mas as Federações nacionais têm liberdade para indicar seus atletas ou definir marcas mais rigorosas.

Cláudio Castilho, que é um dos treinadores de ponta que faz parte do conselho da CBAt, explica como e porque o índice brasileiro é tão desafiador. “Tentamos acompanhar a evolução do Atletismo pelo mundo. Pegamos as marcas do 12º colocado no Mundial de Daegu (2011), Mundial de Berlim (2009) e Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e fizemos a média em todas as modalidades, que é o índice”, conta o treinador.

A medida não é aleatória. “Isso é para estimular o Brasil a acompanhar a evolução do esporte. A Maratona Feminina evoluiu muito, então as atletas brasileiras tem que treinar mais para acompanhar o que está acontecendo. Senão, vão aos Jogos e não terão boa performance”, esclarece Cláudio.

Caso atenda às expectativas do técnico, Adriana Aparecida da Silva deve ganhar notoriedade no cenário internacional. “Nosso objetivo é fazer com que ela entre no primeiro time ou pelo menos no nível mundial da maratona, correndo na casa de 2h27, 2h26”, define. A Maratona de Tóquio larga às 9h10 da manhã de domingo, 21h10 no horário de Brasília.

Shobukhova corre nos Estados Unidos como preparação para Olimpíadas

A fundista russa Liliya Shobukhova inicia em março seu período de competições como preparação para a maratona dos Jogos Olímpicos de Londres (05/08). Shobukhova elegeu duas provas nos Estados Unidos como parte de seu treinamento.

A primeira será a Meia Maratona de Nova York, em 18 de março. “Este ano olímpico será o mais importante de minha carreira, então estou escolhendo minhas competições com cuidado. A Meia de Nova York permitirá que eu teste minha forma contra algumas corredoras que enfrentarei na Maratona Olímpica”, analisa a russa, que deve encontrar as americanas Kara Goucher e Desiree Davila na prova, suas oponentes em Londres.

Na semana seguinte, a corredora volta às ruas da cidade que mais a consagrou em sua carreira, Chicago, onde disputa a Shamrock Shuffle, prova de oito quilômetros. A prova deve ter forte efeito motivacional para a atleta. “Permitirá que eu entre em contato com todos os ótimos fãs e corredores em um percurso que soa como um lar para mim e na cidade onde tive tanto sucesso. É a viagem perfeita”, explica.

Favoritismo- Além de ser a única pessoa na história a vencer a Maratona de Chicago três vezes consecutivas (2009, 2010 e 2011), Shobukhova venceu a Maratona de Londres em 2010. É a atual bicampeã do Circuito WMM (World Marathon Majors – as maiores maratonas do mundo) e até o momento, líder do ranking 2011-2012, feitos que a credenciam como uma das favoritas ao ouro olímpico.

Sua principal adversária em Londres será a britânica Paula Radcliffe, recordista mundial e única mulher com marcas mais baixas do que a russa em maratonas. Chicago tem um precedente otimista para Shobukhova: a atual campeã olímpica, a romena Constantina Dita, venceu tanto a Maratona de Chicago quanto a Shamrock Shuffle antes de conquistar o ouro em Pequim - 2008.

Mary Wittenberg, presidente da New York Road Runners, que organiza a prova de 18 de março, não utiliza meias palavras para exaltar a fase da fundista russa e classificá-la como a principal candidata à medalha de ouro nas Olimpíadas. “Consistência é sinal de grandeza e ninguém tem sido mais consistente do que Liliya na distância da maratona nos últimos anos”, conclui a diretora.


Shobukhova corre nos Estados Unidos como preparação para Olimpíadas

Corridas de Rua · 23 fev, 2012

A fundista russa Liliya Shobukhova inicia em março seu período de competições como preparação para a maratona dos Jogos Olímpicos de Londres (05/08). Shobukhova elegeu duas provas nos Estados Unidos como parte de seu treinamento.

A primeira será a Meia Maratona de Nova York, em 18 de março. “Este ano olímpico será o mais importante de minha carreira, então estou escolhendo minhas competições com cuidado. A Meia de Nova York permitirá que eu teste minha forma contra algumas corredoras que enfrentarei na Maratona Olímpica”, analisa a russa, que deve encontrar as americanas Kara Goucher e Desiree Davila na prova, suas oponentes em Londres.

Na semana seguinte, a corredora volta às ruas da cidade que mais a consagrou em sua carreira, Chicago, onde disputa a Shamrock Shuffle, prova de oito quilômetros. A prova deve ter forte efeito motivacional para a atleta. “Permitirá que eu entre em contato com todos os ótimos fãs e corredores em um percurso que soa como um lar para mim e na cidade onde tive tanto sucesso. É a viagem perfeita”, explica.

Favoritismo- Além de ser a única pessoa na história a vencer a Maratona de Chicago três vezes consecutivas (2009, 2010 e 2011), Shobukhova venceu a Maratona de Londres em 2010. É a atual bicampeã do Circuito WMM (World Marathon Majors – as maiores maratonas do mundo) e até o momento, líder do ranking 2011-2012, feitos que a credenciam como uma das favoritas ao ouro olímpico.

Sua principal adversária em Londres será a britânica Paula Radcliffe, recordista mundial e única mulher com marcas mais baixas do que a russa em maratonas. Chicago tem um precedente otimista para Shobukhova: a atual campeã olímpica, a romena Constantina Dita, venceu tanto a Maratona de Chicago quanto a Shamrock Shuffle antes de conquistar o ouro em Pequim - 2008.

Mary Wittenberg, presidente da New York Road Runners, que organiza a prova de 18 de março, não utiliza meias palavras para exaltar a fase da fundista russa e classificá-la como a principal candidata à medalha de ouro nas Olimpíadas. “Consistência é sinal de grandeza e ninguém tem sido mais consistente do que Liliya na distância da maratona nos últimos anos”, conclui a diretora.

Definido o time dos EUA para a Maratona nos Jogos Olímpicos de Londres

No sábado (14/01) foi realizada a Maratona de Houston, nos Estados Unidos, prova classificatória para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Os Trials, como são conhecidas as eliminatórias norte-americanas, tiveram duas provas muito rápidas, com 43 maratonistas correndo abaixo do índice A da IAAF – Associação Internacional das Federações de Atletismo.

Foram 22 homens que correram abaixo de 2h15min (o índice A masculino) e 21 mulheres abaixo de 2h37min (índice A feminino). Os três primeiros colocados de cada categoria asseguraram sua vaga em Londres, e os quartos e quintos colocados ficam como reservas caso ocorram lesões entre os classificados.

Meb Keflezighi (2h09min08), Ryan Hall (2h09min30) e Abdi Abdirahman (2h09min47) conquistaram as vagas entre os homens. Na categoria feminina, as três primeiras colocadas foram Shalane Flanagan (2h25min38), Desiree Davila (2h25min55) e Kara Goucher (2h26min06). A veterana Deena Kastor ficou de fora ao chegar em sexto, com a marca de 2h30min40.

Cumplicidade entre os homens- “É uma honra estar na equipe olímpica pela terceira vez”, conta o vencedor da categoria masculina, Meb Keflezighi. “Foi difícil diminuir o número de competidores na ponta. Quando chegamos em três pessoas, com sete quilômetros ainda por correr, o foco era apenas entrar no time. Não importa se em primeiro, segundo ou terceiro”, define.

O terceiro classificado, Abdi Abdirahman, revela momentos de cumplicidade com o vencedor ao longo da prova. “Meb e eu dissemos ‘vamos trabalhar juntos e entrar nesse time’”, conta o fundista, que vai para sua quarta Olimpíada. Ryan Hall, um dos melhores maratonistas dos EUA na atualidade, aposta em bons resultados em Londres. “O potencial que temos de conquistar medalhas é grande”, analisa.

Alívio feminino- Entre as mulheres, Shalane Flanagan ressaltou o alívio que foi completar a prova entre as três classificadas. “O último quilômetro e meio foi uma mistura de saborear o momento e realmente ficar grata por estar quase terminando. Tentei encarar como uma prova de pista nos quilômetros finais, mas não foi agradável. Pareceu mais longo do que realmente foi”, relembra.

A segunda colocada, Desiree Davila, compartilha o dilema que sofreu nos últimos minutos. “Foi um conflito interno entre querer forçar mais e ver o que eu ainda aguentava”. No fim, conta Desiree, “eu não estava confiante que poderia pegar Shalane e não queria perder minha posição”.

Dona da vaga restante, Kara Goucher lutou contra seu próprio preparo físico para conquistar uma passagem para Londres. “Corri fora da minha condição tentando me distanciar de Amy Hastings (4ª colocada). Nos quilômetros finais eu basicamente estava resistindo”, esclarece. O ritmo do começo da prova foi o que a beneficiou. “Fiquei feliz com o início mais lento”, conclui Kara.

Confira o resultado dos Trials norte-americanos para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres:

Masculino

  • 1º Meb Keflezighi - 2h09min08
  • 2º Ryan Hall - 2h09min30
  • 3º Abdi Abdirahman - 2h09min47
  • Feminino

  • 1ª Shalane Flanagan - 2h25min38
  • 2ª Desiree Davila - 2h25min55
  • 3ª Kara Goucher - 2h26min06

  • Definido o time dos EUA para a Maratona nos Jogos Olímpicos de Londres

    Maratona · 16 jan, 2012

    No sábado (14/01) foi realizada a Maratona de Houston, nos Estados Unidos, prova classificatória para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Os Trials, como são conhecidas as eliminatórias norte-americanas, tiveram duas provas muito rápidas, com 43 maratonistas correndo abaixo do índice A da IAAF – Associação Internacional das Federações de Atletismo.

    Foram 22 homens que correram abaixo de 2h15min (o índice A masculino) e 21 mulheres abaixo de 2h37min (índice A feminino). Os três primeiros colocados de cada categoria asseguraram sua vaga em Londres, e os quartos e quintos colocados ficam como reservas caso ocorram lesões entre os classificados.

    Meb Keflezighi (2h09min08), Ryan Hall (2h09min30) e Abdi Abdirahman (2h09min47) conquistaram as vagas entre os homens. Na categoria feminina, as três primeiras colocadas foram Shalane Flanagan (2h25min38), Desiree Davila (2h25min55) e Kara Goucher (2h26min06). A veterana Deena Kastor ficou de fora ao chegar em sexto, com a marca de 2h30min40.

    Cumplicidade entre os homens- “É uma honra estar na equipe olímpica pela terceira vez”, conta o vencedor da categoria masculina, Meb Keflezighi. “Foi difícil diminuir o número de competidores na ponta. Quando chegamos em três pessoas, com sete quilômetros ainda por correr, o foco era apenas entrar no time. Não importa se em primeiro, segundo ou terceiro”, define.

    O terceiro classificado, Abdi Abdirahman, revela momentos de cumplicidade com o vencedor ao longo da prova. “Meb e eu dissemos ‘vamos trabalhar juntos e entrar nesse time’”, conta o fundista, que vai para sua quarta Olimpíada. Ryan Hall, um dos melhores maratonistas dos EUA na atualidade, aposta em bons resultados em Londres. “O potencial que temos de conquistar medalhas é grande”, analisa.

    Alívio feminino- Entre as mulheres, Shalane Flanagan ressaltou o alívio que foi completar a prova entre as três classificadas. “O último quilômetro e meio foi uma mistura de saborear o momento e realmente ficar grata por estar quase terminando. Tentei encarar como uma prova de pista nos quilômetros finais, mas não foi agradável. Pareceu mais longo do que realmente foi”, relembra.

    A segunda colocada, Desiree Davila, compartilha o dilema que sofreu nos últimos minutos. “Foi um conflito interno entre querer forçar mais e ver o que eu ainda aguentava”. No fim, conta Desiree, “eu não estava confiante que poderia pegar Shalane e não queria perder minha posição”.

    Dona da vaga restante, Kara Goucher lutou contra seu próprio preparo físico para conquistar uma passagem para Londres. “Corri fora da minha condição tentando me distanciar de Amy Hastings (4ª colocada). Nos quilômetros finais eu basicamente estava resistindo”, esclarece. O ritmo do começo da prova foi o que a beneficiou. “Fiquei feliz com o início mais lento”, conclui Kara.

    Confira o resultado dos Trials norte-americanos para a Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres:

    Masculino

  • 1º Meb Keflezighi - 2h09min08
  • 2º Ryan Hall - 2h09min30
  • 3º Abdi Abdirahman - 2h09min47
  • Feminino

  • 1ª Shalane Flanagan - 2h25min38
  • 2ª Desiree Davila - 2h25min55
  • 3ª Kara Goucher - 2h26min06
  • Estados Unidos definem seus maratonistas olímpicos no sábado

    Com exceção dos seis indivíduos que disputarão a Maratona nos Jogos Olímpicos de Londres, em 5 e 12 de agosto, 14 de janeiro é o dia mais importante do ano para os maratonistas dos Estados Unidos. É neste dia que serão definidos os classificados para a maratona olímpica.

    Ao contrário de outros países que utilizam índices próprios ou indicam seus atletas, desde os Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, os Estados Unidos realizam uma única prova como eliminatória. Na edição deste ano, o evento eleito para os “Trials” foi a Maratona de Houston, neste dia 14.

    Os três primeiros colocados garantem a vaga – caso todos completem a corrida abaixo do índice A da IAAF, 2h15 para homens e 2h37 para mulheres. Em caso de índice B (2h18min e 2h43min, respectivamente) apenas o primeiro atleta se classifica. O quarto e quinto colocados ficam como reservas caso ocorra algum imprevisto com um dos classificados.

    Mas a prova dos Trials não é como as tradicionais, com inscrições pagas. Para participar, os maratonistas precisaram correr abaixo de um índice dentro de um determinado período – janeiro de 2009 a dezembro de 2011 para os homens, ou o campeonato nacional em 2008; para as mulheres, janeiro de 2010 a dezembro de 2011 ou o campeonato nacional de 2009.

    Aqueles homens que correram maratonas abaixo de 2h19min, meias abaixo de 1h05 e provas de 10.000m (pista) abaixo de 28min30 ou que ficaram entre os dez melhores nos campeonatos nacionais no período podem competir nos Trials de Houston.

    Para as mulheres, os tempos são de 2h39min (2h46min como índice B), 1h15 na meia e 33min nos 10.000m. Maratonistas que estiveram em Olimpíadas anteriores pelos EUA estão classificados automaticamente para os Trials, como é o caso de Deena Kastor. A eliminatória será disputada às 15h do horário local, 12h no horário de verão de Brasília.


    Estados Unidos definem seus maratonistas olímpicos no sábado

    Maratona · 13 jan, 2012

    Com exceção dos seis indivíduos que disputarão a Maratona nos Jogos Olímpicos de Londres, em 5 e 12 de agosto, 14 de janeiro é o dia mais importante do ano para os maratonistas dos Estados Unidos. É neste dia que serão definidos os classificados para a maratona olímpica.

    Ao contrário de outros países que utilizam índices próprios ou indicam seus atletas, desde os Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, os Estados Unidos realizam uma única prova como eliminatória. Na edição deste ano, o evento eleito para os “Trials” foi a Maratona de Houston, neste dia 14.

    Os três primeiros colocados garantem a vaga – caso todos completem a corrida abaixo do índice A da IAAF, 2h15 para homens e 2h37 para mulheres. Em caso de índice B (2h18min e 2h43min, respectivamente) apenas o primeiro atleta se classifica. O quarto e quinto colocados ficam como reservas caso ocorra algum imprevisto com um dos classificados.

    Mas a prova dos Trials não é como as tradicionais, com inscrições pagas. Para participar, os maratonistas precisaram correr abaixo de um índice dentro de um determinado período – janeiro de 2009 a dezembro de 2011 para os homens, ou o campeonato nacional em 2008; para as mulheres, janeiro de 2010 a dezembro de 2011 ou o campeonato nacional de 2009.

    Aqueles homens que correram maratonas abaixo de 2h19min, meias abaixo de 1h05 e provas de 10.000m (pista) abaixo de 28min30 ou que ficaram entre os dez melhores nos campeonatos nacionais no período podem competir nos Trials de Houston.

    Para as mulheres, os tempos são de 2h39min (2h46min como índice B), 1h15 na meia e 33min nos 10.000m. Maratonistas que estiveram em Olimpíadas anteriores pelos EUA estão classificados automaticamente para os Trials, como é o caso de Deena Kastor. A eliminatória será disputada às 15h do horário local, 12h no horário de verão de Brasília.

    Usain Bolt compete na Jamaica e mira quatro ouros em Londres

    Atletismo · 12 jan, 2012

    O velocista Usain Bolt, detentor dos recordes mundiais dos 100 e 200 metros rasos, fará sua preparação para os Jogos Olímpicos de Londres em provas de seu país natal, a Jamaica. “2012 será um grande ano”, aposta.

    Bolt ganhou notoriedade nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, quando quebrou os recordes mundiais dos 100m e 200m (9seg69 e 19seg30, respectivamente). Em 2009, baixou as marcas novamente no Mundial de Atletismo, em Berlim, com 9seg58 e 19seg30.

    O jamaicano começa a competir em 2012 no dia 11 de fevereiro, em Kingston, no Camperdown Classic. No dia 25, corre no Gibson Relays (de revezamento) e depois no UWI Invitational, em 17 de março.

    Nos três eventos da capital jamaicana é esperado que o corredor dispute a prova dos 400 metros para avaliar sua aptidão à distância, que não é sua especialidade. Bolt já declarou que pretende aumentar o número de ouros da última Olimpíada (três: 100m, 200m e 4x100m) para quatro ao correr também no 4x400m.

    Sua primeira aparição nas provas mais curtas deve ocorrer apenas no Jamaica International Invitational, em cinco de maio. Em junho, no dia sete, compete pela primeira vez no ano fora da ilha caribenha, nos Bislett Games em Oslo (Noruega).

    “Restarão apenas seis semanas para as Olimpíadas de Londres depois dessa corrida. Não há dúvida que será um evento acompanhado com um enorme interesse”, conclui o velocista de 25 anos.